A FORMAÇÃO
HISTÓRICA
DA AMÉRICA
o Colonização da América
o Independência das colônias
Luso-Hispânicas
o Formação dos Estados latino-
americanos
o Formação dos Estados Anglo-
saxônicos na América
o América Latina x América
Anglo-saxônica
o As relações de dependência
da América Latina
A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA:
EXPLORAÇÃO E POVOAMENTO
• A América foi a primeira área da superfície terrestre colonizada e
organizada para atender às exigências e interesses comerciais do
capitalismo dos diversos Estados-Nação europeus.
• A partir dos séculos XV e XVI, esses Estados-Nação começaram a retirar
de suas colônias tudo o que pudessem de valioso, concebendo-as como
uma fonte de riquezas.
• Eles extraíram uma enorme quantidade de metais preciosos (ouro e
prata) e matérias-primas (madeira e peles), e introduziram o cultivo de
vários produtos de alto valor no mercado europeu, como a cana-de-
açúcar, o algodão e o fumo.
Para isso, os colonizadores utilizaram inicialmente a mão de obra escrava dos
nativos - indígenas - e, posteriormente, a dos negros capturados na África.
Tráfico de Escravos (1701 - 1810)
A África foi durante mais de três
séculos, o grande celeiro de
mão de obra escrava para a
acumulação capitalista europeia
e para os proprietários rurais e
de minas na América. Estima-se
que cerca de 10 milhões de
escravos entraram na América
no período de 1502 a 1870
• A colonização baseada na retirada de recursos e riquezas naturais das
colônias com o uso de mão de obra escrava, recebeu a denominação de
COLONIZAÇÃO DE EXPLORAÇÃO.
• Desde a porção meridional do continente americano até a área que
corresponde ao sul do território dos Estados Unidos, portugueses,
espanhóis, ingleses, franceses e holandeses estabeleceram suas colônias
de exploração.
• Portugal e Espanha foram detentores das maiores áreas colonizadas sob
forma de exploração. Assim, a maior parte do território que hoje forma a
América Latina, e em algumas áreas dos Estados Unidos, foram
estabelecidas as COLÔNIAS DE EXPLORAÇÃO, organizadas para atender aos
interesses comerciais europeus.
• Essas colônias abasteciam as metrópoles de metais preciosos e matérias-
primas.
• Os territórios americanos foram utilizados para o cultivo de diversos
produtos de alto valor comercial no mercado europeu, como a cana-
de-açúcar, o algodão e o fumo.
• Nas colônias de exploração predominam grandes propriedades
agrícolas monocultoras, voltadas para a exportação, as PLANTATIONS,
onde prevalecia o trabalho escravo. A produção era destinada ao país
colonizador, a metrópole, que controlava toda a atividade
administrativa e comercial de suas terras coloniais.
• A criação das colônias de exploração objetivava a transferência de
riquezas para as metrópoles, o que determinou a dependência
econômica dos países explorados, mesmo após sua emancipação
política.
• Nos EUA e no Canadá, diferentemente do
AS 13 COLÔNIAS INGLESAS que ocorreu na maior parte do
continente, predominou a COLONIZAÇÃO
DE POVOAMENTO.
• Os territórios que hoje correspondem aos
Estados Unidos e ao Canadá começaram
a ser colonizados entre o final do século
XVI e o inicio do século XVII.
• Os franceses se estabeleceram no sudeste
do atual território canadense. As
atividades mais importantes
desenvolvidas foram a caça de animais de
peles raras, a pesca e a comercialização
desses produtos.
• Os ingleses se fixaram entre os montes
Apalaches e a costa atlântica, organizando
13 colônias.
• As colônias do norte, região que era chamada de NOVA
INGLATERRA, possuíam clima temperado, como o da Inglaterra e o
da maioria dos países europeus.
• Seus habitantes se dedicaram à agropecuária, praticada em
pequenas propriedades, e ao desenvolvimento de atividades
artesanais, para atender às necessidades do local.
• Elaboraram um modelo de colonização baseado no trabalho livre e
voltado para a criação de um mercado interno.
• Isso permitiu às colônias maior autonomia em relação à Inglaterra e
possibilitou a criação das bases do desenvolvimento que vieram a
conquistar em pouco mais de um século (a partir do séc. XVIII).
• O mesmo não aconteceu com as colônias do sul. O clima subtropical dessa
região favorecia o desenvolvimento de culturas agrícolas, como algodão,
tabaco e outros. Essas atividades, por sua vez, atendiam aos interesses do
mercado europeu.
• No sul, o modelo de colonização não se diferenciou daquele que havia sido
implantado na América Latina: atividade monocultora, praticada em grandes
propriedades, com a utilização do trabalho escravo e voltada para a
exportação.
• No entanto, com o crescimento da atividade artesanal (mesmo que proibida
pela Inglaterra), vários produtos passaram a ser comercializados entre as
colônias, criando um forte mercado interno nessa região.
• Assim, nessas duas regiões se desenvolveram as COLÔNIAS DE EXPLORAÇÃO.
A INDEPENDÊNCIA DAS
COLÔNIAS LUSO-HISPÂNICAS
• A partir do século XVIII o capitalismo passou por profundas mudanças,
resultantes sobretudo das novas formas de organização do trabalho e
das inovações técnicas possibilitadas pela invenção da máquina a
vapor.
• A Revolução Industrial alterou o esquema de circulação do
capital, pois o principal setor da economia passou a ser o da
produção, e não mais o do comércio.
• As indústrias inglesas procuraram expandir seu mercado não apenas
em suas próprias colônias, mas também a partir de acordos com os
governos português e espanhol, para que seus produtos entrassem
nas colônias luso-hispânicas.
• A Inglaterra e a França, as novas potências líderes do capitalismo
industrial, começaram a defender o chamado LIBERALISMO
ECONÔMICO, ou seja, a diminuição da influência do Estado na
economia, e a liberdade total de comércio, com o rompimento dos
monopólios metropolitanos.
• A pressão da Inglaterra surtiu efeito principalmente porque Portugal e
Espanha, extremamente presos ao sistema mercantilista, não
apresentavam sequer um desenvolvimento manufatureiro - muito
menos industrial - que pudesse suprir as necessidades de suas colônias.
• A impossibilidade de abastecimento de vários produtos dificultava a
expansão econômica das colônias e não justificava a excessiva carga de
restrições comerciais e impostos cobrados pela metrópole, fator que
descontentava cada vez mais a elite econômica colonial.
FORMAÇÃO DOS ESTADOS LATINO-AMERICANOS
• Para facilitar a administração e o controle América Espanhola - Séc. XIX
do território conquistado, a Espanha dividiu
a América espanhola em VICE-REINOS.
Além disso, a Coroa espanhola também
estabeleceu as capitanias-gerais, áreas
militarmente estratégicas, mas desprovidas
de importância econômica.
• Nesses territórios se desenvolveu uma elite,
cujos integrantes, nascidos em solo
americano, eram conhecidos como
CRIOLLOS.
• Estes, contrários à política espanhola de
impostos e de restringir o acesso de não
espanhóis aos cargos públicos, lideraram
intensos movimentos de independência.
• Não fossem por eles, a independência das colônias espanholas da
América não teria ocorrido. Visto que os movimentos populares
liderados por índios, mestiços e escravos na América Espanhola,
nenhum saiu vitorioso.
• Como os movimentos que visavam a independência obtiveram êxito, o
anseio das elites regionais em ocupar o poder levou à fragmentação
dos territórios. Com o tempo, esses territórios alcançaram autonomia.
Como chegava ao fim o processo de colonização das terras espanholas
na América, os territórios autônomos deram origem a diversos países.
• Nem todos os criollos, contudo, queriam a independência. Havia um
grupo que lucrava com o Pacto Colonial. Estes, por razões óbvias, eram
contrários à ideia de independência.
FORMAÇÃO DOS ESTADOS
ANGLO-SAXÔNICOS NA AMÉRICA
• A constante pressão da metrópole, aliada às ideias de liberdade e
igualdade pregadas por vários líderes, levou às guerras pela
independência das colônias. Os EUA surgiram em 1776 com a Declaração
de Independência e, em 1789 foi eleito o primeiro presidente, George
Washington.
• Ainda antes da independência, o progresso das Treze Colônias atraiu
outros grupos, que continuaram chegando ao leste norte-americano. Com
isso a população das colônias inglesas cresceu bastante.
• No entanto, o vale do Rio Mississipi, a região dos Grandes Lagos e o vale
do Rio São Francisco eram dominados por franceses que, desde 1608
começaram a se estabelecer nessas regiões.
• Desse modo, a expansão do povoamento inglês se chocou com os
interesses dos franceses, que pretendiam conquistar o vale do Rio Ohio,
para terem maiores facilidades de acesso ao Rio São Lourenço. Diante disso,
a guerra se tornou inevitável, como prolongamento em solo americano de
uma disputa maior, envolvendo quase toda a Europa - a GUERRA DOS SETE
ANOS.
• Depois de muitas lutas o conflito terminou em 1760, com a vitória dos
ingleses. Em 1763, foi assinado o Tratado de Paris, pelo qual a França cedeu
a Inglaterra os territórios anteriormente ocupados pelos franceses. Os
franceses que habitavam o vale o Rio São Lourenço, apesar de se tornarem
súditos da Coroa Inglesa, tiveram permissão para continuar com suas
propriedades, sua língua e seus costumes.
• Por isso, hoje em dia, uma parte da população do Canadá é formada por
franco-canadenses, descendentes dos antigos ocupantes do vale do Rio São
Lourenço, habitando a Província do Quebec, no nordeste do país.
• A maior parte do Canadá, entretanto, acabou aos poucos sendo
povoada por ingleses. A maioria da atual população desse país é de
origem anglo-saxônica. Além da América do Norte, outra área de
colonização francesa no continente foram as Antilhas, onde os
franceses ocuparam diversas ilhas, como Guadalupe e Martinica.
• Depois da Independência, milhares de imigrantes europeus (ingleses,
escoceses, irlandeses, italianos, etc.) continuaram chegando aos EUA,
atraídos pelo desenvolvimento do novo país. A população teve um
grande crescimento, provocando uma expansão do povoamento para
o oeste.
• Essa expansão ficou conhecida como a marcha para o oeste, e os
norte-americanos que dela participaram ficaram conhecidos por
pioneiros.
Estados Unidos - Formação do Território
O processo da marcha para o
oeste levou os EUA a
anexarem e comprarem
territórios de outros
colonizadores. A expansão
das fronteiras significou
também a conquista do
território e até o extermínio
de muitos grupos indígenas.
Em 1867, os EUA compraram o Alasca, que até então pertencia à Rússia, e desembolsaram
US$ 7,2 milhões, um valor alto na época. Hoje o Alasca é uma região muito explorada
economicamente, pois seu território é rico em petróleo e ouro.
Em 1898, o Havaí foi invadido pelos EUA e se transformou em um estado desse país,
condição que mantém até hoje.
AMÉRICA LATINA x AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
• Os europeus que se dirigiram ao continente
americano pertenciam a dois diferentes
grupos linguístico-culturais: os anglo-
saxônicos, ingleses na sua maioria, e os
latinos, majoritariamente portugueses e
espanhóis. Se considerarmos a língua
falada e os traços culturais impostos pelos
colonizadores, a América também pode ser
subdividida em: AMÉRICA ANGLO-SÂNICA e
AMÉRICA LATINA.
AMÉRICA LATINA x AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
• AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA: constituída
pelo CANADÁ e pelos EUA. Corresponde à
parte colonizada principalmente pelos
ingleses, cujo legado foram a língua (o
inglês) e a religião (o protestantismo).
• AMÉRICA LATINA: constituída pelo
MÉXICO (na América do Norte), pela
AMÉRICA CENTRAL (continental e insular)
e pela AMÉRICA DO SUL, cujos
colonizadores foram predominantemente
portugueses e espanhóis, que deixaram
como legado a religião católica e as
línguas mais faladas nessa porção
continental – o espanhol e o português
(exclusivamente no Brasil).
AMÉRICA LATINA x AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
• Essa subdivisão contém certa imprecisão. No bloco da América Latina existem
países que foram colonizados (a partir do século XIX) por ingleses e cuja língua
oficial é o inglês, como Granada e Belize, entre outros, e por holandeses
(Suriname, Antilhas Holandesas). Na América Anglo-Saxônica uma parcela
considerável da população canadense fala francês (língua de origem latina).
• O critério mais importante para essa subdivisão, que enquadra países de
línguas não latinas no bloco dos países latino-americanos, é a situação de
subdesenvolvimento e dependência econômica em que se encontram essas
nações de línguas diferentes.
• Os países da América Anglo-Saxônica possuem um alto nível de
desenvolvimento, propiciando boas condições de vida às suas populações.
AS RELAÇÕES DE DEPENDÊNCIA
DA AMÉRICA LATINA
• Atualmente, apesar de haver conquistado independência política, a maioria
dos países americanos ainda não conseguiu obter a independência
econômica e cultural. Na verdade, apenas os EUA conquistaram
independência, tanto em termos políticos como em termos econômicos e
culturais, e hoje exercem influência em um grande número de países.
• Os valores culturais norte-americanos estão presentes em várias partes do
mundo, expressos na forma de vestir, na música e na alimentação, entre
outros.
• O bloco formado pelos países latino-americanos continua dependente
econômica e culturamente de países desenvolvidos, como a França e a
Inglaterra, e principalmente dos Estados Unidos, que se firmaram como a
grande potência mundial na região.
AS RELAÇÕES DE DEPENDÊNCIA
DA AMÉRICA LATINA
• O Canadá, apesar de ser um país desenvolvido, é relativamente
dependente dos EUA, no aspecto econômico. Empresários norte-
americanos possuem investimentos e um grande número de empresas em
território canadense. Entretanto, a população desse país tem um alto
padrão de vida, desfrutando de boas condições de saúde, alimentação,
habitação, educação, etc.
• Por isso, não se pode comparar a dependência dos países latino-
americanos à relativa dependência do Canadá aos EUA.
• A América Latina não é um conjunto homogêneo de países
subdesenvolvidos. Alguns fatores, como: duração do processo de
colonização, forma de integração no mercado internacional após a
independência política e formas de aproveitamento dos recursos naturais,
provocaram uma diferenciação de ordem econômica e social entre os
países latino-americanos.
Agrupamento da América Latina: América - organização espacial conforme
critérios políticos e socioeconômicos
• Países capitalistas com atividade
industrial diversificada (exportadores
de produtos primários e
industrializados).
• Apresentam produção industrial
relativamente elevada em diversos
setores.
• Países capitalistas exportadores de
produtos primários (agrícolas e/ou
minerais).
• País socialista exportador de produtos
agrícolas: Cuba.
• A divisão regional foi estabelecida
segundo três critérios: o nível de
desenvolvimento socioeconômico, a
inserção do país na Divisão
Internacional do Trabalho, a forma de
organização política e socioeconômica.
Chegamos ao fim dessa
rápida passagem pela
HISTÓRIA da AMÉRICA!
ATÉ A PRÓXIMA AULA!!!