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Entendendo a Bulimia Nervosa: Sintomas e Tratamento

A bulimia nervosa é um distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão excessiva de alimentos seguida de comportamentos compensatórios, como o vômito ou exercício excessivo. Afeta principalmente mulheres jovens e está associada a problemas de imagem corporal, com sintomas que incluem preocupação com peso e episódios de ingestão descontrolada. O tratamento envolve medicamentos, psicoterapia e apoio familiar, visando a recuperação e a prevenção de recaídas.

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Entendendo a Bulimia Nervosa: Sintomas e Tratamento

A bulimia nervosa é um distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão excessiva de alimentos seguida de comportamentos compensatórios, como o vômito ou exercício excessivo. Afeta principalmente mulheres jovens e está associada a problemas de imagem corporal, com sintomas que incluem preocupação com peso e episódios de ingestão descontrolada. O tratamento envolve medicamentos, psicoterapia e apoio familiar, visando a recuperação e a prevenção de recaídas.

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que é?

A bulimia nervosa é um distúrbio alimentar potencialmente grave que


se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de comida,
seguidas da indução do vómito. Noutros casos, procura-se compensar
a ingestão excessiva de calorias com níveis demasiado intensivos de
exercício ou recorrendo a diuréticos e laxantes. A apetência para
expelir os alimentos pode tornar-se de tal modo intensa que é
induzida mesmo após uma refeição ligeira.
Após os episódios de ingestão compulsiva, os pacientes tendem a
sentir-se culpados e ansiosos por não terem sido capazes de controlar
a sua impulsividade.
A sensação de fome como é sentida de forma aversiva leva a que
estes comportamentos compulsivos sejam vividos com extrema
vergonha o que poderá gerar a sua ocultação.
A bulimia nervosa pode ser do tipo purgativo, quando o paciente
induz regularmente o vómito ou usa laxantes, diuréticos ou enemas,
ou do tipo não purgativo, quando o paciente utiliza outros
comportamentos compensatórios tal como jejum ou exercício físico
excessivo.
Estas pessoas são extremamente rígidas com a sua imagem corporal
e com a gestão do seu peso. É bastante comum que estas tenham
pensamentos recorrentes sobre comida e que possuam um ideal de
magreza extremamente rígido.
Estima-se que a bulimia nervosa afete, anualmente, cerca de 13 em
cada 100 mil pessoas. A sua incidência em mulheres dos 15 aos 24
anos – o grupo de maior risco – tem aumentado ao longo dos últimos
50 anos. Alguns estudos sugerem que nas populações em perigo
(habitualmente estudantes do género feminino) a frequência seja de
cerca de 10%. Se considerarmos as adolescentes ou mulheres jovens
no universo geral, esse valor é menor e ronda 1% a 3%. A bulimia, à
semelhança da anorexia nervosa, está relacionada com a perceção da
imagem corporal.

Sintomas
A bulimia manifesta-se através de uma preocupação excessiva com o
corpo e com o peso, um medo constante de o ganhar, sensação de
incapacidade de controlar o comportamento alimentar, ingestão de
comida até ocorrer desconforto ou dor, indução do vómito após
comer ou prática de exercício em excesso, uso inadequado de
laxantes, diuréticos e clisteres ou utilização de suplementos dietéticos
para perder peso.
Quando a bulimia não é devidamente controlada podem surgir
complicações, como a desidratação, insuficiência renal, problemas
cardíacos, irregularidades menstruais, deterioração dos dentes e
gengivas, problemas digestivos, ansiedade, depressão e abuso de
álcool e/ ou drogas.

Causas
Desconhece-se a sua causa exata. Provavelmente, para esta condição
contribuem múltiplos fatores biológicos, emocionais e sociais.
Os principais sinais de risco são:

 Género: feminino
 Idade: adolescência e adultos jovens
 Hereditariedade: maior risco quando existem familiares em
primeiro grau com perturbações alimentares
 Aspetos psicológicos e emocionais: autoestima reduzida,
perfecionismo, comportamento impulsivo, depressão,
ansiedade ou presença de um distúrbio obsessivo-compulsivo
 Pressão Social: exercida pelas pessoas próximas e pela
comunicação social, sobretudo nas mulheres jovens. As pessoas
com profissões em contacto com o público apresentam maior
risco de desenvolver perturbações como a bulimia
 Pressão resultante da prática desportiva: os treinadores e
familiares, podem, sem o querer, contribuir para esse quadro ao
encorajarem o atleta a perder peso e a restringir a sua
alimentação em prol de um melhor desempenho desportivo

Prevenção
A prevenção passa pela manutenção de hábitos de vida
saudáveis e pela identificação precoce de qualquer sinal desta
condição. Nos mais jovens, a avaliação pediátrica regular
permite uma identificação precoce de distúrbios alimentares. A
criação de uma perceção adequada da imagem corporal por
parte das crianças, através dos pais, representa também um
papel muito importante na prevenção da bulimia.

Diagnóstico
Um diagnóstico precoce é importante mas nem sempre possível.
Muitos dos pacientes apresentam um peso normal, o que dificulta a
identificação do problema. De um modo geral, para identificar a
bulimia é necessário um exame médico, realização de análises ao
sangue e urina, uma avaliação psicológica e outros testes que
permitam excluir patologias de aparência semelhante.
Considera-se estar perante um quadro de bulimia quando existem,
pelo menos duas vezes por semana durante um mínimo de três
meses, os seguintes elementos:
 episódios repetidos de ingestão de alimentos em grande
quantidade com a sensação de incapacidade para controlar
esse impulso
 eliminação das calorias em excesso pelo vómito
 demasiado exercício físico
 jejum ou uso de diuréticos ou laxantes
 influência excessiva do peso e da forma do corpo na autoestima
 exclusão do diagnóstico de anorexia

Tratamento
De um modo geral, o tratamento requer uma combinação de
medicamentos e de psicoterapia. Além destes elementos clínicos, o
apoio familiar é um aspeto fundamental para ultrapassar esta
perturbação. Os medicamentos mais utilizados são os
antidepressivos, em particular a fluoxetina.
Um adequado acompanhamento nutricional é importante para que se
adquiram boas práticas alimentares, para que se alcance um peso
saudável e para que se corrijam os desequilíbrios resultantes da
bulimia. De forma rara, pode ser necessária hospitalização. Embora
em muitos casos os sintomas melhorem, por vezes, a recuperação
não é completa podendo ocorrer períodos de ingestão excessiva de
alimentos e eliminação subsequente, desencadeados por
acontecimentos do dia a dia ou pelo stress. Nesses pacientes, pode
ser recomendável um acompanhamento médico ou psicológico
periódico.
Através de uma intervenção psicológica na bulimia nervosa, procurar-
se-á que o paciente seja capaz de desenvolver um plano alimentar
regular e flexível que inclua alimentos até então evitados. Com o
decorrer da intervenção pretende-se que o paciente consiga lidar com
situações de risco para a ingestão alimentar compulsiva e vómito.
Para que o paciente aprenda a reduzir a preocupação com o corpo e
peso, procurar-se-á modificar os pensamentos, atitudes e emoções
desadaptativas relacionadas com o comportamento alimentar. Após a
melhoria do doente, a intervenção terá como objetivo central a
prevenção de possíveis fatores que poderão gerar uma recaída.

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