A ECONOMIA: FUNÇÕES E IMPORTÂNCIA
Universidade Nilton Lins
Bacharelado em Direito
Dimas Melo Gonçalves
INTRODUÇÃO
A economia é uma das ciências sociais mais antigas e amplamente
estudadas, dedicada a entender como as sociedades utilizam recursos limitados
para satisfazer as necessidades humanas. Desde o início da civilização, a
economia tem sido essencial para o desenvolvimento de sistemas de produção,
distribuição e consumo de bens e serviços, influenciando todos os aspectos da vida
cotidiana. No mundo moderno, onde as complexidades econômicas são cada vez
maiores, a compreensão dos princípios econômicos é vital para cidadãos,
empresas e governos.
Neste contexto, a economia se preocupa não apenas com a eficiência na
alocação de recursos, mas também com a equidade e a justiça social. Ela oferece
uma estrutura para analisar como decisões são tomadas, seja por indivíduos,
organizações ou governos, e como essas decisões afetam o bem-estar coletivo. O
estudo da economia envolve uma análise profunda de conceitos como oferta e
demanda, inflação, desemprego, crescimento econômico e políticas públicas, cada
um desempenhando um papel crucial na estabilidade e progresso das nações.
Desta forma, este Position Paper explora as funções e a importância da
economia, destacando como ela orienta as decisões que moldam a sociedade e o
impacto que essas decisões têm sobre o desenvolvimento econômico e social.
Abordaremos os agentes econômicos, o funcionamento dos mercados, e os
principais conceitos da macroeconomia, com o objetivo de demonstrar a relevância
prática e teórica da economia para o entendimento do mundo atual.
Economia como Ciência e os Agentes Econômicos
A economia, enquanto ciência, busca responder a uma pergunta central:
como as sociedades podem utilizar seus recursos escassos para maximizar a
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satisfação das necessidades humanas? Essa questão está no coração de todas
as análises econômicas, desde as decisões individuais de consumo até as políticas
governamentais de grande escala. A economia pode ser dividida em duas grandes
áreas de estudo: a microeconomia e a macroeconomia.
"Na economia, portanto, os agentes devem combinar os fatores de produção
da melhor forma possível para produzir bens e serviços, visando atender às
necessidades e aos desejos dos homens." (Silva, 2017, p.11)
A microeconomia foca no comportamento individual dos agentes
econômicos, como consumidores, empresas e governos, analisando como esses
tomam decisões sobre a alocação de recursos. Por exemplo, os consumidores
decidem o que comprar com base em suas preferências e restrições
orçamentárias, enquanto as empresas escolhem quanto produzir e a que preço
vender seus produtos. Já a macroeconomia trata da economia como um todo,
examinando questões como crescimento econômico, inflação, desemprego e
políticas fiscais e monetárias. Ambas as áreas são interligadas e essenciais para
a compreensão do funcionamento da economia.
Os agentes econômicos desempenham papéis cruciais na economia. Os
consumidores são aqueles que demandam bens e serviços, buscando maximizar
sua utilidade dentro das limitações de seus recursos. As empresas, por sua vez,
produzem e ofertam esses bens e serviços, com o objetivo de maximizar seus
lucros. O governo atua tanto como consumidor quanto como produtor, além de
regular o mercado para garantir que ele funcione de maneira eficiente e equitativa.
Os fatores de produção são os insumos necessários para a criação de bens
e serviços e incluem a terra, o trabalho, o capital e a tecnologia. A terra refere-se
aos recursos naturais que estão disponíveis, como terras agrícolas, minerais e
água. O trabalho envolve o esforço humano, físico e intelectual, utilizado na
produção. O capital refere-se aos bens de produção, como maquinário,
ferramentas e edifícios, que são utilizados para criar outros bens e serviços. A
tecnologia, por sua vez, representa o conhecimento aplicado à produção,
permitindo que os mesmos recursos sejam usados de forma mais eficiente.
Esses fatores de produção são distribuídos entre diferentes setores da
economia, que podem ser classificados em três principais: o setor primário, que
inclui atividades como agricultura, mineração e pesca; o setor secundário, que
abrange a indústria e a manufatura; e o setor terciário, que envolve serviços como
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comércio, educação, saúde e finanças. A interação entre esses setores é
fundamental para o crescimento econômico e a geração de riqueza.
O Mercado e as Leis Econômicas
O mercado é o local onde os agentes econômicos interagem para realizar
trocas voluntárias de bens e serviços. Essas interações são reguladas por leis
econômicas que determinam como os preços e as quantidades dos bens e serviços
são estabelecidos. Entre as leis econômicas mais importantes estão a lei da oferta
e a lei da demanda.
Para Braga (2020) essa variável muito mais um reflexo da relação entre
oferta e demanda por divisas no contexto do mercado de capitais do que uma
expressão, colocando o ponto de equilíbrio de mercado sendo alcançado quando
a quantidade demandada iguala a quantidade ofertada a um determinado preço.
A lei da demanda afirma que, ceteris paribus (isto é, mantendo-se
constantes outros fatores), quanto maior o preço de um bem, menor será a
quantidade demandada, e vice-versa. Isso ocorre porque os consumidores tendem
a comprar menos de um bem à medida que seu preço aumenta, pois o custo de
oportunidade de adquirir esse bem se torna maior. Além disso, a demanda de um
bem é influenciada por vários fatores, como a renda dos consumidores, o preço de
bens substitutos e complementares, as preferências dos consumidores e as
expectativas sobre preços futuros.
A elasticidade da demanda mede a sensibilidade da quantidade demandada
em relação a mudanças no preço. Se a demanda for elástica, uma pequena
variação no preço resultará em uma grande mudança na quantidade demandada.
Por outro lado, se a demanda for inelástica, a quantidade demandada será pouco
sensível a alterações no preço. A elasticidade da demanda é influenciada por
fatores como a disponibilidade de substitutos, a proporção do orçamento do
consumidor destinada ao bem e o tempo disponível para que os consumidores
ajustem suas escolhas.
A lei da oferta, por outro lado, afirma que, quanto maior o preço de um bem,
maior será a quantidade ofertada, e vice-versa. Isso se deve ao fato de que os
produtores estão dispostos a fornecer mais bens à medida que os preços
aumentam, pois o potencial de lucro é maior. A oferta de um bem é determinada
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por fatores como o custo de produção, a tecnologia disponível, o número de
fornecedores e as expectativas sobre preços futuros.
Assim como a demanda, a oferta também possui elasticidade, que mede a
sensibilidade da quantidade ofertada em resposta a mudanças no preço. A
elasticidade da oferta depende de fatores como a capacidade de produção das
empresas, a disponibilidade de insumos e o tempo necessário para ajustar a
produção.
Nesse ponto, o mercado é considerado eficiente, pois não há excesso de
oferta (excesso de produtos não vendidos) nem escassez de demanda
(consumidores insatisfeitos que não conseguiram adquirir o produto). No entanto,
os mercados nem sempre operam em equilíbrio devido a vários fatores, como
intervenções governamentais, choques econômicos e mudanças nas preferências
dos consumidores.
Comportamento do Consumidor e do Produtor
O comportamento do consumidor é um dos pilares da microeconomia e
envolve o estudo de como os indivíduos decidem gastar seu dinheiro em diferentes
bens e serviços. O objetivo dos consumidores é maximizar sua utilidade, ou seja,
obter a maior satisfação possível com seu orçamento limitado. As escolhas dos
consumidores são influenciadas por fatores como suas preferências, a renda
disponível e os preços dos bens e serviços.
De acordo com Welssels (2015), a curva de demanda mostra a quantidade
demandada de um bem a diferentes preços, assumindo que os determinantes da
demanda que não são preços, como a renda do consumidor. Desta forma, uma
ferramenta importante para analisar o comportamento do consumidor é a curva de
indiferença, que representa todas as combinações de dois bens que proporcionam
ao consumidor o mesmo nível de satisfação.
Quando combinada com a restrição orçamentária, que mostra todas as
combinações possíveis de bens que o consumidor pode comprar com sua renda,
é possível determinar o ponto de consumo ideal, onde o consumidor maximiza sua
utilidade.
O comportamento do produtor, por outro lado, está centrado na
maximização do lucro, que é a diferença entre a receita total e os custos totais.
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Para alcançar esse objetivo, as empresas devem decidir quanto produzir, quais
tecnologias utilizar e como alocar os recursos disponíveis. A curva de custo
marginal, que mostra o custo adicional de produzir uma unidade extra de um bem,
é fundamental para determinar a quantidade de produção que maximiza o lucro.
Quando o custo marginal é igual à receita marginal (o ganho adicional de vender
uma unidade extra), a empresa atinge seu nível ótimo de produção.
As interações entre o comportamento do consumidor e do produtor
determinam a dinâmica de mercado e a formação dos preços. Em mercados
competitivos, onde há muitos compradores e vendedores, os preços tendem a se
ajustar rapidamente para equilibrar a oferta e a demanda. No entanto, em
mercados não competitivos, como os monopólios, as empresas podem ter o poder
de manipular os preços, resultando em ineficiências econômicas.
Macroeconomia e Política Econômica
A macroeconomia lida com questões que afetam a economia como um todo,
como crescimento econômico, inflação, desemprego e políticas econômicas. Um
dos principais objetivos da macroeconomia é promover o crescimento econômico
sustentável, que aumenta a renda e o padrão de vida da população ao longo do
tempo. Para medir o desempenho econômico de um país, utiliza-se o Produto
Interno Bruto (PIB), que representa o valor total de todos os bens e serviços finais
produzidos em uma economia durante um determinado período.
Segundo Giovannetti (2015, p.18), tanto a macro quanto a microeconomia
são muito importantes para entendermos o funcionamento do sistema econômico-
social. Desta forma, a inflação se associa de tal modo, como um aumento
generalizado e sustentado dos preços, é outra preocupação central da
macroeconomia.
A inflação reduz o poder de compra da moeda e pode gerar incerteza
econômica, dificultando a tomada de decisões por parte de consumidores,
empresas e governos. A inflação pode ser causada por vários fatores, como
aumento nos custos de produção (inflação de custos), excesso de demanda em
relação à oferta (inflação de demanda) e políticas monetárias que expandem a
oferta de dinheiro de forma excessiva.
O desemprego, que representa a proporção da força de trabalho que está
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sem emprego mas ativa na procura de trabalho, é outro indicador-chave da saúde
econômica. O desemprego pode resultar de vários fatores, como mudanças
estruturais na economia, políticas econômicas inadequadas ou flutuações cíclicas
na demanda agregada. O desemprego elevado tem consequências sociais e
econômicas graves, como a redução do consumo, aumento da pobreza e tensões
sociais.
As políticas econômicas, incluindo a política fiscal e a política monetária, são
ferramentas utilizadas pelos governos para estabilizar a economia. A política fiscal
envolve o uso de gastos públicos e tributação para influenciar a demanda agregada
e, por conseguinte, o nível de atividade econômica. Por exemplo, em tempos de
recessão, o governo pode aumentar os gastos ou reduzir os impostos para
estimular o consumo e o investimento. A política monetária, por sua vez, envolve
o controle da oferta de dinheiro e das taxas de juros pelo banco central para
alcançar metas como o controle da inflação e o pleno emprego. Ao reduzir as taxas
de juros, por exemplo, o banco central pode estimular o investimento e o consumo,
promovendo o crescimento econômico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise aprofundada da economia revela sua importância fundamental na
organização e funcionamento das sociedades modernas. A compreensão das
funções da economia, desde seu papel como ciência até as interações complexas
entre consumidores e produtores, é crucial para a formação de políticas eficazes e
para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada. O mercado,
regido por leis econômicas, e a interação entre macroeconomia e política
econômica, moldam a estrutura das economias globais e locais, impactando
diretamente a vida cotidiana de todos.
Portanto, ao refletir sobre a economia e suas funções, fica evidente que um
entendimento claro e bem fundamentado sobre esses aspectos não apenas
enriquece nosso conhecimento, mas também nos capacita a tomar decisões mais
informadas e eficazes. A economia é, sem dúvida, a força motriz por trás do
progresso e da estabilidade social, e seu estudo contínuo é vital para enfrentar os
desafios do futuro.
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REFERÊNCIAS
BRAGA, M. B.; PAULANI, L. M. A Nova Contabilidade Social:. 5. ed. São Paulo:
Saraiva, 2020. E-book.
GIOVANNETTI, B. C.; GONÇALVES, C. E. S. Economia na palma da mão - do
economês para o português. São Paulo: Editora Benvira, 2015. E-book.
SILVA, C. R. L. D.; LUIZ, S. Economia e mercados. 20. ed. São Paulo: Saraiva,
2017. E-book.
WESSELS, W. J. Economia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. E-book.