ROMANOS – A Justiça de Deus revelada no
Evangelho
A carta de Paulo aos Romanos é muito mais que simplesmente uma
carta, é um tratado teológico. E o maior compêndio de teologia do Novo
Testamento. E a epístola das epístolas, a mais importante e proeminente
carta de Paulo. Na linguagem de John Murray, é uma exposição e uma
defesa do evangelho da graça. John Stott considera Romanos uma
espécie de manifesto cristão. Já F. F. Bruce chama Romanos de “o
evangelho segundo Paulo”. Guilherme Orr diz que doutrinariamente
Romanos é o maior livro já escrito. Nenhum livro da Bíblia exerceu tanta
influência sobre a teologia protestante e nenhuma carta de Paulo revela
de forma tão clara o pensamento teológico do apóstolo aos gentios.
Calvino chega a registrar o temor de que seus elogios a essa carta, longe
de aumentarem sua grandeza, pudessem apenas diminuí-la, uma vez
que ela explica a si mesma desde o princípio e se dá a conhecer mais
claramente do que jamais poderíamos expressar com palavras.
— Hernandes Dias Lopes
“Esta epístola é a parte principal do Novo Testamento, e o mais puro
evangelho, que certamente merece a honra de um cristão não apenas
conhecê-la de memória, palavra por palavra, mas de também dedicar-se
a ela diariamente, como alimento para a sua alma. Pois ela nunca será
exaustivamente lida ou entendida. E quanto mais é ela estudada, tanto
mais agradável se torna, e melhor parece”.
— Martinho Lutero
“Se atingirmos uma verdadeira compreensão quanto a essa epístola,
teremos uma porta aberta para todos os tesouros mais profundos das
Escrituras”.
— João Calvino
“Não li mais nada e não precisava de coisa alguma. Instantaneamente,
ao terminar a sentença, uma clara luz inundou meu coração e todas as
trevas da dúvida se desvaneceram”.
— Agostinho
Visto que esta epístola é a principal e a mais excelente parte do Novo
Testamento e o mais puro evangelho, ou seja, boas novas... e também é
uma luz e um caminho para toda a Escritura, acho apropriado que todo
cristão não somente a conheça, de memória e sem o livro, mas também
se exercite nela mais continuamente, como o pão diário de sua alma. É
impossível alguém lê-la demasiadamente ou estudá-la excessivamente
bem; pois, quanto mais ela é estudada, tanto mais fácil ela é; quanto
mais é meditada, tanto mais agradável ela é; e, quanto mais
profundamente é examinada, tanto mais coisas preciosas são achadas
nela – tão grande tesouro de coisas espirituais está oculto nela.
— Willian Tyndale (Tyndale’s New Testament , 207)
“À noite [de 24 de maio de 1738] fui muito a contragosto a uma
sociedade [reunião] na rua Aldersgate, onde alguém estava lendo o
prefácio do comentário de Lutero sobre a epístola aos Romanos. Por
volta de quinze minutos para as nove [horas], enquanto ele estava
descrevendo a mudança que Deus opera no coração através da fé em
Cristo, eu senti o meu coração estranhamente aquecido. Eu senti que
confiava em Cristo, em Cristo somente, para a minha salvação; e foi-me
dada a certeza de que ele havia levado os meus pecados, os seus
próprios, e me havia salvo da lei do pecado e da morte”.
— John Wesley. Citado em Franklin Ferreira, Servos de Deus:
espiritualidade e teologia na história da Igreja.
ROMANOS
INTRODUÇÃO
Não é possível cobrir toda cara e
meditar sobre ela em alguns minutos,
precisamos de pelo menos uns 15 anos
para começar
PROPÓSITO
Apresentar a Justiça de Deus aos romanos e sintetizar a mensagem
do Evangelho, antes da chegada de Paulo a Roma.
AUTOR
Paulo.
DESTINATÁRIOS
Os cristãos em Roma e em todo o mundo.
DATA
Provavelmente foi escrita em 57d.C., em Corinto quando Paulo
preparava sua visita a Jerusalém.
TEXTO-CHAVE
Romanos 1.16-17
Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder
de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e
também do grego.
Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está
escrito: Mas o justo viverá da fé.
PESSOAS-CHAVE
Paulo e Febe, presumivelmente a portadora da carta que ele envia
a Roma (16.1-2).
LUGARES-CHAVE
Roma, Corinto, Jerusalém, Cesareia
Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1548.
Introdução: O evangelho de Deus e o anseio de Paulo por
compartilhá-lo
1. Paulo e o evangelho (1.1-6)
PAULO, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado
para o evangelho de Deus. (1.1)
2. Paulo e os romanos (1.7-13)
9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu
Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de
vós,
10 Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela
vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.
3. Paulo e a evangelização (1.14-17)
15 E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos
anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma. O assunto da
epístola: A justiça pela fé
16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o
poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do
judeu, e também do grego.
17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como
está escrito: Mas o justo viverá da fé.
I. A Ira de Deus contra a humanidade (1.18-3.20)
4. Depravada sociedade gentílica (1.18-32)
18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a
impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em
injustiça.
5. Críticos e moralistas (2.1-16)
6. Judeus presunçosos (2.17-3.8)
24 Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre
os gentios por causa de vós.
7. Toda a raça humana (3.9-20)
Paulo coloca toda a humanidade no tribunal de Deus. A Natureza
testemunha contra os gentios, a Lei de Deus testemunha contra os
judeus. Resultado:
10. Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.
11. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a
Deus.
19. [...] para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja
condenável diante de Deus
II. A graça de Deus no evangelho (3.21-8.39) – parte chave
8. A revelação da justiça de Deus (3.21-4.25)
21. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o
testemunho da lei e dos profetas;
22. Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e
sobre todos os que crêem; porque não há diferença.
23. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
24. Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção
que há em Cristo Jesus.
25. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue,
para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes
cometidos, sob a paciência de Deus;
26. Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para
que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.
27. Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras?
Não; mas pela lei da fé.
28. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as
obras da lei.
A prova da justificação: Abraão, o pai da Fé
2. Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se
gloriar, mas não diante de Deus.
11. E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando
estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem,
estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a
justiça lhes seja imputada;
9. O povo de Deus unido em Cristo; a Maravilhosa Graça
(5.1-6.23)
Romanos 5
1. TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por
nosso Senhor Jesus Cristo;
2. Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual
estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
3. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações;
sabendo que a tribulação produz a paciência,
4. E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
5. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está
derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi
dado.
6. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo
pelos ímpios.
7. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser
que pelo bom alguém ouse morrer.
8. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu
por nós, sendo nós ainda pecadores.
9. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue,
seremos por ele salvos da ira.
10. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus
pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados,
seremos salvos pela sua vida.
Adão X Cristo
20. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o
pecado abundou, superabundou a graça;
A maravilhosa graça nos libertou do pecado; não somos mais
escravos
1. QUE diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a
graça abunde?
2. De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado,
como viveremos ainda nele?
10. A lei de Deus e o Pecado – Espírito Ausente (7.1-25)
A metáfora do casamento; as constantes derrotas do pecador
contra a Lei. Quem nos livrará?
25. Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor.
11. O Espírito de Deus nos filhos de Deus (8.1-39)
III. O plano de Deus para judeus e gentios (9-11)
12. O fracasso de Israel: o propósito da eleição de Deus
(9.1-33)
Digo a verdade em Cristo, não minto; minha consciência o confirma
no Espírito Santo: tenho grande tristeza e constante angústia em
meu coração. Pois eu até desejaria ser amaldiçoado e separado de
Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça, o povo de
Israel. Deles é a adoção de filhos; deles é a glória divina, as
alianças, a concessão da lei, a adoração no templo e as promessas.
Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem
humana de Cristo, que é Deus acima de tudo, bendito para sempre!
Amém. Romanos 9:1-5
13. A culpa de Israel: a soberania de Deus e a nossa
responsabilidade (10.1-21)
9. A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em
teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás
salvo.
10. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se
faz confissão para a salvação.
11. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será
confundido.
12. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um
mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.
14. O futuro de Israel: o desígnio eterno de Deus (11.1-32)
32. Porque Deus encerrou a todos
debaixo da desobediência, para com
todos usar de misericórdia.
15. Doxologia (11.33-36)
33. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da
ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão
inescrutáveis os seus caminhos!
34. Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi
seu conselheiro?
35. Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja
recompensado?
IV. Parte Prática: Relacionamentos segundo a vontade de
Deus (12.1-15.13)
16. Nossa relação com Deus: corpos consagrados e mentes
renovadas (12.1-2)
17. Dons e serviço (12.3-8)
18. Comunhão dos Santos (12.3-8)
19. Nossa relação com os nossos inimigos: não vingança, mas
serviço (12.17-21)
20. Nossa relação com o Estado: obediência e desobediência civil
(13.1-7)
21. Nossa relação com o tempo: vivendo entre o “já” e o “ainda
não” (13.11-14)
22. Relacionando-nos com os fracos: aceitar sem desprezar, julgar
ou ofender (14.1-15.13)
Conclusão: A providência de Deus no ministério de Paulo
(15.14-16.27)
23. Um apóstolo a serviço de Deus (15.14-22)
24. Nossos projetos (15.23-33)
Mas agora, não havendo nestas regiões nenhum lugar em que
precise trabalhar, e visto que há muitos anos anseio vê-los, planejo
fazê-lo quando for à Espanha. Espero visitá-los de passagem e dar-
lhes a oportunidade de me ajudar em minha viagem para lá, depois
de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês. Agora, porém,
estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Pois a
Macedônia e a Acaia tiveram a alegria de contribuir para os pobres
dentre os santos de Jerusalém. Eles tiveram prazer nisso, e de fato
são devedores a eles. Pois se os gentios participaram das bênçãos
espirituais dos judeus, devem também servir aos judeus com seus
bens materiais. Assim, depois de completar essa tarefa e de ter a
certeza de que eles receberam esse fruto, irei à Espanha e visitarei
vocês de passagem. Sei que, quando for visitá-los, irei na plenitude
da bênção de Cristo. Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor
Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha
luta, orando a Deus em meu favor. Orem para que eu esteja livre
dos descrentes da Judéia e que o meu serviço em Jerusalém seja
aceitável aos santos, de forma que, pela vontade de Deus, eu os
visite com alegria e juntamente com vocês desfrute de um período
de refrigério. O Deus da paz seja com todos vocês. Amém.
25. Recomendações e saudações (16.1-16)
26. Advertências, mensagens e doxologia (16.17-27)
A Igreja de Roma não foi fundada por nenhum apóstolo. É provável
que tenha sido fundada por irmãos que se converteram no dia de
Pentecostes.