EPISTEMOLOGIA DA DRENAGEM LINFÁTICA E
MASSOTERAPIA
1
Sumário
NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................... 2
DRENAGEM LINFÁTICA............................................................................................ 4
SISTEMA LINFÁTICO ................................................................................................ 9
A DRENAGEM LINFÁTICA EM GESTANTE............................................................ 11
A DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL (DLM) NO PÓS-OPERATÓRIO ................... 15
ORIGEM E CONCEITOS DA MASSOTERAPIA ...................................................... 17
OS BENEFÍCIOS FÍSICOS E MENTAIS DAS TÉCNICAS DE MASSOTERAPIA .... 19
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 30
NOSSA HISTÓRIA
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários,
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo
serviços educacionais em nível superior.
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua.
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de
publicação ou outras normas de comunicação.
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica,
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.
Vídeos de Apoio
Com o intuito de contribuir mais um pouco para a apreensão do seu
conhecimento acadêmico, de forma didática e também prática, alguns links de
vídeos serão disponibilizados no decorrer desta apostila. Assim, antes de iniciar a
leitura deste material didático, será necessário acessar e assisti-los.
Para tanto, tenha toda sua atenção voltada para esse momento e, se sentir
necessidade, retome a leitura ou mesmo assista novamente ao vídeo.
Vídeo 1: Entenda o mecanismo de funcionamento da drenagem linfática
visualmente
Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=tNiC4RavEOY&t=300s >
Sinopse: a professora Carol Soares aborda no vídeo sobre o mecanismo de
funcionamento da drenagem linfática.
Vídeo 2: Para que serve a massoterapia
Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=Y8_MK8VzsCo >
Sinopse: no vídeo são abordados alguns dos diversos benefícios da massoterapia.
DRENAGEM LINFÁTICA
A drenagem linfática manual (DLM) é composta por manobras específicas
realizadas sobre a pele, mobilizando a linfa até os gânglios linfáticos, eliminando o
excesso de líquido e toxinas retidos nas células e estimulando a circulação.
Considerando que o fluxo linfático é lento, por isso a DLM deve ser aplicada de forma
leve. Essa técnica foi desenvolvida por um casal dinamarquês na Alemanha na
década de 30 e desde então outros pesquisadores desenvolveram a base científica
da técnica aprimorando o processo dentro da drenagem linfática manual (SOUZA,
2009).
A Drenagem Linfática Manual é realizada com pressões suaves, lentas,
intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema linfático (LEDUC et al.,
2015). Por isso, a necessidade do profissional saber as formas de manobras para que
sejam realizadas corretamente.
A DLM é uma técnica descrita por Vodder em 1936, a mesma pode ser
executada através de movimentos sutis, lentos e unidirecionais com pressão
aproximada a 40mmHg, a mesma serve como tratamento de edemas em especial o
linfo edema. Já Leduc desenvolveu seu método na Bélgica propondo movimentos
restritos com movimentos que seguem protocolos com base na necessidade ou tipo
de distúrbios com bandagens compressivas após as técnicas de drenagem linfática.
Segundo PICCININI et al. (2009) existem as manobras de drenagem linfática
que podem ser divididas em três categorias como captação, reabsorção e evacuação
da linfa, todas são realizadas através de pressões suaves, lentas, intermitentes e
relaxantes (GUIRRO et al., 2010). A DLM, realizada com eficiência, deve considerar
a anatomia e a fisiologia do sistema linfático, mantendo a integridade dos tecidos
superficiais. A mesma deve ser realizada de forma suave, lenta e rítmica, sem causar
dor, danos ou lesões aos tecidos do paciente (TACANI et al., 2012).
Segundo SOUZA (2009), a drenagem linfática estimula e ajuda a eliminar toxinas
nutrindo os tecidos e ajudando nas ações anti-inflamatórias. A DLM drena os líquidos
excedentes que banham as células, e dessa forma, mantém o equilíbrio hídrico dos
espaços intersticiais, o mesmo é responsável pela evacuação dos dejetos
provenientes do metabolismo celular (LEDUC et al., 2015).
Segundo RIBEIRO (2010), as manobras de DLM são realizadas em todos os
segmentos do corpo, sendo que cada manobra é realizada sobre o mesmo local de
cinco a sete vezes. As manobras são lentas, leves e monótonas, seguindo sempre a
direção do fluxo linfático, não devem causar dor ou eritema, sendo repetidas num
ritmo determinado (HERPERTZ, 2006).
Para alcançar o objetivo da drenagem linfática manual a mesma deve ser
realizada por meio de diferentes pressões para que haja o deslocamento da linfa e do
fluido intersticial, visando a recolocação na corrente sanguínea. Os resultados
objetivam a redução de edemas, linfo edemas de causas pós-traumáticas, pós-
operatórias, distúrbios circulatórios de procedência venosa ou linfática e de diversas
naturezas, sendo muito procurada em clínicas estéticas (TACANI et al., 2012).
A DLM faz a manipulação dos tecidos do corpo e ajuda nos fins terapêuticos,
prevenindo e restaurando o estado físico, essas ações agem sobre o sistema nervoso,
muscular, linfático e digestivo. Segundo GUIRRO et al. (2010), a massagem tem efeito
a partir da ação direta da pressão exercida no segmento massageado, é uma função
reflexa, por liberação local de substâncias vasoativas.
Para GUELFI et al. (2002) a drenagem linfática é realizada por meio de pressões
suaves, lentas e rítmicas, seguindo o sistema linfático. A DLM líquida faz a
estimulação imunológica, e atua na eliminação de toxinas, desenvolvendo o equilíbrio
do organismo.
Segundo ELWING et al. (2014), os efeitos que ela exerce sobre o organismo
humano são amplos e variáveis:
a) Efeito drenante: que acontece a partir de manobras suaves capazes de reduzir o
linfo edema e favorecem a DLM;
b) Efeito neural: o resultado acontece através do contato físico desenvolvido de forma
repetitiva, suave e monótona com a pele do paciente, estes procedimentos táteis
exerce a função de terapêutica diminuindo a dor sobre a região tratada;
c) Efeito muscular: tem influência sobre as fibras musculares, melhorando o
funcionamento nas peles lisas e nas estriadas favorece um efeito relaxante.
d) Efeito defensivo: a drenagem linfática desincha e dissolve os edemas, facilitando a
resposta do organismo, dando acesso às células imunitárias que incrementa o aporte
de protetores imunológicos, tantos celulares quando humorais (anticorpos).
Segundo FONSECA (2009), a DLM tem benefícios que pode agir de forma
isolada ou em conjunto com a atividade física e auxilia as mulheres no terceiro
trimestre de gravidez a melhora da circulação, alívio da dor, diminuição de edemas,
melhora da postura, melhora da autoestima, diminuição de ganho de peso corporal
extra, melhor disposição e relaxamento.
Segundo BORGES (2006), a técnica também é contraindicada, quando o
indivíduo apresenta tuberculose, insuficiência renal, flebite e trombose, infecções
agudas, reações alérgicas agudas e hipotensão arterial. A drenagem linfática manual
cada vez mais tem sido utilizada no objetivo de redução de edema, para a realização
da DLM é necessário que o profissional conheça da anatomia e a fisiologia do sistema
linfático, além de ter domínio sobre a técnica caso contrário o tratamento não terá o
resultado esperado.
Método Vodder
A DLM de Vodder é realizada a partir de uma leve pressão em determinados
tecidos, realizada de forma suave empurrando o tecido com o objetivo de promover o
relaxamento da pressão só pelo toque. A técnica de Vodder inicia-se sempre
distalmente ao segmento, ou seja, se for drenar a coxa a técnica é iniciada nos
côndilos femorais (BORGES, 2006).
Com base nos estudos divulgados por GUIRRO et al. (2004), o método Vodder
de drenagem linfática acontece por meio de quatro tipos de movimentos que são:
círculos físicos realizados por meio de movimentos circulares; movimento de
bombeamento, com a palma da mão em movimentos ondulatórios com pressão e
descompressão; o movimento do Doador iniciado com as palmas das mãos
perpendiculares por onde for drenar os movimentos são combinatórios e o movimento
giratório ou de rotação, onde o profissional realiza movimentos de desvio ulnar.
Método Leduc
O método de Leduc é realizado por meio de cinco movimentos que são: a
drenagem dos linfonodos, onde utiliza os dedos polegar e indicador do terapeuta estes
ficam em contato com a parte do corpo a ser drenada, é de excelência que o
profissional fique em contato com os linfonodos, e exerça uma pressão moderada e
rítmica; movimentos circulares e combinados com os dedos utiliza-se todos os dedos
da mão, com movimentos leves e rítmicos uma drenagem com repetição de
movimentos locais e o movimento bracelete, utilizado quando a área a ser drenada é
grande respeitando a pressão e o sentido da drenagem (BORGES, 2006).
Método Godoy
O método de Godoy elimina as técnicas circulares utilizadas nas técnicas
convencionais e a utilização dos movimentos básicos e adota regras hidrodinâmicas,
da fisiologia e anatomia do sistema linfático. Nesse método é necessário que tenha
cuidado com os linfonodos, pois quando realizada de maneira inadvertida podem lesar
os linfonodos. (GODOY et al., 2015).
No ano de 1999, Godoy e Godoy descrevem a técnica inovadora de drenagem,
sendo utilizado rolinhos, chamados roletes, onde é realizado a partir de uma leve
pressão no trajeto dos linfáticos. Os rolos são de material leve que permitem a
realização da drenagem linfática seguindo assim o sentido dos vasos linfáticos,
simplificando a drenagem linfática (GODOY et al., 2015; BORGES, 2006)
Massagem modeladora
Para RIBEIRO (2010), a massagem modeladora é realizada a partir de
movimentos de amassamento, deslizamento e pressão com movimentos rápidos e
vigorosos sobre a pele, com objetivo de reduzir medidas e melhorar o quadro de
celulite, a massagem causa efeitos fisiológicos nas regiões trabalhadas, que resultam
em manobras do tecido.
Com base nos estudos de PEREIRA (2013), abordam algumas das indicações
para a massagem modeladora que são: auxílio na permeação de princípios ativos,
cicatrizes e aderências, melhora o contorno corporal através da mobilização de
tecidos profundos. Para ter um resultado satisfatório no tratamento do Fibroedema
Gelóide (FEG), existem produtos cosméticos que podem funcionar como auxiliares,
podendo atuar por três mecanismos diferentes: metabolizando a lipólise, melhorando
a drenagem através de ativadores da circulação e reestruturando o tecido lesado
através de renovadores de colágeno (LEONARDI, 2013).
SISTEMA LINFÁTICO
Para GUIRRO et al. (2010), o sistema linfático é composto por um sistema
vascular que é semelhante ao sistema sanguíneo, diferenciando apenas que no
sistema linfático há uma ausência de um órgão bombeador. O sistema linfático por
meio de uma via secundária do acesso a líquidos, proteínas e células que se
desenvolvem na corrente sanguínea, contribuindo com a formação de edemas e
dores (GUYTON et al., 2011).
Para LEDUC et al. (2015) o sistema linfático é estruturado entre capilares
linfáticos, linfa, vasos linfáticos, linfonodos, troncos linfáticos e ductos linfáticos.
Sendo os capilares linfáticos menores vasos do sistema linfático vascular. É nos
capilares linfáticos que o líquido intersticial recebe a denominação de linfa. Os
linfonodos desempenham o papel de reguladores, filtrando as impurezas da linfa e
produzindo linfócitos.
As técnicas de DLM desenvolvidas por Leduc e de Vodder são desenvolvidas
seguindo os trajetos do sistema coletor linfáticos e linfonodos, que se associam a dois
processos:
a) Capitação: é realizada pela rede de capilares linfáticos. A captação é a
consequência do aumento local da pressão tissular, quanto mais à pressão
aumenta, maior é a receptação pelos capilares linfáticos (LEDUC et al., 2015).
b) Evacuação: esse processo consiste longe da região infiltrada, dos elementos
recaptados pelos capilares. Esse transporte de linfa que se encontra nos vasos
é 9 efetuado pelos pré-coletores em direção aos coletores (LEDUC et al.,
2015).
BORGES (2006), ressalta que o sistema linfático funciona como uma
assessoria de drenagem que junto ao sistema vascular funciona como a mobilização
dos líquidos, mantendo o equilíbrio hídrico e proteico tissular. Com base nos estudos
de CUNHA (2004) o sistema circulatório é fechado, sem comunicação com o exterior,
que se constitui por tubos, e esses tubos são chamados vasos e os humores são o
sangue e a linfa. A linfa é composta por água, eletrólitos e proteínas plasmáticas
(GODOY et al., 2015).
O sistema linfático vascular é um conjunto de capilares linfáticos, vasos
coletores e troncos linfáticos que possuem duas funções retorno do líquido intersticial
para a corrente sanguínea e imunológica. O sistema linfático é responsável pelo
transporte das células mortas, as células imunocompetentes, as partículas
inorgânicas, as proteínas, os lipídeos, bactérias, vírus e produtos do catabolismo. A
drenagem linfática acontece por meio do fluxo desenvolvido pela linfa em direção ao
sistema venoso que incorpora ao sangue. Segundo GODOY et al. (2015), a drenagem
linfática tem o objetivo de criar diferenciais de pressão promovendo o deslocamento
da linfa e do fluido intersticial, visando à sua recolocação na corrente sanguínea.
De acordo com BARROS (2001), para que a circulação da linfa aconteça
perfeitamente é necessário um bom funcionamento dos mecanismos de impulsão.
São várias as formas que podem favorecer o fluxo linfático como a presença de fibras
contráteis (elásticas, colágenos e musculares) nos vasos linfáticos, o surgimento de
vasos linfáticos acessórios (em casos patológicos), presença de válvulas, respiração,
elevação do membro, a partir da DLM e de atividades físicas.
A DRENAGEM LINFÁTICA EM GESTANTE
A Drenagem Linfática Manual realizada em gestantes tem o objetivo de ativar
a circulação sanguínea e diminuir o inchaço das pernas, pés e rosto, eliminando o
excesso de líquido através da urina. No decorrer da gravidez acontecem alterações
fisiológicas no corpo da mulher, e essas mudanças na maioria das vezes ocasiona
dor e limitações em suas atividades cotidianas (SOUZA, 2009).
No período gravídico as modificações no corpo da mulher podem gerar
ansiedade, vulnerabilidade e temor, que podem provocar instabilidade emocional. As
alterações podem provocar no corpo da grávida alterações na saúde e na estética, e
em alguns casos nesse período a mesma sofre conflitos psicológicos como (medos,
ansiedades, traumas, depressões, baixa estima) (FONSECA, 2009).
SILVA et al. (2017) ressaltam que no período da gravidez acontece o aumento
de pressão sobre o vaso sanguíneo, fazendo com que a pressão sanguínea aumente
e por consequência, ocorre o extravasamento de líquido para o interstício. A produção
de hormônios contribui com o surgimento do edema, que causa desconforto nas
grávidas, que sentem dores, cansaço, sensação de peso nos pés e pernas. 80% das
gestantes sofre com esse problema, sendo resultado do desequilíbrio entre o aporte
de líquido retirado dos capilares sanguíneos pela filtragem e a drenagem desse líquido
que após o parto o edema tende a desaparecer (SILVA et al., 2006).
A DLM é indicada na gestação, e deve ser realizada na barriga, nas costas e
nos pés, estes são os lugares com maior retenção de líquidos. No período gestacional
acontece alterações no metabolismo proteico, lipídico e glicídico; aumento do débito
cardíaco, da volemia, hemodiluição e alterações na pressão arterial; aumento do fluxo
glomerular; alterações na dinâmica respiratória; modificações do apetite, náuseas e
vômitos, refluxo gastroesofágico, constipação e alterações imunológicas variadas, as
quais permitem que a mulher suporte a sobrecarga de gerar um novo organismo
(REZENDE, 2002).
A Drenagem Linfática Manual é indicada para a gestante para que reduza de
forma significativa o líquido retido no corpo, e assim melhorando a oxigenação dos
músculos diminuindo os inchaços característicos do período (PORTER, 2005). No
decorrer da gravidez é comum a gestante apresentar queixas de edema nas pernas,
tornozelos e pés inchados, segundo ZUGAIB et al. (1995) é definido como um
excessivo acúmulo de líquido nos tecidos.
No terceiro trimestre da gravidez, a gestante apresenta mobilidade reduzida de
articulações de tornozelos e punhos apesar do aumento do relaxamento dos
ligamentos. Essas alterações são provocadas pela retenção de água, principalmente
na substância básica do tecido conjuntivo, resultando em edema visível no tornozelo
na maioria das gestantes e parestesias nas mãos, fraqueza muscular e síndrome do
túnel do carpo (KONKLER et al., 1998).
A partir da 27ª semana gestacional, a gestante passa por período de maior
retenção de água que resulta em graus diferentes de edemas nos tornozelos e pés,
que reduzem a extensão da articulação. O edema causa pressão nos nervos, como
na síndrome de túnel carpal onde o edema nos braços e nas mãos causam parestesia
e fraqueza muscular, afetando as porções terminais das distribuições nervosas
mediana e ulnar (POLDEN, 2002).
A DLM deve ser realizada a partir de movimentos leves que ajudam a diminuir
o cansaço que pode ser sentido nas pernas, tornozelos e pés inchados, contribuindo
assim com a qualidade de vida da paciente. É uma técnica massoterapêutica que
ajuda na diminuição do edema, a partir de manobras superficiais e pressões
realizadas sob a pele. A DLM se utiliza de manobras superficiais, feitas em ritmo
contínuo e lento para que a linfa seja conduzida gradativamente, de forma progressiva
e harmônica (EMRICH, 2013).
HEILBERG et al. (2003) apresentam alguns dos benefícios e dos objetivos da
drenagem linfática na paciente grávida são: a diminuição do inchaço nas pernas e
pés; melhoria da circulação sanguínea; a diminuição do risco de desenvolver varizes;
nutrição das células e dos tecidos e o relaxamento físico e mental. A drenagem para
gestantes ajuda a esvaziar os líquidos e resíduos metabólicos a partir de manobras
realizadas no sistema linfático e nos linfonodos.
Sabe-se que os benefícios da DLM em gestantes ajudam a reduzir celulites;
diminui os inchaços típicos da gravidez (que surgem principalmente no primeiro e no
último trimestre); estimula a regeneração e à defesa dos tecidos; aumenta a diurese
e da eliminação de toxinas (resultando no equilíbrio hídrico); ajuda na estabilidade do
meio interno do organismo; alivia dores na coluna; relaxamento físico e mental; ação
descongestionante; fortalece o sistema imunológico. Essa técnica além de prevenir
as complicações decorrentes da gestação, auxiliando no alívio de problemas
circulatórios e musculares, previne outros problemas relacionados às mudanças
hormonais, tais como: enxaqueca, insônia, constipação intestinal e cansaço (SILVA
et al., 2015).
Mediante o processo da massagem é necessário algum cuidado decorrente da
manipulação da pressão manual nos membros em que se localizam o acúmulo de
líquido pois a circulação sanguínea e linfática é estimulada, os vasos sanguíneos se
dilatam, e ajudam na melhoria da circulação do sangue diminuindo a pressão arterial.
Esse processo de massagem proporciona para a gestante alívio fazendo que a
mesma sinta menos estresse e ansiedade que em alguns casos chegam a atingir o
feto. A DLM ajuda nos efeitos psicológicos destacam-se o aumento na disposição
geral do corpo, diminuição da ansiedade, diminuição do estresse (devido a diminuição
do hormônio do estresse), sensação de bem-estar, entre outros (HOLLIS, 2001).
É importante mencionar que a drenagem linfática não é indicada para as
gestantes que tenham problemas de hipertensão não controlada, trombose venosa,
gravidez de risco, insuficiência renal ou doenças relacionadas ao sistema linfático.
SILVA et al. (2017) alertam que a drenagem linfática não é recomendada para
grávidas que tenham hipertensão não controlada, insuficiência renal, trombose
venosa profunda ou qualquer doença relacionada ao sistema linfático. Os mesmos
autores reiteram que ao fazer a drenagem na gestante é preciso que tenha uma
indicação médica documentada com todas as informações sobre a gestação e ao
mesmo tempo autorizando a mesma para realização de massagens.
O profissional que irá realizar as massagens precisa ser capacitado em
primeiros socorros e tenha a percepção de alguns sinais que podem ser apresentados
durante a drenagem para que se necessário o mesmo saiba realizar atendimento
adequado de primeiros socorros. A drenagem é benéfica e necessária quando
realizada no pós-parto, a mesma ajuda na redução do líquido retido no período
gestacional, estimulando o metabolismo, melhorando a circulação e oxigenação dos
tecidos, acelerando o processo de cicatrização e reabsorção de hematomas. A DLM
deve ser adaptada às condições do paciente, como no caso de gravidez, respeitando
a tolerância da gestante. Neste caso a massagem clássica é indicada para gestantes
e o profissional precisa estar habilitado sabendo quais adaptações deve-se fazer
(FRANÇA et al., 2016).
A DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL (DLM) NO PÓS-
OPERATÓRIO
A DLM auxilia e ajuda nos pós-operatório de cirurgias vasculares, ortopédicas
e cesarianas, a mesma ajuda no processo de aceleração do reparo do tecido por tirar
o excesso de proteína reduzindo o edema onde o organismo consegue trabalhar
melhor recuperando o tecido (BATISTA et al., 2015).
A DLM é indispensável nos pós-operatório de cirurgias plásticas, e a mesma
deve ser iniciada o mais precoce possível, pois só assim será possível a penetração
do líquido excedente nos capilares sanguíneos e linfáticos intactos da região
adjacente à lesão (RIBEIRO, 2010). A drenagem ajuda na redução do edema quando
realizada sobre o tecido subcutâneo, linfático e sanguíneo, as manobras realizadas
na zona edemaciada facilita o processo de captação, aumentando assim a absorção
do líquido excedente pelo aumento da permeabilidade do capilar (SILVA et al., 2016b).
A drenagem quando realizada de forma precoce ajuda a acelerar o processo
de reabsorção do edema, ajuda na absorção do acúmulo de líquidos em algumas
regiões corporais que resultam no aumento de absorção de hematomas e equimose
que melhoram a sensibilidade. LIMA (2007), observa a importância da DLM no
período do pré e pós-operatório, com base no autor ela não retira somente o excesso
de líquido, a drenagem ajuda preparar os capilares linfáticos e ajuda na prevenção de
complicações quando iniciada uma semana antes da cirurgia em dias alternados,
sendo que a última sessão deverá ocorrer na véspera da cirurgia.
O início do tratamento do pós operatório varia de acordo com o cirurgião que
realizou a cirurgia de abdominoplastia, alguns cirurgiões plásticos encaminham seus
pacientes entre 5 e 8 dias pós cirurgia outros encaminham do 6 ao 15 dias, onde as
células estão na fase proliferativa do processo cicatricial, mas é recomendado que
seja iniciado o tratamento de pós operatório no período de 72 horas à 15 dias após o
ato cirúrgico realizando o tratamento de acordo com a fase que o paciente se
encontra, seja ela de inflamação, proliferativa ou reparadora. Mas o uso de cinta deve
ser mantido por 45 a 60 dias, e deve-se evitar exposição solar em no mínimo 60 dias
(BORDIN et al., 2016).
Quando se refere a drenagem pós-operatória é necessário seguir as
orientações determinadas pelo médico. Segundo os dados divulgados por LIMA
(2007), a drenagem nos pós-operatório deve ser iniciada logos após a cirurgia, o
profissional deve respeitar o tipo de cirurgia e a forma que deve ser realizada as
manobras. Todo esse processo deve ser prescrito e indicado pelo médico seguindo
todos os protocolos de recuperação do paciente. A fisioterapia pode intervir nas
complicações pós-cirúrgicas, que são: a dor, seroma, edema mamário, retração e
fibrose cicatricial, linfo edema. Nesse sentido, a DLM, desempenha um papel
fundamental no restabelecimento da função e da qualidade de vida dos pacientes pós-
operados (FERREIRA et al., 2011).
A drenagem linfática manual é eficaz quando realizada no pré-operatório e no
pós-operatório de cirurgia plástica, a mesma reduz o sangramento e diminui a
cicatrização e evita as aderências cicatriciais, dor, fibrose. Por isso, a drenagem
linfática deve ser utilizada como recurso fisioterapêutico (MILANE et al., 2005). Nesse
contexto, a drenagem linfática manual é como uma técnica terapêutica no pré e pós-
cirúrgico, para o tratamento de complicações e prevenção de deformidades. Tais
complicações chegam a causar nos pacientes transtornos diários que implicam em
dificuldades na vida social, no trabalho, lazer, autoestima e principalmente na vida
íntima do casal (ANDRÉ, 2009).
GUIRRO et al. (2010), ressalta que a fisioterapia dermatofuncional tem
contribuído tanto no pré quanto no pós-operatório, prevenindo ou tratando de doenças
advindas das intervenções cirúrgicas, que em muitos casos possibilitam a diminuição
da ansiedade no período pré-operatório.
ORIGEM E CONCEITOS DA MASSOTERAPIA
Desde os primórdios da civilização, a massagem é utilizada no convívio
humano, por isso é considerada uma prática milenar de melhoria do bem-estar físico.
Na antiguidade, era considerada como forma de prevenção de infecções pelos
egípcios, hindus, gregos, romanos, chineses e japoneses (WANG, 2013). Conforme
CEZIMBRA (2009), as origens da massagem remontam o período pré- histórico,
quando o homem de forma instintiva tocava no local de dor com o objetivo de contê-
la e a fricção que exercia no local, promovia alívio ao toque.
Cada civilização ou cultura desenvolveu estilo próprio e práticas de massagens
diversas. Muitas, ainda hoje são ensinadas e praticadas como arte e, também, como
ciência em pleno estágio de desenvolvimento (KIT, 2008), tanto em cursos de
graduação, como em cursos profissionalizantes (GASPAROTTO et al., 2018).
Sabe-se que a origem da palavra “massagem” vem do grego e significa
“amassar”. Porém, inicialmente, esta foi utilizada pelos chineses como “Kung Fu”, há
aproximadamente 2.700 anos a.C (SILVA et al., 2015). O nome “massagem” ganhou
maior significado medicinal, após Hipócrates empregar o termo “anatripisis” (friccionar
pressionando os tecidos) para se referir às propriedades terapêuticas das
manipulações musculoesqueléticas (WANG, 2013).
Por outro lado, a palavra “massoterapia”, em um contexto latino, vem da união
do termo “masso” que significa “massagem” e “therapia”, cujo significado é
“tratamento”. Esta, desde o princípio, tem como base funcional e clínica o benefício
do relaxamento, ao passo que melhora a mecânica do organismo físico, o sistema
neural, a fisiologia e a química que se relaciona aos diversos fatores emocionais
(COSTA; SOUZA, 2017).
Atualmente a massoterapia agrupa técnicas tradicionais e contemporâneas,
cujos métodos não invasivos, são aplicados para identificar e tratar doenças que
desequilibram o bem-estar físico e mental de pacientes, ao passo que interferem
significativamente no sistema imunológico destes (CARVALHO; ALMEIA, 2018).
Assim, no contexto em que se encontra inserida, a massagem terapêutica é utilizada
para diversas finalidades, tanto curativas, como promotoras de bem-estar físico ou
beleza aos pacientes (LEDUC; LEDUC, 2000).
As massagens podem ser subdivididas em diversos tipos, dentre estas, com
maior destaque:
(a) a desportiva, utilizada por fisioterapeutas com a finalidade de recuperação de
lesões musculares;
(b) a relaxante, que promove o relaxamento físico e mental dos pacientes, visando o
alívio do estresse provocado pelo dia a dia;
(c) a estética, que busca dar alívio para as dores e expressões faciais, ajudando,
inclusive, no rejuvenescimento, sendo utilizada também para o tratamento da celulite,
das estrias e da gordura localizada, à medida em que auxilia no combate à retenção
de líquidos;
(d) a terapêutica, usada para proporcionar alívio das dores musculares e ligamentos,
além de auxiliar a cura de certas doenças (LEDUC; LEDUC, 2000).
Nesse sentido, percebe-se em que cada técnica se desenvolveu, baseada em
conhecimentos antigos tradicionais, para prestar um benefício distinto ao paciente.
Mas numa perspectiva moderna impôs-se a necessidade de aperfeiçoamento dessas
técnicas, para acompanharem os avanços das ciências médicas e se aprimorarem
rumo às necessidades da prática em saúde (CANÇADO, 2017).
Portanto, as técnicas massoterápicas descritas, algumas milenares, de origem
oriental e outras ocidentais, de origem mais recente, como a drenagem linfática, o
shiatsu, o Tui-Ná, o Ban-Fá, An-Mo, a Ayurvédica, a Shantala, o Do-In, a Thai
Massage, o Lomi Lomi, a massagem sueca, a drenagem linfática, a quiropraxia, a
massagem desportiva, a quick massage e a massagem miofascial são importantes
para reequilibrar a energia do organismo e ajudá-lo a se recuperar de patologias pré-
existentes ou preveni-las, por meio do aumento da imunidade tecidual (CARVALHO;
ALMEIDA, 2018).
OS BENEFÍCIOS FÍSICOS E MENTAIS DAS TÉCNICAS DE
MASSOTERAPIA
Shiatsu
O Shiatsu é uma técnica terapêutica bastante conhecida e muito comum em
praias e parques no Brasil. Esta equilibra mente e corpo, por meio da fricção com a
ponta dos dedos ou a planta das mãos, em determinada região do corpo. Essa técnica
permite ao paciente um aumento de energia e consciência sobre si e proporciona
considerável melhoria no funcionamento dos órgãos, podendo estender seus
benefícios musculoesqueléticos, também aos sistemas digestivo e nervoso
(CEZIMBRA, 2009).
A técnica do shiatsu promove estimulação ao sistema nervoso, quando
possibilita a liberação de endorfinas, proporcionando bem-estar e relaxamento, devido
à redução das ondas cerebrais. Além disso, trata-se de um recurso manual não
invasivo, que atua proporcionando melhoria na circulação sanguínea e linfática,
melhorando o metabolismo, aliviando tensões e proporcionando bem-estar físico e
mental (FONTES; SILVA, 2017).
O shiatsu tem sido utilizado no tratamento da fibromialgia, doença de caráter
idiopático, que é caracterizada por dor intensa na musculatura, ligamentos e tendões
(COSTA; SOUZA, 2017). De acordo com os autores, a fibromialgia atinge
majoritariamente mulheres, entre 30 a 60 anos, sendo o sucesso no tratamento
alcançado por meio de uma associação de estratégias farmacológicas e não
farmacológicas, dentre estas, a massagem.
Estudo de CAURIO et al. (2019), enumerou os benefícios da massagem no
tratamento da fibromialgia, sobre o shiatsu foi verificado alívio da dor após as sessões,
totalizando 10, mas além dessa técnica experimentou outras, sobre as quais,
consideraram que há pouca diferença dos benefícios proporcionados para a melhoria
dessa patologia, já que os resultados benéficos podem ser alcançados por mais de
uma técnica massoterápica.
No entanto, CEZIMBRA (2009) alerta para o uso indiscriminado dessa técnica
em pacientes reincidentes de traumas recentes, sintomas de cefaleia e dores na
coluna, sem a adequada avaliação das condições clínicas e acompanhamento
médico, pois pode predispor a graves efeitos colaterais como a hemiplegia, paraplegia
ou mesmo a morte do paciente.
Tui-Ná
A Tui-Ná é caracterizada por movimentos médios a vigorosos, aplicados por
partes do corpo, como: dedos, mãos, punhos, antebraço e joelhos, com o objetivo de
estimular o organismo a se curar. Assim, sua função é equilibrar o fluxo de energia do
organismo, sendo eficaz no tratamento da dor (FONTES; SILVA, 2017). Para
MERCATI (2000), desde o nascimento, o cuidado com o bebê demonstra a
importância de tocar e acariciar para acalmar, por isso, uma versão mais leve dessa
técnica se mostra benéfica ao crescimento de crianças saudáveis e inteligentes.
Essa técnica trata diretamente a dor e a ansiedade, contribuindo
sistematicamente para a restauração do sono, em casos de dissonia em crianças –
desde o nascimento e, mais notadamente, em jovens durante o período escolar
(FREITAS et al., 2017). Em estudo destes autores, foram descritos dois casos de
crianças em transtornos do desenvolvimento psicológico, nos quais a criança tem
oportunidade de aprender, mas não consegue; além dos distúrbios de aprendizagem,
como a dislexia e a discalculia. Além disso, consideraram o sono como fator
importante para melhorar a aprendizagem de modo geral. Finalmente, concluíram que
a massagem permitiu melhorar o sono e, a partir disso, diminuiu os déficits de atenção
- comuns da fase escolar - e melhoraram tanto o comportamento, como o
desempenho escolar das duas crianças estudadas.
Além disso, KUREBAYASHI et al. (2016) descreveram as vantagens da
aplicação de massagens relaxantes na reabilitação de pacientes hospitalizados na
América do Norte. A massagem tornou-se uma ferramenta interessante aos
profissionais de enfermagem, para tratar os pacientes que apresentavam quadros
passageiros ou permanentes de dor, ansiedade e tensão, melhorando
consideravelmente os quadros de saúde, ainda que irreversíveis.
Ban-Fá
A técnica chinesa Ban-Fá manipula a coluna vertebral, músculos e articulações
para promover um efeito regulador do organismo e, assim, proporcionar o alívio de
dores e melhoria das funções motoras, melhorando a qualidade do funcionamento
corporal e a qualidade de vida. Faz parte das técnicas chinesas de manipulações
vertebrais, incluídas no Tui-Ná, sendo, portanto, uma variação com técnicas mais
vigorosas (FONTES; SILVA, 2017).
Essa técnica tem sido utilizada no tratamento da fibromialgia, em que os
pacientes acometidos relatam dor musculoesquelética crônica e difusa, locais
sintomáticos de grande dor e sensibilidade, denominados pontos dolorosos. A
literatura relata melhoria da circulação, relaxamento e analgesia em pacientes
portadores dessa doença, proporcionados pela manipulação das vertebras, músculos
e articulações (COSTA; SOUZA, 2017).
An-Mo
A massagem An-Mo é outra especialidade chinesa, a qual considera os
meridianos e pontos de acupuntura do corpo, faz parte da Medicina Tradicional
Chinesa e foi estabelecida por volta de 1300 a.C., na China Central (AUTEROCHE;
NAVAILH; 1993). A An-Mo é aplicada diretamente em áreas reflexas, para tonificar e
estimular o corpo e a mente, cujo objetivo é circular e reequilibrar as energias
(AUTEROCHE; NAVAILH; 1993). Essa técnica, por ser antiga, deu origem a outras
técnicas mais modernas, como relata SILVA; ZARBATO (2017) sobre a quick
massage.
Ayurvédica
A massagem ayurvédica é uma técnica muito utilizada por médicos e
terapeutas, conhecida como a mais antiga técnica de massagem natural, tendo sido
criada há mais de cinco mil anos (JANSEN-SCHULZE, 2009). Esta, é amplamente
utilizada na Índia, sendo aplicada a pacientes de todas as idades.
Dentre os benefícios da técnica ayurvédica, cita-se o estreitamento do
relacionamento entre pais e seus bebês, bem como a estimulação do
desenvolvimento físico e emocional da criança e da produção de prolactina pelo
organismo materno, com benefícios galactagogos (JANSEN-SCHULZE, 2009).
CARVALHO; ALMEIDA (2018), afirmam que a massagem ayurvédica é muito
eficaz no combate ao estresse, quando oxigena os tecidos que retém a sobrecarga
do organismo humano em estágio estressante. Além disso, recupera nutrientes
perdidos e repara o cansaço progressivo, provocado pela perda de nutrientes e pela
sobrecarga da falta de oxigenação tecidual. Por isso, a aplicação dessa massagem,
que simboliza amparo psicológico, tanto é eficaz durante o período de cólicas
neonatais, como é muito importante durante a primeira dentição infantil, pois é
extenuante o estresse gerado no organismo do bebê, durante essa fase (JANSEN-
SCHULZE, 2009).
Uma questão importante sobre essa massagem é a preparação. É preciso
entender que dar segurança ao bebê para a aplicação da massagem é essencial para
se obter sucesso. O óleo, a posição, a forma de tocar de maneira intuitiva no bebê,
permitirão assegurar naturalidade ao toque e, assim, atingir o relaxamento desejado,
por meio das manobras de alongamento que a técnica proporciona (JANSEN-
SCHULZE, 2009).
Por suas características relaxantes e ação direta sobre a diminuição dos
sintomas de estresse em geral, a massagem ayurvédica, também pode agir
diretamente sobre a fibromialgia, diminuindo os quadros sintomáticos de dores leves
a intensas (GONDIM; ALMEIDA, 2018).
CAURIO et al. (2019) realizaram um estudo com um grupo de pacientes, nos
quais administraram a massagem ayurvédica em 13, dos 25 voluntários
fibriomiálgicos, mas não realizaram massagem em 12 dos demais pacientes
selecionados para o estudo, o intuito foi verificar os benefícios dessa técnica sobre a
dor fibromialgica, como resultado, observaram que houve considerável melhora da
sintomatologia da dor naqueles que receberam a massagem, em detrimento daqueles
que não receberam.
Shantala
Além da massagem ayurvédica, bastante indicada para bebês, a técnica da
shantala é mais uma alternativa de massagem infantil. Estudo de CEZIMBRA (2009)
afirma que esta técnica, utilizada em bebês a partir da terceira semana após o
nascimento, tem por função aliviar as cólicas e aumentar o vínculo com os pais. Dessa
forma, esta ajuda o bebê a se sentir novamente dentro do útero da mãe, onde suas
necessidades eram plenamente atendidas, o que trazia uma sensação de completude
à criança. Assim, a massagem ajuda o neonato a se adaptar e superar as dificuldades
pós-natais.
Segundo a pesquisa de RIBEIRO-LIMA; CAVALCANTE (2019), a massagem
infantil, shantala tem o papel de fortalecer vínculos familiares, os quais muitas vezes
são distanciados por causa da vida profissional dos pais. Então essa técnica, sob um
aspecto multissensorial, pode restabelecer a ligação entre pais e filhos, propiciando
um contato que reduz o estresse das crianças, provocado pelo compartilhamento
coletivo de ambiente, como: creches e escolas, nos quais a figura conhecida, pai ou
mãe, não está presente.
Do-In
A técnica do Do-In, conforme CANÇADO (2017), pertence à medicina
tradicional chinesa e é bastante utilizada para o tratamento de patologias diversas.
Trata-se de um método de massagem que, por meio de estímulos à circulação da
energia vital, é capaz de amenizar dores e proporcionar o bem-estar (MARTINS,
2014).
Além disso, a técnica é própria para a auto aplicação, mas pode também ser
aplicada por outra pessoa. Utiliza a pressão dos dedos das mãos, em pontos
específicos do corpo humano, com objetivo de trazer alívio, prevenir, identificar e tratar
enfermidades dolorosas, de diversas origens físicas e problemas psicológicos
relacionados ao estresse (CANÇADO, 2017).
O Do-In, conforme o conceito chinês, considera o organismo de forma dinâmica
como o universo, sendo, portanto, regido conforme as leis naturais, e contendo
energia como matéria sólida e viva, que flui. Para o Do-In, o organismo celular precisa
estar em sintonia com o que está ao seu redor (CANÇADO, 2017).
Outro benefício clínico da massagem Do-In, conforme JESUS (2018), seria na
diminuição do desconforto comumente relatado por gestantes, dentre eles: dor nos
membros inferiores, insônia, fadiga corporal e dores lombares. A conclusão do
trabalho realizado pelo autor evidencia os benefícios dessas técnicas
complementares para a saúde gestacional e atesta, tanto a necessidade de que o
profissional enfermeiro conheça tais técnicas, como a pouca aplicação dessa temática
na abordagem pré-natal. Além disso, MONTEIRO et al. (2018) demonstraram em seu
estudo a importância da massagem tanto no pré, quanto no pós-parto das gestantes
para ajudar no desconforto provocado pelo aumento de volume abdominal e da má
circulação.
Assim, essa modalidade de massagem simboliza, tanto para CANÇADO (2017)
como JESUS (2018), que as terapias complementares de origem chinesa
demonstram respeito ao indivíduo como um todo, distribuído por corpo, mente e
espírito, gerando benefícios ao organismo de cura e saúde, quando todas as partes
estão interligadas e a energia que o rodeia é mantida ou reestabelecida.
Thai Massage
O Nuad Phaen Boran ou Thai Massage é uma terapia curativa Tailandesa, com
o objetivo de reestabelecer o equilíbrio corporal, realizada com os pés, joelhos,
polegares, palmas e cotovelos (SILVA et al., 2015). A técnica tem objetivo energético,
pois utiliza manobras corporais que envolvem torções, compressões e alongamentos
profundos, no intuito de liberar pontos da energia vital e que estejam com o trânsito
bloqueado. Além disso, promove aumento da flexibilidade dos músculos e
articulações (SILVA et al., 2015).
Essa técnica é bastante utilizada por atletas de luta Muay-Tai, para alívio da
dor e da fadiga muscular, promovendo maleabilidade e extensibilidade tecidual e
articular, além de estimular as funções viscerais e autonômicas. Os benefícios da Thai
massage incluem, ainda, melhora significativa de dores nas costas associadas à
lombalgia, quadros de incapacidade com flexibilidade reduzida (SILVA et al., 2015).
Segundo LAOSEE et al. (2020), a dor lombar, mais especificamente em idosos,
está relacionada a gatilhos miofasciais, sendo que a Thai massage é uma técnica de
massoterapia capaz de desativar este gatilho, aumentar a flexibilidade e diminuir a
incapacidade causada pela lombalgia, bem como promover analgesia aos quadros de
dor do paciente.
Lomi Lomi
A massagem Lomi Lomi é uma técnica massoterápica relaxante, de origem
havaiana, que se diferencia das técnicas orientais, pois trabalha o corpo do paciente
sem usar os dedos, utilizando, portanto, pontos de pressão (STONE, 2010).
Segundo STONE (2010), a massagem Lomi Lomi é também denominada
circulatória, uma vez que tem por função mover os fluidos corporais, a fim de deixar a
energia circular e aliviar a tensão, trabalhando o alongamento e as extremidades
articulares. A autora considera ainda que esse tipo de massagem pode ser aplicado
em movimentos vigorosos, melhorando bastante as dores articulares e a circulação
sanguínea.
Para os havaianos a massagem Lomi Lomi constitui uma forma importante de
conhecer o outro, de se ligar a ele e de se reorganizar psiquicamente, para agir melhor
diante da vida, ou seja, esta é responsável pela melhora da qualidade de vida
psicossocial das pessoas que a utilizam (BERGER, 2020).
Massagem Sueca
A Massagem Sueca ou Massagem Clássica é considerada a base para as
demais técnicas de massagens ocidentais, e ficou conhecida pelo termo relaxante,
seu nome comercial. Consiste na utilização de movimentos suaves e deslizantes,
promovendo alongamento e auxiliando na redução do estresse e da ansiedade no
paciente. Melhora a tensão e acentua a flexibilidade dos tecidos e músculos do corpo,
promovendo relaxamento e bem-estar (SILVA et al., 2015). Na Suécia, durante o
século XIX, essa massagem passou a ter como fundamento básico: recuperar
músculos, articulações e ossos (CARVALHO; ALMEIDA, 2018).
Por tudo isso, afirmam CARVALHO; ALMEIDA (2018,) a consistente melhora
na circulação sanguínea, tendo em vista a potencialização do sistema linfático. Nessa
análise sobre os benefícios da massoterapia, estes autores apresentam ainda os
resultados para os indivíduos que frequentemente utilizam-na, alguns vão desde a
melhora da imunidade, bem como a diminuição da fadiga, da agitação mental, da
insônia e ainda proporciona aumento da flexibilidade e relaxamento dos nervos. Por
outro lado, a massagem sueca também pode ser utilizada por pacientes em
tratamentos de câncer. Conforme afirmam RODRÍGUEZ-MANSILLA et al. (2017),
combina-se a utilização de movimentos mais vigorosos para aplicá-los na reabilitação
e tratamento psicológico, com efeito calmante.
Quiropraxia
De nome derivado do grego kheir, que significa mão e práxis, prática, a
quiropraxia simboliza o tratamento com as mãos. Surgiu no final do século XIX e pode
propiciar, pela manipulação das vértebras, o alívio das dores na coluna, redução das
enxaquecas, bem como das dores de cabeça comuns (CEZIMBRA, 2009).
Essa técnica é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é
aplicada por profissional capacitado em quiropraxia, que utiliza as mãos para
diagnosticar, tratar e prevenir problemas no sistema neuromusculoesquelético
(FERREIRA et al., 2020).
A técnica constitui em aplicar no paciente, movimentos precisos e específicos
na região da dor, chamados de ajustes quiropráticos, que levam ao equilíbrio do
sistema neuromusculoesquelético. Além disso, essa técnica tem se demonstrado
eficaz no tratamento da dor lombar crônica, que impede a natural regeneração
tecidual (FILHO et al., 2019).
O autor supracitado destacou ainda que a inflamação provocada pela hérnia
de disco, cujo processo inflamatório, provocado pelo rompimento do anel fibroso da
coluna vertebral, pode ser amenizada com as técnicas de quiropraxia;
reestabelecendo os movimentos da coluna vertebral e membros periféricos, e
reduzindo quadros de dor.
Massagem desportiva
A Massagem Desportiva é utilizada por atletas, amadores ou profissionais, para
manutenção e reabilitação dos tecidos moles do corpo humano, como por exemplo
músculos, ligamentos e tendões (ROCHA et al., 2019).
São vários os seus benefícios, dentre eles a prevenção de lesões, por meio do
relaxamento e da melhor circulação sanguínea; melhoria do sono; redução de
aderências, edemas e processos inflamatórios provocados pela lesão física (ABREU
et al., 2012).
Assim, a crioimersão, mais conhecida como banheira de gelo, proporciona
melhora nas lesões e dor de efeito tardio. ROCHA et al. (2019), consideram que essa
melhora poderá ser potencializada, quando associada a técnica de massagem
desportiva, a qual reduz a dor, ao passo que diminui a frequência cardíaca,
promovendo relaxamento ao desportista durante o tratamento. Além disso, pode
promover significativa melhoria do controle motor, uma vez que tais efeitos parecem
estar relacionados aos efeitos analgésicos (ABREU et al., 2012).
Quick Massage
A Quick Massage, conforme SILVA; ZARBATO (2017) é uma massagem
rápida, que alia técnicas de duas massagens orientais, o Shiatsu e o An-Mo, podendo
ser realizada no trabalho, com o paciente sentado, tendo como função promover o
relaxamento, além de diminuir condições de dor de ordem musculoesquelética.
Segundo OLIVEIRA et al. (2017), essa massagem também tem por função
diminuir as doenças provocadas pelo estresse, o qual está associado à liberação de
hormônios que, além de alterarem vários aspectos da fisiologia, possuem ainda efeito
modulador das defesas do corpo, que debilitam a saúde do paciente ou dificultam
suas relações e, por afetarem diretamente o humor, provocam também baixo
rendimento no trabalho e outros males.
SILVA; ZARBATO (2017) destacam ainda que, para melhor entender os
benefícios da quick massage, faz-se necessário avaliar o ambiente de trabalho,
observando os fatores de risco, tanto físicos, como psicossociais e, a partir disso,
entender que a massagem pode auxiliar a reorganizar a capacidade de produção do
paciente, o qual vive em meio a multitarefas e à prática de atividades laborais de
esforço repetitivo.
Massagem Miofascial
Este tipo de massagem é caracterizado pelo toque terapêutico sobre músculos
e nervos e, por isso, auxilia na diminuição das dores corporais. É aplicada sobre o
músculo tensionado, sendo realizada em tecidos moles, não em nervos e ossos
(CEZIMBRA, 2009).
Sua técnica flexora, extensora e cruzada, permite utilizar a biomecânica do
paciente a favor de um bom resultado, pois é possível reconhecer os sinais da região
dolorida e durante a massagem, identificar que outras áreas também necessitam de
atenção (CEZIMBRA, 2009).
Estudo comparativo de SOUSA et al. (2015), apresenta 16 mulheres, entre 42
e 48 anos, que sofrem com cefaleia tensional crônica, caracterizada por dor bilateral,
frontal, temporal, fronto-temporal, de pressão ou peso, a qual tem início esporádico
com duração de minutos, podendo chegar a dias. Foram utilizados fármacos,
associados a terapias complementares, entre elas a massagem miofascial. Os
resultados mostraram que no grupo com associação do tratamento farmacológico à
terapia complementar a dor ao toque era aumentada, mas com progressiva
diminuição durante o tratamento.
Os resultados apresentados por SOUSA et al. (2015) se apoiam na teoria de
CEZIMBRA (2009), de que as fibras musculares promotoras de movimento têm suas
funções mecânicas danificadas pela tensão em excesso provocada pela dor, mas o
estímulo neurológico promovido pela massagem descontrai a tensão e possibilita a
recuperação natural dos movimentos perdidos.
CEZIMBRA (2009) relata ainda diversos outros benefícios da massagem
miofascial em pacientes com queda de cabelo, circulação sanguínea de membros
inferiores, melhora da dor em paciente com desequilíbrio biomecânico ou dor nas
articulações. Diante do exposto, observa-se ainda que os benefícios físicos e mentais
propiciados pela massoterapia também estão associados à melhora da imunidade,
uma vez que o toque das mãos na pele ativa linfócitos T, permitindo efeito calmante
e desestressante, à medida que diminui também a ansiedade (CARVALHO;
ALMEIDA, 2018).
Como consequência do alívio do estresse, observa- se ainda melhora de
quadros provocados por baixa imunidade, como úlceras, má digestão, doenças
infecciosas, distúrbios gastrointestinais, insônia, dores de cabeça, ansiedade e
depressão (CANÇADO, 2017).
Além disso, terapias complementares podem auxiliar pacientes em períodos
pós-cirúrgicos, a eliminarem edemas, reativando a circulação, eliminando as toxinas
que impedem uma adequada recuperação (BATISTA et al., 2017). Conforme
postulam GASPAROTTO et al. (2018), surge a necessidade do compartilhamento e
integração dos saberes sobre as práticas integrativas e complementares, entre
profissionais da área da saúde, no intuito de aumentar as possibilidades de
tratamentos a serem oferecidos aos portadores de condições crônicas para obtenção
de melhores resultados nos tratamentos convencionais e melhoria da qualidade de
vida na saúde humana.
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