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Insetos: Insectum

Os insetos são animais invertebrados pertencentes à superclasse Hexapoda e classe Insecta, caracterizados por um exoesqueleto, corpo dividido em três partes e um par de antenas. Eles representam mais de 70% das espécies conhecidas na Terra, com uma diversidade estimada entre 5 a 30 milhões de espécies. A morfologia dos insetos inclui adaptações específicas em suas estruturas, como cabeça, tórax e abdome, além de um sistema digestivo especializado.

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Insetos: Insectum

Os insetos são animais invertebrados pertencentes à superclasse Hexapoda e classe Insecta, caracterizados por um exoesqueleto, corpo dividido em três partes e um par de antenas. Eles representam mais de 70% das espécies conhecidas na Terra, com uma diversidade estimada entre 5 a 30 milhões de espécies. A morfologia dos insetos inclui adaptações específicas em suas estruturas, como cabeça, tórax e abdome, além de um sistema digestivo especializado.

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Os insetos (AO 1945: insectos)

[1]
são animais invertebrados com exoesqueleto quitinoso, corpo dividido em
três tagmas (cabeça, tórax e abdómen), três pares de patas articuladas, olhos
compostos e duas antenas. Seu nome vem do latim insectum. O
status taxonômico pode variar dentre diferentes bibliografias, mas mais
frequentemente consideram-se insetos pertencentes à superclasse Hexapoda e
classe Insecta do filo Arthropoda.[2] Conforme aqui apresentado, a classe Insecta
fica taxonomicamente sinônima de Ectognatha. A ciência que se dedica a estudar os
insetos é conhecida como entomologia.[3]

Os insetos são o grupo de animais mais diversificado existente na Terra. Como o maior
e mais largamente distribuído grupo de animais artrópodes do planeta, os insetos
representam mais que 70% de todas as espécies de seres vivos descritos. Embora não
haja um consenso entre os entomologistas, estima-se que existam de 5 a 30 milhões de
espécies viventes de insetos.[4][5] das quais cerca de 1 milhão destas espécies já foram
catalogadas.[6][7] Os insectos podem ser encontrados em quase todos
os ecossistemas do planeta, mas somente um pequeno número de espécies
adaptaram-se à vida nos oceanos. Existem cerca de 30 ordens formais de insetos,
dependendo do sistema de classificação adotado[2][4] Focando naquelas ordens mais
comuns e diversas, no momento existem registros de aproximadamente 6 mil espécies
de Odonata (libélulas), 24 mil de Orthoptera (gafanhotos, tettigoniidaes e grilos), 158
mil de Lepidópteros (borboletas e mariposas), 156 mil
de Dípteros (moscas e mosquitos), 104 mil
de Hemipteros (percevejos, cigarras e afídeos), 387 mil de coleópteros (besouros) e
117 mil de Hymenópteros (abelhas, vespas e formigas).[7]

Outros grupos menores com anatomia semelhante, como os colêmbolos, protura,


e diplura, são agrupados com os insectos no grupo Hexapoda.[8] Os verdadeiros
insectos distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, por
terem as peças bucais externas, por apresentarem onze segmentos abdominais, e,
principalmente, pela presença do órgão de Johnston. Diferindo da nomenclatura
acadêmica, diversos outros artrópodes terrestres, tais como as centopéias, piolhos-de-
cobra, tatuzinhos, escorpiões e aranhas, podem, erradamente, ser chamados de
insetos pelo público leigo.[9]

Morfologia externa

Animais relativamente pequenos, onde os menores insetos adultos medem cerca de


0,14 mm (Hymenoptera: Myrmaridae) e os mais longos medem cerca de 62 cm
(Mantophasmatodea: Phasmatidae). O corpo dos insetos é dividido em três regiões
principais (denominadas tagmas): cabeça, tórax e abdome, recobertas por um
exoesqueleto. Possuem um par de antenas e três pares de pernas, e a maioria dos
insetos possui asas.
Exoesqueleto

Exoesqueleto de uma ninfa de cigarra.

O exoesqueleto é uma carapaça que recobre quase todo o corpo dos insetos,
semelhante ao que se observa nos demais artrópodes. Esta estrutura fornece
sustentação e proteção mecânica e química ao corpo dos insetos. Forma-se por meio
de uma cutícula secretada por uma monocamada interna de células epiteliais,
resultando em uma sucessão de camadas distintas.[10] Desta forma, as principais
camadas de dentro para fora são: a membrana basal, a epiderme e a cutícula. A
cutícula é formada por secreções acelulares geralmente contendo as seguintes
substâncias principais: quitina, artropodina, esclerotina, melanina e ceras. Subdivide-se
em procutícula (esta englobando endocutícula e exocutícula) e a epicutícula (esta
englobando a epicutícula inferior, superior, e a camada superficial). Esta camada
superior chamada de epicutícula é a mais fina e a principal responsável pela proteção
contra a perda superficial de água,[10] e também a camada mais frágil por ser menos
flexível. A principal camada fornecendo suporte mecânico ao exoesqueleto é a mais
grossa procutícula, sendo composta principalmente de quitina ligada a proteínas
estruturais. O componente mais resistente resulta da esclerotização química da
camada quitinosa na subcamada exocutícula, chamado de esclerotina, que apoia os
músculos esqueléticos através de prolongamentos internos formando
um endoesqueleto de sustentação.

Cabeça

Cabeça de uma formiga

A cabeça é o tagma anterior do corpo dos Hexapoda, em forma de cápsula, que


contém os olhos, antenas e as peças bucais. Evolutivamente é resultante da fusão de
seis segmentos, onde os respectivos apêndices permitiram a especialização das peças
bucais e sensoriais. Ordenados de anterior ao posterior, estes segmentos se
apresentam como (i) labral; (ii) antenal; (iii) pós-antenal (fundido com o segmento
antenal); (iv) mandibular; (v) maxilar; (vi) labial.[10] (Alguns autores consideram como
sete o total de segmentos, por contarem um primeiro segmental "conceitual", pela
hipótese de metameria baseada nos anelídeos, denominado de acron.) Desta forma, as
estruturas da cabeça variam consideravelmente entre os diferentes insetos, permitindo
uma grande capacidade adaptativa a diversos modos de vida. A natureza segmentar da
cabeça dos insetos se faz evidente por suturas visíveis e respectivos segmentos
(escleritos), que variam em morfologia entre os diferentes grupos. Dentre as suturas
mais marcantes, destacam-se as linhas de ecdise, como a sutura epicraniana em forma
de um "Y" invertido na fronte e que se estende até atrás da cabeça. A parte dorsal da
sutura epicraniana é chamada de sutura coronal (a base do Y) e as bifurcações são
as suturas frontais (os braços do Y).

A cabeça dos insetos também pode ser considerada como subdividida entre uma
porção pré-oral (procephalon) e uma porção pós-oral (gnathocephalon).[11] A porção
pré-oral apresentando os olhos compostos, ocelos, antenas e áreas faciais, incluindo o
clípeo e, provavelmente o labro. A porção pós-oral apresentando as mandíbulas, as
maxilas e os lábios. Internamente, o exoesqueleto da cápsula cefálica dos insetos se
invagina para formar os braços do tentório que servem como pontos de ligação
muscular, principalmente das articulações basais das mandíbulas.

Olhos compostos de uma mosca.

Olhos

A maioria dos insetos têm um par de olhos compostos relativamente grandes,


localizados dorso-lateralmente na cabeça. Chama-se de olho composto pois é formado
de subunidade funcionais: cada olho composto está dividido em um certo número de
áreas externamente circulares ou hexagonais chamadas de omatídeos. Cada omatídeo
é única unidade visual com uma "lente". Além dos olhos compostos, a maioria dos
insetos possui olhos simples ou ocelos, geralmente três, localizados na região superior
(vértex) da cabeça entre os olhos compostos. Existem insetos sem olhos (geralmente
subterrâneos, exemplos de formigas e cupins), assim como existem insetos com olhos
compostos contendo milhares de omatídeos (>30 mil em algumas libélulas).

Característica destes animais, as antenas têm fundamental papel sensorial,


desempenhando várias funções, diretamente ligadas a inúmeras sensilas (pelos
sensoriais) que nestas se apresentam. Por exemplo, abundantes sensilas tácteis nos
antenômeros garantem um papel como órgão táctil, uma quantidade
de quimioreceptores (poros microscópicos) garantem função olfativa, e até receptores
de umidade e temperatura. Alguns grupos de insetos apresentam funções mais
especializadas para antenas, incluindo audição[12][13] pelo órgão de Johnston, e auxílio
para o cortejo sexual e fixação durante a cópula. Por serem fundamentais para a
biologia dos insetos, há uma infinidade de variações morfológicas e funcionais dentre
as antenas dos diferentes grupos.

Peças bucais

Peças bucais de algumas ordens: A - ortópteros, B


- Himenópteros, C - lepidópteros e D - dípteros

As peças bucais dos insetos são derivadas dos apêndices móveis que se articulam em
cada um dos segmentos fusionados formando a cabeça. Desta forma se apresentam
conforme descrito acima da seguinte conformação, do anterior ao posterior: (i) labral;
(ii) antenal; (iii) pós-antenal (fundido com o segmento antenal); (iv) mandibular; (v)
maxilar; (vi) labial.[10] Tem por funções principais a manipulação e inspeção sensorial de
objetos e alimentos. Segundo a metameria da cabeça apresentada, aqueles apêndices
especializados em peças bucais são:

 Labro (lr): é um esclerito único de formato variável e com movimentos


reduzidos no eixo vertical; forma o "céu" da boca dos insetos, se articulando
sobre o clípeo. Chama-se a porção ventral interna de epifaringe, que costuma
apresentar uma série de sensilas inferindo uma função gustativa.

 Mandíbulas (md): são duas peças de construção relativamente simples


dispostas lateralmente abaixo do labro, articuladas, resistentes e esclerotisadas.
Sua função é mastigar, triturar ou dilacerar os alimentos. Em alguns insetos
adultos podem faltar sendo totalmente ausentes ou vestigiais na maioria
dos lepidópteros e efemerópteros.

 Maxila (mx): em número par, situam-se atrás das mandíbulas. Articuladas na


parte lateral inferior da cabeça, são peças auxiliares durante a alimentação.
Possuem um palpo maxilar cada uma.

 Lábio (lb): é uma estrutura ímpar resultado da fusão de dois apêndices, situada
abaixo das maxilas e que representa a parte inferior da boca; apresenta dois
pequenos palpos labiales.
Tórax

Tórax de um himenóptero.

O tórax é a segunda região, ou tagma, do corpo dos insetos, especializado em funções


locomotoras. Desta forma, porta as patas e asas de insetos que as possuem, apresenta
um exoesqueleto mais complexo, e associa a maioria dos músculos do corpo. O tórax é
formado por três segmentos, denominados protórax, mesotórax e metatórax, mas que
podem receber nomes especiais de acordo com particularidades de diferentes grupos.

Na maioria dos insetos com asas, o protórax é mais móvel e porta um par de patas,
enquanto que os dois segmentos seguintes (meso- e metatórax) costumam estar mais
rigidamente associados em um "pterotórax", assim denominado por portarem cada um
par de asas além de um par de pernas. Também no pterotórax normalmente existem
aberturas laterais para trocas gasosas, denominadas de espiráculos, havendo um par
por segmento. Os espiráculos em insetos são as aberturas externas do sistema
traqueal. Cada segmento do pterotórax dos insetos alados costuma apresentar suturas
demarcando subdivisões estruturais, que permitem especializações e suportam
inserções esqueléticas usadas na locomoção.

Pernas

As pernas dos insetos sempre se encontram localizadas no tórax. Cada perna é


formada por cinco segmentos: coxa, trocânter, fêmur, tíbia e tarso, onde os tarsos se
subseccionam em artículos chamados de tarsômeros. Os diferentes segmentos das
pernas dos insetos podem apresentar especializações e estruturas diretamente ligadas
aos seus modos de vida. As estruturas associadas mais comuns são pelos e espinhos
(rijos ou móveis) associados à tíbia e/ou fêmur, esporões, e estruturas de fixação nos
tarsos, como os pulvilios, a garra tarsal e o arólio.

Asas
Asas de um coleóptero.

Quase todos os insetos possuem asas. Nas espécies viventes, estas asas partem do
segundo e terceiro subsegmentos do thorax (conhecidos em conjunto como
"pterotórax"), onde a maioria dos grupos de insetos tem dois pares de asas, enquanto
que alguns grupos, como os dípteros, tem apenas dois. As asas dos insetos são
prolongamentos móveis externos do exoesqueleto localizados dorso-lateralmente
nestes segmentos, entre os notos e as pleuras.

As asas dos insetos apresentam grande variação em tamanho, formato, textura,


nervação e nas formas com que são movimentadas e mantidas em repouso. Na maioria
dos insetos as asas são membranosas e podem conter pequenos pelos ou escamas; em
alguns insetos as asas anteriores são mais grossas, de textura coriácea ou dura.
Exemplos de asas anteriores endurecidas são conhecidos como os élitros, típicos dos
besouros (coleópteros). As asas anteriores dos percevejos são mais grossas na base,
sendo assim chamadas de Hemiélitros. Os insetos ortópteros e as baratas possuem as
asas anteriores mais estreitas que as posteriores, e com a consistência de
um pergaminho, sendo assim chamadas de tégminas. Tais exemplos de asas anteriores
modificadas, como os élitros, hemiélitros e tégminas, servem de proteção para o
segundo par de asas, membranosas, usadas para voar. Normalmente estas asas mais
endurecidas, quando em repouso também recobrem e protegem o abdome.

Abdome de um himenóptero.

Abdome

O abdome dos insetos possui geralmente 12 segmentos, mas o último se apresenta


muito reduzido, de modo que o número de segmentos aparente raramente excede
dez. Os segmentos genitais podem conter estruturas associadas com as aberturas
externas dos condutos genitais, no macho estas estruturas se relacionam com a cópula
e a transferência de esperma na fêmea; enquanto que nestas, estão relacionados com
a oviposição.

Morfologia interna

A anatomia de um insecto A-
Cabeça B- tórax C- Abdome

1. antena 2. ocelo (inferior) 3. ocelo (xanerior) 4. olho composto 5. cérebro (gânglios


cerebrais) 6. protórax 7. artéria dorsal 8. tubos traqueais e espiráculos 9. mesotórax 10.
metatórax 11. asa (1ª) 12. asa (2ª) 13. intestino médio (mesêntero)
14. coração 15. ovário 16. intestino posterior (proctodeo)
17. ânus 18. vagina 19. gânglios abdominais 20. túbulos de Malpighi 21. tarsômero 22.
garras tarsais 23. tarso 24. tíbia

Sistema digestório

O sistema digestivo dos insetos é um tubo dorsal que se estende desde a boca até o
ânus. Se divide em três regiões: o estomodeu, o mesêntero e o proctodeu, separadas
por válvulas e esfíncteres que regulam a passagem do alimento. Estas regiões se
subdividem em trechos especializados, permitindo adaptações aos diferentes modos
de vida. Desta maneira, o estomodeu, ou intestino anterior, compreende: cavidade pré-
oral, faringe, esôfago, papo (ou moela), e pró-ventrículo. O mesêntero, ou intestino
médio, compreende: cecos gástricos, ventrículo e os túbulos de Malpighi. E finalmente
o proctodeu, ou intestino posterior, inclui o íleo, o cólon e o reto, que se abre no ânus
(também chamado de cloaca em insetos). Ao longo do sistema digestório uma série de
secreções enzimáticas se apresentam para auxiliar na digestão. As principais estruturas
secretores incluem as glândulas salivares da cavidade pré-oral e diversas porções de
epitélio secretor do ventrículo. Os insetos também tem microorganismos associados ao
sistema digestório que participam da digestão de alimentos e nutrição do animal; estes
geralmente se concentram no epitélio do mesêntero e nos cecos gástricos.

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