Epistola aos Hebreus
• Corresponde ao de Levítico em relação a Êxodo. Todas as
ofertas de cheiro suave ou não exigidas e especificadas em
Levítico, tipificam aspectos do sacrifício do Senhor na cruz,
mas são todos aspectos dos benefícios que ela provê para os
que já foram remidos e estão em relação de aliança com Deus.
• Esta Epístola aos Hebreus se interessa pelo aspecto final e
definitivo do sacrifício pascal do Senhor e do derramamento
do sangue da aliança. Ela se dirige aos que creram nele e fazem
parte da aliança, sendo seu propósito mostrar-lhes como nosso
maravilhoso JESUS cumpre completamente (e portanto
supera) o sacerdócio e sacrifícios levítícos, Devemos manter
este ponto de vista sempre em mente, ao estudarmos a carta
aos hebreus.
A Quem é Dirigida
• Originalmente a Ep. Aos Hebreus era uma carta destinada a um
grupo de crentes apreensivos ante a hostilidade sofrida por parte dos
seus próprios patrícios, neste caso, os judeus. Eles eram distinguidos
por três formas: cristãos judeus, cristãos perseguidos e cristãos
desapontados.
• O mundo religioso judeu crucificara Jesus; e agora, ao que parece, a
própria religião, da qual Jesus era o cumprimento e a consumação, o
repudiava! Chegara o ponto em que "continuar" com Jesus
significava nada menos do que ir a Ele "fora do arraial", recebendo
"reprovação".
• A Epístola aos Hebreus foi dirigida a hebreus, havendo entre eles alguns
"crentes" do tipo descrito, e sua primeira interpretação é destinada a
eles.
Propósito
• Hebreus foi escrito principalmente para os cristão judeus que
estavam sob perseguição e esmorecimento. O escritor procura
fortalecê-los na fé em Cristo, demonstrando cuidadosamente a
superioridade e finalidade da revelação e redenção da parte de
Deus em Jesus Cristo. Demonstra que as disposições divinas para
a redenção vistas no Antigo Concerto cumpriram-se e tornaram-
se obsoletas pela vinda de Jesus e pelo estabelecimento de um
Novo Concerto, mediante a sua morte vicária. O escritor anima
seus leitores
1. a manterem firme sua confissão de Cristo até o fim,
2. a prosseguirem para a maturidade espiritual, e
3. não volverem ao estado de condenação caso abandonem a fé em
Jesus Cristo.
Tema: A SUPERIORI DADE DE CRISTO
Palavras-chave: "superior" e "perfeito". Passagem principal 10.19-22.
I. JESUS - O NOVO E "SUPERIOR" LIBERTADOR Jesus, o Deus-Homem - superior aos anjos (1,2).
• Jesus, o novo Apóstolo - superior a Moisés (3).
• Jesus, o novo Líder - superior a Josué (4.1-13).
• Jesus, o novo Sacerdote - superior a Arão (4.14-7).
II. CALVÁRIO - A NOVA E "SUPERIOR" ALIANÇA (8-10.18)
• A nova aliança tem melhores promessas (8.6-13).
• Ela abre um melhor santuário (9.1,14).
• Ela é confirmada por um sacrifício superior (9.15-28).
• Ela obtém resultados muito superiores (10.1-18).
III. FÉ - O VERDADEIRO E "SUPERIOR" PRINCÍPIO (10.19-13)
• Fé, a verdadeira resposta para essas coisas "superiores" (10.19-39).
• Ela tem sido sempre reivindicada como tal: exemplos (11).
• Deve suportar com paciência, olhando para Jesus (12.1-13).
• Deve expressar-se na forma de santidade prática (12.14-13.21).
• Despedida 13.22-25.
O Novo e Superior Libertador (1-7)
• Mas, do Filho, diz: Ó Deus(Filho), o teu trono subsiste pelos
séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino.
Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso, Deus
(Filho), o teu Deus (Pai), te ungiu com óleo de alegria, mais do
que a teus companheiros. E: Tu, Senhor(Filho), no princípio,
fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos; eles perecerão,
mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e,
como um manto, os enrolarás, e, como uma veste, se mudarão;
mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão.
• Não são, porventura, todos eles (Anjos) espíritos ministradores,
enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a
salvação?
O Novo e Superior Libertador (1-7)
O Messias Jesus está muito acima dos anjos (1,2).
Ele é o FILHO; eles não passam de servos (1.5-9).
Ele é o Criador, eles não são senão criaturas (vv. 10-12).
Ele é o Soberano; eles, os súditos (vv. 13-14).
Ele é o Deus-Homem Salvador glorificado, que não só
está acima dos anjos, mas também leva muitos filhos à
glória, elevando-os também sobre os anjos (2.5, 9, 10).
Hebreus 2:1—4
Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para
as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum,
nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos
anjos permaneceu firme, e toda transgressão e
desobediência recebeu a justa retribuição, como
escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande
salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor,
foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;
testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres,
e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos
por sua vontade?
Hebreus 2.14-18
• E, visto como os filhos participam da carne e do
sangue, também ele participou das mesmas coisas, para
que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da
morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo
da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.
Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou
a descendência de Abraão. Pelo que convinha que, em
tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser
misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de
Deus, para expiar os pecados do povo. Porque, naquilo
que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer
aos que são tentados.
O Novo e Superior Libertador (1-7)
Ele é correspondentemente "superior" a Moisés, o grande
apóstolo de Israel, o maior de todos os mediadores e
legisladores simplesmente humanos (3)
• Moisés era apenas o agente humano da velha economia;
Cristo é o Fundador divino da nova (vv. 3,4).
• Moisés foi fiel como servo da casa de Deus; mas Cristo é
fiel como Filho sobre a sua casa (vv. 5,6). Moisés foi uma
testemunha de algo superior que viria; Cristo é o cumpridor
(vv. 5, 6).
Hebreus 3.7-10
Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz,
não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da
tentação no deserto, onde vossos pais me tentaram, me provaram e
viram, por quarenta anos, as minhas obras.
Hebreus 3.12-16,17-19
Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau
e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos
outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que
nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. Porque nos
tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o
princípio da nossa confiança até ao fim. Enquanto se diz: Hoje, se
ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na
provocação. Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas
não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.
O Novo e Superior Libertador (1-7)
Ele é "superior" a Josué, líder da conquista de Canaã por
Israel (4.1-13).
• Josué guiou o povo até a Canaã terrena, mas não
pôde levá-lo para o verdadeiro descanso, enquanto
Jesus nos leva ao verdadeiro descanso das obras, a fim
de gozar a observância do sábado com Deus (vv. 8, 3,
9).
Hebreus 4.1-7
Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no
seu repouso, pareça que algum de vós fique para trás. Porque
também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a
palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava
misturada com a fé naqueles que a ouviram. Porque nós, os que
temos crido, entramos no repouso, tal como disse: Assim, jurei na
minha ira que não entrarão no meu repouso; embora as suas
obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo.
Visto, pois, que resta que alguns entrem nele e que aqueles a quem
primeiro foram pregadas as boas-novas não entraram por causa
da desobediência, determina, outra vez, um certo dia, Hoje,
dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se
ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. Porque, se
Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria, depois disso, de
outro dia. Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.
• Hebreus 5.1-2
• Porque todo sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é
constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a
Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados, e
possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados,
pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza.
• Hebreus 5.4-6 (O Chamado de Cristo)
• E ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado
por Deus, como Arão. Assim, também Cristo não se
glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas
glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te
gerei. Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote
eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.
O Novo e Superior Libertador (1-7)
Ele é "superior" a Arão, o sumo sacerdote representante de
Israel (4.14-7 .28).
• Ele ministra num santuário "superior", i.e., celestial vs. terreno
(4.14).
• Ele mantém um sacerdócio "superior", ou seja o de
Melquisedeque vs. Arão (5.6,10; 7.3,17, 18-25).
• Ele tem melhores qualificações, i.e., sem pecado, imortal,
perfeito, vs. pecador, mortal, fraco (7.26, 27, 23-25, 28).
• Ele oferece um sacriflcio superior, ie., sua Pessoa vs. animais;
uma vez por todas vs. diariamente e sempre incompletos (v. 27).
Notas importantes
• Note a ordem: anjos, Moisés, Josué, Arão. Tudo aqui leva
ao contraste entre Cristo e Arão, porque o objetivo
principal é demonstrar a superioridade
transcendente e anuladora da economia do evangelho
em relação a todo o sistema sacerdotal do judaísmo e
da antiga aliança.
• Note também que de Hebreus 5.11 a 6.20 o texto é
certamente parentético. A comparação do sacerdócio do
Senhor com o de Melquisedeque é retomada em 7.1.
• "Por isso, santos irmãos, que participais da vocação
celestial, CONSIDERAI ATENTAMENTE O
APÓSTOLO E SUMO SACERDOTE DA NOSSA
CONFISSÃO, JESUS" (3.1).
Hebreus 5.11-14
• Do qual muito temos que dizer, de difícil
interpretação, porquanto vos fizestes negligentes
para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo
tempo, ainda necessitais de que se vos torne a
ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das
palavras de Deus; e vos haveis feito tais que
necessitais de leite e não de sólido mantimento.
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não
está experimentado na palavra da justiça, porque é
menino. Mas o mantimento sólido é para os
perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os
sentidos exercitados para discernir tanto o bem
como o mal.
Hebreus 6.1-9
• Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a
perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras
mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das
mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.
Qual é o tratamento que se deve quando isso acontecer?
• E isso faremos, se Deus o permitir. Porque é impossível que os que já uma
vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes
do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século
futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois
assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao
vitupério.
• Porque a terra que embebe a chuva que muitas vezes cai sobre ela e produz
erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada recebe a bênção de Deus;
mas a que produz espinhos e abrolhos é reprovada e perto está da maldição;
o seu fim é ser queimada. Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores
e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.
O Sumo Sacerdote “Jesus”
• Nosso Senhor não era descendente de Arão, nem sequer da
tribo de Levi. Ele jamais foi um sacerdote arônico. O seu
sacerdócio é real, de Melquisedeque (7 .1 ). É o novo sacerdócio
(v. 11); o verdadeiro sacerdócio (v. 16); o sacerdócio para sempre (v.
17); o sacerdócio perfeito (vv. 26-28); o sacerdócio que "pode
salvar totalmente" (v. 25).
• "POR ISSO TAMBÉM PODE SALVAR TOTALMENTE
OS QUE POR ELE SE CHEGAM A DEUS, VIVENDO
SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES."
A Nova e Superior Aliança (8-10.18)
O escritor faz um retrospecto ao começar esta nova seção
(8.1-5). E continua, mostrando a necessidade de uma nova
aliança, devido à imperfeição da antiga (vv. 6-13).
Desenvolvendo outras excelências e finalidades da nova
aliança que surgem agora à plena luz:
• promessas superiores (8.6-13);
• santuário superior (9.1-14);
• sacrifício superior (9.15-28) e
• resultados superiores (10.1-18).
A Nova e Superior Aliança (8-10.18)
Velha aliança Nova Aliança
1. terreno 1. celestial (vv. 1-5, 11, 24);
2. carnal 2. espiritual (vv. 10, 11-14);
3. temporário 3. eterno (vv. 9, 10, 12, 15);
4. animais e 4. Filho de Deus (vv. 12-14);
5. modelos 5. e realidades (vv. 23, 24);
A Nova e Superior Aliança (8-10.18)
Velha aliança Nova Aliança
1. repetição incompleta e 1. finalidade alcançada de uma vez
por todas (vv. 25, 26);
2. promessa e 2. cumprimento (10.1; 9.11);
3. incapacidade para 3. verdadeira santificação (10.4,
remover pecados e 10);
4. memorial ano a ano e 4. lembrança "cancelada" (10.3, 17);
5. e um sacrifício único e um
5. sacrifício repetido e Sacerdote que "assentou-se à
sacerdotes sempre de pé destra de Deus" (10.11, 12).
• "PORQUE COM UMA ÚNICA OFERTA
APERFEIÇOOU PARA SEMPRE QUANTOS
ESTÃO SENDO SANTIFICADOS ... JÁ NÃO HÁ
OFERTA PELO PECADO" (10.14, 18).
Novo caminho
• Agora o próprio véu que mantinha o povo fora, permitiu a
entrada do sacerdote, com base no sangue da aliança; ele se
torna então um tipo do corpo do Senhor - pois Hebreus 10.20
diz que o Senhor Jesus consagrou o "novo e vivo caminho" de
entrada para nós "pelo véu, isto é, pela sua carne".
• A primeira coisa que aconteceu quando o Senhor morreu no
Calvário foi que "o véu do santuário rasgou-se em duas partes,
de alto a baixo" (Mt 27.51). Graças a Deus por esse véu
rasgado!
• Mediante o seu sacrifício na terra, temos o nosso perdão;
através do seu sacerdócio no céu somos mantidos em
comunhão.
A Fé, o Verdadeiro e Superior Caminho
(10.18-13)
• "Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos
Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho
que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e
tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-
nos, com sincero coração, em plena certeza de fé."
• A Fé: é o acto e atitude voluntários de uma pessoa pela
qual ela coloca a sua completa confiança num objecto em
quem confia, permitindo aquele objecto governar as suas
acções.
A Fé, o Verdadeiro e Superior Caminho
(10.18-13)
• Devem lembrar-se de como a fé foi honrada no passado (11) –
• justiça pela fé (vv. 1-?);
• promessas pela fé (vv. 8-22);
• heroísmo pela fé (vv. 23-38).
• Quanto mais eficaz, pois, é "olhar para Jesus", que é o "Autor e
Consumador da fé" e está "assentado à destra do trono de Deus"!
(12.1, 2).
O Sumo Sacerdote “Jesus”
• Nosso Senhor não era descendente de Arão, nem sequer da
tribo de Levi. Ele jamais foi um sacerdote arônico. O seu
sacerdócio é real, de Melquisedeque (7 .1 ). É o novo sacerdócio
(v. 11); o verdadeiro sacerdócio (v. 16); o sacerdócio para sempre (v.
17); o sacerdócio perfeito (vv. 26-28); o sacerdócio que "pode
salvar totalmente" (v. 25).
• "POR ISSO TAMBÉM PODE SALVAR TOTALMENTE
OS QUE POR ELE SE CHEGAM A DEUS, VIVENDO
SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES."
Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.
E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como
filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não
desmaies quando, por ele, fores repreendido; porque o Senhor
corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. Se
suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho
há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual
todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos.
Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos
corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito
mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na
verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes
parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes
da sua santidade. E, na verdade, toda correção, ao presente, não
parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um
fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.
A Pessoa de Tiago
• O nome "Tiago" ocorre 40 vezes no Novo Testamento. Uma
comparação reduz isso para (1) Tiago, "filho de Zebedeu" e irmão do
apóstolo João; (2) Tiago, "filho de Alfeu"; (3) Tiago, o "irmão" do
Senhor (Mt 13.55; Mc 6.3). O primeiro deles foi martirizado por
Herodes (At 12.2) cerca do ano 42 AD. e não escreveu esta epístola.
Há grande discussão sobre a ideia de (2) e (3) serem a mesma pessoa.
• O elemento prático é que o escritor de nossa epístola foi aquele
Tiago que aparece em destaque no livro de Atos dos Apóstolos
como uma espécie de presidente ou líder dos presbíteros e da
assembleia cristã em Jerusalém.
A Data Mais Antiga
• A data provável desta epístola é de peculiar importância. As
indicações são de que foi o primeiro de todos os documentos
escritos do Novo Testamento. A "linha bem tênue" que parece
existir entre o judaísmo e o cristianismo; a "ausência de
fraseologia cristã definida"; a escassez de "doutrina cristã
específica"; a falta de referência ao cristianismo gentio - todas
essas considerações são sugeridas como indicando sua data
bastante remota. De acordo com esta, acha-se a
circunstância de que, nos manuscritos mais antigos, ela se
apresenta como a primeira dessas epístolas judaico-cristãs que
precedem o grupo paulino.
Propósito
• Tiago escreveu (1) para encorajar os crentes judeus
que enfrentavam várias provações, que punham sua
fé à prova, (2) para corrigir crenças errôneas a
respeito da natureza da fé salvífica, e (3) para
exortar e instruir os leitores concernente ao
resultado prático da sua fé na vida de retidão e nas
boas obras.
As Provações e seu Benefício (1.2-18)
Aceitá-las como Meio de Crescimento (1.2-4)
Orar por Sabedoria ao Lidar com Elas (1.5-8)
Regozijar-se pelo seu Efeito Nivelador nas Pessoas (1.9-12)
Reconhecer a Diferença entre Provação e Tentação (1.13-18)
Tema: As Provas da Fé
Esboço
I. PROVA 1 - SUPORTAR A TENTAÇÃO (1).
II. PROVA 2 - BONDADE IMPARCIAL (2).
III. PROVA 3 - CONTROLE DA LÍNGUA (3).
IV. PROVA 4 - SANTIDADE EM TUDO (4-5.6).
V. VIRTUDES CRISTÃS E SUA PRÁTICA (5.7-20)
PROVA 1- SUPORTAR A TENTAÇÃO (1)
A REAÇÃO CERTA PARA A TENTAÇÃO
1. Aceitá-las como Meio de Crescimento (1.2-4)
2. Orar por Sabedoria ao Lidar com Elas (1.5-8)
3. Regozijar-se pelo seu Efeito Nivelador nas Pessoas (1.9-12)
4. Reconhecer a Diferença entre Provação e Tentação (1.13-18)
5. Ouvir a Palavra e Praticá-la (1.19-27)
COMO TRANSFORMAR A TENTAÇÃO EM BENÇÃO?
1. aproxime-se de Deus em oração - ver vv. 5-8;
2. aceite as ordens da providência com gratidão - veja vv. 9-11;
3. esteja certo de que através da perseverança haverá uma coroação final
- veja o v. 12.
A verdadeira origem da tentação
1. A tentação, no sentido de convite para o mal,
jamais provém de Deus - veja o v. 13;
2. ela surge quando permitimos que o desejo interior
nos incline para a cobiça - veja vv. 14 e 15;
3. em lugar da tentação ser gerada por Deus, só coisas
"boas e perfeitas" vêm do "alto" - veja vv. 16 e 17.
O melhor antídoto para a tentação
• Devemos ser rápidos em perceber como os versículos restantes
do capítulo procedem dos anteriores. Tiago acabou de dizer que
Deus nos "gerou", ou "nos fez surgir" pela ''palavra da verdade"
(v. 18) e que, portanto, "todo homem seja pronto para ouvir" (v.
19).
• Ele agora prossegue, dizendo: "Portanto ... acolhei com
mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para
salvar as vossa almas" (v. 21).
• "Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente
ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é
ouvinte da palavra e não praticante... "
Esta é a maior segurança contra a tentação - apalavra de
Deus em nosso íntimo,
1. iluminando a mente,
2. purificando o coração,
3. reprimindo as inclinações e
4. firmando a vontade!
• É esta que prova ser "a perfeita lei da LIBERDADE"
(v. 25), quando recebida com sinceridade e fielmente
obedecida!
A fé justifica o homem, as obras justificam
a fé
• Sabemos muito bem, que em Romanos 4, Paulo diz que
Abraão foi justificado pela fé, enquanto Tiago pergunta: "Não
foi por obra que o nosso pai Abraão foi justificado, quando
ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque?" Mas a referência
a Isaque deveria impedir qualquer mal-entendido de nossa parte.
A justificação de Abraão pela foi anterior ao selo da circuncisão.
Ele ofereceu Isaque vinte anos mais tarde; o homem que foi então
agora justificado pelas obras já havia sido justificado pela fé
durante vinte anos! Se Tiago tivesse consciência de qualquer
contradição, pormenor que fosse, teria ele citado logo após o
próprio versículo (Gn 15.6) que fala da justificação de Abraão
pela fé - "Ora, Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado
para justiça" (Tg 2.23). A dupla posição é, pois: A fé justifica o
homem, as obras justificam a fé.
PROVA 2 - BONDADE IMPARCIAL (2).
Para vencer a bondade imparcial é necesssario que a Fé se expressa em
amor
• Amar ao proximo sem escepção
―Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem
ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam? Mas
vós desonrastes o pobre.‖
• Amar ao proximo suprindo suas necessidades
―E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento
cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-
vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito
virá daí?‖
PROVA 3 - CONTROLE DA LÍNGUA (3).
Como Controlar e vencer a língua?
• Reconhecer Ardis e Evitá-los (3.1—5.6)
• A Língua Desenfreada (3.1-12)
• A Sabedoria Terrena (3.13-18)
• A Conduta Pecaminosa (4.1-10)
• Falar Mal de um Irmão (4.11,12)
• O Mal da Presunção (4.13-17)
• A Riqueza Egoísta (5.1-6)
• Pela sabedoria do alto
―Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente, pura, depois,
pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons
frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça
semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.‖
PROVA 4 - SANTIDADE EM TUDO (4-5.6)
Vivendo em santidade
• Sendo amigos de Deus e não do mundo
―Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.‖ vv 10
• Sujeitando a Deus e resistindo ao diabo
• ―Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu,
porém, quem és, que julgas a outrem?‖ vv 12
• Deixar o Juizo dos homens a Deus
• Não se vangloriar da glória maligna
Virtudes Cristãs e sua Prática (5.7-20)
• Paciência e Constância (5.7-11)
• Genuína Honestidade (5.12)
• A Oração Eficaz pelos Enfermos (5.13-18)
• Restaurando os Desviados (5.19,20)