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Democracia e Cidadania

A Constituição da República de Moçambique de 2004 é um marco na promoção da democracia, cidadania e direitos humanos, refletindo a evolução histórica do país. Os artigos 2, 3, 73 e 136 estabelecem a soberania popular, o estado de direito democrático e a proteção dos direitos humanos, enfatizando a responsabilidade dos cidadãos. A constituição representa a transição de Moçambique para um ambiente democrático, assegurando direitos civis e políticos e promovendo a cidadania ativa.
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Democracia e Cidadania

A Constituição da República de Moçambique de 2004 é um marco na promoção da democracia, cidadania e direitos humanos, refletindo a evolução histórica do país. Os artigos 2, 3, 73 e 136 estabelecem a soberania popular, o estado de direito democrático e a proteção dos direitos humanos, enfatizando a responsabilidade dos cidadãos. A constituição representa a transição de Moçambique para um ambiente democrático, assegurando direitos civis e políticos e promovendo a cidadania ativa.
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Revisão da literatura

A Constituição da República de Moçambique, adotada em 2004, é um marco


fundamental na história do país, refletindo os valores da democracia, cidadania e
direitos humanos, os quais são elementos centrais da ordem constitucional e política
de Moçambique. A análise dos artigos 2, 3, 73 e 136 dessa Constituição permite
compreender como esses conceitos são expressos e protegidos legalmente, traçando a
evolução histórica e teórica desses princípios no contexto moçambicano.

Democracia, Cidadania e Direitos Humanos

A democracia é um sistema político em que o poder é exercido pelo povo, seja


diretamente ou por meio de representantes eleitos. A cidadania, por sua vez, é a
condição que permite aos indivíduos gozar de direitos e cumprir deveres no seio da
sociedade e do Estado. Já os direitos humanos são as garantias básicas que asseguram
a dignidade de todos os seres humanos, independentemente de sua nacionalidade,
etnia, religião ou qualquer outra condição.

O termo democracia surgiu na antiga Grécia e significa Governo de todos. Portanto,


democracia é a forma politica em que o poder é atribuído ao povo e é exercido pelo
povo em harmonia com a vontade expressa pelo conjunto de cidadãos titulares de
direitos político.
Os principais tipos de democracia
Há diferentes variantes da democracia. Estes se pode classificar por dois tipos
principais, que são a democracia direta e a democracia indireta. A democracia indireta
executasse por representantes, por isso este tipo também e chamado de democracia
representativa.
Democracia direta
A democracia direta acontece quando todos os membros de duma coletividade se
reúnem para discutir e resolver os seu próprio problemas. Na democracia direta,
todas as questões relacionadas á administração do estado país são definidas pelo
povo. Neste caso, não há escolha de representantes, pois a população participa ativa
diretamente nas tomada de decisões.
Democracia indireta ou representativa
Consiste na escolha da população, por meio de eleições, de representantes para que
tomem decisões em seu nome. Há eleições para eu estes sejam eleitos. Ou seja a
população participa das decisões através de pessoas em quem confiam, escolhidos
democraticamente.

Historicamente, a transição de Moçambique para a democracia e a cidadania plena


aconteceu após um longo período de luta pela independência e de um processo de
construção nacional pós-colonial. A independência de Moçambique, em 1975, foi
seguida por uma guerra civil que durou até 1992. A assinatura do Acordo Geral de
Paz em Roma, que pôs fim à guerra civil, abriu caminho para a democratização do
país, culminando na adoção da Constituição de 1990, e, mais tarde, na Constituição de
2004, que se caracteriza por um aprofundamento dos direitos democráticos, da
cidadania e dos direitos humanos.

Artigos da Constituição da república de Moçambique Relacionados com a


Democracia, Cidadania e Direitos Humanos
Artigo 2
(Soberania e legalidade)
1. A soberania reside no povo.
2. O povo moçambicano exerce a soberania segundo as formas fixadas na
constituição.
3. O estado subordinase á constituição e fundase na legalidade.
4. As normas constitucionais prevalecem sobre todas as restantes normas do
ordenamento jurídico.

O artigo 2 da Constituição da república de Moçambique estabelece os princípios


fundamentais da República. Ele consagra a democracia como um valor central do
Estado moçambicano, afirmando que o país é uma "República Democrática, de
Direito, Unitária e Soberana". A Constituição também declara a soberania popular, ou
seja, o povo é a fonte do poder e exerce sua soberania diretamente ou por meio de
representantes eleitos. Este artigo reflete a crença no processo democrático como a
melhor forma de organização do Estado e de exercício do poder político.

Além disso, o artigo 2 reafirma o compromisso com os direitos humanos,


estabelecendo que Moçambique deve garantir a todos os cidadãos a proteção de seus
direitos fundamentais, conforme os tratados e acordos internacionais dos quais o país
é signatário. Portanto, a constituição liga a democracia à proteção dos direitos
humanos como condição para uma verdadeira cidadania.

Artigo 3
(Estado de direito democrático)
A República de Moçambique é um estado de direito, baseado no pluralismos de
expressão, na organização política democrática, no respeito e garantia dos direitos e
liberdades fundamentais do homem.

O artigo 3 afirma que "a soberania do povo é exercida através do sufrágio universal e
direto, nos termos da Constituição e da lei". Este artigo reflete um dos pilares da
democracia, que é o direito de todos os cidadãos a participarem no processo político
através do voto. O sufrágio universal é uma das expressões mais claras da cidadania
plena, pois garante a todos os cidadãos, sem distinção, o direito de eleger seus
governantes e participar nas decisões políticas do país.

Artigo 73 - Direitos Humanos

O artigo 73 da Constituição trata especificamente dos direitos humanos, declarando


que Moçambique "reconhece e protege os direitos humanos, conforme a Declaração
Universal dos Direitos Humanos e outras convenções e tratados internacionais dos
quais o país é parte". Este artigo reforça o compromisso do país com a proteção dos
direitos humanos em nível internacional, além de reafirmar que a Constituição de
Moçambique se inspira nos princípios universais da dignidade humana.

Dessa forma, este artigo traduz a importância dos direitos humanos na construção do
Estado de Direito e da cidadania. Ele reflete uma visão de que a democracia deve ser
acompanhada pela garantia dos direitos fundamentais de todos os cidadãos,
independentemente de sua origem, raça ou crença.
Artigo 136 - Direitos e Deveres dos Cidadãos

O artigo 136 da Constituição de Moçambique consagra um conjunto de direitos e


deveres dos cidadãos, deixando claro que a cidadania é não só um conjunto de
direitos, mas também de responsabilidades. Este artigo estabelece que os cidadãos
devem colaborar com o Estado e com a sociedade na construção de uma nação
democrática, próspera e justa. Este equilíbrio entre direitos e deveres é essencial para
a cidadania ativa e para o bom funcionamento da democracia, pois implica que os
cidadãos não devem apenas usufruir de seus direitos, mas também assumir
responsabilidades para com a coletividade e o Estado.

3. A Relação entre os Artigos e o Contexto Histórico

Os artigos 2, 3, 73 e 136 refletem o processo histórico de construção da democracia


em Moçambique, que passou por um período de luta pela independência, seguido por
um regime de partido único, até a transição para a democracia multipartidária e a
adoção de uma nova constituição em 1990, com a devida atualização em 2004.

A constituição de 2004 consolidou a pluralidade política, a promoção dos direitos


humanos e a cidadania inclusiva. Com a reforma constitucional, o Estado
moçambicano passou a garantir um ambiente democrático, onde os direitos civis e
políticos são assegurados e onde a soberania do povo é exercida principalmente por
meio de eleições livres e regulares. Essa transição reflete a superação do autoritarismo
e a busca por um Estado de Direito que respeite as liberdades individuais e os direitos
coletivos.
4. Conclusão

A Constituição da República de Moçambique é um reflexo da evolução teórica e


histórica dos conceitos de democracia, cidadania e direitos humanos. Por meio dos
artigos 2, 3, 73 e 136, a Constituição expressa o compromisso de Moçambique com a
construção de uma sociedade democrática, em que os direitos humanos são
respeitados e a cidadania é plenamente exercida. A história do país, marcada pela luta
pela independência e pela superação de um período de guerra civil, leva à adoção de
princípios constitucionais que garantem a todos os cidadãos direitos políticos, sociais
e econômicos, e que, ao mesmo tempo, impõem deveres para com a coletividade e o
Estado. Assim, a Constituição de 2004 representa um marco importante na
consolidação da democracia em Moçambique e no fortalecimento da cidadania e da
proteção dos direitos humanos.

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