Ravenews nº 14 - Ano 07 - Dezembro de 2005 - O sucesso de sua oficina começa aqui!
Amortecedor justo Sistema VW E-GAS - Injeções Magneti
na manga de eixo Marelli IAW - 4LV e 4SV - pág. 2
Em alguns modelos de suspensão dianteira tipo
McPherson, a montagem do amortecedor na manga Substituição da correia de distribuição dos
de eixo, é feita por encaixe. motores Fiat Fire 1.0 16V e 1.3 16V - pág. 3
Ou seja, a manga de
eixo funciona como uma
abraçadeira que exerce
Coxim tensor dos motores do Brava
uma pressão muito grande
e do Marea
em torno do tubo do Raven
amortecedor. Durante a 103002
Nos veículos Fiat Brava 1.8 16V e Marea (todas as
desmontagem, é comum vermos
motorizações), é freqüente a substituição do coxim
batidas fortes sendo aplicadas
tensor do motor. Até agora, para substituí-lo, era
sobre a manga para separá-la do
necessário fazer todo o procedimento de troca de
amortecedor.
correia, que requer a desmontagem da parte frontal do
motor, para então ter acesso ao suporte. Em seguida,
Não desperdice sua energia e não
remover o suporte e levá-lo à prensa para a troca do
danifique o componente do veículo de
coxim, propriamente.
seu cliente. Utilizando a ferramenta 103002 e com
um simples giro, você separa o amortecedor da
Utilizando o extrator /
manga, em segundos.
instalador Raven 141008,
Indicada para veículos Ford Escort 97/..., Raven
é possível substituir o coxim,
Fiesta 02/..., VW Bora, Fox, Golf, Polo, e Audi A3. 141008
rapidamente, sem a
Raven 103002 desmontagem
desnecessária de
outros componentes,
nem mesmo da correia dentada.
Dica Raven: para os motores 1.8 16V,
o coxim é fornecido avulso, ao contrário dos
motores 2.0 20V ou 2.4 20V, onde este é fornecido
junto ao suporte de alumínio. Na substituição, adquira
sempre o coxim avulso para qualquer modelo, pois
são compatíveis entre si.
[Link]
Nova Central telefônica:
(11) 6915-5000
[Link]
Sistema VW E-GAS - Injeções Magneti Marelli IAW - 4LV e 4SV
Dicas e solução para problema de
solavancos ao dirigir o veículo:
A matéria técnica desta edição apresenta o sistema
eletrônico de aceleração VW E-GAS e dá dicas sobre os
componentes que devem ser verificados quando ocor-
rerem solavancos, nas trocas de marcha, com o veículo
em movimento. A injeção Magneti Marelli IAW-4LV e
4SV equipa os modelos VW Gol 1000 8V (4SV) e 16V
(4LV). O sistema de gerenciamento eletrônico da acele-
ração, chamado E-GAS, tem como finalidade otimizar a
resposta de torque e aceleração, em função da exigência
do motorista e das condições instantâneas de funciona-
mento, identificadas através do posicionamento do pedal
do acelerador e da borboleta de aceleração, confrontados
com os valores da massa de ar admitido.
Estes valores de massa de ar são calculados a partir dos
sinais do sensor de posição do pedal de acelerador, do borboleta. Na remontagem do corpo deve-se, portanto,
sensor integrado de pressão absoluta MAP, do sensor adotar o procedimento de ajuste básico através do
de temperatura do ar ACT e do sensor de temperatura Scanner II, restabelecendo a referência correta para o
da água CTS. O sistema conta ainda com um atuador e módulo. Este procedimento foi adotado, porém os sola-
um potenciômetro de 2 pistas ligados ao eixo da borbo- vancos continuaram.
leta de aceleração, um potenciômetro de 2 pistas no
pedal do acelerador, um sensor no pedal de freio e um Ainda com relação ao corpo de borboleta, o reparador
sensor no pedal de embreagem. Apesar de ser um sis- realizou testes com o multímetro e com o Scanner II
tema bem conhecido no dia-a-dia, surgem vez por outra para verificação das resistências e da resposta do
defeitos que ainda intrigam os reparadores. potenciômetro de duas pistas. Aqui também obser-
vou perfeitas condições de funcionamento. Ao ligar o
Tomaremos o exemplo de um Gol que apresentava contato, notou que a borboleta se abria parcialmente,
solavancos ao ser dirigido. Para o defeito em questão, indicando-lhe que o atuador estava recebendo ali-
nem sempre a lâmpada EPC do painel de instrumentos mentação e respondendo mecanicamente.
se acendia. Conforme nos relatou o reparador, foram
feitos os testes de rotina com o Scanner II e verificados O reparador testou ainda os sinais do potenciômetro
os sistemas de ignição e alimentação. Não foi detectada de 2 pistas do pedal do acelerador, cujos valores infor-
nenhuma anomalia. O reparador providenciou então a mam sua posição ao módulo. Estas informações são
limpeza do corpo de borboleta e das válvulas injetoras. cruzadas com as informações de carga e rotação.
Ao desconectar e remover o corpo para limpeza, A partir daí, o módulo determina a exata abertura da bor-
o módulo perde a referência do ângulo de posição da boleta, fornecendo ao motor a aceleração necessária
para aquele instante. Este potenciômetro também não
apresentou nenhum defeito. Testou na seqüência, o sen-
sor do pedal do freio. O sinal deste sensor é utilizado pelo
módulo para identificar a solicitação de frenagem e
fechar rapidamente a borboleta, como estratégia de "cut-
off". Também não foi detectada falha alguma.
O próximo passo foi a verificação do circuito elétrico
que envolvia o sistema eletrônico de aceleração
E-GAS. Numa primeira análise, o reparador notou que
as lâmpadas de indicação de freio faziam parte do
circuito e imaginou que se alguma delas estivesse
queimada, isto poderia interferir no sinal enviado ao
módulo e causar os solavancos.
As lâmpadas de freio realmente fazem parte do
circuito, entretanto, se alguma estiver queimada, esta
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não interferirá no funcionamento do plamento do disco seja brusco e vou que o sensor ficava quase total-
veículo. Haverá apenas a indicação cause solavancos. No sistema E-GAS mente estendido com pedal da
da anomalia através da luz EPC no o módulo identifica o acionamento embreagem na posição de repouso.
painel. Por eliminação restava ainda da embreagem a partir do sinal
testar o sensor do pedal de embre- recebido do sensor do pedal e envia Como os solavancos ocorriam
agem. Num sistema convencional, comando para que a borboleta se durante as trocas de marcha, chegou-se
ao pisarmos na embreagem, o disco feche, baixando a rotação. à conclusão que as vibrações, ou o
é desacoplado e o motor fica Esse sensor recebe um sinal positivo simples fato de encostar o pé no
momentaneamente sem carga. pós-chave e o retorna ao módulo pedal, fechavam o contato deixando
através do pino 39, fechando contato intermitente o sinal do pedal da
A resposta natural do motor sem quando a mola em seu interior o faz embreagem. Nessa situação, o módu-
carga é a elevação da rotação, porém estender-se. O reparador testou o lo recebia a informações desorde-
já estamos condicionados a aliviar o contato do sensor e seu sinal para o nadas para fechar a borboleta.
acelerador ao trocarmos de marcha. módulo, onde também constatou O curso do sensor foi regulado para
Esta simples ação evita que, ao colo- perfeito funcionamento. Durante os diminuir a sensibilidade em seu con-
carmos a marcha desejada, o reaco- testes, entretanto, o reparador obser- tato e o problema, enfim, foi sanado.
Substituição da correia de distribuição dos motores Fiat Fire 1.0 16V e 1.3 16V
Desmontagem estar alinhados às faces superiores
As fotos mostram o procedimento dos tubos instalados nos orifícios
em um motor 1.3 das velas do 1o e 2o cilindros (fig.1). 141383
1• Remova as correias poli-V (no caso 2• Girando o motor no sentido horário,
de reutilização, marque o sentido de faça com que o chanfro na polia da
giro), as proteções plásticas de correia árvore de manivelas fique frente a
dentada e as 4 velas, estas para faci- frente com o sensor de rotações e
litar o giro manual do motor e posteri- PMS (fig.2). É importante notar,
ormente a introdução das ferramentas durante a aproximação do chanfro da
polia, que o pino central da ferramenta 121011
141380. A fasagem deste motor,
diferentemente da maioria de outros 141380 correspondente ao 2o cilindro,
modelos, não se dá no PMS do deverá estar subindo e o correspon- 141381
1o cilindro e sim com os pistões a dente ao 1o cilindro, descendo, no
meio curso, alinhados. Esta posição momento que antecede o alinhamento
será determinada com a utilização dos 2 pinos. Quando ocorrer o alinha-
das ferramentas 141380. mento dos pinos e a coincidência do
Note que as ferramentas são com- chanfro da polia, os pistões estarão
postas por 2 tubos e 2 por pinos que alinhados a meio curso, o que determi-
flutuam internamente a eles. na a posição para a troca da correia.
Cada pino tem dois sulcos, o que
possibilita a sua utilização tanto em Atenção: se for observada a situa-
motores 1.0, quanto em motores ção inversa, isto é, com o pino do 1o 141380
1.3. Para fasagem dos pistões dos cilindro subindo e do 2o descendo,
motores 1.0, deve-se tornar por não haverá coincidência do sensor
base os sulcos mais estreitos e no de rotações e PMS, ou seja,
caso dos motores 1.3, deve-se tornar o chanfro estará defasado em 180o 141384
por base os sulcos mais largos. e os comandos fora de posiçã[Link]
Nos dois casos, os sulcos devem o motor mais 180o.
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Continuação - Substituição da correia de distribuição dos motores Fiat Fire 1.0 16V e 1.3 16V
3• Retire a travessa de reforço 6• Ajuste a tensão da correia dentada.
inferior localizada entre o motor e o Utilizando novamente a ferramenta
câmbio (no sentido longitudinal), em 141384, segure o tensor. Solte sua
seguida a tampa de proteção e trave porca de fixação e lentamente faça
o volante do motor utilizando a com que a marca fixa da borda do ten-
ferramenta 141383. sor fique frente a frente com o rasgo
existente na parte central móvel desta
4• Retire a polia da árvore de mesma peça (fig.5). Fixe definitiva-
manivelas. mente o tensor. Remonte os demais Figura 01
componentes.
Montagem
NOTA: Durante a colocação das
1• Remova os bujões laterais do ferramentas 141381, o acesso para
cabeçote e instale as ferramentas encaixe é muito mais fácil no comando
141381 (fig.3). Caso não seja possível de escapamento. É errado pensar que,
encaixá-las facilmente, solte o tensor se esta ferramenta teve encaixe ade-
da correia dentada e remova a correia. quado, consequentemente o comando
Movimente ligeiramente a polia do de admissão estará também na
comando de válvulas para os dois posição. O comando de escapamento
lados, utilizando a ferramenta 121011. tem transmissão primária através da Figura 02
Nesta etapa é importante observar o correia dentada. O comando de admis-
encaixe das duas ferramentas, uma em são tem transmissão secundária
cada comando (vide nota abaixo). através de duas engrenagens mon-
tadas na parte traseira do cabeçote e
2• Trave a polia dentada do comando protegidas por uma tampa de alumínio.
de válvulas com a ferramenta 121011 Tais engrenagens não possuem
e solte o parafuso central somente o chaveta e são fixadas somente pelo
suficiente para que a polia se movi- atrito provocado pelo torque de seus
mente dentro da folga existente parafusos (engrenagens loucas).
entre ela e a chaveta do eixo de Levando-se em conta que pode ter
comando. Elimine essa folga girando havido anteriormente uma desmon-
Figura 03
a polia no sentido horário. tagem total do cabeçote, os coman-
dos podem estar defasados. O ideal
Atenção: nunca solte esta polia utilizan- é que durante a troca da correia,
do as ferramentas 141381 para travá- seja verificado o encaixe das duas
la, podendo desse modo danificar tanto ferramentas, principalmente se o
o comando, quanto as ferramentas. veículo em questão apresentava
marcha lenta irregular e perda de
3• Instale a nova correia partindo rendimento sem motivo aparente.
da polia do virabrequim no sentido
anti-horário. Ou então após terem sido verificadas
as prováveis causas, sem sucesso.
Figura 04
4• Tensione a correia ao máximo uti- Caso seja necessário um reposiciona-
lizando a ferramenta 141384 (fig.4), mento dos eixos, encaixe primeira-
fixando-o nesta posição, em seguida mente a ferramenta de fixação do
aperte a polia do comando de válvulas, comando de admissão. Abra a tampa
novamente utilizando a ferramenta traseira do cabeçote, solte o parafuso
121011 para travá-la. da engrenagem do comando de
escapamento e com a ferramenta
5• Retire todas as ferramentas de 121011 aplicada à polia, gire-o ligeira-
fasagem e a trava do volante. Dê mente até que ocorra o encaixe total.
manualmente dois giros completos Aperte novamente o parafuso da
no sentido horário. engrenagem e recoloque a tampa.
Figura 05
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