Aula Bioquimica II)
A gliconeogênese não é apenas uma inversão da glicólise porque 3 reações da
glicólise são irreversíveis. Então, a gliconeogênese fará 3 desvios e consumirá
energia.
Observe que no jejum, o fígado produz ATP a partir da gordura (ácidos graxos)
enviados pelo tecido adiposo. É esse ATP que abastece a gliconeogênese.
Ao estimular a glicólise e inibir a gliconeogênese, a frutose 2,6-bifosfato impede
que essas duas vias antagônicas ocorram simultaneamente.
AMP = sinal de que falta energia
ATP = sinal de que tem à inibe a glicólise (essa produz ATP, se tem demais ela
para)
AMP = inibe a gliconeogênese (não faca que não tem energia para isso)
É muito importante em quem está passando fome, mas precisa de energia
Ocorre principalmente no fígado (no rim tb) à pessoa está sem comer à tecido
adipose envia gordura para o fígado à que produz ATP = fabrica glicose e joga no
sangue (evita hipoglicemia).
FRUTOSE 2,6 -BIFOSFATO à regula a glicólise e a gliconeogênese (ou o fígado faz
1 ou faz a outra à são opostas) à inibe a gliconeogênese e estimula a glicólise à
É PRODUZIDA PELA PFK-2 à FBPase-2 DESFAZ
CONTROLE HORMONAL:
GLUCAGON = quando prevalece à pâncreas o libera em jejum à não é hora do
fígado gastar glicose pela glicólise à é hora de produzir glicose pela
gliconeogênese
INSULINA = prevalece quando você come à hora do fígado consumir glicose pela
glicolise à sua chegada aciona a fosfatase = retira-se 1 fosfasto = ativa a pfk2 que
estimula a glicólise
cAMP (= AMP cíclico)
A enzima PFK-2 produz a frutose 2,6-bifosfato enquanto a FBPase-2 degrada a
frutose 2,6-bifosfato. Essas duas enzimas estão presentes em uma mesma
proteína bifuncional. Quando essa proteína é fosforilada a FBPase-2 fica ativa e
PFK-2 inativa. Quando ela é desfosforilada é a PFK-2 que fica ativa e a FBPase-2
inativa.
O glucagon, ao aumentar a concentração de cAMP, desencadeia a fosforilação da
proteína. Isso ativa a FBPase-2 reduzindo a quantidade de frutose 2,6-bifosfato, o
que inibe a glicólise e estimula a gliconeogênese. Já a insulina leva a
desfosforilação da proteína, ativando a PFK-2. Isso aumenta a quantidade de
frutose 2,6-bifosfato, o que estimula a glicólise e inibe a gliconeogênese.
Observe que a mesma reação, em sentidos opostos, controla a glicólise e a
gliconeogênese e impede que essas duas vias opostas ocorram ao mesmo tempo.
Músculo NÃO faz gliconeogênese
Em uma atividade física vigorosa pode não haver O2 suficiente para manter a
respiração aeróbica, então, o músculo realiza a fermentação produzindo lactato.
O músculo delega ao fígado a tarefa de recuperar a glicose a partir do lactato. Ele
já possui um alto metabolismo e não realiza a gliconeogênese.
Quebrar o glicogênio = tirar as glicoses da ponta à romper ligação alfa 1,4 =
saindo de um nível mais alto de energia para um mais baixo à GLICOGENÓLISE
NÃO gasta ATP à glicogênio-fosforilase à produz a glicose 1-fosfato à precisa da
glicose 6 fosfato para glicogênese = muda-se o fosfato para o carbono 6.
Fígado quando quebra glicogênio é para fornecer glicose ao sangue
O musculo pega o glicogênio para ele à fosfato ligado dentro da célula = está
preso na célula = ou seja, para na GLICOSE 6-FOSFATO
Glicose 6-fosfatase retira o fosfato para jogar a glicose no sangue à Para em
GLICOSE
É a quebra (digestão) do glicogênio. A GLICOGÊNIO FOSFORILASE rompe as
ligações ∂-1,4. É preciso outra enzima para desfazer as ramificações. A glicogênio
fosforilase é inibida por glicose 6-fosfato e ATP. Ca++ e AMP estimulam no
músculo. Glucagon e adrenalina também estimulam. A última reação ocorre
apenas no fígado porque ele precisa produzir glicose sem o fosfato para que possa
lançá-la no sangue.
A glicogênio fosforilase é uma enzima controlada por fosforilação reversível. Ao
ser fosforilada ela é ativada e ao ser desfosforilada é desativada. Os fosfatos são
ligados a resíduos de serina. No músculo, a glicogênio fosforilase é estimulada
pela adrenalina e no fígado pelo glucagon.
Chegada do glicogênio no fígado interrompe a glicogênese (faz o glicogênio)
diferente da glicogenólise = quebra o glicogênio
Fosfato no fígado = liga a glicogênio sintase à PARA
A glicogênio fosforilase
Vias que consomem glicose = glicólise e glicogênese à o Glucagon PARA essas
vias
A PKA centraliza quase todas as ações do glucagon no fígado. Ela fosforila
diferentes enzimas que levam a um aumento da glicogenólise e da
gliconeogênese e a uma inibição da glicogênese. Note que a glicogênio fosforilase
(da glicogenólise) ao ser fosforilada é estimulada enquanto a fosforilação da
glicogênio sintase a inibe. Portanto, ao estimular a fosforilação de ambas as
enzimas, o glucagon estimula a glicogenólise e inibe a glicogênese.
O que impede uma hipoglicemia no intervalo das alimentações é a glicogenólise
no fígado o músculo não fornece glicose ao sangue no jejum, não tem receptor
para o glucagon. Músculo responde a adrenalina (no exercício fígado)
De madrugada a gliconeogênese entra em ação para evitar a hipoglicemia
Enquanto tiver glicogênio é melhor pegar a glicose dele (acontece mais durante o
dia)
GLICOSE 6 FOSFATASE = enzima do fígado que tira o fosfato do fígado para passar
a glicose para o sangue
Lipólise = quebra da gordura à ácidos graxos livres e glicerol
Glicerol é jogado no sangue
1. O glucagon, por meio de uma proteína G ativa a adenilil-ciclase que produz
cAMP. 2. O cAMP ativa a PKA que fosforila a HSL (lipase sensível a hormônio). 3. A
PKA também fosforila as perilipinas que, então se dissociam da CGI-58.
4. A perilipina fosforilada associa-se a HSL fosforilada. 5. A CGI-58 recruta a ATGL
(lipase de triacilgliceróis do tecido adiposo). 6. A ATGL hidrolisa triacilgliceróis em
diacilgliceróis e ácidos graxos livres.
7. A HSL fosforilada hidrolisa o diacilglicerol em monoacilglicerol ácido graxo livre.
8. Uma terceira lipase, a MGL (monoacilglicerol lipase) hidrolisa o
monoacilglicerol em glicerol e ácido graxo. 9. Os ácidos graxos chegam ao sangue
e são transportados ligados à albumina sérica.
10. Os ácidos graxos chegam às células musculares onde podem ser usados
como fonte de energia.
11. O glicerol é transportado pelo sangue ao fígado que pode usá-lo, entre outras
possibilidades, para a síntese de glicose pela gliconeogênese.
Os triacilgliceróis são feitos de uma molécula de glicerol ligada a 3 cadeias de
ácidos graxos. O primeiro passo para extrair energia deles é separar o glicerol dos
ácidos graxos.
Molecula rica em HIDROGÊNIOS = Rica em Energia (da p fazer muito NADH e
FADH2 à ATP
Gordura é mais reduzida e mais rica em hidrogênio = tem mais energia que o
açúcar
Destino Glicerol: O tecido adiposo não metaboliza o glicerol, então, o envia para o
fígado. O glicerol entra na respiração celular ao ser convertido em di-
hidroxiacetona fosfato. Se precisar de glicose, ela pode entrar na gliconeogênese.
Destino Ácido graxo (ativação): une-se a CoA (gasta ATP à quebrado em AMP =
perde 2 fosfatos = é como se tivesse gasto de 2 ATPs )
CARNITIMA-ACILTRANSFERASE
O primeiro passo para extrair energia dos ácidos graxos é formar o acil-CoA, ligar
um ácido graxo à coenzima A. Esse processo requer a quebra do ATP até AMP, o
que equivale ao consumo de 2 ATPs.
CARNITINA-ACILTRANSFERASE = ENZIMA MARCAPASSO DA QUEBRA DE
GORDURA
Ácidos graxos com mais de 12 carbonos precisam da carnitina para entrar na
mitocôndria.
A carnitina é obtida na alimentação ou a partir dos aminoácidos lisina e
metionina. A carnitina-aciltransferase é inibida por malonil-CoA, molécula
presente na síntese de ácidos graxos. Isso evita que as duas vias (de quebra e de
síntese) ocorram simultaneamente. Portanto, a formação de acil-carnitina é a
etapa limitante da ß-oxidação.
No diabético há uma dificuldade para a glicose entrar no músculo
Acil-CoA entrou na mitocôndria = início da beta oxidação (NÃO produz ATP
diretamente) à a gordura é desmontada perdendo carbonos de 2 a 2.
Todos os hidrogênios foram retirados = oxidação completa da glicose
A cada volta na ß-oxidação há a formação de 1 NADH, 1 FADH2 e o ácido graxo
perde 2 carbonos na forma de acetil-CoA, que entra no ciclo de Krebs.
Note que os 2 ciclos produzem muitos NADH e FADH2, que gerarão muitos ATPs
na cadeia respiratória.
O cálculo acima foi feito a partir de um ácido palmítico, que possui 16 carbonos.
Um triacilglicerol possui 3 ácidos graxos e, portanto, a produção de ATP a partir de
um triacilglicerol poder ter que ser multiplicada por 3.
Quando a pessoa emagrece para onde vai a gordura?
P quebrar gordura é necessário o ciclo de Krebs!
Os ácidos graxos não passam pela glicólise. Eles são convertidos diretamente em
acetil-CoA pela ß-oxidação. Como a reação piruvato -> acetil-CoA é irreversível
nas condições celulares, torna-se impossível fermentar ácidos graxos.
Oxalacetato está em falta (beta oxidação e gliconeogênese ao mesmo tempo) à
acúmulo de Aceti-CoA:
Na diabete do tipo I, a falta de insulina leva a um aumento da lipólise e da
gliconeogênese. Esse mesmo fenômeno ocorre no jejum devida a falta de glicose.
A gliconeogênese consome oxalacetato e, assim, o ciclo de Krebs não consegue
receber todo o acetil-CoA vindo da lipólise. O fígado, então, converte o acetil-CoA
em corpos cetônicos. Note que, além disso, a produção de muito NADH pela ß-
oxidação também inibe o ciclo de Krebs, levando a mais corpos cetônicos.
O acúmulo de corpos cetônicos no sangue pode causar a cetoacidose que pode
levar à morte.
Para transformar aminoácido (tem nitrogênio) em glicose (não tem grupo amina
nem nitrogênio) à enzimas transaminases que vão retirar esse grupo
A principal fonte de carbonos para o fígado fazer glicose pela gliconeogênese é o
lactato e a alanina.
Os aminoácidos vindos das proteínas do músculo passam a ser a principal fonte
de carbonos para o fígado fazer glicose, o que leva à perda de massa muscular. O
glicerol vindo do adiposo também pode ser usado para fazer glicose.
Os ácidos graxos vindos do adiposo serão a fonte de energia para que o fígado
consiga fazer a gliconeogênese.
A produção de corpos cetônicos reduz muito o consumo de glicose pelo cérebro.
Isso é importante porque poupa as proteínas do músculo que estavam sendo
consumidas em um ritmo acelerado para que o fígado fizesse a gliconeogênese.
No jejum prolongado, a produção de corpos cetônicos é muito importante. Eles
passam a fornecer cerca de 60% da energia consumida pelo cérebro, além de
fornecer energia para outros tecidos. Isso reduz a necessidade de glicose e,
portanto, a gliconeogênese, poupando proteínas. É essa economia no consumo
de proteínas que nos permite sobreviver semanas sem comer.