ECLÂMPSIA: ENTENDA OS
SINTOMAS E RISCOS PARA O BEBÊ
Pré-Eclâmpsia diz respeito à hipertensão arterial identificada pela primeira vez após a 20ª
semana de gestação. Sua incidência é de 2-3% das gestações em todo o mundo. Já no
Brasil, estima-se que ocorra em 1,5% das gestações. É uma condição que necessita de
extrema atenção, pois é uma das principais causas de morte da mãe e do bebê no Brasil.
O QUE É PRÉ-ECLÂMPSIA?
Pré-eclâmpsia, também chamada de Síndrome Hipertensiva da Gravidez ou Doença
hipertensiva específica da gravidez - DHEG, é uma condição frequente e perigosa e se
caracteriza pelo aumento da pressão arterial durante uma gestação.
É muito importante que a pré-eclâmpsia seja reconhecida durante as consultas e os
exames de pré-natal e que o tratamento seja iniciado o quanto antes a fim de não
desenvolver complicações graves para a mãe e para o bebe.
QUAIS OS RISCOS DA PRÉ-ECLÂMPSIA
PARA O BEBÊ?
A pressão alta na gravidez diminui o fluxo de sangue para o bebê. Habitualmente, ele
pode apresentar retardo no crescimento, displasia bronco pulmonar e morte.
Dependendo do grau de pressão alta, o parto pode ser antecipado e o bebê nascer
prematuro.
O QUE PODE CAUSAR ECLÂMPSIA NA
GRAVIDEZ?
Quando a gestante é diagnosticada com pressão alta antes da gravidez, ou nas primeiras
semanas de gestação, classificamos com doença hipertensiva crônica, que deve ser
acompanhada e tratada durante o pré-natal pois aumenta o risco de pré-eclâmpsia.
A hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, se caracteriza pela elevação dos níveis
tensóricos a partir da vigésima semana de gravidez em uma gestante sem diagnostico
prévio de hipertensão.
A grávida com eclampsia quase sempre apresenta perda de proteína na urina, chamada
proteinúria. Caso a paciente apresente pressão alta associada a múltiplos sintomas
como dor de cabeça, visão embaçada e alterações no exame de sangue a proteinúria
pode não ser dispensada para o diagnostico.
As causas da pré-eclâmpsia ainda não estão completamente esclarecidas mas os estudos
explicam essa condição é de fundo inflamatório e vascular. No sangue existem proteínas
pró-angiogênicas e antiangiogênicas, que interferem diretamente nos vasos sanguíneos.
As alterações dessas proteínas durante a gravidez podem levar a contração dos vasos da
placenta e do útero, diminuindo a circulação do sangue para a placenta, que ficará mal
nutrida e sofrerá um estresse oxidativo, um processo inflamatório, produzindo substâncias
que interferem na pressão da gestante, na função renal e em todo o processo de
coagulação e circulação.
Os principais fatores de risco são:
1. Primeira gravidez
2. Hipertensão previa
3. Idade acima de 40 anos
4. índice de massa corpórea elevado ( sobrepeso e obesidade)
5. Histórico familiar
6. Gestações múltiplas (gemelares)
SINTOMAS DE PRÉ-ECLÂMPSIA
Os sintomas da pré-eclâmpsia leve e grave são muito parecidos e dependem de cada
paciente.
Algumas vezes a paciente é assintomática, ou seja, não apresenta quaisquer sintomas.
Nesses casos, a condição é descoberta durante a consulta pré-natal.
PRÉ-ECLÂMPSIA LEVE
Quando há presença de sintomas, a condição leve pode apresentar sinais, como:
Perna inchada;
Aumento de peso por conta da retenção de líquido;
Dor de cabeça associada;
Enxergar “estrelinhas brilhantes” (escotomas).
PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE
Além dos sintomas nos casos leves, caso a condição seja grave, os sinais que aparecem,
são:
Desenvolvimento de convulsões;
Alterações da Síndrome HELLP, que ocorre modificações no fígado;
Enjoo;
Dor na boca do estômago;
Dor na região do fígado;
Hemorragia;
Sangramento intra-abdominal;
Edema;
Infarto e ruptura hepática, porém é raro.
COMO IDENTIFICAR PRÉ-ECLÂMPSIA NA
GRAVIDEZ?
Caso a mulher já tenha a pressão alta, ela terá um risco maior de desenvolver a pré-
eclâmpsia, portanto o caso deve ser devidamente monitorado desde o início e com maior
frequência.
Já em outras pacientes, o médico deverá estar atento durante todas as consultas pré-
natais para a aferição da pressão arterial e sinais clínicos que possam sugerir o
desenvolvimento da doença.
Recentemente surgiram alguns exames que podem indicar o risco de desenvolvimento
da pré-eclâmpsia, como o PLGF, que deve ser coletado entre a 11 e 13 semanas de
gravidez através de uma coleta de sangue. Junto com ele, realiza-se o ultrassom
morfológico de primeiro trimestre entre 11 e 14 semanas. Este ultrassom é focado em
fornecer informações sobre o fluxo de sangue e averiguar se há contração dos
vasos placentários e uterinos.
Se essa triagem identificar um risco aumentado para pré-eclâmpsia, o tratamento
profilático deve ser iniciado antes da 16ª semana.
DIFERENÇA ENTRE PRÉ-ECLÂMPSIA E
ECLÂMPSIA
Em resumo, a pré-eclâmpsia é dividida em leve e grave, a depender dos níveis de pressão
alta que a gestante apresenta, e da presença de sintomas maiores ou menores, e que
necessitam de acompanhamento constante. Geralmente, na pré-eclâmpsia, a paciente
apresenta sintomas, como dor de cabeça forte, dor na boca do estômago ou outros.
A eclâmpsia é a modalidade gravíssima da doença, sendo representada por convulsões
causadas pela pressão alta. A eclâmpsia necessita de atendimento hospitalar imediato,
pois apresenta risco de morte para a gestante e o bebe.
OUTRAS POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES DA
PRÉ-ECLÂMPSIA
Existe o risco do desenvolvendo de hipertensão arterial crônica após a gravidez e
de disfunções cardiovasculares.
TRATAMENTO
Pré-eclâmpsia leve:
1. A paciente pode se tratar em casa
2. Maior frequência de consultas de pré natal
3. Remédios anti-hipertensivos específicos para gravidez.
4. Ultrassonografia e exames de sangue mais frequentes para avaliar a saúde do
bebe e as funções do rim, fígado e demais órgãos da gestante.
Pré-eclâmpsia grave
1. Tratamento é hospitalar
2. Medicamentos na veia a fim de diminuir a pressão arterial e reduzir risco de
convulsões.
3. Exames frequentes capazes de avaliar a saúde do bebê e da mãe.
Nos casos em que a pressão permanecer elevada apesar do tratamento ou naqueles em
que há risco de morte ou sequela para a mãe (por alterações renais, hepáticas ou
neurológicas), a gravidez pode ser interrompida com a antecipação do parto.
CUIDADOS PÓS-PARTO
Os cuidados incluem que a gestante fique em observação, pois as convulsões podem
acontecer por até um mês após o parto. Estima-se que de 11 a 44% das mulheres com a
condição apresentem convulsão no pós-parto.
Após a alta, as consultas médicas são frequentes. Se a pressão for melhorando, os
remédios podem ser retirados de uso sob recomendação médica.
No Lavoisier dispomos da triagem de risco para pre eclampsia e diversos exames
essenciais para cuidar da saúde da mulher, como o ultrassom transvaginal, ultrassom
morfológico e muito mais!