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O livro de Roberto de Carvalho Júnior apresenta uma visão didática das instalações prediais e suas interfaces com projetos de arquitetura, abordando temas como hidráulica, elétrica, gás e segurança contra incêndio. A obra também discute a importância da tecnologia BIM na integração de informações durante o ciclo de vida da edificação. Esta terceira edição revisada e ampliada inclui novos capítulos e é destinada a profissionais e estudantes da área de Engenharia Civil e Arquitetura.

Enviado por

filipe silva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O livro de Roberto de Carvalho Júnior apresenta uma visão didática das instalações prediais e suas interfaces com projetos de arquitetura, abordando temas como hidráulica, elétrica, gás e segurança contra incêndio. A obra também discute a importância da tecnologia BIM na integração de informações durante o ciclo de vida da edificação. Esta terceira edição revisada e ampliada inclui novos capítulos e é destinada a profissionais e estudantes da área de Engenharia Civil e Arquitetura.

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ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR

CARVALHO JÚNIOR
Roberto de Carvalho Júnior Este livro foi desenvolvido com a finalidade de Este livro foi desenvolvido com a finalidade
apresentar a arquitetos, engenheiros civis e de apresentar uma visão conceitual
É engenheiro civil, licenciado em
alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e simples e didática dos vários subsistemas

INTERFACES PREDIAIS
Matemática com habilitação em Física e
de Engenharia Civil uma visão conceitual simples das instalações prediais e suas principais
Desenho Geométrico. Pós-graduado em
e didática dos vários subsistemas das instalações interfaces com o projeto de arquitetura.
Didática do Ensino Superior e mestre em
prediais e suas principais interfaces com o projeto Durante trinta anos atuando como projetista
Arquitetura e Urbanismo. Projetista de
instalações prediais hidráulicas e sanitárias de arquitetura, bem como mostrar a necessidade Hidráulica, gás, segurança contra incêndio, de instalações, o engenheiro Roberto de
Carvalho Júnior constatou vários problemas
desde 1982, já elaborou inúmeros projetos de integração das instalações com os demais elétrica, telefonia, sanitários acessíveis, de compatibilização entre o projeto
de edificações de médio e grande porte, subsistemas construtivos envolvidos na construção
executados em várias cidades do Brasil. de um edifício. Nesta nova edição, o autor incluiu um capítulo
NBR 15575 e BIM – nova forma de projetar arquitetônico e os projetos de instalações
prediais hidráulico-sanitárias, de gás, de
Desde 1994, atua na área acadêmica sobre a importância da tecnologia BIM (building information
segurança contra incêndio, de elétrica e de
em faculdades de Engenharia Civil e modeling ou modelagem de informação da construção), que vem
telefonia. Como professor de disciplinas
Arquitetura e Urbanismo como professor sendo cada vez mais utilizada por escritórios de arquitetura e
de instalações prediais em faculdades de
das disciplinas de instalações prediais e engenharia, tanto no Brasil quanto no exterior. Trata-se de um
Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia
infraestrutura urbana. É palestrante e conceito que envolve o gerenciamento de informações dentro de
Civil, observou a carência e a importância
autor dos livros Instalações hidráulicas e o um edifício desde sua fase inicial de projeto, para o qual é criado

INTERFACES PREDIAIS
de uma bibliografia que atendesse às
projeto de arquitetura, Instalações elétricas um modelo digital que abrange todo o ciclo de vida da edificação.
necessidades de aprendizado e consulta
e o projeto de arquitetura, Sistemas
sobre as principais interfaces físicas e
prediais hidráulicos e sanitários: princípios
funcionais do projeto arquitetônico com
básicos para elaboração de projetos,
instalações prediais.
Interfaces prediais, Patologia dos sistemas
hidráulicos e sanitários, Patologia dos
sistemas prediais elétricos e Como se
faz - 99 soluções de instalações hidráulicas
e sanitárias.

3ª edição
[Link]
PROF. ENG. ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR

INTERFACES PREDIAIS
Hidráulica, gás, segurança contra incêndio, elétrica, telefonia,
sanitários acessíveis, NBR 15575: Edificações habitacionais –
desempenho e BIM – nova forma de projetar

3ª edição revista e ampliada

book_panel_interfaces_prediais.indb 3 04/04/2023 [Link]


Interfaces Prediais: hidráulica, gás, segurança contra incêndio, elétrica, telefonia, sanitários
acessíveis, NBR 15575: Edificações habitacionais – desempenho e BIM – nova forma de
projetar, 3ª ed.
© 2023 Roberto de Carvalho Júnior
Editora Edgard Blücher Ltda.

Publisher Edgard Blücher


Editor Eduardo Blücher
Coordenação editorial Jonatas Eliakim
Diagramação Thaís Pereira
Capa Laércio Flenic
Imagem da capa iStockphoto

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação


(CIP) Angélica Ilacqua CRB-8/7057

Rua Pedroso Alvarenga, 1245, 4o andar Carvalho Júnior, Roberto de


04531-934 – São Paulo – SP – Brasil Interfaces Prediais: hidráulica, gás, segurança
contra incêndio, elétrica, telefonia, sanitários
Tel.: 55 11 3078-5366 acessíveis, NBR 15575: edificações habitacionais
contato@[Link] – desempenho e BIM – nova forma de projetar/
Roberto de Carvalho Júnior. – 3ª ed. – São Paulo :
[Link]
Blucher, 2023.
308 p.

Bibliografia
Segundo o Novo Acordo Ortográfico, conforme 5. ed.
ISBN 978-65-5506-410-0
do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa,
Academia Brasileira de Letras, março de 2009. 1. Edifícios, estruturas, etc. – Projeto
arquitetônico 2. Instalações hidráulicas e
sanitárias 3. Instalações elétricas 4. Sistemas
telefônicos 5. Prevenção de incêndios I. Título
É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer
meios sem autorização escrita da editora. 22-5002 CDD 690

Todos os direitos reservados pela Editora Índices para catálogo sistemático:


Edgard Blücher Ltda. 1. Edifícios, estruturas, etc. – Projeto arquitetônico

book_panel_interfaces_prediais.indb 4 04/04/2023 [Link]


CONTEÚDO

1. INTERFACES DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS E SANITÁRIOS 19


1.1 Considerações gerais 19
1.2 Interfaces do ramal predial com o projeto arquitetônico 20
1.3 Concepção de sistemas de medição individualizada 23
1.3.1. Interfaces com a arquitetura 24
1.4 Sistemas de abastecimento de água e o projeto de arquitetura 27
1.4.1 Sistema de distribuição direto 27
1.4.2 Sistema de distribuição indireto 28
1.4.3 Sistema de distribuição misto 31
1.5 Aparelhos sanitários e o projeto de arquitetura 32
1.5.1 Instalações em banheiros 35
1.5.2 Instalações em cozinhas 44
1.5.3 Instalações em áreas de serviço 46
1.6 Os reservatórios no projeto arquitetônico 48
1.6.1 Sistema elevatório (casa de bombas) 51
1.6.2 Capacidade dos reservatórios 53
1.6.3 Tipos de reservatório 56

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12 Interfaces prediais

1.7 Pressões mínimas e máximas e suas interfaces com a arquitetura 58


1.7.1 Instalação de dispositivos controladores de pressão 62
1.8 Ruídos e vibrações em instalações prediais 66
1.9 Sistemas de aquecimento de água e tipos de aquecedores 69
1.9.1 Aquecedores elétricos 69
1.9.2 Aquecedores a gás 70
1.9.3 Aquecedor solar 73
1.10 Interfaces das instalações com os elementos estruturais 77
1.10.1 Instalações embutidas e aparentes 77
1.10.2 Vigas sob o perímetro da alvenaria em áreas molhadas 79
1.10.3 Tubulações que atravessam vigas 80
1.10.4 Áreas destinadas aos dutos de passagem
e inspeção (shafts) 81
1.10.5 Compartimentos rebatidos eM parede hidráulica 84
1.11 Reutilização de águas cinzas em projetos residenciais 88
1.12 Sistema de drenagem pluvial e o projeto de arquitetura 91
1.12.1 Calhas e rufos nas edificações 93
1.12.2 Declividade das calhas 95
1.12.3 Condutores verticais 96
1.12.4 Vazão concentrada em telhados 97
1.12.5 Interfaces dos condutores horizontais com
os níveis do terreno 98
1.12.6 Sistema de reutilização de águas pluviais 100

2. INTERFACES DAS INSTALAÇÕES DE GÁS 105


2.1 Considerações gerais 105
2.1.1 Gás LP 105
2.1.2 Gás natural 106
2.2 Normas específicas para instalações de gás 106
2.3 Fornecimento do gás LP 108

book_panel_interfaces_prediais.indb 12 04/04/2023 [Link]


Conteúdo 13

2.4 Tipos de instalações 109


2.4.1 Instalações residenciais 110
2.4.2 Instalação em condomínios 112
2.4.3 Gás canalizado 113
2.5 Central de gás LP 116
2.6 Fornecimento do gás natural (gás canalizado) 118
2.7 Requisitos gerais para elaboração e execução
de projetos de instalação a gás 119

3. INTERFACES DOS SISTEMAS PREDIAIS


DE COMBATE A INCÊNDIO 121
3.1 Considerações gerais 121
3.2 Características da edificação e área de risco 124
3.3 Projeto Técnico (PT) 125
3.4 Projeto Técnico Simplificado (PTS) 126
3.4.1 Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros (CLCB) 127
3.5 Projeto Técnico de Ocupação e Instalação Temporária (PTIOT) 128
3.6 Projeto Técnico de Ocupação Temporária
em Edificação Permanente (PTOTEP) 129
3.7 Classificação dos incêndios 129
3.8 Medidas de segurança contra incêndio 130
3.8.1 Medidas ativas de proteção 131
3.8.2 Medidas passivas de proteção 147

4. INTERFACES DOS SISTEMAS ELÉTRICOS PREDIAIS 161


4.1 Considerações gerais 161
4.2 Padrão de entrada 162
4.3 Localização do quadro de medição de energia 164
4.4 Localização do quadro de distribuição de energia 166
4.5 Prumadas elétricas e caixas de passagem 171

book_panel_interfaces_prediais.indb 13 04/04/2023 [Link]


14 Interfaces prediais

4.6 Previsão de pontos em instalações residenciais 174


4.6.1 Sala 174
4.6.2 Escritório 175
4.6.3 Dormitório 175
4.6.4 Terraço 176
4.6.5 Banheiros 176
4.6.6 Cozinha 178
4.6.7 Área de serviço 179
4.6.8 Pontos externos 180
4.7 Previsão de tomadas no projeto de arquitetura 180
4.7.1 Tomadas de uso geral (TUG) 180
4.7.2 Tomadas de uso específico (TUE) 184
4.8 Interfaces da iluminação com o projeto de arquitetura 184
4.8.1 Iluminação residencial 185
4.8.2 Iluminação comercial e administrativa 187
4.8.3 Iluminação industrial 187
4.8.4 Aparelhos de iluminação 187
4.8.5 Tipos de luminárias segundo o modo de aplicação da luz 188
4.8.6 Tipos de lâmpadas 189
4.8.7 Cálculo de iluminação 196
4.9 Componentes utilizados nas instalações elétricas 199
4.9.1 Dispositivos de proteção para baixa tensão 199
4.9.2 Eletrodutos 202
4.9.3 Caixas 206
4.9.4 Condutores de eletricidade 210
4.9.5 Dispositivos de manobra 213

5. INTERFACES DOS SISTEMAS PREDIAIS DE TELEFONIA 217


5.1 Considerações gerais 217
5.2 Interfaces de entrada de telefonia e internet 218
5.2.1 Poste particular para entrada telefônica 220

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Conteúdo 15

5.2.2 Caixa externa para entrada telefônica 222


5.2.3 Ramal de entrada telefônica 223
5.3 Prumada telefônica 225
5.4 Caixas de distribuição 230
5.5 Caixas de saída 233
5.6 Tomadas de telefonia 235
5.7 Critério para previsão de pontos telefônicos 235
5.8 Critério para previsão de caixas de saída 236
5.8.1 Residências ou apartamentos 236
5.8.2 Lojas 236
5.8.3 Escritórios 236

6. INTERFACES DE SANITÁRIOS ACESSÍVEIS 237


6.1 Considerações gerais 237
6.2 Sanitários 239
6.2.1 Instalação de aparelhos 240
6.2.2 Instalação de acessórios 248

7. INTERFACES DOS SISTEMAS PREDIAIS COM


A NORMA DE DESEMPENHO (NBR 15575) 251
7.1 A norma de desempenho 251
7.2 Incumbências dos intervenientes 253
7.3 Avaliação de desempenho 253
7.4 Vida útil de projeto 254
7.5 Norma de desempenho em instalações hidrossanitárias 257
7.5.1 Segurança estrutural 257
7.5.2 Estanqueidade 260
7.5.3 Desempenho acústico 261
7.5.4 Durabilidade e manutenibilidade 261
7.5.5 Saúde, higiene e qualidade do ar 263

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16 Interfaces prediais

7.5.6 Funcionalidade e acessibilidade 265


7.5.7 Conforto tátil e antropodinâmico 265
7.5.8 Adequação ambiental 266
7.6 Norma de desempenho em instalações de gás 266
7.7 Norma de desempenho em instalações de
segurança contra incêndio 268
7.8 Norma de desempenho em instalações elétricas 271
7.8.1 Segurança no uso e operação 271
7.9 Norma de desempenho em instalações de telefonia 272

8. BIM – NOVA FORMA DE PROJETAR 273


8.1 A evolução da representação gráfica 273
8.1.1 Uma breve história do projeto e sua representação 273
8.1.2 Uso de maquetes 274
8.1.3 Uso do papel “era prancheta” 275
8.1.4 Uso do computador “era CAD” 277
8.1.5 Uso do computador “era BIM” 278
8.2 A modelagem BIM (usos e benefícios) 279
8.2.1 Elemento parAmÉtrico 279
8.2.2 Construindo o modelo 281
8.2.3 Anotações automáticas 282
8.2.4 Cortes e elevações automática 282
8.2.5 Detectando interferências entre subsistemas 283
8.2.6 Visão sistêmica 284
8.2.7 Integração entre modelos 285
8.2.8 Antecipação de possíveis problemas 287
8.2.9 Extração de documentação facilitada 287
8.2.10 Quantitativos extraidos do modelo 288
8.2.11 Análise por regras – validação de códigos e normas 290

book_panel_interfaces_prediais.indb 16 04/04/2023 [Link]


Conteúdo 17

8.2.12 Simulações do comportamento e do desempenho


dos edifícios 290
8.2.13 Simulação de construção atrelada ao cronograma 291
8.2.14 Análise de construtibilidade 291
8.2.15 Manual de uso operações e garantia do imóvel 292
8.2.16 Viabilização do uso de novas tecnologias 294
8.3 O BIM não é só modelagem 294
8.3.1 Pilar – processos 295
8.3.2 Pilar – pessoas 295
8.3.3 Pilar – tecnologia 296
8.3.4 Laje – informação e comunicação 296
8.3.5 Fundação – gestão 296
8.4 Um convite ao BIM 296

REFERÊNCIAS 299

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CAPÍTULO 1
Interfaces dos sistemas
hidráulicos e sanitários

1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS


As instalações prediais hidráulico-sanitárias têm como finalidade fazer a distri-
buição de água em quantidade suficiente e sob pressão adequada a todas as peças de
utilização e aparelhos sanitários da edificação, promover a coleta e o afastamento
adequados das águas pluviais e das águas servidas e impedir o retorno de águas poluí-
das nas canalizações de alimentação dos aparelhos, bem como a entrada de gases de
esgotos, roedores ou insetos nos edifícios, criando, dessa maneira, condições favorá-
veis ao conforto e à segurança dos usuários.
O projeto hidráulico é indispensável ao bem construir, pois evita inúmeros erros
na montagem das instalações. Quando o assunto é hidráulica, além de um bom pro-
jeto, é necessário o emprego de materiais de qualidade comprovada, pois os reparos
no sistema de canalizações sempre apresentam custos elevados.
Para se ter uma ideia da negligência com relação ao projeto e à execução das insta-
lações hidráulico-sanitárias, estima-se que a maior incidência de patologias dos edifí-
cios é decorrente de problemas relacionados às instalações hidráulicas prediais, e a
maior parte dessas falhas tem origem no projeto.

book_panel_interfaces_prediais.indb 19 04/04/2023 [Link]


20 Interfaces prediais

Por outro lado, um projeto arquitetônico elaborado com os equipamentos adequa-


damente localizados, tendo em vista suas características funcionais, compatibilizado
com os projetos de estrutura, instalações e outros pertinentes, é condição básica para
a perfeita integração entre os vários subsistemas construtivos. O projeto hidrossanitá-
rio harmoniosamente integrado aos demais projetos do edifício permitirá fácil opera-
ção e manutenção das instalações. Essa compatibilização entre os vários subsistemas
envolvidos na construção do edifício resultará em um correto andamento de obra,
evitando improvisações.
A quantidade e a complexidade dos equipamentos utilizados em instalações pre-
diais vêm crescendo muito nos últimos anos. Nas instalações de água e esgoto, por
exemplo, é possível listar uma série de itens que até pouco tempo não faziam parte do
escopo básico dos edifícios residenciais, como estações de tratamento, sistemas de
medição individualizada de água, aparelhos de aquecimento solar, equipamentos de
reúso de águas pluviais, entre outros.
O grande desafio para os projetistas de instalações é organizar tudo isso em um
espaço físico restrito e cada vez mais limitado pelo projeto arquitetônico e ainda ga-
rantir condições de operação e manutenção das instalações.
Os avanços conceituais e tecnológicos que vem ocorrendo na área das instalações
prediais hidráulicas e sanitárias visam, sobretudo à qualidade total nas várias etapas
que envolvem a implantação desses sistemas.
Dessa maneira, a adequação dos avanços observada nesse segmento está direta-
mente relacionada ao nível de atendimento das reais necessidades dos usuários. Cabe
ao arquiteto planejar e prever essas necessidades.
A instalação e operacionalização desses novos conceitos, exigem do arquiteto a
adoção de sistemas construtivos e a previsão de espaços adequados na concepção do
projeto de arquitetura.

1.2 INTERFACES DO RAMAL PREDIAL COM O


PROJETO ARQUITETÔNICO
Uma instalação predial de água fria pode ser alimentada de duas maneiras: pela
rede pública de abastecimento ou por um sistema privado, quando a primeira não
estiver disponível.
Quando a instalação for alimentada pela rede pública, a entrada de água no pré-
dio será feita por meio do ramal predial, executado pela concessionária pública res-
ponsável pelo abastecimento, que interliga a rede pública de distribuição de água à
instalação predial.
De maneira geral, todo sistema público que fornece água exige a colocação de um
medidor de consumo, chamado hidrômetro. Esse dispositivo é instalado em um com-
partimento de alvenaria ou concreto, junto com um registro de gaveta, e a canalização
ali existente é chamada de cavalete. Mas, frente à necessidade do uso racional da água

book_panel_interfaces_prediais.indb 20 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 21

muitas concessionárias tem adotado a utilização de caixas para proteção do cavalete de


entrada de água. O abrigo para cavaletes de água é um produto industrializado, confeccio-
nado em chapas de aço galvanizado e pintura eletrostática ou de policarbonato, destinado
à proteção do hidrômetro e suas conexões nas entradas de água das residências, empresas,
indústrias, condomínios e edifícios que possuem redes de distribuição de água. O produto
possibilita melhor controle do consumo de água por parte das operadoras de água, do uso
do hidrômetro, inibe fraudes e impede o vandalismo. O abrigo para cavaletes de água deve
atender às normativas da concessionaria de água local.
Os equipamentos de medição de água e energia elétrica serão instalados pelas conces-
sionárias, em local previamente preparado, dentro da propriedade particular, preferencial-
mente no limite do terreno com a via pública, em parede externa da própria edificação, em
muros divisórios, e servirá para medir o consumo de água e energia elétrica da edificação.
A localização do compartimento que abriga o cavalete e do quadro de medição de
energia elétrica vai depender basicamente do posicionamento dos ramais de entrada
de água e de energia.

5
7

4
6

Alimen
tador p
redial
.

3
Rama
1 - Rua (incidê l predial 2
ncia d
e ar)
2 - Rede de abastecimento 5 - Hidrômetro
3 - Registro no passeio público 6 - Cavalete
4 - Registro 7- Abrigo cavalete

Figura 1.1 Detalhe da entrada de água fria.

book_panel_interfaces_prediais.indb 21 04/04/2023 [Link]


22 Interfaces prediais

Tabela 1.1 Dimensões do abrigo para o cavalete

Hidrômetro
Ramal predial Cavalete Abrigo/dimensões: altura,
diâmetro D Consumo Vazão diâmetro D largura e profundidade
(mm) provável característica (mm) (m)
(m3/dia) (m3/hora)

25 5 3 25 0,85 x 0,65 x 0,30

25 8 5 25 0,85 x 0,65 x 0,30

25 16 10 32 0,85 x 0,65 x 0,30

25 30 20 40 0,85 x 0,65 x 0,30

32 50 30 50 2,00 x 0,90 x 0,40

Antes de iniciar o projeto, o arquiteto deve efetuar um estudo do terreno e da posteação


da rua para definir a melhor localização do conjunto: hidrômetro, medidor de energia
elétrica, caixa de correspondência, campainha com interfone e câmera de TV.
A entrada de água e de energia deve sempre ser composta de acordo com a ideia usada
para o poste, de modo que se consiga uma coerência de padrões. Assim, se o poste foi em-
butido numa estrutura de alvenaria, o mesmo deve acontecer com a caixa de medição
(centro de medição). Dessa maneira, facilita-se a medição do hidrômetro e do relógio de
medição. Até para facilitar a medição do hidrômetro e do relógio de medição, as três peças
(entrada de água, energia e poste) devem formar um só elemento no projeto arquitetônico.
Assim, vale ressaltar que o compartimento deve ter os painéis de leitura voltados para
o lado do passeio público, para que possam ser lidos, mesmo que a casa esteja fechada ou
sem morador.

Abrigo cavalete
visor virado para
o passeio para
facilitar a leitura
muro

calçada

rua

Figura 1.2 Localização do compartimento que abriga o cavalete.

book_panel_interfaces_prediais.indb 22 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 23

1.3 CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA


Independentemente de sua obrigatoriedade, a medição de água por meio de um único
hidrômetro, em edifícios multifamiliares, há muito tempo vem sendo gradativamente
substituída pela medição de água individualizada que constitui sinônimo de economia de
água e justiça social (o consumidor paga efetivamente pelo seu consumo).
Esse tipo de medição sempre despertou o interesse de muitos arquitetos e projetis-
tas, bem como dos administradores de condomínios e concessionárias (empresas) de
abastecimento de água para combater a inadimplência.
A medição individual da água em condomínios prediais é importante por várias
razões, dentre as quais se destacam: redução do desperdício de água e, consequen-
temente, do volume efluente de esgotos; economia de energia elétrica, em razão da
redução do volume bombeado para o reservatório superior; e identificação de vaza-
mentos de difícil percepção.
Em nível nacional, foi aprovada uma lei em julho de 2016, a Lei Federal 13.312, que
determina que o uso de medidores individuais de água seja obrigatório em todos os
imóveis entregues a partir de 2021.
O sistema consiste na instalação de um hidrômetro no ramal de alimentação de cada
unidade habitacional, de modo que seja medido todo o seu consumo, com a finalidade
de racionalizar o uso da água e fazer a cobrança proporcional ao volume consumido.
Dessa forma, em edifícios multifamiliares, não teremos mais várias colunas ali-
mentando um apartamento, mas somente uma coluna alimentando vários aparta-
mentos, com medição de água individualizada.
O sistema consiste na instalação de um hidrômetro no ramal de alimentação de cada
unidade habitacional, de modo que seja medido todo o seu consumo, com a finalidade
de racionalizar o seu uso e fazer a cobrança proporcional ao volume consumido.
A medição individual pode ser concentrada em um único local ou distribuída ao
longo do edifício. Na medição concentrada, os medidores são posicionados próximos
uns dos outros. Os locais mais indicados são na mesma área do barrilete ou, então
agrupados no térreo ou subsolo do edifício. Isso facilita a instalação, manutenção e
leitura dos medidores. Na medição distribuída os medidores são posicionados em to-
dos os pavimentos do edifício, o mais próximo possível dos apartamentos.
A locação dos medidores nos halls de cada um dos pavimentos do edifício é a mais
utilizada pelos projetistas, pois uma única coluna de distribuição derivada do barrile-
te pode alimentar todos os aparelhos de medição.
No sistema de medição de água individualizada (SMI), o ramal de distribuição prin-
cipal (RDP) corresponde à tubulação derivada da coluna de distribuição. Este ramal se
desenvolve horizontalmente pela unidade habitacional com o objetivo de abastecer o
ramal de distribuição secundário (RDS), que por sua vez alimenta dois ou mais pontos
de utilização dentro de cada área molhada (banheiro, cozinha e área de serviço).

book_panel_interfaces_prediais.indb 23 04/04/2023 [Link]


24 Interfaces prediais

O sub-ramal é o trecho que alimenta um único ponto de utilização.


É importante ressaltar que, nas edificações que empregam a medição individuali-
zada, o uso de bacias sanitárias com válvulas de descarga é vetado.

1.3.1. INTERFACES COM A ARQUITETURA


O local da instalação dos medidores deve ser em área comum do edifício, sendo os
medidores abrigados adequadamente e acessíveis para leitura visual e manutenção.
Deve ser adotado um único medidor para cada unidade autônoma. Deve ser prevista
a infraestrutura adequada para o sistema de medição remota dos hidrômetros – dutos
para comunicação e alimentação dos medidores, ponto de energia elétrica.
O traçado da rede de distribuição no sistema de medição individual da água é di-
ferente do sistema de distribuição convencional (sem medição individualizada).
As colunas de água são centralizadas, de modo que a distribuição horizontal é
feita em cada apartamento, gerando a necessidade de rebaixo em gesso ou sancas no
interior das unidades habitacionais. O sistema de medição individualizada deve ser
integrado ao sistema construtivo proposto pela arquitetura, de forma harmônica, ra-
cional e tecnicamente correta. Portanto, o traçado da rede interna de distribuição
dentro das unidades consumidoras deve ser estudado pelos profissionais envolvidos
para minimizar o impacto na estética e no custo da instalação.

Figura 1.3 Caixa de proteção metálica para seis hidrômetros.

book_panel_interfaces_prediais.indb 24 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 25

N.A. 4

8 8 7

5 5

1
1 - Rede de abastecimento 5 - Registro
2 - Hidrômetro principal 6 - Hidrômetro individual
3 - Reservatório superior 7 - Ramal distribuição principal
4 - Abastecimento resevatório 8 - Ramal de distribuição secundário

Figura 1.4 Medição individualizada sem sistema de recalque.

book_panel_interfaces_prediais.indb 25 04/04/2023 [Link]


26 Interfaces prediais

6 N.A.

9 10 10

7 7

2
4

N.A.
3 1

1 - Rede de abastecimento 6 - Abastecimento reservatório


2 - Hidrômetro principal 7 - Registro
3 - Reservatório inferior 8 - Hidrômetro individual
4 - Bomba centrifuga 9 - Ramal de distribuição principal
5 - Reservatório superior 10 - Ramal de distribuição secundário

Figura 1.5 Medição individualizada com sistema de recalque.

book_panel_interfaces_prediais.indb 26 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 27

1.4 SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E O PROJETO


DE ARQUITETURA
Antes da elaboração do projeto arquitetônico deve-se definir o sistema de abaste-
cimento da rede predial de distribuição. Existem três sistemas de abastecimento: dire-
to, indireto e misto.
Cada um desses sistemas apresenta vantagens e desvantagens que devem ser ana-
lisadas pelo projetista de arquitetura, conforme a realidade local e as características
do edifício em que esteja trabalhando. A seguir, são apresentadas as principais inter-
faces desses sistemas com o projeto arquitetônico.

1.4.1 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DIRETO


A alimentação da rede predial de distribuição é feita diretamente da rede pública
de abastecimento. Nesse caso, não existe reservatório domiciliar, e a distribuição é
feita de forma ascendente, ou seja, as peças de utilização de água são abastecidas dire-
tamente da rede pública.
Esse sistema tem baixo custo de instalação, porém, se houver qualquer problema
que ocasione a interrupção no fornecimento de água no sistema público, certamente
faltará água na edificação.
Quando o tipo de abastecimento do sistema de distribuição é direto, devem ser toma-
das precauções para que seus componentes não sejam submetidos a pressões elevadas.
Para evitar pressão excessiva nos aparelhos de uso de água as seguintes precauções
devem ser tomadas: instalar um redutor de pressão na linha de abastecimento para reduzir
a pressão da água para níveis seguros para os aparelhos de uso; a pressão da água deve ser
verificada regularmente para garantir que ela esteja dentro dos limites de segurança; ins-
talar válvulas de alívio de pressão em alguns equipamentos para aliviar a pressão excessi-
va quando necessário; instalar reguladores de fluxo nos aparelhos de utilização, como
chuveiros, para reduzir a quantidade de água que flui através deles. Isso ajuda a manter a
pressão sob controle.
As tubulações devem ser verificadas regularmente em busca de vazamentos e obstru-
ções que possam aumentar a pressão da água.
Com relação ao projeto arquitetônico esse sistema dispensa reservatórios e apre-
senta menor custo da estrutura, pois há menor carga depositada sobre a edificação;
dispõe de maior área útil, já que o espaço destinado aos reservatórios pode ser utiliza-
do para outros fins e garante melhor qualidade de água, tendo em vista que o reserva-
tório pode se constituir em fonte de contaminação (limpeza inadequada, possibilida-
de de entrada de elementos estranhos etc.).
A grande desvantagem desse tipo de sistema é que ele fica inoperante quando falta
água na rede de abastecimento pública. Além disso, é um sistema que necessita de
dispositivos para impedir o retorno da água e evitar a contaminação da rede pública.

book_panel_interfaces_prediais.indb 27 04/04/2023 [Link]


28 Interfaces prediais

Em caso de funcionamento inadequado do dispositivo (componente mecânico) pode


ocorrer contaminação da rede pública.

7
5
10
6
10
3

9 2
1 - Rede abastecimento 6 - Registro cavalete 8
2 - Rua 7 - Hidrômetro
3 - Guia 8 - Cavalete 4
4 - Registro no passeio público 9 - Alimentação predial
1
5 - Abrigo do cavalete 10 - Distribuição direta

Figura 1.6 Sistema de distribuição direto.

1.4.2 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO INDIRETO


No sistema indireto, adotam-se reservatórios para minimizar os problemas
referentes à intermitência ou a irregularidades no abastecimento de água e a va-
riações de pressões da rede pública. No sistema indireto, consideram-se três situa-
ções, descritas a seguir.

[Link] Sistema indireto sem bombeamento


Esse sistema é adotado quando a pressão na rede pública é suficiente para alimen-
tar o reservatório superior. O reservatório interno da edificação ou do conjunto de
edificações alimenta os diversos pontos de consumo por gravidade; portanto, ele deve
estar sempre a uma altura superior a qualquer ponto de consumo.
Obviamente, a grande vantagem desse sistema é que a água do reservatório garan-
te o abastecimento interno, mesmo que o fornecimento da rede pública seja proviso-
riamente interrompido.
A rede predial fica menos exposta às falhas da rede pública de abastecimento, uma vez
que com o reservatório se garante, dentro do possível, a continuidade da vazão e pressão

book_panel_interfaces_prediais.indb 28 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 29

necessárias para o sistema predial. Por ser um sistema alimentado diretamente pela rede
pública, ou seja, sem conjunto moto-bomba gera também economia de energia elétrica.

11

12 10
15
13
14

16 16
16

7
5

6
3

2 9
8
4
1

1 - Rede de abastecimento 7 - Hidrômetro 13 - Registro


2 - Rua 8 - Cavalete 14- Limpeza
3 - Guia 9 - Alimentação predial 15- Desagua na guia
4 - Registro no passeio público 10 - Reservatório 16- Coluna de distribuição
5 - Abrigo do cavalete 11- Abastecimento com bóia
6 - Registro cavalete 12 - Ladrão

Figura 1.7 Sistema indireto sem bombeamento.

[Link] Sistema indireto com bombeamento


Esse sistema, normalmente, é utilizado quando a pressão da rede pública não é
suficiente para alimentar diretamente o reservatório superior – como em edificações
com mais de dois pavimentos.
Nesse caso, adota-se um reservatório inferior, de onde a água é bombeada até o
reservatório elevado, por meio de um sistema de recalque. A alimentação da rede de
distribuição predial é feita por gravidade, a partir do reservatório superior.
Assim como no sistema indireto sem bombeamento, a rede predial fica menos ex-
posta as falhas da rede pública de abastecimento, uma vez que com o(s) reservatório(s)
se garante, dentro do possível, a continuidade da vazão e pressão necessárias para o

book_panel_interfaces_prediais.indb 29 04/04/2023 [Link]


30 Interfaces prediais

sistema predial. Entretanto, pelo fato de possuir reservatórios existe a possibilidade de


contaminação da água no reservatório por falta de manutenção (ausência de limpeza).
Esse sistema apresenta maior custo: devido ao acréscimo de carga na estrutura, decor-
rente da existência de um reservatório superior; maior tempo de execução da obra, pois
a existência de reservatório implica uma estrutura mais complexa e maior área de cons-
trução, com o acréscimo das áreas dos reservatórios (menor área útil).

N.A. 10

11
12 12 13

14

Medidor
área
comum

8
Medidor
área
comum

Medidor
área
comum

4
7
2 1

N.A. 5 3
6

1 - Rua 6 - Reservatório inferior 11 - Barrilete


2 - Registro passeio público 7 - Bomba recalque 12 - Registro
3 - Ramal predial 8 - Tubulação recalque 13 - Limpeza
4 - Cavalete 9 - Reservatório superior 14 - Coluna de distribuição
5 - Alimentador predial 10 - Ladrão

Figura 1.8 Sistema indireto com bombeamento.

book_panel_interfaces_prediais.indb 30 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 31

[Link] Sistema indireto hidropneumático


No sistema indireto hidropneumático, o escoamento na rede de distribuição é
pressurizado através de um tanque de pressão contendo ar e água. Ele pode ser com
ou sem bombeamento, ou, ainda, com bombeamento e reservatório inferior (RI). Ele
é adotado sempre que há necessidade de pressão em determinado ponto da rede, que
não pode ser obtida pelo sistema indireto por gravidade, ou quando, por razões técni-
cas e econômicas, se deixa de construir um reservatório elevado.
É um sistema que demanda alguns cuidados especiais. Além do custo adicional,
exige manutenção periódica. Além disso, caso falte energia elétrica na edificação, ele
fica inoperante, necessitando de gerador alternativo para funcionar.
Esse sistema tem custo elevado, exige manutenção frequente e pode ficar inope-
rante em caso de falta de energia elétrica, necessitando de gerador alternativo para
que não haja falta de água. Assim, só é recomendado em casos especiais.

9 9

8
10
10

4 7

1 2

3 5 N.A.
6
1 - Rua 6 - Reservatório
2 - Registro Passeio Público 7 - Sistema hidropneumático
3 - Ramal Predial 8 - Coluna de Distribuição
4 - Cavalete 9 - Registro
5 - Alimentador Predial 10 - Ponto de Distribuição

Figura 1.9 Sistema indireto hidropneumático.

1.4.3 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO MISTO


No sistema de distribuição mista, parte da alimentação da rede de distribuição
predial é feita diretamente pela rede pública de abastecimento, e parte é feita pelo re-
servatório superior.

book_panel_interfaces_prediais.indb 31 04/04/2023 [Link]


32 Interfaces prediais

Esse sistema é o mais usual e é mais vantajoso que os demais, pois algumas peças
podem ser alimentadas diretamente pela rede pública, como torneiras externas,
tanques em áreas de serviço ou edícula, situados no pavimento térreo. Nesse caso,
como a pressão na rede pública quase sempre é maior do que a obtida a partir do
reservatório superior, os pontos de utilização de água terão maior pressão.

11

10 12
15
13
14

16 16

17
17

7
5

6
3

9 2
8
4

1 - Rede de abastecimento 7 - Hidrômetro 13 - Registro 1


2 - Rua 8 - Cavalete 14- Limpeza
3 - Guia 9 - Alimentação predial 15- Desagua na guia
4 - Registro no passeio público 10 - Reservatório 16- Prumada de distribuição
5 - Abrigo do cavalete 11- Abastecimento com bóia 17- Distribuição direta
6 - Registro cavalete 12 - Ladrão

Figura 1.10 Sistema de distribuição misto.

1.5 APARELHOS SANITÁRIOS E O PROJETO DE ARQUITETURA


O aparelho sanitário é um componente da instalação destinado ao uso da água ou
ao recebimento de dejetos líquidos e sólidos (na maioria das vezes, pertencentes à
instalação de esgoto sanitário). Incluem-se nessa definição aparelhos como lavatórios,
bacias, bidês, banheiras de hidromassagem, pias, tanques, máquinas de lavar roupa e
de lavar pratos etc.
Recomenda-se que as peças de utilização possuam vazões que permitam tornar o mais
eficiente possível o uso da água nelas utilizadas, o que implica a redução do consumo de

book_panel_interfaces_prediais.indb 32 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 33

água a valores mínimos necessários e suficientes para o bom funcionamento dessas peças
e para o atendimento dos requisitos do usuário.
A norma de desempenho NBR 15575-1:2021, em seu Anexo F, apresenta uma sugestão
das possíveis formas de organização dos cômodos e dimensões compatíveis com as neces-
sidades humanas. Essa parte da norma também indica as dimensões mínimas de mobiliá-
rio e circulação das áreas molhadas.
A definição e a localização desses aparelhos deverão, obrigatoriamente, constar do
projeto arquitetônico. Para tanto, é necessário o conhecimento de alguns aspectos técni-
cos dos diversos aparelhos existentes no mercado como condição básica para uma perfeita
integração e compatibilização da arquitetura com os projetos de estrutura e instalações do
edifício. A estética e o custo também devem ser analisados pelo projetista, antes da escolha
e especificação do produto.
As normas brasileiras fixam as exigências para fabricação dos aparelhos sanitários, que
devem satisfazer às condições de conforto, higiene, facilidade de limpeza e desobstrução,
durabilidade etc. Existe, no mercado, grande variedade de marcas e dimensões, todas
buscando atender às condições mencionadas.
Em qualquer tipo de edifício, o arquiteto deve prever, no projeto, quantidades adequa-
das de aparelhos sanitários. Para isso, deve consultar o Código de Obras da municipalida-
de, para saber das exigências locais. Caso não consiga as informações necessárias, poderá
consultar a Tabela 1.2, que serve de orientação aos projetistas. Essa tabela, publicada no
Uniform Plumbing Code (IAPMO, 1955), apresenta as instalações sanitárias mínimas em
função do tipo de edifício ou ocupação.
O conhecimento das normas pertinentes, assim como de alguns códigos estaduais que
regulamentam a questão, é também de extrema importância. Muitos órgãos e entidades
governamentais possuem suas próprias regulamentações, critérios e itens, que devem ser
analisados e considerados para calcular a quantidade mínima de aparelhos no projeto de
alguns tipos especiais de edificação, como escolas, hospitais, bancos, edifícios públicos etc.

Tabela 1.2 Instalações mínimas*

Tipo de Banhei- Bebe-


edifício ou Bacias sanitárias Mictórios Lavatórios ras ou douros
de ocupação chuveiros **

1 para cada
residência
ou aparta-
Residência 1 para cada residên-
1 para cada mento
ou aparta- cia ou apartamento
residência +1
mento *** + 1 para serviço
chuveiro
para
serviço

(continua)

book_panel_interfaces_prediais.indb 33 04/04/2023 [Link]


34 Interfaces prediais

Tabela 1.2 Instalações mínimas* (continuação)

Tipo de Banhei- Bebe-


edifício ou Bacias sanitárias Mictórios Lavatórios ras ou douros
de ocupação chuveiros **

Meninos:
1 para
Escolas 1 para cada 100; 1 para cada 1 para cada
cada 75
primárias meninas: 30 meninos 60 pessoas
pessoas
1 para cada 35

1 para cada
Meninos:
20 alunos
Escolas 1 para cada 100; 1 para cada 1 para cada
(havendo
secundárias meninas: 30 meninos 100 pessoas
educação
1 para cada 45
física)

Número Número
Número Número
de de apa-
de de apa-
pessoas relhos
Havendo mictó- pessoas relhos
1-15 1
rios, instalar 1 WC 1-15 1
16-35 2
a menos para 16-35 2
36-55 3
Edifícios pú- cada mictório, 36-60 3 1 para
56-80 4
blicos ou de desde que o 61-90 4 cada 75
81-110 5
escritórios número de WC não 91-125 5 pessoas
111-150 6
seja reduzido a
Acima de 150, menos de 2 3
Acima de 125,
adicionar do especificado
adicionar
1 aparelho para 1 aparelho para
cada 40 pessoas cada 45 pessoas

Número Número
Número 1 chuveiro
de apa- Número de apa-
de para cada
relhos de relhos
pessoas 15 pessoas
1 Havendo mictórios, pessoas 1 para
1-9 expostas
2 instalar 1 WC a me- 1-100 cada 10
10-24 a calor
3 nos para cada mic- pessoas
25-29 excessivo 1 para
4 tório, desde que
Indústrias 30-74 ou conta- cada 75
5 o número de WC
75-100 minação de pessoas
não seja reduzido a
Acima de 100, pele com
Acima de 100, menos de 2 3
1 para cada substâncias
adicionar do previsto
15 pessoas**** venenosas
1 aparelho ou
para cada irritantes
30 empregados
(continua)

book_panel_interfaces_prediais.indb 34 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 35

Tabela 1.2 Instalações mínimas* (continuação)

Tipo de Banhei- Bebe-


edifício ou Bacias sanitárias Mictórios Lavatórios ras ou douros
de ocupação chuveiros **

Número Número Número Número Número Número


de de apa- de de apa- de de apa-
pessoas relhos pessoas relhos pessoas relhos
homens

Teatros, 1-100 1 1-100 1 1-200 1 1 para


auditórios 101-200 2 101-200 2 201-400 2 cada 100
e locais de 201-400 3 201-600 3 401-750 3 pessoas
reunião
Acima de 400,
Acima de 600,
1 aparelho para Acima de 750,
1 aparelho para
cada 500 homens 1 para cada
cada 300 homens
ou 500 pessoas
adicionais
300 mulheres

Número Número
de de apa- 1 para cada
pessoas relhos 12 pessoas 1 para cada
homem/ (prever lavató- 8 pessoas.
1 para cada
mulher rios para higiene No caso de
25 homens
1-10 1/0 dental, na razão 1 dormi-
1 para
1-8 0/1 para cada tório de
Dormitórios Acima de 150, adi- cada 75
50 pessoas). mulheres,
Acima de 10, cionar 1 aparelho pessoas
Adicionar 1 lava- adicionar
1 para cada 25 ho- para cada
tório para cada banheiras,
mens adicionais 50 homens
20 homens, 1 1 para cada
Acima de 8, para cada 15 30 pessoas
1 para cada 20 mu- mulheres
lheres adicionais

* Fonte: IAPMO, 1955.


** Bebedouros não devem ser instalados em compartimentos sanitários.
*** Um tanque para cada residência ou dois para cada dez apartamentos. Uma pia de cozinha para
cada residência ou apartamento.
**** Onde houver contaminação da pele com germens ou matérias irritantes, prever um lavatório para cada
cinco pessoas.

1.5.1 INSTALAÇÕES EM BANHEIROS


Para as áreas destinadas à higiene pessoal, recomenda-se que os projetos de arqui-
tetura de edifícios habitacionais prevejam, no mínimo: lavatório, chuveiro (box) e
bacia sanitária. No caso de lavabos, não é necessário o chuveiro.

book_panel_interfaces_prediais.indb 35 04/04/2023 [Link]


36 Interfaces prediais

O planejamento das instalações de um banheiro é de fundamental importância para


se obter resultados satisfatórios quanto a seu uso e funcionamento. Portanto, ao projetá-
-lo, deve-se levar em consideração a tipologia de suas utilizações (residencial, comercial,
industrial etc.), não esquecendo que se está criando ou reorganizando um espaço de
utilização específica, cujas dimensões devem oferecer um conforto adequado quanto à
distribuição das peças. Para atender aos parâmetros de conforto e funcionalidade, antes
da elaboração do projeto, é extremamente importante pesquisar alguns detalhes técni-
co-construtivos nos catálogos dos fabricantes de aparelhos e dispositivos hidrossanitá-
rios, bem como em algumas revistas específicas1.
Para uma boa distribuição interna das peças, as boas normas de higiene determi-
nam que se coloque, sequencialmente, a partir do vão de acesso: lavatório, vaso sani-
tário, ducha higiênica, chuveiro e banheira.

[Link] Lavatório
Os lavatórios podem ser de bancada, de parede ou de coluna, existentes no merca-
do em grande variedade de modelos e dimensões. No projeto, o profissional deve es-
pecificar o tipo mais indicado, analisando o uso, a função, a estética e o conforto,
além do custo final. Se especificar uma cuba de embutir ou de sobrepor, por exemplo,
haverá necessidade de uma bancada de granito ou similar, além de sifões e engates
com melhor acabamento, se forem ficar aparentes. Por outro lado, os lavatórios de
coluna têm custo final mais baixo, por esconderem o sifão e os engates, mas eliminam
a possibilidade de utilização de armários sob a bancada.
Quanto ao uso, os lavatórios poderão ser do tipo individual ou coletivo. Nesse
caso, é importante indicar torneiras que controlem o racionamento de água, além de
deixar uma distância mínima de 60 cm do eixo de uma cuba a outra, quando em uma
mesma bancada.
A alimentação de água poderá ser feita só com água fria ou com água fria e quente
(por meio de aparelho misturador). O ponto de água fria deve ser localizado a 10 cm
do eixo de simetria da peça; quando fria e quente, a 20 cm. A altura de ambos os pon-
tos é de 60 cm do piso acabado.
O esgotamento do aparelho é realizado a partir da válvula que fica acoplada a um
sifão (plástico ou metálico), e, a partir deste, vai para uma caixa sifonada. A altura do
ponto de saída de esgoto é a 50 cm do piso acabado.
A norma que especifica os requisitos para a instalação de lavatórios é NBR 16728-
2:2019 -Tanques, lavatórios e bidês Parte 2: Procedimento para instalação. Para o caso
de aparelhos sanitários para utilização por portadores de necessidades especiais, de-
ve-se consultar a NBR 9050:2020 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos.

1 Netto; Morais, 1990.

book_panel_interfaces_prediais.indb 36 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 37

Ponto .20 Ponto


água água

.10
.10
Esgoto

.60
.50

Piso acabado

Figura 1.11 Instalação de lavatório.

[Link] Bacia sanitária


Atualmente, existem no mercado vários modelos de bacia, mas o que os difere,
basicamente, é o dispositivo de funcionamento. As bacias podem funcionar por sifo-
nagem (bacias convencionais que descarregam o esgoto para baixo) ou pelo princípio
do arraste (bacias de saída horizontal, que podem direcionar o fluxo tanto no sentido
horizontal como para baixo).
A limpeza das bacias poderá ser feita por meio de válvula ou caixa de descarga. A
válvula apresenta a desvantagem do barulho e o alto consumo de água, particular-
mente as mais antigas. A caixa apresenta como desvantagens a demora entre duas
descargas consecutivas, a maior necessidade de manutenção e o aspecto estético e/ou
de dimensionamento; ela pode ser suspensa, embutida na parede ou ainda acoplada
ao vaso sanitário, com capacidades que variam de acordo com o fabricante.
Os dispositivos de descarga evoluíram muito nos últimos anos. As caixas vêm
conseguindo, gradativamente, aumentar sua participação no mercado brasileiro,
depois de muita resistência por parte dos consumidores. Duas razões têm justifica-
do essa resistência: o sistema operacional é mais lento e o equipamento ocupa mais
espaço no banheiro.
Se o dispositivo escolhido for válvula de descarga, a distância (altura) mínima en-
tre a válvula e a saída da água do reservatório deverá ser de 2 m. Uma distância menor
poderá comprometer o bom funcionamento da válvula. Essa medida determina a bi-
tola da válvula, que é responsável pela quantidade de água no vaso. Em residências,
usualmente, utiliza-se a bitola de 1 1 2 " (uma polegada e meia), adequada para baixa
pressão, com saída exclusiva da caixa-d’água, para não comprometer a vazão do
chuveiro ou da torneira do lavatório. Para pressões (alturas) acima de 15 m.c.a., deve-
-se utilizar válvulas com bitola de 1 1 4 " (uma polegada e um quarto).

book_panel_interfaces_prediais.indb 37 04/04/2023 [Link]


38 Interfaces prediais

Em bacias sanitárias com caixa acoplada, a tubulação é mais leve, 1 2 " (meia po-
legada), e não exige saída exclusiva do reservatório, pois a descarga da bacia não
interfere na vazão das demais peças de utilização. O ponto de esgoto deve ter seu
eixo de 30 cm a 45 cm da parede, dependendo do modelo adotado.
Quando o dispositivo de limpeza utilizado for válvula de descarga ou caixa de
embutir, a saída de água para a bacia sanitária será sempre a 33 cm do piso acabado.
O ponto de esgotamento deve ter seu eixo de 25 cm a 30 cm da parede, dependendo
do modelo adotado. O esgotamento é feito ligando-se a saída da bacia sanitária ao
esgoto primário.
A norma que especifica os requisitos para as bacias sanitárias (convencionais, com
caixa acoplada e integrada) fabricadas em qualquer material, destinadas à instalação
em sistema predial de água potável é a NBR 16727-1:2019 - Bacia sanitária - Parte 1:
Requisitos e métodos de ensaio.
Ponto Ponto
água água
Parede Parede
15
33

20

26 Ponto 30 Ponto
esgoto esgoto
Piso Piso

A - Instalação de bacia sanitária (convencional) B - Instalação de bacia sanitária (caixa acoplada)

Ponto
água Ponto
Parede água Parede

15
Ponto Ponto
esgoto esgoto
33

19

19
20

Piso Piso

C - Bacias convencionais com saída horizontal D - Bacias com caixa acoplada com saída horizontal
apoiadas no piso ou suspensas. apoiadas no piso.

Figura 1.12 Instalação de bacias sanitárias (pontos de água e esgoto).

[Link] Bidê e ducha manual


Bidê é uma palavra que vem do francês, bidet, uma invenção francesa do final do
século XVII ou do começo do XVIII, embora não se saiba exatamente a data e o in-
ventor. Defendido por uns e criticado por outros, o bidê foi uma peça bastante comum
nos banheiros das residências de classes média e alta.

book_panel_interfaces_prediais.indb 38 04/04/2023 [Link]


Interfaces dos sistemas hidráulicos e sanitários 39

Tecnicamente, o uso do bidê sempre foi muito questionado pela possibilidade de


ocorrer a contaminação da rede de abastecimento de água potável por retrossifona-
gem. Seu uso deve ser evitado para fazer a higiene íntima, pois pode haver risco de
contaminação por fezes que ficam nos orifícios do chuveiro fixo do bidê. Por essa
razão, há muito tempo o bidê vem sendo gradativamente substituído pela ducha ma-
nual, instalada próxima à bacia sanitária. Na ausência da ducha higiênica, o mais in-
dicado é usar o chuveirinho móvel, aquele que fica na mangueira do chuveiro.
O ponto de alimentação de água fria do bidê deve ser a 20 cm do piso acabado.
Quando alimentado por água fria e quente, utilizando-se misturador, a altura é a
mesma, e os pontos devem ficar si­métricos em relação ao eixo da peça, com um espa-
çamento de 20 cm, sendo o ponto da esquerda o convencionado para água quente.
O ponto de esgotamento deve ter seu eixo a 25 cm da parede, dependendo do fa-
bricante e do modelo adotado. O esgotamento é feito por ligação do ramal de descarga
do bidê à caixa sifonada.
As duchas higiênicas são uma alternativa moderna ao bidê. Adaptam-se a banhei-
ros de qualquer tamanho e proporcionam mais conforto aos usuários.
Os pontos de alimentação de água fria e quente devem ser a 50 cm do piso acabado.
No uso profissional, a ducha manual também é indicada para a lavagem de cabelos em
salões de beleza, e sua altura pode ser adaptada em função de uso.

Ponto Parede
AQ Parede
10 Ponto
10
5 AF
Ponto 5
AF Ponto
AQ
20

Piso
16
24

Ponto
esgoto
ver medida Piso
c/ fabricante Ponto
esgoto

A - Instalação de bidê (convencional) B - Instalação de bidê suspenso

Válvula
110

20
75

AQ AF
50
33
20

Piso acabado Piso acabado

C - Instalação de bidê e bacia sanitária D - Instalação de ducha manual

Figura 1.13 Instalação de bidê e ducha manual.

book_panel_interfaces_prediais.indb 39 04/04/2023 [Link]


ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR

CARVALHO JÚNIOR
Roberto de Carvalho Júnior Este livro foi desenvolvido com a finalidade de Este livro foi desenvolvido com a finalidade
apresentar a arquitetos, engenheiros civis e de apresentar uma visão conceitual
É engenheiro civil, licenciado em
alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e simples e didática dos vários subsistemas

INTERFACES PREDIAIS
Matemática com habilitação em Física e
de Engenharia Civil uma visão conceitual simples das instalações prediais e suas principais
Desenho Geométrico. Pós-graduado em
e didática dos vários subsistemas das instalações interfaces com o projeto de arquitetura.
Didática do Ensino Superior e mestre em
prediais e suas principais interfaces com o projeto Durante trinta anos atuando como projetista
Arquitetura e Urbanismo. Projetista de
instalações prediais hidráulicas e sanitárias de arquitetura, bem como mostrar a necessidade Hidráulica, gás, segurança contra incêndio, de instalações, o engenheiro Roberto de
Carvalho Júnior constatou vários problemas
desde 1982, já elaborou inúmeros projetos de integração das instalações com os demais elétrica, telefonia, sanitários acessíveis, de compatibilização entre o projeto
de edificações de médio e grande porte, subsistemas construtivos envolvidos na construção
executados em várias cidades do Brasil. de um edifício. Nesta nova edição, o autor incluiu um capítulo
NBR 15575 e BIM – nova forma de projetar arquitetônico e os projetos de instalações
prediais hidráulico-sanitárias, de gás, de
Desde 1994, atua na área acadêmica sobre a importância da tecnologia BIM (building information
segurança contra incêndio, de elétrica e de
em faculdades de Engenharia Civil e modeling ou modelagem de informação da construção), que vem
telefonia. Como professor de disciplinas
Arquitetura e Urbanismo como professor sendo cada vez mais utilizada por escritórios de arquitetura e
de instalações prediais em faculdades de
das disciplinas de instalações prediais e engenharia, tanto no Brasil quanto no exterior. Trata-se de um
Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia
infraestrutura urbana. É palestrante e conceito que envolve o gerenciamento de informações dentro de
Civil, observou a carência e a importância
autor dos livros Instalações hidráulicas e o um edifício desde sua fase inicial de projeto, para o qual é criado

INTERFACES PREDIAIS
de uma bibliografia que atendesse às
projeto de arquitetura, Instalações elétricas um modelo digital que abrange todo o ciclo de vida da edificação.
necessidades de aprendizado e consulta
e o projeto de arquitetura, Sistemas
sobre as principais interfaces físicas e
prediais hidráulicos e sanitários: princípios
funcionais do projeto arquitetônico com
básicos para elaboração de projetos,
instalações prediais.
Interfaces prediais, Patologia dos sistemas
hidráulicos e sanitários, Patologia dos
sistemas prediais elétricos e Como se
faz - 99 soluções de instalações hidráulicas
e sanitárias.

3ª edição
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