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Estatuto do Magistério de Taubaté

A Lei Complementar nº 180, de 21 de dezembro de 2007, institui o Estatuto do Magistério Público do Município de Taubaté, regulamentando a relação funcional dos profissionais da educação. O documento define conceitos, a constituição e provimento de cargos, além das funções-atividade e gratificadas dos docentes. Também estabelece normas sobre concursos públicos e a carga horária de trabalho docente.

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Estatuto do Magistério de Taubaté

A Lei Complementar nº 180, de 21 de dezembro de 2007, institui o Estatuto do Magistério Público do Município de Taubaté, regulamentando a relação funcional dos profissionais da educação. O documento define conceitos, a constituição e provimento de cargos, além das funções-atividade e gratificadas dos docentes. Também estabelece normas sobre concursos públicos e a carga horária de trabalho docente.

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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

Projeto de lei de autoria do Prefeito Municipal

Dispõe sobre o Estatuto do Magistério Público do


Município de Taubaté

Legenda:
Texto em preto: Redação original (sem modificação)
Texto em azul: Dispositivos com nova redação
Texto em vermelho: Dispositivos incluídos

O PREFEITO MUNICIPAL DE TAUBATÉ

FAZ SABER que a Câmara Municipal aprova e ele sanciona e promulga a seguinte Lei
Complementar:

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Seção I
Dos objetivos desta Lei Complementar

Art. 1º Fica instituído o Estatuto do Magistério Público do Município de Taubaté, na


forma prevista no art. 67 da Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de
Diretrizes e Bases da Educação - LDB, contendo as normas regulamentadoras da relação
funcional do pessoal do quadro do magistério com a administração pública municipal.

Art. 2º Esta Lei Complementar aplica-se aos profissionais da educação no


desempenho de docência, de direção de unidade escolar e de coordenação e supervisão
pedagógica, quando exercidas em estabelecimentos de educação básica e de ensino
profissional em seus diversos níveis e modalidades ou na sede do órgão superior municipal de
educação.

Seção II
Dos conceitos

Art. 3º Nesta Lei Complementar conceituam-se:

I - função de serviço público: conjunto de atribuições cometidas a um servidor


ocupante de um cargo ou admitido temporariamente;

II - servidor público: pessoa física legalmente investida em cargo público efetivo ou


em comissão, em uma função gratificada ou em uma função-atividade;

III - cargo público: criado por lei com denominação própria em número certo e
vencimento específico com um conjunto de atribuições, deveres e responsabilidades
específicas cometidas ao servidor público;
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

IV - quadro do magistério: conjunto específico de cargos de carreira e isolados, de


funções-atividade e de funções gratificadas de docentes e de profissionais que oferecem
suporte pedagógico às atividades privativas da rede de ensino do município;

V - classe: conjunto de cargos, de funções-atividade e de funções gratificadas, da


mesma natureza funcional, mesmo nível de vencimento, mesma denominação e de idêntico
grau de responsabilidade para seu exercício;

VI - função-atividade: conjunto de atribuições não vinculadas a um cargo, cometidas


a um servidor admitido por tempo determinado, para atender necessidade inadiável e
temporária;

VII - função gratificada: vantagem pecuniária, de caráter transitório, para remunerar


funções criadas por lei;

VIII - vencimento: retribuição pecuniária, fixada em lei, pelo exercício de cargo


público, correspondente ao padrão de vencimento em que se encontre o servidor;

IX - remuneração: valor correspondente ao vencimento relativo ao padrão de


vencimento em que se encontre o profissional do magistério, acrescido das vantagens
pecuniárias do cargo ou pessoais a que fizer jus;

X - posto de trabalho: lugar em determinada unidade administrativa necessário ao


desempenho de uma função do serviço público;

XI - lotação: soma de postos de trabalho fixados para cada unidade administrativa.

Art. 4º Entende-se por pessoal do quadro do magistério público municipal o conjunto


de servidores que, nas unidades escolares e no órgão superior municipal de educação,
ministram aulas e/ou exercem funções de direção, coordenação e supervisão pedagógica.

Art. 5º O quadro do magistério público municipal será constituído, nos termos desta
Lei Complementar, da seguinte forma:

I - parte permanente, com as respectivas classes de cargos;

II - parte suplementar, com os respectivos cargos em extinção na vacância;

III - parte provisória, com os cargos em comissão, as funções-atividade e as funções


gratificadas, relacionadas nos anexos II e III, regulamentados no capítulo IV, todos desta Lei
Complementar.

Art. 6º Os cargos da parte permanente do quadro do magistério público municipal,


constantes do anexo I desta Lei Complementar, serão providos de acordo com a necessidade e
disponibilidade orçamentária.

Art. 7º Os cargos providos, constantes do anexo VI serão extintos na vacância e


aqueles que se encontrarem vagos serão extintos na data da publicação desta Lei
Complementar.

Parágrafo único. São assegurados aos servidores, ocupantes dos cargos em extinção,
todos os direitos e benefícios estendidos aos demais servidores do quadro permanente do
magistério público municipal.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

CAPÍTULO II

DA CONSTITUIÇÃO DOS CARGOS

Art. 8º A constituição de um cargo docente corresponderá a um total de vinte horas-


aula semanais livres de uma determinada disciplina das séries finais do ensino fundamental,
do ensino médio, ou a uma classe livre da educação infantil, da educação especial e das séries
iniciais do ensino fundamental em uma única unidade de ensino.

§ 1º O caput não se aplica quando da composição de cargo da disciplina ensino


religioso que, devido a sua peculiaridade, poderá ser constituído com aulas em até três
unidades escolares.

§ 2º As classes ou aulas de recuperação paralela e as dos projetos especiais do órgão


superior municipal de educação não poderão ser utilizadas para a constituição de cargo
docente.

§ 3º As aulas livres, cujo número reduzido ou cuja transitoriedade não comportarem


ou não justificarem a constituição de um cargo e, também, as classes ou aulas de recuperação
e as dos projetos especiais da pasta serão oferecidas, respectivamente, para a composição da
jornada de trabalho do professor ou a título de carga suplementar de trabalho.

§ 4º A constituição de um cargo de Professor de Educação Infantil Substituto,


Professor I Substituto e Professor III Substituto corresponde a doze horas aula, em
substituição, independente de serem livres. (incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7
de dezembro de 2011)

Art. 9º Os cargos de diretor de escola serão fixados de acordo com módulo constante
do anexo V desta Lei Complementar.

CAPÍTULO III

DO PROVIMENTO DE CARGOS

Seção I
Da nomeação

Art. 10. O provimento de cargos do quadro do magistério público municipal será


feito mediante nomeação, a qual dar-se-á:

I - em caráter efetivo, para os cargos das classes da carreira do magistério, através de


concursos públicos de provas e títulos;

II - em comissão, para cargos criados na forma prevista na legislação, por ato do


Prefeito Municipal.

Art. 11. Os cargos de provimento efetivo serão organizados em classes,


considerando-se a escolaridade e a qualificação profissional exigida, a natureza e a
complexidade das atribuições a serem desempenhadas por seus ocupantes, na forma prevista
nesta Lei Complementar.

Parágrafo único. O provimento dos cargos efetivos, constantes do anexo I desta Lei,
dar-se-á:
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

I - pelo enquadramento dos atuais servidores;

II - por nomeação, precedida de concurso público de provas e títulos;

III - pelas demais formas previstas em lei.

Art. 12. O provimento dos cargos constantes nos anexos I e II desta Lei
Complementar será autorizado pelo Prefeito Municipal, mediante solicitação do titular do
órgão superior municipal de educação.

Art. 13. As classes criadas ou que vierem a vagar durante o ano letivo serão
oferecidas em concurso público de ingresso, preferencialmente no início do ano letivo, após a
realização do concurso de remoção.

Art. 14. A posse e o exercício em cargo efetivo deverá verificar-se dentro do prazo e
nas condições previstas na Lei Complementar nº 1, de 4 de dezembro de 1990 - Código de
Administração do Município de Taubaté, ou em normas complementares específicas para o
magistério.

Seção II
Da vacância

Art. 15. A vacância de cargo do quadro do magistério público municipal decorrerá


de:

I – exoneração:

a) a pedido do funcionário;

b) ex offício:

1 - quando não satisfeitas as condições estabelecidas para o estágio probatório;

2- quando o servidor não entrar em exercício no prazo legal.

II – demissão, aplicada como penalidade prevista na Lei Complementar nº 1, de


1990;

III - readaptação definitiva;

IV - aposentadoria;

V - falecimento.

Art. 16. A exoneração do cargo em comissão dar-se-á:

I - a juízo da autoridade competente;

II - a pedido do próprio servidor.


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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

CAPÍTULO IV

DAS FUNÇÕES-ATIVIDADE DOCENTES E DAS FUNÇÕES GRATIFICADAS

Seção I
Do preenchimento das funções-atividade docentes

Art. 17. Poderão ser contratados, de acordo com a Lei Complementar nº 1, de 1990,
para atender a necessidades inadiáveis e temporárias, peculiares ao magistério, professores
para o preenchimento de função-atividade docente, mediante concurso público anual de
títulos, se houver tempo, observando-se o prazo determinado e compatível com cada situação
e de acordo com normas baixadas.

§ 1º O preenchimento de funções-atividade da classe de docentes será efetuado


mediante admissão em caráter temporário, de acordo com a Consolidação das Leis do
Trabalho.

§ 2º A admissão de docentes para preenchimento das funções-atividade mencionadas


neste artigo processar-se-á nas seguintes hipóteses:

I - para regência de classes ou de aulas em número reduzido, e/ou de caráter


transitório, que não justifiquem o provimento de cargos;

II - em caráter de substituição, para a regência de classes ou aulas atribuídas a


docentes afastados a qualquer título;

III - em cargos vagos que não tenham sido oferecidos no processo de remoção ou,
ainda, para os quais não haja candidato aprovado em concurso público;

IV - para posto de trabalho cujo cargo respectivo ainda não foi criado.

Art. 18. No que se refere à habilitação mínima para o preenchimento das funções-
atividade, os requisitos serão os mesmos estabelecidos para o provimento de cargos, fixados
no anexo I desta Lei Complementar.

Seção II
Do preenchimento das funções gratificadas

Art. 19. Os servidores pertencentes ao quadro do magistério público municipal que


atendam aos requisitos constantes do anexo III poderão ser designados por portaria do órgão
municipal de educação para o exercício de funções gratificadas.

§ 1º Para o exercício das funções gratificadas de que trata o caput, será devida
gratificação correspondente a vantagem pecuniária de caráter transitório, acessória ao
vencimento, paga durante o tempo em que perdurar a designação.

§ 2º As competências atribuídas aos ocupantes das funções gratificadas do magistério


são as constantes do anexo XIII desta Lei Complementar.

Art. 20. Para efeito desta Lei Complementar, a função gratificada será exercida por
servidor efetivo, conveniado ou detentor de estabilidade do quadro do magistério público
municipal, com atribuições temporárias de chefia, supervisão e coordenação.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

§ 1º O disposto no caput entrará em vigor após a realização de concurso público para


diretores.

§ 2º É vedada a acumulação de duas ou mais funções gratificadas.

Art. 21. Será assegurado aos ocupantes de funções gratificadas o instituto da


promoção referente ao seu cargo efetivo, observados os mesmos critérios estabelecidos na
legislação sobre o assunto.

CAPÍTULO V

DO CONCURSO PÚBLICO

Art. 22. Os concursos públicos reger-se-ão por instruções especiais que estabelecerão
a modalidade, as condições para provimento do cargo, o tipo e o conteúdo das provas, a
natureza dos títulos e os critérios de aprovação e classificação, as quais serão fixadas em
edital, publicado na íntegra no órgão de imprensa oficial do município de Taubaté,
resumidamente no Diário Oficial do Estado e divulgado pela rede mundial de computadores.

§ 1º O concurso público terá validade de até dois anos, prorrogável uma vez, por
igual período, a critério da Administração.

§ 2º Não se abrirá novo concurso público enquanto o provimento dos cargos puder
ser feito por servidor do quadro do magistério público municipal, em disponibilidade ou por
candidato aprovado em concurso com prazo de validade ainda não expirado.

§ 3º O edital será publicado, pelo menos, noventa dias antes da data prevista para a
realização das provas.

CAPÍTULO VI

DA CARGA HORÁRIA DE TRABALHO DOCENTE

Seção I
Da jornada de trabalho

Art. 23. A jornada semanal de trabalho do docente será constituída de horas-aula em


tarefas com alunos e de horas-atividade a serem cumpridas na escola e em local de livre
escolha.

Parágrafo único. A carga horária de trabalho docente não poderá ultrapassar o limite
de dez horas diárias, das quais oito horas em atividade com alunos e duas de trabalho
pedagógico.

Art. 24. A hora-aula e a hora-atividade terão duração de cinqüenta minutos no


período diurno e de quarenta e cinco minutos no período noturno.

Art. 25. As horas destinadas ao trabalho pedagógico na unidade escolar deverão,


obrigatoriamente, ser cumpridas em caráter coletivo.

Parágrafo único. As horas de trabalho pedagógico a que se refere o caput destinam-


se à preparação e avaliação do trabalho didático, à colaboração com a administração da
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

escola, às reuniões pedagógicas, à articulação com a comunidade e ao aperfeiçoamento


profissional.

Art. 26. A jornada semanal de trabalho dos docentes para todas as modalidades de
ensino será composta por:

I - jornada inicial: vinte horas-aula de trabalho em sala de aula com alunos e quatro
horas-atividade das quais duas serão cumpridas na unidade escolar e duas em local de livre
escolha;

II - jornada completa: quarenta horas-aula de trabalho em sala de aula com alunos e


oito horas-atividade das quais quatro serão cumpridas na unidade escolar e quatro em local de
livre escolha.

Art. 26-A. A jornada de trabalho do Professor de Educação Infantil Substituto, do


Professor I Substituto e do Professor III Substituto será composta de dez horas aulas de
trabalho em sala de aula com alunos e duas horas atividade, sendo uma a ser cumprida em
local de livre escolha.

Parágrafo único. Ao Professor de Educação Infantil Substituto, Professor I Substituto


e Professor III Substituto não se aplica o disposto no art. 27. (incluído pela Lei
Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

Art. 27. O docente poderá, anualmente, optar por alteração ou manutenção de sua
jornada semanal de trabalho, na forma e condições estabelecidas pelo órgão superior
municipal de educação.

§ 1º A jornada de trabalho docente somente poderá ser ampliada com classes e/ou
aulas livres do componente curricular específico do cargo a que se refere.

§ 2º O docente fará jus à percepção dos vencimentos correspondentes às horas da


jornada semanal de sua opção, após efetiva assunção de seu exercício.

§ 3º A redução da jornada semanal de trabalho, a pedido do servidor, será efetivada


no início do ano letivo seguinte.

§ 4º VETADO

Art. 28. Quando a somatória do número de aulas semanais de determinada disciplina


não atingir a quantidade prevista no inciso II do art. 26 desta Lei Complementar, em virtude
da carga horária constante na matriz curricular, a atribuição do número máximo dessas aulas
será considerada como jornada completa de trabalho docente.

Art. 29. Quando o conjunto de horas-aula ministradas pelo docente divergir do


previsto no art. 26 desta Lei Complementar, a esse conjunto corresponderão horas de trabalho
pedagógico na escola e em local de livre escolha pelo docente, na forma indicada no anexo X
desta Lei Complementar.

Art. 30. A jornada semanal de trabalho dos demais integrantes do quadro do


magistério público municipal será de quarenta horas.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

Seção II
Da carga suplementar de trabalho

Art. 31. A carga horária de trabalho do docente em jornada inicial poderá ser
ampliada a título de carga suplementar, por opção do professor, de acordo com a
disponibilidade e a critério da Administração, em conformidade com regulamento a ser
estabelecido anualmente pelo órgão superior municipal de educação.

§ 1º A ampliação da carga horária de que trata o caput não poderá exceder o limite
máximo de quarenta e oito horas-aula/atividade semanais, a ser constituída de quarenta horas-
aula e oito horas-atividade.

§ 2º O valor da hora-aula e/ou atividade da carga suplementar de trabalho será


correspondente ao valor do padrão de vencimento do cargo docente, acrescido das vantagens
pessoais.

§ 3º Por tratar-se de retribuição transitória, a remuneração referente à carga


suplementar de trabalho do docente deverá ser devidamente identificada no demonstrativo de
pagamento.

Art. 31-A. A carga horária de trabalho dos titulares de cargo de Professor de


Educação Infantil Substituto, Professor I Substituto e Professor III Substituto será
obrigatoriamente ampliada para vinte e quatro horas aula/atividade semanais, a título de carga
suplementar, se houver disponibilidade de aulas.

Parágrafo único. A carga suplementar de trabalho dos titulares de cargo de Professor


de Educação Infantil Substituto, Professor I Substituto e Professor III Substituto poderá, por
opção do professor, de acordo com a disponibilidade e a critério da Administração, em
conformidade com regulamento a ser estabelecido anualmente pela Secretaria Municipal de
Educação, ser ampliada até o limite máximo de quarenta e oito horas aula/atividade semanais.
(incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

Seção III
Da incorporação da carga horária para fins de aposentadoria

Art. 32. Para os servidores do magistério público municipal, a aposentadoria será


calculada com base nas condições e critérios estabelecidos nas regras gerais da Constituição
da República e suas Emendas.

Art. 33. Os servidores poderão se aposentar, voluntariamente, considerando-se para


cálculo dos proventos, a média aritmética simples respeitados o limite máximo de quarenta
horas semanais ou quarenta e oito horas-aula semanais, podendo o interessado optar por:

I - média mensal dos últimos dez anos de atividade imediatamente anterior à


aposentadoria; ou

II - média mensal de quinze anos, intercalados ou não, no período total de serviço.

§ 1º É assegurado ao docente o direito de indicar os quinze anos a serem tomados


como base para o cálculo da média mensal.

§ 2º Para a obtenção da média aritmética das horas-aula do docente, será considerada


a jornada do cargo acrescida da carga suplementar.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

§ 3º Para efeito do que dispõe este artigo e seus incisos, serão considerados os anos
anteriores à entrada em vigor desta Lei Complementar.

§ 4º O direito à revisão dos proventos e pensões já concedidos fica assegurado aos


aposentados e pensionistas que recebem pelo Instituto de Previdência do Município de
Taubaté - IPMT, mediante requerimento fundamentado nesta Lei Complementar.

§ 5º Para a obtenção da média mensal a que se refere os incisos I e II, deste artigo, os
períodos em que o docente encontrar-se respondendo por Cargos de Provimento em Comissão
ou Funções Gratificadas, as 40 horas semanais trabalhadas serão transformadas em horas aula
do período diurno. (incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

§ 6º São considerados como sendo da carreira do magistério, ou seja, assessoramento


pedagógico, os Cargos de Provimento Efetivo, os Cargos de Provimento em Comissão e
Funções Gratificadas previstas nos Anexos I, II e III da Lei Complementar nº 180, de 21 de
dezembro de 2007 e, o Cargo de Provimento em Comissão de Diretor do Departamento de
Educação, previsto na Lei Complementar nº 236, de 21 de dezembro de 2010, quando
exercido por Servidor da Carreira do Magistério da Rede Municipal de Ensino de Taubaté.
(incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

CAPÍTULO VII

DOS VENCIMENTOS E DA REMUNERAÇÃO

Art. 34. Vencimento é a retribuição pecuniária percebida pelo exercício de cargo


público, com valor fixado em lei e correspondente ao padrão do servidor.

Parágrafo único. Os vencimentos dos servidores públicos do quadro do magistério


público municipal são irredutíveis.

Art. 35. Remuneração é o vencimento percebido pelo integrante do quadro do


magistério público municipal, acrescido das vantagens pecuniárias pessoais e do cargo,
permanentes ou temporárias, estabelecidas em lei.

Art. 36. Para efeito do cálculo para pagamento da remuneração dos servidores do
quadro do magistério público municipal, considerar-se-á o mês como tendo quatro semanas e
meia.

Art. 37. O valor da função-gratificada não constitui remuneração permanente, não


sendo permitida sua incorporação aos vencimentos, salvo nas seguintes situações:

I - após o cômputo de dez anos consecutivos de trabalho na mesma função;

II - após o cômputo de quinze anos intercalados, na mesma função.

CAPÍTULO VIII

DAS GRATIFICAÇÕES ESPECIAIS

Art. 38. Os profissionais do magistério público municipal farão jus às seguintes


gratificações especiais:

I - gratificação pelo exercício em escola de difícil acesso;


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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

II - gratificação de auxílio-transporte.

§ 1º A gratificação pelo exercício em escola de difícil acesso corresponderá a sete


por cento do padrão inicial do cargo.

§ 2º As escolas de difícil acesso são aquelas localizadas em pontos distantes mais de


vinte quilômetros da sede do órgão superior municipal de educação ou aquelas localizadas em
zonas que não contam com linha regular de transporte coletivo ou com transporte oferecido
pela Administração.

§ 3º O órgão superior municipal de educação dará publicidade, através de ato


administrativo, da relação das escolas referidas no § 2º deste artigo.

§ 4º Será concedido ao ocupante do cargo de diretor de escola e da função gratificada


de vice-diretor de escola cinco por cento do valor do vencimento correspondente ao padrão
inicial da classe, a título de gratificação de auxílio-transporte.

§ 5º Ao servidor, no exercício da função gratificada de supervisor de ensino e de


coordenador, a gratificação de auxílio-transporte corresponderá a cinco por cento do padrão
inicial das respectivas classes, em função do cumprimento de plano de trabalho mensal e
destinado a indenizar as despesas de locomoção.

Art. 39. O servidor perderá o direito às gratificações pelo exercício em escola de


difícil acesso e de auxílio-transporte quando afastado por qualquer motivo, inclusive faltas
abonadas, férias, gala, nojo, júri e licenças para tratamento de sua saúde e de pessoa da
família.

Art. 40. A gratificação pelo exercício em escola de difícil acesso e de auxílio-


transporte não será computada para o cálculo de quaisquer vantagens, pessoais ou do cargo, e
nem será incorporada aos vencimentos para qualquer efeito legal e, ainda, sobre esses
benefícios não incidirão descontos de qualquer natureza, respeitado o disposto no art. 39 desta
Lei Complementar.

CAPÍTULO IX

DAS AUSÊNCIAS E DOS AFASTAMENTOS

Art. 41. A caracterização de uma falta-dia do professor será determinada pela


correlação entre o número de faltas-aula/atividade e a sua carga horária semanal, conforme
tabela constante do anexo XI.

§ 1º O docente que não cumprir a totalidade de sua carga horária diária de trabalho
terá consignada uma falta-dia, independentemente do número de horas-aula/atividade do dia.

§ 2º O descumprimento de parte da carga horária diária de trabalho será


caracterizado como faltas-aula/atividade, as quais, ao longo do mês, somadas irão perfazer
falta-dia, a ser consignada no dia em que completá-la.

§ 3º Ocorrendo saldo de faltas-aula/atividade no final do mês, a ele serão somadas as


que vierem a ocorrer no mês seguinte ou nos meses subseqüentes para o cálculo de falta-dia.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

§ 4º No mês de dezembro, havendo saldo de faltas-aula/atividade, deverá ser


considerado como uma falta-dia, qualquer que seja o número das ausências, a ser consignada
no último dia de exercício.

Art. 42. O docente que faltar, injustificadamente, em uma mesma classe, em


determinado dia da semana, durante quinze dias sucessivos ou trinta dias intercalados, durante
o ano, perderá a classe se esta fizer parte da sua carga suplementar de trabalho, se efetivo, e
será dispensado se admitido em caráter temporário.

Parágrafo único. O docente que se enquadrar na situação prevista neste artigo e o que
vier a desistir de parte ou da totalidade de sua carga suplementar de trabalho ficará impedido
de concorrer à carga suplementar no processo inicial de atribuição de classes e/ou aulas no
ano seguinte.

Art. 43. O docente que faltar, sucessivamente, justificada ou injustificadamente, terá


os dias intercalados computados como faltas-dia, para efeito de desconto da remuneração.

Parágrafo único. Consideram-se dias intercalados os sábados, os domingos, os


feriados e aqueles em que não houver expediente na unidade escolar.

Art. 44. O docente que deixar de comparecer às convocações terá descontado o


período correspondente ao total das horas de duração dos eventos, sendo as ausências
caracterizadas como falta-dia ou falta-aula/atividade, conforme o caso.

Art. 45. Aos integrantes do quadro do magistério público municipal em exercício nas
unidades de ensino ficam assegurados trinta dias consecutivos de férias e quinze dias de
recesso, a serem usufruídos de acordo com o calendário escolar.

§ 1° Os integrantes do quadro do magistério público municipal na gestão das


unidades de ensino e em exercício no órgão superior municipal de educação terão direito a
trinta dias de férias, as quais poderão ser usufruídas em dois períodos iguais, sem prejuízo de
suas atividades e a critério do órgão superior municipal de educação.

§ 2º O docente readaptado, em exercício nas unidades de ensino, deverá usufruir


férias e recesso escolar de acordo com os seus pares.

§ 3° No período de recesso, poderá haver convocação para reposição de carga


horária, respeitado sempre o horário de trabalho do professor, para garantir o cumprimento
legal do número mínimo de dias letivos.

Art. 46. Os profissionais de educação poderão afastar-se de seus cargos para a


prestação de serviços técnico-educacionais junto ao órgão superior municipal de educação,
mediante sua concordância.

Parágrafo único. O tempo de serviço exercido pelo servidor em outras modalidades


de ensino, bem como nas de natureza técnica e de assessoramento em unidades de ensino e/ou
no órgão superior de educação do município será considerado como atividade correlata às de
magistério.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

CAPÍTULO X

DA MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAL

Seção I
Da lotação e do professor em situação de excedente

Art. 47. Os servidores do magistério público municipal, quando convocados para


ingresso em cargo público, terão direito a escolher a unidade escolar para sua lotação, sempre
observada a ordem de classificação no respectivo concurso público e o número de vagas.

Parágrafo único. Os docentes que, nos anos subseqüentes, não conseguirem


completar a jornada de trabalho após o processo inicial de atribuição de classe e/ou aulas, na
escola de lotação, deverão completá-la em outra unidade escolar.

Art. 47-A. Ao ingressarem, os titulares de cargo de Professor de Educação Infantil


Substituto, de Professor I Substituto e de Professor III Substituto serão lotados junto à
Secretaria de Educação como unidade sede. (incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7
de dezembro de 2011)

Art. 48. Será considerado em situação de excedente o professor em cuja unidade


escolar de lotação ocorrerem as seguintes hipóteses:

I – inexistência de classes relativas à sua área de atuação;

II – insuficiência de aulas para compor a jornada de trabalho com o componente


curricular do seu cargo, decorrente de sua habilitação, ou com disciplinas afins.

Art. 49. A fim de descaracterizar a situação de excedente, o órgão superior municipal


de educação deverá classificar o docente, entre seus pares e, após levantamento das classes
e/ou aulas disponíveis, proceder à atribuição de classes e/ou aulas do componente curricular
decorrente de sua habilitação ou de disciplinas afins.

Art. 50. Não será descaracterizada a situação de excedente quando o professor:

I - tiver atribuídas aulas do componente curricular de seu cargo ou disciplinas afins


em número inferior ao da sua jornada de trabalho;

II - tiver atribuídas aulas de componente curricular para o qual esteja devidamente


habilitado, porém, diverso daquele do seu cargo, objeto do concurso;

III - tiver atribuídas classes e/ou aulas do componente curricular de seu cargo ou com
disciplinas afins, em caráter de substituição.

Art. 51. O docente em situação de excedente fará jus aos vencimentos


correspondentes à jornada inicial de trabalho durante o período em que perdurar esta situação.

Art. 51-A. Os titulares de cargo de Professor de Educação Infantil Substituto, de


Professor I Substituto e de Professor III Substituto, em situação de excedente, farão jus aos
vencimentos correspondentes a cinquenta e quatro horas aula mensais. (incluído pela Lei
Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

Art. 52. São atribuições do professor na situação de excedente:


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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

I - participar do processo de planejamento, execução e avaliação das atividades


escolares;

II - atuar nas atividades de apoio curricular;

III - participar do processo de avaliação, adaptação e recuperação de alunos com


aproveitamento insuficiente;

IV - colaborar no processo de integração escola-comunidade;

V - exercer toda substituição de cargos da classe a que pertence, ou das demais,


desde que devidamente habilitado, as quais lhe forem atribuídas;

VI - exercer as demais atribuições inerentes à função docente.

§ 1º O professor em situação de excedente deverá cumprir sua carga horária de


trabalho e o calendário escolar.

§ 2º O tempo em que o professor permanecer em situação de excedente será


considerado de efetivo exercício no cargo do qual é titular, conservando todos os seus direitos
e vantagens.

Seção II
Da remoção

Art. 53. Remoção é a movimentação do ocupante de cargo do quadro do magistério


público municipal de uma para outra unidade de ensino, sem que se modifique sua situação
funcional.

§ 1º A remoção dar-se-á:

I – ex officio, quando atribuídas classes e/ou aulas ao docente em situação de


excedente em unidade escolar diversa da qual estava lotado;

II – a pedido, por concurso de títulos.

§ 2º As inscrições para remoção dar-se-ão em prazo e período definidos pelo órgão


superior municipal de educação.

Art. 54. O concurso de remoção deverá sempre preceder ao de ingresso para


provimento de igual classe de cargo.

Art. 55. Os critérios para classificação dos candidatos à remoção serão estabelecidos
através de regulamentação expedida pelo órgão superior municipal de educação, com os
mesmos itens do art. 57 desta Lei Complementar.

Seção III
Da atribuição de classes e/ou aulas

Art. 56. O órgão superior municipal de educação ficará encarregado de regulamentar,


anualmente, o processo de atribuição de classes e/ou aulas aos docentes do quadro do
magistério público municipal.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

Art. 57. Os critérios para classificação dos docentes para a atribuição de classes e/ou
salas a serem estabelecidos, obedecerão à seguinte ordem:

I – situação funcional, tendo preferência o docente estatutário;

II – habilitação;

III – tempo de serviço na rede municipal de ensino de Taubaté, devendo ser


computado inclusive o tempo de serviço do docente que ocupou função temporária, desde que
não tenha ocorrido interrupção de tempo ao ser empossado no cargo efetivo;

IV – títulos.

Art. 58. Para o levantamento do tempo de serviço prestado no serviço público


municipal, haverá desconto dos dias em que o docente apresentar faltas e períodos de
afastamento, excetuando-se as ausências consideradas de efetivo exercício, previstas em lei.

Parágrafo único. O tempo de serviço prestado pelo docente, exclusivamente no


magistério, será computado anualmente, em dias corridos, tomando-se por base a data de 30
de junho do ano precedente ao de referência.

Art. 59. O processo de que trata esta seção compreenderá as seguintes etapas:

I - inscrição;

II - classificação;

III - atribuição inicial, realizada antes do início do ano letivo;

IV - atribuição durante o ano letivo.

Art. 60. As classes e/ou aulas que não tenham sido atribuídas após o processo inicial
serão oferecidas aos candidatos à admissão em conformidade com o art. 17 desta Lei
Complementar.

Art. 61. Competirá ao diretor de escola ou ao seu substituto legal compatibilizar e


harmonizar os horários das classes e turnos de funcionamento da unidade escolar, de acordo
com o disposto pelo órgão superior municipal de educação.

Seção IV
Da substituição

Art. 62. Durante o impedimento legal e temporário dos profissionais de educação,


por período determinado ou eventual, a substituição será exercida obedecida a seguinte
ordem:

I – docente em situação de excedente;

II – docente da rede municipal classificado em listagem geral elaborada pelo órgão


superior municipal de educação, após inscrição dos interessados, observada a qualificação
mínima exigida para a função;

II – docentes da rede municipal classificados em listagem geral elaborada pela


Secretaria Municipal de Educação, por classes de cargos, após inscrição dos interessados,
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observada a qualificação mínima exigida para a função e na seguinte ordem: (redação dada
pela Lei Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

a) os titulares de cargo de Professor de Educação Infantil, Professor I e Professor III;


(incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

b) os titulares de cargo de Professor de Educação Infantil Substituto, Professor I


Substituto e Professor III Substituto. (incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7 de
dezembro de 2011)

III – candidato aprovado em concurso público da rede municipal de ensino, dentro do


prazo de validade do mesmo, para admissão por tempo determinado sem prejuízo de sua
classificação para nomeação no cargo efetivo.

Parágrafo único. As substituições de que trata este artigo não deverão ultrapassar o
ano letivo para o qual foi elaborada a escala de classificação e serão sempre por período
determinado.

Art. 63. Poderá haver substituição de diretor de escola, de coordenador de curso, de


supervisor de ensino e de vice-diretor de escola, nos impedimentos legais e temporários, por
período igual ou superior a quinze dias.

Parágrafo único. O substituto fará jus à diferença de vencimentos, durante o período


correspondente ao afastamento e/ou impedimento legal do titular e na vacância, sem prejuízo
das vantagens do cargo que ocupa.

CAPÍTULO XI

DA ACUMULAÇÃO DE CARGOS E FUNÇÕES

Art. 64. O docente que, em regime de acumulação, exercer dois cargos ou um cargo e
uma função gratificada em unidades escolares distintas, terá duas sedes de controle de
freqüência.

Parágrafo único. Quando a acumulação ocorrer na mesma unidade, deverão ser


efetuados registros distintos de cada situação.

Art. 65. Na hipótese da acumulação de dois cargos docentes ou de um cargo docente


com o de diretor de escola ou com uma função gratificada, a carga total não poderá
ultrapassar o limite de sessenta horas semanais na rede de ensino deste Município.

Parágrafo único. A acumulação de cargos, ainda que lícita, ficará condicionada à


comprovação da compatibilidade de horários, observados os limites da jornada de trabalho.

Art. 66. O servidor que acumular dois cargos, quando investido em cargo de
provimento em comissão ou função gratificada, deverá optar pelo afastamento de um dos
cargos efetivos.

Art. 67. Verificada, em processo administrativo, a acumulação ilegal, e provada a


má-fé, o servidor perderá o cargo ou função que exercia há menos tempo e será obrigado a
restituir aos cofres públicos o que tiver percebido indevidamente, sem prejuízo do
procedimento penal cabível.
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LEI COMPLEMENTAR Nº 180, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007

Art. 68. As autoridades que tiverem conhecimento de que seus subordinados


acumulam, indevidamente, cargos, empregos ou funções públicas deverão comunicar o fato
ao órgão de pessoal, para os fins indicados no art. 67, sob pena de co-responsabilidade.

CAPÍTULO XII

DOS DIREITOS

Art. 69. Além dos previstos na Lei Complementar nº 1, de 1990, constituem direitos
dos profissionais da educação:

I – ter acesso a informações educacionais, bibliografia, material didático e outros


instrumentos, bem como contar com assessoria pedagógica que auxilie e estimule a melhoria
de seu desempenho profissional e a ampliação de seus conhecimentos;

II – ter assegurada a oportunidade de freqüentar cursos de formação, atualização e


especialização profissional em conformidade com o disposto no art. 67 da LDB;

III – dispor, no ambiente de trabalho, de instalações e material técnico-pedagógico


suficientes e adequados para exercer com eficiência e eficácia suas funções;

IV – ter igualdade de tratamento no plano administrativo-pedagógico,


independentemente do vínculo funcional;

V – integrar o Conselho Municipal de Educação;

VI – receber remuneração de acordo com o disposto nesta Lei Complementar;

VII – participar do processo de planejamento, execução e avaliação das atividades,


bem como dos conselhos de escola e outros colegiados;

VIII – ter liberdade de expressão, manifestação e organização, em todos os níveis,


especialmente na unidade escolar;

IX – reunir-se, na unidade escolar, para tratar de assuntos de interesse da categoria e


da educação em geral, sem prejuízo das atividades escolares;

X – ter acesso à formação sistemática e permanente através do órgão superior


municipal de educação ou outras instituições e órgãos oficiais;

XI – receber, através dos serviços especializados de educação, assistência ao


exercício profissional.

CAPÍTULO XIII

DOS DEVERES

Art. 70. Além dos previstos na Lei Complementar nº 1, de 1990, constituem deveres
de todos os profissionais da educação:

I – conhecer e respeitar as leis e regulamentos;

II – preservar os princípios, os ideais e fins da educação brasileira, através de seu


desempenho profissional;
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III – empenhar-se em prol do desenvolvimento do aluno, utilizando processos que


acompanhem o progresso científico da educação;

IV – participar das atividades educacionais que lhes forem atribuídas por força das
suas funções;

V – comparecer ao local de trabalho com assiduidade e pontualidade, executando


suas tarefas com eficiência, zelo e presteza;

VI – manter o espírito de cooperação e solidariedade com a equipe escolar e a


comunidade em geral;

VII – incentivar a participação, o diálogo e a cooperação entre alunos, educadores e a


comunidade em geral, visando a construção de uma sociedade democrática;

VIII – promover o desenvolvimento do senso crítico e da consciência política do


aluno, bem como prepará-lo para o exercício consciente da cidadania e para o trabalho;

IX – respeitar o aluno como sujeito do processo educativo e comprometer-se com a


eficácia de seu aprendizado;

X – comunicar, à autoridade imediata, irregularidades de que tiver conhecimento, na


sua área de atuação, ou às autoridades superiores, no caso de omissão por parte da primeira;

XI – assegurar a efetivação dos direitos pertinentes à criança e ao adolescente, nos


termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, comunicando à autoridade competente os
casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos;

XII – fornecer elementos para a permanente atualização de seus registros junto aos
órgãos da administração municipal;

XIII – considerar os princípios psicopedagógicos, a realidade socioeconômica da


clientela escolar, as diretrizes da política educacional na escola e utilização de materiais,
procedimentos didáticos e instrumentos de avaliação do processo ensino-aprendizagem;

XIV – participar dos órgãos auxiliares da unidade escolar e acatar as suas decisões,
em conformidade com a legislação vigente;

XV – participar do processo de planejamento, execução e avaliação das atividades


escolares, das atividades cívicas e comemorativas previstas no calendário escolar.

XVI – zelar pela defesa dos direitos profissionais e pela reputação da categoria
profissional;

XVII – assegurar ao aluno a participação nas atividades escolares,


independentemente de qualquer carência material.

Parágrafo único. Os integrantes do quadro do magistério público municipal que


descumprirem o disposto neste artigo ficarão sujeitos às penalidades previstas na Lei
Complementar nº 1, de 1990.
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CAPÍTULO XIV

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS

Art. 71. Ficam aprovados, como partes integrantes desta Lei Complementar, os
anexos de I a XIII.

Art. 72. Na conformidade com os anexos VII, VIII e IX desta Lei Complementar,
ficam estabelecidos os padrões de vencimento dos cargos e funções do quadro do magistério
público municipal.

Art. 73. Os servidores do quadro do magistério público municipal, definidos no art.


4º desta Lei Complementar, readaptados por tempo indeterminado, poderão permanecer em
sua sede de exercício, prestando serviços compatíveis com sua capacidade física, psíquica e
intelectual, devendo a sua vaga ser incluída nos concursos de remoção, não sendo permitida
sua inscrição no mesmo.

§ 1º Respeitado o interstício mínimo de doze meses, o servidor de que trata o caput


poderá a qualquer tempo solicitar a mudança de sede de exercício.

§ 2º A readaptação será efetivada de ofício ou a pedido, após parecer favorável de


junta médica oficial do Serviço Médico Oficial do Município - SMOM, com a mesma carga
horária e sendo garantidos todos os direitos e vantagens adquiridos, exceto o horário de
trabalho pedagógico, podendo o servidor, no caso dos docentes, optar pela jornada inicial.

§ 4º O servidor readaptado que não se ajustar às condições de trabalho resultantes da


readaptação terá sua capacidade física e mental reavaliada pela junta médica do SMOM, que
decidirá por sua readaptação em outra função, ou por sua aposentadoria.

§ 5º A qualquer momento, declarados insubsistentes os motivos determinantes da


readaptação do servidor, após parecer de junta médica do SMOM, este deverá retornar à
função de origem.

§ 6º O docente readaptado terá direito ao período de férias definido no calendário


escolar.

Art. 74. O servidor pertencente ao quadro efetivo do magistério público municipal,


em sendo aprovado em concurso público para cargo de direção, ao ser empossado, não
perderá as vantagens previstas em lei, adquiridas no cargo que ocupava anteriormente.

Parágrafo único. Ao tomar posse do cargo de direção e não sendo aprovado em


estágio probatório, o servidor voltará ao cargo de origem, permanecendo com todas as
vantagens adquiridas anteriormente.

Art. 75. Os proventos dos servidores inativos do quadro do magistério público


municipal serão reajustados na mesma data e com o mesmo índice dos servidores municipais
em atividade.

Art. 76. Para os efeitos do que dispõe o anexo V desta Lei Complementar, as classes
das escolas vinculadas serão computadas para fins da definição do módulo referente à função
gratificada de vice-diretor de escola nas escolas vinculadoras.
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Parágrafo único. Cada duas classes de Projetos Especiais e/ou de Educação de


Jovens e Adultos equivalerão a uma no cômputo para a definição de cargo de diretor e/ou de
vice-diretor de escola.

Art. 77. A partir da entrada em vigor desta Lei Complementar, os docentes ocupantes
dos cargos efetivos de Professor de Educação Infantil - PEI e Professor I – PI, que
comprovadamente possuam formação em Curso Normal Superior ou Licenciatura Plena em
Pedagogia, terão direito ao adicional de nível universitário correspondente a quarenta por
cento do vencimento dos respectivos cargos, conforme disposto no art. 198 da Lei
Complementar nº 1, de 1990, e no § 4º do art. 87 da LDB.

§ 1º O percentual de quarenta por cento correspondente ao nível universitário será


incorporado aos vencimentos dos docentes descritos no caput na seguinte forma:

I - dez por cento incorporados aos vencimentos dos docentes a partir de 1º de agosto
de 2008;

II - dez por cento incorporados aos vencimentos dos docentes a partir de 1º de agosto
de 2009;

III - dez por cento incorporados aos vencimentos dos docentes a partir de 1º de
agosto de 2010;

IV - dez por cento incorporados aos vencimentos dos docentes a partir de 1º de


agosto de 2011.

§ 2º Os docentes que se enquadram nas condições estabelecidas no caput deverão


protocolar requerimento no órgão superior municipal de educação solicitando o pagamento do
adicional de nível universitário, anexando ao mesmo cópia do respectivo diploma que
comprove a formação exigida.

§ 3º O órgão superior municipal de educação terá o prazo de cinco dias úteis após o
protocolo para deferir o requerimento apresentado pelo docente.

§ 4º Após o deferimento, o adicional será incorporado aos vencimentos do docente,


inclusive, referente ao mês em que foi apresentado o requerimento.

§ 5º Os Professores de Educação Infantil – PEI e Professor I – PI, Inativos, que


comprovarem possuir a formação em Curso Normal Superior ou Licenciatura Plena em
Pedagogia quando em atividade, terão acrescidos em seus proventos o direito ao adicional de
nível universitário correspondente a quarenta por cento do vencimento dos respectivos cargos.
(incluído pela Lei Complementar nº 270, de 7 de dezembro de 2011)

Art. 78. À medida em que houver recursos orçamentários, as unidades de ensino da


rede municipal de educação deverão contar com a função gratificada de professor
coordenador, a ser exercida por ocupante de cargo do quadro efetivo do magistério público
municipal eleito entre os professores da respectiva unidade escolar.

Art. 79. Aplicam-se subsidiariamente aos integrantes do quadro do magistério


público municipal as disposições da Lei Complementar nº 1, de 1990, reconhecidamente
comuns ou que não colidam com esta Lei Complementar.
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Art. 80. O quadro do magistério público municipal passa a contar com o quantitativo
de cargos de provimento efetivo, em comissão e de funções gratificadas, constantes dos
anexos I, II e III.

Art. 81. As despesas decorrentes da implantação do presente Estatuto do Magistério


Público do Município de Taubaté correrão por conta de dotação própria do orçamento
vigente, suplementada se necessário.

Art. 82. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação,
produzindo seus efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2008, ficando revogadas a Lei nº 2.030,
de 14 de janeiro de 1.983, a Lei nº 2.246, de 22 de janeiro de 1987, e a Lei Complementar nº
159, de 14 de dezembro de 2006.

CAPÍTULO XV

DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 83. Os atuais integrantes do quadro do magistério público municipal terão os


cargos enquadrados de conformidade com o anexo IV desta Lei Complementar.

Art. 84. Os cargos constantes do anexo VI que se encontrarem vagos ou que vierem a
vagar após a vigência desta Lei Complementar ficarão automaticamente extintos.

Prefeitura Municipal de Taubaté, aos 21 de dezembro de 2007, 363º da elevação de


Taubaté à categoria de Vila.

Roberto Pereira Peixoto


Prefeito Municipal

Este texto não substitui o publicado no Jornal "DIÁRIO DE TAUBATÉ"


do dia 22 a 26 de dezembro de 2007

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