Acuidade Visual e Auditiva Noturna
Acuidade Visual e Auditiva Noturna
HORA: 19:00
OBJETIVOS:
1 - Descrever as técnicas de observação e escuta noturna;
2 - Exercitar a acuidade visual e auditiva noturna.
LOCAL: AIMMM
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>>VÍDEO 02<< (4’ 01”)
(Projetor Multimídia ligado).
1. INTRODUÇÃO
Já houve tempo em que as batalhas que eram sangrentas à luz do dia cediam,
à noite, espaço ao silêncio e a inércia dos combates. Não havia, nesta época,
condição para coordenar e controlar as ações à noite.
A necessidade de aproveitar o manto noturno para surpreender o inimigo
lançou o homem numa busca por meios e técnicas que proporcionassem a ele
utilizar a noite como aliada nessas batalhas.
Fazendo uma rápida retrospectiva dos conflitos que tivemos ao longo da
história vemos que a arte de explorar a noite para combater, inicialmente foi
feita aplicando-se técnicas empíricas e que foram se aperfeiçoando e são
utilizadas até hoje no adestramento das tropas e no combate propriamente dito.
Há quarenta anos, os mais avançados dispositivos para visão noturna eram
aparelhos infravermelhos. Tendo seu raio de ação limitado, necessitavam de uma
fonte para iluminar a área dos alvos. Outra desvantagem é o fato de que o
inimigo equipado com detectores infravermelhos, podiam ver a fonte luminosa.
Em meados dos anos 60, surgiram os intensificadores de imagens, operando
com luz residual de várias fontes, estrelas, luzes distantes e qualquer outra fonte
emitente de luminosidade. Seu alcance gira em torno de 2000m.
Na década de 70 a tecnologia desenvolveu a tal ponto os equipamentos de
visão noturna, que estes passaram a mobiliar carros de combate, Blindados,
Helicópteros, dentre outros, para que estes pudessem manobrar e engajar-se no
combate noturno.
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descrédito do soldado no combate noturno. Atualmente, nos campos de batalha,
onde se desenvolvem os combates mais modernos, a noite torna-se a amante dos
combatentes mais bem treinados do mundo.
Bem, para começar, é difícil o trabalho de interpretar ruídos? É uma coisa
de outro mundo, descobrir pelo som, de onde ele vem e o que está acontecendo?
Certamente que não. Temos feito isto durante toda a vida.
>> Frase chave para iniciar o Teatro do Sofá- Temos feito isto durante
toda a vida<< ( Sgt Luis Alexandre, Sgt Ricardo Marques e Sgt Viccari)
Eis uma outra situação em que o soldado deve estar em condições de, a
qualquer momento, fazer face a um grande inimigo.
Por exemplo, dia de licenciamento, num sofá, a namorada ao seu lado,
ele está quase, quase... Súbito, ouve-se passos firmes e apressados, provenientes
do corredor. É a sogra, em patrulha de reconhecimento noturno, deduz o jovem
candidato a noivo. Após sumário estudo da situação, decide executar um rápido
retraimento para o lado oposto do sofá, até que passe o perigo. Depois, então, se
for o caso, retomará suas ações de combate passando, se necessário, ao corpo-a-
corpo.
Deste modo, com raríssimas exceções, vocês já têm desenvolvidas suas
habilidades de interpretar sons. Resta, agora, transferi-los para os fins de
combate.
A NOITE
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do contrário serei tua inimiga mortal e responsável por teu fracasso no combate.
Eu sou a noite. Serei teu véu se me amares; porém se violares minha
escuridão com as luzes e ruídos estranhos, serei tua MORTALHA!
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vontade e do otimismo. Estimulamo-lo através do espírito militar do sentimento
do dever.
O adestramento capacita o homem ao combate. Somente a capacidade
profissional pode gerar a autoconfiança, imprescindível ao combatente, e
particularmente, aos condutores de homens.
b. Acuidade Auditiva
A noite ouve-se melhor do que dia, e por esta razão devemos produzir o
menor ruído possível nos deslocamentos e trabalhos para não sermos
pressentidos pelo inimigo. Qualquer que seja a situação ou operação à noite, a
disciplina e o silêncio são fatores preponderantes do bom êxito, pois todo
indivíduo ou tropa que não obedecer estes princípios, estarão, fatalmente, se
revelando ao inimigo.
1) Fatores que influem na percepção dos sons:
a) A conformação do terreno dificulta ou auxilia a percepção dos sons.
Em terrenos planos ouve-se menos que numa depressão ou em um vale. O ruído
produzido em um terreno baixo ouve-se melhor para quem se acha no alto do
que os produzidos nos altos para quem se acha embaixo.
b) No tempo frio ou depois de uma forte chuva, os sons são percebidos
melhor que em tempo seco.
c) Naturalmente a Direção dos ventos influirá na percepção dos sons.
d) Devemos, ainda, abstrair ruídos mais ou menos permanentes, para
que possamos perceber ruídos produzidos pelo homem ou por animais. Por
exemplos: ruídos longínquos de trens ou de caminhões, barulho de chuva, vento
na folhagem, barulho de queda d’água e etc. O capacete deforma os sons, sendo
necessário a sua retirada quando queremos ouvir melhor.
2) Educação do ouvido
A educação do ouvido tem por finalidade acostumar o ouvido a
interpretar os sons produzidos à noite, de modo a desenvolver a acuidade
auditiva, bem como perceber a presença do inimigo pelos ruídos por ele
produzidos.
Devido à pouca visibilidade, a noite o ouvido torna-se o mais valioso
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auxiliar das operações noturnas, razão pela qual devemos usar o terreno da
melhor forma possível, para podermos melhor ouvir o inimigo.
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Ouçam o ruído produzido por uma baioneta sendo armada a 100 metros à
direita de nossa posição: (Sgt Henrique )
(12) Será que, se armarmos nossas baionetas, a 200 metros das
posições inimigas, ainda seremos ouvidos? (Sgt Godoi)
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>> REPETIR O MOVIMENTO DO M113<<
c. Acuidade Visual
1)Princípios da visão noturna
O uso eficaz dos olhos durante a noite requer a aplicação dos princípios
da visão noturna que são os seguintes:
a) Adaptação à escuridão
b) Visão fora do centro
c) Esquadrinhamento
a) Adaptação à escuridão
É a propriedade que tem os olhos de se adaptarem aos lugares de
pouca visibilidade após 30 minutos que permanecerem em local escuro. Isso
também poderá realizar-se permanecendo o combatente em uma área iluminada
por lâmpadas vermelhas ou usando óculos vermelhos durante 20 minutos,
seguidos por 10 minutos no escuro. Esse processo poderá economizar tempo
valioso, permitindo ao combatente estar numa área iluminada para receber
ordens e inspecionar o equipamento, antes de deslocar-se para a escuridão.
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b) Visão fora do centro
É a técnica que serve para manter a atenção dirigida a um objetivo
sem olhá-lo diretamente. Portanto, devemos fazê-lo olhando acima, abaixo ou de
cada um dos lados do objetivo. Olha-se de lado com os olhos, nunca olhamos
diretamente sobre o que queremos ver e sim acima, abaixo e para os lados.
Somente assim, conseguiremos observar alguma coisa.
c) Esquadrinhamento
É o uso da visão fora de centro para observar uma área ou um
objetivo.É empregada, porque à noite, somente conseguiremos reter imagens por
cerca de 4 a 10 segundos, após o que, a imagem desaparece. Assim, quando a
imagem desaparecer, devemos desviar um pouco os olhos com movimentos
curtos, rápidos e irregulares, por cima, para baixo e de ambos os lados do
objetivo. Deve-se concentrar a atenção em um alvo, sem, contudo, olhá-lo
diretamente. Detemos o olhar apenas alguns segundos em cada ponto de
observação, porque os olhos não poderão ver enquanto estiverem em
movimento.
Empregando os princípios da visão noturna, vocês deverão identificar
os incidentes à frente, procurando avaliar as distâncias a que foram produzidos.
Não façam comentários com o companheiro ao lado daquilo que estiverem vendo.
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observadas da seguinte forma, a 100 metros, à nossa direita, com munição
Traçante: ( Sgt Henrique)
j) Uma metralhadora pesada produz um som bastante característico.
Observem a metralhadora.50 em uma posição 100 metros à Direita.( Asp
Victor Lopes)
:
15 d. Progressão à noite
1) O gorro faz menos barulho quando atrita-se com galhos, moitas ou
arames, além de não distorcer os sons como o capacete.
2) Deveremos escurecer as partes visíveis do corpo como o rosto, costa
das mãos, orelhas e pescoço.
3) O botão superior da camisa do uniforme deverá ser abotoado, a fim de
prevenir o contraste da região clara do peito e da garganta.
4) O Sutache, assim como as divisas, deverão ser escurecidas.
5) Devemos tirar o brilho do coturno.
6) Devemos atentar para o fato de que a camuflagem noturna é diferente
da camuflagem diurna, que se preocupa em, tão somente, quebrar os contornos
da face, sem escurecê-la totalmente.
7) O Equipamento do Combatente deverá estar bem preso ao corpo,
assim como, sua mochila não poderá conter objetos soltos que façam barulho.
Será fácil verificarmos o ajustamento do Equipamento, mandando que o
militar saltite no mesmo lugar. As partes brilhantes do equipamento deverão
ser escurecidas.
8) O fuzil deverá estar com o zarelho, bandoleira e o carregador preso
por fita isolante para que não façam barulho durante os deslocamentos.
9) O combatente deverá conduzir armas silenciosas como: facas, arco e
flecha e garrotes utilizados principalmente para o silenciamento de sentinelas.
10) A Gr Mão não Identifica seu lançador. É fácil de ser transportada e
causa grande confusão nas linhas inimigas, sendo, desta forma, uma arma
excelente para o Combate Noturno.
11)As lanternas deverão ser ensurdecidas, ou seja, taparemos o visor
de forma a apenas permitir a passagem de uma réstia de luz pela abertura.
Assim poderá ser utilizada para consulta de Cartas, Fotografias Aéreas e etc.
Com o cuidado do combatente ocultar-se debaixo de seu poncho.
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TEMPO DISTRIBUIÇÃO DO ASSUNTO MAI E
OBS
Texto >> TEN CIDIÃO- 06<<(15’)
06
3.CONCLUSÃO
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DURANTE O VIDEO 10 AS DUAS PATRULHAS
JÁ COMEÇAM A SE MOVIMENTAR, SENDO QUE
A PATRULHA “A” ( Sgt Luiz Alexandre, Sgt
Antônio, Sgt Graebin e Sgt Zoch) estará progredindo
no padrão respeitando a disciplina de luzes e ruídos e
com equipamento ajustado ) e a PATRULHA “B”
( Sgt Viccari, Sgt Eguilhor, Sgt Ricardo Marques e Sgt
Richard Machado)estará progredindo de forma
incorreta não respeitando a disciplina de luzes e ruídos.
E quando no Video for mencionado “GRUPO DE
ASSALTO EM POSIÇÃO, APAGO!” , será a frase
chave para que a PATRULHA “A” realize os disparos
de FAL. com munição de festim contra a PATRULHA
“B”, executando todos os membros
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Anexo A
ROTEIRO
1- TEN CIDIÃO-01
2- VÍDEO-01
3- VIDEO-02
4- TEN CIDIÃO-02- TEATRO SOFÁ
5- VÍDEO-03
6- TEATRO MORTALHA
7- VÍDEO-04
8- VÍDEO-05
9- VÍDEO-06
10- TEN CIDIÃO-03
11- TEN CIDIÃO-04
12- DISPARO .50- GOTA DE ORVALHO
13- VÍDEO-07
14- TEN CIDIÃO-05
15- VÍDEO-08
16- TEN CIDIÃO-06
17- VÍDEO-09
18- VÍDEO-10
19- TEATRO PATRULHA “A” e “B”
20- VÍDEO-11
POSIÇÃO E FUNÇÃO
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Momento Militar Posição Assunto Ação Obs Duração
1 CIDIÃO Microfone Abertura Leitura - 40”
2 -H. Video Projetor Objetivos Vídeo 01 - 1’19”
3 H. Video Projetor Introdução Vídeo 02 4’01”
4 Cidião Microfone Teatro do Sgt Luiz Poscionar 5’10’’
Sofá Alexandre, Sofá atrás
Sgt Vicari e do telão
Sgt Ricardo
Marques
Realizam o
teatro
5 H. Vídeo Projetor Noite Reprodução - 1’50”
do video 03
eu Sou a
Noite
6 Sgt Antônio A frente Teatro da Caçador Esperar a 23”
eSd do Telão Mortaha camuflado Palavra
Dougrlas realiza MORTAL
disparos de HA para
FAP contra sd inciar .
patrulhando
7 H.VÍDEO Projetor Generalidades Vídeo04 - 1’18”
8 H.Vídeo Projetor MEDO Vídeo 05 - 3’01”
9 H. Vídeo Projetor Acuidade Vídeo 06 - 3’15”
Auditivva
10 Cidião Leitura incidentes Incidentes Ouçamos o 15”
auditivos auditivos. Silêncio( P
alavra
chave pra
iniciar a
leitura
11 Cidão Leitura Orvalho Disparo da . Gotta do 40”
50 pelo ASP orvalho
Victor pode
influenciar
é a frase
chave para
o disparo a
100 m.
12 H.Vídeo Projetor Acuidade Video 07 2’42”
visual
13 Cidião Leitor Incidentes Incidentes - 5”22”
auditvos auditivos
14 H Vídeo Projetor Progressão Vídeo 08 - 2’36”
15 Cidião Leitor Avaliação Questionar sd - 15’
reproduzir
alguns
incidentes
15 H.Vídeo Projetor Video Noite Video 09 - 1’34”
16 H.Video Projetor Vídeo 10 Vai inciar o 29”
teatro em
seguida das
Patrulhas
17 Sgt ; A frente Teatro Pa “A” Patruha “A” “A” 8’
1
Antonio, do e” B” Mata Patrulha Deslocando
Luiz proejtor “B” no padrão e
Alexandre, “B”
Graebin, Deslocando
zoch,Vicari, de forma
Eguilhor, errada .
Richard Esperar a
Machado e frase Grupo
ricardo de assalto
Marques em posição
Apago(do
video 10)
para a
patrulha
“A” inciar
os disparos
18 H vídeo Projetor Conclusão V´dieo 11 - 32”
19 Asp Victor 100 M Apoteose Disparos Disparos de 8’
lopes e sgt de .50 e FAP munição
Henrique traçante
contra a
ravina
1
Ambulancia
Posto de Bloqueio
1
EXTRA
1
OBSERVAÇÕES:
1- Como telão para a projeção dos vídeos, foi utilizado quatro estais de
madeira (04) de 4 metros como suporte e foram costuradas 8 coxas
brancas de forma que ficasse um grande quadrado branco e depois foi
fixado no suporte de madeira com grampos e pregos, assim foi feito o
telão.
2- Como arquibancada foram utilizadas 136 vigas de M4T6, de forma que
toda a assistência pudesse estar sentada, porém seriam necessárias 150
vigas para aumentar um lance e comportar o efetivo de maneira mais
confortável.
3- É necessário capacete para os atiradores.
4- É necessário material de combate a incêndio.
5- É necessário cortar a grama para que os incidentes visuais sejam mais
visíveis.
6- É interessante que tenha um efeito pirotécnico no final como uma cruz
em chamas.
7- É interessante fazer a pergunta antes e escalar o soldado para responder,
de forma que todas fiquem atentos.
8- São necessários mais holofotes para melhorar a iluminação.
9- Seria interessantes 10 m de cordel detonante e 6 espoletas elétricas para
dar o efeito do explosivo.
10- É interessante tirar mais fotos do local da instrução para servir de modelo
para o próximo ano.