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CARVALHO JÚNIOR
Roberto de Carvalho Júnior Este livro foi desenvolvido com a finalidade de Este livro foi desenvolvido com a finalidade
apresentar a arquitetos, engenheiros civis e de apresentar uma visão conceitual
É engenheiro civil, licenciado em
alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e simples e didática dos vários subsistemas
INTERFACES PREDIAIS
Matemática com habilitação em Física e
de Engenharia Civil uma visão conceitual simples das instalações prediais e suas principais
Desenho Geométrico. Pós-graduado em
e didática dos vários subsistemas das instalações interfaces com o projeto de arquitetura.
Didática do Ensino Superior e mestre em
prediais e suas principais interfaces com o projeto Durante trinta anos atuando como projetista
Arquitetura e Urbanismo. Projetista de
instalações prediais hidráulicas e sanitárias de arquitetura, bem como mostrar a necessidade Hidráulica, gás, segurança contra incêndio, de instalações, o engenheiro Roberto de
Carvalho Júnior constatou vários problemas
desde 1982, já elaborou inúmeros projetos de integração das instalações com os demais elétrica, telefonia, sanitários acessíveis, de compatibilização entre o projeto
de edificações de médio e grande porte, subsistemas construtivos envolvidos na construção
executados em várias cidades do Brasil. de um edifício. Nesta nova edição, o autor incluiu um capítulo
NBR 15575 e BIM – nova forma de projetar arquitetônico e os projetos de instalações
prediais hidráulico-sanitárias, de gás, de
Desde 1994, atua na área acadêmica sobre a importância da tecnologia BIM (building information
segurança contra incêndio, de elétrica e de
em faculdades de Engenharia Civil e modeling ou modelagem de informação da construção), que vem
telefonia. Como professor de disciplinas
Arquitetura e Urbanismo como professor sendo cada vez mais utilizada por escritórios de arquitetura e
de instalações prediais em faculdades de
das disciplinas de instalações prediais e engenharia, tanto no Brasil quanto no exterior. Trata-se de um
Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia
infraestrutura urbana. É palestrante e conceito que envolve o gerenciamento de informações dentro de
Civil, observou a carência e a importância
autor dos livros Instalações hidráulicas e o um edifício desde sua fase inicial de projeto, para o qual é criado
INTERFACES PREDIAIS
de uma bibliografia que atendesse às
projeto de arquitetura, Instalações elétricas um modelo digital que abrange todo o ciclo de vida da edificação.
necessidades de aprendizado e consulta
e o projeto de arquitetura, Sistemas
sobre as principais interfaces físicas e
prediais hidráulicos e sanitários: princípios
funcionais do projeto arquitetônico com
básicos para elaboração de projetos,
instalações prediais.
Interfaces prediais, Patologia dos sistemas
hidráulicos e sanitários, Patologia dos
sistemas prediais elétricos e Como se
faz - 99 soluções de instalações hidráulicas
e sanitárias.
3ª edição
[Link]
PROF. ENG. ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR
INTERFACES PREDIAIS
Hidráulica, gás, segurança contra incêndio, elétrica, telefonia,
sanitários acessíveis, NBR 15575: Edificações habitacionais –
desempenho e BIM – nova forma de projetar
Bibliografia
Segundo o Novo Acordo Ortográfico, conforme 5. ed.
ISBN 978-65-5506-410-0
do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa,
Academia Brasileira de Letras, março de 2009. 1. Edifícios, estruturas, etc. – Projeto
arquitetônico 2. Instalações hidráulicas e
sanitárias 3. Instalações elétricas 4. Sistemas
telefônicos 5. Prevenção de incêndios I. Título
É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer
meios sem autorização escrita da editora. 22-5002 CDD 690
REFERÊNCIAS 299
5
7
4
6
Alimen
tador p
redial
.
3
Rama
1 - Rua (incidê l predial 2
ncia d
e ar)
2 - Rede de abastecimento 5 - Hidrômetro
3 - Registro no passeio público 6 - Cavalete
4 - Registro 7- Abrigo cavalete
Hidrômetro
Ramal predial Cavalete Abrigo/dimensões: altura,
diâmetro D Consumo Vazão diâmetro D largura e profundidade
(mm) provável característica (mm) (m)
(m3/dia) (m3/hora)
Abrigo cavalete
visor virado para
o passeio para
facilitar a leitura
muro
calçada
rua
N.A. 4
8 8 7
5 5
1
1 - Rede de abastecimento 5 - Registro
2 - Hidrômetro principal 6 - Hidrômetro individual
3 - Reservatório superior 7 - Ramal distribuição principal
4 - Abastecimento resevatório 8 - Ramal de distribuição secundário
6 N.A.
9 10 10
7 7
2
4
N.A.
3 1
7
5
10
6
10
3
9 2
1 - Rede abastecimento 6 - Registro cavalete 8
2 - Rua 7 - Hidrômetro
3 - Guia 8 - Cavalete 4
4 - Registro no passeio público 9 - Alimentação predial
1
5 - Abrigo do cavalete 10 - Distribuição direta
necessárias para o sistema predial. Por ser um sistema alimentado diretamente pela rede
pública, ou seja, sem conjunto moto-bomba gera também economia de energia elétrica.
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12 10
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16 16
16
7
5
6
3
2 9
8
4
1
N.A. 10
11
12 12 13
14
Medidor
área
comum
8
Medidor
área
comum
Medidor
área
comum
4
7
2 1
N.A. 5 3
6
9 9
8
10
10
4 7
1 2
3 5 N.A.
6
1 - Rua 6 - Reservatório
2 - Registro Passeio Público 7 - Sistema hidropneumático
3 - Ramal Predial 8 - Coluna de Distribuição
4 - Cavalete 9 - Registro
5 - Alimentador Predial 10 - Ponto de Distribuição
Esse sistema é o mais usual e é mais vantajoso que os demais, pois algumas peças
podem ser alimentadas diretamente pela rede pública, como torneiras externas,
tanques em áreas de serviço ou edícula, situados no pavimento térreo. Nesse caso,
como a pressão na rede pública quase sempre é maior do que a obtida a partir do
reservatório superior, os pontos de utilização de água terão maior pressão.
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10 12
15
13
14
16 16
17
17
7
5
6
3
9 2
8
4
água a valores mínimos necessários e suficientes para o bom funcionamento dessas peças
e para o atendimento dos requisitos do usuário.
A norma de desempenho NBR 15575-1:2021, em seu Anexo F, apresenta uma sugestão
das possíveis formas de organização dos cômodos e dimensões compatíveis com as neces-
sidades humanas. Essa parte da norma também indica as dimensões mínimas de mobiliá-
rio e circulação das áreas molhadas.
A definição e a localização desses aparelhos deverão, obrigatoriamente, constar do
projeto arquitetônico. Para tanto, é necessário o conhecimento de alguns aspectos técni-
cos dos diversos aparelhos existentes no mercado como condição básica para uma perfeita
integração e compatibilização da arquitetura com os projetos de estrutura e instalações do
edifício. A estética e o custo também devem ser analisados pelo projetista, antes da escolha
e especificação do produto.
As normas brasileiras fixam as exigências para fabricação dos aparelhos sanitários, que
devem satisfazer às condições de conforto, higiene, facilidade de limpeza e desobstrução,
durabilidade etc. Existe, no mercado, grande variedade de marcas e dimensões, todas
buscando atender às condições mencionadas.
Em qualquer tipo de edifício, o arquiteto deve prever, no projeto, quantidades adequa-
das de aparelhos sanitários. Para isso, deve consultar o Código de Obras da municipalida-
de, para saber das exigências locais. Caso não consiga as informações necessárias, poderá
consultar a Tabela 1.2, que serve de orientação aos projetistas. Essa tabela, publicada no
Uniform Plumbing Code (IAPMO, 1955), apresenta as instalações sanitárias mínimas em
função do tipo de edifício ou ocupação.
O conhecimento das normas pertinentes, assim como de alguns códigos estaduais que
regulamentam a questão, é também de extrema importância. Muitos órgãos e entidades
governamentais possuem suas próprias regulamentações, critérios e itens, que devem ser
analisados e considerados para calcular a quantidade mínima de aparelhos no projeto de
alguns tipos especiais de edificação, como escolas, hospitais, bancos, edifícios públicos etc.
1 para cada
residência
ou aparta-
Residência 1 para cada residên-
1 para cada mento
ou aparta- cia ou apartamento
residência +1
mento *** + 1 para serviço
chuveiro
para
serviço
(continua)
Meninos:
1 para
Escolas 1 para cada 100; 1 para cada 1 para cada
cada 75
primárias meninas: 30 meninos 60 pessoas
pessoas
1 para cada 35
1 para cada
Meninos:
20 alunos
Escolas 1 para cada 100; 1 para cada 1 para cada
(havendo
secundárias meninas: 30 meninos 100 pessoas
educação
1 para cada 45
física)
Número Número
Número Número
de de apa-
de de apa-
pessoas relhos
Havendo mictó- pessoas relhos
1-15 1
rios, instalar 1 WC 1-15 1
16-35 2
a menos para 16-35 2
36-55 3
Edifícios pú- cada mictório, 36-60 3 1 para
56-80 4
blicos ou de desde que o 61-90 4 cada 75
81-110 5
escritórios número de WC não 91-125 5 pessoas
111-150 6
seja reduzido a
Acima de 150, menos de 2 3
Acima de 125,
adicionar do especificado
adicionar
1 aparelho para 1 aparelho para
cada 40 pessoas cada 45 pessoas
Número Número
Número 1 chuveiro
de apa- Número de apa-
de para cada
relhos de relhos
pessoas 15 pessoas
1 Havendo mictórios, pessoas 1 para
1-9 expostas
2 instalar 1 WC a me- 1-100 cada 10
10-24 a calor
3 nos para cada mic- pessoas
25-29 excessivo 1 para
4 tório, desde que
Indústrias 30-74 ou conta- cada 75
5 o número de WC
75-100 minação de pessoas
não seja reduzido a
Acima de 100, pele com
Acima de 100, menos de 2 3
1 para cada substâncias
adicionar do previsto
15 pessoas**** venenosas
1 aparelho ou
para cada irritantes
30 empregados
(continua)
Número Número
de de apa- 1 para cada
pessoas relhos 12 pessoas 1 para cada
homem/ (prever lavató- 8 pessoas.
1 para cada
mulher rios para higiene No caso de
25 homens
1-10 1/0 dental, na razão 1 dormi-
1 para
1-8 0/1 para cada tório de
Dormitórios Acima de 150, adi- cada 75
50 pessoas). mulheres,
Acima de 10, cionar 1 aparelho pessoas
Adicionar 1 lava- adicionar
1 para cada 25 ho- para cada
tório para cada banheiras,
mens adicionais 50 homens
20 homens, 1 1 para cada
Acima de 8, para cada 15 30 pessoas
1 para cada 20 mu- mulheres
lheres adicionais
[Link] Lavatório
Os lavatórios podem ser de bancada, de parede ou de coluna, existentes no merca-
do em grande variedade de modelos e dimensões. No projeto, o profissional deve es-
pecificar o tipo mais indicado, analisando o uso, a função, a estética e o conforto,
além do custo final. Se especificar uma cuba de embutir ou de sobrepor, por exemplo,
haverá necessidade de uma bancada de granito ou similar, além de sifões e engates
com melhor acabamento, se forem ficar aparentes. Por outro lado, os lavatórios de
coluna têm custo final mais baixo, por esconderem o sifão e os engates, mas eliminam
a possibilidade de utilização de armários sob a bancada.
Quanto ao uso, os lavatórios poderão ser do tipo individual ou coletivo. Nesse
caso, é importante indicar torneiras que controlem o racionamento de água, além de
deixar uma distância mínima de 60 cm do eixo de uma cuba a outra, quando em uma
mesma bancada.
A alimentação de água poderá ser feita só com água fria ou com água fria e quente
(por meio de aparelho misturador). O ponto de água fria deve ser localizado a 10 cm
do eixo de simetria da peça; quando fria e quente, a 20 cm. A altura de ambos os pon-
tos é de 60 cm do piso acabado.
O esgotamento do aparelho é realizado a partir da válvula que fica acoplada a um
sifão (plástico ou metálico), e, a partir deste, vai para uma caixa sifonada. A altura do
ponto de saída de esgoto é a 50 cm do piso acabado.
A norma que especifica os requisitos para a instalação de lavatórios é NBR 16728-
2:2019 -Tanques, lavatórios e bidês Parte 2: Procedimento para instalação. Para o caso
de aparelhos sanitários para utilização por portadores de necessidades especiais, de-
ve-se consultar a NBR 9050:2020 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos.
.10
.10
Esgoto
.60
.50
Piso acabado
Em bacias sanitárias com caixa acoplada, a tubulação é mais leve, 1 2 " (meia po-
legada), e não exige saída exclusiva do reservatório, pois a descarga da bacia não
interfere na vazão das demais peças de utilização. O ponto de esgoto deve ter seu
eixo de 30 cm a 45 cm da parede, dependendo do modelo adotado.
Quando o dispositivo de limpeza utilizado for válvula de descarga ou caixa de
embutir, a saída de água para a bacia sanitária será sempre a 33 cm do piso acabado.
O ponto de esgotamento deve ter seu eixo de 25 cm a 30 cm da parede, dependendo
do modelo adotado. O esgotamento é feito ligando-se a saída da bacia sanitária ao
esgoto primário.
A norma que especifica os requisitos para as bacias sanitárias (convencionais, com
caixa acoplada e integrada) fabricadas em qualquer material, destinadas à instalação
em sistema predial de água potável é a NBR 16727-1:2019 - Bacia sanitária - Parte 1:
Requisitos e métodos de ensaio.
Ponto Ponto
água água
Parede Parede
15
33
20
26 Ponto 30 Ponto
esgoto esgoto
Piso Piso
Ponto
água Ponto
Parede água Parede
15
Ponto Ponto
esgoto esgoto
33
19
19
20
Piso Piso
C - Bacias convencionais com saída horizontal D - Bacias com caixa acoplada com saída horizontal
apoiadas no piso ou suspensas. apoiadas no piso.
Ponto Parede
AQ Parede
10 Ponto
10
5 AF
Ponto 5
AF Ponto
AQ
20
Piso
16
24
Ponto
esgoto
ver medida Piso
c/ fabricante Ponto
esgoto
Válvula
110
20
75
AQ AF
50
33
20
CARVALHO JÚNIOR
Roberto de Carvalho Júnior Este livro foi desenvolvido com a finalidade de Este livro foi desenvolvido com a finalidade
apresentar a arquitetos, engenheiros civis e de apresentar uma visão conceitual
É engenheiro civil, licenciado em
alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e simples e didática dos vários subsistemas
INTERFACES PREDIAIS
Matemática com habilitação em Física e
de Engenharia Civil uma visão conceitual simples das instalações prediais e suas principais
Desenho Geométrico. Pós-graduado em
e didática dos vários subsistemas das instalações interfaces com o projeto de arquitetura.
Didática do Ensino Superior e mestre em
prediais e suas principais interfaces com o projeto Durante trinta anos atuando como projetista
Arquitetura e Urbanismo. Projetista de
instalações prediais hidráulicas e sanitárias de arquitetura, bem como mostrar a necessidade Hidráulica, gás, segurança contra incêndio, de instalações, o engenheiro Roberto de
Carvalho Júnior constatou vários problemas
desde 1982, já elaborou inúmeros projetos de integração das instalações com os demais elétrica, telefonia, sanitários acessíveis, de compatibilização entre o projeto
de edificações de médio e grande porte, subsistemas construtivos envolvidos na construção
executados em várias cidades do Brasil. de um edifício. Nesta nova edição, o autor incluiu um capítulo
NBR 15575 e BIM – nova forma de projetar arquitetônico e os projetos de instalações
prediais hidráulico-sanitárias, de gás, de
Desde 1994, atua na área acadêmica sobre a importância da tecnologia BIM (building information
segurança contra incêndio, de elétrica e de
em faculdades de Engenharia Civil e modeling ou modelagem de informação da construção), que vem
telefonia. Como professor de disciplinas
Arquitetura e Urbanismo como professor sendo cada vez mais utilizada por escritórios de arquitetura e
de instalações prediais em faculdades de
das disciplinas de instalações prediais e engenharia, tanto no Brasil quanto no exterior. Trata-se de um
Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia
infraestrutura urbana. É palestrante e conceito que envolve o gerenciamento de informações dentro de
Civil, observou a carência e a importância
autor dos livros Instalações hidráulicas e o um edifício desde sua fase inicial de projeto, para o qual é criado
INTERFACES PREDIAIS
de uma bibliografia que atendesse às
projeto de arquitetura, Instalações elétricas um modelo digital que abrange todo o ciclo de vida da edificação.
necessidades de aprendizado e consulta
e o projeto de arquitetura, Sistemas
sobre as principais interfaces físicas e
prediais hidráulicos e sanitários: princípios
funcionais do projeto arquitetônico com
básicos para elaboração de projetos,
instalações prediais.
Interfaces prediais, Patologia dos sistemas
hidráulicos e sanitários, Patologia dos
sistemas prediais elétricos e Como se
faz - 99 soluções de instalações hidráulicas
e sanitárias.
3ª edição
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