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Decreto 1.171

O documento aborda a ética no serviço público, diferenciando os conceitos de ética e moral, e destacando a importância da ética na função pública. Apresenta o Decreto nº 1.171/1994, que estabelece um Código de Ética para os servidores públicos, e discute as regras deontológicas e deveres fundamentais que devem ser seguidos pelos servidores. Enfatiza que a conduta ética é essencial para a preservação da imagem e moralidade da administração pública.
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Decreto 1.171

O documento aborda a ética no serviço público, diferenciando os conceitos de ética e moral, e destacando a importância da ética na função pública. Apresenta o Decreto nº 1.171/1994, que estabelece um Código de Ética para os servidores públicos, e discute as regras deontológicas e deveres fundamentais que devem ser seguidos pelos servidores. Enfatiza que a conduta ética é essencial para a preservação da imagem e moralidade da administração pública.
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ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

Profa. Emilly Albuquerque

Licenciado para: B?rbara Albuquerque Silva | E-mail: barbarasinicio@[Link] | CPF: 06443596412


1. Ética e Moral

• Os doutrinadores estão cada vez mais preocupados em


conceituar e ao mesmo tempo diferenciar os conceitos de ética
e moral. Trata-se de uma preocupação da sociedade
contemporânea, no intuito de definir aquilo que deve ser
protegido e garantido pelo Estado.
• A ética é uma ciência de estudo da filosofia e, durante toda a
história, vários pensadores se ocuparam de entendê-la, visando
à melhoria nas relações sociais. As normas éticas revelam a
melhor forma de o homem agir durante o seu relacionamento
com a sociedade e em relação a si mesmo.
• Vejamos algumas diferenças entre os dois institutos:

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Ética
• - Ética é a parte da filosofia que se ocupa do estudo do
comportamento humano e investiga o sentido que o homem dá a
suas ações para ser verdadeiramente feliz e alcançar, como diriam
os gregos, o "Bem viver".

• - A palavra ética deriva do grego ethos, e significa


"comportamento". Heidegger dá ao termoethos o significado de
"morada do ser".

• - Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o


estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana
susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja
relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”.
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Moral
• O termo moral deriva do latim — mos —, e significa costumes. A moral é
a "ferramenta" de trabalho da ética. Sem os juízos de valor aplicados pela
moral, seria impossível determinar se a ação do homem é boa ou má.

•- Moral é o conjunto de normas, livre e consciente, adotado que visa


organizar as relações das pessoas, tendo como base o bem e o mal, com
vistas aos costumes sociais.

•- Apesar de serem semelhantes, ética e moral são termos aplicados


diferentemente. Enquanto ÉTICA trata o comportamento humano como
objeto de estudo e normatização, procurando tomálo o mais abrangente
possível, MORAL se ocupa de atribuir um valor á ação. Esse valor tem
como referências as normas e conceitos do que vem a ser bem e mal
baseados no senco comum.
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2. Ética: princípios e valores
• Princípios: é onde alguma coisa ou conhecimento se
origina. Também pode ser definido como conjunto de
regras ou código de (boa) conduta pelos quais alguém
governa a sua vida e as suas ações.

• Valores: Nas mais diversas sociedades,


independentemente do nível cultural, econômico ou
social em que estejam inseridas, os valores são
fundamentais para se determinar quais são as pessoas
que agem tendo por finalidade o bem

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3. Ética e função pública
• Função pública é a competência, atribuição ou encargo para o
exercício de determinada função. Ressalta-se que essa função não é
livre, devendo, portanto, estar o seu exercício sujeito ao interesse
público, da coletividade ou da Administração.
• É importante relacionar ética com função pública porque a
Administração Pública se exterioriza por intermédio de seus
agentes públicos, de modo que um comportamento antiético por
parte destes certamente prejudicará a imagem do serviço público.
• Os princípios constitucionais devem ser observados para que a
função pública se integre de forma indissociável ao direito. Vejamos
os principais princípios destacados no art. 37 da CF/88.

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4. Ética no Setor Público
• A importância da ética no setor público fez com que o legislador
brasileiro criasse o Decreto nº 1.171/1994, estipulando um
regramento ético para toda a Administração Pública do Executivo
Federal.

• 4.1 Decreto nº 1.171/ 1994 (Código de Ética Profissional do Servidor


Público Civil do Poder Executivo Federal).

• O Código de Ética é de aplicação em todo o território nacional,


integrando a Administração direta e indireta. Trata de normas
deontológicas fundamentais para o exercício do cargo ou função
pública.
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5. Decreto 1.171/19944 (Código de ética Profissional
do Servidor Público Civil do Poder Executivo)

• Ficam instituídas as Comissões de Ética, cujo objetivo é fiscalizar


a conduta dos agentes, adequando ao código, bem como
aplicar penalidades em caso de seu descumprimento.
Destacamos algumas características das Comissões de Ética:

• - Composição da Comissão de Ética: 3 servidores ou


empregados de cargo efetivo ou emprego permanente, bem
como seus respectivos suplentes.

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Decreto nº 1.171/1994
• Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público
Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa.
• Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e
indireta implementarão, em sessenta dias, as providências necessárias à
plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Constituição da
respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou
empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente.
• Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à
Secretaria da Administração Federal da Presidência da República, com a
indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.
• Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

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Das Regras Deontológicas
• I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos
princípios morais são primados maiores que devem nortear o
servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele,
já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal.
Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a
preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.
• II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento
ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o
legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente,
o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e
o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°,
da Constituição Federal.
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Das Regras Deontológicas
• III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção
entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do
ato administrativo.
• IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos
direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se
exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre
no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua
finalidade, erigindo- se, como conseqüência, em fator de legalidade.
• V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade
deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que,
como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser
considerado como seu maior patrimônio.
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Das Regras Deontológicas
• VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e,
portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim,
os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
• VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou
interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem
preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da
lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de
eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético
contra o bem comum, imputável a quem a negar.
• VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou
falseá- la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer
ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da
opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade
humana quanto mais a de uma Nação.
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Das Regras Deontológicas
• IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço
público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que
paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano
moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao
patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não
constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao
Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua
inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-
los.
• X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que
compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de
longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço,
não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade,
mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.
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Das Regras Deontológicas
• XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus
superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando
a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de
desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo
imprudência no desempenho da função pública.
• XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator
de desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à
desordem nas relações humanas.
• XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional,
respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode
receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade
para o crescimento e o engrandecimento da Nação.
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Dos Principais Deveres do Servidor Público
• XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
• a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego
público de que seja titular;
• b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo
fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias,
principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na
prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o
fim de evitar dano moral ao usuário;
• c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu
caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a
melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
• d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da
gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;
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Dos Principais Deveres do Servidor Público
• e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o
processo de comunicação e contato com o público;
• f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se
materializam na adequada prestação dos serviços públicos;
• g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a
capacidade e as
• limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer
espécie de
• preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião,
cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes
dano moral;
• h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar
contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o
Poder Estatal;

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Dos Principais Deveres do Servidor Público
• i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes,
interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou
vantagens indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais ou aéticas e
denunciá-las;
• j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da
defesa da vida e da segurança coletiva;
• l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua ausência
provoca danos ao
• trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;
• m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou
fato contrário ao interesse público, exigindo as providências cabíveis;
• n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os
métodos mais adequados à sua organização e distribuição;

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Dos Principais Deveres do Servidor Público
• o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com
a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a
realização do bem comum;
• p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao
exercício da função;
• q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de
serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas
funções;
• r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções
superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto
possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo
sempre em boa ordem.
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Dos Principais Deveres do Servidor Público
• s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;
• t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe
sejam atribuídas,
• abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos
usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos;
• u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou
autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que
observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação
expressa à lei;
• v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a
existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral
cumprimento.

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Das vedações ao servidor público
• XV - E vedado ao servidor público;
• a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo,
posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si
ou para outrem;
• b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou
de cidadãos que deles dependam;
• c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com
erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética
de sua profissão;
• d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício
regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano
moral ou material;

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Das vedações ao servidor público
• e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do
seu conhecimento para atendimento do seu mister;
• f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou
interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com os
jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente
superiores ou inferiores;
• g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda
financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de
qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o
mesmo fim;
• h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar;
• i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em
serviços públicos;

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Das vedações ao servidor público
• j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;
• l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado,
qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio
público;
• m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no
âmbito interno de seu serviço, em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;
• n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;
• o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a
moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;
• p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.

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Das Comissões de Ética
• XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal
direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade
que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma
Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética
profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o
patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de
imputação ou de procedimento susceptível de censura
• XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados
da execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua
conduta ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para
todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público.
• XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de
censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por
todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

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Das Comissões de Ética
• XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético,
entende-se por servidor público todo aquele que, por força de
lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de
natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que
sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou
indiretamente a qualquer órgão do poder estatal, como as
autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais, as
empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em
qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

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6. Sistema de Gestão da Ética do Poder
Executivo Federal
• O Sistema de Gestão da Ética foi instituída por meio do Decreto nº 6.029, de
1º de fevereiro de 2007, com o intuito de integrar os programas e ações da
ética nos órgãos e entidades do Poder Executivo da União.

• Desse modo, cria uma comissão própria, chamada CEP, que atua como
instância máxima da ética pública, em relação a todas as comissões de ética
existentes na estrutura do Poder Executivo. A CEP será integrada por sete
brasileiros que preencham os requisitos de idoneidademoral ,reputação
ilibada e notória experiência em administração pública, dignados pelo
Presidente da República, para mandatos de três anos, não coincidente,
permitida uma única recondução.

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6.1 Competência do Sistema de Gestão da
Ética Pública
• Art. 1o Fica instituído o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo
Federal com a finalidade de promover atividades que dispõem sobre a
conduta ética no âmbito do Executivo Federal, competindo-lhe:
• I - integrar os órgãos, programas e ações relacionadas com a ética pública;
• II - contribuir para a implementação de políticas públicas tendo a
transparência e o acesso à informação como instrumentos fundamentais
para o exercício de gestão da ética pública;
• III - promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a compatibilização e
interação de normas, procedimentos técnicos e de gestão relativos à ética
pública;
• IV - articular ações com vistas a estabelecer e efetivar procedimentos de
incentivo e incremento ao desempenho institucional na gestão da ética
pública do Estado brasileiro.
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6.2 Integrantes do Sistema:

• Art. 2o Integram o Sistema de Gestão da Ética do Poder


Executivo Federal:
• I - a Comissão de Ética Pública - CEP, instituída pelo Decreto de
26 de maio de 1999;
• II - as Comissões de Ética de que trata o Decreto no 1.171, de 22
de junho de 1994; e
• III - as demaisComissões de Ética e equivalentes nas entidades
e órgãos do Poder Executivo Federal.

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6.3 Composição da CEP:
• Art. 3o A CEP será integrada por sete brasileiros que preencham os
requisitos de idoneidade moral, reputação ilibada e notória experiência
em administração pública, designados pelo Presidente da República,
para mandatos de três anos, não coincidentes, permitida uma única
recondução.
• § 1o A atuação no âmbito da CEP não enseja qualquer remuneração
para seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são considerados
prestação de relevante serviço público.
• § 2o O Presidente terá o voto de qualidade nas deliberações da
Comissão.
• § 3o Os mandatos dos primeiros membros serão de um, dois e três
anos, estabelecidos no decreto de designação.
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6.4 Competência da CEP:
• Art. 4o À CEP compete:
• I - atuar como instância consultiva do Presidente da República e Ministros de
Estado em matéria de ética pública;
• II - administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração
Federal, devendo:
• a) submeter ao Presidente da República medidas para seu aprimoramento;
• b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas, deliberando
sobre casos omissos;
• c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em desacordo com as
normas nele previstas, quando praticadas pelas autoridades a ele submetidas;
• III - dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal de que trata o
Decreto no 1.171, de 1994;

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6.4 Competência da CEP:
• IV - coordenar, avaliar e supervisionar o Sistema de Gestão da
Ética Pública do Poder Executivo Federal;
• V - aprovar o seu regimento interno; e
• VI - escolher o seu Presidente.
• Parágrafo único. A CEP contará com uma Secretaria-Executiva,
vinculada à Casa Civil da Presidência da República, à qual
competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos
trabalhos da Comissão.

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6.5 Comissões de Ética:
• Art. 5º Cada Comissão de Ética de que trata o Decreto no 1171, de 1994,
será integrada por três membros titulares e três suplentes, escolhidos
entre servidores e empregados do seu quadro permanente, e
designados pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão, para
mandatos não coincidentes de três anos.

• Art. 6o É dever do titular de entidade ou órgão da Administração Pública


Federal, direta e indireta:
• I - assegurar as condições de trabalho para que as Comissões de Ética
cumpram suas funções, inclusive para que do exercício das atribuições
de seus integrantes não lhes resulte qualquer prejuízo ou dano;
• II - conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética conforme
processo coordenado pela Comissão de Ética Pública.

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6.5 Comissões de Ética:
• Art. 7o Compete às Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do
art. 2o:
• I - atuar como instância consultiva de dirigentes e servidores no âmbito de
seu respectivo órgão ou entidade;
• II - aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal, aprovado pelo Decreto 1.171, de 1994, devendo:
• a) submeter à Comissão de Ética Pública propostas para seu
aperfeiçoamento;
• b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e deliberar
sobre casos omissos;

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6.5 Comissões de Ética:
• c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em desacordo
com as normas éticas pertinentes; e
• d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou
entidade a que estiver vinculada, o desenvolvimento de ações
objetivando a disseminação, capacitação e treinamento sobre as
normas de ética e disciplina;
• III - representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do
Poder Executivo Federal a que se refere o art. 9o; e
• IV - supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta
Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam
configurar descumprimento de suas normas.
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6.6 Rede Ética do Poder Executivo Federal

• Art. 9o Fica constituída a Rede de Ética do Poder Executivo


Federal, integrada pelos representantes das Comissões de Ética
de que tratam os incisos I, II e III do art. 2o, com o objetivo de
promover a cooperação técnica e a avaliação em gestão da
ética.
• Parágrafo único. Os integrantes da Rede de Ética se reunirão sob
a coordenação da Comissão de Ética Pública, pelo menos uma
vez por ano, em fórum específico, para avaliar o programa e as
ações para a promoção da ética na administração pública.

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6.7 Atuação da CEP:
• Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de
direito privado, associação ou entidade de classe poderá provocar
a atuação da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de
infração ética imputada a agente público, órgão ou setor
específico de ente estatal.
• Parágrafo único. Entende-se por agente público, para os fins deste
Decreto, todo aquele que, por força de lei, contrato ou qualquer
ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária,
excepcional ou eventual, ainda que sem retribuição financeira, a
órgão ou entidade da administração pública federal, direta e
indireta.
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6.7 Atuação da CEP:

• Art. 12. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao


preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia fundamentada,
respeitando-se, sempre, as garantias do contraditório e da ampla defesa,
pela Comissão de Ética Pública ou Comissões de Ética de que tratam o
incisos II e III do art. 2º, conforme o caso, que notificará o investigado para
manifestar-se, por escrito, no prazo de dez dias.
• § 1 o O investigado poderá produzir prova documental necessária à sua
defesa.
• § 2o As Comissões de Ética poderão requisitar os documentos que
entenderem necessários à instrução probatória e, também, promover
diligências e solicitar parecer de especialista.

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6.7 Atuação da CEP:

• § 3o Na hipótese de serem juntados aos autos da investigação, após a


manifestação referida no caput deste artigo, novos elementos de prova, o
investigado será notificado para nova manifestação, no prazo de dez dias.
• § 4o Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética proferirão
decisão conclusiva e fundamentada.
• § 5o Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das
providências previstas no Código de Conduta da Alta Administração Federal
e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal, as Comissões de Ética tomarão as seguintes
providências, no que couber:
• I - encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função de
confiança à autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao órgão
de origem, conforme o caso;

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6.7 Atuação da CEP:
• II -- encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-Geral da União ou
unidade específica do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal de que
trata o Decreto n o 5.480, de 30 de junho de 2005, para exame de eventuais
transgressões disciplinares; e
• III - recomendação de abertura de procedimento administrativo, se a gravidade da
conduta assim o exigir.

• Art. 13. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que esteja concluído,
qualquer
procedimento instaurado para apuração de prática em desrespeito às normas
éticas.
• § 1o Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da Comissão de Ética
do órgão ou entidade, os autos do procedimento deixarão de ser reservados.
• § 2o Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento acobertado por
sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem
detiver igual direito perante o órgão ou entidade originariamente encarregado da
sua guarda.
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6.7 Atuação da CEP:

• Art. 14. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é assegurado o


direito de saber o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da
acusação e de ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética,
mesmo que ainda não tenha sido notificada da existência do procedimento
investigatório.

• Art. 15. Todo ato de posse, investidura em função pública ou celebração de


contrato de trabalho, dos agentes públicos referidos no parágrafo único do
art. 11, deverá ser acompanhado da prestação de compromisso solene de
acatamento e observância das regras estabelecidas pelo Código de Conduta
da Alta Administração Federal, pelo Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e pelo Código de Ética do
órgão ou entidade, conforme o caso.

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6.7 Atuação da CEP:

• Art. 16. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir decisão


sobre matéria de sua competência alegando omissão do Código de
Conduta da Alta Administração Federal, do Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do Código de Ética do
órgão ou entidade, que, se existente, será suprida pela analogia e invocação
aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência.
• § 1o Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão de Ética competente
deverá ouvir previamente a área jurídica do órgão ou entidade.
• § 2 o Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspectos éticos que lhe
forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética e pelos órgãos e entidades
que integram o Executivo Federal, bem como pelos cidadãos e servidores
que venham a ser indicados para ocupar cargo ou função abrangida pelo
Código de Conduta da Alta Administração Federal.

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6.7 Atuação da CEP:
• Art. 18. As decisões das Comissões de Ética, na análise de qualquer
fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão
resumidas em ementa e, com a omissão dos nomes dos investigados,
divulgadas no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à
Comissão de Ética Pública.

• Art. 19. Os trabalhos nas Comissões de Ética de que tratam os incisos


II e III do art. 2o são considerados relevantes e têm prioridade sobre
as atribuições próprias dos cargos dos seus membros, quando estes
não atuarem com exclusividade na Comissão.

• Art. 20. Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal darão


tratamento prioritário às solicitações de documentos necessários à
instrução dos procedimentos de investigação instaurados pelas
Comissões de Ética .
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6.7 Atuação da CEP:

• Art. 21. A infração de natureza ética cometida por membro de Comissão de Ética
de que tratam os incisos II e III do art. 2o será apurada pela Comissão de Ética
Pública.

• Art. 22. A Comissão de Ética Pública manterá banco de dados de sanções


aplicadas pelas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o e de
suas próprias sanções, para fins de consulta pelos órgãos ou entidades da
administração pública federal, em casos de nomeação para cargo em comissão ou
de alta relevância pública.

• Art. 23. Os representantes das Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III
do art. 2o atuarão como elementos de ligação com a CEP, que disporá em
Resolução própria sobre as atividades que deverão desenvolver para o
cumprimento desse mister.

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