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Reflexões sobre Educação e Política

O documento reflete sobre a importância da educação e seu papel político na sociedade, destacando que a educação está presente em todos os aspectos da vida e é uma responsabilidade do pedagogo. O autor critica a educação formal no Brasil, apontando problemas estruturais que afetam seu funcionamento e a perpetuação das desigualdades sociais. Apesar das críticas, o texto conclui que a educação, mesmo utilizada como instrumento de controle, é fundamental e pode gerar mudanças positivas através da cultura e educação popular.

Enviado por

Charles Teixeira
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Reflexões sobre Educação e Política

O documento reflete sobre a importância da educação e seu papel político na sociedade, destacando que a educação está presente em todos os aspectos da vida e é uma responsabilidade do pedagogo. O autor critica a educação formal no Brasil, apontando problemas estruturais que afetam seu funcionamento e a perpetuação das desigualdades sociais. Apesar das críticas, o texto conclui que a educação, mesmo utilizada como instrumento de controle, é fundamental e pode gerar mudanças positivas através da cultura e educação popular.

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LICENCIATURA EM FILOSOFIA

PRÁTICA DE ENSINO: INTRODUÇÃO A DOCENCIA (PE:ID)

POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2

REFLEXÕES REFERENTE AO TEXTO SELECIONADO

Charles Teixeira Pinto RA: 2015074

Polo Caraguatatuba
2020
SUMÁRIO
1. O QUE É EDUCAÇÃO ......................................................................................... 3

2. Referência .............................................................................................................. 6
1. O QUE É EDUCAÇÃO
Escolhi esse livro por ser um trabalho introdutório e acredito ser um ótimo começo para
as minhas leituras e estudos sobre pedagogia.

O autor do livro começa com uma frase que eu não imaginaria até começar esse curso;
“ninguém escapa da educação”, logo depois o livro mostra um texto que eu já estudei pra
fazer uma parte do primeiro trabalho, que é sobre os índios rejeitando a “educação
avançada” dos brancos pois muito de seus ensinamentos eram inúteis para a sua tribo, não
pretendo discorrer sobre esse trecho pois já o fiz no primeiro trabalho, além dessa parte o
autor dá uma explicação sobre como a educação está presente em basicamente todos os
aspectos de nossa vida, é muito impactante pra mim pois eu não imaginava a veracidade
desse pensamento, estamos constantemente aprendendo algo a todo momento, seja de
forma “tradicional” que é em uma sala de aula ou simplesmente em estarmos observando
com uma certa curiosidade alguém fazendo alguma atividade que não conhecemos, a
educação sempre está e estará presente em nós, seja de forma direta ou indireta, também
me fez pensar não só na importância que a educação tem, mas a responsabilidade que o
pedagogo precisa ter com a sociedade.

A segunda parte do texto dá ênfase em como a educação se “relaciona” com a cultura de


uma sociedade, dando exemplo de educação não “formal” (aprendido tradicionalmente
em sala de aula), de como o papel dos pais em educar os seus filhos foram sendo feitos
nas tribos ancestrais, em uma época em que não se existia uma escola com professores,
mas sim que o conhecimento ainda sim era presente nessas tribos, ou seja a educação
sempre estará presente quando “surge formas sociais de condução e controle da aventura
de ensinar-e-aprender. O ensino formal, a educação formal só aparece no momento em
que ela é sujeita a pedagogia (teoria da educação)”.

A terceira parte do livro é bem interessante, pois mostra que a escola nasce de uma
necessidade, quando uma tribo ou um vilarejo tem uma aumento exponencial de pessoas
e com isso, começamos a ter várias classes sociais distintas dentro dessa sociedade, a
escola nasce como uma necessidade de controle educacional, muitas vezes sempre vindo
da classe dominante, com isso já temos a ideia que a escola por mais que muitas pessoas
tentem negar, é um instrumento político. Ainda na terceira parte, o autor discorre sobre a
estrutura escolar da Grécia antiga, e como ela era dividida, já desde a antiguidade servindo
como um meio político, separando as classes sociais e diferenciando os tipos de
ensinamentos de acordo com as classes, muito interessante o momento em que nasce a
figura do Pedagogo, que eram escravos que tinham o trabalho de conviver com as crianças
e adolescentes para “educar lhes para a vida”, o texto nos mostra também que os filósofos
da época tiveram uma grande importância para a educação, pois vieram deles muitas
reformulações estruturais de como deve ser uma escola, por exemplo Aristóteles exigindo
que a escola saia de seu território privado de classe dominante para um espaço público
onde todas as pessoas independente de suas casses possam ter o ensinamento (ainda sim
imposto pelo estado) do que é ser um cidadão, mas não só isso, a educação sendo pública
controlada pelo estado, permite que esse estado também possa controlar outros territórios
em que ele dominou, através de suas leis ele impõe sua cultura, seus modos de viver a
outros povos, mostrando mais uma vez o teor político da escola.

Na quarta parte do texto o autor mostra um pouco de como a estrutura escolar funcionou
na Roma Antiga, e os princípios dessa estrutura, os tipos de ensinamentos mudavam de
acordo com a idade da criança e que foi algo que conservamos até hoje.

Na quinta parte do livro, o autor faz uma crítica ao Estado Brasileiro, e mostrando na
constituição como a educação formal apesar de ser uma das formas mais importantes de
aprendizado em um estado moderno, ela não é cumprida, mas não por conta de problemas
internos, mas problemas estruturais de governo como, a educação sendo algo público
depende do estado para o seu bom funcionamento e um estado que negligência seu
trabalho sobre a educação pública gera consequências negativas para a sociedade, algo
que me deixou curioso é que o livro é de 1981, porém essa crítica continua sendo válida
até hoje, pois os mesmo problemas em que o autor estava mostrando nessa época como,
o descaso que o estado tem com os profissionais da área da educação, a falta de incentivo,
as constantes práticas políticas que sempre geram consequência negativa para as escolas
públicas como a falta de verba para reformas e materiais, é algo visto até hoje, o autor até
faz um paralelo com o tipo de educação antiga que nós tivemos como a separação de
classe, sendo as classes mais ricas tendo acesso as melhores escolas e a classes mais
pobres tendo que lidar com escolas que muitas vezes não tem a capacidade de dar o ensino
mais básico para as crianças por conta da falta de incentivo que o estado deixa de fornecer.

Na sexta parte o autor discorre um pouco mais sobre a ideia da escola ter um papel
político, nos mostra por várias citações de vários filósofos na história dizendo o conceito
filosófico do que seria a “educação”, porém muitos desses filósofos esquecem do realismo
político que é exercido sobre a educação, afirmar pura e simplesmente que a educação é
libertadora, que ela serve para aprimorar o conhecimento inato do ser é uma definição
interessante porém idealista, pois esquece que a educação também pode servir como
controle social de uma determinada classe, uma classe dominante dentro de um estado
através da política pode muito bem colocar aquilo que ela acha ser certo, como aconteceu
com os Gregos antigos, ou a igreja católica na idade média quando exerceu poder político
nos reinados dessa época, e temos exemplo também nas ditaduras e democracias dos
estados moderno do século XX, a educação, antes de qualquer conceito idealizador,
funciona sobre determinadas exigências, princípios e controles sociais.

No sétimo capítulo o autor partindo da afirmação de que a educação serve como um


instrumento político, ele faz críticas a sociedade brasileira mais uma vez, mostrando o
que a Lei define como educação e o que realmente é posto em prática, expondo com
exemplos como uma Lei que aparentemente deveria servir para todas as classes sociais
não é aplicada dentro das classes mais pobres, faz uma dura crítica na própria ideia de Lei
feita para determinar como a educação deve ser feita, que acaba ignorando os problemas
sociais particulares de determinadas áreas da sociedade, e que definitivamente tem só um
objetivo formal, mas nenhum conteúdo verdadeiramente prático.

No oitavo e último capítulo do livro o autor termina com uma mensagem positiva, que
apesar da educação poder ser usada como um instrumento político, um instrumento de
classe para a dominação, ela ainda sim é extremamente importante para a sociedade, uma
vez que as classes mais pobres também em um determinado momento produzem sua
própria forma de educação, como o autor do livro chamou de “cultura popular” e
“educação popular”, e essas experiências trazem resultados positivos pois a educação está
sempre em um processo de reaprendizagem entre seus iguais, e que pode trazer mudanças
verdadeiramente esperançosas para a sociedade que vai desfrutar dessa mesma.
2. Referência
Rodrigues Brandão, Carlos – O que é Educação - coleção primeiros passos, editora
brasiliense.

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