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Efeito de Inseticidas na Couve em Angónia

O projeto visa avaliar o efeito de diferentes insecticidas no controle da traça das crucíferas e na produtividade da cultura de couve na vila Ulónguè, distrito de Angónia, entre Outubro e Dezembro de 2023. O experimento utilizará um delineamento em blocos completos casualizados e avaliará variáveis como densidade populacional da praga, eficiência dos insecticidas e produtividade da cultura. A pesquisa é justificada pela importância socioeconômica da agricultura familiar e os desafios enfrentados devido ao ataque de pragas, especialmente a traça das crucíferas.
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Efeito de Inseticidas na Couve em Angónia

O projeto visa avaliar o efeito de diferentes insecticidas no controle da traça das crucíferas e na produtividade da cultura de couve na vila Ulónguè, distrito de Angónia, entre Outubro e Dezembro de 2023. O experimento utilizará um delineamento em blocos completos casualizados e avaliará variáveis como densidade populacional da praga, eficiência dos insecticidas e produtividade da cultura. A pesquisa é justificada pela importância socioeconômica da agricultura familiar e os desafios enfrentados devido ao ataque de pragas, especialmente a traça das crucíferas.
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Universidade Zambeze

Faculdade de Ciências Agrárias


Curso de Engenharia Agropecuária

1. TÍTULO DO PROJECTO
AVALIAÇÃO DO EFEITO DE INSECTICIDAS NO CONTROLO DA TRAÇA DAS
CRUCÍFERAS E NA PRODUTIVIDADE DA CULTURA DE COUVE (Brassica oleracea var.
acephala), NA VILA ULÓNGUÈ, DISTRITO DE ANGÓNIA.

2. EQUIPA DO PROJECTO
2.1 Nome completo do Hendressone Calima Gama
Estudante
2.2 Nome do Orientador Borges Francisco Brás
2.3 Nome do Co-Orientador
2.4 Celular_Estudante 841497230
2.5 E-mail_Estudante hendressone@[Link]
3. ÁREAS TEMÁTICAS E LINHAS DE PESQUISA EM QUE SE ENQUADRA O
PROJECTO
Produção Vegetal

4. DETALHE DO PROJECTO
4.1. Resumo
O presente trabalho tem como objectivo, avaliar o efeito de insecticidas no controlo da traça das
crucíferas (Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica oleracea var.
acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia. O ensaio será realizado no período compreendido
entre Outubro à Dezembro de 2023 no campo experimental da Faculdade de Ciências Agrárias
(FCA) da Universidade Zambeze, localizado na vila Ulónguè, distrito de Angónia, província de
Tete. O delineamento experimental a ser aplicado será o delineamento em blocos completos
casualizados (DBCC), ocupando uma área de 102,12 m2, constituído de três (3) repetições e quatro
(4) tratamentos, que são os diferentes insecticidas, isto é, tratamento 1 (T1): aplicação do
insecticida Cipermetrina; tratamento 2 (T2): aplicação do insecticida Karate; tratamento 3 (T3):
aplicação do insecticida Belt; e tratamento 4 (T4): aplicação do insecticida Decis. No total haverá
12 parcelas, com a dimensão de cada parcela de 2,4 m de largura e 4,8 m de comprimento,
separadas entre elas a 0,5 m dentro da repetição e a distância de uma repetição com a outra será de
1 m. Serão avaliadas a densidade populacional da traça, a percentagem de infestação da traça, a
eficiência dos insecticidas, o número de folhas por planta, a massa de folhas e a produtividade da
cultura. Os dados das variáveis medidas, serão analisadas estatisticamente através da ANOVA para

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determinação da existência ou não de diferenças significativas entre as médias, seguindo do teste


de Tukey ao nível de significância de 5% (α = 0,05), usando o pacote estatístico STATA.

Palavras-chave: Couve (Brassica oleracea var. acephala), traça das crucíferas (Plutella xylostella
L.), insecticida, produtividade.

5. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA DO TEMA, PROBLEMA E JUSTIFICATIVA


5.1. Contextualização
As brassicáceas constituem uma numerosa família de plantas de grande variabilidade genética e
diversidade de variedades botânicas, que se destaca, por sua importância socioeconómica, como
uma actividade estratégica de renda, principalmente na agricultura familiar, além do grande
impacto social na geração de empregos directos e indirectos, desde a sementeira até a
industrialização (MELO et al., 2017).

A couve (Brassica oleracea L. var. acephala) é umas das brássicas mais consumidas no mundo, e
o mercado consumidor é garantido, principalmente pelas novas tendências de consumo e as
recentes descobertas da ciência quanto às propriedades nutricionais desta hortaliça (NOVO et al.,
2010).

No entanto, atender à demanda de consumo é um desafio, principalmente devido aos entraves,


como o ataque de pragas, destacando-se a traça das crucíferas (Plutella xylostella). Esta praga
causa sérios prejuízos económicos, por danificar directamente o produto comercial, sendo as
lagartas, responsáveis directas pelos prejuízos, pois raspam o tecido foliar, e deixam apenas a
epiderme superior, no qual posteriormente surgem os furos. Os danos causados por esta praga
(desfolha), interfere no crescimento da planta, depreciam o produto, com prejuízos de 80 a 90% da
produção, podendo levar a planta a morte ou perda total (CARDOSO et al., 2010).

O controlo químico tem sido o método mais utilizado pelos produtores para controlar esta praga
(GRZYWACZ et al., 2010), com emprego de insecticidas registrados e não registrados,
geralmente em superdosagem, sem respeitar os intervalos de aplicação. Outro agravante é a
utilização de produtos proibidos, como o Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT), banido
mundialmente para fins agrícolas, mas ainda disponível e utilizado pelos olericultores
(MENGISTIE et al., 2015). Por outro lado, tem sido verificado que os insecticidas recomendados

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têm perdido eficiência, parcial ou total, principalmente quando o cultivo de brássicas é contínuo
(DIAS et al., 2004).

Com o exposto atrás, este trabalho terá por objectivo avaliar o efeito de insecticidas no controlo da
traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica
oleracea var. acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia.

5.2. Problema
O distrito de Angónia possui um grande potencial edafo-climático para o cultivo de couve, a
nível comercial e em regime irrigado. No entanto, esta cultura é muito atacado por pragas e
doenças que tem causado a redução da produção.

Uma das pragas que tem contribuido para a redução da produção na cultura de couve é a
traça das crucíferas Plutella xylostella, pois além de depreciar o produto, pode ocasionar perda
total da cultura (VILLAS BÔAS et al., 1990).

Em Moçambique, o método de controlo mais usado pelos agricultores é o químico, por ser
considerado mais prático, rápido e eficiente na redução da densidade populacional da praga.
Porém, o uso indiscriminado desses produtos tem resultado populações da traça da couve que
adquirem resistência aos pesticidas como é o caso de alguns insecticidas piretróides e fosforados
(CASTELO BRANCO & GATEHOUSE, 1997).

Com o exposto acima, surge a seguinte questão de partida: qual o insecticida proporcionará o
melhor controlo da traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e produtividade da cultura de couve
(Brassica oleracea var. acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia.

5.3. Justificativa
A agricultura familiar possui elevada importância socioeconômica, pois, é fonte de recursos para
as famílias com menor renda, o que contribui expressivamente para a geração de riqueza no meio
rural, fixação do homem no campo, e consequentemente diminui a superpopulação nas áreas
urbanas, além de promover a segurança alimentar, incentivar a produção e o consumo
diversificado de alimentos (MESQUITA & MENDES, 2012).

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Neste contexto, as hortaliças são os alimentos mais produzidos na agricultura familiar, pois,
exigem pequenas áreas para o cultivo, e possuem ciclo reprodutivo curto, o que possibilita ao
pequeno produtor, um rápido retorno econômico (AMARO et al., 2007). Dentre as brássicas a
couve (Brassica oleracea var. acephala) é uma das hortaliças mais produzidas com crescente
expansão no mercado, devido a sua importância na culinária (SILVA et al. 2007).

A produção de brássicas é limitada por problemas fitossanitários, principalmente as pragas,


com destaque para a traça das crucíferas (Plutella xylostella) que reduz significativamente a
produção nas diferentes regiões do mundo (SHELTON, 2001).

Como forma de reduzir os danos/perdas o controlo da traça do repolho é feito por meio de
insecticidas químicos designadamente os do grupo dos organofosforados tais como Tamaron
(metamidofos), Basudine (dianizão), Actelic (piriminfos-metilo), Acephate (acephate) e os do
grupo dos piretróides nomeadamente Karate (lambda-cialotrina), Cipermetrina (cipermetrina) e
Baytroid (ciflutrina) (MUTANDICO, 2004). Por isso pretende-se realizar um experimento
testando diferentes pesticidas para o controlo da traça-das-crucíferas e na produtividade da cultura
de couve na vila Ulónguè, distrito de Angónia.
5.4. Objetivos

5.4.1. Objectivo geral

 Avaliar o efeito de insecticidas no controlo da traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e
na produtividade da cultura de couve (Brassica oleracea var. acephala), na vila Ulónguè,
distrito de Angónia.

5.4.2. Objectivos específicos


 Avaliar a eficiência dos insecticidas;

 Mensurar as variáveis produtivas (número de folhas por planta e a massa de folhas);

 Avaliar a produtividade da cultura.

5.5. Hipóteses

Hipótese nula (H0): Os diferentes insecticidas não tem efeito no controlo da traça das crucíferas

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(Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica oleracea var. acephala),
na vila Ulónguè, distrito de Angónia.

Hipótese alternativa (H1): Pelo menos um dos diferentes insecticidas tem efeito no controlo da
traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) e na produtividade da cultura de couve (Brassica
oleracea var. acephala), na vila Ulónguè, distrito de Angónia.

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VI. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

6.1. Origem da Couve


A couve (Brassica oleracea var. acephala) pertence a família das Brassicáceas, é a brassica que
mais se assemelha ao ancestral, couve silvestre. Elas são originárias de clima temperado, mas
através do melhoramento são produzidas em clima tropical semi húmido (ROCHA et al., 2006).

Segundo alguns historiadores a couve é cultivada no Oriente desde a antiguidade. Entretanto,


somente a partir do século XII essa cultura começou a se expandir para outras partes do mundo
(IAC, 2007).

6.2. Clima e solo para o desenvolvimento da couve


A couve é uma cultura típica de clima frio (inverno), bem adaptada a temperaturas baixas e
resistente a geada. Possui pico de crescimento no inverno, com um ciclo de 80 a 90 dias após o
transplante (FILGUEIRA, 2008).

No verão se desenvolve bem em áreas serranas, com altitudes acima de 800 m. A cultura produz
melhor quando as temperaturas médias mensais se situam entre 16 e 22 ºC, com mínimas variando
de 5 a 10 ºC e máximas de 28 ºC. Temperaturas acima desse valor poderão acarretar danos no
desenvolvimento das plantas e consequentemente prejuízos económicos ao produtor (TRANI et
al., 2015), mas a couve pode ser plantada durante o ano todo por apresentar tolerância a altas
temperaturas (FILGUEIRA, 2008).

6.3. Características da cultura da couve


A couve é uma hortaliça anual ou bienal, e no mundo vem aumentando devido ás novas maneiras
de uso na parte culinária e as recentes descobertas da ciência em quanto ás suas propriedades
nutricêuticas. A couve pode ser classificada por sua aparência, textura e cor das folhas, recebendo
diferentes nomes dependendo de sua localidade (NOVO et al., 2010).

A couve é uma cultura rústica, que se adapta a diferentes condições ambientais, não necessita de
alto nível tecnológico para o seu cultivo, além de ser facilmente propagada. Essas características a
torna uma das olerícolas mais cultivadas em áreas de agricultura familiar e cultivos domésticos

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(TRANI et al., 2015).

Não forma cabeça, suas folhas são distribuídas, ao redor do caule, em forma de roseta. As folhas
apresentam limbo bem desenvolvido, arredondado, com pecíolo longo e nervuras bem destacadas.
Em Moçambique, raramente produz pendão floral, apresenta certa tolerância ao calor,
permanecendo produtiva durante vários meses. É cultivado o ano todo (BEZERRA et al., 2005).

6.4. Produção em Moçambique


Das espécies olerícolas cultivadas em Moçambique, as brassicáceas constituem a família mais
numerosa, destacando-se o repolho, a couve-flor, a couve e o brócolis (OLIVEIRA et al., 2007).

Em Moçambique, a couve é uma hortícola bem conhecida e estabelecida, produzida


principalmente pelos agricultores do sector familiar, posicionando-se em terceiro lugar, depois do
tomate e cebola. As potenciais áreas de produção de couve no país são os vales do rio Incomati,
Umbeluzi e Limpopo no sul, as regiões planálticas de Manica e Angónia no centro e a região de
Lichinga no norte (INE, 2002).

Em Moçambique, a cultura de couve é largamente feita nas zonas baixas ou em sistemas de


regadio e tem como finalidade o consumo e a venda nos mercados locais (JONASSE, 2009). De
acordo com o mesmo autor, a sementeira é geralmente feita em viveiros e alfobres, de modo a
garantir melhores cuidados as plántulas. Esses cuidados permitem obter mudas de qualidade que
aumentam as possibilidades de sucesso da cultura no campo definitivo.

6.5. Importância social, económica e nutricional da couve


Para ZANÃO JÚNIOR et al. (2003) o género Brássica engloba as espécies, do ponto de vista
econômico, mais importantes da família por serem ricas em fibras, vitaminas, minerais,
carotenoides e sua ingestão é muito recomendada por cardiologistas.

A couve é reconhecida entre as plantas hortícolas como um alimento importante para a nutrição
humana, rico em minerais, vitaminas e bastante utilizado como salada ou cozido. A couve é rica
em ferro e clorofila, e por isso ela é uma óptima opção para tratar a anemia, diminuir a retenção de
líquidos e evitar a absorção de substâncias químicas dos alimentos, ajudando assim na
desintoxicação do organismo. Esta hortaliça também é rica em ácido fólico, uma vitamina

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essencial para a gravidez, pois ajuda no desenvolvimento da medula dos bebés durante a gestação
(FILGUEIRA, 2008).

6.6. Maneio da cultura da couve


A couve pode ser propagada por mudas formadas com as brotações das axilas ou por sementes. A
sementeira deve ser feita em sulcos a 1,5 – 2 cm de profundidade, espaçados em 10 cm. As
brotações são cortadas quando atingem 15 a 20 cm e plantadas em canteiros para enraizar, com
espaçamento de 15 x 8 cm. Após 25 a 30 dias, as mudas são plantadas em área definitiva, com
espaçamento de 1 m entre fileiras e 0,5 m entre plantas (VIDIGAL & PEDROSA, 2007b).

A sementeira também pode ser realizada em bandejas de poliestireno expandido com 128 células,
sendo feito um orifício de 0,5 cm no centro de cada uma das células onde são colocadas as
sementes. Estudos apontam que o substrato a base de solo e húmus de minhoca, na proporção de
3:1 (v/v), para produção de mudas de couve manteiga proporcionou melhor desenvolvimento em
relação ao substrato com esterco bovino, podendo ser transplantadas aos 40 dias após a sementeira
(COSTA et al., 2011).

Com relação à adubação, além da aplicação de insumos químicos, a adubação verde torna-se uma
alternativa interessante. Estudos avaliando o desempenho da sucessão entre couve e milho em
consórcio com leguminosas para fins de adubação verde, sob plantio direto em manejo orgânico
demonstrou que em monocultivo a produtividade da couve foi de 37,7 e 18,4 t/ha; consorciada
com mucuna-anã (Mucuna deeringiana) foi de 40,3 e 38,8 t/ha e com crotalária spectabilis
(Crotalaria spectitabilis) de 42,9 e 24,8 t/ha em 2003 e 2004, respectivamente (SILVA et al.,
2011).

A colheita é iniciada aos 80 – 90 dias após o transplante, perdurando por um período de oito meses
(SHINGO & VENTURA, 2009). Deve-se arrancar as folhas puxando-as para baixo, quebrando-as
no ponto de inserção do caule. A couve selecionada por tamanho das folhas é agrupada em maços
de quatro a seis folhas (VIDIGAL & PEDROSA, 2007b).

6.7. Principais Pragas da couve em Moçambique


Um dos principais problemas que a cultura da couve apresenta está relacionado com as pragas,

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pois, a maioria apresenta resistência aos produtos químicos, principalmente a traça das crucíferas
(Plutella xylostella), que é a principal praga dessa cultura e da família Brassicaceae. Em
Moçambique, as principais pragas que atacam a cultura da couve são: traça das crucíferas, afideos
da couve, lagartas (Crocidolomia binotalis e Helula hundalis), térmites, gafanhotos e rosca
(MINAG et al., 2013).

6.7.1. Traça das crucíferas (Plutella xylostella)


A traça das crucíferas (Plutella xylostella L.) (Lepidoptera: Plutellidae), é uma das pragas mais
destrutivas na cultura da couve em todo o mundo. As larvas de P. xylostella alimentam-se de
folhas das brassicas, como repolho, brócolis, couve-flor, couve, couve-rábano, couve-chinesa e
couve-de-Bruxelas (FURLONG et al., 2013).

Esta praga é originária provavelmente do Mediterrâneo ou África do Sul, contudo actualmente


encontra-se em todos os lugares onde as crucíferas são cultivadas (WEI et al., 2013). Estudos
biológicos e levantamentos de campo descobriram que a traça-das-crucíferas não pode hibernar
com sucesso em regiões temperadas, onde as crucíferas não são cultivadas durante todo o ano,
como no oeste do Canadá e norte do Japão (DOSDALL et al., 2001).

Nos trópicos e sub-trópicos, onde crucíferas são plantadas ao longo do ano, todas as fases do ciclo
de vida da traça das crucíferas aparecem durante todo o ano (MA et al., 2010). Apesar destas
mariposas voarem pouco, estas são altamente migratórias, pois podem ser arrastadas pelo vento,
havendo registros de cerca de 1500 km percorridos (CHAPMAN et al., 2002).

Nos últimos 50 anos, P. xylostella tornou-se um dos insectos mais difíceis de manusear,
principalmente devido à evolução da resistência em algumas partes do mundo, para todas as
classes de insecticidas amplamente utilizados contra esta praga (LIN et al., 2013).

[Link]. Características morfológicas da traça das crucíferas


A mariposa da traça das crucíferas (Figura 1A) é um micro-lepidóptero de coloração parda com
uma envergadura de 7-10 mm (GALLO et al., 2002). Esta é marcada por uma ampla faixa de
coloração creme ou castanho-claro ao longo da margem anal ou interna das asas que é, por vezes,
constrita para formar um ou mais diamantes de cor clara, na parte posterior (CAPINERA, 2012).

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A longevidade do adulto da traça das crucíferas é variável de acordo com as condições climáticas e
alimentares. Quando estes adultos foram criados em variedades de repolho, repolho roxo (roxo
precoce e híbrido roxo) e couve (Geórgia e híbrido HS20) apresentaram longevidade variando
entre 6,6 e 7,7 dias (THULER et al., 2007a). Já em variedades de couve-flor (Barcelona, Verona,
Piracicaba Precoce, Sharon, Silver Streak e Teresópolis Gigante) a longevidade de machos e
fêmeas variou entre 5,1 e 5,8 dias e 4,9 e 6,1 dias, respectivamente (CHAGAS FILHO et al.,
2010).

Estas mariposas voam pouco, geralmente a cerca de 2 m do solo, não voando a longas distâncias,
no entanto, elas são facilmente levadas pelo vento, facilitando sua distribuição (CAPINERA,
2012).

[Link]. Biologia da traça das crucíferas


As fêmeas depositam os ovos isolados ou em grupos na face abaxial das folhas, preferencialmente
nas cavidades. Esses ovos são muito pequenos de coloração esverdeada e arredondados (Figura
1B). Assim como a longevidade dos adultos, o número de ovos por fêmeas pode variar de acordo
com a variedade, sendo que para variedades de couve, repolho, repolho roxo e couve-flor foram
encontrados números médios variando entre 109,5 e 165,7 ovos/fêmea (CHAGAS FILHO et al.,
2010).

Após 3 ou 4 dias emergem as larvas (Figura 1C), que penetram no interior da folha passando a
alimentar-se do parênquima, durante 2 ou 3 dias. Em seguida, estas abandonam a galeria e passam
a alimentar-se da epiderme da página inferior da folha, onde as mesmas podem atingir
desenvolvimento máximo de 8 a 10 mm de comprimento, após 9 ou 10 dias da eclosão (GALLO et
al., 2002). CHAGAS FILHO et al. (2010) relatam valores médios para a duração larval entre 6,8 a
8,2 dias em diferentes Brassicaceae.

Para transformarem-se em pupas (Figura 1D), tecem um pequeno casulo, facilmente reconhecido
por ser constituído de pequenas malhas, na face inferior das folhas, e após cerca de 4 dias emerge o
adulto. A duração pupal também é variável, sendo encontrados valores médios entre 3,3 e 4,9 dias
em diferentes Brassicaceae (CHAGAS FILHO et al., 2010).

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O adulto é uma pequena borboleta acastanhada, com cerca de 8 mm de comprimento, com uma
envergadura de asa de cerca de 15 mm (Figura 1A). O seu dorso tem uma característica
semelhante a um diamante, que pode ser visualizada quando as asas estão fechadas e em repouso
(SEIF & NYAMBO. 2013).

O ciclo de vida de P. xylostella varia em função da qualidade do alimento e da temperatura,


podendo durar de 12 a 20 dias (CARVALHO, 2010). Esta praga pode completar até 20 gerações
por ano, dependendo das condições climáticas e da disponibilidade de alimento, o que faz com que
as populações dessa praga variem muito de um ano para o outro (FERREIRA et al., 2003).

Figura 1: Fases de desenvolvimento da traça das crucíferas


Fonte: SEIF & NYAMBO (2013)

[Link]. Danos causados pela traça das crucíferas


A traça-das-crucíferas, P. xylostella, é uma praga cosmopolita, ocorrendo em todas as regiões onde
é realizado o cultivo de brássicas no mundo, podendo causar perdas de mais de 90% na produção

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(CHENG et al., 2008).

O dano é causado pelas larvas que se alimentam das plantas. Embora as larvas sejam muito
pequenas, elas podem ser muito numerosas, resultando em remoção completa de tecido foliar com
excepção das nervuras. Isto é particularmente prejudicial para mudas, e a presença de larvas nas
folhas pode resultar na completa rejeição do produto, mesmo se o nível de remoção de tecido de
planta for insignificante (CAPINERA, 2012).

MEDEIROS (2004) relata que o maior dano causado por essa praga ocorre na fase larval, com a
lagarta recém eclodida (1° instar) penetrando nas folhas, dificultando assim o controlo, já que ela
se encontra protegida e se alimentando do parênquima foliar. A partir do 2°, 3° e 4°instar, passa a
se alimentar de toda a superfície foliar, caules e brotos vegetativos de couve, repolhos e também
das inflorescências, no caso de brócolis e couve-flor.

Os custos de maneio, combinados às perdas de rendimento devido à praga, são estimados entre 4 –
5 bilhões de dólares anualmente em todo o mundo (FURLONG et al., 2013).

[Link]. Amostragem para traça das crucíferas


A amostragem geralmente envolve a inspeção visual das plantas para larvas da traças das
crucíferas. Recomenda-se amostrar aproximadamente 50 plantas por área, uma vez ou duas vezes
por semana. A medida de controlo para o brócolis e a couve, é recomendada quando 5% das
plantas estão infestadas (CORDERO & KUHAR, 2009).

O monitoramento também pode ser realizado usando armadilhas contendo feromônio sexual
sintético para atrair os machos. As armadilhas contendo as iscas devem ser colocadas no campo
antes da sementeira. Estas devem ser verificadas e o número de adultos deve ser contado a cada
três dias. As armadilhas devem ser instaladas sobre estacas, a 1 m do nível do solo, sempre acima
dos ápices caulinares das plantas (IMENES et al., 2002).

[Link]. Métodos de controlo traça das crucíferas


[Link].1. Controlo cultural
O controlo cultural deve sempre obedecer aos padrões técnicos recomendados para adubação,
irrigação e tratos culturais, com objectivo de criar condições para a cultura competir com as pragas

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(HAJI et al., 2002). Devido à falha no controlo da traça das crucíferas por insecticidas, o interesse
por outras formas de maneio vem crescendo na produção das Brassicaceae. Algumas das medidas
de controlo clássicas que tenham sido utilizadas com algum sucesso são as consorciações, o uso de
irrigação por aspersão, cultura armadilha, cultura de cobertura, rotação de cultura e cultivo no
limpo (TALEKAR & SHELTON, 1993).

[Link].2. Controlo mecânico


Consiste na utilização de medidas de controlo que causem a destruição directa dos insectos ou que
impeçam os danos por meio do uso de barreiras ou armadilhas. Os principais são: captação
manual, barreiras e armadilhas (GALLO et al., 2002).

[Link].3. Controlo biológico


O controlo biológico (ou biocontrolo) é o uso de organismos vivos para reduzir a densidade
populacional ou o impacto de um organismo praga específico, tornando-o menos abundante ou
prejudicial do que seria de outra forma. Deste modo, há quatro estratégias de controlo biológico: o
clássico, por inoculação, por inundação e por conservação. Para estas estratégias de controlo, uma
vasta gama de inimigos naturais, incluindo parasitoides, predadores de artrópodes, vírus,
microsporídios, nematoides, fungos e bactérias patogênicos que atacam a traça-das-crucíferas
podem ser utilizados (SARFRAZ et al., 2005).

[Link].4. Controlo por resistência de plantas


A fim de reduzir o ataque de insectos, as plantas desenvolveram mecanismos de defesa diferentes,
incluindo as barreiras físicas e químicas, tais como a indução de proteínas de defesa, compostos
voláteis que atraem predadores dos insectos herbívoros, metabólitos secundários e densidade de
tricomas (KLIEBENSTEIN et al., 2001).

[Link].5. Controlo químico


O controlo químico baseia-se na utilização de insecticidas químicos sintéticos, produtos estes
responsáveis pela revolução no controlo dos insectos, que tem sido o meio mais eficiente e
econômico de combatê-los, principalmente se o objectivo for maximização da produtividade das
culturas em grandes áreas. Este método tem sido o mais utilizado nos campos dos produtores de
crucíferas, por ser considerado prático, rápido e eficiente na redução populacional de praga,

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principalmente de P. xylostella (DIAS et al., 2004).

Os grupos químicos utilizados para o controlo desta praga têm grande variabilidade em termos de
ingrediente activo, formulação e classes toxicológicas e ambientais (Tabela 1)

Tabela 2. Grupos químicos e ingredientes activos registrados para controlo de Plutella xylostella
na cultura da couve.
Cultura Grupo químico Ingrediente Formulação1 Classe
activo Toxicológica2 Ambiental3
Piretróide Deltametrina EC III I
Metilcarbamato Metomil SL I II
Couve de oxima
Organofosforado Acefato SP II III
Piretróide Permetrina EC III II
Fonte: MAPA (2013).
1
Formulação: EC - Concentrado emulsionável; SL - Concentrado solúvel; SP - Pó solúvel; WP - Pó molhável; SC -
Suspensão concentrada; GR - Granulado; e WG - Grânulos dispersíveis em água.
2
Classe toxicológica: I - Extremamente tóxico; II - Altamente tóxico; III - Medianamente tóxico; e IV - Pouco tóxico.
3
Classe ambiental: I - Produto altamente perigoso; II - Produto muito perigoso; III - Produto perigoso; e IV - Produto
pouco perigoso.

Inúmeros estudos têm sido desenvolvidos para avaliar a acção de insecticidas químicos sintéticos
sobre P. xylostella, em diferentes populações e os níveis de resistência das populações a estes
produtos (CASTELO BRANCO et al., 2003; OLIVEIRA et al., 2011; SILVA et al., 2012).

Pesquisa realizada com populações de P. xylostella dos Estados do Ceará (Tianguá), Minas Gerais
(Barroso), Bahia (Mucugê), Mato Grosso (Sinop) e no Distrito Federal (Brasilândia e Embrapa
Hortaliças) visando avaliar a suscetibilidade a abamectin, acefato, B. thuringiensis, cartap,
clorfluazuron, deltametrina e spinosad, constataram que as populações da traça das crucíferas são
resistentes a um ou mais destes ingredientes activos (CASTELO BRANCO et al., 2003). No

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Estado de Pernambuco, tendo os agricultores alegado falha no controlo de P. xylostella, as razões


de resistência de diferentes populações foram comparadas entre cinco ingredientes activos
diferentes: abamectina, metomil, lufenuron, indoxacarbe e diafenthiuron (SANTOS et al., 2011).

O método químico é uma estratégia muito interessante para o maneio de P. xylostella, desde que
utilizados de forma correcta, pois há um grande número de grupos químicos com diferentes
ingredientes activos, o que permite a rotação de molécula química e reduz o desenvolvimento de
resistência. Dentro do contexto do Maneio Fitossanitário de Pragas este método deve ser integrado
a outros métodos, visando assim reduzir o número de aplicações e obter um produto final de
qualidade superior. Além disso, deve ser levado em consideração na escolha do produto químico a
sua selectividade a inimigos naturais, o que contribui para a manutenção de populações
consideradas benéficas para o maneio de P. xylostella (BORTOLI et al., 2013).

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VII. MATERIAIS E MÉTODOS

7.1. Materiais

Para realização deste trabalho, foram utilizados os seguintes materiais:


 Bloco de notas e caneta, para todas as anotações possíveis e necessárias;
 Placa de etiquetagem dos tratamentos e respectivas repetições;
 Fita métrica, estacas e cordas para a demarcação do campo;
 Sementes de couve (variedade Gigante);
 Enxada para demarcação do campo, preparo do solo e controlo de infestantes;
 Regadores para a irrigação das plantas;
 Adubo para nutrir as plantas;
 Ancinho para limpeza do terreno;
 Pulverizador costal e pesticida para o controlo de pragas;
 Sacos para a colheita;
 Balança analítica para estimativa da produção.

7.2. Localização e caracterização da área de estudo


O experimento será conduzido durante o período compreendido entre Outubro à Dezembro
de 2023 no campo de produção vegetal da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade
Zambeze, localizado na vila Ulónguè, distrito de Angónia, província de Tete (figura 2). O distrito
de Angónia se situa a norte e nordeste da Província de Tete, limitando-se a Norte, Nordeste e Este
pelo território do vizinho Malawi, a sul pelo Distrito de Tsangano, e a Noroeste pelo Distrito de
Macanga. A área total do Distrito de Angónia é de aproximadamente 3259 km2, e o distrito
apresenta as seguintes coordenadas: 14°42'57" de latitude Sul 34° 22' 23" de longitude a Este, e
1650 m de altitudes no município de Ulónguè (MAE, 2014).

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Figura 2: Mapa de localização da Vila Ulónguè.


Fonte: Google Map (2023)

7.3. Clima
O distrito é coberto pelo clima tropical húmido influenciado fortemente pela altitude,
apresentando uma grande variação de precipitação média anual de 800 mm a 1200 mm, com maior
parte de queda pluviométrica (90 %) acontecendo entre finais de Novembro e princípio de Abril. O
padrão de temperatura é condicionado pela altitude a qual varia de 700 até 1700 m, com a
temperatura média anual cerca de 19,2 ºC (MAE, 2014).

7.4. Topografia
A topografia considerada muito ondulada, a dissecada nesta região de altas altitudes que
ocorrem de forma frequente sendo geograficamente localizada na zona complexas de maravilha -
Angónia, e as principais formas de montanha são o monte Domué-2095 m, Macumgua-1797 m e
Chirobwe-2021 m (MAE, 2014).

7.5. Solo
Os solos do distrito são do tipo feralíticos, vermelho a castanho-avermelhado, de textura
pesada profunda e moderadamente bem drenada, ligeiramente lixiviado, contudo apresentado boas
capacidades de retenção de água (MAE, 2014).

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7.6. Método de pesquisa


O método de pesquisa usado no presente trabalho foi o método experimental, porque baseia-
se na manipulação de certos aspectos de realidade, obtidos em diferentes áreas de estudos dentro
das condições pré-definida, observando as consequências destas modificações, buscando a relação
entre os fenómenos, procurando relações de causas e efeito, que possam ser explicadas,
interferindo no determinado problema.

7.7. Delineamento experimental

O delineamento experimental a ser aplicado será o delineamento em blocos completos


casualizados (DBCC), ocupando uma área de 102,12 m2, constituído de três (3) repetições e quatro
(4) tratamentos, que são os diferentes insecticidas, isto é, tratamento 1 (T1): aplicação do
insecticida Cipermetrina; tratamento 2 (T2): aplicação do insecticida Karate; tratamento 3 (T3):
aplicação do insecticida Belt; e tratamento 4 (T4): aplicação do insecticida Decis. No total haverá
12 parcelas, com a dimensão de cada parcela de 2,4 m de largura e 4,8 m de comprimento,
separadas entre elas a 0,5 m dentro da repetição e a distância de uma repetição com a outra será de
1 m (figura 3). O espaçamento a utilizar será de 80 x 40 cm, com seis (6) linhas por parcela, seis
(6) plantas por linha, perfazendo 36 plantas por parcela e 432 plantas em todo o experimento.

R1 R2 R3

T2 T3 T1

0,5 m

T1 1m T2 T4

11,1 m

T3 2,4 m T4 T2

4,8 m

T4 T1 T3

9,2 m

Figura 3: Croqui da área experimental

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Fonte: Adaptado pelo autor (2023)

7.8. Condução do experimento


7.8.1. Preparação do solo
A preparação do solo no alfobre será manual com auxílio de uma enxada no sentido de revirar o
solo a fim de garantir boas condições para a recepção das sementes e ter bom desenvolvimento das
mudas. Para o campo definitivo, a preparação do solo será feita com base em lavoura e um
destorroamento duas semanas antes do transplante, com o auxílio de uma enxada. A destruição de
torrões será feita, de modo eliminar obstáculos de solos agregados que dificultem a emergência das
sementes.

7.8.2. Sementeira
A sementeira será feita manualmente no alfobre de 1,5 m de comprimento e 1 m de largura, no dia
10 de Outubro de 2023. As sementes serão colocadas em 10 linhas espaçadas entre si por 15 cm.
As plântulas serão regadas diariamente e ficarão 28 à 30 dias no alfobre.

7.8.3. Transplante
O transplante será feito manualmente, aos 28 à 30 Dias Após a Sementeira (DAS). Antes e logo
depois do transplante, regar-se-á o campo para garantir o estabelecimento das plântulas e
minimizar o stress do transplante.

7.8.4. Retancha
Caso algumas plântulas não se estabelecerem no campo definitivo, será efectuada uma retancha
aos 7 dias depois do transplante.

7.8.5. Rega
A rega no alfobre serão efectuadas diariamente, enquanto que no campo definitivo serão realizadas
diariamente até as plantas atingirem 20 dias no campo definitivo. De seguida, as regas serão
efectuadas três (3) vezes por semana até as plantas atingirem o período de colheita. Esta operação
de rega será feita com auxílio de regadores manuais.

7.8.6. Adubação
A adubação de fundo será feita no momento da sementeira, aplicando 5 kg do excremento bovino,
enquanto que a adubação de cobertura será feita com a aplicação 25 g por planta da mistura de

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NPK 12–24–12 e Uréia (46%).

7.8.7. Controle de infestantes


O controlo de infestantes será realizado manualmente com auxílio de enxada e de acordo com
frequência das infestantes em cada parcela.

7.8.8. Controlo de pragas


O controlo de pragas será efectuado aplicando os insecticidas selecionados para cada tratamento,
contra a traça das crucíferas. Serão feitas duas pulverizações (aos 15 e 30 dias após o transplante)
ao final do dia, utilizando-se um pulverizador costal manual de 16 litros, molhando-se totalmente
as plantas até o escorrimento, e em todos os tratamentos será adicionado sabão líquido à calda
(como aderente) uma vez que a superfície foliar da couve não é adesiva. Antes da aplicação far-se-
á a calibração do pulverizador. Com base no mesmo concluir-se-á que quantidade de calda cada
parcela precisará. As doses usadas para cada insecticida será de acordo com as recomendações do
provedor.

7.9. Procedimentos de amostragem e observação


A avaliação da traça da couve será feita a partir da determinação da densidade populacional,
percentagem de infestação e nível médio de ataque. Esta avaliação far-se-á com base em 2
observações aos 15 e 30 dias depois do transplante. Em cada parcela do ensaio serão observadas
16 plantas por parcela, o que corresponde à cerca de 44,44 % da área de cada parcela do
experimento, ou seja, serão eliminadas cada uma das linhas da extremidade, bem como cada uma
das plantas iniciais e finais de cada parcela. Assim, somente colher-se-á dados de dezasseis (16)
plantas das quatro linhas centrais (figura 4).

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Figura 4: Área amostral por parcela


Fonte: Adaptado pelo autor (2023)

7.10. Descrição das variáveis

7.10.1. Eficiência dos insecticidas


 Densidade populacional (DP): será determinada utilizando a fórmula 1, ou seja, através
do quociente entre o total de lagartas presentes nas plantas observadas e o total de plantas
observadas (16 plantas) da área de cada parcela.

 Percentagem de plantas infestadas (PPI): será determinada utilizando a fórmula 2, ou


seja, através do quociente entre o total de plantas infestadas e o total de plantas observadas
(16 plantas) da área de cada parcela, e de seguida, multiplicar o resultado por 100 %.

 Nível médio de ataque (NMA): será avaliado a partir dos danos visíveis nas folhas de 16
plantas da área de cada parcela, através da estimativa de folhas danificadas pela praga
usando a escala a seguir descrita por Segeren (1996):
1 – Ausência de folhas furadas, sem dano;
2 – Planta com 1 – 20% da superfície das folhas furadas, dano ligeiro;

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3 – Planta com 21 – 40% da superfície das folhas furadas, dano ordinário;


4 – Planta com 41 – 70% da superfície das folhas furadas, dano médio;
5 – Planta morta 71 – 100% da superfície das folhas furadas, dano sério.

Para o cálculo do NMA multiplicar-se-á cada nível de dano por sua respectiva frequência e o
resultado dividir-se-á por total das plantas observadas na área de cada parcela como a seguir se
mostra:

7.10.2. Variáveis produtivas


 Número de folhas por planta (NFP) – será determinado aos 60 DAS, através da contagem
de todas as folhas de cada planta. De seguida far-se-á as médias de cada tratamento.
 Massa de folhas (MF): será determinado no dia da colheita, através da pesagem de todas
as folhas de todas as plantas da área de cada parcela, e o valor dividido pelo total de folhas.
De seguida far-se-á as médias de cada tratamento.
 Produtividade (PROD): será determinada a partir da fórmula 4, ou seja, através do
quociente entre a massa (kg) de todas as plantas da área de cada parcela e a área (m2)
ocupada pelas plantas colhidas (amostra). Em seguida, far-se-á a conversão do resultado
para kg/ha e as respectivas médias de cada tratamento.

7.11. Análise estatística


Os dados das variáveis mensuradas, inicialmente serão submetidos aos testes de
normalidade de Shapiro – Wilk e de homogeneidade de variâncias (Breusch – Pagan), de modo a
observar se os mesmos violam os pressupostos da Análise de variância (ANOVA). Depois as
variáveis serão analisadas estatisticamente através da ANOVA, para determinação da existência ou
não de diferenças significativas entre as médias, seguido do teste de Tukey ao nível de
significância de 5% (α = 0,05) usando o pacote estatístico STATA.
O modelo estatístico a ser utilizado será o da fórmula 5:

Onde:

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– Valor observado no bloco j que recebeu o insecticida i;


μ – Média geral dos tratamentos;
– Efeito do insecticida i (i = 1, 2, 3 e 4);
βj – Efeito do bloco j sobre a variável de estudo (j = 1, 2 e 3);
– Erro experimental a parte de variação devido a factores não controlados (𝜀𝑖𝑗 ~ iidN
(0,σ2).

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IX. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES

9.1. Cronograma de actividades do projecto

Tabela 2. Cronograma de actividades do projecto

Meses
Actividades
Outubro Novembro Dezembro
Elaboração do projecto X
Entrega do projecto X
Demarcação da área X
Condução do ensaio X X
Colheita de dados X
Processamento de dados X
Discussão de dados X
Entrega da Monografia X
Defesa da monografia X

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X. ORÇAMENTO

9.1. Orçamento do projecto

Tabela 2: Descrição de custos do projecto

Designação Unidade Quantidade Preço Valor


Unitário Total
(MT) (MT)
1. Material de campo
Sementes g 200 1 200,00
Fitamétrica (100 m) Unidade 1 800 800,00
Enxadas Unidade 2 150 300,00
Adubo (NPK) kg 8 50 400,00
Adubo (Uréia) kg 8 50 400,00
Balança Unidade 1 1800 1800,00
Bloco de notas Unidade 1 100 100,00
Sub-Total 4.000,00
2. Despesas com o pessoal
Sacha Pessoa 1 130 130,00
Colheita Pessoa 1 130 130,00
Sub-Total 260,00
3. Despesas com impressão
Impressão do projecto Páginas 50 4 200,00
Impressão da monografia Páginas 240 4 960,00
Sub-Total 1.160,00
TOTAL 5.420,00
Contigência (5%) 271,00
CUSTO TOTAL 5.691,00

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Ulónguè, 26 de Setembro de 2023

O proponente

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(Hendressone Calima Gama)

O supervisor

________________________________
(Engo Borges Francisco Brás)

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