0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações14 páginas

Arte Renascentista

A arte renascentista, que ocorreu entre os séculos XIV e XVII, caracteriza-se pelo retorno aos ideais clássicos greco-romanos e pela valorização do ser humano e da ciência, marcando uma transição do teocentrismo para o antropocentrismo. Artistas como Masaccio, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael destacaram-se em pintura e escultura, trazendo inovações técnicas e expressivas que definiram o período. A arquitetura renascentista, impulsionada por figuras como Filippo Brunelleschi, também se destacou pela aplicação de rigor matemático e pela recuperação de elementos clássicos.

Enviado por

jaykessilva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações14 páginas

Arte Renascentista

A arte renascentista, que ocorreu entre os séculos XIV e XVII, caracteriza-se pelo retorno aos ideais clássicos greco-romanos e pela valorização do ser humano e da ciência, marcando uma transição do teocentrismo para o antropocentrismo. Artistas como Masaccio, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael destacaram-se em pintura e escultura, trazendo inovações técnicas e expressivas que definiram o período. A arquitetura renascentista, impulsionada por figuras como Filippo Brunelleschi, também se destacou pela aplicação de rigor matemático e pela recuperação de elementos clássicos.

Enviado por

jaykessilva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Arte renascentista: características, artistas e obras

A arte renascentista foi aquela que ocorreu durante o renascimento, período histórico na
Europa entre os séculos XIV e XVII, que se deu após a Idade Média.

Trouxe como características um apelo à arte clássica greco-romana, a valorização da ciência, do


ser humano e de um pensamento mais voltado para a racionalidade, em oposição ao
pensamento religioso medieval.

Escola de Atenas - afresco, 500 cm × 770 cm, 1509–1511 - Rafael, Palácio Apostólico, Vaticano

Este apelo já havia sido feito antes durante a Idade Média, mas levou um tempo para ser
considerado e a sua repercussão sentida. Estava nascendo pouco a pouco uma nova forma de
pensar e de encarar o mundo e a arte.

Com o humanismo, o homem passa a estar no centro do universo, e o teocentrismo dá lugar ao


antropocentrismo. Há um regresso às ideias e glórias da época Clássica (greco-romana), um
renascer dos ideais e cânones clássicos.

Em resumo, ocorre um rinascità (renascimento) da Antiguidade Clássica, onde, segundo os


entusiastas da Antiguidade, se alcançara o expoente da criação artística.

Pintura no renascimento

Masaccio

Os primeiros passos da pintura no Renascimento foram dados pelo jovem Masaccio (1401, San
Giovanni Valdarno, Itália-1428, Roma, Itália). Em suas primeiras obras se percebe uma
aproximação a Donatello e um distanciamento em relação a Giotto, mestre do Gótico e
conterrâneo do jovem mestre. As roupas em sua telas são pintadas independentes do corpo,
representadas como verdadeiro tecido. Da mesma forma, os cenários arquitetônicos são
representados respeitando a perspectiva.
Santíssima Trindade - afresco, 667 cm x 317 cm - Masaccio, Santa Maria Novella, Florença

Masaccio desenvolveu as principais sementes da pintura renascentista que, ao contrário do


Gótico que favorecia a representação imaginada das coisas, prefere a representação exata do
real.

Andrea Mantegna

Depois de Masaccio, Andrea Mantegna (1431, República de Veneza-1506, Mântua, Itália) foi
um dos pintores mais importante do período, sendo também este um gênio precoce.
São Sebastião - painel, 68 × 30 cm, 1456–1459 - Andrea Mantegna, Kunsthistorisches Museum,
Viena, Áustria

Sandro Botticelli

Mas é com Sandro Botticelli (1445-1510, Florença, Itália) que a pintura começa a ganhar mais
movimento e graciosidade. A representação dos corpos em suas telas é mais etérea, porém,
bastante voluptuosa.

Botticelli foi o pintor favorito de Lourenço de Médici (grande mecenas da arte renascentista e
governante da cidade de Florença), e é para ele que o artista realiza sua obra mais famosa, O
Nascimento de Vênus (1483).

O
Nascimento de Vênus - têmpera sobre tela, 1,72 m x 2,78 m, 1483 - Sandro Botticelli
- Galleria degli Uffizi, Florença

De uma forma geral, na pintura predomina a técnica da tinta a óleo, o que permitiu que as
figuras se tornassem mais móveis. Também se tornou comum a pintura de retratos.

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci é considerado o grande mestre do Renascimento. Foi aprendiz na oficina de


Verrocchio e sua mente curiosa o levou a estudar áreas distintas como a escultura, a
arquitetura ou a engenharia, porém foi a pintura que imortalizou o seu nome elevando-o à
categoria de gênio.

Mona Lisa - óleo sobre painel, 77 cm x 53 cm, 1503 - Leonardo da Vinci, Louvre, Paris

Em suas obras a luz tem grande importância, com utilização do claro-escuro (chiaroscuro).
Outra característica da sua pintura é osfumato, que confere uma diluição dos contornos na
paisagem através da utilização da luz. Também aperfeiçoou a perspectiva aérea, e as figuras
representadas nas suas obras são predominantemente andróginas e enigmáticas.

A Última Ceia - 4,6 m x 8,8 m - Leonardo da Vinci,


refeitório do Convento de Santa Maria Delle Grazie, Milão

Rafael Sanzio

Rafael Sanzio (1483, Urbino, Itália-1520, Roma, Itália) foi um artista contemporâneo de
Michelangelo. A fama dos dois foi comparada na época, mas Rafael ficou em segundo plano no
decorrer da história, como se a sua importância fosse menor que a de Michelangelo na época
do Renascimento.
Casamento da Virgem - óleo sobre madeira, 170 x 117 cm, 1504 - Rafael, Pinacoteca di Brera,
Milão

A sua vasta obra é um exemplo de fusão do que melhor se praticava no Renascimento, unindo
a delicadeza e o lirismo de Da Vinci com o dramatismo e força de Michelangelo. Rafael foi
também um excelente retratista.

Escultura no Renascimento

Com o Gótico a escultura arquitetônica quase desapareceu e a produção escultórica estava


mais centrada em imagens de devoção e sepulcros, por exemplo. Mas com o Renascimento
essa vertente volta a ter espaço no cenário artístico.

Donatello

Donatello (1386-1466, Florença, Itália) teve grande destaque na escultura renascentista. Sua
obra San Marcos, uma escultura em mármore, apesar de ter sido feita para integrar uma
catedral Gótica, não necessita do enquadramento arquitetônico para se destacar.
Davi - bronze, 1,58 m., 1408-09 - Donatello, Museo Nazionale del Bargello, Florença
É com Donatello que as figuras escultóricas começam a perder a rigidez do Gótico, sendo estas
já dotadas de flexibilidade e padrões de beleza e proporções próximas das da antiguidade
Clássica.

A escultura renascentista vai reavivar também a sensualidade do corpo nu tão característica da


época clássica, sendo que o primeiro grande exemplo disso é o Davi de Donatello. Esta é a
primeira escultura independente, de tamanho natural e totalmente nua desde a Antiguidade.

Andrea Del Verrocchio

Outro grande escultor foi Andrea Del Verrocchio (1435, Florença, Itália-1488, Veneza, Itália),
com esculturas como a estátua de Bartolomeo Colleoni. Verrocchio foi também pintor e mestre
de Leonardo Da Vinci.
Estátua Equestre de Bartolomeo Colleoni - bronze, 3,96 m. (sem pedestal), 1483-88 - Andrea
del Verrocchio,
Campo S.S. Giovanni e Paolo, Veneza

De uma forma geral, a escultura renascentista, recuperando a sua independência, ganha


grandiosidade, volume e realismo. Há um ressurgimento do busto-retrato tão comum da
Antiguidade impulsionado também pelo colecionismo que se tornara popular no
Renascimento. Assim, os artistas vendo uma possibilidade de negócio produzem bustos,
baixos-relevos e pequenos bronzes que facilitavam a mobilidade das peças.

Michelangelo
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (1475, Caprese Michelangelo, Itália-1564, Roma,
Itália) foi pintor, escultor, poeta e arquiteto, e trouxe a ideia de gênio sob inspiração divina.

Michelangelo considerava a escultura como a mais nobre das artes. Se considerava um escultor
em primeiro lugar. Com a sua obra tentou chegar ao divino e à perfeição absoluta.

Davi - mármore, 4,089, 1502-1504 - Michelangelo, Galleria dell'Accademia, Florença

O corpo humano era para Michelangelo uma expressão do divino e representá-lo sem roupas
era a única forma de absorver toda sua divindade. Daí a sua obra estar recheada de corpos nus,
pois ao contrário de Leonardo, cujas figuras parecem imbuídas de uma feminilidade latente,
em Michelangelo o pendor é para o masculino.

Michelangelo é o artista que mais se aproxima dos clássicos da Antiguidade, muito pelo foco
que colocou na imagem humana ao longo da sua obra. E o seu Davi, a primeira escultura
monumental desta fase, é o melhor exemplo de todas as qualidades e características da arte de
Michelangelo.

Arquitetura

De uma forma geral a arquitetura do Renascimento é caraterizada por uma retomada ao


clássico. As ordens arquitetônicas (dórica, jônica, coríntia, toscana e compósita) retornam,
assim como o arco de volta-perfeita.

Há um rigor matemático na arquitetura e uma separação definitiva da arquitetura, escultura e


pintura, pois a grandiosidade da nova arquitetura não permitia à escultura ou à pintura
qualquer destaque, brilhando ela própria sozinha.

Filippo Brunelleschi

A arquitetura renascentista deve o seu arranque a Filippo Brunelleschi (1377-1446, Florença,


Itália) que apesar de ter começado a carreira como escultor, se destaca como arquiteto.

Catedral de Santa Maria del Fiore - cúpula da autoria de Filippo Brunelleschi, Florença

Por volta de 1417-19, Brunelleschi compete pela construção de uma cúpula com Lorenzo
Ghiberti (1381-1455, escultor italiano), de quem perdeu uns anos antes o concurso para as
portas do Baptistério.

Devido à grandiosidade do edifício, até então todas as soluções para a construção da cúpula
haviam falhado. Mas Brunelleschi consegue apresentar uma solução viável e dessa forma
construir aquela que é considerada a primeira grande obra da renascença italiana.
A solução de Brunelleschi para a cúpula foi não só revolucionária, como uma admirável vitória
da engenharia. Foram feitos dois grandes cascos separados ligados e inseridos um dentro do
outro, de forma a que um reforçasse o outro e assim o peso da estrutura ficasse distribuído.

Interior da Igreja de San Lorenzo, Florença (igreja românica refeita por Brunelleschi,
cujos trabalhos apenas se finalizaram cerca de 20 anos depois do artista morrer, sendo que a
fachada permanece incompleta até hoje)

Os contributos de Brunelleschi vão além da grandiosa cúpula, pois ele se tornou no primeiro
grande arquiteto da época moderna e introduziu ao Renascimento a perspectiva linear.

Brunelleschi usou processos geométricos e matemáticos de projeção do espaço como a


perspectiva matemática, e a ele se deve outras descobertas científicas que usou a favor da
arte, ajudando assim a elevar as Belas-Artes.

Leone Battista Alberti

Leone Battista Alberti (1404, Génova, Itália-1472, Roma, Itália) escreveu os primeiros tratados
de pintura e escultura do Renascimento, e começou um sobre a arquitetura.

Alberti foi um homem muito culto, humanista e de sociedade, e depois da morte de


Brunelleschi começou a exercer a atividade tornando-se também ele um dos grandes
arquitetos do Renascimento.
Interior da Basílica de Santo André de Mântua, em Mântua, Itália, de Leone Battista Alberti
(as obras do edifício começaram em 1472, mas só acabaram em 1790)

Acreditando que o círculo era a forma mais perfeita, logo, a mais próxima do divino, Alberti
prefere as plantas centradas para as igrejas, inspirando-se sobretudo no Panteão de Roma.

Renascimento Pleno: a fase final do Renascimento


Pietà - mármore, 1,74 m x 1,95 m - Michelangelo, Basilica di San Pietro, Vaticano

A fase final do Renascimento Italiano é conhecida como Renascimento Pleno e é o expoente do


que até então fora sendo cultivado. Nesta fase desenvolve-se o culto ao gênio, algo que acaba
empurrando alguns artistas para tentarem alcançar o impossível, como a busca da perfeição
absoluta.

Nesta fase o foco dos artistas está mais na efetividade das obras, na forma como estas mexiam
com as emoções dos espectadores, do que com o rigor racional ou os precedentes clássicos.
Assim que algumas obras dos grandes mestres do Renascimento Pleno foram criadas, foram
logo consideradas clássicas, únicas, incomparáveis e inimitáveis.

Você também pode gostar