Efeito de Inseticidas na Couve em Angónia
Efeito de Inseticidas na Couve em Angónia
1. TÍTULO DO PROJECTO
AVALIAÇÃO DO EFEITO DE INSECTICIDAS NO CONTROLO DA TRAÇA DAS
CRUCÍFERAS E NA PRODUTIVIDADE DA CULTURA DE COUVE (Brassica oleracea var.
acephala), NA VILA ULÓNGUÈ, DISTRITO DE ANGÓNIA.
2. EQUIPA DO PROJECTO
2.1 Nome completo do Hendressone Calima Gama
Estudante
2.2 Nome do Orientador Borges Francisco Brás
2.3 Nome do Co-Orientador
2.4 Celular_Estudante 841497230
2.5 E-mail_Estudante hendressone@[Link]
3. ÁREAS TEMÁTICAS E LINHAS DE PESQUISA EM QUE SE ENQUADRA O
PROJECTO
Produção Vegetal
4. DETALHE DO PROJECTO
4.1. Resumo
O presente trabalho tem como objectivo, avaliar o efeito de insecticidas no controlo da traça das
crucíferas (Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica oleracea var.
acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia. O ensaio será realizado no período compreendido
entre Outubro à Dezembro de 2023 no campo experimental da Faculdade de Ciências Agrárias
(FCA) da Universidade Zambeze, localizado na vila Ulónguè, distrito de Angónia, província de
Tete. O delineamento experimental a ser aplicado será o delineamento em blocos completos
casualizados (DBCC), ocupando uma área de 102,12 m2, constituído de três (3) repetições e quatro
(4) tratamentos, que são os diferentes insecticidas, isto é, tratamento 1 (T1): aplicação do
insecticida Cipermetrina; tratamento 2 (T2): aplicação do insecticida Karate; tratamento 3 (T3):
aplicação do insecticida Belt; e tratamento 4 (T4): aplicação do insecticida Decis. No total haverá
12 parcelas, com a dimensão de cada parcela de 2,4 m de largura e 4,8 m de comprimento,
separadas entre elas a 0,5 m dentro da repetição e a distância de uma repetição com a outra será de
1 m. Serão avaliadas a densidade populacional da traça, a percentagem de infestação da traça, a
eficiência dos insecticidas, o número de folhas por planta, a massa de folhas e a produtividade da
cultura. Os dados das variáveis medidas, serão analisadas estatisticamente através da ANOVA para
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Palavras-chave: Couve (Brassica oleracea var. acephala), traça das crucíferas (Plutella xylostella
L.), insecticida, produtividade.
A couve (Brassica oleracea L. var. acephala) é umas das brássicas mais consumidas no mundo, e
o mercado consumidor é garantido, principalmente pelas novas tendências de consumo e as
recentes descobertas da ciência quanto às propriedades nutricionais desta hortaliça (NOVO et al.,
2010).
O controlo químico tem sido o método mais utilizado pelos produtores para controlar esta praga
(GRZYWACZ et al., 2010), com emprego de insecticidas registrados e não registrados,
geralmente em superdosagem, sem respeitar os intervalos de aplicação. Outro agravante é a
utilização de produtos proibidos, como o Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT), banido
mundialmente para fins agrícolas, mas ainda disponível e utilizado pelos olericultores
(MENGISTIE et al., 2015). Por outro lado, tem sido verificado que os insecticidas recomendados
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têm perdido eficiência, parcial ou total, principalmente quando o cultivo de brássicas é contínuo
(DIAS et al., 2004).
Com o exposto atrás, este trabalho terá por objectivo avaliar o efeito de insecticidas no controlo da
traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica
oleracea var. acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia.
5.2. Problema
O distrito de Angónia possui um grande potencial edafo-climático para o cultivo de couve, a
nível comercial e em regime irrigado. No entanto, esta cultura é muito atacado por pragas e
doenças que tem causado a redução da produção.
Uma das pragas que tem contribuido para a redução da produção na cultura de couve é a
traça das crucíferas Plutella xylostella, pois além de depreciar o produto, pode ocasionar perda
total da cultura (VILLAS BÔAS et al., 1990).
Em Moçambique, o método de controlo mais usado pelos agricultores é o químico, por ser
considerado mais prático, rápido e eficiente na redução da densidade populacional da praga.
Porém, o uso indiscriminado desses produtos tem resultado populações da traça da couve que
adquirem resistência aos pesticidas como é o caso de alguns insecticidas piretróides e fosforados
(CASTELO BRANCO & GATEHOUSE, 1997).
Com o exposto acima, surge a seguinte questão de partida: qual o insecticida proporcionará o
melhor controlo da traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e produtividade da cultura de couve
(Brassica oleracea var. acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia.
5.3. Justificativa
A agricultura familiar possui elevada importância socioeconômica, pois, é fonte de recursos para
as famílias com menor renda, o que contribui expressivamente para a geração de riqueza no meio
rural, fixação do homem no campo, e consequentemente diminui a superpopulação nas áreas
urbanas, além de promover a segurança alimentar, incentivar a produção e o consumo
diversificado de alimentos (MESQUITA & MENDES, 2012).
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Neste contexto, as hortaliças são os alimentos mais produzidos na agricultura familiar, pois,
exigem pequenas áreas para o cultivo, e possuem ciclo reprodutivo curto, o que possibilita ao
pequeno produtor, um rápido retorno econômico (AMARO et al., 2007). Dentre as brássicas a
couve (Brassica oleracea var. acephala) é uma das hortaliças mais produzidas com crescente
expansão no mercado, devido a sua importância na culinária (SILVA et al. 2007).
Como forma de reduzir os danos/perdas o controlo da traça do repolho é feito por meio de
insecticidas químicos designadamente os do grupo dos organofosforados tais como Tamaron
(metamidofos), Basudine (dianizão), Actelic (piriminfos-metilo), Acephate (acephate) e os do
grupo dos piretróides nomeadamente Karate (lambda-cialotrina), Cipermetrina (cipermetrina) e
Baytroid (ciflutrina) (MUTANDICO, 2004). Por isso pretende-se realizar um experimento
testando diferentes pesticidas para o controlo da traça-das-crucíferas e na produtividade da cultura
de couve na vila Ulónguè, distrito de Angónia.
5.4. Objetivos
Avaliar o efeito de insecticidas no controlo da traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e
na produtividade da cultura de couve (Brassica oleracea var. acephala), na vila Ulónguè,
distrito de Angónia.
5.5. Hipóteses
Hipótese nula (H0): Os diferentes insecticidas não tem efeito no controlo da traça das crucíferas
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(Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica oleracea var. acephala),
na vila Ulónguè, distrito de Angónia.
Hipótese alternativa (H1): Pelo menos um dos diferentes insecticidas tem efeito no controlo da
traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica
oleracea var. acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia.
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No verão se desenvolve bem em áreas serranas, com altitudes acima de 800 m. A cultura produz
melhor quando as temperaturas médias mensais se situam entre 16 e 22 ºC, com mínimas variando
de 5 a 10 ºC e máximas de 28 ºC. Temperaturas acima desse valor poderão acarretar danos no
desenvolvimento das plantas e consequentemente prejuízos económicos ao produtor (TRANI et
al., 2015), mas a couve pode ser plantada durante o ano todo por apresentar tolerância a altas
temperaturas (FILGUEIRA, 2008).
A couve é uma cultura rústica, que se adapta a diferentes condições ambientais, não necessita de
alto nível tecnológico para o seu cultivo, além de ser facilmente propagada. Essas características a
torna uma das olerícolas mais cultivadas em áreas de agricultura familiar e cultivos domésticos
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Não forma cabeça, suas folhas são distribuídas, ao redor do caule, em forma de roseta. As folhas
apresentam limbo bem desenvolvido, arredondado, com pecíolo longo e nervuras bem destacadas.
Em Moçambique, raramente produz pendão floral, apresenta certa tolerância ao calor,
permanecendo produtiva durante vários meses. É cultivado o ano todo (BEZERRA et al., 2005).
A couve é reconhecida entre as plantas hortícolas como um alimento importante para a nutrição
humana, rico em minerais, vitaminas e bastante utilizado como salada ou cozido. A couve é rica
em ferro e clorofila, e por isso ela é uma óptima opção para tratar a anemia, diminuir a retenção de
líquidos e evitar a absorção de substâncias químicas dos alimentos, ajudando assim na
desintoxicação do organismo. Esta hortaliça também é rica em ácido fólico, uma vitamina
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essencial para a gravidez, pois ajuda no desenvolvimento da medula dos bebés durante a gestação
(FILGUEIRA, 2008).
A sementeira também pode ser realizada em bandejas de poliestireno expandido com 128 células,
sendo feito um orifício de 0,5 cm no centro de cada uma das células onde são colocadas as
sementes. Estudos apontam que o substrato a base de solo e húmus de minhoca, na proporção de
3:1 (v/v), para produção de mudas de couve manteiga proporcionou melhor desenvolvimento em
relação ao substrato com esterco bovino, podendo ser transplantadas aos 40 dias após a sementeira
(COSTA et al., 2011).
Com relação à adubação, além da aplicação de insumos químicos, a adubação verde torna-se uma
alternativa interessante. Estudos avaliando o desempenho da sucessão entre couve e milho em
consórcio com leguminosas para fins de adubação verde, sob plantio direto em manejo orgânico
demonstrou que em monocultivo a produtividade da couve foi de 37,7 e 18,4 t/ha; consorciada
com mucuna-anã (Mucuna deeringiana) foi de 40,3 e 38,8 t/ha e com crotalária spectabilis
(Crotalaria spectitabilis) de 42,9 e 24,8 t/ha em 2003 e 2004, respectivamente (SILVA et al.,
2011).
A colheita é iniciada aos 80 – 90 dias após o transplante, perdurando por um período de oito meses
(SHINGO & VENTURA, 2009). Deve-se arrancar as folhas puxando-as para baixo, quebrando-as
no ponto de inserção do caule. A couve selecionada por tamanho das folhas é agrupada em maços
de quatro a seis folhas (VIDIGAL & PEDROSA, 2007b).
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pois, a maioria apresenta resistência aos produtos químicos, principalmente a traça das crucíferas
(Plutella xylostella), que é a principal praga dessa cultura e da família Brassicaceae. Em
Moçambique, as principais pragas que atacam a cultura da couve são: traça das crucíferas, afideos
da couve, lagartas (Crocidolomia binotalis e Helula hundalis), térmites, gafanhotos e rosca
(MINAG et al., 2013).
Nos trópicos e sub-trópicos, onde crucíferas são plantadas ao longo do ano, todas as fases do ciclo
de vida da traça das crucíferas aparecem durante todo o ano (MA et al., 2010). Apesar destas
mariposas voarem pouco, estas são altamente migratórias, pois podem ser arrastadas pelo vento,
havendo registros de cerca de 1500 km percorridos (CHAPMAN et al., 2002).
Nos últimos 50 anos, P. xylostella tornou-se um dos insectos mais difíceis de manusear,
principalmente devido à evolução da resistência em algumas partes do mundo, para todas as
classes de insecticidas amplamente utilizados contra esta praga (LIN et al., 2013).
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A longevidade do adulto da traça das crucíferas é variável de acordo com as condições climáticas e
alimentares. Quando estes adultos foram criados em variedades de repolho, repolho roxo (roxo
precoce e híbrido roxo) e couve (Geórgia e híbrido HS20) apresentaram longevidade variando
entre 6,6 e 7,7 dias (THULER et al., 2007a). Já em variedades de couve-flor (Barcelona, Verona,
Piracicaba Precoce, Sharon, Silver Streak e Teresópolis Gigante) a longevidade de machos e
fêmeas variou entre 5,1 e 5,8 dias e 4,9 e 6,1 dias, respectivamente (CHAGAS FILHO et al.,
2010).
Estas mariposas voam pouco, geralmente a cerca de 2 m do solo, não voando a longas distâncias,
no entanto, elas são facilmente levadas pelo vento, facilitando sua distribuição (CAPINERA,
2012).
Após 3 ou 4 dias emergem as larvas (Figura 1C), que penetram no interior da folha passando a
alimentar-se do parênquima, durante 2 ou 3 dias. Em seguida, estas abandonam a galeria e passam
a alimentar-se da epiderme da página inferior da folha, onde as mesmas podem atingir
desenvolvimento máximo de 8 a 10 mm de comprimento, após 9 ou 10 dias da eclosão (GALLO et
al., 2002). CHAGAS FILHO et al. (2010) relatam valores médios para a duração larval entre 6,8 a
8,2 dias em diferentes Brassicaceae.
Para transformarem-se em pupas (Figura 1D), tecem um pequeno casulo, facilmente reconhecido
por ser constituído de pequenas malhas, na face inferior das folhas, e após cerca de 4 dias emerge o
adulto. A duração pupal também é variável, sendo encontrados valores médios entre 3,3 e 4,9 dias
em diferentes Brassicaceae (CHAGAS FILHO et al., 2010).
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O adulto é uma pequena borboleta acastanhada, com cerca de 8 mm de comprimento, com uma
envergadura de asa de cerca de 15 mm (Figura 1A). O seu dorso tem uma característica
semelhante a um diamante, que pode ser visualizada quando as asas estão fechadas e em repouso
(SEIF & NYAMBO. 2013).
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O dano é causado pelas larvas que se alimentam das plantas. Embora as larvas sejam muito
pequenas, elas podem ser muito numerosas, resultando em remoção completa de tecido foliar com
excepção das nervuras. Isto é particularmente prejudicial para mudas, e a presença de larvas nas
folhas pode resultar na completa rejeição do produto, mesmo se o nível de remoção de tecido de
planta for insignificante (CAPINERA, 2012).
MEDEIROS (2004) relata que o maior dano causado por essa praga ocorre na fase larval, com a
lagarta recém eclodida (1° instar) penetrando nas folhas, dificultando assim o controlo, já que ela
se encontra protegida e se alimentando do parênquima foliar. A partir do 2°, 3° e 4°instar, passa a
se alimentar de toda a superfície foliar, caules e brotos vegetativos de couve, repolhos e também
das inflorescências, no caso de brócolis e couve-flor.
Os custos de maneio, combinados às perdas de rendimento devido à praga, são estimados entre 4 –
5 bilhões de dólares anualmente em todo o mundo (FURLONG et al., 2013).
O monitoramento também pode ser realizado usando armadilhas contendo feromônio sexual
sintético para atrair os machos. As armadilhas contendo as iscas devem ser colocadas no campo
antes da sementeira. Estas devem ser verificadas e o número de adultos deve ser contado a cada
três dias. As armadilhas devem ser instaladas sobre estacas, a 1 m do nível do solo, sempre acima
dos ápices caulinares das plantas (IMENES et al., 2002).
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(HAJI et al., 2002). Devido à falha no controlo da traça das crucíferas por insecticidas, o interesse
por outras formas de maneio vem crescendo na produção das Brassicaceae. Algumas das medidas
de controlo clássicas que tenham sido utilizadas com algum sucesso são as consorciações, o uso de
irrigação por aspersão, cultura armadilha, cultura de cobertura, rotação de cultura e cultivo no
limpo (TALEKAR & SHELTON, 1993).
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Os grupos químicos utilizados para o controlo desta praga têm grande variabilidade em termos de
ingrediente activo, formulação e classes toxicológicas e ambientais (Tabela 1)
Tabela 2. Grupos químicos e ingredientes activos registrados para controlo de Plutella xylostella
na cultura da couve.
Cultura Grupo químico Ingrediente Formulação1 Classe
activo Toxicológica2 Ambiental3
Piretróide Deltametrina EC III I
Metilcarbamato Metomil SL I II
Couve de oxima
Organofosforado Acefato SP II III
Piretróide Permetrina EC III II
Fonte: MAPA (2013).
1
Formulação: EC - Concentrado emulsionável; SL - Concentrado solúvel; SP - Pó solúvel; WP - Pó molhável; SC -
Suspensão concentrada; GR - Granulado; e WG - Grânulos dispersíveis em água.
2
Classe toxicológica: I - Extremamente tóxico; II - Altamente tóxico; III - Medianamente tóxico; e IV - Pouco tóxico.
3
Classe ambiental: I - Produto altamente perigoso; II - Produto muito perigoso; III - Produto perigoso; e IV - Produto
pouco perigoso.
Inúmeros estudos têm sido desenvolvidos para avaliar a acção de insecticidas químicos sintéticos
sobre P. xylostella, em diferentes populações e os níveis de resistência das populações a estes
produtos (CASTELO BRANCO et al., 2003; OLIVEIRA et al., 2011; SILVA et al., 2012).
Pesquisa realizada com populações de P. xylostella dos Estados do Ceará (Tianguá), Minas Gerais
(Barroso), Bahia (Mucugê), Mato Grosso (Sinop) e no Distrito Federal (Brasilândia e Embrapa
Hortaliças) visando avaliar a suscetibilidade a abamectin, acefato, B. thuringiensis, cartap,
clorfluazuron, deltametrina e spinosad, constataram que as populações da traça das crucíferas são
resistentes a um ou mais destes ingredientes activos (CASTELO BRANCO et al., 2003). No
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O método químico é uma estratégia muito interessante para o maneio de P. xylostella, desde que
utilizados de forma correcta, pois há um grande número de grupos químicos com diferentes
ingredientes activos, o que permite a rotação de molécula química e reduz o desenvolvimento de
resistência. Dentro do contexto do Maneio Fitossanitário de Pragas este método deve ser integrado
a outros métodos, visando assim reduzir o número de aplicações e obter um produto final de
qualidade superior. Além disso, deve ser levado em consideração na escolha do produto químico a
sua selectividade a inimigos naturais, o que contribui para a manutenção de populações
consideradas benéficas para o maneio de P. xylostella (BORTOLI et al., 2013).
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7.1. Materiais
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7.3. Clima
O distrito é coberto pelo clima tropical húmido influenciado fortemente pela altitude,
apresentando uma grande variação de precipitação média anual de 800 mm a 1200 mm, com maior
parte de queda pluviométrica (90 %) acontecendo entre finais de Novembro e princípio de Abril. O
padrão de temperatura é condicionado pela altitude a qual varia de 700 até 1700 m, com a
temperatura média anual cerca de 19,2 ºC (MAE, 2014).
7.4. Topografia
A topografia considerada muito ondulada, a dissecada nesta região de altas altitudes que
ocorrem de forma frequente sendo geograficamente localizada na zona complexas de maravilha -
Angónia, e as principais formas de montanha são o monte Domué-2095 m, Macumgua-1797 m e
Chirobwe-2021 m (MAE, 2014).
7.5. Solo
Os solos do distrito são do tipo feralíticos, vermelho a castanho-avermelhado, de textura
pesada profunda e moderadamente bem drenada, ligeiramente lixiviado, contudo apresentado boas
capacidades de retenção de água (MAE, 2014).
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R1 R2 R3
T2 T3 T1
0,5 m
T1 1m T2 T4
11,1 m
T3 2,4 m T4 T2
4,8 m
T4 T1 T3
9,2 m
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7.8.2. Sementeira
A sementeira será feita manualmente no alfobre de 1,5 m de comprimento e 1 m de largura, no dia
10 de Outubro de 2023. As sementes serão colocadas em 10 linhas espaçadas entre si por 15 cm.
As plântulas serão regadas diariamente e ficarão 28 à 30 dias no alfobre.
7.8.3. Transplante
O transplante será feito manualmente, aos 28 à 30 Dias Após a Sementeira (DAS). Antes e logo
depois do transplante, regar-se-á o campo para garantir o estabelecimento das plântulas e
minimizar o stress do transplante.
7.8.4. Retancha
Caso algumas plântulas não se estabelecerem no campo definitivo, será efectuada uma retancha
aos 7 dias depois do transplante.
7.8.5. Rega
A rega no alfobre serão efectuadas diariamente, enquanto que no campo definitivo serão realizadas
diariamente até as plantas atingirem 20 dias no campo definitivo. De seguida, as regas serão
efectuadas três (3) vezes por semana até as plantas atingirem o período de colheita. Esta operação
de rega será feita com auxílio de regadores manuais.
7.8.6. Adubação
A adubação de fundo será feita no momento da sementeira, aplicando 5 kg do excremento bovino,
enquanto que a adubação de cobertura será feita com a aplicação 25 g por planta da mistura de
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Nível médio de ataque (NMA): será avaliado a partir dos danos visíveis nas folhas de 16
plantas da área de cada parcela, através da estimativa de folhas danificadas pela praga
usando a escala a seguir descrita por Segeren (1996):
1 – Ausência de folhas furadas, sem dano;
2 – Planta com 1 – 20% da superfície das folhas furadas, dano ligeiro;
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Para o cálculo do NMA multiplicar-se-á cada nível de dano por sua respectiva frequência e o
resultado dividir-se-á por total das plantas observadas na área de cada parcela como a seguir se
mostra:
Onde:
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1. Vbbbsb
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Curso de Engenharia Agropecuária
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Meses
Actividades
Outubro Novembro Dezembro
Elaboração do projecto X
Entrega do projecto X
Demarcação da área X
Condução do ensaio X X
Colheita de dados X
Processamento de dados X
Discussão de dados X
Entrega da Monografia X
Defesa da monografia X
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X. ORÇAMENTO
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O proponente
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(Hendressone Calima Gama)
O supervisor
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(Engo Borges Francisco Brás)
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