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Introdução ao Direito Econômico

Aula de Direito Econômico

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Eliseu Koque
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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DOM ALEXANDRE CARDEAL DO

NASCIMENTO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

DOCENTE: Msc. MANUEL MARAVILHA MATEUS QUIFAMESSA

CURSO: Direito

ANO: 2º

SEGUNDO SEMESTRE.

DISCIPLINA: DIREITO ECONÓMICO

AULA Nº 1 BREVES CONSIDERAÇÕES E NOÇÃO DE DIREITO


ECONÓMICO

O estudo da economia foi estabelecida pelos


fisiocratas, aqueles que acreditavam originalmente
que todo factor de produção originava da terra e seu
cultivo.

Este factor de produção deve-se com avanço do


mercantilismo, movimento este que se caracterizou
pelos encrimentos das relações comerciais ocorridas
na europa nos finais do séc.XVII.

O mercantilismo, deu inicio para o surgimento do


estado liberal, que caracterizou as primazia da
liberdade individual nas relações jurídicas(
liberdade contratual) bem como na não intervenção
do estado na economia.

Material de apoio Prof: Manuel M. M. Quifamessa 1


Todavia, a disputa por mercados económicos, bem como
o exercício abusivo das liberdades individuais (
libertinagen)levaram a derrocada do modelo liberal
económico, tendo como marco histórico a 1ª e 2ª
Guerra Mundial, factos que motivaram o Estado a
repensar seu papel diante a Ordem Económica interna
e internacional. EX:(inflacção, recessão economica
e outras crise do mercado)

Assim, podemos conceituar o direito Económico como


ramo do direito público que disciplina a condução
da vida económica de qualquer nação, tendo como
finalidade a harmonização das relações jurídicas
entre os entes público e agentes privados detentores
dos factores de produção ( produção, circulação e
consumo de bens e prestação de serviços).

Direito Económico é támbem o conjunto normativo que


rege as medidas de polílica economica concedidas
pelo Estado, para disciplinar o uso racional dos
factores de produção, com o objectivo de regular a
Ordem Economica Interna e Externa.

Segundo o professor Washington Peluso de Sousa,


Direito Económico é a ciência jurídica que
regulamenta a actividade economica dos sectores
públicos e privados, consiliando os interesses
conflituantes no processo produção-consumo de bens
e serviços, definindo directrizes de política
economica. É também o ramo do Direito público que
disciplina a condução da vida economica de qualquer
nação.

O direito economico, tem por objectivo; harmonizar


medidas de políticas economica, tanto dos entes
públicos e privados, através do Princípio da
Economicidade- aquele que no qual, procura a
concretização dos objectivos constitucionamente
traçados, (ex: alinhas c);d);e ... do artigo 21ª).

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ANO: 2º

SEGUNDO SEMESTRE.

DISCIPLINA: DIREITO ECONÓMICO

AULA Nº2 A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO ECONÓMICO

É importante realçarmos, que o surgimento do Direito


Económico ou Jus-Económico como ramo do direito é
recente e teve como ponto alto dois momento
distintos como: a consolidação do modelo de Estado
Democrático de Direito e a prevalência do
liberalismo económico.

Deste modo, os primeiros actos normativos que


versavam sobre a matéria economica tratava sobre a
coibição á prativa de truste, que envolvia a fusão
de varias empresas de modo a formar um monopólio com
objectivo de dominar o mercado com oferta de
produtos e serviços.

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Outro normativo que merece destaque é o decreto de
Allarde- frança/ 1791, que proibia os sindicatos,
as greves e os manifestações dos trabalhadores,
alegando a defesa da livre empresa e iniciativa
privada.

Tadavia. A legislação antitruste de combate á


concentração de empresas, á fixação arbitraria dos
preços, entre outras infracções á Ordem Economica,
alargou a sistemátização, criação e aprovação de
diversas normas (antitruste)como tambem:

➢ competition act de 1889 no Canadá;que é


designada a acta de Direito contra os crimes
economicos, que resultou actualmente na Lei da
Concorrência.
➢ Shermar act de 1890 no EUA,que foi a acta de
regulação comercial antitruste.

A evolução histórica do jus-económico,advoga que o


Direito Económico era sinónimo de direito antitruste
que foi surgindo através das disputas comerciais e
das desigulidade sociais oriundo dos efeitos do
capitalismo liberal, que resultou na necessidade da
intervenção do Estado na economia, para garantir a
manutenção de seus mercados internos e externos e
estabelecer as suas políticas públicas de
distribuição da riquesa e inclusão social.

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ANO: 2º

SEGUNDO SEMESTRE.

DISCIPLINA: DIREITO ECONÓMICO

AULA Nº 3 A RELAÇÃO ENTRE A ECONOMIA E O DIREITO

A relação entre a economia e o direito é tornada


como realidade sociais, independentemente de
qualquer que seja a orientação dotrinaria.

A economia e o direito sempre se interinfluênciaram,


e ambas são dimensões especificas de uma mesma
realidade. Por um lado a Sociedade e por outro as
Relações sociais.

É importante realçarmos, que tanto a economia como o


direito, têm como campo de acção a Sociedade. Por
lado a economia procura produzir riquezas no seio da
sociedade, tornando as familias com elevado poder
económico;facilitando assim a produção de bens e
serviços.

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Já o Direito tem por premissia regular a conduta ou
o comportamento dos individos numa determinada
sociedade; através de regras de boa conduta e
convivência.

O segundo campo de acção é as relações sociais, tanto


a economia como o direito são elementos inerentes as
relações sociais.

Esta relação proporciona duas dimensões:

1º dimensão economica;(produção, circulação,


distribuição, consumo).

2º dimensão jurídica;(disciplina jurídica da força


do trabalho,estatudo da empresa, regulação juridica
do mercado e das trocas comerciais, regime jurídico
de tributação e os direitos dos consumidores).

A dimensão jurídica consiste na produção de Normas


de Direito, a sua aplicação, bem como a resolução de
litígios por meio de processos e decisão judiciais.

A relação entre a economia e o direito não são


uniformes e têm variado ao longo do tempo, com a
dinámica da evolução da ordem economica e a revogação
e produção de normas.

Para o pensamento liberal, a actividade é um dado


natural, providos do mercantilismo ou das liberdades
individuais(mercado)geradora de riqueza.Outossim, a
regra jurídica compete fornecer a actividade
economica um suporte normativo, sistemático e
transparente de facil entendimento e capaz de
proporcionar a seguraça de que a actividade
economica tanto necessita para geral os resultados
pretendidos na criação de riquesas e satisfazer as
necessidades colectivas.

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SEGUNDO SEMESTRE.

DISCIPLINA: DIREITO ECONÓMICO

AULA Nº4 AS CONCEPÇÕES DOUTRINARIAS ENTRE DIREITO


ECONÓMICO E DIREITO DA ECONOMIA

Aquestão terminológica entre direito da economia ou


direito económico do ponto de vista de alguns
economista e jurísta, tem causado algumas celeuma
doutrinarias.
Segundo Helena Prata, defende que a expressão
direito da economia traduziria a inclusão no âmbito
do direito público; enquanto que a preferência da
expressão direito económico sugiria a valorização
da natureza mista.
Para Geovani Quadri; entende designar a disciplina
Direito público da economia, no seu entender a
economia é simplesmente o espaço, a esfea de
interesse que o direito assume como objecto da sua
disciplina.

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Segundo Morais Guerra, o direito económico não é
sinónimo de direito da economia, citando que o
direto económico como direito aplicavel a todas as
matérias que entram na noção de economia congrega
todas as partes do direito privado e do direito
público que dizem respeito a vida económica.
Dentro da academia jurídca norte-americana, não há
uma disciplina referente ao direito económico
propriamente dito, o estudo do impacto da economia
nas normas jurídica e da consequente implementação
destas no meio social fica a cargo da Analise
Económica do Direito.
Entretanto, a doutrina alemã usa a expressão direito
da economia, Italia com a expressão Diritto dell
economia e a francesa direito económico sendo que
isto nos obriga a entender á unidade sistematica que
caracteriza este ramo do direito, pois o direito
económico merece uma designação prefenrencial para
fazer jus á sua quase dupla natureza pública e
privada.
Na doutrina Portuguessa, adotou-se a expressão de
Direito Econonómico; citando Cabral de Moncada, o
direito económico afirma-se fundamentalmente como o
direito público que tem por objectivo o estudo das
relações entre os entes públicos e os sujeitos
privados.
Em angola a disciplina leccionada nas faculdades das
varias universidade, recebeu támbem o nome de
Direito Económico, como mero conjunto de normas
jurídicas, disciplina jurídica ou sistema de normas
e princípos jurídicos.
Esta contraposição terminológica entre Direito da
Economia e Direito Económico não é dispida de razão
distintiva, subjacente á respectiva corrente de
concepção. Tudo porque são varias as disciplina do
ramo do Direito com índole económica como: direito
financeiro, direito bancário,direito fiscal e etc.

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DISCIPLINA: DIREITO ECONÓMICO

AULA Nº5 AS FONTES DO DIREITO ECONÓMICO ANGOLANO

A ordem jurídica da economia é constituida por todas


as normas e actos jurídicos que disciplinam a
actividade económica, atraves de: leis, decretos
leis, Reguamentos e despachos. É imperioso
realçarmos, que no topo da hierarquia das fontes do
direito económico encontra-se a Constituição. Estas
fontes, estão tipificada em: internas, externas e
mistas.

Nas fontes internas,podemos encontrar a lei, actos


normativos administrativos, contratos e costume.

➢ A lei- resulta do produto final do processo


legislativo nos termos do art.161 da CRA.
➢ Os actos administrativos- são todos os actos do
titular do poder executivo que têm por fins

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regulamentar a aplicação de uma lei, com as
infraconstitucionais.
➢ Os contratos- sendo uma figura do direito civil,
é importante compreendermos, que os contratos
são fontes imediatas do direito económico, uma
vêz que traduz-se em instrumentos de circulação
de riquezas e distribuiçãode renda na sociedade.
➢ O costume, seu uso entende-se como toda a prática
comportamental da sociedade, cuja observancia é
consagrada nos trmos do art. 7º da CRA, como
fonte de direito.
Fontes externas, resulta principalmente, dos acordos ou
convencções que os países ratificam no âmbito da cooperação
internacional. Nas fontes mistas, é visível as parcerias
de natureza público-privado.

Legislação actual de relevância jus-económica para


consulta:

-Lei nº14/03, de 14 de Julho- fomento do empresariado


privado angolano

-Lei nº 14/15,de 11 de Agosto- Investimento privado

-Lei nº 18 e 19/03, de 12 de Agosto- sobre os contratos de


distribuição, agências, participação e consorcios.

-Lei nº 1/04, de 13 de Fevereiro- sobre as sociedades


comercias

Legislação actual de relevância jus-económica para


consulta:

-Lei nº 8/88, de 25 de junho- SEF

-Lei nº 15/3, de 22 de julho – Lei de Defesa do consumidor

-Lei nº 34/11, de 12 de Dezembro- Sobre o Braqueamento de Capitais e Financiamento


ao Terrorismo

-Lei nº 23/15, de 31 de Agosto – Lei das Cooperativas

-Lei nº 10/19, de 14 de Maio- Lei das Privatizações

-Lei nº 6/99, de 3 de Setembro – Lei das Infracções Económica

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DISCIPLINA: DIREITO ECONÓMICO

AULA Nº6 A CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA ANGOLANA

O conceito de Direito económico na doutrina jus-


económica é recente e acompaha a origem e formação
da ciênciado do direito económico. Esta origem e
formação sobre o direito económico tem a sua raiz na
doutrina germânica quando que é após a Iº guerra
Mundial e deu o surgimento da Constiuiçáo alemã
(Weimar-1919), com certa anticipação das
constituições Mexicana-1917, Russia-1918; que
começaram assim a grosso modo a consagração explicita
de normas e princípios sobre materia económicas e
socias.

É importante realçarmos, que Constituição Weimar-


1919, inspirou posteriormente outras constituições
como: Espanhola de 1931; Portuguesa de 1933;
Brasileira de 1934, coincidindo com a construção do

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Estado-Providência, onde varias destas constituições
dedicaram alguns precitos á conformação da
respeitiva ordem económica.

Sendo assim, podemos conceituar que, a Constituição


Económica é o segmento da constituição que trata da
vida económica de qualquer nação,e segundo Cabral de
Moncada é o conjunto de principios gerais que
conferem unidade de sentido á económica, fazendo dela
uma ordem normativa.

Já para Gomes Canotilho, a Constituição Económica é


o conjunto de disposições constitucionais que dizem
respeito a conformação da ordem fundamental da
economia.

A CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA ANGOLANA

A actual versão da constituição económica de 2010,


faz assentar a organização económica e social na
subordinação do poder económico ao poder político,
na pluralidade de sectores de actividade económica e
de formas de inicitiva-privada, pública e
cooperativo, materializada na propriedade pública de
meios de produção e de recursos naturais de acordo
com o interesse colectivo.outrossim,esta abertura
matem diversas formas de concretização do sistema
económico como:

➢ Economia social de mercado


➢ A propriedade privada
➢ A democracia economica

Este modelo procura estabelecer um equilibrio entre


a economia de mercado e o interesse público,
defendendo assim a propriedade privada e a liberdade
de empresa, favorecendo a concorrência e a garantia
da democracia económica.

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Esta abertura material da constituição de 2010, tem
a sua matriz no pacote legislativo SEF- saniamento
económico financeiro, fruto da lei nº 12/91 e lei nº
23/92 de 16 de setembro, resultou na revogação dos
princípios do socialismo, do centralismo democratico
ou da democracia popular para dar lugar a consagração
de uma nova ordem jurídica assente ou inspirada no
liberalismo económico.(art.2º CRA); quer na dimensão
participativa, quer na dimensão representativa ela
afirma que o Estado estimula a participação de todos
os agentes no processo económico nos termos do artigo
92ºCRA.

Em sede de direitos e deveres económicosa


constituição económica angolana reconhece o direito
de propriedade privada a luz do artigo 14º, um
direito que a doutrina considera análoga aos
direitos, liberdade e garantias coadjuvados com o
artigo 37º da CRA.

É importante realçarmos, que o direito de propriedade


privada não é reconhecido como um direito absoluto,
podendo ser objecto de limitação ou restrição por
força do art.57º da CRA, das quais se relaciona com
principios ou regras constitucionais, incluindo
outros direitos económico ou sociais e as disposições
da organização económica.

O direito de propriedade inclui 4 componentes:

➢ O direito de a adquirir ou seja de acesso a


propriedade,
➢ O direito de usar e fruir dos de que se é
proprietário,
➢ Liberdade de transmissão, direito de não ser
impedido de transmitir a propriedade, por vida
ou morte,
➢ O direito de não ser privado dela.
➢ As limitações admissiveis ao direitode
propriedade privada podem reflectir-se sobre

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uma das suas componentesem especial ou sobre todas
elas para tal é necessario ter em conta os bens
insusceptiveis de apropriação privada art.(95º
domínio público).

O direito de iniciativa privada é explicitamente


considerado como um direito económico e não apenas
como um principio de organização económica. Este
trata-se de um direito independente do direito de
propriedade, pesem embora as natuais conxões entre
ambas, mas que goza de idêntica protecção (arts.37º
e 38º da CRA).

Em nota de conclusão, podemos destacar alguns


principos de organização económica como:

➢ Principio da coexistência económica


➢ Principio da intervenção económica
➢ Principio da defesa do sâ concorrência
➢ Principio da defesa do consumidor e da
qualidade de vida
➢ Principio da protecção do ambiente e do
desenvolvimento sustentavel.

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DISCIPLINA: DIREITO ECONÓMICO

AULA Nº7 As CARACTERISTICAS DAS CONSTITUIÇÕES


ECONÓMICA ANGOLANA

A constituição económica angolana, sendo o


seguimento ou estrutura da constituição que regula a
vida económica do país, trás consigo caracteristicas
proprias desde á sua cofundação.sendo assim,
passamos a analisar a evolução da mesma ao longo dos
tempos.

O período de formação do direito económico, tem como


marco historico a lei constitucional de 1975, marcada
pela data da proclamação independência e a
implementação de um sistema económico e político
inspirado sob o princípio da Direcção Central da
Economia segundo o modelo Socialista-Marxista/
centralizada na planificação. Este sistema ou

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modelo, marcou a primeira fase de formação do direito
económico angolano entre 1975 á 1988.

Em 1988 com o surgimento do pacote legislativo SEF-


saneamento económico e financeiro. Este pacote
legislativo, deu início a uma série de normas jus-
económica que veio a consagrar a lei constitucional
de 1992, como: a lei nº 8/88, de 25 de junho, lei
nº 9/88, de 2 de julho (SEF)e a lei nº 10/88, de 2
julho-sobre as actividades económicas; marcando
assim a a 2º fase que terminou em 1994.

A terceira fase corresponde com a constituição de


2010, cuja sua criação se desponta pela
concretização jus-económica iníciada na 2º fase da
ordem económica de 1992 e encontrou maior abertura
na constituição actual de 2010.

Caracteristica da constituição económica-1975

➢ Independência económica virada para o bem-estar


social das camadas populares mais exploradas
pelo colonialismo
➢ Reconhecimento e protecção dos diversos
sectores da economia (público, cooperatviva e
privado)
➢ Tributação progressiva dos impostos
➢ Economia acentuada no dirigismo do Estado
➢ Intervenção directa do Estado na economia

Em 1978 houve uma revisão da lei constitucional, que


abriu um pequeno foco a iniciativa e propriedade
privada, mas era ainda visivel a contraposição do
princípio do dirigismo. Esta lei 09/88, de 2 de
julho, marca o primeiro programa de tentativa de
recoperação económica e financeira SEF; onde o
principal objectivo deste proprama era: a
restruturação do sector empresarial público, a
reforma económica do mercado, a reavaliação do
processo de reprivatizações, a reforma do sistema

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monetário, a reabertura ao comércio externo e ao
investimento privado estrangeiro.

Caracteristica da constituição económica-1992

A constituição de 1992, é considerada como um marco


juríco da transição democratica, consolidando a
ruptura com o regime socialista.neste novo texto
constitucional é visivel a abertura dos direitos
económicos e sociais, os principios fundamentais da
economia fundada na valorização do trabalho humano e
na livre iniciativa e o bem-estar social. Outrossim,
é visivel neste texto a expansão do principio da
propriedade privada, livre iniciativa, livre
concorrência, função social da propriedade e
desapropriação por utilidade pública.

➢ Principio da coexistencia de sectores de


titularidade de direitos económicos fundamentais
➢ Livre acesso e a reserva pública bem como a
liberdade económica
➢ Utilização racional de todas as capacidades
produtivas e recursos naturais.

Caracteristica da constituição económica-2010

A constituição económica estabelece, que cabe ao


Estado Angolano, o principal papel de regulador e
coordenador da economia nacional,a actual
constituição tem endereço certo sobre a materia, onde
fazem parte alguns principios fundamentais que dizem
respeito a organização económica como:

Artigos.2º,21º,22ºss,76º,89º,104º.outrossim, o
titulo IIIº da actual constituição é reservado a
organização económica, financeira e fiscal que
dedica 16 artigos especificos com disposições
referentes a organização económica do país.

➢ Livre iniciativa económica e empresarial

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➢ Economia de mercado na base dos princípios e
valores da sã concorrência.
➢ Respeito e protecção á propriedade e a
iniciativa privada
➢ Função social da propriedade
➢ Redução das assemetrias regionas e desigualdade
social
➢ Concertação social
➢ Defesa do consumidor e do meio ambiente.

Para concluirmos, é importante realçar que, a actual


versão da constituição económica de 2010, faz
assentar a organização económica e social na
subordinação do poder económico nos termos do artigo
89-104 CRA.

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