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Condutividade Térmica

O documento apresenta um roteiro de aula prática sobre condutividade térmica, com foco na determinação experimental da condutividade do cobre. O experimento utiliza a Lei de Fourier para calcular a taxa de transferência de calor e discute as diferenças entre os valores teóricos e experimentais obtidos. Conclui-se que, apesar das discrepâncias, o sistema operou em regime permanente e a condutividade térmica foi determinada como 255,76 W/m.°C.
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Condutividade Térmica

O documento apresenta um roteiro de aula prática sobre condutividade térmica, com foco na determinação experimental da condutividade do cobre. O experimento utiliza a Lei de Fourier para calcular a taxa de transferência de calor e discute as diferenças entre os valores teóricos e experimentais obtidos. Conclui-se que, apesar das discrepâncias, o sistema operou em regime permanente e a condutividade térmica foi determinada como 255,76 W/m.°C.
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13

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS


Departamento de Graduação em Engenharia Mecânica

CONDUTIVIDADE TÉRMICA

Matheus Filipe da Silva

Belo Horizonte
2025
Matheus Filipe da Silva

CONDUTIVIDADE TÉRMICA

Roteiro de aula prática apresentado à disciplina de


Laboratório de Sistemas Térmicos do curso de
Engenharia Mecânica da Pontíficia Universidade
Católica de Minas Gerais.

Orientador: Prof. Marcley Lazarini Pereira

Belo Horizonte
2025
13

LISTA DE FIGURAS

Figura 1-Gráfico Temperatura (°C) x Força eletromotriz (mV)...................................15


Figura 2- Montagem laboratório...................................................................................17
Figura 3- Representação esquemática do sistema.........................................................18
Figura 4- Curva Temperatura (°C) x Deslocamento (m)..............................................22
LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Vazão da água...............................................................................................19


Tabela 2- Distribuição de temperatura na barra............................................................19
Tabela 3- Temperaturas ambiente e da água.................................................................19
13

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................6

2 OBJETIVOS................................................................................................................14

2.1 OBJETIVO GERAL...........................................................................................................14


2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..............................................................................................14
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..............................................................................................15

3.1 Barra de cobre........................................................................................................15


3.2 Termopar Tipo T....................................................................................................15
3.3 Condutividade térmica...........................................................................................16
4 MATERIAIS E METODOS..................................................................................................17

4.1 Material..................................................................................................................17
4.2 Procedimento experimental...................................................................................17
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES.........................................................................................19

5.1 Dados experimentais..............................................................................................19


5.2 Determinação da condutividade térmica do cobre.................................................19
5.3 Análise dos resultados...........................................................................................22
6 CONCLUSÕES.....................................................................................................................24

REFERÊNCIAS........................................................................................................................25
1 INTRODUÇÃO

A transferência de calor é um fenômeno fundamental presente em diversas áreas da


ciência e da engenharia. Entre os mecanismos de transmissão térmica, a condução térmica
desempenha um papel crucial na propagação da energia através dos materiais. Esse processo
ocorre devido ao movimento da energia térmica entre átomos e moléculas vizinhas dentro de
uma substância, impulsionado por um gradiente de temperatura.
A condução térmica é descrita pela Lei de Fourier, uma relação empírica que
quantifica o fluxo de calor em corpos homogêneos sob regime estacionário. Essa lei
estabelece que a taxa de transferência de calor é diretamente proporcional à condutividade
térmica do material, à área da seção transversal e à variação de temperatura, enquanto é
inversamente proporcional à espessura do material.
A condutividade térmica é a propriedade que define a capacidade de um material em
conduzir calor. Quanto maior a condutividade térmica de um material, maior será sua
eficiência na transmissão de calor. Essa característica é essencial para diversas aplicações,
desde a construção civil até a indústria eletrônica e a engenharia de materiais, influenciando o
desenvolvimento de isolantes térmicos, dissipadores de calor e outros componentes
tecnológicos.
14

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Este experimento tem como objetivo determinar a condutividade térmica do cobre,


comparando o valor teórico com o obtido experimentalmente. Além disso, busca-se identificar
as condições de contorno envolvidas, as hipóteses adotadas para o equacionamento e
possíveis fontes de erro durante o processo de experimentação.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Fazer o desenho esquemático do dispositivo experimental.

Calcular a taxa de variação da entalpia da água de refrigeração (taxa de condução de


calor na barra).

Determinar a inclinação da reta de temperatura em função da posição.

Calcular a condutividade térmica do cobre através da Lei de Fourier.

Comparar o valor da condutividade térmica do cobre obtida experimentalmente com o


valor teórico.
15

3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Neste capítulo, serão apresentados conceitos e referências bibliográficas que tratam de


temas importantes para este relatório. Dentre elas estão, a classificação de termopar tipo T, o
conceito de condutividade térmica, definição da Lei de Fourier, entre outros.

3.1 Barra de cobre

O cobre é um elemento químico amplamente utilizado em aplicações elétricas e


térmicas devido às suas excelentes propriedades de condução. Sua baixa resistência térmica e
elétrica o torna um dos melhores condutores disponíveis, superando materiais como alumínio,
latão, aço inoxidável e aço carbono em eficiência térmica. Essa característica faz com que seja
amplamente empregado em sistemas de dissipação de calor, fiação elétrica e diversos
componentes industriais.

3.2 Termopar Tipo T

Os termopares, ou pares termoelétricos, são sensores de temperatura que funcionam


com base na diferença de potencial gerada entre dois metais distintos quando submetidos a
uma determinada temperatura. Esse efeito, conhecido como efeito Seebeck, permite a
medição precisa da temperatura em diversas aplicações.
O termopar tipo T, composto por cobre e constantan, é amplamente utilizado para
medições na faixa de -200 °C a 370 °C. Ele se destaca por sua alta precisão e confiabilidade,
sendo adequado para ambientes variados, incluindo atmosferas oxidantes, redutoras, inertes e
até mesmo no vácuo.
Para determinar a temperatura em Celsius, é possível utilizar uma relação linear
entre a força eletromotriz em função da temperatura, através de uma regressão linear (y=
ax+b) com os dados obtidos experimentalmente para o termopar tipo T, representado através
da Figura 1.
16

Figura 1-Gráfico Temperatura (°C) x Força eletromotriz (mV)

Fonte: Próprio autor.

Dados os resultados da regressão linear, para o termopar tipo T, é utilizada a


seguinte equação:

T ( ° C )=24 , 32∗mV +30 , 12 (1)

3.3 Condutividade térmica

A condutividade térmica é uma propriedade física dos materiais que quantifica sua
capacidade de conduzir calor. Ela é definida como a taxa de transferência de calor através de
um material por unidade de área e por unidade de gradiente de temperatura.
Matematicamente, é representada na Lei de Fourier pela equação:

−k∗d T
q= (2)
dx
Onde:

 q é o fluxo de calor por unidade de área (W/m²);


 k é a condutividade térmica (W/m·K);
 dT/dx é o gradiente de temperatura na direção do fluxo de calor.
17

4 MATERIAIS E MÉTODOS

Nas próximas seções, serão descritos o material, os procedimentos e as técnicas


empregadas neste estudo.

4.1 Material

Para este experimento, foram utilizados uma barra cilíndrica de cobre (com diâmetro
de 22 mm e comprimento de 120 mm), isolada lateralmente com cortiça. Ao longo do
comprimento da barra, foram fixados termopares tipo T para medir a variação de temperatura.
Também foram utilizados um gerador de vapor elétrico para fornecer calor, uma cuba de
vazão constante para controlar a quantidade de vapor, um milivoltímetro para medir a
diferença de potencial dos termopares, uma chave seletora para alternar entre os termopares,
uma proveta, e um cronômetro para controlar o tempo de medição e análise. Na Figura 1,
observa-se a montagem do sistema no laboratório.

Figura 2- Montagem laboratório.

Fonte: Próprio autor.

4.2 Procedimento experimental

O experimento realizado teve como método a utilização de um gerador de vapor


elétrico conectado a uma das extremidades da barra, enquanto na outra extremidade foi
conectado um tubo para entrada de água fria, conforme desenho esquemático representado na
Figura 2.
18

Figura 3- Representação esquemática do sistema

Com o gerador de vapor elétrico e o fluxo de água fria ligados, após o sistema entrar
em regime permanente, foram registrados na tabela de dados os valores obtidos para cada
termopar indicado (Tabela A-1). Os dados dos termopares foram representados por valores de
tensão, se fazendo necessário para conversão o uso da equação (1).
19

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste capítulo, serão abordados e discutidos os resultados obtidos nos ensaios de


condutividade térmica para a barra de cobre.

5.1 Dados experimentais

Tabela 1- Vazão da água

Tempo (s) Volume (ml) Vazão (ml/s)


77 52 0,67
Fonte: Próprio autor

Tabela 2- Distribuição de temperatura na barra

Coordenada espacial x
Força eletromotriz (mV) Temperatura T (°C)
(m)
0.0131 2,751 97,02
0.0418 2,494 90,77
0.0714 2,082 80,75
0.1026 1,750 72,68
0.1311 1,406 64,31
Fonte: Próprio autor.

Tabela 3- Temperaturas ambiente e da água

Valores Temperatura (°C)


Temp. da água à entrada - Te 28,2
Temp. da água à saída - Ts 38
Temp. ambiente - Tamb 27
Fonte: Próprio autor.

5.2 Determinação da condutividade térmica do cobre

É possível determinar a condutividade térmica do cobre através da Lei de Fourier,


mas para isso primeiramente é necessário determinar a taxa de transferência de calor, dada
20

pela energia térmica gerada pelo sistema. Para o escoamento de um gás ideal ou liquido
incompressível sem geração de calor e regime permanente a energia térmica é dado por:

q=ṁ c p (T sai−T entra ) (3)

Onde:

ṁ= p ∀ (4)

Sendo:

ṁ = Vazão mássica (kg/s);


ρ = densidade do fluido (kg/m3);
∀ = Vazão volumétrica média (m3/s).

A vazão volumétrica do sistema, pode ser determinada pela seguinte equação:

V ( ml)
Q= (5)
t (s )

Onde,

Q: Vazão (ml/s);
V: Volume (ml);
t: tempo (s).

Para o sistema, teve-se um volume de 52 ml em 77 segundos, o que equivale a uma


vazão de 0,67 ml/s, multiplicando por 10 -6, temos a vazão volumétrica em m 3/s. Desse modo,
utilizando a vazão volumétrica encontrada e o valor conhecido de densidade para a água (997
kg/m3) na equação (4), temos:

ṁ= p ∀
−6
ṁ=997∗0 ,67 x 10
21

−4
ṁ=6,6799 x 10 kg/s

No sistema em análise, as temperaturas de entrada e saída da água foram de 28,2 °C


e 38,0 °C, respectivamente. Calculando a temperatura média do fluido no sistema, temos 33,1
°C, que equivale a 306,1 K. Para o fluido utilizado, a água, e aproximando a temperatura
média do fluido no sistema para 310 K, pela tabela A-6, do livro Incropera, temos o calor
específico da água igual a 4178 J/ kg.K .
Desse modo, substituindo na equação (3), temos:

q=ṁ c p (T sai−T entra )


−4
q=6,6799 x 10 ∗4178∗(38−28 , 2)

q=27 , 35 W

Com o valor de q calculado e obtendo-se a inclinação da curva de temperatura em


função do deslocamento na barra, é possível calcular a condutividade térmica através da Lei
de Fourier:

1 (5)
q=−kA

−q (6)
k=
A∗∝

Onde,

q = taxa de transferência de calor (W);


k = condutividade térmica (W/m.°C);
A = área através da qual o calor é transferido (m2);
∝= gradiente de temperatura (°C/W).

A inclinação da curva de temperatura em função do deslocamento na barra, pode ser


obtida por uma regressão linear (y = ax+b), conforme representado pela Figura 4.

Figura 4- Curva Temperatura (°C) x Deslocamento (m)


22

Fonte: Próprio autor.

Substituindo na equação (6), temos:

−q
k=
A∗∝
−27 , 35
k= −4
3 ,8 x 10 ∗(−281, 41)
k =2 55 ,76 W /(m .° C)

5.3 Análise dos resultados

Ao determinar os valores de vazão mássica, quantidade de calor absorvida e


condutividade térmica a partir dos dados experimentais apresentados nas tabelas A-1, A-2 e
A-3, foi possível observar uma coerência nos resultados, especialmente na comparação entre a
condutividade térmica teórica e experimental do cobre.
Embora a condutividade térmica obtida experimentalmente seja inferior ao valor
teórico do cobre puro (401 W/m·K), é importante considerar que diversas simplificações
foram adotadas no equacionamento do sistema. Fatores como a suposição de uma seção
transversal constante da barra, regime permanente, isolamento térmico ideal e a inclinação da
reta assumida como dT/dx podem ter impactado a precisão da estimativa da condutividade
térmica real do material.
23

Além disso, possíveis imprecisões nos equipamentos utilizados para medição, como
sensores de temperatura e fluxos térmicos, podem ter introduzido erros experimentais,
influenciando os valores obtidos. Assim, a diferença entre os resultados teóricos e
experimentais pode ser atribuída tanto a essas simplificações quanto às limitações
instrumentais do experimento.
24

6 CONCLUSÕES

Os resultados obtidos permitiram a determinação da condutividade térmica do cobre


por meio da aplicação da Lei de Fourier e da medição experimental da taxa de transferência
de calor. Observou-se que a taxa de transferência de calor ao longo da barra permaneceu
constante, evidenciando que o sistema operava em regime permanente. Isso demonstra que a
energia térmica cedida pelo vapor foi integralmente transferida ao longo da barra, sem perdas
expressivas.
Ademais, verificou-se que a diferença de temperatura entre os medidores manteve-se
constante, o que sugere que a resistência térmica da barra de cobre permaneceu uniforme ao
longo de um comprimento determinado. Embora as temperaturas nas interfaces apresentassem
variações, a diferença entre elas permaneceu inalterada, corroborando a homogeneidade do
material utilizado no experimento. A taxa de transferência de calor determinada foi de 27,35
W.
O valor experimental obtido para a condutividade térmica ( k ) foi de 255,76
W/m.°C. Apesar de inferior ao valor teórico da condutividade térmica do cobre puro (401
W/m.K), essa discrepância pode ser atribuída a diversas simplificações adotadas no
experimento, tais como a consideração de regime permanente ideal, isolamento térmico
perfeito e seção transversal constante da barra. Além disso, fatores como imperfeições na
superfície do material, interferências no contato entre os sensores e a barra, bem como
possíveis imprecisões nos equipamentos de medição, podem ter influenciado os resultados
obtidos.
De modo geral, os valores experimentais apresentaram coerência com os conceitos
teóricos, demonstrando que a metodologia empregada foi adequada para a determinação da
condutividade térmica.
25

REFERÊNCIAS

Roteiro das aulas práticas. Laboratório de Termodinâmica e Transferência de Calor –


Departamento de graduação em Engenharia Mecânica, Pontifícia Universidade Católica de
Minas Gerais.

INCROPERA, F. P.; DEWITT, D. P.; BERGMAN, T. L.; LAVINE, A. S. Fundamentos de


transferência de calor e massa. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

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