CABEAMENTO
ESTRUTURADO
ELABORANDO O PROJETO
DE SUA EMPRESA
UM GUIA PRÁTICO
PARA VOCÊ COMEÇAR
AINDA HOJE
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Elaborando o projeto de
cabeamento estruturado da
sua empresa
A rapidez da evolução da Tecnologia da
Informação e sua presença cada vez maior em
todos os segmentos de mercado torna
imprescindível o planejamento das redes dentro do
conceito de cabeamento estruturado para que o
tráfego de dados ocorra em alto nível de qualidade.
Com origem na tecnologia de voz, o cabeamento
estruturado rapidamente se apresentou como uma
proposta adequada para a demanda dos serviços
de dados, tendo sido incorporado por boa parte das
empresas e se tornado objeto de elaboração de
normas técnicas.
VANTAGENS
O cabeamento estruturado traz uma série de
vantagens para uma rede, independente do seu
porte e de sua aplicação:
·Nível de desempenho e de segurança;
·Integração do suporte na operação e
manutenção, com maior rapidez e
qualidade no atendimento à demanda;
·Custos de instalação e manutenção
menores, dentro do ciclo de vida da rede;
·Facilidade da expansão ou adequação da
rede à demanda;
·Maior identificação e controle dos
componentes da rede;
·Melhor impacto visual da instalação.
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ESTRUTURA TÍPICA
O sistema de cabeamento estruturado deve
atender a edificação a que é destinado e
seguir as normas técnicas nacionais e
internacionais vigentes.
No caso da norma TIA/EIA-568-C.1 –
Cabeamento de telecomunicações para
edifícios comerciais, a estrutura a ser
atendida é, de forma geral:
Telecomunicações (entrada) – ponto onde
os cabeamentos externos e internos da
edificação são conectados. Um
distribuidor geral (rack) recebe os
componentes necessários para as
conexões.
Sala de equipamentos – onde são
instalados roteadores, switches e
servidores, segundo cada projeto.
Cabeamento horizontal – conjunto de
cabos que conectam pontos de rede e
distribuidor (rack) do pavimento.
Cabeamento vertical – conjunto de cabos
que interligam distribuidores (racks) dos
pavimentos ou segmentos da rede.
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Cabeamento vertical – conjunto de cabos que
interligam distribuidores (racks) dos pavimentos
ou segmentos da rede.
Distribuidores (racks) ou armários de
telecomunicações – abrigam os patch panels,
utilizados nas conexões dos cabeamentos
horizontal e cabeamento vertical, bem como
outros equipamentos de conectividade
similares.
Estações de trabalho – pontos de conexão para
equipamentos/dispositivos, segundo a topologia
da rede.
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ETAPAS DA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO
DE REDE
Para elaborar um projeto adequado de
sistema de cabeamento estruturado é
necessário o acesso à planta baixa da(s)
edificação(ões), aos requisitos técnicos e ao
ambiente de operação, em princípio.
Em seguida, o projeto pode ser desenvolvido
da seguinte forma:
Captação de informações – planta baixa,
quantidade de pontos por pavimento, tipo
de tecnologia a ser empregada, velocidade
de transferência de pacotes de dados etc.
Definição do tipo de cabo e dos
equipamentos e dispositivos componentes
da rede.
Distribuição do cabeamento pela(s)
edificação(ões), considerando os limites
técnicos de operação e manutenção.
Preparação do memorial descritivo.
Planejamento financeiro.
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Planejamento de execução da instalação do
sistema.
Preparação do projeto as built, para mostrar
como o sistema foi realmente instalado, com
detalhes para facilitar a operação e a
manutenção.
ESCOLHA DO TIPO DE CABO
A opção pelo tipo de cabo a ser utilizado
deve considerar os requisitos do projeto
técnico da rede, onde pode ser encontrado o
ambiente de instalação, um dos fatores mais
importantes para tomar a decisão correta
sobre os componentes de cabeamento.
A definição pode ser feita, de acordo com as
características dos cabos:
De par trançado - formados por um
conjunto de quatro pares de fios de cobre,
trançados par a par, para reduzir a
interferência eletromagnética (crosstalk).
Esses cabos têm aplicação na parte
interna da(s) edificação(ões) e podem ser:
UTP (Unshielded Twisted Pair) - sem
blindagem.
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FTP (Foil Twisted Pair) - com
blindagem, formada por fita com
tratamento de alumínio.
STP (Shielded Twisted Pair) - com
blindagem, na forma de malha
De fibra óptica - formados por um núcleo
central de vidro, envolto por camadas de
proteção. Como transmitem luz, não
apresentam problemas de obstrução
elétrica. Assim, esses cabos são
recomendados para a utilização em
ambientes externos ou naqueles que estão
sujeitos à interferência elétrica. Graças ao
elevado desempenho e imunidade elétrica,
são empregados em backbones, podendo
ser do tipo monomodo (para grandes
distâncias) e multimodo (para distâncias
menores).
Coaxiais – utilizados de acordo com o tipo
de rede, ambiente e aplicação, obedecem
ao padrão 10base2 (coaxial fino) e têm
velocidade de até 10 GHz (coaxial grosso).
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De modo geral, os cabos de par trançado são
utilizados nos segmentos internos do
cabeamento – na ligação entre os racks e os
pontos de rede dos equipamentos e
dispositivos usuário e nos patch panels (os
chamados patch cords).
Os cabos ópticos geralmente fazem a ligação
entre os racks, nos segmentos internos do
cabeamento e também podem ser utilizados
para ligação com algum equipamento ou
dispositivo de rede que tenha características
de alta velocidade de transmissão e recepção,
como switches, servidores e roteadores.
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TOPOLOGIA OU ESTRUTURA DE REDE
A escolha pela estrutura da rede (topologia)
depende de vários fatores, dentre os quais
podem ser destacados o ambiente da
instalação, a quantidade de pontos de rede e o
tipo de aplicação.
Há normas técnicas nacionais e internacionais
que orientam os requisitos de cada tipo de
estrutura de rede.
As topologias mais utilizadas são:
Barramento: Todos os dispositivos são
conectados, em série, no mesmo meio
(barramento). Cada ponto de rede recebe e
envia as informações, mas o dispositivo
correspondente tem que verificar a
disponibilidade do barramento, pois
somente uma mensagem pode ser
transportada por vez.
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Anel: Nesta topologia os dispositivos são
conectados em série, formando um circuito
fechado. Quando uma mensagem é enviada, ela
circula na rede até chegar ao destino ou até
retornar ao dispositivo emissor. Considerando
esta característica, uma vantagem da topologia
em anel é que uma mensagem pode ser
facilmente entregue a todos os demais
computadores da rede.
Ponto a ponto: Utilizada apenas para prover a
conectividade entre um par de dispositivos ou
em redes par a par. Em alguns casos pode ser
indicada a interligação direta entre dois
equipamentos para a troca de informações entre
eles. Outra aplicação é no intercâmbio de
informações entre pares de computadores que
não tenham conexão com a internet, via cabos
de rede de par trançado.
Estrela: Toda a informação gerada pelas
estações de trabalho passa por um ponto
central, que distribui o tráfego de rede para os
demais dispositivos da rede. Esse ponto central
se conecta com os demais pontos da rede ponto
a ponto. Sempre que um computador enviar
informações estas deverão necessariamente
passar pelo nó central.
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Árvore: Tem um ponto central, chamado de
concentrador ou hub, onde os dispositivos
são conectados. Desta forma, podem ser
formadas sub-redes, que podem ser na
parte interna ou na parte externa da
edificação. Todos os concentradores ou
hubs são interligados.
Malha – os equipamentos/dispositivos da
rede são conectados entre si, mas essa
topologia somente pode ser utilizada em
uma aplicação que tenha bom nível de
tolerância a falhas.
Wireless (sem fio): É um tipo de topologia
lógica, com a comunicação sendo feita
sem o emprego de cabos.
Híbrida: Quando dois ou mais tipos de
topologia de rede são utilizados.
Normalmente é utilizada quando uma rede
já existente passa por uma fase de
adequação ou ampliação.
Backbone: Topologia relativa à interligação
de servidores, que podem estar no mesmo
local ou em locais diferentes. Os
dispositivos são conectados a esses
servidores.
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Rede óptica passiva (Passive Optical LAN -
POL) – conecta um provedor ao seu local
de destino (ponto residencial, industrial,
institucional ou entre usuários especiais
que exigem alta velocidade) - topologia
FTTx (Fiber to the X). A denominação de
“passiva” vem da transmissão de sinais
sem a necessidade de uso de eletricidade.
NORMAS PARA EDIFICAÇÕES COMERCIAIS E
INDUSTRIAIS
As normas NBR 16264 (aplicações em
residências e condomínios) e 14565
(aplicações em edificações comerciais e data
centers), da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT) regem o cabeamento
estruturado, no Brasil.
As normas do Institute of Electrical and
Eletronics Engineers (IEEE), da Electronic
Industries Alliance (EIA) e da
Telecommunications Industry Association
(TIA) são consideradas referências mundiais
em todo o conceito de cabeamento
estruturado.
As principais normas de cabeamento são as 13
seguintes:
TIA/EIA-568-C.0 – Cabeamento de
telecomunicações genérico para as
dependências do cliente.
TIA/EIA-568-C.1 – Cabeamento de
telecomunicações para edifícios
comerciais.
TIA/EIA-568-C.3 – Padrão de componentes
de cabeamento de fibra óptica.
TIA 569-B – Projetos de telecomunicações
em edifícios comerciais (rotas e espaços
utilizados).
ANSI/TIA-606-A – Identificação e
gerenciamento de infraestruturas de
telecomunicações.
ANSI/TIA-607-B – Instalação de Sistemas
de Aterramento de Telecomunicações.
ANSI/TIA-758-A – Padrão de Infraestrutura
de Telecomunicações da Planta.
ANSI/TIA-862 – Padrão de cabeamento de
sistemas de automação predial para
edifícios comerciais.
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ANSI/TIA/EIA-1005 – Padrão de
Infraestrutura de Telecomunicações para
Instalações Industriais.
TIA-942 – Padrão de Infraestrutura de
Telecomunicações para Data Centers.
IEEE-100BASE-TX – Fast Ethernet.
PRINCIPAIS PROBLEMAS
A maioria devido à não existência de um
projeto do sistema de cabeamento
estruturado, mas podem ser destacados:
Dimensionamento e instalação da
estrutura de rede.
Componentes de baixa qualidade.
Tecnologias incompatíveis entre os cabos
e os equipamentos/dispositivos da rede.
Falta de observação das normas técnicas
aplicáveis.
Ausência de plano de manutenção.
Falta de pessoal qualificado para operação
e manutenção.
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