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ESCOLA SECUNDARIA DE MONTEPUEZ
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO
BIOLOGIA
Tema: Tecidos Definitivos
Março
2024
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Atija Macaringue
Delfina Alberto
Josefina Cheia
Mário Rafael
Natália Adelino Amisse
Sofia Lulanga
Zena Alaue Abudo
Tema: Tecidos Definitivos
Trabalho de carácter avaliativo a ser
entregue na disciplina de Biologia,
no I Trimestre, 12ª Classe, Turma x,
7º Grupo, sob orientação do
Professor:
Docente: Gio
Março
2024
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Índice
Introdução......................................................................................................................4
1. Tecidos Definitivos....................................................................................................5
1.1. Função e estrutura dos tecidos definitivos..............................................................5
1.1.1. Tecidos dérmicos.................................................................................................6
1.1.2. Tecidos parenquimatosos.....................................................................................6
1.1.3. Tecidos de suporte...............................................................................................7
1.1.4. Colênquima..........................................................................................................7
1.1.5. Esclerênquima......................................................................................................7
1.2. Tecidos vasculares ou condutores...........................................................................8
1.2.1. O xilema ou lenhoso............................................................................................8
1.2.2. Floema ou liber....................................................................................................8
Conclusão.....................................................................................................................10
Referências Bibliográficas...........................................................................................11
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Introdução
O presente trabalho tem como tema: Tecidos Definitivos. Onde os tecidos são
associações de células semelhantes e interdependentes, que realizam uma ou mais
funções. Para a formação dos diversos tecidos, os seres vivos alteraram as suas
estruturas, produzindo respostas idênticas através de percursos distintos, utilizando
células totalmente diferentes. Por exemplo, as microvilocidades intestinais e os pelos
absorventes da raiz não têm a mesma origem nem estrutura, mas nos dois casos
adoptaram a mesma solução: aumentar a superfície de absorção pela emissão de
prolongamentos celulares.
O presente trabalho tem como objectivos os seguintes:
Objectivo geral
Conhecer os tecidos definitivos
Objectivos específicos
Identificar os tecidos definitivos
Descrever os tipos de tecidos definitivos
Metodologia
Para a elaboração do trabalho e como forma de dar maior sustentabilidade científica
recorreu-se à consultas bibliográficas de vários autores que abordam sobre o assunto.
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1. Tecidos Definitivos.
Os tecidos definitivos são constituídos por células que perderam a capacidade de divisão
após a sua completa diferenciação. As células dos tecidos definitivos adquirem formas e
estruturas próprias, especializadas para desempenhar determinadas funções. Estas
células permanecem inalteráveis e, por esse motivo, recebem a designação de tecidos
definitivos.
1.1. Função e estrutura dos tecidos definitivos
Os tecidos definitivos têm origem nos tecidos meristémicos, por engrossamento das
paredes e mudança de forma e alterações das substâncias que constituem as paredes
celulares. As suas células, em geral, já não se dividem.
De acordo com a sua função, os tecidos definitivos podem ser:
Mecânicos de revestimento,
De suporte ou de condução ou elaboradores parenquimas,
Tecidos secretores e
Tecidos glandulares.
Depois de decorridos fenómenos como o crescimento e diferenciação, os tecidos
primários originam os tecidos definitivos responsáveis pelas várias actividades que
garantem a vida da planta. Segundo a função realizada, os tecidos estão organizados
como se indica na tabela Seguinte.
Meristema Primário Função Tecidos Definitivos
Protoderme Tecidos de Revestimento Epiderme
Periderme (Suber)
Parenquima
Meristema Fundametal Síntese e armazenamento Colenquima
Suporte Exclerenquima
Procambro Condutores Xilema
Floema
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1.1.1. Tecidos dérmicos
A epiderme é um tecido vivo constituído por uma camada de células justapostas que
reveste os órgãos formados a partir do crescimento primário. Nos órgãos aéreos as
células da epiderme apresentam uma das paredes mais espessa para proteger das perdas
de água. Essas células estão cobertas, geralmente, por uma substância impermeável - a
cutina. Nas epidermes cutinizadas (i.e. impermeáveis) existem estruturas os estomas
constituídas por duas células-guarda ou células-labiais que delimitam a abertura para o
exterior-o ostiolo do espaço interior a câmara estomática.
Nas raízes a epiderme não é cutinizada para que possa ocorrer absorção de água e
nutrientes ao nível da células. A epiderme pode também conter partículas minerais
como sílica (nas gramineas) ou cêra (em alguns frutos e folhas).
A periderme ao nível da raiz e do caule, substitui a epiderme onde há crescimento
secundário. A camada mais externa é constituída por células mortas impregnadas de
uma substância impermeável, a suberina, designando-se o tecido de súber. Em alguns
casos o súber torna-se bastante espesso podendo ser retirado e utilizado para fins
comerciais como é o caso da cortiça do sobreiro.
1.1.2. Tecidos parenquimatosos
Os tecidos parenquimatosos são os que constituem a maior parte da folha, localizando-
se entre a epiderme superior e inferior da folha. Na raiz e no caule, preenche grande
parte da zona cortical e medular.
As células do parênquima são vivas. Caracterizam-se por serem poucas especializadas
podendo assim diferenciar-se e originar células de outros tecidos. As células do
parênquima apresentam parede celular fina e um grande vacuolo central. O núcleo e o
citoplasma são periféricos.
De acordo com a função que realizam, os tecidos parenquimatosos são designados
parênquima clorofilino ou clorênquima quando são responsáveis pela produção da
matéria orgânica na planta.
As suas células são ricas em cloroplastos e, consequentemente realizam a fotossíntese.
No parénquima de reserva fica armazenada a matéria orgânica. Ocorre nas raízes
carnudas, como as de batata-doce, da cenoura, da mandioca, da beterraba, etc., em
caules, como da batata comum e da cana de açúcar, em algumas folhas, diversos frutos e
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em sementes. O parênquima aquifero é o que ocorre em plantas de regiões secas, como
o caco. Está especializado no armazenamento de água.
O parênquima aerifico ou aerênquima ocorre em certas plantas aquáticas, como a
vitória-régia. Este tipo de parënquima apresenta células de tal modo que entre elas se
formam grandes lacunas onde se acumulam ar. O parênquima aquifero facilita a
flutuação da planta na água.
1.1.3. Tecidos de suporte
A rigidez que certos órgãos da planta apresentam, e que em parte as ajuda a suportar as
pressões mecânicas a que estão sujeitas, deve-se aos tecidos de suporte, nomeadamente,
o colênquima e o esclerênquima.
1.1.4. Colênquima
Colênquima é formado por um agrupamento compacto de células com espessamentos
na parede celular, isto é, a parede celular encontra-se reforçada. As células estão
agrupadas em cilindros ou feixes.
Apesar dos espessamentos, as células do colénquima são vivas e flexiveis, o que
permite o crescimento da planta. Ocorre em órgãos em crescimento de plantas jovens,
como na periferia dos caules e nas folhas.
1.1.5. Esclerênquima
O esclerênquima é um tecido bastante duro constituido por células muito rigidas devido
as paredes espessadas por uma segunda parede (a parede celular é dupla). A parede é
constituída por celulose e reforçada por uma substância rigida e impermeável chamada
lenhina. Deste modo, as células estão mortas pois a lenhina não permite as trocas
gasosas e absorção de alimentos.
As células do esclerênquima situadas no interior de caule sustentam os vasos condutores
da seiva, são alongadas e designam-se por fibras; as que se encontram nas sementes, por
exemplo, tem a forma irregular e são muito duras. Så designadas por células pétreas.
O esclerênquima encontra-se em regiões da planta que já pararam de crescer em
comprimento.
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1.2. Tecidos vasculares ou condutores
Para a condução das seivas existem tecidos condutores da seiva que são:
Xilema
Floema.
1.2.1. O xilema ou lenhoso
Este é o tecido que conduz a seiva bruta, composta pela água e os sais minerais
absorvidos do solo pela raiz até as folhas.
As células do xilema são longas, dispostas de uma extremidade e outra, e por possuem
paredes duplas. Nas paredes das células da região das plantas jovens, ainda em
crescimento, há um depósito em forma de anel ou em espiral que confere elasticidade
para acompanhar o crescimento das plantas.
Nas plantas adultas, as paredes celulares têm mais lenhina (são lentificadas). O xilema è
formado por células mortas, sem citoplasma e sem núcleo. Possuem apenas parede de
celulose e lenhina, que impede o fecho dos vasos e dá maior sustentação à planta.
Existem dois tipos fundamentais de célula de xilema: traqueias e tranqueides.
Nas plantas mais simples, como as gimnospérmicas e as pteridófitas, encontram- se
traqueides ou vasos fechados. Nestes casos, entre as células existem regiões apenas com
celulose, sem lenhina, que permitem a passagem da seiva bruta de uma célula para
outra. Estas regiões são designadas por pontuações.
Nas angiospérmicas, o xilema è constituido por vasos abertos ou traqueias. As células
estão mais intimamente unidas.
A parede de celulose entre as células desaparece completamente, formando-se assim
longos tubos que facilitam o transporte da seiva bruta.
1.2.2. Floema ou liber
O floema é responsável pelo transporte de seiva elaborada, uma solução que contem
substâncias orgânicas fabricadas nas folhas durante o processo fotossintético.
O floema é constituido por células vivas. As células designadas por crivados, estão
colocadas topo a topo e parede de contacto entre as células esta perfurada, ou seja, há
pequeno furos ou crivos atravessados por pontos de citoplasma, as células adultas do
floema não possuem núcleo Ao lado da célula do floema existem células nucleadas e as
células de companhia, que produzem ácidos nucleicos nomeadamente a síntese proteica.
Juntos ás células de companhia existem as células parenquimatosas e fibras.
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Entre os diferentes tecidos existentes na planta é importante fazer-se referência a
epiderme que reveste e protege os órgãos das plantas superiores, no caule é substituída
pela peridenne e pelo súber (cortiça).
Na epiderme, encontra-se abertura chamadas estomas que permitem as trocas gasosas
realizadas entre as plantas e o meio, no processo fotossintético e da respiração, que
permite a libertação do vapor de água durante o processo de evapotranspiração.
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Conclusão
Após diversas leituras e pesquisas observou-se que os tecidos definitivos são
classificados, de uma forma geral, consoante a função e a forma das células que os
constituem, em tecidos essencialmente elaboradores e tecidos essencialmente
mecânicos.
Os parênquimas, os tecidos secretores e os tecidos glandulares são tecidos definitivos
essencialmente elaboradores. Os tecidos de revestimento, de suporte e de condução são
tecidos definitivos essencialmente mecânicos.
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Referências Bibliográficas
Fereira. A. L. (2012). .[Link]/$tecidos-definitivos-(botanica). Brazil
Luisa Silvestre. P. Introdução a Biologia Moderna baseada no ensino Fundamental –
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