Apostila de Microbiologia e Parasitologia
Apostila de Microbiologia e Parasitologia
APOSTILA DE
MICROBIOLOGIA
E PARASITOLOGIA
Sumário
COMO IDENTIFICAR UMA BACTÉRIA?............................................................................................................................ 3
GRUPOS BACTERIANOS E SUAS ESPECIFICIDADES........................................................................................................ 16
RESISTÊNCIA BACTERIANA .......................................................................................................................................... 41
PARASITOLOGIA .......................................................................................................................................................... 53
HELMINTOS ................................................................................................................................................................ 55
PLATHYELMINTES........................................................................................................................................................ 68
PARASITOLOGIA II ....................................................................................................................................................... 89
MICOSES SUPERFICIAIS...................................................................................................................................... 111
MICOSES CUTÂNEAS.......................................................................................................................................... 113
MICOSES SUBCUTÂNEAS ................................................................................................................................... 120
MICOSES SISTÊMICAS ou PROFUNDAS............................................................................................................... 124
MICOSES OPORTUNÍSTICAS ............................................................................................................................... 127
FEO-HIFOMICOSES ............................................................................................................................................ 129
PSEUDOMICOSES .............................................................................................................................................. 129
1. VÍRUS DNA ENVELOPADOS ................................................................................................................................... 134
2. VÍRUS DNA NÃO ENVELOPADOS ............................................................................................................................ 137
1. VÍRUS RNA ENVELOPADOS .................................................................................................................................... 139
2. VÍRUS RNA NÃO ENVELOPADOS ............................................................................................................................ 145
RESUMOS PRÉ-PROVA .............................................................................................................................................. 148
PROVA 2............................................................................................................................................................ 148
PROVA 3............................................................................................................................................................ 156
PROVA 4 (PARASITO) ......................................................................................................................................... 163
PROVA 4 (ARTRÓPODES) ................................................................................................................................... 166
PROVA 4 (MICOSES) .......................................................................................................................................... 167
PROVA 4 (VÍRUS) ............................................................................................................................................... 169
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JULIA ARRIADA CABREIRA- ATM 23
1. EXAME BACTERIOSCÓPICO
*material fresco é coletado e colocado diretamente na lâmina
*se utiliza coloração de gram na maioria das vezes, mas também a Xiehl Nielsen (usada para micobactérias que são
álcool-ácido resistentes- normalmente coram em rosa)
*avalia características morfológicas que coram:
- forma(coco, bacilo, espirilo)
-coloração
-arranjo (estafilo, strepto)
STAFILOCOCO ESTREPTOCOCOS
ZIEHL-NEELSEN
2. EXAME BACTERIOLÓGICO
*consegue identificar gênero e espécie da bactéria
*como é feito?
1. se isola o organismo e escolhe meio de cultura mais adequado para seu desenvolvimento, de acordo com o que se
quer observar
2. se mantém por 24 horas em 35 graus
3. se verifica se foi encontrado ou não o material (parâmetro) desejado
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JULIA ARRIADA CABREIRA- ATM 23
3. MÉTODOS IMUNOLÓGICOS
*detecção de bactérias ou componentes dela através da região do antígeno com anticorpo
*o exame é feito a partir do material clínico coletado, depois de ele passar por processo de isolamento de cultura
*é comumente feito para Salmonella
4. MÉTODOS MOLECULARES
*diagnóstico e detecção bacteriana diretamente a partir do DNA do microrganismo
MORFOLOGIA BACTERIANA
COCOS: esféricas
BACILOS : bastão
ESPIRILOS: espiralada ou curvada
PLEOMÓRFICAS: nenhuma das formas referidas acima.
Formato indefinido
1. PAREDE CELULAR
*não possui esteroides (como colesterol), o que é comum nas membranas de células eucarióticas
*OS MICOPLASMAS NÃO POSSUEM PAREDE CELULAR
FUNÇÃO:
-confere forma da bactéria
-proporciona rigidez à bactéria
-atua como a mitocôndria produzindo energia
-a parede celular varia entre gram-positivo e gram-negativo:
BACTÉRIAS GRAM-NEGATIVAS:
@ possui fina camada de peptideoglicano (corresponde de 5 a 10% da composição da parede) + lipopolissacarídeo,
logo em seguida da membrana citoplasmática
@ na superfície externa dessa camada de peptideoglicano, existe uma membrana externa QUE É EXCLUSIVA DAS
BACTÉRIAS GRAM-NEGATIVAS e é composta da lipopolissacarídeo (LPS).
FUNÇÕES:
*manter a estrutura bacteriana
*proporcionar barreira de permeabilidade para grandes moléculas (antibióticos, lisozima...)
*LPS = endotoxinas resposta imune
*presença de proteína transmembrana
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JULIA ARRIADA CABREIRA- ATM 23
@ espaço periplasmático espaço entre a superfície mais externa da membrana citoplasmática e a parte interna da
membrana externa. A função desse espaço é abrigar enzimas hidrolíticas que atuam na degradação de
macromoléculas para o metabolismo celular.
Esse espaço abriga também fatores de virulência: colagenases, beta-lactamase...
BACTÉRIAS GRAM-POSITIVAS:
Nem todas as bactérias coram pelo gram, um exemplo é a Nocardia que é uma micobactéria:
*tem baixíssima taxa de permeabilidade e crescimento lento
*sua parede é formada por: peptideoglicano + bicamada lipídica + ácido micólico
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@LIPOPOLISSACARÍDEO (LPS)
*é a endotoxinas
*encontrado em bactérias gram-negativas
*formado por 3 estruturas principais:
-lipídio A: idêntico para todas as bactérias, é essencial à sua viabilidade e toxicidade (endotoxina)
-núcleo de polissacarídeo : é idêntico em uma mesma espécie
-antígeno O : distingue sorotipos (cepas) de uma espécie bacteriana
MICOBACTÉRIAS
-Nocardia
*álcool-ácido resistentes não coram pelo gram
*parede rica em peptideoglicano com bicamada lipídica assimétrica
*no folheto mais interno estão os os ácidos micólicos e no mais externo
os lipídios
*possuem baixíssima permeabilidade e taxa de crescimento lento
2. MEMBRANA CITOPLASMÁTICA
*é uma bicamada lipídica
*composição: fosfolipídeos (glicerol + ácido fosfórico) onde se ligam 2 moléculas de ácidos graxos
*a parte hidrofóbica fica disposta internamente e a hidrofílica fica exposta
FUNÇÕES:
-compartimentalização
-síntese de elementos celulares
-respiração e energia
-transporte de substâncias (processos ativos e passivos + osmose)
3. MATERIAL GENÉTICO
*composto por filamento duplo de DNA que é circular
*não existe membrana nuclear, a região onde fica esse DNA é chamada de nucleóide
+PLASMÍDIO
-DNA extracromossômico, circular e menor que o cromossômico
-são mais presentes em bactérias gram-negativas
-aumentam fatores de virulência e não são necessários para manutenção da vida da bactéria
1. CÁPSULA OU GLICOCÁLICE
*estrutura frouxa que reveste a bactéria
MO: visto como um halo claro ao redor da bactéria
FUNÇÕES: antifagocitária, barreira para moléculas detergentes, favorece aderência à outras bactérias e tecidos
*está em bactérias gram negativas e positivas e não é essencial para vida, fator de virulência
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JULIA ARRIADA CABREIRA- ATM 23
2. FLAGELOS
*são compostos de flagelina (proteína)
*função principal de motilidade, movimento rotacional do flagelo
*pode facilitar a aderência bacteriana a outras bactérias ou superfícies
*em relação ao número:
monotríquos 1 único flagelo
peritríquios vários flagelos em volta da célula
TUFO: lofotríquos (um tufo em única extremidade), anfitríquios (um tufo em cada extremidade)
3. FÍMBRIA
*composto de pilina (proteínas) que são curtas
*normalmente ficam distribuídas em toda volta da célula (peritríquia)
*promovem aderência a outras bactérias e ao hospedeiro, podendo ser chamadas de adesinas, lectinas, agresinas...
4. PILI
*maiores (comprimento e diâmetro) e menos numerosos que as fímbrias
*composto de pilina (proteína)
*um exemplo de pili é o sexual (pili F) que permitem a transferência de material proteico de uma célula para outra
EXCEÇÕES:
*MICOBACTÉRIAS
-parede álcool-ácido resistente
-revestimento por camada lipídica e ácido micólico
*NOCARDIA
-bacilos ramificados álcool-ácido resistentes
-produzem ácido micólico
*MICOBACTÉRIA
-não possuem parede celular
-possuem esteróis em sua membrana que não coram pelo gram
5. ESPORO
*formado pelas bactérias quando elas se encontram em condições inadequadas (falta nutrientes, altas temperaturas,
alto pH, desidratação, ataque enzimático, irradiação por agentes químicos...)
*é feita cópia do cromossomo da bactéria que fica envolvido por uma cápsula
desidratada (membrana interna + peptideoglicano + queratina) durante o
período desfavorável. Quando as condições tornam-se novamente
favoráveis, o esporo sai do estado de dormência
*no tecido vivo nunca ocorre esporulação
*é uma forma de resistência e proteção das bactérias
*NÃO REPRESENTA FATOR DE VIRULÊNCIA
*NÃO TEM FUNÇÃO DE FACILITAR ADERÊNCIA BACTERIANA
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JULIA ARRIADA CABREIRA- ATM 23
GRAM-POSITIVA GRAM-NEGATIVA
MO PÚRPURA (P=P) ROSA
PAREDE CELULAR ESPESSA FINA
LPS (ENDOTOXINA) AUSENTE PRESENTE
ÁCIDO TEICOICO PRESENTE (FATOR DE AUSENTE
VIRULÊNCIA)
ESPORULAÇÃO ALGUMAS CEPAS AUSENTE
RESISTÊNCIA À BAIXA ALTA
PENICILINA
MEMBRANA EXTERNA AUSENTE PRESENTE
ESTREPTOCOCOS, SCHERICHIA COLI, SALMONELLA SHIGELLA,
EXEMPLOS DE ESTAFILOCOCOS, PSEUDOMONAS, HELICOBACTER
BACTÉRIAS BACILOS, ENTEROCOCOS
FISIOLOGIA BACTERIANA
@pH
ACIDÓFILOS pH de 1 a 5
MESÓFILOS pH próximo a normalidade, maioria das bactérias é desse tipo
ALCALÓFILOS pH 8,5 a 11,5
@OXIGÊNIO
AERÓBIO precisa de O2 para se desenvolver
MICROAERÓFILO precisa de pequena concentração de O2 para seu desenvolvimento
CAPNOFÍLICO requer maior quantidade de CO2 do que de O2
FACULTATIVO precisa ou não de O2 para seu desenvolvimento. Quando O2 é disponível, ele é utilizado
ANAERÓBIOS OBRIGATÓRIOS não crescem na presença de O2
AEROTOLERANTES crescem na presença de O2 mas não se utilizam dele para suas necessidades fisiológicas
CRESCIMENTO BACTERIANO
*a multiplicação bacteriana é feita por fissão binária e gera duas células-filhas equivalentes
*quando existem condições favoráveis, elas aumentam em tamanho e número
O crescimento das bactérias em uma cultura é avaliado em UFC (unidades formadoras de colônias).
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*na fase de latência não existe crescimento bacteriano, nem em tamanho nem em número.
*na fase log começa a haver diminuição de espaço e da concentração de nutrientes.
Nessa fase ocorre aumento da parede celular e formação de septo que cresce dos dois lados e vai se fusionar ao
centro para que seja possível a fissão binária.
*na fase estacionária, o número de bactérias que ainda estão se dividindo e as que estão morrendo é o mesmo por
isso o número de bactérias é mantido. A taxa de crescimento, entretanto, sofre queda.
GENÉTICA BACTERIANA
PLASMÍDIO
*DNA extracromossômico de filamento duplo, fica também em formato circular na estrutura celular
*não codificam características fenotípicas ou funcionais para as bactérias, entretanto atuam como fator de virulência
aumentando sua vantagem seletiva.
Ex: resistência a antibióticos, produção de enterotoxinas, produção de fímbrias de adesão...
*os plasmídios em uma bactéria são de dois tipos:
V fator de virulência
R resistência
BACTERIÓFAGO
*são vírus bacterianos
*existem duas formas que um vírus infecta uma bactéria:
1. infecção lítica os bacteriófagos atacam as bactérias e levam a morte celular (FAGO VIRULENTO)
2. estado lisogênico ou temperado DNA do vírus (fago) se integra ao DNA da bactéria, sem mata-la.
As bactérias ditas lisogênicas,carregam um fago.
*para um vírus infectar essa bactéria, precisa haver receptores:
gram-positivas: ácido teicoico e lipoteicoico
gram-negativas: LPS
*a associação entre vírus e bactérias no estado lisogênico é estável, entretanto pode ser desestabilizada por
exposição à luz UV
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[Link]ÇÃO
-qualquer alteração na sequência de base do DNA: substituição, deleção, inserção...
-é de dois tipos:
espontânea: sem agentes externos, rara
induzida: devido à ação de agentes externos como antibióticos
2. TRANSFORMAÇÃO
-incorporação de DNA livre (que se originou de célula morta) no meio circulante
-permite adquirir genes de virulência e de resistência
3. CONJUGAÇÃO
-uma bactéria copia seu plasmídio e doa para outra bactéria
-a doação é feita pelo pili sexual
-comum em gram-negativas e bactérias semelhantes
Ex: passagem de beta-lactamases
[Link]ÇÃO
- transferência de material genética com origem viral (fago)
CONJUGAÇÃO
TRANSDUÇÃO
TRANSFORMAÇÃO
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DESINFECÇÃO: tentativa de esterilização, não elimina 100% dos MO. Se refere à “limpeza” de equipamentos.
3 tipos:
-alto nível: morrem os MO, sobrevivem os esporos
-médio nível: utiliza-se mais comumente álcool. Feito em materiais com baixa capacidade de contaminação como
laringoscópios, espéculos vaginais...
-baixo nível: equipamentos que não entram em contato com as mucosas ou tecidos mais internos do paciente.
Materiais como manguitos de hemocultura, eletrodos do ECG...
A colonização do ser humano se inicia no momento do parto, porque o feto é estéril. O bebê é primeiramente
colonizado através da pele, orofaringe, TGI e superfícies mucosas.
Além disso, a microbiota que compõe um organismo depende de variados fatores: idade, dieta, estado hormonal,
medicamentos utilizados, saúde, higiene pessoal e fatores genéticos.
Esses fatores e os MO estão em estado de equilíbrio, que não traz problemas ao paciente.
TIPOS DE PATÓGENOS:
Existem dois tipos diferentes: estritos e oportunistas
-estritos: sempre que estão em um hospedeiro, nele causam doença
Ex: Mycobacterium tuberculosis (tuberculose), Neisserira gonorrheae (gonorreia)
-patógenos oportunistas: normalmente não provocam doenças, apenas se forem para locais normalmente estéreis
(pulmões). São membros normais da microbiota do paciente e em caso de infecção, deve haver boa avalição para
identificar se esses MO são realmente os causadores (realizar exame de urocultura).
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JULIA ARRIADA CABREIRA- ATM 23
Ex: Staphylococcus aureus (espinhas, meningite, endocardite), Escherichi coli (infecção urinária,diarreia, colite
hemorrágica), Candida albicans (candidíase) ...
2. OUVIDO
-mais comumente encontrado é o Staphylococcus coagulase-negativo
-alguns outros podem colonizar a pele dessa região: Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e
Enterobacteriaceae
3. OLHOS
-normalemnte habitada por Staphylococcus coagulase-negativo que não causa doença
-possíveis causadores de doença: S. aureus, H. influenzae, N, gonorrhoeae, Clamydia trachomatis
5. TGI
-é colonizado desde o momento do nascimento e se mantém por toda vida da pessoa
-a colonização é feita também diariamente por meio da ingestão de alimentos e água
-pode haver desequilíbrio dessa microbiota por agentes externos (como tratamento com antibióticos)
5.1 ESTÔMAGO
-colonizado por bactérias resistentes ao ácido ou que produzam ácido como Lactobacillus, Streptococcus e
Helicobater pylori.
-pacientes que utilizam medicamentos como omeprazol (diminuição do pH), estão suscetíveis à mudança na flora
Em caso de antibioticoterapia, pode haver proliferação de mecanismos resistentes que habitam o TGI: Enterococcos,
Pseudomonas, fungos, C. difficile (colite pseudomembranosa).
6. SISTEMA GENITOURINÁRIO
6.1 URETRA ANTERIOR
-pode ser colonizada transitoriamente por MO que tem origem nas fezes, invadem o trato urinário e causam doenças
6.2 VAGINA
-colonização diversificada que é influenciada por fatores hormonais
-meninas RN são colonizadas por lactobacilos até a 6ª semana e eles mantém o ph ácido vaginal
-na puberdade, com a produção hormonal (estrogênio), esses MO ressurgem
6.3 BEXIGA
-pode ser transitoriamente colonizada
-são eliminadas durante o fluxo da micção
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*bactérias como a Escherichia coli que é patogênica nessa região, possuem fímbrias, o que ajuda na aderência ao
trato e é causadora de grande parte dos casos de infecção urinária.
7. PELE
-possui flora transitória (removida em ações de antissepsia) e flora residente
-mais de 180 espécies bacterianas habitam a pele
-a flora sofre modificações de acordo com o clima, umidade, idade e higiene pessoal
Fatores do hospedeiro que favorecem a infecção: idade avançada, crianças, desnutrição, desnutrição, defeitos
genéticos da imunidade, SIDA , disfunção nas defesas do hospedeiro , stress físico e mental , transplante de órgãos,
câncer, quimioterapia, defeitos anatômicos e cirurgias.
Os MO:
*entram no hospedeiro depois de passar pelas suas defesas primárias (pele, mucosas, lisozima da saliva...),
capacidade de aderir ao hospedeiro (cápsula, biofilme, pili, flagelo...), capacidade de invadir o hospedeiro (enzimas
como colagenases, hialuronidases....)
FATORES DE VIRULÊNCIA: aumentam a patogenicidade de uma bactéria = capacidade de uma bactéria causar doença.
Ou seja, possuem maior capacidade de penetrar e se manter em um ambiente, ter acesso à fontes de alimento
(produção de enzimas específicas), escapar de processos de eliminação do hospedeiro através de cápsulas.
*inóculo grande são necessárias muitas bactérias, 108 Salmonellas causam gastrenterite
a virulência é baixa e a bactéria tem baixo potencial patogênico
2. INVASÃO: enzimas bacterianas para passar pelas barreiras do hospedeiro: colagenase, hialuronidade, fibrolisina,
DNAse
3. TOXINAS BACTERIANAS: produtos que danificam diretamente o tecido. A bactéria não necessita crescer ou estar no
momento para que sua toxina atue, e a toxina pode ser totalmente responsável pelos danos ao tecido
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EXOTOXINA ENDOTOXINA
QUEM TEM? GRAM NEGATIVO E POSITIVO GRAM – (LPS, NÃO SECRETADO)
LIBERADO PÓS LISE BACTERIANA,
COMPONENTE DA PAREDE CELULAR
EX: plasmídeo (toxina tetânica), bactéria
lisogênica (toxina diftérica)...
As bactérias podem apresentar um tipo único ou mais de fatores de virulência. Além disso, cepas diferentes também
apresentam mecanismos distintos.
As bactérias possuem também mecanismos para fugir das defesas do hospedeiro:
1. cápsulas, biofilmes...
2. crescimento intracelular
3. inativação de anticorpos e do sistema de complemento
ASPECTOS GERAIS:
*terapia antimicrobiana
É muito importante que o paciente não esteja em uso de antibiótico no momento em que será feita a coleta. Caso
esteja, o tratamento não deve ser interrompido e se tomam alguns cuidados:
-exame é feito 24 horas após uso local (pomadas, cremes), ou se esperam de 3 a 5 dias após uso para antibióticos
sistêmicos
*espécime adequado
Ex: escarro importante que se evite saliva ou afecções de trato respiratório superior. A presença de macrófagos
(indicativo de material pulmonar), presença de célula epitelial escamativa ( indicativo da boca).
A coleta do escarro deve ser feita pela manhã em jejum para que sejam evitadas outras contaminações.
*contaminação externa
-anti-sepsia local deve ser feita com objetivo de eliminar bactérias colonizantes.
Ex: desprezar o primeiro jato de urina serve para eliminar bactérias que possam estar nos condutos urinários
fazer limpeza da pele na hemocultura, pois o sangue é estéril mas a pele não
-resultados semi-quantitativos
Depende do método de coleta escolhido. É importante para diferenciar infecção de colonização: existe um ponte de
corte a depender do método escolhido do número de bactérias que existem em um local que representam colonização
e a partir dessa número se define o a presença e o grau de infecção.
*momento da coleta
-primeira da manhã
Usado para urina, deve ser coletado o primeiro jato médio.
-hemocultura
As vezes uma das únicas formas de detectar infecções por bactérias intermitentes Importante cuidar em relação ao
uso de antibióticos.
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bacteremia intermitente quando bactérias são jogadas na corrente sanguínea (junto há febre e calafrios). A coleta
deve ser no início da bacteremia e nunca no pico febril.
-estágio da doença
*material estéril
Todo material usado pelo paciente para coleta deve ser fornecido pelo laboratório
*quantidade do material
Normalmente grandes quantidades não são necessárias. EX: sangue (5 a 10 ml)
*instrução do paciente
*informações clínicas
Devem sempre ser indicadas suspeitas do médico e do laboratório
PROCEDIMENTOS DE COLETA
1. URINA
*cultura quantitativa a depender do método de coleta para diferenciar infecção de colonização
*formas de coleta punção supra-púbica, saco coletor, sonda
O saco coletor é muito usado para crianças e tem “apenas” função no negativo.
2. SANGUE
*punção venosa
*quantidade e número de amostras. O exame bactérioscópico (GRAM) não é amplamente usado pela grande
quantidade de material necessário.
Normalmente são feitas 3 amostras (10 ml)
*momento da coleta: bacteremia contínua , bacteremia intermitente (coleta deve ser feita no início dos sintomas)
3. TRATO RESPIRATÓRIO
SUPERIOR: alta quantidade de bactérias colonizadoras
INFERIOR: escarro (difícil na expectoração espontânea). Existe método especial que é o lavado ou escovado brônquico
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4. TRATO GENITAL
*secreção vaginal ou endocervical
*secreção uretral se usa primeiro jato urinário
*úlceras genitais aberta ou não deve ser comunicado ao laboratório e feita antisepsia para evitar contaminações
5. LÍQUOR
*alta morbidade, alta mortalidade
*são coletados 3 frascos
*transporte para laboratório deve ser imediato, sem qualquer método adicional de armazenamento
[Link]
*swab anal e swab retal
*material cutâneo é ruim por ser colonizador patogênico
7. SECREÇÃO OCULAR
*difícil interpretação
*coleta feita pela manhã em grande amostra
8. SECREÇÃO AURICULAR
*ruim de ser realizada devido à interferências da epiderme
*as formas dos bacilos são diversas: bastonetes retos, bastonetes curvos, coco, pleomórfica
*os BGN são divididos em dois grupos principais: ENTEROBACTÉRIAS e NÃO-ENTEROBACTÉRIAS
1. ENTEROBACTÉRIAS OU FERMENTADORES:
-abrigam mais de 40 gêneros diferentes e múltiplas espécies
-a família recebeu novo nome: Enterobacterialis
- o nome enterobactéria tem origem pelo fato de a maioria dessas bactérias, quando descobertas, colonizarem o TGI
-fermentam a glicose
-não produzem citocromo-oxidase (oxidase-negativas)
-possuem facilidade para cultura anaeróbios facultativos, resistentes à sais biliares
-não produzem esporos
-a maioria coloniza o TGI fazendo parte da microbiota normal, podendo ser patógeno oportunista
-3 tipos principais de patógenos do grupo das enterobactérias sempre que presente tem a capacidade de causar
doença: Shigella, Salmonella typhi e Yersinia pestis. Não são normalmente colonizadores.
-podem adquirir fatores de virulência principalmente através dos bacteriófagos e plasmídios. Esse mecanismo
possibilita tornar MO comensais e patogênicos.
-disseminação endógena o patógeno que causa a doença em alguma região do organismo, tem origem de outra
parte do organismo
-estão associados a 35% das bacteremias e 75% das infeções urinárias (IU) e infecções do trato gastrointestinal (ITGI).
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JULIA ARRIADA CABREIRA- ATM 23
ESTRUTURA:
PATOGENIA DOS BACILOS GRAM-NEGATIVOS: composta basicamente pelos fatores de virulência apresentados:
-endotoxina componente do LPS bacteriano
-cápsula protege da fagocitose (composta por antígeno K ou Vi)
-flagelo composto pelo antígeno H, útil para mobilidade e aderência
-toxinas: LT (termolábeis), ST (termoestáveis) e Shiga
-possui resistência sérica ( consegue se defender do efeito bactericida do soro) e também se defende de
antimicrobianos a partir do plasmídeo.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Existem também inúmeras provas bioquímicas que são usadas como forma de teste pra bactéria até que se
encontre a bactéria específica em questão através da reação positiva ou negativa aos testes.
Pode também ser feito teste a partir da reação do antígeno com o anticorpo
Escherichia coli
Klebsiella
Enterobacter
Serratia
Proteus
Morganella
Providencia
Citrobacter ou Edwardsiella
Yersinia
Shigella
Salmonella
1. Escherichia Coli
*responsável por afecções como meningite (RN e lactantes), gastroenterite, IU (80%) , sepse
*possui ampla variedade de fatores de virulência: adesinas (pili, fímbrias...) , exotoxinas (termoestáveis= ST,
termolábeis = LT), cápsula , ESBL (betalactamase de espectro estendido) apenas a EHEC
*podem compor a microbiota do TGI e possuir algumas cepas que causem doenças
*na maioria das doenças, exceto meningite neonatal e gastroenterite, a bactéria tem origem endógena
-SEPTICEMIA: a Escheria coli é a principal bactéria isolada de pacientes sépticos. Normalmente associada à
bactérias que estão causando danos no TU e TGI (ex: perfuração intestinal que se dissemina para o sangue).
-INFECÇÃO DO TU: é causada pelas bactérias que residem principalmente no cólon e ascendem para a bexiga, TU
e próstata. Potencializa a infecção por meio das adesinas que facilitam sua aderência às células epiteliais dos
órgãos em questão.
-MENINGITE NEONATAL: causada principalmente pelo fator de virulência antígeno K (cápsula). É causa mais
comum de meningite neonatal junto com os estreptococos do grupo B.
-GASTROENTERITE: 5 cepas de E. coli estão relacionadas com a doença EPEC (enteropatogênica),
ETEC( enterotoxicogênica), EAEC( entero-agregativa), EHEC (enterohemorrágica ), EIEC (enteroinvasiva)
ETEC diarreia infantil, aquosa, enterotoxinas (ST ou LT) estimulam a hipersecreção de líquidos e
eletrólitos
EAEC infantil, diarreia persistente, com aderência gradativa de plasmídios que impedem a absorção de
vômito e desidratação líquidos do lúmem do TGI
EHEC diarreia sanguinolenta, pode toxina Shiga que interrompem a síntese proteica, resiste à
progredir para úlcera antibiótico betalactamase de espectro ampliado,
EIEC febre, cólica, diarreia aquosa, comum em crianças, invadem e destroem o epitélio (o processo
pode conter sangue. Pode pode progredir até ulceração)
evoluir para disenteria
2. Salmonella
*a Salmonella é capaz de invadir as células epiteliais que revestem a porção final do intestino delgado e se
multiplicam nelas. Para isso elas se aderem às microvilosidades.
*as bactérias ficam nas células até que consigam fazer com que elas sofram lise.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*quando passam pelo estômago, essas bactérias não são degradadas, porque possuem fatores de resistência
que as defendem do ácido.
*possuem como fatores de virulência: antígeno O (LPS), H (flagelo) e K (cápsula)
*a principal forma de transmissão da bactéria é a partir de alimentos contaminados (ovos, laticínios, pouco
cozimento das carnes animais) e em crianças é principalmente orofecal.
A infecção acontece principalmente em crianças menores de 5 anos e idosos maiores do que 60 anos.
*possui diferentes cepas que tem ,dependendo se infecta um hospedeiro humano ou animal, diferentes
gravidades e formas de contaminação: S. typhi, S. choleraesuis e S. enteritidis.
*pode colonizar animais e humanos
-GASTROENTERITE: é a forma mais comum de salmonelose. É a forma mais comum da Salmonella (inóculo
grande). Normalmente causa náusea, vômito e diarreia que não apresenta sangue.
-SEPTICEMIA: S. typhi, S. parathyphi e S. choleraesuis . Normalmente bacteremias, o risco está aumentado em
crianças e idosos.
-FEBRE TIFOIDE ou ENTÉRICA: Causa principalmente pela S. typhi, A bactéria consegue atravessar a parede do
intestino e é engolfada pelos macrófagos na submucosa. Esses macrófagos levam esses patógenos até baço,
fígado e medula óssea.
Os principais sintomas são: febre, cefaleia, mialgia, mal-estar e anorexia.
-PORTADORES: 3% das pessoas que se infectam com Salmonella podem abriga-la por mais de 1 ano após a
infecção. Elas ficam alojadas principalmente na vesícula biliar. O portador pode ser chamado de portador
assintomático ou portador crônico. Esses pacientes são assintomáticos.
3. Shigella
*são 4 as espécies: S. flexneri, S. sonnei, S. boydii e S. dysenteriae
*pequeno inócuo
*são transmitidas principalmente de forma oro-fecal, a contaminação por água e alimentos é menos comum
*doença principalmente pediátrica, até 10 anos
*a bactéria destrói os macrófagos que ficam nas placas de Peyer do intestino de forma que dificultam sua
eliminação pelo sistema imune
*toxinas:
-endotoxina LPS
-exotoxina Shiga
4. Yersinia
*abrigam 10 diferentes espécies
*3 dessas são patógenos importantes para os seres humanos : Y. pestis (doença sistêmica) , Y. enterocolitica e
Y. pseudotuberculosis (entéricas). As outras espécies são patógenos oportunistas.
*todos as espécies possuem um plasmídio que contém um fator de virulência (aderência)
*possuem genes de virulência através dos plasmídios que facilitam a disseminação
*são comuns nas infecções zoonóticas: ratos (peste urbana) , coelhos (peste silvestre)
peste bubônica: causada pela picada da pulga de um rato contaminado. Tem incubação de 3 dias, os
pacientes desenvolvem febre alta e budão doloroso na área de axilas e inguinais, até 75%
*as bactérias conseguem invadir e proliferar dentro dos macrófagos , onde se disseminam nos linfonodos
mesentéricos . Como não sobrevivem aos neutrófilos, a infecção se limita ao TGI e tecidos linfoides.
5. Klebsiella
*sua cápsula atua como fator de virulência e é responsável pela aparência mucoide das colônias
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*K. pneumoniae importante causador de pneumonia adquirida na comunidade e também hospitalar. Está
associada à destruição necrótica dos espaços alveolares das vias aéreas inferiores, presença de escarros
sanguinolentos.
*apresenta cepas multirresistentes ESBL e KPC (Klebisiella pneumoniae carbapenemase= “superbactéria”,
resistente aos antibióticos carbapenêmicos)
*K. granulomatis IST caracterizada pela presença de úlceras genitais (donovanose). Pode ser facilmente
confundida com sífilis.
*responsáveis também por ITU e bacteremia
6. Proteus
*P. mirabilis e P. vulgaris
*a doença mais comum causada por Proteus são as infecções de TU. As cepas causadoras da doença produzem
grande quantidade de urease que cliva a ureia em dióxido de carbono e amônia o que causa aumento do pH. O pH
aumentado é favorecedor de cálculos renais e também é tóxico para o epitélio do TU.
7. Morganella
*M. morganii
8. Providencia
*P. rettgeri
9. Serratia
*S. marcescens
*responsável por pneumonia, bacteremia
*são multirresistentes
10. Citrobacter
*C. freundii e C. diversus
* responsável por infecções hospitalares: IU e sepse principalmente
Pseudomonas Bordetella
Burkholderia Francisella
Stenotrophomonas Brucella
Acinetobacter Legionella
Haemophilus Campylobacter
Pasteurella Helicobater
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
1. Pseudomonas
*são ubiquitárias estão em diferentes locais (água, solo, ambiente hospitalar...)
*colonização transitória
*pouca exigência nutricional
*são responsáveis por infecções oportunistas IU, otite, ocular, pulmonares e em feridas (queimaduras)
*produzem pigmentos quando formam colônia (verde) que pode ter 3 variações dependendo para o tom que
“puxa”:
piocianina azul
pioverdina verde-amarelado
piorrubina vermelho-castanho
Pseudomonas aeruginosa
*fatores de virulência:
-adesinas: pili, flagelo, LPS e cápsula
-biofilme: protege dos antibióticos e da fagocitose pelas células de defesa do hospedeiro
-toxinas e enzimas: exotoxina A (inibe síntese proteica do hospedeiro impede reparação tecidual por exemplo
de queimaduras), exotoxina S ou T (promovem a disseminação bacteriana e invasão tecidual do hospedeiro),
protease alcalina e fosfolipase C, elastase, piocianina e pioverdina (sideróforo regula produção dos fatores de
virulência)
-são resistentes aos antibióticos e quando tratadas por eles podem sofrer mutações como de porinas e
beta-lactamases
2. Bulkhorlderia
*ambientes úmidos
*infecções oportunistas principalmente hospitalares
2 cepas principais:
B, cepacia : baixa virulência, importante nos casos de fibrose cística (pacientes colonizados com essa bactéria
tem contraindicação de transplante renal)
B. pseudomalei: causadora da melioidose (infecção cutânea e pulmonar –necrosante)
3. Stenotrophomonas maltophilia
*infecções em pacientes debilitados bacteremia e pneumonia (alta incidência de complicações MORTE)
*multirresistentes à antibióticos deve ser usado o antibiótico STX
4. Acinetobacter
Acinetobacter baumannii
*é um cocobacilo
*ubíquo
*colonarizador da orofaringe
*patógeno oportunista
*frequente no trato urinário
*causa infecções: IR, ITU, septicemia e feridas
21 H. DUCREYI
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
5. Haemophillus
Haemophillus influenzae
*são bacilos pequenos (podem ser pleomórficos)
*habitante do trato respiratório superior
*possui vacina desde 1987
*como fator de virulência possui cápsula
*infecções características: meningite, epiglotite, pneumonia, otite e sinusite
-muito comum infecção respiratória e meningite em crianças até 5 anos
Haemophillus ducreyi
*causador do cancro mole pápula macia com base eritematosa seguida de ulceração dolorosa
*IST
6. Pasteurella multocida
*coco-bacilo
*habita a orofaringe de animais e é transmitida para os humanos pela mordida do animal
*infecções mais comuns: doença pulmonar crônica, bacteremia, meningite
7. Bordetella
8. Francisella tularensis
*cocobacilo muito pequeno difícil visualização
*patógeno zoonótico
*causa tularemia
-rara (América do Norte)
-ataca a pele, olhos e pulmões
-aquisição por picada de carrapato e animais silvestres infectados
*possui cápsula como fator de virulência
9. Brucella
*crescimento lento
*não produz exotoxina, e a sua endotoxina é de baixa toxicidade
*mais comum em bovinos, suídos e ovinos
*incidência baixa na população controle efetivo do leite
11. Campylobacter
*bacilo espiralado
*Campylobacter jejuni
*são móveis pela presença de flagelo
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*presentes nas infecções zoonóticas (aves, bovinos e ovinos) leite ou água contaminada
*causa gastroenterite
*auto-limitada
*cresce em altas temperaturas
12. Helicobacter
*Helicobacter pylori
*bacilos espiralados
*responsável por gastrite, úlcera (péptica-85% e duodenal-95%) e carcinoma gástrico
*nas úlceras, liberam urease (fator importante para diagnóstico laboratorial)
*a disseminação é pessoa-pessoa por meio fecal-oral
*virulência: urease, mucina, fosfolipase, citotoxinas
*essas bactérias colonizam o TGI de cerca de 70% a 80% da população em países desenvolvidos pesquisas
mostram que a H. pylori quando colonizadora é fator de proteção ao refluxo gastroesofágico e também ao
adenocarcinoma de esôfago.
Existem outros dois grupos de bactérias que não fazem parte das fermentadoras nem das não-fermentadoras,
mas estão incluídas na categoria de BGN:
1. FAMÍLIA VIBRIONACEAE
*grupo vibrio
*bacilos curtos, em formato de vírgula
*fermentadores + oxidase positiva
*inóculo grande são sensíveis aos ácidos estomacais
*estão em ambientes marinhos
*transmissão através de água e alimentos contaminados (má condição sanitária)
Vibrio cholerae
-diagnóstico feito por cultura das fezes no início da infecção
-virulência; flagelo (alta mobilidade), fímbrias, LPS, pili, cápsulas, exotoxinas (bacteriófagos), toxina colérica LT
(diarreia mucosa morte por desidratação)
-sinais e sintomas da cólera: náuseas e vômitos;cólicas abdominais, diarréia abundante, esbranquiçada como
água de arroz, perda de até um litro de água por hora, câimbras, acidose metabólica
-taxa mortalidade= 60% não tratados e menos 1% dos imediatamente tratados
2. FAMÍLIA AEROMONADACEAE
*gênero Aeromonas
*fermentadores
*ubiquitários água doce e salgada
*doenças:
-doença diarreica: dirreia aquosa com sangue e pus (auto-limitada)
-infecções em feridas expostas à água contaminada
-doenças oportunistas (imunocomprometidos)
-virulência: endotoxina, hemolisina, toxinas ST e LT
-resistente à penicilina
-sensibilidade: gentamicina, amicacina e SXT (sulfametoxazol-trimetropim)
COCO GRAM-POSITIVO
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Os coco gram + são formados por: Stafilococos, Micrococos e Stomatococos que são catalase-positivo. Além
disso, fazem parte desse grupo: Streptococos e Enterococos que são gêneros catalase-negativos. Compondo
ainda os coco gram+ estão os Peptostreptococos, gênero anaeróbico.
1. STAFILOCOCOS
*formato de cocos organizados em “cachos de uvas” podem também estar sozinhos, aos pares ou em grupos
de 4, além de irregulares. O formato em cacho de uva deriva de sua forma de clivagem em diferentes planos
*são anaeróbios-facultativos
*não formam esporos, como todos os gram-positivos
*são imóveis
*saprófitas obtém energia através da matéria em decomposição
*crescem em meio com altas quantidades de sódio (NaCl)
*suas colônias são amareladas ou brancas, com destaque
para o amarelo dourado (S. aureus)
*são resistentes ao ressecamento e calor
*são encontrados na pele e mucosas dos seres humanos e de muitos animais
*podem causar infecções potencialmente fatais
*coram bem pelo gram camada de LPS
*catalase-positivos :Todos os stafilococos produzem catalase (enzima que degrada a água-oxigenada). Essa
característica é uma forma importante de diferenciá-losdos estreptococos, que são catalase negativos
*de todos as espécies, o Stafilococos aureus é o único que produz a enzima coagulase. É importante como forma
de diferenciação dentro do grupo dos estafilococos.
MRSA (ORSA)
*Stafilococos aureus resistente à meticilina (atualmente não se usa meticilina e sim oxacilina)
*resistente aos beta-lactâmicos
*existem diferentes cepas por todo mundo
*doenças: infecções cutâneas e pulmonares com rápida disseminação entre pacientes hospitalizados
2. PEPTIDEOGLICANO
-principal componente estrutural da parede dos stafilococos
-é composta por inúmeras camadas, o que a torna mais rígida
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
3. ÁCIDO TEICOICO
-ligados à camada de peptideoglicano resultando em
resposta humoral específica
-são espécie específicos
-conferem rigidez e elasticidade à parede celular
-medeiam a fixação dos stafilococos às paredes das mucosas através da fibronectina
4. PROTEÍNA A
-componente da parede celular
-presente na maioria das cepas do S. aureus (não está presente nos stafilococos coagulase-negativo)
Por isso é utilizada como teste específico de identificação do S. aureus
-liga-se à IgG impedindo sua eliminação através de anticorpos
-é fator de virulência importante
6.1. CATALASE
-enzima conversora de peróxido de hidrogênio tóxico (água oxigenada) em água e oxigênio
-é produzida por todos os stafilococos e é importante como forma de diferenciação dos streptococos
[Link]
6.4. HIALURONIDASE
-produzida pela maioria dos S. aureus forma de facilitar a disseminação da bactéria no organismo
-hidrolisa o ácido hialurônico do tecido conjuntivo
6.5. LIPASE
-produzida por todos os S. aureus e algumas outras cepas do Stafilococos coagulase negativo (SCN)
-hidrolisam lipídio com objetivo de garantir a sobrevida dos stafilococos nas áreas sebáceas do corpo
-importante para o desenvolvimento de infecções de pele e invasão de tecidos cutâneo e subcutâneo
6.6. NUCLEASE
-marcador do S. aureus
25
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
7. TOXINAS
-são fatores de virulência
-citotoxinas: alfa, beta, delta, gama e leucocidina ( a mais comum é a de penton-valentine PVL):
*são tóxicas para vários tipos de células como hemácias, leucócitos, hepatócitos, plaquetas...
*podem lisar os neutrófilos causando liberação de enzimas que acabam por degradar os tecidos próximos
*leucocidina PV (Penton-valentine)= relação com infecções cutâneas e pulmonares , aumentam sua resistência à
fagocitose
*as outras citotoxinas (alfa, beta, delta e gama), são produzidas em sua maioria pelas cepas do S. aureus e
causam danos celulares, vasculares, teciduais...
-toxinas esfoliativas: SSSS (stafilococcal scalded skin síndrome = síndrome da pele escaldada por stafilococos)
-toxina da síndrome do choque tóxico (TSST-1): toxina secretada durante o crescimento de algumas cepas do S.
aureus e de SCN que causa hipotensão, febre, exantema e escamação, além da falência de múltiplos órgãos.
É mediada por cromossoma e é resistente ao aquecimento.
8. ENTEROTOXINAS
*foram identificadas 5 toxinas (A até E)
*resistem à hidrólise pelas enzimas gástricas e jejunais
*resistem ao aquecimento quando um alimento é contaminado, o reaquecimento do mesmo não elimina os MO
*estão presentes de 30 a 50% das cepas de S. aureus e também nas cepas de S. epidermidis
Acredita-se que tanto as enterotoxinas como as toxinas dos stafilococos atuem ativando os mastócitos e
estimulando secreção de IL-1 o mecanismo ainda não foi 100% confirmado
Atuam estimulando o peristaltismo intestinal e tem efeito sobre o sistema nervoso
CLÍNICA: paciente com ocorrência de náusea e vômito intensos
Características culturais:
-crescem em ágar não seletivo
-possuem pigmentação especialmente o S. aureus
-algumas cepas de S. aureus podem fazer hemólise
9. HABITAT
-são ubíquos
-os SCN colonizam a pele
-são sensíveis à altas temperaturas, desinfetantes e anti-sépticos
-sobrevivem na pele seca e ao ressecamento
-S. aureus coloniza regiões ou dobras úmidas da pele
TRANSMISSÃO: contato direto ou com fômites (roupas, lençóis, toalhas.. contaminadas). Importante LAVAR AS
MÃOS para evitar disseminação.
1. Stafilococos aureus
-COAGULASE E CATALASE POSITIVO
HABITAT: colonizam a pele e mucosa dos seres humanos , além da região da nasofaringe.
CLÍNICA: causam doença através da produção de toxina ou invasão direta e destruição tecidual
Estão presentes em infecções hospitalares, piogênicas (que produz pus), bacteremia, pneumonia, endocardite...
INTOXICAÇÃO se refere quando o que está agindo é a toxina da bactéria e não a bactéria em si, inclusive, ela
pode nem estar presente no organismo que está sofrendo os danos.
2. INFECÇÕES CUTÂNEAS
Impetigo
-formação de macúla inicial em face e membros
-desenvolvimento de pústula (vesícula com pus) que se rompe com o tempo e forma crosta
-observam-se diferentes estágios da infecção
-afeta principalmente crianças de pouca idade
Foliculite
-infecção dos folículos pilosos que ficam avermelhados , rodeados por pus
-se a infecção for na pálpebra = terçol
Furúnculos
-extensão da foliculite com nódulo e coleção purulenta maiores
Carbúnculo
-continuação dos furúnculos em tecido subcutâneo mais profundo
-paciente apresenta calafrio e febre = infecção sistêmica
3. CORPO ESTRANHO
-introdução de bactérias que colonizam a pele nas feridas
-necessita haver um corpo estranho na ferida tala, próteses...
-se a remoção não for feita em tempo adequado, há chance de sepce causada pelo S. aureus que é resolvida com
antibioticoterapia
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
4. OUTRAS DOENÇAS: bacteremia, endocardite, pneumonia, osteomielite, empiema (acúmulo de pus em qualquer
cavidade do organismo)...
2. STREPTOCOCOS
-cocos gram-positivo
-dispostos em cadeias (fila) ou pares
-anaeróbios facultativos, alguns são capnofílicos
-catalase negativos
-carboidratos são fermentados resultando ácido lático
-são fastidiosos, ou seja, tem dificuldade de crescer em meios de cultura comuns. Preferem meios de cultura
com sangue ou soro
-fazem parte da microbiota normal, são oportunistas
-Pneumococo é alfa-hemolítico
-a hemolisina é um fator de virulência
-ESTREPTOLISINA = nome da hemolisina pertencente aos Stafilococos, são dois tipos principais:
O inibida pelo oxigênio
Sestável ao oxigênio
A: Streptococos pyogenes
B: Streptococos agalactie
C: Enterococos spp
Existem outros grupos, mas esses são os mais importantes
3. TESTES BIOQUÍMICOS
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Enterococos ssp D
1. Streptococos pyogenes
-BETA HEMOLÍTICO DO GRUPO A
-causa mais comum de faringite bacteriana
-colonizam o trato respiratório superior (TRS) e são patógenos oportunistas
1. doenças supurativas (bactérias no local)= faringite, impetigo, erisipela, escarlatina, fascite necrosante
2. doenças não supurativas (pós STE, bactéria não presente)= autoimune (febre reumática, glomerulonefrite
aguda)
ESTRUTURA E PATOGENIA
-tem capacidade de aderir, invadir, resistir a fagocitose e produzir enzimas e toxinas
-fatores de virulência:
*proteína M (proteína tipo-específica, “desliga” os componentes opsonizadores), proteína F (componente da
célula do hospedeiro, usada para aderência e invasão), cápsula (imita o ácido hialurônico das células do
hospedeiro, protege da fagocitose)...
-toxinas e enzimas:
*toxinas eritrogênicas (são exotoxinas pirogênicas do tipo A, B e C causam choque tóxico, falência orgânica,
exantema...), estreptolisinas S e O (causam lise de plaquetas, hemácias e eritrócitos se faz teste ASO para
descobrir infecção recente por esse tipo de Streptococo), estreptoquinase (destroem coágulos sanguíneos como
forma de disseminação), DNAse (destrói componentes do pus o que facilita sua disseminação, marcadores de
infecção cutânea)..
DOENÇAS SUPURATIVAS
-bactéria no local
FARINGITE
*transmissão pessoa-pessoa
*mais comum em crianças
*dor de garganta, febre alta, mal-estar e cefaleia de 2 a 4 dias após contato com o patógeno
*faringe eritematosa com exsudato
*avaliar com testes bacteriológico para diferenciar de infecção viral
LÍNGUA EM MORANGO
ESCARLATINA
*complicação da faringite estreptocócica
*a cepa começa a produzir toxina
*ocorre 1 ou 2 dias após a faringite
*erupção eritematosa difusa (superior do tórax membros)
*palidez ao redor da boca
*a língua fica recoberta por camada branca que quando retirada mostra estrutura vermelha (língua em morango)
*pode causar descamação da pele
PIODERMITE ou IMPETIGO
*infecção purulenta limitada à pele exposta (face e membros)
*ocorre por contato com a bactéria que primeiramente desenvolve colonização e quando há possibilidade
(arranhão ou lesão na pele), causa a infecção
*inicia-se com a formação de vesículas que se tornam pústulas e por fim acabam estourando e desenvolvendo
crosta
*normalmente não há comprometimento sistêmico (febre, sepse...)
*é comum em crianças de 2 a 5 anos em condições precárias
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
ERISIPELA
*infecção aguda de pele
*dor e inflamação local (eritema = vermelhidão, calor) e sinais sistêmicos
(febre, leucocitose)
*mais comum em crianças e idosos
*normalmente mais observada nas pernas
CELULITE
*afeta tecidos subcutâneos mais profundos
*presença de inflamação local e sinais sistêmicos
*fazer DD
GLOMERULONEFRITE AGUDA
*inflamação aguda dos glomérulos renais com edema, hipertensão, hematúria e proteinúria
*pode haver perda irreversível da função renal em adultos
2. Streptococos agalactie
-BETA HEMOLÍTICO DO GRUPO B
*presente no TGI e genito-urinário em 5 a 40% das gestantes
*pode colonizar o neonato na hora do parto causando pneumonia, meningite e sepse
*pode causar doenças graves no adulto:
-mulheres grávidas= ITU, aminionites, endometrites e infecções gerais
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-homens e mulheres não-grávidas= infecção de pele e tecidos moles, bacteremias, sepse urinária (ITU +
bacteremia) e pneumonia
*é feito rastreamento da colonização por cultura de swab anal e retal
se a mulher for portadora do S. agalactie, é feito profilaxia no momento do parto como forma de prevenir a
infecção no RN
DOENÇAS:
Pneumonia adquirida na comunidade (PAC)
Sinusite –AGENTE MAIS COMUM
Otite média –AGENTE MAIS COMUM
Meningite- crianças e adultos
Bacteremia
-80% causada por meningite e de 25 a 30% por PNM
4. Enterococos
*grupo D
*coco gram +, aos pares ou em cadeia curta
*possuem os três tipos de hemólise
*são colonizadores do TGI
*causadores de IU (bactéria mais prevalente dentro dos G
*as cepas são resistentes à vancomicina , problemas de resistência à antibióticos
GRAM NEGATIVOS
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
CARACTERÍSTICAS GERAIS:
*aeróbicos
*diplococos gram negativos
*crescem em temperaturas mais elevadas (35º a 37º ) e são sensíveis à temperaturas mais baixas
1. GÊNERO NEISSERIA
-N. gonorrhoeae patógeno estrito
-N. meningitidis coloniza orofaringe, oportunista.
São as duas espécies de patogenicidade definida no gênero.
1. Neisseria gonorrhoeae
-IST (relacionada ao fluxo de esperma)
-a bactéria é sensível ao frio, deve estar em atmosfera úmida que contenha CO2
-é patógeno estrito e apenas de humanos
-é observado dentro dos leucócitos no MO
-não possuem cápsula verdadeira
-são transmitidos pelo contato sexual e em menor número de mãe para filho pelo canal de parto
Pode ainda em mulheres causar infecções disseminadas como septicemia e infecções na pele e articulações.
O bebê infectado no canal do parto pode apresentar conjuntivite purulenta.
Os pacientes ainda podem apresentam gonorreia anorretal e faringite.
Tratamento: algumas cepas resistem à penicilina (beta-lactamase), porinas e proteínas de ligação da penicilina
*usar ceftriaxona ou cipro
*se ouver Clamidia associada, usar azitromicina ou dixiciclina
2. Neisseria meningitidis
-colonizador da nasofaringe
-patógeno oportunista
-é a segunda causa mais comum de meningite em adultos
VIRULÊNCIA: pili, sorogrupos (LOS, A, B e C....)
TRANSMISSÃO: inalação de gotículas respiratórias
LOS é liberada durante autólise e divisão celular
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
MENINGOCOCCEMIA
*com ou sem meningite
*causada pela LOS
*gera trombose de pequenos vasos+ formação de petéquias no tronco e MMII + coagulação intravascular
disseminada
Bacillus
*aeróbios e anaeróbios facultativos
*formam esporos
Bacillus anthracis
-antraz ou carbúnculo B. anthractis
-usado como arma biológica
-causa doença principalmente em herbívoros importante fazer controle do rebanho com vacinação e quando
se percebe animal infectado é importante cremá-lo
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-VIRULÊNCIA:
*formada pelo plasmídio
*possui 3 cepas patogênicas essas 3 toxinas apenas tem fator de virulência se agem juntas= antígeno protetor
(PA), fator de edema (EF) e fator letal (LF)
*cápsula
Bacillus cereus
-doenças que causa: PNM, sepse, gastroenterite, infecções oculares e sepse relacionada ao uso de cateter
-gastroenterite relacionada com secreção de toxinas=
termoestável :forma entértica da doença = náusea, vômito, cólica
termolábil : forma diarreica da doença
Clostridium
-são anaeróbios obrigatórios
-forma esporos
-presente no solo e na água
-compõe microbiota normal do TGI
-produzem toxinas diversas: histolíticas, enterotoxinas e neurotoxinas
Clostridium tetani
*bacilo imóvel formador de esporo
*ao MO são vistos como baqueta de tambor ou fósforo
*são anaeróbios estritos ou obrigatórios
*toxinas tetanolisina (hemolisina) e tetanopasmina (neurotoxina) Clostriduim tetani
Originam-se do plasmídio
CLÍNICA TÉTANO: espasmo e rigidez maxinal (masseter), rigidez muscular em geral, sudorese excessiva,
salivação, irritabilidade, espamos dorsais persistentes (opistótono)
Clostridium botulinum
*doença: botulismo
*esporos disseminados no solo contaminam vegetais e carnes
*são anaeróbicos
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*a toxina é ingerida principalmente em alimentos enlatados, vegetais (feijão, cogumelo) e peixes. Atentar para
realização de alimentos em casa e reservas caseiras
*a toxina é termolábil sendo inativada ao se ferver alimento ou água por um tempo.
CLÍNICA: fraqueza, necessidade de suporte respiratório, disfagia, diplopia, insuficiência muscular respiratória...
Bloqueio de diferentes nervos pela toxina
TRATAMENTO: administração de antitoxina + suporte respiratório
Clostridium perfringens
*pode causar gangrena gasosa e intoxicação alimentar dependendo de como entra no corpo Gangrena gasosa
*gangrena gasosa detecta nas amostras de exsudato
*causa gastroenterite importante autolimitada. Causada por contato com alimentos contaminados, a toxina não
é termolábil e também os esporos resistem às altas temperaturas. Causa diarreia aquosa acompanhada de cólica
e pouca quantidade de vômito, o quadro se resolve dentro de 24 horas.
*é patógeno oportunista (colonizador do TGI)
Clostridium difficile
*doença: colite pseudomembranosa
*é um MO multirresistente que é importante nas situações em que a pessoa está usando
antibióticos, pois há supressão dos membros da microbiota normal do TGI e aumento
do C. difficile que passa a produzir suas toxinas.
A ação principal das toxinas é despolimerização da actina que acaba gerando
deformidades no citoesqueleto e consequente apoptose dos enterócitos.
CLÍNICA: febre, dor abdominal, fezes pouco ou não sanguinolentas, neutrófilos presentes nas fezes, presença de
pseudomembranas (placas amarelo-esbranquiçadas na mucosa do colo visto na colonoscopia).
DIAGNÓSTICO: importante avaliar presença de exotoxinas nas fezes e não a cultura do do C. difficile. pois é
comum que ele colonize o TGI e não esteja causando doença.
TRATAMENTO: pode ser feito transplante fecal (administração da microbiota do TGI de uma pessoa em outra) para
balanceamento do resultado do antibiótico no organismo em que o C. está causando a colite pseudomembranosa.
Clostridium septicum
*pacientes com câncer de cólon, leucemia aguda e diabetes.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Listeria monocytogenes
*anaeróbio facultativo
*doenças em RN, idosos, mulheres grávidas e pacientes imunocomprometidos. A bactéria passa pela placenta ou
no momento do parto.
*possui movimento reduzido, diferente de todos os outros bacilos gram-positivos que são imóveis
*possuem beta-hemólise (similar a do estreptococos)
*a contaminação acontece principalmente através de produtos alimentares que estejam contaminados (leite e
derivados, carne mal cozida, aves). A bactéria apresenta crescimento em baixas temperaturas, de forma que
armazenar o alimento na geladeira aumenta o risco de gastroenterites (intensificação pelo frio)
*fatores de virulência
-exotina listeriolisina O
-enzimas fosfolipase C
Lactobacillus
*compõe trato normal do TGI, TGU e cavidade oral
*causam raras infecções em seres humanos: bacteremia e septicemia oportunista
*considerados agentes progressores da cárie por acidificação da região oral
Erysipelothrix
*doença mais comum em suínos
*raro em humanos
*causa erupção cutânea e septicemia
Corynebacterium
*bacilos gram-positivos irregulares
*colonizam pele, TRS, TGI, TGU
*espécies: C. jeikeium (oportunista), C. urealyticum (TGU) e C. diphtheriae
Corynebacterium diphtheriae
-homem é o único alvo do patógeno
-possui colonização que é assintomática no TRS e pele (principalmente em lesões cutâneas)
-vacinação
-fator de virulência: toxina diftérica (bacteriófago lisogênico) acontece primeiramente uma lesão na garganta
que forma pseudomembrana rígida e acinzentada que não se movimenta facilmente. +febre, faringite e
adenopatia cervical
37
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Propionibacterium
Actinomyces
*colonizam o TR, TGI e TG feminino
*seu formato longo e filamentoso lembra hifas (fungos)
*anaeróbias ou aeróbios facultativos
*colonizador da mucosa humana parasita endógeno (causa doença quando as barreiras epiteliais são
rompidas)
*baixo potencial de virulência
DOENÇA: actinomicose (leva nome de doença causada por fungo pela similaridade da bactéria com a estrutura
fúngica). CLÍNICA: ulcerações com pus contendo a bactéria, dor no local, febre, perda de peso...
*Pode causar também infecção pélvica a partir do DIU gerando abscessos e tecido com cicatriz nas tubas
uterinas, ovários, bexiga, ureter...
Gardnerella vaginalis
*pleomórfico e gram-lábil
*imóvel e não capsulada
*colonizadora da vagina e reto humano, podendo ser
encontrada também na faringe
*anaeróbico
*vaginose infecção secreção de odor de peixe KOH
*clue-cells = são as células epiteliais da vagina que adquirem aparência diferente ao MO por estarem cobertas
pelas bactérias G. vaginalis
*se multiplica por desequilíbrio do pH na flora vaginal
Mobiluncus
*gram-lábeis (estrutura da parede de G+ e ausência de endotoxina)
*anaeróbio estrito
*associado com a Gardnerella para causar vaginoses
3. NOCARDIFORMES
*bacilos G+ aeróbicos
*parede celular composta por ácidos micólicos
*fracamente BAAR (bacilos álcool-ácido resistentes) coram mal
Nocardia
*bacilos ramificados
*semelhantes à hifas
*coram fracamente pelo gram, são BAAR fracos
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Rhodococcus
*fracamente AAR
*importante na veterinária
*causa doença pulmonar e cutânea em pacientes imunocomprometidos
MICOBACTÉRIAS
*bacilos aeróbios
*imóveis
*não esporulados, não capsulados
*coram fracamente pelo gram GRAM +
*não possuem exo ou endotoxinas
Mycobaterium tuberculosis
-patógeno humano estrito
-cresce intracelular formação de macrófagos alveolares com a bactéria dentro: ele cresce realmente dentro
dos fagossomos e impedem que eles se liguem com os lisossomos, impedindo assim que seja degradado.
-os sinais e sintomas da doença se desenvolvem pela resposta que o corpo humano dá aos componentes da
bactéria
-a infecção é primariamente no pulmão, mas pode se desenvolver para outros sítios principalmente em
imunocomprometidos . Importante lembrar que a tuberculose não é exclusivamente pulmonar.
-BCG M. bovis atenuado
TRANSMISSÃO; ocorre por via aérea. Pessoa infeccionada emite gotículas de saliva contaminadas e outra pessoa
as aspira. Também pode acontecer por contato com área contaminada no sol (doente bacilífero)
DIAGNÓSTICO: coloração AAR do escarro (principalmente) ou outro espécime clínico. Evidência por RX tórax.
Podem ser feitos testes cutâneos, porém o uso não é muito disseminado no Brasil.
No BAAR se avalia em + (resultado semi-quantitativo). A cultura consegue distinguir até espécies, entretanto tem
tempo lento
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
a evolução da infecção para doença ativa depende da dose de bactérias infectantes e da capacidade do sistema
imune da pessoa de combater a infecção. Cerca de 5% dos contaminados evoluem para doença ativa em 2 anos,
em outros casos o bacilo fica inativo em granulomas dentro do pulmão e ele pode causar doença em situação de
diminuição da imunidade do paciente.
SINAIS E SINTOMAS: mal-estar, perda de peso, tosse, suores noturnos... Pode apresentar escarro com sangue ou
rosado e purulento hemoptise associado com doença cavitária (destruição do tecido alveolar).
TB NO BRASIL:
-importante problema de saúde pública tanto pelo número de mortes quanto pelo número elevado de novos
casos
-sempre que um paciente apresenta TB, deve ser testado HIV+
-uma das principais causas de resistência adquirida à antibióticos é o tratamento interrompido ou abandonado
para TB
-tem risco aumentado na população indígena, carcerária, HIV+ e em situação de rua
TRATAMENTO PARA TB; isoniazida, rifampicina, pirazinamida, etambutol. O tratamento dura de 6 a 9 meses.
O paciente torna-se não infeccioso dentro de 2 a 3 semanas depois do início do tratamento, entretanto o tempo
longo de tratamento se deve: localização intracelular do MO, presença de cáseos que dificultam penetração do
fármaco, crescimento lento do organismo por causa da sua parede celular e as formas persistentes.
PREVENÇÃO; uso de máscaras para pacientes e profissionais da área da saúde que possam estar em contato
com pacientes contaminados, vacina BCG (não previne 100% a infecção por M. tuberculosis mas consegue
prevenir surgimento da tuberculose na forma de doença clínica) .
Mycobacterium leprae
-não é cultivável
-os seres humanos são hospedeiros naturais, mas podem ocorrer em outros animais
-tem temperatura ótima de crescimento em 30º (mais baixa que a temperatura do corpo), e isso faz com que a
bactéria se multiplique na pele e em nervos superficiais
-possui crescimento lento, o que permite que os sintomas da doença apareçam cerca de 5 a 7 anos após a
infecção. O tempo de incubação é prolongado.
TRANSMISSÃO; contato pessoa-pessoa (pele = hanseníase lepromatosa, secreções nasais, lesões cutâneas).
É prevalente em países como o Brasil, Madagascar e outros países da África.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
focal
DIAGNÓSTICO: achados histopatológicos + história clínica. Pode ser feito teste cutâneo com a lepromina que tem
resultado de 3 a 4 semanas, não é útil para paciente com a lepra lepromatosa por não ser reagente.
Podem ser observados BAAR nas lesões.
Mycobacterium avium
-presente na água e no solo
-bacilos longos, G+, BAAR, imóveis
-causadores de doenças em pessoas imunodeprimidas principalmente a partir da ingestão da água contaminada.
Causa doenças sistêmicas e problemas respiratórios
-a transmissão pessoa-pessoa ainda não está completamente definida.
Dentro das micobactérias existem as que possuem crescimento rápido e são patógenos oportunistas em
humanos apresentam baixo potencial de virulência e maior sensibilidade aos antibióticos. Já as de
crescimento lento como o
M. tuberculosis e o M. leprae que tem crescimento lento, alto potencial de virulência e menor sensibilidade aos
antibióticos.
Bacteremia: Estão presentes bactérias no fluxo sanguíneo. A bacteremia pode resultar de uma infecção séria ou
de algo tão inofensivo como uma escovação de dentes mais vigorosa. Muitas vezes, somente um pequeno número
de bactérias está presente e elas são eliminadas do corpo por si mesmas. Em tais casos, a maioria das pessoas
. não apresenta sintomas. Porém, ocasionalmente, a bacteremia leva a infecções, sepse ou ambas.
Sepse: A bacteremia ou outra infecção desencadeia uma resposta séria em todo o corpo (sepse) que geralmente
inclui febre, fraqueza, frequência cardíaca rápida, frequência respiratória rápida e um número maior de glóbulos
brancos do sangue.
RESISTÊNCIA BACTERIANA
Sepse grave: A sepse associada à falha de um sistema essencial no corpo ou ao fluxo de sangue inadequado
para partes do corpo devido a uma infecção é conhecida como sepse grave.
*os antibióticos descobertos em 1912 (Penicilina em 1928) estão tendo seu número total diminuído com o decorrer
Choque séptico: A sepse que causa uma pressão arterial perigosamente baixa (choque) é o choque séptico.
dos
Comoanos. Hoje noosBrasil,
resultado, órgãosexistem cerca
internos de 80 antibióticos
geralmente diferentes
recebem muito sendo comercializados,
pouco sangue, sendo
causando seu mau que há 10
funcionamento.
anos atrás séptico
O choque existiamrepresenta
cerca de 113.
uma ameaça à vida
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*depois que uma característica de resistência surge em uma bactéria, dificilmente ela desaparece. Apenas vai
desaparecer nos casos ligados à fatores genéticos e ambientais.
*na maioria dos casos, quando um MO é resistente à um tipo de antibiótico, ele também apresenta resistência à
outro tipo.
O uso indevido de antibióticos de amplo espectro ou que não sejam adequados para a bactéria a ser eliminada
(tratamento empírico e paciente não encaminhado ao laboratório para exame bacterioscópico ou bacteriológico),
contribui para desenvolvimento da resistência. Outras causas de uso indevido de antimicrobianos: doses
subterapêutica, esquemas terapêuticos curtos, baixa penetração no local de infecção, falha na atividade da droga
utilizada, estado imunológico do paciente e não adesão ao tratamento (principalmente em questão à duração).
ANTIBIÓTICOS
-O QUE SÃO? substâncias químicas artificialmente produzidas por MO ou de forma sintética que tem como função
principal inibir ou matar microorganismos (bactérias)
-MECANISMO DE AÇÃO: existem 5 mecanismos de ação principais dos antibióticos, entretanto, todos tem como
objetivo encontrar alvos metabólicos ou estruturas específicas do MO e destruí-las.
AÇÃO: inibem ação das PBPs (enzima que catalisa a formação na síntese do peptideoglicano)
*cloranfenicol
*linezolida
AÇÃO: penetram através das porinas na membrana bacteriana e interagem no ribossomo inibindo a síntese
proteica da bactéria
2. ADQUIRIDA sem alteração genética, resistência por exposição à certas condições. Essa situação pode ser
revertida quando a condição causadora é removida. Pode ocorrer devido à mutações ou transferência de DNA
(conjugação, transformação e transdução)
MECANISMOS DE RESISTÊNCIA
1. PRODUÇÃO ENZIMÁTICA
*ESBL, KPC, AMPc
*constituitiva ou induzível
[Link] DE EFLUXO
*o antibiótico consegue entrar na bactéria mas logo é
retirado
3. DIMINUIÇÃO DA PERMEABILIDADE
*diminuição das porinas ou outro constituinte de
parede ou membrana.
4. ALTERAÇÃO DA PROTEÍNA-ALVO
*alteração do local onde o antibiótico se ligaria na
estrutura da bactéria. Impede que se ligue.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*Os mecanismos de resistência são diferentes para cada classe de antibiótico e podem estar combinados.
*Enterococos
-história de resistência à vancomicina em Porto Alegre
*Enterobactérias
*ESBL
*KPC
*NDM surgido na Índia e desenvolvido em Porto Alegre
*antibiograma
-o antibiograma é importante para detectar a resistência da bactéria
-devem ser sempre avaliadas as condições do paciente e do MO que se está querendo tratar
TESTE DE DISCO DIFUSÃO
QUANDO REALIZAR? descobrir agente causal de um processo infeccioso, MO requer terapia antimicrobiana,
sensibilidade não pode ser prevista por não reconhecer totalmente a bactéria em questão, pertencer a uma
espécie que possui resistência aos antibióticos mais comuns.
O teste qualitativo (Método de disco difusão Kirby-Bauer) é dividido em 3 tipos a partir do tamanho do halo
formado na reação com a bactéria:
1. RESISTENTE: bactéria não irá responder ao antibiótico independente da dose
2. INTERMEDIÁRIO: bactéria pode ser tratada em sítios onde se consiga chegar facilmente o antibiótico ou em
concentrações altas do antibiótico
[Link]ÍVEL: bactéria pode ser tratada com o antibiótico testado
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
O teste não leva em consideração fatores além do microorganismo e do antibiótico em uma dose específica:
idade, local de infecção, penetração da droga, concentração da droga. É importante considerar que a
sensibilidade de uma droga nem sempre garante sucesso clínico.
ESPIROQUETAS
Treponema
-gênero composto por 2 espécies: T. palidum e [Link] (causador da pinta)
-são delgadas, espiraladas, móveis (movimento do próprio corpo)
-microaerófilas ou anaeróbias são sensíveis ao O2
Treponema pallidum
*apresenta 3 subespécies diferentes: bejel (endêmica), bouba (pertenue) e pallidum (sífilis)
SÍFILIS
-causador: Treponema pallidum pallidum (estrito ao ser humano)
*não cresce em cultura livre de células
*não são observadas ao MO (pelo tamanho pequeno e difícil coloração)
*pode ser feito teste com Ac imunofluorescentes, e as formas móveis conseguem
ser observadas em microscópio óptico especial de campo escuro
*são muito lábeis
-transmissão: contato sexual direto, forma congênita (mãebebê), transfusões
PRIMÁRIA
-lesões cutâneas (cancro duro) no local exato em
que a bactéria penetrou no tecido
-a lesão se mostra como uma pápula que pode sofrer
erosão. Possui bordas elevadas e arredondadas.
-as lesões são e m quase todos os casos indolores.
-pode haver linfadenopatia no linfonodo de drenagem
próximo ao sítio de entrada e das lesões
-a cicatrização é espontânea o que causa falso alívio
ou falsa resolução da doença
-essa fase dura cerca de 2 meses, desde que as
lesões desaparecem
SECUNDÁRIA
-lesões cutâneas por todo corpo (disseminação)
-as lesões apres
-sinais inespecíficos (febre, mal-estar, cefaleia, anorexia...)
-exantema mucocutâneo (palma da mão e pés), lesões papulosas com
escamas na periferia
-sinais e sintomas também desaparecem
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-pode surgir condiloma plano (região genital)altamente contagioso
-essa fase evolui no 1º e 2º ano da doença com surtos que regridem
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
TERCIÁRIA ou TARDIA
-poucos casos da doença chegam nessa fase
-destruição pela bactéria de órgãos, ossos, tecidos causando artrite, demência, cegueira...
-a nomenclatura dada remete ao órgão afetado: neurosífilis, sífilis cardiovascular
-pacientes com AIDS apresentam incidência maior
-em casos de transmissão congênita, mães nessa fase podem inclusive causar a morte do feto por afecções
intra-útero
SÍFILIS CONGÊNITA
DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico é difícil, pois as espiroquetas são difíceis de serem observadas ao MO (pequenas e não coram bem
pelo gram), muitas lesões orais são causadas por espiroquetas quçe não apresentam patogenia (colonização),
alguns restos teciduais podem ser confundidos, as bactérias não sobrevivem ao transporte
Pode ser realizada sorologia para identificação da bactéria, que é a principal forma de realização do diagnóstico
em casos de história clínica compatível:
*leva esse nome, pois sua função não é encontrar diretamente a bactéria e sim restos celulares de lesões que
são classicamente causadas por essas bactérias
*é medido IgG e IgM que se formam contra os lipídios liberados durante as
células danificadas
OBSERVAÇÃO: é encontrado no estágio inicial (fase primária) da doença
-teste rápido: VDRL
*alta sensibilidade, baixa especificidade
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Borrelia
Borrelia recurrentis
*febre recorrente epidêmica, transmitida pelo piolho e carrapato
*doença de Lyme
*muito comum nos EUA, pela presença do vetor de transmição. No Brasil praticamente inexiste
-são GRAM NEGATIVAS, mas coram fracamente da mesma forma que as outras espiroquetas
-são microaerófilas e possuem grandes exigências nutricionais o que dificulta o isolamento em culturas
-diagnóstico: MO (febre recorrente), sorológico (doença de Lyme)
Leptospira
Leptospira interrogans
*pode apresentar doença branda ou sistêmica (renal, vasculite intensa, miocardite..) a depender do sistema
imunológico da pessoa , do inócuo e da virulência da cepa
*entram no corpo pelas mucosas intactas e por lesões na pele. A partir do local de entrada podem se disseminar
pela corrente sanguínea para os diferentes órgãos.
*identificação:
fase inicial sangue e LCR
fase tardia urina
A fonte mais comum de transmissão é a urina do rato (a bactéria coloniza os túbulos renais dos ratos), mas pode
também ser transmitida a partir de outros roedores, cães e animais de corte.
MICROSCOPIA: são delgados (difícil de ver no MO), são difíceis de ser visualizados ao MO de campo escuro
(inespecífico e insensível), podem também ser confundidos com filamentos proteicos dos eritrócitos
Mycoplasma e Ureaplasma
Mycoplasma:
Mycoplasma pneumoniae
*patógeno extracelular
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*possuem fatores de aderência ao epitélio respiratório e também atuam como fonte de disseminação (através
das secreções nasais)
*mais comum em crianças, causadores de pneumonia durante todo ano
Diagnóstico laboratorial: não é possível realização de microscopia pois a ausência de parede não permite
coloração por nenhum tipo
CULTURA: anaeróbio facultativo (Mycoplasma pneumoniae aeróbio estrito), requerem esteróis exógenos
(compatibilidade com membrana plasmática que é composta por esteroides), crescimento lento
TESTE SOROLÓGICO; disponível para o Mycoplasma pneumoniae
Clamydia
*são parasitas intracelulares obrigatórios, possuem membrana interna e externa com alto teor lipídico, parede
celular (não contém peptideoglicano mas contém PBP), lisozima, não contém ácido acetil-murâmico
*contém DNA e RNA, possuem ribossimo do tipo procariótico, sintetizam proteínas, ácidos nucleicos e lipídios,
são suscetíveis à antibióticos bacterianos (formação da parede celular é inibida pela penicilina).
*apresentam 2 formas:
-corpúsculo elementar: infeccioso, semelhante ao esporo, resistente a fatores ambientais, contém adesinas
-corpúsculo reticulado: não-infeccioso, forma de reprodução
Clamydia trachomatis
DOENÇAS:
-tracoma
É doença inflamatória ocular (conjuntivite) que ocorre em áreas de baixa condição (condição sanitária e higiene
precoce) e afeta principalmente as crianças. Transmitida de olho para olho e é geralmente endêmica. Pode
causar cegueira irreversível
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
citologia raspagem, difícil detecção
cultura
a partir do antígeno imunofluorescência direta ou ELISA
sorologia Ac podem persistir por longo tempo
Clamydophila pneumoniae
-patógeno humano -transmissão pelo ar de pessoa-pessoa
-causador de bronquite, pneumonia, sinusite -mais comum em adultos, diagnóstico difícil
Clamydophila psittaci
-psitacose
-transmissão pelo ar e fezes de aves
Rickettsia
QUESTÕES MICRO:
1. Seu paciente é um homem de 75 anos com um cateter urinário após uma cirurgia de prostatectomia devida a um câncer de
próstata. Ele está apresentando febre súbita de 40°C, pressão arterial de 70/40 e pulso de 140. Você solicitou várias
hemoculturas, e o laboratório reportou que todas foram positivas para um bacilo gram-negativo com colônias vermelhas.
Qual das seguintes bactérias é a causa mais provável dessa infecção?
(A) Escherichia coli. (B) Klebsiella pneumoniae. (C) Proteus mirabilis. (D) Pseudomonas aeruginosa. (E) Serratia marcescens.
2. Você é um epidemiologista da saúde pública e foi chamado para investigar uma epidemia de diarreia sanguinolenta em 16
pessoas. Você suspeita que essa diarreia esteja associada à ingestão de hambúrguer malpassado em um determinado
restaurante de comida fast-food. Em uma cultura dos hambúrgueres malpassados restantes cresceu bacilo gram-negativo
que produz colônias púrpura-escuras em ágar EAM, o que evidencia que ele fermenta lactose. Qual das bactérias a seguir é a
causa mais provável desse surto?
(A) Escherichia coli. (B) Salmonella enterica. (C) Salmonella typhi. (D) Shigella dysenteriae. (E) Vibrio cholerae.
3. Seu paciente apresenta queimadura de terceiro grau na maioria de seu co rpo. Ele estava bem até dois dias atrás, quando
começou a apresentar febre e suas roupas de cama apresentavam pus de colora- ção azul-esverdeada. A coloração de Gram
do pus mostrou bacilos gram-negativos que formavam colônias sem cor no ágar EAM. Qual cultura e coprocultura do menino
e da cobra revelaram o mesmo organismo. As culturas cresceram como bacilos gram-negativos transparentes em ágar EAM.
Qual das seguintes bactérias é a causa mais provável dessa infecção?
(A) Helicobacter pylori. (B) Proteus mirabilis. (C) Salmonella enterica. (D) Shigella dysenteriae. (E) Vibrio cholerae.
4. Sua paciente, uma mulher de 25 anos, com dor ao urinar e urina escura, não apresenta febre ou dor. Ela não foi
hospitalizada. Você acha que ela tem cistite. Uma coloração de Gram da urina mostrou a presença de bacilos gram-negativos.
Cultura da urina em ágar EAM mostrou colônias transparentes, e o teste de urease resultou positi- vo. No ágar foi observada
motilidade pulsante da cultura em ágar- sangue. Qual das seguintes bactérias é a causa mais provável dessa infecção?
(A) Escherichia coli. (B) Helicobacter pylori. (C) Proteus mirabilis. (D) Pseudomonas aeruginosa. (E) Serratia marcescens.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
5. Em relação aos membros da família Enterobacteriaceae, qual das seguintes sentenças é apropriada ?
(A) Todos os membros da família são anaeróbios estritos, o que quer dizer que eles precisam ser cultivados na ausência de
oxigênio. (B) Todos os membros da família fermentam lactose, o que é um importante critério diagnóstico no laboratório
clínico. (C) Todos os membros da família possuem endotoxina, um importante fator de patogenicidade.
(D) Todos os membros da família produzem enterotoxina, que ADP-ribosila uma proteína G em enterócitos humanos.
6. Sua paciente, uma mulher de 20 anos, apresenta diarreia. Ela acaba de retornar aos Estados Unidos após uma viagem de
três semanas ao Peru, onde ela comeu peixe cru na sua festa de despedida. Agora ela apresenta diarreia grave, com 20
evacuações diárias, e está se sentindo muito fraca e com tonturas. Sua coprocultura resultou ne- gativa para presença de
sangue oculto. Uma coloração de Gram das fezes mostrou a presença de bacilos gram-negativos curvos. Uma coprocultura
em ágar de MacConkey mostrou colônias transpa- rentes. Qual das seguintes bactérias é a causa mais provável dessa
infecção?
(A) Escherichia coli. (B) Helicobacter pylori. (C) Proteus mirabilis. (D) Pseudomonas aeruginosa. (E) Vibrio cholerae.
7. Seu paciente, um garoto de seis anos apresenta diarreia sanguinolenta há dois dias consecutivos, acompanhada de febre de
40°C e vômitos. Ele possui uma cobra como animal de estimação. Hemo -cultura e coprocultura do menino e da cobra
revelaram o mesmo organismo. As culturas cresceram como bacilos gram-negativos transparentes em ágar EAM. Qual das
seguintes bactérias é a causa mais provável dessa infecção?
(A) Helicobacter pylori. (B) Proteus mirabilis. (C) Salmonella enterica. (D) Shigella dysenteriae. (E) Vibrio cholerae.
8. Seu paciente em um clínica de gastrenterologia é um homem de 50 anos, vendedor de seguros, que apresenta acidez
estomacal há vários meses. A utilização de antiácidos alivia os sintomas. Após verificar toda a sua história e fazer um exame
médico, você discute esse caso com um residente, que sugere fazer um teste de ureia mar- cada com isótopo radiativo, que
testa a presença da enzima urease. Qual das bactérias a seguir, segundo o residente, seria a causa mais provável da doenç a
desse paciente?
(A) Helicobacter pylori. (B) Proteus mirabilis. (C) Salmonella enterica. (D) Serratia marcescens. (E) Shigella dysenteriae.
9. Seu paciente é um homem de 75 anos que fumou cigarros (dois maços por dia há mais de 50 anos) e consumiu bebidas
alcoólicas (seis cervejas por dia) durante a maior parte de sua vida adulta. Ele agora tem os sinais e sintomas de pneumonia.
Uma coloração de Gram do escarro revela neutrófilos, mas nenhuma bactéria. Colônias aparecem em ágar carvão-levedura
(BYCE), mas não em ágar-sangue. Qual das seguintes bactérias é mais provável de ser a causa da pneumonia?
(A) Bordetella pertussis. (B) Haemophilus influenzae. (C) Klebsiella pneumoniae. (D) Legionella pneumophila. (E)
Pseudomonas aeruginosa
10. Seu paciente é um menino de 6 anos que se queixa de dor na orelha. A mãe dele diz que isso começou ontem e que ele tem
febre de 39,4°C. Ao exame físico, você vê um tímpano perfurado que está exsudando uma pequena quantidade de pus.
Utilizando um swab, você obtém uma amostra de pus e faz uma coloração de Gram e cultura. A coloração de Gram revela
pequenos bacilos cocobacilares. Não há crescimento sobre uma placa de ágar -sangue, mas em uma placa de ágar-chocolate
suplementada com fatores X e V crescem pequenas colônias cinzas. Qual das seguintes bactérias é a causa mais provável da
otite média?
(A) Bordetella pertussis. (B) Haemophilus influenzae. (C) Klebsiella pneumoniae. (D) Legionella pneumophila.
(E) Pseudomonas aeruginosa.
11. Este microrganismo é um pequeno bacilo gram-negativo que causa uma importante doença do trato respiratório. Ele
produz uma toxina que ADP-ribosila a proteína G. Uma marcante característica da doença causada por este microrganismo é
o aumento intenso de linfócitos. Atualmente não causa doença nos Estados Unidos devido ao uso generalizado da vacina que
induz anticorpos contra cinco de suas proteínas, uma das quais é a exotoxina. Qual a mais provável identidade do organism o
misterioso?
(A)Bordetella pertussis (B) Haemophilus influenzae (C) Klebsiella pneumoniae (D) Legionella pneumophila (E)Pseudomonas
aeruginosa
12. Sua paciente é uma mulher de 75 anos, com história de fumo de maços de cigarro por ano, e que agora tem uma febre de
39°C e tosse produtiva de expectoração amarelada. A coloração de Gram do escarro mostra pequenos bacilos gram-
negativos. Não há crescimento em ágar-sangue, mas colônias crescem em ágar-chocolate suplementado com NAD e hemina.
Qual das seguintes bactérias é a causa mais provável dessa pneumonia?
(A) Bordetella pertussis (B) Haemophilusinfluenzae (C) Klebsiella pneumonia (D) Legionella pneumophila
(E) Pseudomonas aeruginosa
13. Sua paciente, uma mulher de 35 anos, com epilepsia, teve um ataque há dois meses. Ela veio para uma consulta porque
apresenta tosse com escarro. Uma radiografia do tórax revelou uma cavidade com níveis de ar e fluido. Uma coloração de
50
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Gram do escarro mostrou a presença de bacilos gram-negativos, e uma cultura revelou colônias negras que cresciam no
ágar-sangue apenas na ausência de ar. Qual das seguintes bactérias é a causa mais provável dessa infecção?
(A) Bacteroides fragilis. (B) Campylobacter jejuni. (C) Klebsiella pneumoniae. (D) Prevotella melaninogenica. (E) Proteus
mirabilis.
14. Seu paciente é um homem de 20 anos que foi mordido na mão quando tentava separar a briga entre dois gatos. Ele agora
tem uma lesão inchada, vermelha, quente e dolorida no local da mordida que se espalhou rapidamente por toda a mão. Qual
das seguintes bactérias é causa mais provável de sua celulite?
(A)Brucella melitensis (B) Francisella tularensis (C) Pasteurella multocida (D) Yersinia pestis
15. Sua paciente é umamulher de 30 anos que relata ter tido febre intermitente de 38,9°C, sudorese e cans aço desde o mês
passado. Ela perdeu o apetite e perdeu cerca de 4,5 kg nesse período. Ela gosta de comer queijo de cabra não pasteurizado.
No exame, foi detectada hepatosplenomegalia. Um hemograma revela pancitopenia. Qual das seguintes bactérias é a causa
mais provável dessa infecção?
(A) Brucella melitensis. (B) Francisella tularensis. (C) Pasteurella multocida. (D) Yersinia pestis.
16. Você está em um laboratório de análises clínicas olhando uma co - loração de Gram quando o técnico do laboratório vai até
você e diz: “Eu acho que seu paciente está com bacteriemia por Staphylococcus epidermidis.” . Qual dos seguintes conjuntos
de resultados o técnico encontrou com o organismo isolado da hemocultura?
(A) Cocos gram-positivos em cadeia, catalase-positivo, coagulase- -positivo. (B) Cocos gram-positivos em cadeia, catalase-
negativo, coagulase- -negativo. (C) Cocos gram-positivos em “cachos de uva”, catalase-positivo, coagulase-negativo. (D)
Cocos gram-positivos em “cachos de uva”, catalase-negativo, coagulase-positivo. (E) Diplococos gram-positivos, catalase-
negativo, coagulase-positivo.
17. A produção de superantígenos por Staphylococcus aureus está envolvida na patogênese de qual das seguintes doenças?
(A) Impetigo. (B) Osteomielite. (C) Síndrome da pele escaldada. (D) Sepse. (E) Síndrome do choque tóxico.
18. Qual das opções a seguir é um fator de virulência produzido por Staphylococcus aureus que previne a ativação do
complemento, re-duzindo, assim, a opsonização pelo C3b?
(A) Catalase. (B) Coagulase. (C) Endotoxina. (D) Proteína A. (E) Ácido teicoico.
19. Qual a principal razão pela qual as linhagens de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA) são resistentes à
meticilina e à nafcilina?
(A) Elas produzem b-lactamases que degradam esses antibióticos. (B) Elas possuem proteínas de ligação à penicilina
alteradas, o que reduz a ligação a antibióticos. (C) Elas possuem porinas alteradas que previnem a entrada dos antibióticos no
interior das células bacterianas. (D) Elas possuem proteínas de exportação codificadas por plasmí deo, que removem o
fármaco de dentro da bactéria.
20. Qual a exotoxina formadora de poro, produzida por Staphylococcus aureus, que mata as células e é importante em lesões
necrosantes gra- ves que se espalham rapidamente, causada por linhagens de MRSA?
(A) Coagulase. (B) Enterotoxina. (C) Esfoliatina. (D) Leucocidina P-V. (E) Estafiloxantina.
21.. Dos antibióticos a seguir, qual é o mais indicado no tratamento de infecções necrosantes graves de pele causadas por
uma linhagem MRSA de Staphylococcus aureus?
(A) Amoxicilina. (B) Ceftriaxona. (C) Ciprofloxacina. (D) Gentamicina. (E) Vancomicina.
22. Ocorreu um surto de pneumonia pneumocócica grave e sepse em detentos de uma prisão superlotada. Uma análise
laboratorial deter- minou que um sorotipo estava envolvido. O médico da prisão disse que a vacina pneumocócica pode ter
limitado o surto. Qual das se- guintes estruturas do pneumococo é responsável pela determinação do sorotipo e é, também, o
imunógeno na vacina?
(A) A cápsula. (B) A proteína flagelar. (C) O antígeno O. (D) O peptideoglicano. (E) A proteína do pilus.
23. Qual das seguintes frases melhor descreve a patogênese da febre reumática?
(A) Uma exotoxina produzida por Streptococcus pyogenes, que age como um superantígeno, causando danos no músculo
cardíaco. (B) Uma exotoxina produzida por Streptococcus pyogenes, que ADP-ribosila uma proteína G, causando danos no
tecido das articulações. (C) Um anticorpo contra o polissacarídeo capsular de Streptococcus pyogenes, que causa uma reação
cruzada com o tecido das arti- culações, danificando-o. (D) Um anticorpo contra a proteína M de Streptococcus pyogenes, que
causa uma reação cruzada com o músculo cardíaco, dani- ficando-o. (E) Uma endotoxina produzida por Streptococcus
pyogenes, que ativa macrófagos para liberarem citocinas que danificam o músculo cardíaco.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
24. Qual dos seguintes testes laboratoriais é o mais apropriado para di- ferenciar Streptococcus pyogenes de outros
estreptococos beta hemolíticos?
(A) Habilidade de crescer em solução salina a 6,5% de NaCl. (B) Ativação da proteína C-reativa. (C) Hidrólise da esculina em
presença de bile. (D) Inibição pela bacitracina. (E) Inibição pela optoquina.
25. Infecções por quais das bactérias relacionadas a seguir são normalmente tratadas com penicilinas, como a amoxicilina,
pelo fato de elas não apresentarem baixos ou altos níveis de resistência e nem precisarem de um tratamento sinérgico com
um aminoglicosídeo para serem eficazes?
(A) Enterococcus faecalis. (B) Staphylococcus aureus. (C) Staphylococcus epidermidis. (D) Streptococcus pneumoniae. (E)
Streptococcus pyogenes
26. Seu paciente em uma unidade de emergência tem uma úlcera de 5 cm na perna, que está cercada por uma área de
inflamação sensível, quente e vermelha. Você faz uma coloração de Gram do pus re- tirado da úlcera e observa ao
microscópio cocos gram-positivos em cadeia. Na cultura do pus crescem pequenas colônias b-hemolíticas que são catalase-
negativas e inibidas pela bacitracina. Esses resul-tados indicam que o organismo causador da lesão provavelmente pode ser:
(A) Enterococcus faecalis. (B) Staphylococcus aureus. (C) Streptococcus agalactiae. (D) Streptococcus pneumoniae. (E)
Streptococcus pyogenes.
27. Quatro pessoas da família Jones fizeram um delicioso piquenique no último domingo. Era um dia quente e o alimento ficou
sob o sol por várias horas. Três horas depois, todos eles apresentaram vômito com diarreia não sanguinolenta. No posto de
saúde foi detectado que a Sra. Jones, que preparou o alimento, tinha uma paroníquia em seu polegar. Qual dos seguintes
organismos pode ser a causa mais provável da infecção?
(A) Enterococcus faecalis. (B) Staphylococcus aureus. (C) Staphylococcus epidermidis. (D) Streptococcus agalactiae. (E)
Streptococcus pyogenes.
28. Uma mulher de 20 anos, sexualmente ativa, reporta disúria e outros sintomas relacionados a uma infecção do trato
urinário. A colora ção de Gram da urina revela cocos gram-positivos. Qual dos con- juntos de agentes bacterianos a seguir
seria a causa mais provável dessa infecção?
(A) Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. (B) Staphylococcus saprophyticus e Enterococcus faecalis. (C)
Streptococcus agalactiae e Staphylococcus epidermidis. (D) Streptococcus pneumoniae e Enterococcus faecalis. (E)
Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumoniae.
29 . Seu paciente, uma criança de 2 semanas de idade, estava bem até dois dias atrás, quando ela parou de se alimentar e
ficou irritada. Ela agora apresenta febre de 38°C, desenvolveu erupções petequiais por todo o corpo, e está com dificuldade de
acordar. Na sala de emer- gência, foi realizada uma hemocultura e, também, uma cultura do líquido cerebrospinal. A
coloração de Gram do líquido cerebrospinhal revelou cocos gram-positivos em cadeia. A cultura do líquido espinal no ágar-
sangue revelou a presença de colônias b-hemolíticas que cresciam na presença de bacitracina e hidrolisavam o hipurato.
Qual dos seguintes organismos pode ser a causa mais provável da infecção?
(A) Staphylococcus aureus. (B) Streptococcus agalactiae. (C) Streptococcus mutans. (D) Streptococcus pneumoniae. (E)
Streptococcus pyogenes.
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PARASITOLOGIA
Glossário em parasitologia:
CICLO DE VIDA/BIOLÓGICO/EVOLUTIVO= etapas pelas quais o parasito obrigatoriamente passa durante sua vida.
MONOXENO= apresenta apenas 1 hospedeiro
HETEROXENO= apresenta mais de 1 hospedeiro
Essa classificação leva em consideração a capacidade de infectar, não importando se está gerando doença ou
não no hospedeiro. É o número de hospedeiros pelos quais o parasito passa em sua vida.
HOSPEDEIROS
INTERMEDIÁRIO=hospedeiro em que o parasito se apresenta em sua forma assexuada ou larvária
PARATÊNICO ou DE TRANSPORTE= é um tipo de hospedeiro intermediário em que o parasito não sofre
desenvolvimento mas permanece nele até que o hospedeiro definitivo o ingira
DEFINITIVO= hospedeiro em que o parasito se apresenta em sua forma sexuada ou adulta
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
VETOR= transportador
MECÂNICO= parasito não sofre modificação nele
BIOLÓGICO= parasito sofre modificação dentro do vetor
ENDEMIA= presença constante de uma doença em uma área e tempo estabelecidos e conhecidos
EPIDEMIA= quando a endemia torna-se descontrolada em tempo e área
PANDEMIA= quando a epidemia torna-se mundial
1. AÇÃO ESPOLIADORA= quando o parasito absorve nutrientes do hospedeiro como o sangue, por exemplo.
2. AÇÃO TÓXICA= parasitos que secretam espécies de enzimas e metabólitos que lesam o hospedeiro. Nos
parasitos, diferente das bactérias, não há produção direta de toxinas.
Ex: A. lumbricoides secreta componentes que causam reação alérgica em alguns tecidos como fígado, pulmões...
3. AÇÃO MECÂNICA= a presença do próprio parasito impede o funcionamento de um órgão ou tecido, mas sem
fazer destruição do mesmo.
Ex: Giardia lambli atapeta o duodeno e pode causar síndrome da má-absorção
4. AÇÃO OBSTRUTIVA
Ex: obstrução de alça intestinal pelo enovelamento do A. lumbricoides
5. AÇÃO DESTRUTIVA
Ex: A. duodenale= perfuração de mucosa intestinal
T. trichiura= ulcerações intestinais
1. Fatores pertencentes ao próprio parasito: número de exemplares, tamanho (dentro de uma mesma espécie),
localização do parasito no hospedeiro, virulência
2. Fatores debilitados no hospedeiro: idade, imunidade, nutrição, hábitos, costumes, uso de medicamentos
HELMINTOS
*pluricelulares
*ovolarvaadulto(verme)
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1. Filo Nematelmintes
-classe Nematoda
*cilíndricos (quando adultos) *macho menor que a fêmea
*revestidos por cutícula *possuem uma das extremidades cônicas
*dioicos (sexos separados em cada animal) *tubo digestório completo (ânus e cloaca)
2. Filo Plathyelmintes
-classe Cestoda
*em fita
*hermafroditas
*segmentados
*achatados dorso-ventralmente
-classe Trematoda
*achatados
*não-hermafroditas
*presença de 2 ventosas (oral e anal)
PROTOZOÁRIOS
*unicelulares
*trofozoítoscistos...
1, Filo Sarcomastigophora
-classe Lobosea
*emissão de pseudópodes em alguma parte da vida
*são as amebas
-classe Zoomastigophorea
*presença de flagelos (locomoção)
2. Filo Ciliophora
-classe Kinetofragminophorea
*presença de cílios na fase de trofozoítos
3. Filo Apicomplexa
-classe Sporozoa
*esporozoários= ressurgimento/descobrimento nos últimos anos. Importantes causadores de imunodepressão
em seus hospedeiros
*complexo apical= utilizado pelo parasito para entrar na célula sem destruí-la.
*são parasitas intracelulares obrigatórios
*em alguma fase da vida se apresentam como esporozoítos
ARTRÓPODES
*pernas/patas articuladas
*exoesqueleto rígido
1. Filo Artropoda
-classe Insecta= 3 pares de patas, com ou sem asas
-classe Arachinidae= 4 pares de patas
HELMINTOS
1. FILO NEMATELMINTES
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
CLASSE NEMATODA
*cilíndricos (quando adultos) *macho menor que a fêmea
*revestidos por cúticula *possuem uma das extremidades cônicas
*tubo digestório completo (ânus e cloaca)
*dioicos (sexos separados em cada animal)
Trichiuris trichiura
MORFOLOGIA:
*macho (1-4 cm) é menor do que a fêmea (2-5cm)
*o macho possui a extremidade recurvada e a da fêmea não possui curvações
HABITAT:
*localizam-se no intestino grosso (ceco e cólon ascendente)
*sua extremidade cefálica afilada fica cerca de 2/3 dentro da mucosa com função de captar sangue ao parasito
(hematófago).
*em infecções com maior número de parasitos, eles podem ser encontrados em outros locais do TGI como colo
descendente, sigmoide e até o íleo
CICLO BIOLÓGICO
SINTOMATOLOGIA: sintomas clássicos da anemia, dor abdominal, náuseas, vômitos, tenesmo, diarreia...
EPIDEMIOLOGIA: locais de clima quente, crianças de 1 a 12 anos, úmidos (importante em regiões litorâneas),
transmissão peri-domiciliar
PROFILAXIA: tratamento de esgoto, água tratada, filtrada ou fervida, cuidados com cultivos caseiros e com o
cozimento de alimentos.
Ascaris lumbricoides
MORFOLOGIA:
*macho (20-30cm) menor do que a fêmea (30-40cm)
*macho possui extremidade posterior curvada ventralmente para facilitar cópula e reprodução
*possuem extremidade com 3 lábios com dentículos que tem função de fixar o parasito à mucosa intestinal
*possuem coloração leitosa mas podem se tornar mais escuros de acordo com o tempo em que ficam no
intestino pela presença dos pigmentos fetais
HABITAT: jejuno e íleo principalmente. Podem ser encontrados em outros locais como orofaringe (movimento de
peristaltismo reverso).
CICLO BIOLÓGICO:
1. pessoa parasitada defeca ovos que a fêmea postou em seu intestino, cerca de 200.000 ovos/dia
2. os ovos agora no ambiente e em condições favoráveis passam a se desenvolver L1L2L3. Quando chegam em
estágio L3 estão em sua fase infectante.
3. pessoa infecta esses ovos com larvas L3 a partir de água e alimentos contaminados
4. os ovos chegam no intestino e eclodem, estimulados por fatores do próprio hospedeiro como suco gástrio e sais
biliares...
5. do intestino, as larvas entram nos vasos e vão até o fígado
6. do fígado vão até o coração por meio da veia cava e acabam chegando por fim no pulmão
7. no pulmão, sofrem mudança para L4 quando conseguem romper os capilares, entrar na árvore
brônquica e por fim chegam aos alvéolos
8. da árvore brônquica eles sobem até a orofaringe de onde podem ser expelidos ou vão ser
novamente deglutidos chegando no intestino
9. no intestino estão novamente em sua forma adulta e reiniciam o ciclo de reprodução e postura de
ovos
O ciclo dura cerca de 60 dias, até que se alcance a maturidade sexual e as fases adultas.
DOENÇA: ascariose
PROCESSO PATOLÓGICO:
*fígado= hepatite larvar. Formação de focos hemorrágicos e necroses com formação de pontos
fibróticos
*coração= miocardite, endocardite
*pulmão= Síndrome de Loeffler (tosse, febre, eosinofilia)
*obstrução intestinal e orofaringeana pela formação de bolo de áscaris (ação obstrutiva).
*dificuldade de absorção de vitamina A, C e E(ação espoliadora)
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
SINTOMATOLOGIA: manchas claras na pele pela diminuição de vitaminas, tosse, febre, hepatomegalia,
anorexia, vômitos, diarreia, coceira no nariz (reação alérgica – ação tóxica), eosinofilia
Importante repetir a medicação cerca de 2 semanas após a 1ª dose, pois esses medicamentos
conseguem matar as larvas do parasito mas não os ovos presentes no organismo. Os ovos em 2
semanas já se desenvolveram e estão em fase larval podendo assim ser também mortos.
PROFILAXIA: tratamento de esgoto, água tratada, filtrada ou fervida, cuidados com cultivos caseiros e
com o cozimento de alimentos.
Enterobius vermicularis
-oxiúro
-característico de climas frios
MORFOLOGIA:
*brancos e finos
*macho (0,5 cm)< fêmea (1 cm)
*o macho tem a extremidade inferior recurvada no sentido ventral adequada para a copulação
*na extremidade anterior ambos possuem dilatação chamada expansão cervical ou asa cefálica
HABITAT: intestino grosso (ceco. apêndice), fêmeas migram para região perianal
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PROCESSO PATOLÓGICO:
-prurido anal devido ao deslocamento da fêmea à região perianal para postura de ovos
-intestino: produção intensa de muco = enterite catarral +presença de muco nas fezes
-apendicite
-mulheres: vaginites devido à presença do E. vermiculares na vagina
-ânus: irritação, lesão de mucosa pelo ato de coçar, desenvolvimento de lesões bacterianas
secundárias,
SINTOMATOLOGIA: dor abdominal, fezes com muco, tenesmo, prurido anal, náuseas, vômitos...
PROFILAXIA: no sentido profilático= manter as unhas curtas, não sacudir roupas de cama, dormir com
pijamas fechados para evitar de coçar enquanto dorme, tratamento dos infectados
-macho (8 a 11 mm) < fêmea (10 a 18 mm). O macho possui bolsa copuladora
na extremidade posterior que é invaginada
NA: extremidade anterior com dente em forma de placa com lancetas ao fundo
-macho (5 a 9 mm) < fêmea (9 a 11 mm).
-macho possui bolsa copuladora de extremidade saliente
L1/L2= rabditoide
L3= filarioide
AD NA
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TRANSMISSÃO: penetração de larvas L3 (filarioide) através da pele e mucosas de forma ativa (não há
necessidade de haver lesões na pele).
CICLO BIOLÓGICO:
1. fêmea põe ovos no intestino
2. ovos são eliminados nas fezes (blastômero de 4 células)
3. em solo úmido e quente os ovos se desenvolvem até L1
4.L1 sai do ovo e fica no solo se alimentando e crescendo até se transformar em L2 e depois L3
5. o formato L3 é infectante!!
6. a larva L3 é ingerida pelo ser humano (infecção passiva) ou adentra pele e mucosa (infecção passiva)
infecção ativa:
7. adentra circulação sanguínea e vai até o coração e posteriormente pulmão
8. dos pulmões entram na árvore brônquica e sobem pela traqueia, orofaringe e boca
9. são engolidos ou expelidos através da tosse
10. ciclo reinicia
infecção passiva:
7. larvas se dirigem ao intestino onde vão se fixar à mucosa e passar a reproduzir
8. ciclo reinicia
*NÃO EXISTE CICLO PULMONAR
PROCESSO PATOLÓGICO:
pele= trauma pela invasão
pulmão= pneumonia
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
SINTOMATOLOGIA:
pele= prurido, edema e eritema na área de entrada no helminto
pulmão= síndrome de Loefler( tosse, febre, eosinofilia)
digestório= náuseas e vômitos
*infecções crônicas
-alterações na pele, no apetite...
-perda sanguínea: descoloração da mucosa, amarelão, cansaço, língua clara e edemaciada (porcelana),
hiperplasia de papila, anemia microcítica/hipocrômica
EPIDEMIOLOGIA: hábito de defecar no solo, regições tropicais, solo arenoargiloso, idade superior à 6
anos
No Brasil: AD ( 20 a 30%), NA (70 a 80%)
PROFILAXIA: saneamento básico, educação sanitária, direta proteica e rica em Fe, uso de calçado
fechado em regiões endêmica
CICLO BIOLÓGICO: as fêmeas dos parasitos põe ovos que são eliminados nas fezes de cães e gatos. Em
condições ideais no ambiente, a L1 eclode e fica no solo se alimentando de matéria orgânica e
crescendo até que atinge a larva L3, que é a infectante. Cães e gatos no ambiente se infectam com a L3
e a infecção acontece também com seres humanos, as larvas penetram pela pele e ficam migrando no
subcutâneo. O caminho da
migração do parasito é o que o faz ser chamado de bicho geográfico.
TRANSMISSÃO: penetração de L3 na pele humana em praças, praias.. (onde houve defecação de cães e
gatos).
Os locais mais comumente acometidos e via de entrada são os que ficam descobertos: mão, pé, perna,
antebraço, nádega (crianças)
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Strongiloides stercoralis
2. vida livre 3. larva
MORFOLOGIA 2.1 fêmea= sempre 2n rabiditoide (L2/L1)= n, 2n ou 3n
1. fêmea partenogenética= 3n 2.2 macho = sempre n filarioide (L3)= sempre 3n
HABITAT: fêmeas partenogenéticas habitam as criptas da mucosa duodenal. Em casos mais graves
podem estar espalhadas até pelo estômago e intestino grosso.
CICLO: monóxeno
CICLO BIOLÓGICO
No ser humano, essas larvas costumam penetrar na pele ou mucosa oral, esofágica ou gástrica. Essas
larvas 3n antigem a circulação, vão para o coração e pulmões. Dos pulmões atingem a árvore
brônquica e vão até a boca onde podem ser expelidos ou deglutidos. Caso haja deglutição, a fêmea
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
partenogênica 3n faz a postura de ovos no duodeno onde já formam ovos, eclodem as larvas e se
reinicia o ciclo.
DOENÇA; estrongiloidose
Tipos de transmissão:
1; HETEROINFECÇÃO; penetração da larva pela pele ou mucosa, sem que haja necessariamente lesão
PROCESSO PATOLÓGICO:
*pele= penetração do parasito causa congestão e edema da superfície cutânea
*pulmões= hemorragia causada pelo rompimento dos capilares pulmonares pelo parasito
*coração= miocardite
*intestino: enterite catarral, enterite edematose e enterite ulcerosa
*entrongiloidose disseminada= muito grave, ocorre principalmente em pacientes imunodeprimidos
(hiperinfecção);
SINTOMATOLOGIA:
*pele= prurido, edema, congestão
*pulmões= febre, expectoração e dor torácica (Síndrome de Loefler)
*coração= palpitações, alterações de ECG
*intestino= náusea, vômito, diarreia, emagrecimento
DIAGNÓSTICO: laboratorial pesquisa de larvas nas fezes, método para isolamento de larvas=
termohidrotropismo das larvas.
PROFILAXIA: saneamento básico, dieta proteica (melhora do sistema imune), tratamento dos
assintomáticos
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
FAMÍLIA FILARIOIDE
HABITAT:
*filária= habita os vasos linfáticos, principalmente em região pélvica e abdominal
* microfilária= habita vasos sanguíneos. Durante o dia os mais profundos e durante a noite migra para
os vasos sanguíneos superficiais, chamado de periodicidade noturna
TRANSMISSÃO: vetorial
O vetor é “a mosquita” culex (pernilongo). A fêmea do mosquito carrega a larva L3 que é a infectante
em seu aparelho picador (probóscida). Quando vai picar uma nova pessoa, acaba deixando depositado
na pele humana, essa larva infectante L3 que penetra no humano.
4. Já dentro do organismo, essas larvas se desenvolvem nos vasos linfáticos e se tornam adultos
(filárias)
5. A fêmea da filária novamente posta as microfilárias que vão para a corrente sanguínea e o ciclo
recomeça
Duração do ciclo: 10 à 12 meses
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Ocorre obstrução dos vasos linfáticos pela presença dos parasitas o que causa dilatação do vaso,
derrame linfático e a formação de edema. As principais regiões acometidas são MMII, pelve, região
abdominal, mamas e testículos. ação mecânica
Existe também fator irritativo que é o parasito + produtos metabólicos do parasito+ desintegração do
parasito depois de morto que acaba gerando inflamação ação irritativa
PROFILAXIA: tratamento da doença, tratamento em massa nas áreas endêmicas, combate ao vetor
(uso de repelente, tela nas casas, cuidar água parada..), proteção do homem são
Onchocerca volvus
- conhecido como cegueira dos rios ou dos garimpeiros
MORFOLOGIA:
*filária= macho (2-4cm) < fêmea (30-60cm)
O macho possui extremidade curvada para facilitar a cópula
HABITAT
*filárias= tecido subcutâneo
*microfilárias= mesentério, urina, sangue, olhos, pele...
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
1. Microfilária no líquido intersticial. A pessoa infectada é picada pelo mosquito que suga seu sangue e
o líquido intersticial, também infectado
2. A larva se desenvolve no mosquito L1L2L3 (vetor biológico) e se desloca até o aparelho picador
do mosquito (probóscida)
3. Quando esse mosquito infectado pica outra pessoa, ele deposita em sua pele a larva L3 que é
infectante e por fim só precisa adentrar o epitélio para infectar outra pessoa
4. Já dentro do organismo, essas larvas se desenvolvem e se tornam adultos
5. As filárias postam novamente as microfilárias e o ciclo recomeça
Duração do ciclo: 7 à 12 meses
PATOGENIA: oncocercose (formação de nódulos fibrosos subcutâneos que abrigam casais de filárias),
pode haver lesão ocular pelas microfilárias e também de outras regiões,
Manzonella ozzadi
MORFOLOGIA: fêmea (8cm). Essa espécie é dioica, porém seu macho ainda não foi descrito
*as microfilárias não possuem bainha nem periodicidade
TRANSMISSÃO:
1. Microfilária no sangue. A pessoa infectada é picada pelo mosquito que suga seu sangue também
infectado
2. A larva se desenvolve no mosquito L1L2L3 (vetor biológico) e se desloca até o aparelho picador
do mosquito (probóscida)
3. Quando esse mosquito infectado pica outra pessoa, ele deposita em sua pele a larva L3 que é
infectante e por fim só precisa adentrar o epitélio para infectar outra pessoa
4. Já dentro do organismo, essas larvas se desenvolvem em região abdominal e se tornam adultos
5. As filárias postam novamente as microfilárias e o ciclo recomeça
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
TRANSMISSÃO: ingestão de ovos infectantes (com larva L3), a partir do contato com cães, água
e alimentos contaminados..
OBS: a maioria dos filhotes já nasce infectado com o Toxocara canis, por isso a importância da
vermifugação e cuidado com crianças que brincam diretamente com filhotes.
PATOGENIA: depende do número de larvas, os órgãos que são infectados e o estado do sistema imune
da pessoa
*a maioria da infecções em humanos é assintomática, a depender da patogenia
*podem ocorrer infecções graves, principalmente nos órgãos em que a LMV (comprometimento
respiratório, cardiovascular e neurológico) e LMO estão circulando
DOENÇA:
*granuloma alérgico: é local dentro do órgão em que o parasita circula, em
que ocorre infiltrado de eosinófilos e monócitos que acabam o degradando.
Ocorre fibrose depois do processo inflamatório.
*LMO= ocorre formação de granulomas nos olhos o que pode trazer comprometimento visual e até
amaurose. Pode ocorrer deslocamento de retina, opacificação do humor vítreo..
*pele= lesões pruriginosas (reação de hipersensibilidade)
*LMV
fígado= hepatomegalia, fígado palpável e doloroso (sinal de Jobert)
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
DIAGNÓSTICO: não buscar ovos nas fezes. O diangóstico é imunológico (pesquisa de anticorpos no
sangue-LMV e no humor aquoso- LMO). O hemograma pode demonstrar eosinofilia.
PROFILAXIA: proteção de caixas de areia, recolher fezes de cães de locais públicos, tratar os cães
parasitados e todos os filhotes, reduzir o número de cães sem lar
PLATHYELMINTES
CLASSE CESTODA
*em fita *hermafroditas
*segmentados *achatados dorso-ventralmente
CLASSE TREMATODA
*achatados
*não-hermafroditas
*presença de 2 ventosas (oral e anal)
T. solium
-ecólex (cabeça)= globoso, 4 ventosas, rostro com 2 coras de ganchos para fixação
-colo (pescoço)= curto e delgado. É o colo quem produz o estróbilo
-estróbilo= composto por 500 a 800 proglotes (segmentações)
T. saginata
escólex= quadrangular (sem rostro), abriga 4 ventosas
colo= curto e delgado
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
DOENÇA: teníase ou solitária (conhecida como solitária pois quando uma tênia se desenvolve no
intestino ela passa a liberar toxinas que impedem o crescimento de uma 2ª tênia).
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
EPIDEMIOLOGIA; parasita de cidade, maior frequência nos estados do sul do Brasil pelo alto consumo
de carnes e tradição de comidas caseiras como embutidos.
DIAGNÓSTICO;
*ovos das T. solium e T. saginata são indiferenciávei= T. ssp
*análise das proglotes grávidas: diferenciar as ramificações uterinas
T. saginata T. solium
T. saginata T. solium
formato retangular quadrada (menor)
número de ramificações 22 a 26 pares 10 a 12 pares
tipo das ramificações dicotômica dendrítico
espessura fina espessa
forma de eliminação proglote isolada de 3 a 6 proglotes
eliminação saem ativamente com as fezes saem passivamente
PROFILAXIA: saneamento básico, consumo de carne bem passada, boa procedência das carnes,
fiscalizar abatedouros, cuidado com a criação da animais, congelamento das carnes pode matar
cisticerco(larvas)
Nos abateudouros, carnes encontradas com cisticercos podem ser reaproveitadas a partir de medidas
orientadas pela OMS a partir do número de larvas.
CISTICERCOSE HUMANA
-infecção pela larva de Taenia solium
-a T. saginata não causa cisticercose
TRANSMISSÃO: ingestão de ovos da T. solium. O ovo da T. ssp abriga embrião hexacanto, entretanto o
embrião da T. saginata perde os 6 ganchículos antes de chegar no intestino que são úteis para se fixar
e atravessar a mucosa.
INFECÇÃO:
-auto-infecção externa= pessoa ingere ovos que sua própria tênia está liberando
-heteroinfecção= ingestão de ovos do ambiente
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
CICLO BIOLÓGICO:
PATOGENIA:
-compressão mecânica e deslocamento do hexacanto no organismo
-desenvolvimento de processo inflamação
-pode haver calcificação do cisticerco de 3 a 6 meses depois da infecção
morte absorção nódulo problemas circulatórios
SINTOMATOLOGIA:
neurocisticercose= convulsão, cefaleia, hipertensão intra-craninana
coração= taquicardia
olhos= deslocamento de retina, amaurose
músculos= dor, cãimbras
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
T. solium T. saginata
escólex globoso, com rostro, 4 ventosas quadrangular, sem rostro, 4
ventosas
proglotes ramificações uterinas pouco ramificações uterinas muito
numerosas e dendríticas numerosas e dicotômicas
saem passivamente com as saem ativamente
fezes
cisticercos C. cellulosae C. bovis
capacidade de causar SIM NÃO
cisticercose humana
ovos indistinguíveis indistinguíveis
Echinococcus granulosis
hidatidose humana
MORFOLOGIA:
-escólex:4 ventosas, rostro com acúleos
-colo: curto
-estróbilo: 3 a 4 proglotes, a última é a maior e está grávida
TRANSMISSÃO:
cães=são os hospedeiros definitivos, ao se alimentarem de carnes cruas de animais se alimentam
junto das larvas (hidátides)
homens= são os hospedeiros intermediários e adquirem infecção a partir das fezes dos cães que
denvolvem a larva (hidátide) causadora da doença.
CICLO BIOLÓGICO:
1. os cães eliminam os ovos férteis no ambiente
2. herbívoro (ex: vaca), se alimenta de pasto que contém esse ovo
3. no intestino do herbívoro, o ovo libera o embrião hexacanto que migra para circulação do animal e se
transforma em hidátide (larva) que se desenvolve cada vez mais dentro do corpo do animal até que
ocorra formação do cisto hidático.
4. o herbívoro é morto e sua carne crua é dada para os cães
5. o cão ingere a carne que contém o protoescólex que se desenvolve a passa para a fase madura. No
organismo do cão ela se desenvolve, reproduz e passa a liberar ovos até que o ciclo recomece.
*como não chega na fase adulta reprodutiva dentro do organismo humano por ele ser o hospedeiro
intermediário, a pesquisa de ovos nas fezes como método diagnóstico, não faz sentido.
DEFESA HUMANA= a larva que passa a se desenvolver em um dos órgãos sofre reação imunológica do
corpo. A reação é o envolvimento da hidátide por uma membrana adventícia que tem como objetivo
eliminar o parasito, entretanto, o efeito é reverso= acaba formando o cisto hidático que é até proteção
para ele.
PATOGENIA:
-ação mecânica de compressão. Um cisto hidático pode alcançar até 20 cm
-reações de hipersensibilidade desenvolvimento pelo rompimento do cisto e liberação do líquido
contido nele
Os principais locais acometidos são fígado (75%) e pulmão (10%)
SINTOMATOLIGA: as manifestações clínicas tem início quando o cisto atinge 10 centímeros. Esse cisto
cresce cerca de 1 cm a cada ano. É por isso que normalmente a contaminação se dá quando a pessoa é
criança e os sintomas apenas vão aparecer na idade adulta.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
DIAGNÓSTICO: não é feita busca de ovos nos fezes dos humanos pois eles são hospedeiros
intermediários.
-busca de anticorpos ´sericos específicos
-busca de protoescólex no escarro= hidatidose pulmonar
-pode ser realizado exame de imagem (RX, ultrassom)
Normalmente, apenas um único cisto se desenvolve
PROFILAXIA: tratamento de cães que possam estar infectados com equinococose, cuidar da
alimentação dos cães, fiscalização de abatedouros, educação sanitária da população..
TRATAMENTO:
cirúrgico= retirada de cisto hidático
medicamentoso= os medicamentos não conseguem remover cisto já formado pela presença da
membrana adventícia
-punção PAIR: Depois da cirurgia ou puncionamento, utilizar
P= punção Albendazol 20mg/kg/dia durante 4 semanas , pelo
A= aspirar risco de rompimento do cisto ainda dentro do
I= injetar substâncias escolicidas organismo
R= reaspirar
Hymenolepis nana
Raramente encontrado, está desaparecendo ultimamente pelo desenvolvimento da imunidade em seu
hospedeiro.
MORFOLOGIA: 1 a 4 cm
*estrutura corporal
escólex: 4 ventosas, rostro retrátil
colo: longo
estróbilo: 100 a 200 proglotes pequenas, que são hermafroditas e contém
genitálias feminina e masculina na mesma
TRANSMISSÃO: ingestão dos ovos na água, alimentos, ambiente, poeira. Ingestão de insetos com a
larva no aparelho digestivo (pulgas.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
“mãos sujas”: ligadas com condições de higiene diretamente, acúmulo de lixo perto da residência que
atraia roedores.
CICLO BIOLÓGICO:
1. ciclo monóxeno (sem hospedeiros intermediários)
-pessoa infectada libera ovos no amviente
-outra pessoa ingere esses ovos
-no intestino, o embrião hexacanto é liberado e entra na
circulação
-ocorre formação da larva cisticercoide no organismo e
crescimento dela até que o ciclo recomece
2. ciclo heteroxeno (com hospedeiros intermediários que são insetos como pulgas ou mosquitos)
-ovo no ambiente
-larva de pulga ingere o ovo do H. nana
-ovo se desenvolve dentro da pulga até virar larva (cisticercoide). A pulga abriga a larva em seu
intestino (nunca vai para o sangue).
-humano ingere a pulga e a larva se desenvole até a forma de adulto no organismo.
Não ocorre desenvolvimento de imunidade específica.
PATOGENIA: pouco patogênica
-no local de implantação da larva (intestino) ocorre inflamação
-no local de fixação da larva no intesitno do adulto pode haver formação de ulcerações
TRATAMENTO: Praziquantel.
Hymenolepis diminuta
MORFOLOGIA: 30 a 60 cm
estrutura: OVO= hexacanto
escólex= 4 ventosas, atrofia do rostro LARVA= cisticercoide
colo= longo
estróbilo= 200 proglotes
HABITAT: intestino delgado de ratos como hospedeiro definitivo e intestino delgado também de
humanos quando há infecção acidental.
CICLO: heteroxeno
PATOGENIA: parasito não se adapta ao organismo humano, fica por cerca de dois meses e depois sai
SINTOMAS: podem ocorrer dores abdominais, diarreia mas são em geral sintomas passageiros e de
pouca intensidade
TRATAMENTO: Praziquantel
Diphylobothrium latium
CICLO: heteroxeno
1. humano contaminado libera ovos operculados (“tampa”)
2. na água a larva em sua forma de procercoide (coracídeo, que é ciliada ) é liberada e fica nadando na
água
3. essa larva procercoide (coracídeo) é ingerida por artrópodes da água
4. os peixes menores entram na cadeia alimentar e se alimentam do artrópode que continha em seu
intestino a larva procercoide
5. dentro desses peixes menores, a larva procercoide/coracídeo se desenvolvem em esparganos ou
larvas plerocercoides
6. os peixes maiores comem esses peixes menores e as larvas se desenvolvem cada vez mais
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PATOGENIA: ação espoliadora, compete com o hospedeiro humano na absorção de vitamina B12
SINTOMAS: dor abdominal, náusea, vômito, anemia (diminuição de B12 no organismo causa diminuição
de ácido fólico na medula que desencadeia formação de hemácias grandes em menor número)
EPIDEMIOLOGIA: clima frio (Argentina, Chile), lagos ou rios de H2O doce, consumo de carne crua de
peixes principalmente truta, salmão e enguia
CLASSE TREMATODA
*achatados
*não-hermafroditas
*presença de 2 ventosas (oral e anal)
MORFOLOGIA: 2 a 4 cm, parasitos achatados, borda cinza e parte interior cor creme, hermafrodita
OVO: grande e com opérculo
LARVA: miracídeo (larva ciliada)
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metacercária
HABITAT: ductos biliares e vesícula biliar do ser humano e herbívoros. Pode estar também nos alvéolos
pulmonares.
TRANSMISSÃO: ingestão das metacercárias presentes em vegetais e na água. Com o tempo essas
larvas perdem o cílio e formam parede para proteção.
PATOGENIA:
-aguda ou invasiva
*desde o momento da ingestão até a chegada da metacercária no fígado
*pode ter peritonite, glissonite e formação de abscessos
SINTOMAS: dor agua abodminal, febre
-crônica ou latência
*adulto nas vias biliares
*obstrução de ductos
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EPIDEMIOLOGIA: áreas úmidas e planas com gado, presença do caramujo, plantação de agrião, hábito
de colocar pasto na boca
DIAGNÓSTICO: pesquisa de ovos nas fezes, anticorpos no sangue, leucocitose, aumento de ALT/AST,
aumento da bilirrubina direta
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Schististossoma mansoni
“xistose”, “barriga d’água” ou “mal-do-caramujo”
OVO: não possui opérculo, apresenta espículo voltado para trás que é
característica exclusiva desse ovo. Quando maduro, abriga miracídeo
(larva). É a forma encontrada nas fezes
HABITAT: adultos vivem no sistema porta, principalmente na artéria mesentérica inferior. Conseguem migrar
entre os ductos biliares até maturação, reprodução e postura de ovos pelas fêmeas.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PATOGENIA:
1. FASE AGUDA
-dermatite cercariana= ocorre devido à penetração das cercarias. Apresenta exantema, prurido e reações
alérgias
-alterações gerais= se desenvolvem durante a migração dos esquistossômulos da pele até o parênquima
hepático. As principais reações são aumento do baço, sintomas pulmonares e linfadenopatia generalizada.
-forma toxêmica= durante a migração larvária e no período inicial da postura de ovos na VMI. Ocorre infecção
maciça e sinais de hipersensibilidade aos produtos do parasito.
2. FORMA CRÔNICA
-o principal fator patogênico é o ovo apenas 30% de todos os ovos são eliminados nas fezes
-granuloma esquistossomótico: devido aos ovos maduros e o antígeno solúvel eliminados pelos poros da casca
dos ovos. Ocorre reação inflamatória granulomatosa nos tecidos (no fígado, cólon e intestino delgado)
-forma hepatoesplênica: ocorrem lesões fibróticas hepáticas e esplenomegalia. As lesões hepáticas são
causadas pela agressão dos ovos e dos vermes causando fibrose periportal o que acaba gerando obstrução de
vasos intra-hepáticos com consequente hipertensão de veia porta = circulação colateral + varizes esofagianas
-cor pulmonale: é uma forma de insuficiência cardíaca, onde há diminuição da capacidade de funcionamento das
câmaras direitas do coração, por doença pulmonar.
Os ovos e vermes geram circulações colateral devido à obstrução de vasos intra-hepáticos causndo retenção
de sangue nos capilares e aglutinação das plaquetas. As plaquetas aglutinadas formam trombos o que gera
necrose dos vasos, prejuízo da circulação e hipertensão de pequena circulação= hipertrofia de VD
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
DIAGNÓSTICO: pesquisa de ovos nas fazes, reação intradérmica (injeção de extratos de vermes e verificação de
pápula e halo), pesquisa de anticorpos no sangue (ELISA)
PROFILAXIA: saneamento básico, educação sanitária, combate aos caramujos, diagnóstico e tratamento dos
infectados
TRATAMENTO: Oxamniquine
Giardia lamblia
-parasitos flagelados, primeiro protozoário a ser descoberto como parasita intestinal
MORFOLOGIA:
*trofozoíto= em formato de pera, possui simetria bilateral e
flagelados. Possui estrutura semelhante à ventosa chamada de
adesivo ou suctorial(2). Possui axonema (3)(coluna).
*cisto: formato oval, 2 a 4 núcleos (2),membrana cística (3), restos
de flagelos (4), formação dos axonemas (1), 2 corpos parabasais
(4).
O trofozoíto se transforma em cistoquando há ambiente
desfavorável, é uma forma de proteção.
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2. O cisto sofre desencistamento estimulado pelo ácido clorídrico estomacal. Esse processo se inicia no
estômago e
termina no duodeno que é onde acontece a colonização.
3. Os trofozoítos se multiplicam por fissão binária
DOENÇA: giardose
PATOLOGIA
-disco suctorial (ventosas)= produção de inflamação e irritação da mucosa intestinal + lesão de vilosidades
intestinais
-ação mecânica devido ao grande número de trofozoítos (fissão binária). Ocorre dificuldade da absorção de
gorduras, vitaminas lipossolúveis (A,D,E e K), ácidos graxos, vitamina B12, ácido fólico
SINTOMAS:
*esteatorreia: má absorção de gordura
*síndrome da má absorção: anemia, hipovitaminose
*dor epigástrica, sintomas dispépticos, anorexia, flatulência,
cólicas intestinais, diarreia aquosa
DIAGNÓSTICO:
-clínico= diarreia, esteatorreia, dor abdominal, vômitos...
-pesquisa de trofozoítos nas fezes diarreicas
-pesquisa de cistos nas fezes normais
-pesquisa de coproantígenos
PROFILAXIA: saneamento básico, educação sanitária, consumo de água fervida, consumo de verduras lavas,
proteção de alimentos dos insetos, tratamento de parasitados
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
QUESTÕES:
1. Irritação de parede intestinal ou enovelamento de parasitos na luz dos intestinos causando sua perfuração ou
obstrução ASCARIDÍASE
2. Cefaleia intensa, edemas, hipertensão endocraniana, meningite, crise convulsivas epilépticas, perturbações
mentais, paralisias CISTICERCOSE
3. Dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, disenteria com sangue e muco além de prolapso retal
TRICURÍASE
5. Dor abdominal, náuseas, vômitos, astenia, perda de peso, cefaleia, tonturas, diarreia, apetite excessivo,
irritação, desnutrição, eosinofilia, convulsões TENÍASE
6. Diarreia aquosa e esteatorreia, má absorção de vitaminas lipossolúveis, deficiência física, nutricional e
cognitiva GIARDÍASE
7. Prurido anal noturno, colite crônica com fezes moles, diarreia, inapetência ENTEROBÍASE
Com relação às parasitoses no Brasil, selecione a alternativa que inclui todas as afirmativas incorretas:
I. A profilaxia para a maioria das doenças parasitárias se restringe ao uso de vacinas.
II. Educação sanitária e o saneamento básico são medidas profiláticas essenciais contra as verminoses.
III. Helmintos são parasitas do tubo digestivo, que causam doenças como giardíase, amebíase e toxoplasmose.
IV. Protozoários muitas vezes parasitam o homem causando doenças como malária, doença de Chagas e
leishmaniose.
a) I e III. b) I, III e IV. c) II e IV. d) Somente III.
Os parasitas possuem características específicas que permitem classificá-los de acordo com o tipo de ciclo
biológico em monoxênicos e heteroxênicos. Em relação ao tipo de ciclo, analise as afirmativas abaixo, dê valores
Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) Parasito heteroxênico: é o que possui hospedeiro definitivo e intermediário. Ex.: A. lumbricoides.
( ) Parasito heteroxênico: é o que possui hospedeiro definitivo e intermediário. Ex.: Wuchereria bancrofti.
( ) Parasito monoxênico: é o que possui apenas o hospedeiro definitivo. Ex.: Enterobius vermiularis.
( ) Parasito monoxênico: é o que possui apenas o hospedeiro definitivo. Ex.: Plasmodium falciparum.
a) V; V, F; F b) F; F, V; F c) F; V, V; F d) V; F, V; V e) F; V, V; V
A especificidade parasitária é característica, às vezes, difícil de ser determinada, em virtude das diferentes
possibilidades de adaptação entre parasitos e novos hospedeiros, também muito influenciadas pelas condições
do ambiente. Quanto à especificidade são classificados em Estenoxeno, Eurixeno e Oligoxeno. Assinale a
alternativa incorreta.
a) Parasitas estenoxenos possuem alta especificidade
b) Parasitas oligoxeno possuem ampla especificidade
c) O Trichuris trichiura é um parasita estenoxeno
d) O Plasmodium malariae é um parasita oligoxeno
e) O Toxoplasma gondii é um parasita eurixeno
As parasitoses são doenças provocadas por parasitas e são muito comuns no Brasil. As parasitoses mais
comuns são provocadas pela ingestão de água e alimentos contaminados. Uma medida profilática simples é o
melhoramento do saneamento básico e higiene pessoal. Sobre o parasito que elimina cistos nas fezes humanas,
assinale a alternativa correta.
A) Taenia solium. B) Ascaris lumbricoides C) Schistosoma mansoni D) Entamoeba histolytica
Existe uma frase popular usada em certas regiões relativa a lagos e açudes: “Se nadou e depois coçou, é porque
pegou”. Essa frase se refere à infecção por:
a) Plasmodium vivax;
b) Trypanossoma cruzi;
c) Schistosoma mansoni;
d) Taenia solium;
e) Ancylostoma duodenalis.
+ EXERCÍCIOS
1-( )Para o desenvolvimento de uma doença parasitária, existem uma série de fatores que são inerentes aos
parasitas. A localização do Ascaris lumbricoides, por exemplo, sempre vai influenciar no aparecimento de um
sintoma.
2-( )A Tricomoníase é uma DST que causa diminuição da acidez no trato urogenital, pois reduz a flora normal de
lactobacillus acidophilus. Ela existe tanto na forma de trofozoíto quanto na forma cística.
3-( )O parasitismo é toda relação ecológica entre indivíduos da mesma espécie, em que se observa além de uma
associação íntima e duradoura, um grau variado de dependência metabólica.
4-( )Os endoparasitas são aqueles parasitas que vivem internamente e, para isso, dependem totalmente dos seus
hospedeiros. Um exemplo de endoparasita é o Sarcoptes scabiei.
5-( )Em relação aos fatores inerentes ao hospedeiro, quanto ao desenvolvimento de doenças, os
medicamentos, quando administrados de forma incorreta, podem irritar parasitas como a Giardia lamblia,
fazendo com que ela migre para outros tecidos e cause ação traumática.
6-( )Um vetor biológico é aquele que ao mesmo tempo que transmite a doença, serve como hospedeiro
intermediário.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
7-( )Nos vetores mecânicos, eles funcionam apenas como meio de transporte do parasita, não sendo o
hospedeiro intermediário. Exemplos de vetores mecânicos são moscas e mosquitos.
8-( ) Ciclo de vida heteroxênico é aquele onde o parasita apresenta mais de um hospedeiro intermediário. Já no
ciclo monoxênico, apresenta apenas um hospedeiro intermediário.
9-( )O ciclo biológico do parasita é o responsável por algumas restrições ambientais à transmissão. É o que
acontece com a esquistossomose, que não acontece na Europa.
10-( )Em alguns casos, surge o portador são, que é aquele indivíduo que contém a parasitose porém não possui a
capacidade de transmiti-la.
11-( ) Em relação ao diagnóstico, na Wuchereria bancrofti, deve-se coletar as amostras à meia-noite, pois é o
horário em que o mosquito culex costuma transmitir a doença.
12-( )Conhecer o ciclo biológico do parasita é muito importante já que as estratégias de diagnóstico se baseiam
nele. Um exemplo disso é a transmissão da elefantíase (Wuchereria bancrofti) que acontece durante o dia, por
isso as amostras devem ser coletadas ao meio-dia.
13-( ) a segunda linha de defesa contra os parasitas constitui-se na fagocitose que o organismo realiza sobre os
hospedeiros. Para isso, ele utiliza eosinófilos e IgE.
14-( )As cercárias do Schistosoma mansoni ao penetrarem na pele lesam o hospedeiro. Isso é considerada uma
ação tóxica.
15-( ) a primeira linha de defesa constitui a resistência natural, caracterizada pelas barreiras anatômicas, como a
pele e o suco digestivo e os fagócitos que entram em ação quando as barreiras anatômicas falham. Assim, os
fagócitos, ao entrarem em ação, são responsáveis pela formação dos granulomas, que impedem a ação dos
parasitas sobre o organismo.
16-( )O modo que o Plasmodium atua sobre o hospedeiro é um exemplo típico de ação espoliadora.
17-( )O Enterobius vermicularis é um helminto muito conhecido por causar a Enterobíase. Ele é um nematelminto
que possui tubo digestivo incompleto.
18-( )Os Platelmintos são vermes achatados, que possuem tubo digestivo incompleto e são dioicos.
19-( ) Enterobíase possui ovos assimétricos, em forma de "D", com opérculos nas extremidades para saída da
larva.
20-( ) A maioria das parasitoses se dá pela ingestão de ovos. A Enterobíase ocorre pela ingestão ou inalação de
ovos embrionados. Já a Tricuríase pela ingestão de ovos larvados.
21-( ) a tricuríase, assim como a áscaris, habita o intestino delgado.
22-( )O sintoma mais marcante da Tricuríase é o prolapso retal, causado pelo reflexo de defecação mesmo na
ausência de fezes. O seu causador, o Trichuris trichiura, vive no cólon descendente, reto e até no ileo terminal.
23-( ) A fêmea do Enterobius vermicularis não coloca os seus ovos enquanto permanecer no intestino do
hospedeiro. Para isso, ela sai a noite do ceco e vai até a mucosa anal, depositá-los. Isso é percebido como
sangramento junto às fezes.
24-( )a tricuríase, ao contrário do que ocorre na ascaridíase, possui a sua parte anterior mais afinada em relação
a parte posterior, o que lhe confere aspecto de chicote.
25-( )Dentre os inúmeros sintomas provocados pelo Ascaris lumbricoides, as manchas circulares na pele são
bem marcantes. Tal sintoma é um reflexo da sua ação tóxica.
26-( )As formas adultas do Ascaris, assim como da Taenia solium, vivem no intestino delgado.
27-( ) sobre a tricuríase, só são consideradas infecções intensas aquelas com concentração de vermes superior
a 10.000 ovos por quilo de fezes.
28-( )A Taenia solium, ao contrário da Saginata, possui a presença de acúleos e rostro, porém possui uma menor
quantidade de proglotes.
29-( )Ao ser infectado pelo Echinococcus granulosus, adquirimos a forma adulta do verme.
30-( )A hidatidose é causada por um Platelminto da classe dos Trematoda, que tem no cão o seu hospedeiro
definitivo.
31-( ) A áscaris, quando emerge como larva no intestino delgado, ao chegar ao ceco, entra pela veia porta e vai
em direção ao fígado, onde pode causar a síndrome de loeffler, que decorre do acúmulo de eusinófilos no órgão
afetado. Posteriormente, a larva migra pela veia cava ao coração pulmões, faringe e é novamente deglutida, indo
novamente ao intestino delgado, onde vira adulta.
32-( )Platelminto que vive no intestino delgado do homem por cerca de 3 anos. Suas proglotes saem
passivamente junto com as fezes. Seu estróbilo possui um comprimento de até 8 metros. Trata-se da Taenia
saginata.
33-( ) Dentro da epidemiologia, uma grande dificuldade em se livrar dos ovos dos áscaris, é sua grande
resistência aos desinfetantes usuais devido sua membrana lipídica.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
34-( )A hidatidose é uma parasitose típica dos cães, que são contaminados ao ingerir carne de carneiro que
contenha os ovos.
35-( )Em relação a hidatidose, o órgao primário da infecção é o pulmão, cujo parênquima pulmonar oferece pouca
resistência, permitindo ao cisto hidático atingir grandes dimensões
36-( )Na hidatidose, o homem atua como hospedeiro intermediário acidental ao ingerir os ovos do parasita, que
se alojam no intestino delgado.
37-( ) o método de PAIR consiste na dessensibilização do cisto hidático, com o objetivo de evitar choques
anafiláticos e alérgicos, e é utilizado principalmente para cistos pulmonares e cerebrais.
38-( )O cisto hidático é uma larva que contém em seu interior o líquido hidático, que dependendo da localização
pode causar o aparecimento de grave reação alérgica.
39-( ) um cisticerco de tênia saginata contém: 1 escólex, 4 ventosas, 1 rostelo e 1 colo.
42-( )A cisticercose muscular só apresenta sintomas quando tiver grande número de cisticercos e, além disso,
estiverem presentes na nuca, região lombar e nos pés.
43-( )na neurocisticercose, o cisticerco pode se instalar no parênquima cerebral ou nos espaços
liquóricos. Os sintomas independentemente da localização dos cisticercos, serão sempre os mesmos,
caracterizados por processo compressivo, inflamatório, obstrutivo e vascular.
44-( ) A cisticercose subcutânea é facilmente identificável, uma vez que o cisticerco pode se palpável através da
pele e que este causa dor no local.
45-( ) A larva da giardíase sobrevive: por 2 meses no meio externo, à cloração da água, ao congelamento, ao
aquecimento até 60°.
46-( )Na oftalmocisticercose, o cisticerco chega até o humor aquoso pelos vasos coróides.
47-( )Um tratamento para a cisticercose consiste na remoção cirúrgica dos cistos, o que é contraindicado
para os cistos cerebrais e oculares devido ao alto risco.
48-( )Os protozoários são organismos unicelulares, que realizam todas as funções indispensáveis para a
sobrevivência.
49-( )A giardíase pode ser contraída através da ingesta de agua e alimentos contaminados, através de
contatos homossexuais e por meio transfusões sanguíneas.
50-( )Uma condição indispensável para que a cisticercose seja efetivada, é que os ovos ingeridos estejam
maduros.
51-( )Ao ingerir cistos de Giardia lamblia, eles chegam ao intestino delgado e se reproduzem. Após isso,
transformam-se em trofozoítos.
52-( )A giardíase é uma parasitose cosmpolita, assim como a Teníase e Ascaridíase.
53-( ) O Trichomonas vaginalis só existe em uma forma, que é a de trofozoíto. Por isso, se reproduz em um pH de
3 a 5.
54-( ) o trofozoíto pode retornar a forma cística, o que é provocado pela resposta imune, que causa o
destacamento do trofozóito da mucosa intestinal.
55-( ) a giardíase, na forma cística, se prende a mucosa intestinal pelo disco central, impedindo a absorção de
alimentos, o que causa enterorragia e emagrecimento do hospedeiro.
56-( )Período de incubação de 7 a 10 dias, após isso causa vários sintomas incluindo diarreia com esteatorreia.
Apresenta distribuição mundial e vive no intestino delgado. Trata-se do Ascaris lumbricoides.
57-( ) a giardíase, assim como os tripanossomas, tem a capacidade de variar as proteínas de superfície, se
revestindo com proteínas plasmáticas do hospedeiro, "enganado" o sistema imune.
58-( ) A tricomoníase pode causar sérias e graves complicações. Uma delas é a infertilidade, pois ocorre
destruição da estrutura tubária.
59-( )Para a realização de coleta de secreção vaginal, melhor é que a mulher fique por um período de 18 a 24
horas sem relação sexual.
60-( )O Trichomonas vaginalis pode viver vários dias no meio exterior
61-( )Os artrópodes são animais invertebrados, que possuem apêndices articulados, como patas, antenas e asas.
62-( )O ciclo biológico do Pediculis capitis é hemimetábolo, ou seja: ovo, ninfa, larva e adulto.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
63-( ) A tricomoniase pode causar colpitis maculares nas mulheres, assim como favorece a predisposição ao HIV.
Ele apresenta, como fatores de virulência: proteinases que possuem ação enzimática e adesinas que aderem o
parasita as células epiteliais.
64-( )O intenso prurido na cabeça causado na Pediculose se deve à ação irritativa da saliva do parasita.
65-( )O Pthirus pubis é o causador da Ftiríase, que é transmitida por contato sexual.
66-( ) Na escabiose, o parasita adquire queratina, linfa e fluido intercelular do hospedeiro por meio do seu
aparelho sugador.
67-( ) a teníase é responsável pela enterite catarral, síndrome causada pelo excesso de muco produzido em
decorrência da irritação produzida pelo parasito no intestino. Esse excesso de muco dificulta ainda mais a
absorção de alimentos.
68-( )Na escabiose podem ocorrer infecções cruzadas, porém o parasita só se desenvolve em uma segunda
exposição.
69-( ) a tricomoníase causa na mulher um corrimento leitoso, escasso durante o dia e mais presente a noite; no
homem, ocorre um corrimento amarelo-esverdeado e fétido.
70-( )Na escabiose, o acasalamento acontece na superfície da pele. O macho possui na superfície inferior do
abdome, o pênis que é conhecido como edeago.
71- () Na pediculose, os ovos são depositados no pele do hospedeiro, e o macho costuma morrer logo após o
cópula.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PARASITOLOGIA II
Complexo histolytica
Entamoeba histolytica e Entamoeba dispar
MORFOLOGIA:
*TROFOZOÍTO= emite pseudópodes (locomoção e alimentação), pleomórficos, apresentam 1 núcleo, ativos
*PRÉ-CISTO= fase intermediária entre trofozoíto e cisto. É a etapa antes do cisto se tornar maduro
BIOLOGIA:
-E. histolytica= é a forma patogênica (conseguem entrar nos tecidos). SEMPRE estão como trofozoítos no hospedeiro
humano, não sofrem encistamento. Dentro deles nas análises são encontradas hemácias (hematófagos).
-E. dispar= é a forma não patogênica (não conseguem entrar nos tecidos). São comensais no lúmem do TGI.
Sofrem encistamento e quando estão na forma de trofozoíto, não possuem hemácias em seu interior.
1. ingestão pelo humano de cistos maduros (4 núcleos) principalmente na água e alimentos contaminados
2. quando chegam no intestino delgado sofrem desencistamento e o cisto libera o metacisto
3. esse metacisto sofre sucessivas divisões binárias (assexuada): 1 cisto= 8 metacistos
4. esses novos metacistos sofrem outras divisões, agora no intestino grosso, e formam os trofozoítos
5. os trofozoítos não são patogênicos e ficam na luz intestinal do intestino grosso. São microorganismos comensais
CICLO NÃO-PATOGÊNICO:
Se as condições do ambiente se mantiverem normais: os trofozoítos se desprendem da mucosa, passam por
desidratação, se transformam em pré-cistos e desenvolvem membrana externa passando então a ser cistos.
Esses cistos soltos no lúmem intestinal se misturam ao bolo fecal e são eliminados nas fezes, fazendo assim com que
o ciclo reinicie.
cisto maduro IDdesencistamento 1 cisto=vários metacistos IG vários metacistos= ainda mais trofozoítos
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
CICLO PATOGÊNICO:
Se as condições não se mantiverem normais: ocorrerem
alterações no tipo de nutriente oferecido ao parasito, sistema imune
do humano, componentes da flora intestinal (algumas bactérias
aumentam a virulência do parasito), hábitos sexuais, alcoolismo...
Esses trofozoítos, que antes eram comensais, adquirem capacidade
de invasão da mucosa intestinal e assim desencadeiam invasão.
Os trofozoítos que tem capacidade de invadir apenas a mucosa
intestinal causam a amebose intestinal. Já os parasitos com maior
capacidade de invasão, que chegam até a região de vasos
sanguíneos, causam amebose extra-intestinal
PATOGENIA: invasão dos tecidos é feita totalmente pelo trofozoítos invasivos e virulentos.
SINTOMAS:
-assintomáticos: 80 a 90% dos pacientes infectados ( E. dispar)
-sintomáticos:
amebose intestinal
*colite não-disentérica= 2/4 evacuações ao dia, fezes moles ou pastosas podendo conter muco ou sangue, desconforto
abdominal e cólicas. Não cursa com febre.
*colite disentérica= 8/10 evacuações ao dia, forma aguda (febre, calafrio..), fezes diarreicas com muco e sangue.
É a forma mais grave e a que mais mata, principalmente por desidratação e ulcerações intestinais.
*colite necrotizante
*ameboma= é a reação granulomatosa. Pode evoluir para tumorações, causa diminuição do lúmem intestinal e
desenvolve edema. Pode ser palpado no exame abdominal.
amebose extra-intestinal
*RARO
*cursa com formação de abscessos hepáticos= tríade (dor, febre e hepatomegalia) + calafrios, perda de peso, anorexia..
TRATAMENTO:
-amebicida de contato: não são absorvidos, agem no lúmem intestinal. Tem ação contra a forma não patogênica, que
estão como comensal
Ex: Teclosan, Etofamida
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-amebicida tissular: é absorvido, difunde-se pelo corpo. Age nas formas patogênicas
Ex: Metronidazol e Tinidazol
AMEBAS NÃO-PATOGÊNICAS
A forma de diagnóstico é busca de cistos nas fezes e trofozoítos na
diarreia.
*não invadem tecido
-Entamoeba coli
O tratamento realizado é com amebicida de contato e vai depender do
-Endolimax nana
quadro clínico do paciente. Nem sempre o tratamento será realizado.
-Ioedomoeba butschlii
causas de imunossupressão: ação de vírus sobre o sistema imune (HIV), tratamento contra o câncer (quimioterapia
e radioterapia), ação de medicamentos em pacientes transplantados (principalmente IFN), tratamentos prolongados por
corticoides, estado nutricional deficiente..
parasitos mais frequentes:Toxoplasma gondii, Cryptosporidium parvum, Isospora belli, Plasmodium sp, Giardia
lamblia, Strongyloides stercoralis e Microsporídeos
MORFOLOGIA:
-possuem complexo apical que permite que eles entrem nas células (são intracelulares), sem causar danos a elas
-não possuem especificidade de hospedeiros (humanos, animais, répteis..)
HABITAT: desenvolve-se preferencialmente sobre as microvilosidades do TGI, mas pode afetar também o trato
respiratório.
A principal forma de transmissão é a partir da água (piscina, água potável, lagos, riachos..), além de alimentos que
estejam contaminados com oocitos.
O contato entre pessoas em locais de alta densidade populacional como creches e hospitais também pode propiciar a
transmissão
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
A segunda fase é sexuada, com a existência de gametas que se unem para formar o oocisto.
DOENÇA: criptosporídiose
QUADRO CLÍNICO:
A patogenia e o quadro clínico do C. spp estão diretamente associados com fatores do hospedeiro (idade, competência
imunológica..) e a associação com outros patógenos.
IMUNOCOMPETENTES: quadro benigno e autolimitante. Cursa com gastroenterite leve com diarreia
IMUNODEPRIMIDOS: quadro grave e prolongado, cerca de 20/30 evacuações ao dia, acentuada perda de peso,
desidratação, desequilíbrio hidroeletrolítico, má absorção (destruição das células do TGI), alta mortalidade
DIAGNÓSTICO:
-pesquisa de oocitos nas fezes Usar coloração de Ziehl-Neelsen modificado
-busca de anticorpos circulantes (ELISA), coproantígenos
Isospora beli
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MORFOLOGIA:
-são coccídeos
-OOCISTO (MADURO)= abriga dois esporocistos (elíptico) com 4 esporozoítos dentro
-a esporulação (imaturomaduro) ocorre no meio ambiente durante cerca de 3 dias
CICLO BIOLÓGICO: oocisto maduro esporozoíto trofozoíto merozoíto zigoto oocisto imaturo
FASE SEXUADA
8. os merozoítos passam a produzir os gametas e se reproduzem (esquizogonia) = microgametócito + macrogametócito
9. ocorre formação do zigoto
10. zigoto se desenvolve em oocisto
11. o oocisto sai nas fezes na forma imatura (não- esporulado)
12. no ambiente (cerca de 1 a 3 dias), ele se transforma em oocisto maduro (esporulado) que é a forma infectante
QUADRO CLÍNICO:
IMUNOCOMPETENTES: a maioria é assintomática, com possível quadro de gastroenterite autolimitada.
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IMUNODEPRIMIDOS: alteração da arquitetura da mucosa intestinal (encurtamento das vilosidades, hiperplasia das
criptas) = síndrome da má-absorção, diarreia frequente, febre, cólica, emagrecimento.
DIAGNÓSTICO: oocistos elípticos não esporulados nas fezes (corar com Zeehl-Nelsen modificado + técnica de
concentração pela baixa quantidade de oocistos nas fezes)
Esses oocistos tem característica de autofluorescência, se observados em microscópio com luz ultravioleta são
facilmente identificados.
Toxoplasma gondii
O parasito infecta mais de 60% da população mundial, entretanto, o organismo consegue eliminá-lo sem que ele cause
doença alguma. Os casos em que há o desenvolvimento de doença e sinais crônicos são raros, sendo mais frequentes
em crianças recém-nascidas.
MORFOLOGIA e HABITAT:
Filo Apicomplexa (contém o complexo apical para entrada nas células). As 3
formas podem ser infectantes:
1. Taquizoíto
-fase aguda, reprodução rápida
-presentes nos fluidos corporais, não resistem ao meio externo e suco gástrico
-penetração de mucosas
2. Bradizoíto
-fase crônica, reprodução lenta
-forma encistada
-presente nas carnes, ovos crus (gema), resistem ao suco gástrico
3. Oocisto
-forma de resistência + membrana
-abriga dois esporocisto contendo em cada um deles outros 2 esporozoítos, totalizando 4
-ficam no epitélio intestinal de gatos jovens
-um método diagnóstico para o gato é pesquisa de ovos nas fezes
-resistem ao meio externo, contaminam água, ar e alimentos
TRANSMISSÃO: a infecção pelo T. gondii constitui uma das zoonoses mais difundidas do mundo
-ingestão de taquizoíto e bradizoíto
-ingestão/inalação de oocisto
-transplante de órgãos e transfusões sanguíneas com material contaminado
-congênita (vertical/transplacentária)= problemas que afetam diretamente o feto sem depender do período gestacional
oocisto nas fezes de gatos jovens infectados, cistos presentes em carnes e taquizoíto no sangue atingindo a
placenta.
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1. TOXOPLASMOSE CONGÊNITA
-só ocorre doença no feto se a gestante adquirir infecção durante período gestacional (fase aguda da doença), ou
passar por reagudização de doença pré-adquirida nesse período.
-a gravidade dos sintomas e malefícios é maior no 1º trimestre de gestação e menor no 3º trimestre
-o risco de a mãe transmitir a infecção para o feto é maior no 3º trimestre e menor no 1º trimestre
Tétrade de Sabin:
-alteração de volume craniano, micro ou macrocefalia (50% dos casos)
-calcificação cerebral (69 % dos casos)
-coriorretinite (90 % dos casos)
-retardo mental (60% dos casos)
*em pacientes imunodeprimidos= sempre grave, não consegue produzir anticorpos contra (nunca
apresentam o tipo assintomático). Esses pacientes podem apresentar pneumonia além de
problemas neurológicos graves.
DIAGNÓSTICO:
-método sorológico ou indireto= teste do corante (Sabin-Feldmann)= cora o complexo imune
-pesquisa de anticorpos no soro IgG e IgM
IgM= agudo (detectado entre 5 e 7 dias após infecção, pico em 4 semanas e manutenção por cerca de 1 ano e
meio)
IgG= crônico, início em 1 ano e meio.
-pode ser feito também teste de avidez para IgG= avalia há quanto tempo a infecção foi adquirida.
Quanto maior a avidez, maior é o tempo de contágio (desde que ocorreu infecção).
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TRATAMENTO:
não gestantes= Pirimetamina + Sulfadiazina
Pode ser usado a partir do 2º e 3º trimestres de gestação para curar o bebê e a mãe também
gestantes= Espiromicina
O feto não é curado, pois o medicamento não ultrapassa barreira transplacentária. Apenas a mãe é tratada com esse
medicamento.
HABITAT:
ser humano= hemácias (eritrocítico) e hepatócitos (pré-eritrocítico)
mosquito= glândulas salivares e estômago
CICLO BIOLÓGICO:
CICLO PRÉ- ERITROCÍTICO
1. fêmea pica humano e inocula os esporozoítos do Plasmodium ssp
2. o esporozoíto do sangue vai até o fígado e entra nos hepatócitos
3. dentro dos hepatócitos: esporozoíto merozoíto através de reprodução assexuada
4. os hepatócitos que abrigam os merozoítos se rompem e vão para a circulação sanguínea
CICLO ERITROCÍTICO
5. os merozoítos na circulação sanguínea entram nas hemácias
6. os merozoítos trofozoítos (esquizogonia)
7. os trofozoítos se desenvolvem nessas células até que ela rompa
8. os trofozoítos livres na circulação sanguínea vão infectar novas hemácias e assim a infecção vai se difundindo
9. o trofozoíto dentro da hemácia também dá origem às células reprodutoras: microgametócito + macrogametócito
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IMPORTANTE:
-como o ser humano é o hospedeiro definitivo, a
reprodução sexuada com união dos gametas não
ocorre em seu organismo
-quando a mosquita do Anopheles pica, ao
mesmo tempo em que ela inocula esporozoítos,
ela suga essas células reprodutoras
-no estômago da mosquita ocorre a reprodução:
zigoto oocisto esporozoíto
Duração do ciclo:
P. vivax= 3 dias 1 esquizogonia(replicação na hemácia)= 1 febre= 1 acesso malárico
[Link]= 4 dias
-acesso malárico= calafrio, suor e calor
P. falsiparum= 3 dias normalmente,
O acesso malárico é causado pelo rompimento da hemácia a cada novo
pode ocorrer em 24 horas
ciclo de replicação que libera o pigmento malárico. Esse pigamento tem
características pirogênicas. Muitos pacientes com malária que passaram
PATOGENIA e SINTOMAS:
por necropsia apresentavam coloração diferente dos seus órgãos devido
3 tipos de malária:
ao pigmento.
*terçã benigna= P. vivax
*terçã maligna=P. falsiparum A terça maligna (P. falsiparum), é assim chamada, pois é a única que causa
*quartã benigna= P. malarie morte.
DIAGNÓSTICO:
É importante que se descubra qual espécie de Plasmodium está causando a doença pois o tratamento é espécie-
específico.
-padrão ouro do diagnóstico= pesquisa do parasito no sangue por meio de esfregaço sanguíneo
-pesquisa de anticorpos = usado apenas para P. falciparum (teste rápido)
EPIDEMIOLOGIA:
-pacientes negros e amarelos são resistentes
-pessoas com anemia falciforme não se contaminam
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PROFILAXIA:
-combate ao vetor
-tratamento do doente
-no homem são: repelente, realizar tratamento profilático antes de uma viagem para região
endêmica e manter o tratamento por mais 30 dias, telas nas janelas e portas
TRATAMENTO:
-tratamento sempre é espécie-específico, por isso a importância do diagnóstico
-a depender do objetivo do tratamento drogas específicas são usadas
Trypanossoma cruzi
doença de Chagas, tripanossomíase americana
MORFOLOGIA
1. tripomastígota
2. amastigota
3. epimastígota
4. tripomastígota metacíclica
Principal na
-projeto de flagelo vertebrado Sempre intracelular, é a forma transmissão
AMASTÍGOTA no interior que (humano) intracelular: músculos, que vai se reproduzir e vertical, presença
depois é ossos... “disseminar” a doença pelo de amastigotas na
exteriorizado organismo placenta que vão
-circulares até o feto
Fica no tubo digestivo do
invertebrado vetor, adquirido depois do
EPIMASTÍGOTA -circular (inseto vetor) vetor sugar o sangue do
hospedeiro vertebrado
infectado
TRANSMISSÃO:
-tripomastígotas metacíclicas que estão nas fezes e urina do barbeiro que quando pica libera na pele da pessoa
-tripomastígotas na transfusão sanguínea
-ingestão de alimentos contaminados com as fezes e urina do barbeiro (forma tripomastígota metacíclica) ou até com o
próprio vetor triturado
Ex: caldo de cana e açaí
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
LEMBRAR: não ocorre inoculação, pois não existem formas do protozoário presentes no aparelho picador do vetor
(barbeiro).
QUEM É O VETOR?
-Triatoma infestans
-Panstrongylus megistrus barbeiro
-Rhodnius
5. Humano 2 é picado pelo barbeiro que defeca e urina em sua pele, liberando a forma tripomastígota metacíclica
6. O humano ao coçar acaba causando microlesões que permitem que as formas tripomastígotas metacíclicas entrem
no organismo. Além disso, se a picada for próxima à mucosas ou conjuntivas essa forma consegue invadi-las
principalmente as conjuntivas.
Caso a forma de contaminação seja ingestão do animal ou de suas fezes, as formas tripomastígotas metacíclicas
irão invadir a mucosa intestinal.
7. No organismo humano, a forma tripomastígota metacíclica infecta os macrófagos onde desenvolve vacúolo
parasitófago e dessa forma não é eliminada pelo sistema imune
8. Dentro do macrófago realiza diversas fissões binárias e a forma tripomastígora metacíclica amastísgota com
flagelo intracelular
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PATOGENIA:
A cada ciclo de fissão binária da forma amastígota dentro das células ocorre liberação de substância neurolítica que
atua em células nervosas da região causando sua destruição
Ex: intestino= destruição do plexo mesentérico diminuição da função motora retenção de conteúdo aumento do
volume do órgão megacólon
Pode acontecer também situações de megaesôfago e cardiopatia com aumento do volume do órgão pela necessidade
de maior trabalho devido à falha na condução elétrica e também das fibras musculares.
Além disso, desenvolve-se também resposta inflamatória, fibrose tecidual, diferentes tipos de lesões celulares...
SINTOMAS
*FORMA AGUDA DA DOENÇA
-período de incubação: 10 dias
-é a forma da doença que possui tratamento
-predomínio da forma sintomática na primeira infância morte por falência cardíaca e miocardite aguda difusa
-alterações gerais: febre, edema localizado e generalizado, poliadenia (hipertrofia múltipla de gânglios linfáticos),
hepatoesplenomegalia, insuficiência cardíaca e perturbações neurológicas (raras, normalmente em crianças causada
pela
meningocefalite)
INDETERMINADA/ASSINTOMÁTICA
-fase que dura cerca de 10 a 30 anos
-positividade nos exames sorológicos, ausência de sintomas/sinais da doença, ECG sem alterações, órgãos internos de
maior probabilidade de alterações estão normais.
-podem ocorrer mortes súbitas nessas fases em que a necropsia confirma diagnóstico para doença de Chagas
SINTOMÁTICA
-após passados os 30 anos de forma assintomático, os pacientes começam a apresentar sintomatologia:
*forma cardíaca
*forma digestiva
*forma cardiodigestiva ou mista
-causada pelas alterações anatomofisiológicas dos órgãos além de reativação do processo inflamatório contra o
parasito T. cruzi
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*forma digestiva
DIAGNÓSTICO
CLÍNICO= sinais de porta de entrada (sinal de Romana e/ou chagoma de inoculação) em fase aguda da doen ça, febre,
adenopatia satélite ou generalizada, edema em MMII ou anasarca
Alterações cardíacas confirmadas pelo ECG além de sinais de alterações digestivas indicam quadro crônico da doença
LABORATORIAL
*fase aguda= elevada parasitemia buscar parasito (tripomastígota) no sangue além de IgM e IgG séricos específicos
*fase crônica=baixíssima parasitemia, elevação de IgG específico. Em caso de sorologia duvidosa recomenda -se
realização de hemocultura
Trichomonas
tenax= não patogênico, vive na cavidade bucal humana
hominis= não patogênico, habita o TGI humano
fecalis= encontrado em apenas um paciente
vaginalis= patogênico
Trichomonas vaginalis
HABITAT: TGU do homem(prepúcio = vetor) e da mulher, não sobrevive por longos períodos fora do habitat
TRANSMISSÃO:
1. IST (contato sexual)
-transmitido através da relação sexual, pode sobreviver por mais de uma semana sobre o prepúcio masculino após
coito com mulher infectada e passam a ser transmitidas pela nova parceira pela ejaculação = vetor da doença
-compartilhamento de roupas e toalhas contaminadas
-compartilhamento de utensílios ginecológicos sem a devida higienização
-através do assento sanitário
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PATOLOGIA: O T. vaginalis é um importante patógeno do trato urogenital humano e está associado com complicações
sérias de saúde.
-promove transmissão do HIV, causa de baixo peso ao nascer, nascimento prematura, DIP (doença inflamatória
pélvica), câncer cervical e infertilidade
*problemas relacionados com a gravidez= a resposta inflamatória gerada pela tricomoníase conduz à alterações
diretas ou indiretas na membrana fetal ou decídua. Existe associação com rompimento prematuro de membrana, baixo
peso do RN, endometrite pós-parto, natimorto...
*problemas relacionados com a fertilidade= risco duas vezes maior de infertilidade em mulheres contaminadas ou que
já tiveram a infecção. A reação inflamatória ao T. vaginalis causa destruição da estrutura tubária além de danificar
células ciliadas da estrutura da tuba uterina que dificulta o fluxo de óvulos e espermatozoides. Além disso, há re lação
com doença inflamatória pélvica pela infecção do trato urinário superior.
*problemas relacionados com a transmissão do HIV: a infecção por T. vaginalis causa resposta de atração de
leucócitos, linfócitos TCD4 e macrófagos que são células-alvo para o HIV, permitindo assim sua entrada mais facilitada
ao organismo. Além disso, ocorre desenvolvimento de pequenas hemorragias pela inflamação que fazem com que o
vírus entre mais facilmente na corrente sanguínea.
MECANISMO DE PATOGÊNESE QUE FAVORECE A INFECÇÃO NAS MULHERES= aumento do pH da vigina pelo T. vaginalis
(3,8 +5) diminuição da quantidade de Lactobacillus acidophilus e aumento na proporção de bactéria anaeróbias na
flora vaginal diminuição de quantidade de glicogênio nas células epiteliais acentuação da descamação
SINTOMAS
MULHERES= varia de forma assintomática até o estado clínico agudo, incubação de
3 a 20 dias.
-presença de leucorreia abundandante, de característica espumosa, odor forte,
coloração amarelo-esverdeada no período pós-menstrual
-prurido e irritação vulvovaginal
-vulva e períneo edemaciados
-colpite macular (erosões/pontos hemorrágicos no colo)= “morango”
-dispaurenia, disúria e poliúria
-vaginites
DIAGNÓSTICO
1. CLÍNICO: a clínica não pode ser usada sozinha devido à assintomatologia e poucos achados patognômicos como a
cérvice em aspecto de morango e o corrimento espumoso.
2. LABORATORIAL:
HOMENS= homens devem comparecer ao laboratório pela manhã sem terem urinado ainda. O material é colhido com
swab.
O parasito é mais facilmente encontrado no sêmen do que na urina ou em esfregaços uretrais, pode ser obtida amostra
fresca através da masturbação.
Também pode ser analisada urina, o 1º jato.
MULHERES= não realizar higiene vaginal por 24 horas antes da coleta, a coleta é realizada com swab com auxílio de
um espéculo
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
exame microscópico do material a fresco= observação microscópico através da urina, sêmen ou corrimento vaginal
coletado. São buscados principalmente a movimentação dos flagelos.
Em caso de resultado negativo, deve ser realizado exame de cultivo.
PROFILAXIA: evitar promiscuidade (baixo número de parceiros sexuais),uso de camisinha, abstinência de contato
sexual com pessoas contaminadas..
ARTRÓPODES
*pés articulados
*exoesqueleto rígido de quitina
MORFOLOGIA: 3mm, sem asa, cabeça ovoide com 1 par de antenas, aparelho bucal tipo picador -sugador, 3 pares de
patas com garras nas extremidades com objetivo de aumentar a aderência aos pelos ( P. capitis) e a pele ( P. humanus)
OVOS: lêndeas (brancas, ficam aderidas aos pelos). Quando são postadas pelas fêmeas, ficam aderidas ao cabelo por
uma substância cimentada.
CICLO DE VIDA:
acasalamento postura de ovos em 4/10 dias lêndea adulto acasalamento
*é necessária a temperatura favorável (30º C) para o acasalamento, temperaturas muito elevadas acabam afugentando
os piolhos.
QUADRO CLÍNICO:
Os dois tipos causam coceira intensa pela liberação de enzimas anti-coagulantes e anestésicas que são secretadas
enquanto o piolho está picando. Depois que o piolho sai, ocorre reação inflamatória à picada que é o prurido.
ESPÉCIES EPIDEMIOLOGIA
Pediculus capitis mais frequente dos 6 aos 13 anos, mais comum em
homens, mais comum no clima frio
mais comum em grupos de baixa higiene, que ficam com
Pediculus humanus as mesmas roupas por um longo tempo (mendigos,
deficientes mentais, prisioneiros), mais comum no clima
frio
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PROFILAXIA: evitar contato com pessoas infectadas, evitar compartilhamento de roupas contaminadas, inspeção
periódica em locais de aglomeração como creches...
TRATAMENTO:
*catação manual de piolho, uso de pente fino, ar quente (secador de cabelo), raspagem da cabeça quando possível é a
forma mais fácil de eliminação
Pthirus púbis
“chato”
MORFOLOGIA: 1mm, largo, ovos semelhantes, fixados aos peles pubianos com garras
QUADRO CLÍNICO: prurido intenso de acordo com a carga parasitária, na picada manchas azuladas ou acinzentadas
Sarcoptes scabiei
“sarna, escabiose”
MORFOLOGIA: 4 pares de patas com ventosas e cerdas em cada uma. A fêmea possui cerdas anais que é o que a
diferencia. Possuem aparelho picador-mastigador
CICLO BIOLÓGICO: fêmeas e machos penetram na pele e ficam andando pela camada córnea devido ao seu aparelho
picador-mastigador acasalamento postura de ovos por onde passam eclosão formas jovens (ninfa
hexópode) ninfa octópode adulto circulação na pele e possível transmissão
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PATOGENIA:
-incubação de 3 a 5 dias
-prurido intenso normalmente à noite
-coceira causa escoriações na pele contaminação bacteriana na lesão
-aparecimento de lesões avermelhadas e purulentas= recentes
-com o tempo surgem as lesões mais crostosas= antigas
DIAGNÓSTICO: além da clínica, se faz diagnóstico laboratorial que consiste em pesquisa por raspagem da pele
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
MICOLOGIA- 4º BIMESTRE
*aéreas ou vegetativas
micélio= conjunto de hifas
estruturas de ornamentação= apêndices que apresentam grande variedade e são utilizados na diferenciação das
diferentes espécies de fungos
1. ZIGOMICETOS
-pequenos e simples
-corpos de frutificação simples e pequenos sustentados
por uma haste
-Rhizopus stolonifer cresce em pães, frutas e doces
-hifas não septadas
-aprodecimento de frutas, pães...
2. BASIDIOMICETOS
3. ASCOMICETOS
-mais numerosos
-presença de ascóporos (esporos) se desenvolvem dentro das hifas
que se chamam ascos
-hifas septadas
-reprodução sexuada e assexuada
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
Ex: Penicillium
4. DEUTEROMICETOS
-fungos que apresentam função sexuada desconhecida (imperfeitos)
-hifas septadas
-importantes para a micologia médica
(Candida, Cryptococcus, Trichosporum, Malassezia, Peicillium)
ASSEXUADA
*brotamento= brotos são formados no fungos e podem se manter unidos ao genitor (pseudo -hifa) ou se separar dele
formando um novo indivíduo
*esporulação= os corpos de frutificação produzem por mitose células abundantes e leves. Essas células se difundem
no ambiente através do vento e se encontram condições adequadas no solo passam a formar um novo mofo ou bolor.
SEXUADA
Ocorre com os ascomicetos e os basidiomicetos
1. meiose dos esporângios (corpos de frutificação) nos ascos
1. ascomicetos
que são as hifas
[Link]ção de 2 novas céulas
3. mitose gera a formação de 4 novas células
4. essas células formadas são liberadas para o meio
ambiente através de uma fenda no esporângio
5. as células se disseminam pelo ambiente
2. basidiomicetos
1. o corpo de frutificação possuem basídios (esporângios em
forma de raquete)
2. no interior do basídio ocorre meiose e se formam 4 novas
células
3. ocorre brotamento a partir do basídio e liberação das células
4. no meio ambiente, o esporo haploide germina e passa a
formar um micélio haploide
5. as hifas de diferentes esporos se fundem e formam micélios
diploides
6. os cogumelos novos surgem
7. esses cogumelos passam a liberar esporos e o ciclo
recomeça
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
FUNGOS NA MEDICINA:
-causadores de micoses= fungos microscópicos
-micetismo= intoxicação pela ingestão de microscópios tóxicos
-micotoxicoses= intoxição pela ingestão contínua e prolongada de alimentos que estejam embolorados e também que
sejam produtores de micotoxinas.
MICOSES
-a nomenclatura das micoses é feita de acordo com: sua localização ou o tipo de fungo que a está causando
*fatores externos= alimentos (fungos veiculados para a cavidade bucal) , profissão, indumentária (calçados e roupas
podem levar à dermatofitoses), promiscuidade, esportes (natação..)
*fatores internos= lesões preexistentes que facilitem entrada de fungos (Ex: bola fúngica= acúmulo de fungos em
cavidade pulmonar deixada por tuberculose prévia), alterações metabólicas e gerais do organismo ( hiperglicemia nos
diabéticos aumenta incidência de Candida), gestação aumenta chance de leveduras na vagina...
*ptiríase versicolor
SUPERFICIAL superfície da não induz superficial não se dissemina *piedra branca
epiderme e pelos por via sanguínea *piedra negra
ou linfática *tinha negra
eritema, *dermatofitoses
extrato córneo da induz descamação, (tinhas) da pele, pelo e
CUTÂNEA epiderme, pelos e vesículas, unhas
unhas prurido e até
formação de *candidíase cutânea
granulomas
induz
*esporotricose
derme, mucosas, -aquisição por
SUBCUTÂNEA tecido subctâneo e microtraumatismos via linfática *lobomicose
músculo esquelético com implantação
de propágulos do *cromoblastomicose
agente na pele ou
na mucosa
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
induz
-evolução aguda ou *paracoccidioidomicose
SISTÊMICA OU sistêmica (órgãos crônica acometimento de via linfática e
PROFUNDA internos), causada -resposta órgãos internos sanguínea *histoplasmose
por fungo dimórfico inflamatória
granulomatosa *hialo-hifomicose
pode acometer Os fungos que causam esse tipo de micose normalmente *cripotococose
qualquer região, são sapróbios e em condições de alteração da imunidade
OPORTUNÍSTICA inclusive órgãos passam a causar lesões. *aspergilose
internos Ocorre em pacientes com diminuição do sistema imune:
antibioticoterapia prolongada, quimioterapia, transplantados, *pneumocistose
diabéticos, grandes queimados...
MICOSES SUPERFICIAIS
CLÍNICA:
-formam máculas hiperpigmentadas (em brancos) e hipopigmentadas (em negros) com formato assimétrico
-descamação com facilidade das áreas que tem sua pigmentação alterada, chamada de furfurácea
-não desenvolvem respostas imunes nem inflamação
-as lesões ocorrem principalmente no couro cabelo, pescoço, tronco e abdome
*fatores endógenos para o aparecimento da micose: pele gordurosa, elevada sudorese, fatores hereditários, uso de
terapia imunossupressora...
TESTES: sinais de Besnier (descamação fica mais evidente quando se passa a unha na região) e Zileri (descamação fica
mais evidente quando se estira a pele lesionada)
DIAGNÓSTICO CLÍNICO: lesões em aspecto descamativo e que apresentam fluorescência amarelo-dourada quando
observadas com a lâmpada de Wood (radiação ultravioleta).
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
pode se fazer também coleta com durex, colar sobre a lesão e colocar no
microscópio para observação direta
CULTURA: o cultivo não é rotina de laboratório, pois normalmente se observa o cacho de uva em exame direto. Quando
realizado é feito em ágar-Sabouradu
A colôniaé lisa de coloração creme, brilhante ou opaca
TRATAMENTO: pode ser feito de forma tópica (sulfeto= fungo não é resistente ao enxofre) ou sistêmico (Cetoconazol e
Itraconazol)
O fungo Malassezia spp pode causar ainda outras infecções: foliculite pitirospórica (crescimento de fungo nas
glândulas sebáceas principalmente das costas e ombros), dermatite seborreica (descamação do couro cabelo, face,
orelhas, nariz...), onicomicoses, otites...
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
-coleta de cabelo e visualização no MO +KOH
-pode ser feito esmagamento do nódulo (observa-se emaranhado de hifas com ascósporos dentro dos ascos) +KOH
TRATAMENTO: remoção dos pelos infectados (cabelo), aplicação local de loçõe s antimicóticas cerca de 2 vezes ao dia
durante 15 dias.
CLÍNICA:
-consistência macia dos nódulos
-formato irregular dos nódulos ao longo dos pelos
-nódulos fáceis de retirar
-surgem na cutícula dos pelos
TRATAMENTO: cortar o pelo bem curto de forma a se retiar a cutícula (Base) que é de onda surgem os nódulos. Uso de
pomadas com mercúrio e derivados imidazólicos tópicos.
4. TINHA NEGRA Hortae wernickii (Cladosporium werneckii)
-nomenclatura inicialmente incorreta, pois as tinhas representam as dermatofitoses
-antes classificada como apenas “palmar”, pelo acometimento principal da palma das mãos
-fungo demáceo (fungos que apresentam substância similar à melanina em sua parede celular, suas colônias na
cultura também adquirem coloração mais escurecida e as lesões que ela causa no paciente também apresentam
coloração escurecida).
CLÍNICA:
*mácula indolor bem delimitada como se fosse “carimbo de uma moeda”
*normalmente nas mãos, por isso antigamente chamada de plantas
*pode também afetar a planta dos pés
*com o tempo, a lesão torna-se escurecida devido ao fungo
que a acomete ser demáceo
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: melanoma, dermatite de contato (doenças desse tipo com o tempo passam, já a micose se
não tiver tratamento se mantém), nevus, manchas por produtos químicos (xantoproteicos)
MICOSES CUTÂNEAS
*Abrigam as dermatofitoses e as candidíases cutênas
*Atacam a epiderme e até camadas mais profundas
*Ocorre reação do sistema imunológico, inclusive com a formação de granulomas
*Afecões de pele, pelo, unhas e mucosas
- o trio de gênero + espécie responsáveis pela maioria das tineas: T. rubrum, E. floccosum e T. mentagrophytes
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
IMPORTANTE: uma doença pode ser causada por diversas espécies diferentes, da mesma forma que uma mesma
espécie consegue causar diversas doenças diferentes
1. TINEA CAPITIS
2. TINEA CORPORIS
*desenvolvimento de lesões:
-eritemato vésico-crostosa (tinea circinada)
-foliculite (inflamação no folículo piloso)
-placa de quérion
-granulomatose profunda
3. TINEA IMBRICATA
-acometimento praticamente exclusivo de indígenas no centro do país
-desenvolvimento de lesões em círculos concêntricos, de característica descamativa e que acomete grandes áreas do
corpo
-indígenas acham “bonito”, como se fosse um adorno
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5. TINEA BARBAE
-acometimento da barba, face e pescoço principalmente na zona rural
-desenvolvimento de tinea circinada, foliculite, placa de quérion
-atenção com objetos compartilhados, como em barberias
-atenção para lâminas de barbear caseiras que ficam em locais de bastante
umidade e calor, o que propicia o crescimento dos fungos
6. TINEA MANUM
-lesões nas palmas das mãos e espaços interdigitais.
-tipos principais de lesões:
* desidróticas= vesículas duras que se rompem e liberam líquido amarelado que contém o fungo
*eczematoides= placas eritemoescamatosa
7. TINEA PEDIS
“pé de atleta”
-acometimento da planta e dedos do pé
-causado pelo trio principal das dermatofitoses: T. rubrum, E. floccosum e T. mentagrophytes
-pé de atleta= lesão intertriginosa crônica
-hiperqueratose plantar= formação de placas eritematosas
-vesicular ou disidrosiforme= com vesículas que liberam líquido semelhante à pus
8. TINEA UNGUIUM
-invasão da lâmina superficial da unha
-causado pelo trio principal das dermatofitoses: T. rubrum, E. floccosum e T. mentagrophytes
-tipos:
*dermatofitose sub-ungueal invasiva= início nas bordas livres, as unhas tornam-se brancas e espessas
*leuconiquia micótica= invasão apenas na superfície da unha, as unhas tornam-se opacas com manchas brancas e
depois adquirem coloração amarelada.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-exame microscópico direto: avaliar raspagem de pele e unhas e também amostra de pelo
-colocar KOH para melhor visualização
2. lesões na pele
-uso de antifúngicos tópicos
-derivados de imidazólicos (....OL)
3. unhas
-tratamento tópico com esmalte fungicida
-associação do tratamento tópico SEMPRE com tratamento sistêmico: Itraconazol 400 mg ao dia durante uma semana,
uma vez por mês, durante 3 meses.
2. CANDIDÍASES CUTÂNEAS
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1. CANDIDÍASE INTERTRIGINOSA
-ocorre em locais do corpo em que existem dobras (obesos, região de coxa, inguinal, mamária, retro -auricular...) aliada
à suor excessivo
-na região se desenvolve lesão eritematosa e úmida, com bordas mal definidas e vesículas nas redondezas que
rompem e disseminam o fungo para outras partes do corpo
*importante observas crianças que ficam por longo tempo com as fraldas sujas de fezes ( Candida spp. é habitante do
TGI e está presente nas fezes), prolifera em região de calor e umidade. Desenvolvimento de dermatite que evolui para
pústulas
*pode ocorrer também nos pés e mãos de pessoas que trabalham com diferentes produtos químicos (faxineiras,
cozinheiras...) e alteram as características biológicas da pele daqueles locais. Desenvolve-se uma fissura no centro
que fica circundada por pele desprendida e branca, presença de prurido
2. ONICOMICOSE
Lesão em duas regiões: perionyxis e onyxis
onyxis
perionyxis -atinge lâmina ungueal
-formação de região inchada (coleção purulenta) na pele -secundário à perionyxis
que circunda a unha -unha torna-se castanho/amarelada/esverdeada
-acometimento de matriz da unha -espessamento da unha
-tendência à tornar-se crônico -dor no local
3. CANDIDÍASE ORAL
Existem diversos tipos: pseudomembranosa, atrófica aguda, hiperplásica crônica, queilites angular e língua negra
pilosa
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4. VULVOVAGINETES
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5. BALANOPOSTITE
-no sulco balonoprepucial
-discreto eritema (pontos vermelhos) evoluem para pústulas com prurido e irritação
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
-exame direto à fresco: secreções vaginais e uretrais
+KOH, observar leveduras e pseudo-hifas
+GRAM: formas ovaladas, com ou sem filamentos
-cultura: Sabouraud, colocar em tubo com ágar inclinado + escamas de pele e unhas
Observam-se colônias claras e arredondadas no tubo
TRATAMENTO:
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MICOSES SUBCUTÂNEAS
-lesões aparecem inicialmente em um ponto de inoculação das estruturas fúngicas
-os fungos atacam animais e homens
-conseguem se disseminar pelo corpo através da via linfática ou do sangue
-esse fungo é encontrado no meio ambiente (vegetais em decomposição, solo, água contaminada, madeira...)
-tipo de micose bastante comum no Brasil
-na região sul do Brasil e Uruguai está associado à caça do tatu em que os caçadores agarram os tatus com as mãos e
acabam se contaminando
-as profissões mais comuns que essa doença afeta são as que lidam com terra: florista, jardineiro, horticultor..
PATOGÊNESE DA ESPOROTRICOSE:
contaminação do fungo em região traumatizada da pele fungo fica incubado de semanas até meses formação de
nódulo granulomatoso no local de entrada do fungo drenagem do fungo para vasos linfáticos e por fim para o sangue
1. ESPOROTRICOSE CUTÂNEA
-forma linfocutânea
-forma cutânea localizada ou fixa
-forma cutânea disseminada
2. ESPOROTRICOSE EXTRACUTÂNEA
(fixo/localizada)
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2. ESPOROTRICOSE EXTRACUTÂNEA
*rara
*infecção ocorre por ingestão e inoculação de fungo
*disseminação pelo sangue
*ocorre com destruição do septo nasal, orofaringe, tecidos da boca e tecido ósseo
*afecções do olho são raras
esporotricose pulmonar
-PNM crônica
-tosse intensa
-febre
-indisposição
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
-exsudato, material purulento das lesões, biópsia das lesões, escarro, líquido sinovial
-observar no MO + KOH geralmente negativo
+GRAM corpos ovais, formato de charuto, circundados por halo claro
TRATAMENTO:
-forma cutâneo-linfática e localizada: iodeto de potássio sistêmico
-forma cutânea- disseminada e extracutânea: itraconazol e anfotericina sistêmico
-pacientes gestantes com forma cutâneo: pomada de iodeto de potássio
PATOGÊNESE DA CROMOMICOSE
presença de traumatismo na pele implantação do fungo na pele formação de lesão em forma de verruga ou
tumor hiperplasia de tecidos lesões em formato de couve-flor
CLÍNICA: lesões unilaterais de evolução crônica principalmente nos MMII, desenvolvimento de placas eritemato-
escamosas planas ou verrucosas
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DIAGNÓSTICO: coleta de pontos negros que ficam na região da lesão, escamas, crostas, material purulento...
MO + KOH= células arredondadas com a parede espessa, de coloração castanha
CULTURA (Sabouraud)= colônias escuras (dermatofóito), relevo plano ou verrugoso
*diferenciação de conídios na micromorfologia das colônias
TRATAMENTO:
-tratamento difícil e rebelde
-uso combinado de drogas
-lesões exérese cirúrgica
-combate de infecções secundárias (antibioticoterapia)
*quando causado por bactérias, se chama MICETOMA ACTINOMICÓTICO Nocardia spp, Actinomyces spp.
EPIDEMIOLOGIA: comum no meio rural devido à proximidade com o solo e materiais orgânicos
PATOGÊNESE: implantação do agente através de traumatismos na pele lesão primária tumefação bastante
dolorosa (normalmente acomete pés) formação de fístulas que drenam formação de grãos (grânulos com
exsudato
sero-sanguinolento)
CLÍNICA:
-tumefações, fístulas e lesões em grãos
-os grãos abrigam os fungos, e apresentam diferentes colorações
-eumicótico= lesões fistulosas, pouca dor, PÉS
TRATAMENTO:
fungo= Miconazol, Cetoconazol
bactéria= Estreptomicina
*quando as lesões são poucas, pode ser realizada exérese
122
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
TRANSMISSÃO: banhar-se nas águas contaminadas por esse tipo de fungo como poços, açudes, riachos...
CLÍNICA: presença de pólipos bastante vascularizados (cerejas) nas fossas nasais, corrimento nasal, epistaxe
frequente devido à lesão desses pólipos vascularizados, lesão na conjuntiva e saco lacrimal, hemoptise. Pode acometer
mais raramente vagina e ânus.
-entomo= insetos. Acredita-se que esse fungo esteja no solo, nas fezes em decomposição de répteis e anfíbios que se
alimentem do inseto contaminado.
lesão na
Conidiobolus poucos casos mucosa nasal e
CONIDIOBOLOMICOSE coronatus restridos à adultos tecidos X X
próximos
formas clínicas:
-SUBCUTÂNEA CRÔNICA
-CENTRO-FACIAL
-VISCERAL
SUBCUTÂNEA CRÔNICA:
-basidiobolomicose
-nódulos avermelhados e pouco dolorosos
-nódulos podem sofrer ulceração
-presença de infecções de TGI concomitantes
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
CENTRO-FACIAL
-conidiobolomicose
-início das lesões no nariz
-ocorre aumento do tecido subcutâneo
do nariz, lábios, olhos..
-nódulos firmes
-pode ocorrer obstruções, dificuldades respiratórias...
VISCERAL
-conidiobolomicose
-infecções invasivas e importantes
-reações granulomatosas na pele, tecido subcutâneo e órgãos internos
-endocardite em drogaditos
TRATAMENTO: exérese é o tratamento principal devido ao acometimento unicamente dermatológico, pode ser utilizado
Itraconazol e Ciclofazimida por um ano (micoses subcutâneas possuem tratamentos longos e difíceis)
FORMAS CLÍNICAS:
-pulmões: DPC bilateral, fibrose e obstrução. Presença de tosse seca, dispneia e dor torácica.
Ao RX, observam-se lesões características em asa de borboleta
-nariz, boca, orofaringe, laringe: ulcerações, exulcerações raras com bordas irregulares, perfuração de septo nasal
-linfonodos: linfonodomegalia, adenopatia ganglionar no pescoço, edema, diarreia, obstruções
-pele: lesões múltiplas na face, couro cabelo, tórax, MMSS
-supra-renais: forma crônica= queda dos níveis de cortisol e aldosterona escurecimento de pele e mucosas, perda
de apetite, hiponatremia, hipotensão...
-ossos: perda funcional das articulações, dores intensas
-SNC: desenvolvimento de granulomas hipertensão intracraniana alterações de fala, consciência, equilíbrio,
motricidade
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: escarro, conteúdo das úlceras, material purulenta, urina, LCR...
-exame direto a fresco: corado pela prata
TRATAMENTO: antifúngicos, melhora da sistema imune, melhora das condições do ambiente que possam favorecer a
doença
medicamentos: Anfotericina B, Sulfadiazina. Os tratamentos são longos (anos) e é necessário que o paciente o realize
para que tenha eliminação do fungo.
HABITAT: solos com pH ácido, dejeção de aves em grande quantidade (morcegos, pombos), ocos de árvores..
-no Brasil, grande número de pessoas estão infectadas com clínica assintomática.
-positividade ao teste da histoplasmina, reação dermatológica e feita medição do halo
125
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PATOGENIA: inalação do fungo penetração do fungo no alvéolo pulmonar invasão do mediastino pelo hilo pulmonar
disseminação através da corrente sanguínea (forma assintomática) atinge sistema reticulo endotelial e
monicítico-histocitário (pulmões, baço, fígado, linfonodos e outras estruturas do TGI).
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
amostra: escarro, lavado broncoalveolar, medula óssea, sangue, exsudato de lesões cutâneas, LCR
-exame direto com KOH
TRATAMENTO: depende do tipo de infecção. A maioria delas porém, é tratada com Anfotericina B com diferentes formas
posológicas.
Cetoconazol não se mostra eficiente.
CLÍNICA:
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
amostra: biopsia, escarro, secreções, sangue, material purulento, material das lesões cutâneas ou as próprias lesões,
unhas
-exame direto com KOH
MICOSES OPORTUNÍSTICAS
FORMAS CLÍNICAS:
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
-amostra: escarro, lavado broncoalveolar, material necrótico, secreções
HABITAT EPIDEMIOLOGIA
var. neoformans colonizam fezes de pombos, ocos de imunodeprimidos, importantes na AIDS
árvore, matéria orgânica
PATOLOGIA: penetração do fungo no organismo foco primário no pulmão disseminação pelo sangue focos
secundários no SNC (meninge e encéfalo) pode ocorrer disseminação para os ossos, pele, mucosas e outros órgãos
internos
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
CLÍNICA:
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
amostra: escarro, LCR, urina, sangue, exsudato de úlceras, outros materiais purulentos
-exame direto a fresco
TRATAMENTO:
forma pulmonar= Itraconazol sistêmico (6 meses ou mais)
forma disseminada e SNC = Anfotericina B
imunossuprimidos não AIDS= Anfotericina B + Fluconazol/Itraconazol
CLÍNICA:
imunocompetentes= assintomática
imunodeprimidos com AIDS= infiltrado pulmonar difuso, forma nodular, lesões focais. Presença de tosse seca, febre,
dispneia, cianose, taquicardia, perda ponderal. P. jiroveci foi encontrado fora dos pulmões apenas nesses casos e em
fase terminal, o fungo consegue romper a barreira endotelial pulmonar e se dissemina para outros órgãos como fígado,
baço, ossos, rins, linfonodos..
imunodeprimidos HIV- = caso clínico grave e aguda, podendo levar à morte fulminante
pneumocistose em crianças = tosse, taquipneia, desconforto respiratório. A mortalidade é de 100% dos casos, se não
houver diagnóstico e tratamento correto.
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: escarro, biópsia pulmonar, lavado gástrico, escovado pulmonar, lavado brônquico
alveolar
-exame direto a fresco: coloração de prata
PREVENÇÃO: inalação mensal de Pentamidina (pacientes AIDS que tenham chance de contágio)
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
FEO-HIFOMICOSES
- Bipolaris spicifera, Cladophialophora bantiana, Exophiala jeanselmei, Phialophora parasítica, Curvularia lunata
Wangiella dermatitidis
-são micoses que incluem infecções sistêmicas, subcutâneas e sistêmicas e devido à isso não se encaixam em uma
categoria específica
-causadas por fungos demáceos (presença de melanina na parede celular)
-acometimento de imunocompetentes e imunodeprimidos
CLÍNICA:
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
amostra: depende do tipo de infecção (biópsia, secreções, exsudato, LCR, outros líquidos corporais...)
-exame direto a fresco (estruturas escurecidas pela presença de melanina nos fungos demáceos)
TRATAMENTO:
superficial: Cetoconazol
subcutânea: Anfotericina B
sistêmica: Anfotericina B, Itraconazol
PSEUDOMICOSES
-chamado de pseudomicoses pois são causadas por BACTÉRIAS
1. ERITRASMA Corynebacterium minutissimum
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CLÍNICA: assintomático. Pelos ficam envolvidos por concreções sólidas, tornam-se frágeis, com consistência mucoide e
odor fétido.
DD: piedra branca
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
VIROLOGIA- 4º TRIMESTRE
TAXONOMIA VIRAL:
-tipo de ácido nucleico= RNA ou DNA
-estrutura do ácido nucleico= simples ou dupla, linear ou circular fechado ou parcialmente fechado
-presença ou ausência de envelope
-capsídeo= helicoidal ou icosaédrico
-hospedeiro= animal, planta, bactéria....
Os vírus que possuem envelope apresentam diversos formatos de capsídeos devido à natureza fluida a qual ficam
expostos, já os que não possuem envelope, apresentam duas formas principais: icosaédrica (simétricos) e helicoidal
(em forma de bastões).
3. envelope
-membrana externa constituída de lipídeos, proteínas e glicoproteínas
-a estrutura do envelope se mantém apenas no meio aquoso
-pode ser destruída por situações adversas como ressecamento, ácidos, detergentes e solventes
-os vírus envelopados costumam ser transmitidos através de sangue, tecidos e fluidos pela necessidade de
manutenção em meio aquoso
REPLICAÇÃO VIRAL
-A replicação viral é etapa obrigatória para que o vírus consiga se manter vivo e dentro da célula hospedeira
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-A forma que a replicação ocorre não tem relação com a estrutura genética ou morfol ogia do vírus, inclusive,
independe da presença ou não de envelope
-A maioria das replicações virais apresenta erros (90%), principalmente nas últimas etapas. Apenas de 1 a 10% das
replicações são realmente infecciosas.
2. Penetração
-é a entrada do vírus na célula, ocorre de diferentes formas:
*translocação de ácido nucleico= ocorre com vírus não envelopados, seu capsídeo adere com a membrana celular da
célula a ser atacada e o ácido nucleico é transportado de dentro do capsídeo diretamente para dentro da células
*endocitose= ocorre na maioria dos vírus não envelopados, a célula hospedeira engloba o vírus e esse ao entrar na
célula fica englobado por um vacúolo ou vesícula. Existem enzimas intracelulares que posteriormente vão romper essa
vesícula para o que núcleo + capsídeo sejam liberados
*fusão direta= as membranas se fundem e o vírus entra. O núcleo + capsídeo ficam intactos e entram sem envelope ou
qualquer vesícula na célula.
3. Desnudamento
É a liberação do ácido nucleico que acontece pela remoção do capsídeo ou do envelope
4. Síntese de macromoléculas
É quando o genoma do vírus começa a dirigir a síntese para gerar cópias iguais a ele.
5. Organização do vírus
É a organização dos novos vírus que se formaram na síntese das macromoléculas.
-vírus não envelopados, ou seja, que tem o capsídeo desnudo= são montados vazios e depois preenchidos com o ácido
nucleico
-a aquisição do envelope ocorre após associação com regiões da membrana que ocorrem por brotamento
Essa fase é a que ocorrem mais erros de montagem, sendo formadas apenas de 1 a 10% de partículas infecciosas.
7. Liberação do vírus
Os vírus são liberados por exocitose da célula ou por brotamento
ciclo lítico= a célula que foi infectada é lisada para que ocorre liberação dos novos vírus.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*vírus de RNA realizam apenas ciclo lítico, vírus de DNA realizam ciclo lítico e lisogênico
*o ciclo lítico tem clínica pior, as manifestações iniciam mais rapidamente
*os vírus que não são envelopados, geralmente possuem ciclo lítico
ciclo lisogênico=
*ocorre com os vírus envelopados
*são liberados mais gradualmente sem que haja rompimento da célula
*os vírus de DNA e o retrovírus fazem esse ciclo, vírus de RNA apenas ciclo lítico
LÍTICO LISOGÊNICO
DNA X X
RNA X
ENVELOPADOS X
NÃO X
ENVELOPADOS
VÍRUS DNA
HERPES VÍRUS
POXVÍRUS
HEPADNAVÍRUS
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*infectam células TCD8 que atuam como reservatórios para esses vírus, mantendo sua latência. Isso permite que
ocorra reativação do vírus, apesar da existência de anticorpos contra ele.
A infecção durante reativação ocorre de forma mais branda e mais bem localizada do que a primeira infecção
*a recorrência/reativação do vírus ocorre quando? diminuição do sistema imune, traumas, febre, insolação, momentos
de estresse
TRATAMENTO: Aciclovir
-catapora
1.2 VARICELA ZÓSTER
TRANSMISSÃO: contato direto ou pelo ar (via respiratória)
CLÍNICA:
-infecção inicial nas amídalas com disseminação para o restante do corpo através do
sangue
-desenvolvimento de lesões cutâneas por todo corpo
-vírus fica latente em raízes nervosas do corpo e pode ser reativado em situações de
imunidade prejudicada = HERPES ZOSTER (lesões em cinto no dermátomo afetado)
TRANSMISSÃO: a saliva contém o vírus. Dessa forma contato próximo com gotículas de saliva, “doença do beijo”,
compartilhamento de escovas de dentes, copos e outros utensílios.
CLÍNICA:
tríade sintomática: linfadenopatia, esplenomegalia e faringite exsudativa
-linfocitose importante, presença de linfócitos atípicos
-em crianças, geralmente é sub-clínica
-complicações: sequestro esplênico, obstrução laríngea devido à faringite exsudativa, transtornos neurológicos
(meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré)
-não existe vacina
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
TRANSMISSÃO: via sexual, sangue, urina, saliva, secreções vaginais, leite, lágrima, órgãos transplantados...
Estima-se que 60% da população esteja infectadas
CLÍNICA:
-vírus se dissemina pelos linfócitos e estabelece infecção persistente. Além disso, mantém dessa forma sua latência e
sofre reativação em situações de rebaixamento do sistema imune, infecção por HIV, transplantes...
-em pacientes com sistema imune eficiente, a doença costuma ser sub-clínica
-em imunonocomprometidos e neonatos: doença grave com afecções em diversos sistemas do organismo como
pneumonia, retinite, colite, esofagite...
-pode desenvolver manifestações clínicas brandas, similares à infecção por EBV sem a faringite exsudativa
COMO EVITAR? triagem nos doadores de sangue/órgãos, uso de fármacos antivirais para pacientes
imunocomprometidos com atenção especial para os HIV+
2. POXVÍRUS
-são os maiores vírus existentes
-causadores de VARÍOLA e MOLUSCO CONTAGIOSO
-replicação no TRS e disseminação para o restante do corpo
VARÍOLA
-doença erradicada = último caso diagnostico em 1977
-sintomas iniciam com febre e vômitos, evoluindo para vesículas crosta
-vírus replica no TRS e dissemina por via linfática
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
MOLUSCO CONTAGIOSO
-transmissão ocorre por contato com as lesões
-comum em crianças
-desenvolvimento de lesões nodulares: pápulas rosadas com umbilicação central
similares à verrugas
3. HEPDNAVÍRUS
-vírus da hepatite B
-vírus codifica várias proteínas (HBsAg, HBcAg e HBeAg)
-início da replicação em 3 dias e sintomas começam a aparecer dentro de 45 dias, a depender do sistema imune da
pessoa infectada, dose infectante...
-o genoma do vírus se integra aos das células do hospedeiro
TRANSMISSÃO: injeção do vírus na corrente sanguínea, contato sexual, parto (via mais importante é o sangue)
2.1 ADENOVÍRUS
-são resistentes ao meio externo devido à ausência de envelope
-comum em crianças
CLÍNICA: faringite similar à causada pelo S. pyogenes, doença respiratória aguda, c onjuntivite, gastroenterite e diarreia
-pacientes com sistema imune eficiente produzem Ac contra o vírus e conseguem eliminá-lo
2.2 PARVOVÍRUS
-são os menores vírus de DNA
-causadores de eritema infeccioso
-quinta doença dos ECZANTEMAS DA INFÂNCIA
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
TRANSMISSÃO: contato sexual, fômites (alta resistência no meio externo) , contato direto, parto quando a mãe está
infectada na região
-a disseminação e excreção do vírus são totalmente assintomáticas
PATOGENIA: os genes do vírus estimulam a mitose aumento do número de células cutâneas espessamento de
camada basal e espinhosa da derme formação de condilomas e verrugas
Outras manifestações clínicas: verrugas anogenitais, verrugas nas mãos e nos pés, tumores benignos de cabeça e
pescoço (oral, laringe, traqueia), displasia e neoplasia cervical
2.4 POLYOMAVÍRUS
-vírus JC e BK
TRANSMISÃO: via respiratória
CLÍNICA: causador de infecções assintomáticas ou infecção persistente e latente em pulmões e rins a depender do
estado imunológico do organismo afetado
VÍRUS RNA
1. PARAMIXOVÍRUS
-envolve maioria das infecções respiratórias
1.1 MORBILIVÍRUS
-SARAMPO
-É UM DOS 5 ECZANTEMAS DA INFÂNCIA
PATOGENIA: infecção primeira de TR, replicação do vírus no TR, TU, conjuntiva, capilares sanguíneos, SNC, sistema
linfático...
CLÍNICA:
-febre alta
-exantema maculopapular (inicia em região retroauricular e se dissemina para o resto do corpo)
-manchas de Koplik (pontos brancos (máculas), com halo eritematoso difuso, que aparecem na mucosa bucal,
antecedendo ao exantema. É um sinal patognomônico do sarampo e que desaparecem 24 a 48 horas após o início da
erupção)
-as lesões são descritas como “grãos de sal cercados por halo vermelho”
-fotofobia, coriza, conjuntivite, tosse
139
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*Pode evoluir com complicações mais graves como PNM, encefalite, panencefalite esclerosante subaguda (sequela
neurológica)
1.2 PARAMIXOVÍRUS
1.2.1 PARAINFLUENZA
-vírus respiratório bastante comum
-causa desde sintomas leves como o resfriado até doenças mais graves no TR, principalmente no TRS
-em 25% dos casos, ocorre propação para TRI
-desenvolvimento de crupe: edema subglótico que acaba obstruindo a respiração
1.2.2 CAXUMBA
-PAROTIDITE
-em 50% dos casos, o SNC é acometido: 10% desenvolvem meningite e 0,5%
encefalite
1.3 PNEUMOVÍRUS
1.3.2 METAPNEUMOVÍRUS
-causa desde infecções leves como resfriados até PNM ou bronquiolite aguda
-responsáveis por 15% dos resfriados em crianças
Casos isolados, pouquíssimo comuns
1.4 NIPAH
-encefalite aguda
-relacionad com morcegos
1.5 HENDRA
-múltiplos hospedeiros, sintomas de gripe convulsão coma
2. ORTOMIXOVÍRUS
140
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-INFLUENZA A e B
-inclui também vírus da Influenza C (que não causa doenças nos humanos)
*NEURAMINIDASE (NA)= promove a liberação do vírus pela sua célula hospedeira que está infectada
-N1, N2, N3...
-é alvo de medicamentos antivirais como Oseltamivir (Tamiflu)... É importante que esses medicamentes sejam
utilizados logo no início do quadro para evitar que os vírus replicados sejam liberados das células
-são vírus que infectam o TRS e tem como alvo as células ciliadas e secretoras de muco que são uma das primeiras
barreiras a qualquer MO estranho ou outras partículas
-em alguns casos disseminam para o TRI e promovem, inclusive, infecções bacterianas secundárias
-o vírus consegue também deprimir a função de macrófagos e outros componentes do sistema imune, o que dificulta
sua eliminação
VACINAÇÃO; todos os anos ocorrem novas campanhas de vacinação devido à alta taxa mutação nas glicoproteínas do
envelope viral (HA e NA)
INFLUENZA A: INFLUENZA B:
-pandemias -vírus humano
-afeta outros animais -não sofre deslocamento antigênico
-gripe aviária
-H1N1, H2N2, H3N2
3. FLAVIVÍRUS
3.1 FLAVIVÍRUS
ARBOVÍRUS= vírus que se transmite aos humanos através dos insetos (mosquitos), os quais se contagiam ao picar
animais infectados, como os animais silvestres e pássaros domésticos. Usualmente, os hospedeiros humanos são os
finais
= estão relacionados com um vetor, hospedeiro e nicho ecológico específicos
141
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PATOLOGIA: vírus infecta as glândulas salivares do mosquito quando o mosquito pica o humano, ele regurgita saliva
em sua corrente sanguínea vírus se liga nas suas células alvo disseminação para o restante do organismo
DENGUE
-febre alta
-exantema
-dor lombar e nos ossos durante 1 semana
-síndrome de choque da dengue
-cefaleia
-febre hemorrágica da dengue= ocorre pela liberação de citocinas inflamatórias
pelos macrófagos que causam reações de hipersensibilidade em larga escala,
enfraquecimento e consequentemente rompimento de vasos
FEBRE AMARELA
-doença sistêmica grave com degeneração de órgãos como fígado, rins, e coração além de hemorragias
ZIKA
-microcefalia
-relação com Síndrome de Guillan-Barré
3.2 HEPACIVÍRUS
-HEPATITE C
*vírus lábil
TRANSMISSÃO: é liberado durante períodos assintomáticos,
sangue, sêmem, secreções vaginais
CLÍNICA:
-NÃO POSSUI VACINAS devido à grande variabilidade de antígenos
-causa infecção crônica
4. TOGAVÍRUS
-É ARBOVÍRUS
4.1 ALFAVÍRUS
-CHIKUNGUNYA
-febre alta
-artralgia e artrite
-cefaleia
142
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
4.2 RUBIVÍRUS
-RUBÉOLA
-FAZ PARTE DOS 5 ECZANTEMAS DA INFÂNCIA
5. RABDOVÍRUS
-RAIVA
- vírus com tropismo para o sistema nervoso
TRANSMISSÃO: mordidada de animais contaminados (cães), locais como cavernas que abriguem mocregos também
infectados
PATOLOGIA: vírus depois de inoculado no organismo permancese incubado (30 dias a 1 ano) no local inicial replica-
se no músculo progride para a medula cérebro
-o período de incubação depende do organismo da pessoa: tamanho do inóculo, proximidade da ferida do cérebro,
gravidade da ferida, competência do sistema imune...
CLÍNICA: quando paciente começa a desenvolver clínica com sistemas neurológicos, é fatal devido à inexistência de um
tratamento efetivo. Os principais sintomas decorrem da encefalite (confusão, alucinações, agressividade, espasmos,
salivação excessiva, paralisia motora...)
PROFILAXIA
PÓS EXPOSIÇÃO: lavar local da ferida (mordida), soro antirrábico, imunização com vacina ou soro antirrábico,
utilizar 5 doses da vacina em um mês
143
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PRÉ- EXPOSIÇÃO: apenas para pessoas que tenham alto risco de contágio, como as que trabalham com cães por
exemplo + vacinação dos animais
6. FILOVÍRUS
-causadores da febre hemorrágica grave ou fatal, EBOLA
TRANSMISSÃO: contato com sangue, órgãos ou fluidos de animais infectados como chipanzés, gorilas, morcegos....
Entre humanos, a doença se dá pelo contato direto ou entre objetos contaminados (não se sabe sobre transmissão pelo
suor ou via inalatória).
Os humanos só transmitem a doença quando estão em sua fase clínica, sintomática.
CLÍNICA: início da doença com sintomas inespecíficos como cefaleia e mialgia que evoluem para odinofagia, inapetêcia,
dor abdominal, comprometimento funcional hepático e renal, trombopenia, manifestações hemorrágicas, choque e
morte
RISCO: profissionais da saúde que tem contato direto com pessoas contaminadas, profissionais que lidam com animais
que possam ser possíveis vetores da doença
7. RETROVÍRUS
7.1 ONCOVÍRUS
-associados ao câncer e transtornos neurológicos
- Oncovírus é um termo das ciências da saúde para se referir aos vírus que têm a capacidade de alterar o ciclo
celular das células infectadas induzindo o desenvolvimento de algum tumor
COMO ATUAM? Durante a infecção eles integram seu DNA ao genoma da célula hospedeira e por evento raro de
recombinação são separados novamente do genoma portando consigo um segmento do DNA da célula hospedeira. Se
este segmento possuir sequências reguladoras de um passo crítico da divisão celular, o vírus ao infectar outras células
afetará este processo fazendo com que estas se dividam sem controle, gerando tumores.
7.2 LENTIVÍRUS
-HIV
-associação com doenças imunológicas e imunossupressão
infecção de células TCD4 e também de antecessores dos macrófagos = causam alteração na função das células e
linfopenia o resultado é defeito na defesa imunológica do hospedeiro
144
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
8. HEPATITE D
-agente delta
-responsável por 40% das hepatites fulminantes
-esse vírus depende de infecção inicial de hepatite D, pois o HBsAg é essencial para o seu
empacotamento
-disseminação através do sangue, sêmem e secreções vaginais
9. CORONAVÍRUS
-segunda causa mais comum do resfriado comum
-infecta as células do TRS
-disseminação aerossol (via inalatória), princiapalmente durante o inverno e a primavera
-pode causar síndromes mais graves como SARS (síndrome respiratória aguda grave)
145
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
1. PICORNAVÍRUS (pico=pequeno)
1.1 ENTEROVÍRUS
1.1.1 POLIOVÍRUS
-POLIOMIELITE
-é um vírus bastante resistente por ser não envelopado importante transmissão fecal-oral (esgoto)
CLÍNICA:
*assintomática (90%)= limitada à orofaringe e intestino
*absortiva= menos importante, febre, mal-estar, odinofagia...
*poliomielite não paralítica= meningite asséptica, espasmos musculares
*poliomielite paralítica= doença maior, vírus se dissemina
para células do corno anterior da medula e córtex motor do cérebro destruindo as células
-compromete 1 ou mais membros
-se compromete o bulbo, por exemplo, funções básicas como a respiração também são afetadas
-paralisia sem perda sensitiva, apenas motora
*síndrome pós-polio= sequela cerca de 30/40 anos depois deterioração dos músculos
afetados. Importante observar que nesse caso, o vírus não está mais presente no organismo
e essa ação depende da perda de neurônios da musculatura que foi infectada na infecção
primeira. Importante problema hoje com relação à previdência, a SPP foi incluída há pouco
no CID 10.
1.1.2 COXSACHIEVÍRUS
-MÃO-PÉ-BOCA
TRANSMISSÃO: A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato
direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então
através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de
recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante
aproximadamente quatro semanas.
CLÍNICA: febre alta que antecede as lesões, púrpuras na mucosa oral, amígdalas e faringe que podem evoluir para
ulcerações e estomatite, surgimento de bolhas nãos palmas e plantas além de nádegas e região genital.
1.1.3 ECHOVÍRUS : vírus disseminado mundialmente associado a diversas doenças humanas e também animais
TRANSMISSÃO: via fecal-oral e via inalatória, altamente contagioso e resistente devido à inexistênia de envelope
CLÍNICA: infecções neonatais, meningite, IVAS, enterite, quadro febril, síndrome gripal, miocardite...
1.2 RINOVÍRUS
-CAUSA MAIS COMUM DE RESFRIADO COMUM, vírus restrito ao TRS
TRANSMISSÃO: contato direto com mãos, fômites, inalação de gotículas que contenham o vírus. A pessoa infectada
libera de 500 a 1000 vírus por ml de saliva.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-infecção bastante contagiosa, que pode ser iniciada com apenas uma partícula viral
-não causam doenças graves
1.3 HEPATOVÍRUS
-HEPATITE A
TRANSMISSÃO: consumo de água, frutos do mar, alimentos... As pessoas contaminadas liberam grande quantidade de
vírus através das fezes, importante em locais de baixa higiene e aglomerações
2. REOVÍRUS
2.1 ROTAVÍRUS
-causador de 50% de todos os casos de GTE infantil
-extremamente estável e resistente à inativação
CLÍNICA:
-impede que ocorra a reabsorção de água diarreia aquosa liberação de grandes quantidades do vírus
-vômitos, desidratação
-autolimitada
3. CALICIVÍRUS
3.1 NOROVÍRUS
-resistentes
TRANSMISSÃO: via fecal-oral, água e alimentos contaminados
CLÍNICA: GTE, diarreia aquosa, náuseas, vômitos
-costuma regredir em 24 horas sem maiores complicações
3.1 HEPATITE E
TRANSMISSÃO: via fecal-oral
PATOLOGIA: similar à hepatite A
*infecção grave em gestantes
A B C D E
ESTRUTURA RNA DNA RNA RNA RNA
Picornavírus Hepadnavírus Flavivírus Calicivírus
ENVELOPE NÃO SIM SIM SIM NÃO
TRANSMISSÃO fecal-oral parenteral, sexual parenteral, sexual parenteral, sexual fecal-oral
INÍCIO abrupto insidioso insidioso abrupto abrupto
CRONICIDADE não sim sim sim não
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
RESUMOS PRÉ-PROVA
PROVA 2
Neisseria
meningitidis gonorrhoeae
COLONIZAÇÃO nasofaringe patógeno estrito
VIRULÊNCIA LOS, protease, pili, sorotipos (A,B,C...) LOS, pili, protease
CÁPSULA verdadeira falsa
DOENÇA MAC (1ª), meningoccemia gonorreia
OBSERVAÇÕES diagnóstico em ágar-chocolate em ágar-sangue, essa bactéria pode
ser observada dentro dos leucócitos
como pequenos pontinhos
VACINAÇÃO existente não existente
-meningococcemia: com/sem meningite, trombose de pequenos vasos, petéquias em MMII, coagulação vascular
disseminada
-meningite: mais prevalente em jovens (até 20 anos) e na comunidade (MAC)
STAFILOCOCOS
-cachos de uva
-catalase positivos
-enzimas: catalase, fibrolisina, hialuronidase, lipase (manutenção nas glândulas sebáceas), penicilinase (beta -
lactamase que impede ação da penicilina= plasmídeos)
-toxinas: citotoxinas (alfa, beta, gama, delta, PVL =defende da fagocitose, SSSS, TSST-1)
-colonizam a pele e regiões úmidas, são resistentes ao ressecamento, morrem com anti-sépticos
*STAFILO AUREUS
-proteína A (se liga com IgG e não é eliminada), neuclease (marcador)
-coagulase postivio em 2 formas:
*ligada= aglutinação na lâmica
*livre= aglutinação no tubo + camada da fibrina em 100% das cepas
-hemólise
148
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
DOENÇAS: SSSS, TSST-1, intoxicação alimentar (ação da toxina e não da bactéria, que inclusive, pode nem estar mais
presente)
1. SSSS
-crianças: eritema + pápula, progride com descamação do epitélio, melhora em cerca de 10 dias
-apesar da alta taxa de contaminação, possui baixa mortalidade
2. TSST-1
-uso de OB por tempo prolongado (choque tóxico)
-hipotensão, febre (+39º), descamaçaõ epitelial (mãos, pés)
-alta mortalidade
3. INTOXICAÇÃO ALIMENTAR
-CUIDADO COM ALIMETOS PROCESSADOS= preferência por meio rico em NaCl
-termoestável (ST)= não adianta aquecer= elimina apenas a bactéria, mas não a toxina
-antibiótico é inútil na situação
-quadro rápido devido à inexistência da bactéria não há produção de mais quantidade de toxinas
INFECÇÕES CUTÂNEAS:
-impetigo: mácula + pústula
-foliculite: infecção no folículo piloso, terçol
-furúnculo
-carbúnculo: infecção sistêmica
STREPTOCOCOS
-anaeróbios facultativos, capnofílicos
-catalase negativo, fastidiosos (cultura em ágar-sangue)
-categorização das espécies:
3. TESTES BIOQUÍMICOS
*Ste. pyogenes
-BETA HEMOLÍTICO DO GRUPO A
-colonizam TRS
-proteína M (desliga opsonização), proteína F (aderência e invasão), cápsula (imita o ácido hialurônico do corpo
humano)
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
DOENÇAS:
SUPURATIVAS (bactéria presente no local) faringite, impetigo, erisipela, escarlatina, fascite necrosante
NÃO SUPURATIVAS (pós Ste) autoimune como febre reumática, glomerulonefrite aguda
1. SUPURATIVAS
PIODERMITE/IMPETIGO= quando há lesão na pele (oportunista). Formação de pústula em face e membros, não há
infecção sistêmica. Comum em crianças que se encontram em situações precárias
ERISIPELA= inflamação da pele com acometimento dos vasos linfáticos rubor e edema em MMII + sintomas
sistêmicas. Apresenta lesão eritematosa com borda bem definida
2. NÃO SUPURATIVAS
FEBRE REUMÁTICA= não se relaciona com a infecção cutânea, inflamação em órgãos vitais, proteína M (desliga a
opsonização)
GLOMERULONEFRITE AGUDA= inflamação nos glomérulos renais, presença de hematúria + proteinúria + edema + HAS
*Ste. agalactie
-BETA HEMOLÍTICO DO GRUPO B
-colonizador do TGI e TGU= PNM, meningite, sepse em RN
-causa ITU e outras doenças em não grávidas e homens
MENINGITE= agente etiológico com PIOR prognóstico e mais sequelas importante para prova
PNEUMONIA= agente etiológico com PIOR prognósico
OTITE MÉDIA= agente etiológico MAIS COMUM
*Enterococcus spp
-TODAS AS HEMÓLISES, DO GRUPO B
-colonizador do TGI
-causador de IU (infecção urinária) recorrente e com pior prognóstico importante para prova
150
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
ESPIROQUETAS
-gram negativas (coram em rosa), formato helicoidal
-Treponema, Leptospira e Borrelia
Treponema
*T. caratum= pinta
*T. palldum- bjil, bouba, sifílis (subespécies)
Borrelia
*doença de Lyme: febre recorrente epidêmica
ENTEROBACTÉRIAS
-fermentadoras, oxidase= negativo, anaeróbio facultativo, sem esporos
-Salmonella, Shigella e Yersinia PATÓGENO ESTRITO
-LPS, cápsula (K), flagelo (H), LT e ST + Shiga
-cultura em meio com sais biliares = ágar Mc Conkey
1. Escherichia coli
-origem endógena, exceto meningite neonatal e gastroenterite
-principal causador de ITU!!!!
-coloniza TGI
-gastroenterite:
EPEC
ETEC= enterotoxina ST e LT
EAEC= aderência, não permite absorção de H2O
EHEC=Shiga + ESBL
EIEC= ulceração
2. Salmonella
-invasão e aderência às microvilosidades do intestino delgado
-transmissão por alimento contaminado e fecal-oral
-salmonelose= gastroenterite com vômito e diarreia sem sangue
-S. tiphy= causador da febre tifoide = 3% dos portadores depois de passar pela contaminação, torna -se transmissor
151
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
3. Shigella
-gastroenterite pediátrica (até 10 anos) fezes com sangue, muco e pus
-transmissão oro-fecal, inócuo pequeno
-toxinas: Shiga + LPS
4. Yersinia
-pestis, enterocolítica, pseudotuberculosis
(peste bubônica= pulga do rato febre alta + budão doloroso)
5. Klebsiella
-cápsula aparência mucoide da colônia
-K. pneumoniae= PAC (escarro com sangue) + KPC +ESBL
-K. granulomatis= donovanose (úlceras genitais)
6. Proteus
-forma véu na colônia “proteus= proteção= veu”
-ITU com formação de cálculos devido à urease (urina mais alcalina)
-ESBL
7. Serratia
“serrote= corte= pigmento avermelhado da colônia”
-infecções hospitalares= PNM, bacteremia = multirresistente
FERMENTADOR +, OXIDASE +
2. Aeromonadaceae Aeromonas
-água
-doença: otite, ferida aberta dentro d’água, doença diarreica
NÃO ENTEROBACTÉRIAS
-não fermentam glicose (porém podem utilizá-la), oxidase +
1. Pseudomonas
-pigmento verde ambientes de H2O
-aeróbio estrito
-otite do nadador, infecção em lentes de contato, infecção em feridas de úlcera de córnea
2. Burkholderia
-B. cepacia fibrose cística (contraindicação de transplantes)
-B. pseudomalei mielioidose (infecção pulmonar + sepse), infecções cutâneas
3. Stenotrophomonas
-sepse
-PNM hospitalar
4. Acinetobacter baumanii
-COCO BACILO GRAM NEGATIVO, parecido com a Neisseria
-causa IR, ITU e sepse
5. Haemophilus
-bacilo pequeno, colonizador do TRS, possui cápsula
-H. influenzae= meningite, otite média, epiglotite, septicemia
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
6. Bordetella pertussis
-coqueluche, tosse intensa, disseminação pessoa-pessoa
-vacinação toxicidade sistêmica
7. Francisella tularensis
-cápsula
-tularemia (EUA), picada de carrapato
8. Brucella
-presente em leite e derivados não-pasteurizados
9. Legionella pneumophila
-replicam dentro dos macrófagos
-febre dos legionários (PNM), febre de Pontiac (gripe)
1. ESPORULADOS
*Bacillus
B. anthracis
-antraz/carbúnculo
-inóculo pequeno
-contaminação:
inoculação= escara necrótica + toxicidade sistêmica
ingestão= raro, hemorragia + adenopatia mesentérica
inalação= insuficiência respiratória (arma biológica) importante para prova
*Clostridium
-anaeróbio obrigatório, compõe microbiota, possui diversos tipos de toxinas
C. tetani
-baqueta de tambor/ cabeça de fósforo
-tetanolisina e tetanopasmina= adquirem através de plasmídio
-opistótono, rigidez muscular, sudorese, salivação excessiva
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
C. botulinum
-alimento contaminado com a toxina= enlatados, reservas caseiras importante para prova
-LT
-fraqueza, insuficiência respiratória, bloqueio de nervos específicos pela toxina
C. perfrigens
-gangrena gasosa
-intoxicação alimentar = toxina ST
-colonizador do TGI
C. perfrigens
-colonizador do TGI
-causador de colite pseudomembranosa = ATB causa supressão da microbiota
-tratamento= transplante fecal importante para prova
2. NÃO ESPORULADOS
REGULAR= Listeria, Erisipelothrix e Lactobacillus
IRREGULAR= Corynebacterium. Propionibacterium, Actinomyces, Gardnerella e Mobilincus
*Listeria monocytogenes
-anaeróbio facultativo
-contaminação pelo alimento cresce em baixa temperatura (intensificação pelo frio) importnte para prova
-meningite com graves sequelas
* Erisipelothrix
-importante em suínos
-NÃO CONFUNDIR COM ERISIPELA
* Lactobacillus
-infecções raras
-importante na indústria
* Corynebacterium diphteriae
-colonização do TRS
-toxina diftérica= lesão + placa acinzentada imóvel na orofaringe
-existe vacina não impede a colonização
*Propionibacterium acnes
-colonizam a pele
-causador de acne isolados na hemocultura
*Actinomyces
-“hifas” que lembram fungos
-actinomicose, infecção pélvica (DIU)
*Gardnerella vaginalis
-coloniza vagina e reto humano
-vaginose KOH clue cells
*Mobilincus
-causa vaginose quando associado com Gardnerella
3. NOCARDIFORMES
-aeróbios
-não esporulam
-fracamento BAAR (bacilo álcool-ácido resistente)
154
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
*Nocardia
-doença broncopulmonar
*Rodococcus
-fracamento BAAR
MICOBACTÉRIAS
-bacilos, aeróbios
-ausência de cápsula ou esporos
-GRAM + = fracamente corado POSSUI COLORAÇÃO (importante para prova)
-POSSUI PAREDE = bicamada lipídica assimétrica, diminuição da permeabilidade, BAAR, alta resistência
tuberculoide lepromatosa
quantidade de bactérias poucas muitas (derme, secreções)
sinais e sintomas granuloma + mácula acrômica destruição tecidual, afecção de
nervos, perda de força
contágio baixo índice índice muito alto
lepromina reagente não reagente
*Clamydia trachomatis
-patógeno intracelular obrigatório = epitélio respiratório, TGU, conjuntiva ocular..
-doença= resposta do hospedeiro à presença da bactéria
tracoma: conjuntivite comum em crianças
conjuntivite de inclusão no adulto: IST (ânus x olhos)
linfogranuloma venéreo: IST (feridas na região genital e anal)
congênito: conjuntivite, PNM, infecções urogenitais...
MYCOPLASMA
-NÃO TEM PAREDE, PORTANTO NÃO CORA PELO GRAM!!! importante para prova
*Mycoplasma pneumoniae
-PNM principalmente em crianças
-colonizadores do trato respiratório
*Mycoplasma hominis/genitalis
-colonizadores do TGU
155
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PROVA 3
NEMATALMINTE, NEMATODA
1. Trichiuris trichiura
-hematófago, 2/3 do corpo na mucosa
-fica na região de ceco e cólon ascendente
-monoxeno e estenoxeno
*homem defeca ovo
*ovo no solo L1
*humano come ovo + L1
*ovo eclode no intestino , L1 L4
*L4 adulto + ovos
-tricurose: úlceras na mucosa, formação de abscesso, lesão, tenesmo, prolapso retal, anemia (ação espoliadora)
-buscas ovos nas fezes para diagnóstico
-tratamento: Mebendazol + Albendazol + Nitazosonida (ANITA)
2. Ascaris lumbricoides
-extremidades com lábios e dentículos para fixação à mucosa intestinal
-ficam no jejuno e íleo (peristaltismo reverso)
-monoxeno e estenoxeno
*homem defeca ovos
*ovo no ambiente : L1 L3
*homem come ovo L3
*ovo rompe no intestino entra na circulação sanguínea fígado veia cava coração pulmão orofaringe
boca retorno ao intestino agora em fase adulta
-ascariose
-hepatite larvar, endocardite. síndrome de Loeffler (tosse, febre, eosinofilia), ação obstrutiva pelo bolo de áscaris, ação
espoliadora (hipovitaminose), ação tóxica, reações imunológicas
-diagnóstica: buscar ovos nas fezes
-tratamento: Albendazol + Mebendazol repetir medicação em 2 semanas, pois essa medicação só mata larvas,
porém não mata ovos que ainda eclodiram. Repetindo a dose, as larvas que acabaram eclodindo dos ovos nesse meio
tempo morrem, impedindo reprodução
3. Enterobius vermicularis
oxiúro
-transmissão:
direta= coça ânus e leva a mão à boca
indireta= ingere ovos que estão no ambiente
auto-infecção interna= ovo postado pela fêmea eclode no reto e migra de volta ao reto
156
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-enterobiose ou oxiurose: prurido anal intenso, tenesmo, vaginites, enterite catarral, lesões bacterianas secundárias
pelo ato de coçar, náuseas
-monoxeno, estenoxeno:
*fêmea defeca ovos
*ovo no solo libera L1 que cresce e vai L3 (geotropismo, hidrotropismo e termotropismo)
*L3 é ingerido pelo humano = infecção passiva ou penetra na pele = infecção ativa
*infecção ativa: penetração na pele entrada na circulação sanguínea coração pulmão orofaringe boca
intestino
-ancilostomose, necaturose: trauma na pele quando infecção ativa, PNM, síndrome de Loeffler, ulcerações,
hemorragias, náusea, vômitos, prurido cutâneo , anemia, icterícia (AMARELÃO), língua de porcelana..
-ciclo:
*cães e gatos eliminam ovos nas fezes
*ovo eclode e libera L1 no solo
*L1 cresce até L3 (infectante)
*larvas penetram na pele do ser humano e ficam migrando no tecido
6. Strongiloides stercoralis
transmissão:
-heteroinfecção: penetração da larva na pele
-autoinfecção externa: formação de L3 ainda na região anal (externa) da pessoa
-autoinfecção interna: formação de L3 no intestino da pessoa
157
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-doença: prurido cutâneo, edema, hemorragia, miocardite, enterite catarral, síndrome de Loeffler
-buscar larvas nas fezes como forma diagnóstica
-tratamento com Tiabendazol
-dieta proteica para melhorar o sistema imune
NEMALTELMINTES, FILARIOIDE
1. Wuchereria bancrofiti
elefantíase
-monoxeno, hetero
*microfilária à noite (vasos sanguíneos superficiais)
*pessoa é picada pelo mosquito (Culex, Anopheles, Aedes...)
*larva se desenvolve dentro do animal L1 L3
*mosquito deixa L3 na pele de outro pessoa quando pica ela
*L3 penetra na pele dessa 2ª pessoa
*larva se desenvolve em filária nos vasos linfáticos
*as filárias reproduzem microfilárias vasos sanguíneos
-elefantíase: filariose linfática, obstrução de vasos linfáticos, fator irritativo do parasita morto
-diagnóstico no sangue: utilizada substância que faz com que as microfilárias vão para os vasos superficiais ainda que
durante o dia. São buscadas microfilárias com bainha
2. Onchocerca volvus
-filária= subcutâneo
-microfilária= mesentério, urina, sangue, olhos...
-monoxeno, estenoxeno:
*microfilária no líquido intersticial
*pessoa é picada
*larva se desenvolve no borrachudo, L1 L3
*outra pessoa é picada e o mosquito deixa a L3 na pele dessa 2ª pessoa
*L3 penetra na pele
*no organismo a larva se desenvolve em filária
*filárias ficam no tecido subcutâneo e postam as microfilárias que vão até o mesentério, sangue, urina...
-oncocercose: nódulos fibrosos subcutâneos que abrigam casais de filárias, lesões ocular es causadas pelas
microfilárias
-cuidado em áreas próximas de rios
-como diagnóstico, buscar microfilárias na pele, urina, puncionar nódulos subcutâneos...
3. Manzzonela ozzadi
-macho ainda não foi descrito!!
- filárias: mesentério, serosa abdominal
microfilárias: sangue
-monoxeno, estenoxeno
*microfilárias no sangue
*mosquito pica, L1 L3
*outra pessoa é picada, L3 na pele
*L3 penetra na pele
*filárias se desenvolvem na região abdominal e postam as microfilárias
*microfilárias vão até o sangue e o ciclo recomeça
158
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-heteroxeno, eurixeno
*humano ingera ovo com L3 infectante L3 tem origem das fezes de cães filhotes
*ovo eclode no intestino, larva vai para corrente sanguínea e depois fica migrando por órgãos moles
-maioria das infecções é assintomática. Pode gerar granuloas alérgicos, amaurose, hepatomegalia, síndrome de
Loeffler, encefalite
-diagnóstico é imunológico
PLATHIELMINTES, CESTODA
1. Taenia solium
-escólex= globoso, 4 ventosas + 2 ganchos
-colo= curto
-estróbilo= 500 a 800 proglotides, hermafroditas
2. Taenia saginata
-escólex= quadrado, 4 ventosas, sem ganchos
-colo= curto
-estróbilo= 1000 a 2000 proglotides importante lembrar que a T. saginata é maior e tem estrutura mais robusta
-teníase: úlceras intestinais, náusea, vômito, muadnça de apetite, ação espoliadora (competem com humanos pelos
nutrientes), epigastralgia
-diagnóstico: ovos das tênias são iguais (ovo T. spp). A proglótide quando encontrada, deve ser analisada para saber de
qual espécie se trata.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-ciclo:
*ovo no humano rompe e libera embrião
*embrião hexacanto entra na circulação
*fica “preso” em algum vaso sanguíneo pequeno
*o embrião hexacanto se desenvolve em larva (cisticerco) em tecidos moles dentro dos vasos sanguíneos
-processo inflamatório: deslocamento do cisto (neurocistercose, cefaleia, deslocamento de retina, mialgia, calcificação
do cisticerco...)
-diagnóstico imunológico
-tratamento com Praziquantel + exérese do cistos calcificados
3. Echinococcus granulosis
hidatidose humana
-heteroxeno, eurixeno
*cão libera ovo da proglótide grávida (última)
*herbívoro (vaca) come ovo intestino hexacanto vasos sanguíneos desenvolvimento da larva hidátide
*herbívoro é morto e sua carne é dada para os cães (crua)
*cão come a carne contaminada e a larva se desenvolve nele que volta a defecá -las e o ciclo reinicia
-sintomas iniciam quando o cisto já está grande, anos depois que ocorre a contaminação
-principais acometimentos:
fígado= icterícia, hipertensão portal, esteatorreia, ascite, cisto com cavidade peritoneal
pulmão= hemoptise, hidatidoptise (escólex presente no escarro quando o cisto rompe)
4. Hymenolepis nana
-estrutura:
escólex: 4 ventosas
colo: longo
estróbilo: 100 a 200 proglótides, hermafroditas
-monoxeno:
*humano que está infectado libera ovo no ambiente parasito no intestino estimula a imundade específica
*outro humano ingere esses ovos
*ovo eclode no intestino larva cisticercoide cresce e reproduz liberando novamente ovos no ambiente
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
5. Hymenolepis diminuta
-estrutura:
escólex: 4 ventosas
colo: longo
estróbilo: 200 proglótides
-heteroxeno:
*ovo liberado no ambiente pelas fezes do humano
*larva da pulga come ovo
*desenvolvimento da larva cisticercoide
*outro humano ingere inseto/ parte do inseto contaminado
*larva adulto no humano e reinicia o ciclo
-parasito não se adapta ao organismo, pode ocorrer dor abdominal + diarreia leve
-diagnóstico pela busca dos ovos nas fezes humanas
-tratamento com Praziquantel
6. Diphylobothrium latum
-estrutura:
escólex: fenda para fixação
colo: longo
estróbilo: 3000/4000 proglótides (maioria grávidas)
-OVO: ciliada/ coracídeo espargano/ plerocercoide
LARVA: com operculo “tampa”
-heteroxeno
*humano infectado libera ovos
*ovo abre e libera o coracídeo (ciliado)
*coracídeo atrópode marinho se alimenta peixe 1 come artrópode coracídeo se transforma em espargano
peixe 2 come peixe 1 cadeia alimentar continua até chegar no humano
*humano se alimenta de peixe que está infectado
*espargano no humano adulto reprodução ovo
-ação espoliadora no interino humano (compete com B12), anemia, náuseas, vômitos, dor abdominal
-evitar consumo de sushi sem procedência
161
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PLATHYELMINTES, CESTODA
*achatados
*dioicos
*presença de 2 ventosas (oral e anal)
1. Fasciola hepática
-“baratinha do fígado”
-morfologia: 2 a 4 cm
OVO: operculado
LARVA: miracídeo (cílios)
HD: caramujo
HI: homem/herbívoros
-ciclo heteroxeno
*humano 1 parasitado libera ovo no ambiente
*na H2O, operculo abre e libera miracídeo
*miracídeo nada até o caramujo
*no caramujo: miracídeo esporocisto rédia cercária
*cercária sai do caramujo e nada até um vegetal
*no vegetal: cercária metacercária
*humano 2 come vegetal
*metacercária: intestino cavidade abdominal fígado
*no fígado: metacercária adulto ovo recomeço do ciclo
-fase aguda/ invasiva = ingestão até chegada do parasita no fígado. Há febre + dor abdominal
-fase crônica= obstrução de ductos hepáticos, distúrbios hepáticos, icterícia, esteatorreia
-importante em regiões planas, litorâneas que tenham gado e caramujo
-buscar ovos nas fezes para diagnóstico aumento dos níveis de bilirrubina, TGO e TGP
2. Schistossoma mansoni
-morfologia: parasita de vasos sanguíneos
-fases da vida: adulto ovo miracídeo esporocisto cercária adulto ovo ...
-ciclo heteroxeno:
*postura dos ovos na VMI que ão até o lumem
*do lúmem os ovos são eliminados nas fezes
*na água, o ovo libera o miracídeo que nada até o caramujo
*no caramujo: miracídeo esporocisto cercária
*cercária sai do caramujo e pentra na pele humana
*homem: pele sangue coração pulmão fígado
*no fígado acasalam e migram para VMI onde postam os ovos e o ciclo recomeça
FASE AGUDA:
-dermatite cercariana: reação à penetração cutânea
-alterações gerais: migração da cercária no corpo, esplenomegalia, sintomas pulmonares, linfadenopatia
-forma toxêmica: sintomas de migração + postura dos ovos na VMI.
FÍGADO: formação de granulomas em volta do ovo que geram fibrose obstrução de vasos intra-hepáticos
hipertensão portal (varizes + circulação colateral e ascite) esplenomegalia
162
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PULMÕES: ovos na VMI veia cava. Ovo causa granuloma no capilar alveolar dificulta a pequena circulação e
aumenta esforço cardíaco = COR PULMONALE
*características clínicas
TIPO 0= toxêmico
TIPO 1= sintomas intestinais (diarreia), dor em HID
TIPO 2=sintomas intestinais, hepatomegalia
TIPO 3=esplenomegalia, fígado diminuído, ascite, hematêmese, circulaão colateral, cirrose compensada
TIPO 4= pior estado do tipo 3 + complicações pulmonares, cirrose descompensada
3. Giardia lamblia
-trofozoíto se transforma em cisto em ambiente desfavorável
-ciclo monoxeno:
*cisto é liberado nas fezes do humano 1
*humano 2 ingere cisto que desencista no duodeno
*no duodeno ocorre fissão binária
*em direação ao intestino grosso, ocorre novo encistamento
-irritação de mucosa e lesão de vilosidades pelo disco suctorial (ventosa), ação espoliadora pelo alto número de
trofozoítos= esteatorreia, anemia, avitaminosa
-busca de cisto nas fezes, trofozoíto na diarreia
-tratamento com Metronizadol
PROVA 4 (PARASITO)
1. Complexo histolytica
1. trofozoíto vai para o lúmem encistamento cisto de E. dispar nas fezes (não patogênico)
2. trofozoíto invade a mucosa intestinal não passa por encistamento infecção (patogênico)
clínica:
-reação imune ameboma (granuloma) obstrução
-colite 3 tipos: disentérica (+ grave), não disentérica e necrotizante
*formação de lesão em botão de camisa importante para prova
tratamento: amebicidas
- contato= atuam no lúmem Teclosan
- tissular= sistêmico Metronidazol
163
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
2. Isospora belli
-imunocomprometidos, intracitoplasmático
-oocisto maduro (esporulado) causa infecção
-destruição da mucosa intestinal
3. Cryptosporidium spp
-imunocomprometidos, extracitoplasmático (vacúolo parasitófago)
-contaminação em água parada
-diagnóstico realizado com occisto de parede espesse nas fezes
-causa alteração intestinal
4. Toxoplasma gondii
-único transmissor é o gato (hospedeiro definitivo)
-humanos e outros hospedeiros não são transmissores. Neles ocorre ciclo assexuado nos linfonodos
-formas:
1. TAQUIZOÍTO
*fase aguda 3. OOCISTO
*reprodução rápida *infectante!
*fluidos corporais *nas fezes de gatos jovens
*forma de pesquisa do gato
2. BRADIZOÍTO *no ar
*fase crônica
*reprodução lenta
*ovo/carne crua
toxoplasmose congênita:
TRIMESTRE 1º 3º
contágio baixo alto
riscos para o bebê muito elevados baixos
-diagnóstico:
Ig no soro: IgG + (pode ser transplancentário, repetir caso positivo no RN), IgM + (RN está infectado), IgA (similar ao
IgM, possui maior avidez por aparecer antes dele).
164
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
-diagnóstico:
*buscar parasita no sangue
-importante pois tratamento é espécie-específico
*teste rápido
6. Trichomonas vaginalis
-homem é vetor (IST), neonatal (canal vaginal), compartilhamento de utensílios
*mulheres= leucorreia espumosa, colpite macular
*homens= assintomático, avaliar 1ª urina da manhã
7. Trypanossoma cruzi
-DOENÇA DE CHAGAS
-tripomastígota -amastígota
*LCR, sangue, leite humano *intracelular no humano
*não reproduz *disseminação da doença
*extracelular *transmissão vertical (placenta)
-fases:
aguda:
*parasitemia elevada
*sinal de Romana, chagoma de inoculação
*possui tratamento
crônica:
*assintomática/indeterminada: anos de duração, sorologia + sem clínica
*sintomática: alteração anatomofisiológica (cardiopatia chagásica crônica, megacólon, megaesôfago...) e reativação da
inflamação
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PROVA 4 (ARTRÓPODES)
2. Pthirius púbis
-chato
-fixado aos pelos pubianos
-prurido na região + manchas azuladas
3. Sarcoptes scabiei
-artrópode arachnida (4 pares de patas)
-sarna= escabiose
-aparelho picador-mastigador= deixa marca na camada córne apor onde circula
-prevalente em região de dobras
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PROVA 4 (MICOSES)
1. DERMATOFITOSES CUTÂNEAS
-Microsporum, Epidermophyton e Trichophyton importante para prova
CANDIDÍASE CUTÂNEA
*intertriginosa= dobras (calor e umidade)
-fraldas em crianças
ONICOMICOSE
*perionyxis
*onixysis
CANDIDÍASE ORAL
-pseudomembranosa= sapinho, placa branca que sai, sem dor
-atrófica aguda= 2ª, hipovitaminose
-hiperplásica crônica= lesão branca principalmente na bochecha, não é retirada
-quielite angular
-língua negra pilosa
VULVOVAGINITE
BALANOPOSTITE
CRÔNICA
3. PSEUDOMICOSES
-causado por bactérias
-eritrasma: Corynebacterium
*lesões hipopigmentadas que descamam
167
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
4. FEO-HIFOMICOSES
*sem enquadramento
*superficial= lesão única, fibrótica, encapsulada, com abscesso
*sistêmico= abscesso cerebral
5. OPORTUNÍSTICAS
PNEUMOCISTOSE
*AIDS= infecção nodular única, tratamento profilático com Pentemidina
*tratamento com Sulfametoxazol + Trimetoprim
CRIPTOCOCOSE
*coco= cocô de pombo
*neurocriptococose em 70% dos casos
ASPERGILOSE
*fungo encontrado no ar condicionado
*aspergiloma= bola fúngica
*aspergilose pulmonar invasiva
*alérgico + otomicose + onicomicose
6. SISTÊMICAS
HISTOPLASMOSE
HISTO= história = a clínica depende da história do paciente
*imunocompetente- assintomático
*DPOC= crônica cavitária
*AIDS= disseminada
-importante em locais com criação de aves
HIALO HIFO-MICOSE
-transplantados, prótese
-acometimento variado
7. SUBCUTÂNEAS
ESPOROTRICOSE
-relação com gato, tatu e jardineiros
-forma cutânea é a mais comum lesão que segue a via linfática
RINOSPORIDIOSE
-extracutânea pulmão
ENTOMOFTORMICOSE
CROMOMICOSE
-basidibolomicose e conidiobolomicose
-Fonsecae pedrosoi= fungo demáceo
-lesão em MMII, verrucosas com pontos pretos
LOBOMICOSE
-Paracoccidioides loboi
MICETOMA
-formação apenas de verrugas
-eumicótico= Madurella grisea (fungo)
-descoberto no BR
-actinomicótico = Actinomyces, Nocardia (bactéria)
-lesao nos pés, não dolorosa
-pústula grão drenante
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
PROVA 4 (VÍRUS)
TABELAS IMPORTANTES:
ECZANTEMAS DE INFÂNCIA
ECZANTEMA QUEM? DNA RNA ENVELOPADO Ñ CLÍNICA
ENVELOPADO
VAricela varicela zoster X -febre
(catapora) X -erupções maculopapulares e
vesiculoeritematosas
-muito prurido no tórax e couro cabeludo
RUbéola togavírus X -febre
X -manchas avermelhadas no corpo
-cefaleia, disfagia, nariz entupido
-linfadenomegalia
ROséola HHV 6 e 7 X X -causa mais comum de febre na infância
-reativação da AIDS e transplantes
-erupção inicia no pescoço/face e
X dissemina
SArampo paramixovírus X -febre alta, coriza, tosse
-olhos avermelhados, fotofobia
-sinal de Koplik
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
COMO DECORAR?
-eczantemas: VARRUROSAE
-DNA ou RNA? em zigue-zague começando com DNA
-apenas um NÃO ENVELOPADO
HEPATITES
HEPATITES A B C D E
VÍRUS picornavírus hepadnavírus flavivírus hepatite D calicivírus
(hepacivírus)
DNA X
RNA X X X X
ENVELOPADO X X X
NÃO ENVELOPADO X X
TRANSMISSÃO fecal-oral parenteral-sexual parenteral-sexual parenteral-sexual fecal-oral
INÍCIO súbito insidioso insidioso súbito súbito
CRONICIDADE não sim sim sim não
DNA, ENVELOPADOS
170
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
2.1 VARÍOLA
-doença erradicada
-replicação no TRS e disseminação com lesão cutânea crostosa, febre e vômito
3. HEPADNAVÍRUS
-hepatite B
-tranmissão com vírus diretamente no sangue, contato sexual
-clínica: dor abdominal, náusea, icterícia TODAS AS HEPATITES APRESENTAM A MESMA CLÍNICA!!
-associação com vírus da hepatite D
1. ADENOVÍRUS
-comum em crianças, resistentes ao meio externo
-transmissão aerossol, fômites e fecal-oral
-infectam e replicam no TRS, TGI, conjuntiva...
-clínica: faringite, DRA, conjuntivite, diarreia
2. PARVOVÍRUS
-eritema infeccioso = 5º exantema da infância
-replicação nas células precursoras de eritrócitos
-clínica: eritema de “bochecha esbofeteada”, febre leve, mialgia, odinofagia
-transmissão através de gotículas respiratórias
4. POLYOMAVÍRUS
-vírus JC e BK
-transmissão por via respiratória
-clínica: infecção assintomática ou latente em pulmões/rins
JC + AIDS= leucoencefalopatia multifocal progressiva= desmielinização progressiva, seguida de morte dentro de um ano
RNA, ENVELOPADOS
1. PARAMIXOVÍRUS
1.1 MORBILIVÍRUS
-sarampo (eczantema de infância)
-transmissão através de gotículas respiratórias contaminadas
-infecção inicial no TR e replicação em todo corpo
-clínca: exantema maculopapular retroauricular que dissemina e manchas de Koplik, lesões em grão de sal cercado por halo
vermelho
1.2 PARAMIXOVÍRUS
-parainfluenza: vírus respiratórios (TRS e TRI) bastante comum + crupe (edema subglótico)
-caxumba: infecção e inflamação iniciais na parótida com disseminação para outras glândulas (testículos, ovários, pâncreas)
171
JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
1.3 PNEUMOVÍRUS
-vírus sincicial respiratório= infecção respiratória aguda fatal em bebês, morte por obstrução de vias aéreas
-metapneumovírus: 15% dos resfriados em crianças, causa desde leve resfriado até PNM
1.4 NIPAH
-relacionado com morcegos
-encefalite aguda
1.5 HENDRA
-múltiplos hospedeiros
-sintomas de gripe coma morte
2. ORTOMIXOVÍRUS
-influenza A,B e C
-síndromes/pandemias de gripe
-replicam no TRS e em macrófagos (diminuição de sua função) + infecção bacteriana 2ª no TRI
3. FLAVIVÍRUS
-arbovírus= infecção com vetor (Aedes aegypthi) ou carrapato
-os vírus estão na saliva do mosquito que os regurgita quando pica uma pessoa
DENGUE: febre alta, exantema, dor lombar, febre hemorrágica da dengue (rompimento de vasos pelas citocinas inflamatórias)
FEBRE AMARELA: doença grave com acometimento sistêmico além de hemorragias
ZIKA: micro/macrocefalia, relação com síndrome de Guillain-Barre
4. HEPACIVÍRUS
-hepatite C
-liberação de prurido assintomático no sangue, sêmem, secreções vaginais...
-não há vacina
-causa infecção crônica
5. TOGAVÍRUS (arbovírus)
5.1 ALFAVÍRUS
-Chicungunya
-febre alta, artralgia e cefaleia
5.2 RUBIVÍRUS
-rubeola (exantema de infância)
-infecção do TRS linfonodos disseminação
-em crianças é benigna, em fetos problemática e em adultos tem artralgia como manifestação principal
6. RABDOVÍRUS
-raiva
-replicação no músculo com trofismo para o SN (medula cérebro)
-depois que desenvolve os sintomas neurológicos, é fatal
-profilaxia pré-exposição direcionada para pessoas que tenham risco elevado para desenvolver a doença.
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JULIA ARRIADA CABREIRA – ATM 23
7. FILOVÍRUS
-ebola (febre hemorrágica e fatal)
-contato direta em fase sintomática + contato com sangue contaminado
-início com sintomas inespecífocs acometimento abdominal (baço, fígado)
-trombocitopenia hemorragias disseminadas choque morte
8. RETROVÍRUS
8.1 ONCOVÍRUS
8.2 LENTIVÍRUS
-HIV
9. HEPATITE D
-agente delta
-necessita de infecção concomitante por hepatite B
-transmissão no sangue, sêmem e secreções vaginais
10. CORONAVÍRUS
-causa desde resfriado comum até síndrome respiratória aguda grave
-transmissão por via inalatória, principalmente no inverno e primavera
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