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Foco 061

O estudo aborda a intervenção fonoaudiológica em crianças com apraxia da fala associada à Síndrome de Down, destacando a importância da terapia para melhorar a comunicação. A pesquisa, baseada em revisão integrativa da literatura, revelou que as intervenções resultaram em melhorias significativas nos movimentos de praxias não verbais e no desenvolvimento da fala. Os resultados sugerem que a atuação do fonoaudiólogo é crucial para o progresso das habilidades de fala em crianças com essa condição.

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Foco 061

O estudo aborda a intervenção fonoaudiológica em crianças com apraxia da fala associada à Síndrome de Down, destacando a importância da terapia para melhorar a comunicação. A pesquisa, baseada em revisão integrativa da literatura, revelou que as intervenções resultaram em melhorias significativas nos movimentos de praxias não verbais e no desenvolvimento da fala. Os resultados sugerem que a atuação do fonoaudiólogo é crucial para o progresso das habilidades de fala em crianças com essa condição.

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Luandra Maiane Chaves da Silva, Josélia Honorato dos Santos da Silva, Berteson

Jorge Leite Amorim


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ABORDAGENS FONOAUDIOLÓGICAS NA APRAXIA DE FALA


INFANTIL EM CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

SPEECH THERAPY APPROACHES IN CHILDHOOD APRAXIA


OF SPEECH IN CHILDREN WITH DOWN SYNDROME

ENFOQUES FONOAUDIOLÓGICOS EN LA APRAXIA DEL


HABLA INFANTIL EN NIÑOS CON SÍNDROME DE DOWN

Luandra Maiane Chaves da Silva1


Josélia Honorato dos Santos da Silva2
Berteson Jorge Leite Amorim3

DOI: 10.54751/revistafoco.v16n11-061
Recebido em: 13 de Outubro de 2023
Aceito em: 14 de Novembro de 2023

RESUMO
A Síndrome de Down (SD) é um estado genético ocasionado por uma modificação nos
cromossomos. O indivíduo com SD pode demostrar implicação na possibilidade de
realizar a programação dos movimentos de comunicação, da fala, o seu
desenvolvimento pode ser desafiador para várias crianças com síndrome de
Down (T21). Este estudo tem como objetivo relatar a intervenção fonoaudiológica
direcionada para o tratamento das crianças com apraxia da fala associada à síndrome
de Down. O presente trabalho se refere a um estudo que empregou os métodos da
revisão integrativa da literatura, utilizando artigos, teses e dissertações de revistas
indexadas existentes nas bases de dados online como Scientific Electronic Library
Online (SCIELO), Literatura Latino- Americana em Ciências da Saúde (LILACS). Os
resultados mostraram que após a intervenção, os movimentos de praxias não verbais
demonstraram melhores escores, sendo efeitos mais consideráveis. Assim, como os
resultados foram expressivos no que se refere à estimulação para a evolução da fala,
com resultados alcançados no fonema glotal /h/ e fonemas bilabiais /p, b e m/. Deste
modo, considera-se que foram alcançados resultados satisfatórios, oferecendo dados
importantes para a melhor atuação do profissional fonoaudiólogo na área.

Palavras-chave: Apraxia da fala; Síndrome de Down; diagnóstico; fonoaudiologia.

ABSTRACT
Down Syndrome (DS) is a genetic condition caused by a change in chromosomes. The
individual with DS can demonstrate implications for the possibility of programming
1
Graduanda em Fonoaudiologia. Universidade Nilton Lins - Parque das Laranjeiras. Av. Prof. Nilton Lins, 3259, Flores,
Manaus - AM, CEP: 69058-030. E-mail: [email protected]
2
Especialização em Disfagia e Fonoaudiologia Hospitalar. Universidade Nilton Lins - Parque das Laranjeiras. Av. Prof.
Nilton Lins, 3259, Flores, Manaus - AM, CEP: 69058-030. E-mail: [email protected]
3
Especialização em Voz. Universidade Nilton Lins - Parque das Laranjeiras. Av. Prof. Nilton Lins, 3259, Flores, Manaus
- AM, CEP: 69058-030. E-mail: [email protected]

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communication and speech movements, their development can be challenging for many
children with Down syndrome (T21). This study aims to report the speech therapy
intervention aimed at treating children with apraxia of speech associated with Down
syndrome. The present work refers to a study that used the methods of integrative
literature review, using articles, theses and dissertations from indexed journals existing
in online databases such as Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Latin
American Literature in Health Sciences (LILACS). The results showed that after the
intervention, non-verbal praxis movements demonstrated better scores, with more
considerable effects. Thus, the results were significant in terms of stimulation for speech
development, with results achieved in the glottal phoneme /h/ and bilabial phonemes /p,
b and m/. In this way, it is considered that satisfactory results were achieved, offering
important data for the best performance of the speech therapist in the area.

Keywords: Apraxia of speech; Down's Syndrome; diagnosis; speech therapy.

RESUMEN
La Síndrome de Down (SD) es un trastorno genético causado por una modificación en
los cromosomas. Las personas con SD pueden mostrar implicaciones en la capacidad
para programar movimientos de comunicación y el habla. El desarrollo de estas
habilidades puede representar un desafío para muchos niños con síndrome de Down
(T21). Este estudio tiene como objetivo informar sobre la intervención fonoaudiológica
dirigida al tratamiento de niños con apraxia del habla asociada a la síndrome de Down.
Este trabajo se basó en un estudio que utilizó métodos de revisión integrativa de la
literatura, utilizando artículos, tesis y disertaciones de revistas indexadas en bases de
datos en línea, como Scientific Electronic Library Online (SCIELO) y Literatura
Latinoamericana en Ciencias de la Salud (LILACS). Los resultados mostraron que
después de la intervención, los movimientos de praxias no verbales demostraron una
mejora significativa, con efectos más notables. Además, se obtuvieron resultados
significativos en lo que respecta a la estimulación para el desarrollo del habla, con
mejoras en los fonemas glotales /h/ y los fonemas bilabiales /p, b y m/. Por lo tanto, se
considera que se lograron resultados satisfactorios, lo que proporciona datos
importantes para mejorar la práctica del fonoaudiólogo en esta área.

Palabras clave: Apraxia del habla; Síndrome de Down; diagnóstico; fonoaudiología.

1. Introdução
A Síndrome de Down (SD) é um estado genético definido por uma
modificação de distribuição dos cromossomos nas células, demostrando um
cromossomo extra no par 21, o que resulta uma instabilidade no papel regulador
que os genes desenvolvem sobre a eliminação de harmonia na evolução, papéis
das células e síntese da proteína. Esses déficits se apresentam a partir do
desenvolvimento intrauterino e determinaram o sujeito no decorrer de sua vida
(COELHO et al., 2020).
No Brasil, para cada 600 nascimentos, acontecem 1 caso, o que
representa nascem cerca de 8 mil recém-nascidos com Síndrome de Down a

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cada ano. Deste modo, considera-se que vivam no país, 3000 mil indivíduos com
SD, e neste cenário, torna-se importante a Fonoaudiologia, sobretudo, com
relação às características relacionadas à linguagem oral e escrita e a motricidade
orofacial, sem considerar o período da vida em que ocorrem as dificuldades
(SILVA et al., 2020).
As crianças com SD demonstram episódios de ininteligibilidade da fala.
Entre outros fatores pode-se evidenciar: déficits abrangendo fundamentos
motores de fonação, respiração e articulação em condições das disartrias,
transtorno de fala de princípio musculoesquelético, dificuldades na capacidade
motora de planejamento de fala (combinar, planejar, estruturar e sequenciar os
principais movimentos da fala) em episódios das apraxias (ALVES et al., 2016).
Ao longe de sua vida, implicando como resultado em várias
características, especialmente modificações morfofuncionais e déficit intelectual
(COELHO et al., 2020). O desenvolvimento de linguagem e cognitivo ocorre
lentamente em crianças com SD, com elevadas implicações relacionadas as
características linguísticas, sendo assim, as habilidades fonoarticulatórias
podem ser um indicador para as técnicas linguísticas (WILSON et al., 2019).
Este estudo apresenta a seguinte pergunta problema: quais as
abordagens terapêuticas da fonoaudiologia utilizadas em apraxia de fala na
Síndrome de Down?
O Fonoaudiólogo é o profissional responsável por atuar nas áreas
direcionadas a audiologia, motricidade orofacial, linguagem oral e escrita, voz e
fluência, cuidando e identificando modificações na comunicação dos indivíduos,
desenvolvendo análises e diagnósticos, realizando e estimulando a fala, os
papéis auditivos, adaptando papéis orofaciais, possibilitando a comunicação
eficaz (POMPÊO, 2020).
Deste modo, este estudo é justificado pela necessidade da execução de
novas pesquisas que compreendam a temática, objetivando a intervenção e as
concepções dos profissionais fonoaudiólogos diante a apraxia de fala em
crianças com Síndrome de Down, com a finalidade de elevar a literatura científica
e aprimorar a atuação fonoaudiológica.
Este trabalho possui relevância científica por adentrar os conhecimentos

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e demais profissionais sobre essa temática, que desenvolvem terapias e


trabalhos em conjunto com pacientes portadores da Síndrome de Down, visando
o desenvolvimento da qualidade de vida da criança, possibilitando orientação de
familiares.
Este estudo tem como objetivo geral, relatar a intervenção
fonoaudiológica direcionada para o tratamento das crianças com apraxia da fala
associada à síndrome de Down. E como objetivos específicos, apresentar a
fisiopatologia e graus da SD; descrever a relação da síndrome de Down com a
apraxia da fala e demonstrar o papel da fonoaudiologia no diagnóstico da apraxia
da fala.

2. Metodologia
Este trabalho refere-se a um estudo que empregou os métodos da revisão
integrativa da literatura, baseia-se em estruturar, clarificar e resumir os principais
produtos existentes, assim, como disponibilizar referências completas que
envolvem o espectro de literatura de uma área. O estudo das publicações pode
colaborar com a reestruturação histórica da reflexão acadêmica, por apresentar
uma nova direção, estrutura e norteamento (GONÇALVES, 2019).
Para a realização da pesquisa foram utilizados, artigos de revistas
indexadas existentes nas bases de dados online como Scientific Electronic
Library Online (SCIELO), Literatura Latino- Americana em Ciências da Saúde
(LILACS). Utilizando os seguintes descritores: “Apraxia da Fala”; “Síndrome de
Down”; “Diagnóstico” e “Terapia” e “Fonoaudiologia”. Com pesquisas publicadas
na língua portuguesa, no período de 2013 a 2023. Os critérios de inclusão,
utilizados foram: artigos, TCC, monografias completas, disponíveis online. Os
critérios de exclusão: artigos que não se encontravam disponíveis em texto
completo, em formatos de resumo e fora do recorte de tempo.
Os materiais escolhidos foram sujeitos a uma leitura sistemática de textos
fichados e completos para reconhecer os contextos associados ao assunto. A
pesquisa foi desenvolvida em seis etapas: a primeira, baseada na escolha do
tema e na construção da pergunta da pesquisa, a segunda, na definição dos
critérios de inclusão e exclusão dos materiais, a terceira, voltada para as

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definições das informações retiradas dos estudos escolhidos e na seleção de


amostra, a quarta etapa, na inclusão e exclusão da categorização das pesquisas,
a quinta etapa, na avaliação dos materiais selecionados e, por último, na análise
e discussão dos resultados.

3. Fisiopatologia e Graus da Síndrome de Down (SD)


Bianchi, Spinazola e Galvani (2021), afirmam que a síndrome de Down
pode ser detectada facilmente no período imediato ao nascimento, devido às
características específicas, contudo, a notícia é transmitida aos genitores ao
nascimento, será um acontecimento difícil para os pais. Logo, começa as
preocupações de fundo, de acompanhar a família por toda a vida, com grande
ou menor intensidade dependendo dos casos, do tempo evolutivo do indivíduo,
dos recursos pessoais e das condições de vida.
Pode ser identificada com o exame de ultrassom transluscência nuca, a
síndrome de Down, em torno da 12º semana de gravidez. Porém, existem
indícios que permanecem sem diagnóstico, perpassando do período ou realizam
o exame em período em que não se observa com perceptibilidade (SANTOS,
2022).
A síndrome de down (SD), ou trissomia simples e do cromossomo é uma
situação genética provocada por um erro na reprodução celular no decorrer da
divisão embrionária, ocasionando em três cromossomos no par 21 ao contrário
de dois. É vista como uma alteração cromossômica (cromossomopatia) mais
simples e a principal motivação de deficiência intelectual e de evolução na
população segundo a Global Down Syndrome Foundation (GDSF, 2022).
Existe ainda escassez de pesquisas que comprovam o motivo da
síndrome de Down, porém, muitos estudos associam a idade materna avançada
à grande probabilidade de nascer uma criança com Down. Isso pode estar
relacionado ao envelhecimento dos gametas feminino, devido à idade, que dá
abertura para malformações dos fetos. É importante mencionar também que,
após o nascimento do bebê, fica claro que ele vai possuir características que vão
facilitar a identificação da síndrome de Down (FREIRE et al., 2014).
É possível entender que, um cromossomo acocêntrico, o centrômero se

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encontra próximo a extremidade superior, de cromossomos homólogos ou de


cromátides irmãs. No decorrer da replicação ou duplicação, pode ocorrer na
Meiose I, em que acontece a separação dos cromossomos homólogos e na
Meiose II, quando ocorre a separação das cromátides irmãs. Na Meiose I existe
a primeira divisão cromossômica com a não-disjunção, uma célula permanece
com 23 pares e a outra sem o cromossomo 21 (CARVALHO, 2019).
Segundo o Ministério de Saúde, a síndrome de Down se destaca como a
principal causa de deficiência intelectual dos sujeitos. O atraso no adiantamento
e na sua cognição é uma definição marcante, mostrando uma necessidade de
um cuidado especial para cada uma das crianças. Ao conhecer o histórico da
Síndrome de Down, é possível identificar, o quanto ela passou por uma
representação negativa na sociedade. Tudo isso, promove uma visão distorcida
até pela veracidade do desconhecimento da síndrome e das reais
potencialidades das pessoas que a possuem (BRASIL, 2013).
Indivíduo com essa síndrome, manifestam características físicas
específicas tais como: pé plano, hipotonia muscular, frouxidão ligamentar, déficit
de equilíbrio, hipermobilidade articular, obesidade, déficit de controle postural,
dentre outros. Os indivíduos com SD passam por grandes dificuldades no
decorrer de seu desenvolvimento, começando com a idade primária, até sua vida
adulta, ocasionando danos em seu desenvolvimento motor e intelectual, quando
comparado às pessoas típicas (RAMOS; MULLER, 2019).
Conforme Rodrigues, Neves e Onofre (2019), a situação correta é que
seja realizada a busca um diagnóstico antes mesmo do nascimento, para ocorrer
uma preparação desde cedo dos pais. Logo, as mudanças em seu sistema
nervoso e os problemas cognitivos, promovem, três grandes dificuldades para
as crianças que acompanham por toda a vida, na linguagem, socialização e
atenção.
Existem casos em que a Apraxia de Fala na Infância está presente e
associada a outros diagnósticos, como, a Síndrome de Down. Desta forma, a
comparação da fala de pessoas com Síndrome de Down e Apraxia de Fala
Infantil sempre é realizada a partir de um diagnóstico de AFI. Isso, objetiva
realizar uma melhor investigação dos aspectos fonológicos e fonéticos que

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conduziriam a mudanças da fala, disfluências, alterações na prosódia e


comparar com as definições da Síndrome de Down que envolvem o cognitivo,
linguístico, motor e perceptual (COELHO et al., 2020).

4. Síndrome de Down e a Relação com a Apraxia da Fala na Infância


Existem casos em que a Apraxia de Fala na Infância está presente e
associada a outros diagnósticos, como, a Síndrome de Down. Desta forma, a
comparação da fala de pessoas com Síndrome de Down e Apraxia de Fala
Infantil sempre é realizada a partir de um diagnóstico de AFI. Isso, objetiva
realizar uma melhor investigação dos aspectos fonológicos e fonéticos que
conduziriam a mudanças da fala, disfluências, alterações na prosódia e
comparar com as definições da Síndrome de Down que envolvem o cognitivo,
linguístico, motor e perceptual (COELHO et al., 2020).
A evolução de linguagem e cognitiva ocorre de forma mais lenta e
atrasada em crianças com SD, ao serem equiparados aos de crianças sem a
doença, com elevadas implicações relacionadas as características linguísticas.
Mesmo com o atraso na evolução de linguagem determinada na SD, em taxa
fonológica, lexical e pragmática, a característica de tais desafios não é bem
determinada no processo de aquisição (BARATA; BRANCO, 2018).
Catrini e Lier-DeVitto (2019), definem que a apraxia de fala na infância
(AFI), como a inabilidade de sequenciar os movimentos importantes a uma
produção articulatória acurada, cuja explicação, tradicionalmente, é remetida a
um déficit na programação motora da fala. A AFI, é um distúrbio neurológico que
atinge a condição motora da fala, produzindo dificuldades na pronúncia de
palavras, sons e sílabas. É como se existisse um seguimento errado das
informações para o cérebro, organizar e realizar as ações da boca, gerando uma
desordem na comunicação funcional.
Os sinais sempre apresentam importantes evidências de desordens, esse
distúrbio se classifica como neurológico, atingindo os sons da fala, causando
dificuldade na consciência dos movimentos orofaciais e na precisão. A AFI
possui origem genética, com mudanças no gene FOXP2, solicitado que as
transformações sejam hereditárias, envolvendo mudanças cognitivas-

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linguísticas, trazendo facilidade de genes comuns nos distúrbios desta patologia


(VERNES, 2018).
Os sintomas da AFI em grande parte, se apresentam em indivíduos que
apresentam dificuldades na hora de realizar alguns movimentos relevantes para
fala, se mostrando em formas e graus. A AFI é uma mudança no planejamento
motor da fala que pode ser vista em criança desde os 12 meses, após esses
meses, elas podem ficar com sinais de incitações (SOUZA, 2022).
Esses sintomas permanecem na vida dos indivíduos, é necessário
observar a estruturação do planejamento e a programação da sequência dos
movimentos de coarticulação, os sons da fala, se encontram alterados,
direcionando para uma fala lentificada, com dificuldade na prosódia e pausada.
Essas transformações se envolvem às mudanças sensoriais compreendem as
atividades diárias do indivíduo e da necessidade de se alimentar, direcionando
as mudanças para deglutir e movimentos orofaciais com a língua, como soprar
e sugar (KAREN, 2020).
Existem alguns sintomas de apraxia da fala mais observados: dificuldade
na pronúncia de letras, movimentos na língua corretamente, limita palavras, os
sons ficam distorcidos, possuem dificuldades na fala chegando a atrasá-la,
constantes entre palavras ou sílabas e pouca comunicação (OLIVEIRA, 2020).
É preciso atenção sobre os sintomas da AFI, isso porque significa, uma
linguagem expressiva, que traz prejuízos nas prosódias e práxis orais,
habilidades motoras orais, assim, como na produção dos sons orais da fala,
sendo importante o aprofundamento de mais estudos para melhorar o
prognóstico e conduzir para aos cuidados no tratamento fonoaudiológica mais
relevantes e eficazes (BRAZ et al., 2020).
Em relação à AFI Infantil, essa é diagnosticada no empenho dos familiares
nas terapias, importante e deve ser fortalecido, pois, contribui com o
desenvolvimento do paciente. Assim, pessoas com AFI na Infância podem
manifestar desordem na programação, erros inconscientes na hora da
articulação e mudanças nos aspectos que relacionam a fonética, fonologia e
prosódia, prejudicando a fala livre e suas entonações (CARRARA-DE, 2018).
Há muitos anos, existem estudos sobre a AFI Infantil, que ainda são

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relatados por alguns fonoaudiólogos, nessas crianças, as terapias convencionais


ofertam um mínimo desenvolvimento terapêutico e alguns casos mais severos
não mostram avanços. Existem duas linhas que definem a apraxia, o primeiro é
programar a fala voluntária ou repetições de palavras e em segundo, se fala uma
palavra de forma correta e pouco depois, pronuncia a mesma de forma errada
(ALMEIDA -VERDU et al., 2015).
Na prática da clínica de linguagem, permanece com frequência, diante de
comportamentos sintomáticas que identificam, sujeitos aprisionados em gestos
articulatórios desajeitados como paralisados ou que se executam com visível
esforço para falar. Nessa condição, a fala é definida como ora de sons que atuam
de forma imprecisa, ora de uma massa sonora particular que se relaciona sobre
si mesma, disciplinando sequências que afetam a interpretação do outro que
pode, inclusive, ficar em um momento de silêncio sofrido perante ela (CATRINI;
LIER-DEVITTO, 2019).
Pode-se afirmar que a Falas dispráxicas, ou apráxicas atingem
imediatamente a escuta do próprio falante e a do outro, ainda, “saltam aos olhos”.
A escuta é obtida pela perturbação da composição fônica e prosódica da fala,
afetando a sua possibilidade de interpretação. Tais mudanças não deixam de
atingir a composição sintático-textual do enunciado. Mesmo quando, o aspecto
sonoro que predomina acaba afetando a escuta do terapeuta, este não deve
ignorar em relação intricada entre os níveis ou componentes linguísticos
constitutivos de todo e qualquer identificado (CATRINI; LIER-DEVITTO;
ARANTES, 2015).
É correto afirmar que as falas marcadas por gestos articulatórios
distorcidos deixam ficar em evidência uma “disfuncão” do corpo, isso porque
mesmo sobre a expectativa de estar naturalmente preparado para pronunciar de
forma adequada um enunciado. Se trata ainda de uma expectativa que, no caso
de apraxias, é inevitavelmente frustrada, fato este que, não ocorre nada de
natural na colocação em ato do trato dito bucofaríngeo para falar (SHRIBERG et
al., 2017).
Existe a apraxia adquirida e de desenvolvimento. A apraxia adquirida ela
acontece em qualquer idade, fazendo com que o indivíduo fique incapaz de falar

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como já está ciente ou aprendeu a fazer. Também, a apraxia de desenvolvimento


de pessoa já nasce com ela e apresenta dificuldade na capacidade de formar
sons e palavras desde sempre (GORTE; MENDES; GAEDICKE, 2022).

5. O Papel da Fonoaudiologia no Diagnóstico da Apraxia da Fala


Segundo Rodrigues et al. (2019), sobre diagnóstico seguro é
recomendado que se busque um fonoaudiólogo que tenha experiência com
crianças, que desenvolva suas atividades junto ao desenvolvimento de fala e de
linguagem e tenha conhecimento científico para um diagnóstico e elaboração e
intervenção correto. Esse aspecto é fundamental, para entender os critérios
diagnósticos, pois, no estágio pré- lexical, podem ser encontradas dificuldades
no balbucio, evolução tardio das primeiras palavras, dentre outros.
O diagnóstico da Apraxia de Fala da Infância (AFI) é organizado quando
existe oportunidade de realizar o teste da produção de palavras polissílabas. Isso
acaba dificultando o diagnóstico em crianças pequenas ou não verbais,
atingindo, em seguida, além do diagnóstico precoce, as consequências da
terapia fonoaudiológica, já que, as crianças com AFI não se recebem benefícios
com as terapias fonoaudiológicas tradicionais de fundamento contrastivo
(WILLFORS, 2017).
No que se refere aos critérios diagnósticos, pode-se encontrar, na AFI,
diferença entre a concepção voluntária e involuntária da linguagem; falhas
inconsistentes na repetição de sílabas e palavras; prosódia inapropriada, em
destaque a transição coarticulatória entre sons e sílabas lentas e com
interrupções na execução do acento lexical ou frasal (ASHA, 2017).
A coleta de informações históricas se volta para o início do processo
diagnóstico, é nesse processo, que geralmente ocorre os primeiros contatos
entre terapeuta, família e criança. Assim, as crianças com suspeitas de AFI, além
da possibilidade de manifestar atrasos na evolução, podem seguir direções de
desenvolvimento idiossincráticos, como falta ou interrupção do balbucio, devido
à referência de marcos típicos, é importante o diagnóstico, já que, as
características atípicas podem ser sugestivas de AFI (RODRIGUES et al., 2019).
Visando facilitar a identificação dos transtornos do neurodesenvolvimento

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e de considerar as mudanças de comportamento, a partir de encaminhamento


para áreas competentes pelo diagnóstico, são utilizados questionários ou
escalas para guia de observação clínica, responsáveis e pais, cuidadores e
educadores das crianças (WILLFORS, 2017).
No cenário da fonoaudiologia, é bem comum, identificar a aplicação de
aparatos descritivos acerca da fala de pacientes. Após o diagnóstico, é
fundamental identificar o tipo de terapia que será realizado pelo profissional,
ressalta-se que mesmo executando a terapia, segue a avaliação detalhada e
completa. A avaliação fonoaudiológica persiste na maturidade do tratamento,
para que o profissional se relacione com o paciente e sua família (SANTOS;
PAULA, 2019).
Por ser um tratamento da apraxia da fala muito lenta, é necessário um
terapeuta que seja capacitado, e ainda que o paciente seja preparado para dar
continuidade em todos os exercícios apresentados ao mesmo, mesmo
ocorrendo a imitação, durante horas e de forma intensiva, nesse processo diário.
Na Fonoaudiologia existe especialidade e vários tipos de terapia, e isso depende
da formação do profissional que vai desenvolver esse processo (ASHA, 2017).
A intervenção precoce da terapia depende da aceitação de cada paciente,
se compreende que a técnica precisa de incentivos dos pais, já que, existem
características que podem ser diferentes em cada criança. Pelo fato, que a
criança pode ainda manifestar durante a terapia outro tipo de distúrbio,
relacionado ao atraso da parte expressiva, já que, a terapia é de extrema
importância, para obter resultados mais significativos (FISH, 2016).
Os resultados da terapia fonoaudiológica em crianças com a apraxia de
fala podem ser atingidos à longo prazo, de forma individual, considerando outros
fatores, como o problema do caso e a idade da criança. O atendimento da terapia
segue seus protocolos recomendados pela American Speech-Language-
Hearing Association (ASHA), devido aos cuidados com a dificuldade motora e
atividades diárias das crianças (ASHA, 2017).
Além da terapia individual, deve ser considerado o apoio da família e da
escola, os professores necessitam receber orientações para que o processo de
aprimoramento seja o mais breve possível, já que apraxia de fala pode acarretar

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grandes dificuldades que irão persistir na idade adulta. Avaliação da Rede de


Leitura e Escrita, exposição às etapas de Treino e de Seleção e Nomeação
(FISH, 2016).

6. Resultados e Discussão
Os artigos foram inicialmente analisados a partir de leitura flutuante
seguindo o objetivo intervenção fonoaudiológica direcionada para o tratamento
das crianças com apraxia da fala associada à síndrome de Down, após,
organizados pelos itens de interesse: título, autores/ano/idioma, base de dados
e resultados, sendo apresentados no Quadro-1.

Quadro 1: Apresentação dos resultados quanto às características dos materiais analisados


N Título Autor/Ano/ Idioma Base de dados Resultados
Teste de percepção As crianças com SD
1 de fala com figuras: Gonçalves, B.N.; SCIELO responderão ao estudo de fala
aplicabilidade em et al. com figuras, no entanto,
crianças com 2022 demonstraram tempo de
síndrome de Down. Português atenção limitado, tentativa de
emissão oral das expressões e
um léxico limitado.
Métodos de Oliveira, A.M.; et Após a estimulação, os
2 avaliação da apraxia al. SCIELO indivíduos com síndrome de
de fala na infância: 2021 Down, alcançaram um
revisão sistemática. Português desenvolvimento superior dos
que sem a síndrome
A Perspectiva de Gorte, A.C.; O maior desafio dos
3 Atuação de Mendes, L.A.; profissionais é a execução
Fonoaudiólogos em Gaedicke, I.A.L.S. SCIELO do diagnóstico diferencial
Casos de Apraxia de 2021 frente a apraxia de fala infantil
Fala Infantil na Português relacionada à SD.
Síndrome de Down

Análise da Silva, R.S.; et al Um programa de intervenção


4 intervenção 2020 fonoaudiológica, usando
fonoaudiológica em Português LILACS métodos a repetição,
apraxia de fala na escolhendo os objetivos
síndrome de Down: (respeitando a hierarquia
um estudo de caso. motora, repertório, e a
conjectura.

Perfil de fala na
síndrome de Down: Coelho, J.F.; et al. BVS Os indivíduos com apraxia de
5 apraxia de fala x 2020 fala comparados aos sem
distúrbio de fala de Inglês apresentaram maior
origem ocorrência das alterações
musculoesquelética. fonoarticulatórias.
Estimativas da
prevalência de Wilson, E.M.; et al. Os participantes com SD
6 distúrbios 2019 BVS apresentaram algum tipo de

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fonoaudiológicos e Inglês distúrbio fonológico e motor,


motores da fala em com implicações para a teoria,
adolescentes com avaliação, predição e
síndrome de Down. tratamento.
A criança apráxica com SD
Análise Dos Gonçalves, L.A. possui dificuldades na
7 Aspectos Da 2019 programação e realização da
Apraxia De Fala Em Português SCIELO fala, porém, não ocorre o
Uma Criança Com impedimento de se
Síndrome De Down. desenvolver como indivíduo
social.
Protocolo de Os portadores de SD são de
avaliação em Ramos, A.A. fácil identificação
8 motricidade 2019 SCIELO devido às características
orofacial para Português faciais, como nariz pequeno,
Síndrome de Down: face ampla, língua
revisão de literatura. grande e olhos rapidamente
direcionados para cima.

Estimulação da Porcellis, M.A.F.; Após a estimulação, os


9 consciência et al. SCIELO indivíduos com síndrome de
fonológica na 2018 Down, alcançaram um
Síndrome de Down. Português desenvolvimento superior dos
que sem a síndrome.

Estimulação A estimulação precoce das


10 fonoaudiológica em Regis, M.S.; et al. características linguísticas e
crianças com 2018. SCIELO cognitivas, importantes para a
síndrome de Down. Inglês evolução das crianças com SD.

Apraxia de fala x A pesquisa afirmou que


desvio fonético: Coelho, J.F.; et al. crianças com SD e diagnóstico
11 aspectos 2018 de apraxia de fala comparação
Linguísticos e Português SCIELO a outros sujeitos com SD,
análise acústica da demonstraram de forma
fala na síndrome de considerável elevadas
Down. recorrências de alterações de
fala.
Os exercícios de estimulação
Estimulação da Porcellis, foram principalmente
12 consciência M.E.F.; Lorandi, BVS realizados em função das
fonológica na A.; dificuldades de atenção,
Síndrome de Down Lorandi, M. memória e de linguagem
2018 considerável
consideravelmente
relacionadas à síndrome.
As crianças com SD
Desenvolvimento da Lima, I.L.; demonstram um déficit na
13 linguagem na Delgado, I.C.; evolução da linguagem e do
síndrome de Down: Cavalcante, SCIELO simbolismo, porém, existe o
análise da literatura. M.C.B. desenvolvimento dessas
2017 características com o decorrer
Português da idade e com a intervenção
fonoaudiológica.
.
Buscando precisão Mc Daniel, J.; O desenvolvimento de serviços
14 nos serviços de Yoder, P.J. BVS de terapia fonoaudiológica de
fonoaudiologia para 2016. precisão elevam as

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CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN
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crianças com possibilidades e resultados de


síndrome de Down. aprendizagem para crianças
com SD.
Inconsistência na
produção de Wong, B.; et al.
15 palavras de 2015 BVS A inconsistência na produção
adolescentes com Inglês de palavras é uma
Síndrome de Down característica perceptível na
de língua fala de indivíduos com SD.
singapuriana-
inglesa.
Fonte: Autores, 2023

Segundo Regis et al. (2018) ocorreu mudança estatística nos efeitos pré
e pós-intervenção fonoaudiológica em capacidades das diretrizes de: imitação
de produções orais, imitação gestual/corporal, imitação atrasada e utilização de
estrutura simbólica, vocabulário receptivo e finalidade comunicativa.
Coelho et al. (2018) evidenciam a criança com SD e diagnóstico de
apraxia de fala verbal demonstrou curva entacional descontínua, com rupturas e
quebras e sem a existência de modulações, diferenciado ao identificado na
criança com desvio fonético.
Coelho et al. (2020) ressaltam ocorrerem colaborações importantes no
que se refere as características linguísticas nas várias alterações de fala, de
começo neurológico e musculoesquelético em indivíduos com SD. Não existem
distinções de interação social de crianças com DT e SD, porém, as que possuem
a síndrome de Down tem dificuldades em manter relação social.
De acordo com Lima et al. (2017) é relevante ocorrer a intervenção
fonoaudiológica com a finalidade de contribuir com a evolução linguística e
cognitiva de maneira optimal. Existe predominância da utilização de gestos no
método de evolução da linguagem, identifica-se a preferência pela utilização de
contextos atípicos e produções verbais para a criança.
Para MC Daniel e Youder (2016) a realização de serviços de terapia
fonoaudiológica de precisão para elevar as probabilidades e os efeitos de
aprendizagem para crianças com SD necessita de elevada contribuição entre
clínicos e pesquisadores para ressaltar necessidades, desafios e possibilidades
em três temáticas interconectadas: realizar intervenções eficientes de estudo
para a prática, tomar atitudes fundamentadas em pesquisas para a intensidade

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do tratamento de cada criança e considerar o estimulo e temperamento da


mesma.
Gonçalves et al. (2022) ressaltam que o teste de entendimento de fala
com figuras, para analisar crianças com SD, foi benéfico, posto que, é de fácil
compreensão para esse público, é um material que possibilita a análise do
resultado, de forma eficiente, possibilitando o acompanhamento estruturado de
crianças que demonstrem falhas fonológicas.
Oliveira et al. (2021) destacam que a ferramenta Dynamic Evaluation
Motor of Speech Skills (DEMSS)), assim como o modelo brasileiro (DEMSS-BR),
se sobressai entre os outros protocolos, posto que se destaca por ser completo,
já que permite a avaliação das três habilidades, articulatória/motora,
suprassegmental e segmental.
Segundo Porcelis et al. (2018) a intervenção fonoaudiológica se baseou
na estimulação a evolução da consciência fonológica em grau de rima, sílaba e
fonema. A execução dos exercícios foi principalmente produzida para considerar
os déficits de memória de exercício dos indivíduos com síndrome de Down
conduzindo a promoção da estimulação da consciência fonológica nos sujeitos
com síndrome de Down em todas as categorias fonoaudiológicas identificadas.
Wong et al. (2015) evidenciam que as crianças com SD tem conduzido
estudiosos a indagar se a inconsistência permanece na adolescência e decorre
da apraxia da fala na infância (CAS), e que geralmente é tardio o perfil da fala
de indivíduos com SD.
Segundo Silva et al. (2020) evidenciaram em seus estudos que os
movimentos de praxias não verbais demonstraram melhores escores depois da
intervenção, sendo alcançados resultados mais favoráveis. Assim como, os
resultados foram favoráveis no que se refere o incitamento da fala, nos fonemas
glotal /h/ e /p, b e m/. Deste modo, foram alcançados resultados favoráveis na
intervenção, viabilizando dados relevantes para uma melhor prática profissional.
Wilson et al. (2019) reforçam a colaboração dos distúrbios motores da fala
para o complexo de dificuldades de comunicação para pessoas com síndrome
de Down e ressaltam a importância de considerar a função do controle motor da
fala no decorrer da avaliação e manejo.

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CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN
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Gorte, Mendes e Gaedicke (2021) relatam que grande parte dos


profissionais usam a técnica multigestos com crianças com SD e apraxia de fala,
tem como finalidade oferecer passos multissensoriais, especialmente o uso de
gestos, visa trabalhar a consciência fonológica, fala e as capacidades de leitura,
escrita e matemática. Outros usam mais de uma abordagem terapêutica como a
aprendizagem motora de fala, que alcança resultados satisfatórios que envolve
a prática e repetição com fala, recomendando treinamento de 36 vocábulos e
frases.
De acordo com Gonçalves (2019) ao compreender a atuação da
linguagem em uma criança com apraxia de fala e SD, constatou-se que o quadro
de apraxia pode ser alterado. Destaca-se ainda a relevância da análise acústica
no entendimento de assuntos relacionados a produção da fala.
Porcellis, Lorandi e Lorandi (2018) ressaltam a eficiência na execução de
trabalhos de estímulo da consciência fonológica principalmente direcionadas à
indivíduos com SD, devido a diversas características cognitivas, como os déficits
de linguagem e de memória de trabalho de forma geral.
Para Ramos (2019) é relevante destacar que as características
anatômicas existentes na síndrome de Down, afetam contrastes fonológicos que
manifestam inferiores diferenças articulatórias, permitida a hipotonia muscular
específica da SD, que podem produzir uma diversidade de outras modificações
como a língua ampliada.

7. Conclusão
A pesquisa desenvolvida observou no primeiro objetivo que a síndrome
de Down (SD) é um estado genético caracterizado por uma alteração de
distribuição dos cromossomos nas células, e as crianças que possuem SD
demonstram eventos de ininteligibilidade da fala, déficits nos motores de
fonação, respiração e dificuldades na capacidade motora de planejamento de
fala em episódios das apraxias de fala.
A apraxia de fala se caracteriza como um conjunto de mudanças
articulatórias e prosódicas que acontecem sem que exista prejuízos musculares,
como, por exemplo, dificuldades nas atividades que até então necessitam de

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equilíbrio voluntário. No que se refere em relação da síndrome de Down com a


apraxia da fala constatou-se que a evolução de linguagem e cognitiva ocorre
lentamente em crianças com SD. Os sinais sempre se apresentam a partir de
desordens, causando dificuldade na consciência dos movimentos orofaciais e na
precisão.
Neste contexto, atuação do fonoaudiólogo na AFI e Síndrome de Down é
indispensável para atuar com pacientes sindrômicos e apráxicos, tanto em
eventos verbais e não-verbais, estimulando a linguagem e a fala. Com isso, foi
possível constatar que o problema da pesquisa foi respondido, identificando as
abordagens terapêuticas da fonoaudiologia utilizadas em apraxia de fala na
Síndrome de Down, entre as mais utilizadas estão o método multigestos e
abordagem de terapia motora de fala, envolve a conscientização
fonoarticulatória que em seguida, afeta a cadeia sonora da escrita e a
consciência fonológica, contribuindo para os melhores efeitos na terapia
realizada com crianças com SD.
Os resultados do presente estudo, ainda identificaram os desafios na
sequencialização e programação dos movimentos de fala em crianças com SD,
pois as especificidades de fala desses indivíduos podem ser alterados não
somente pelas características individuais do sistema estomatognático, sendo
essencial um diagnóstico para identificação da conduta terapêutica.
Nesse sentido, observou-se que os resultados desta temática
colaboraram para a atuação clínica do fonoaudiólogo, oportunizando
concepções para outras pesquisas com o assunto em questão, colaborando com
o desenvolvimento na terapia fonoaudiologia na AFI e SD.

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