INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE SONGO
CURSO DE LICENCIATURA EM ENGENHARIA ELÉCTRICA
DIVISÃO DE ENGENHARIA
4º ANO 7º SEMESTRE
Unidade de Competência: Práticas de planeamento de rede
Tema: Subestção de energia
Discentes: Docente:
Arlindo Novele Eng.
Songo, Fevereiro de 2025
Capitulo I – Introdução
1.1Breve Introdução
A forma de energia natural que pode ser armazenada e transportada, capaz de
iluminar, aquecer e proporcionar o funcionamento de máquinas, é denominada energia
eléctrica, está energia era vista como um poder mágico, mas actualmente, é a alma do
mundo moderno, facilitando as actividades humanas do seu dia-a-dia em diversos
sectores, esta energia é gerada em centrais geradoras (Hidroeléctrica, nuclear, solar,
eólica, etc.), e para chegar ao público alvo passa por uma série de mudanças, para
garantir que esta seja transmitida com maior eficiencia, segurança e menor custo.
Estas actividades são realizadas numa instalação dotada de equipamentos e sistemas
eléctricos interligados entre si para permitir a transformação, regulação, proteção e
controle da energia eléctrica gerada, denominada subestação eléctrica. O presente
trabalho pretende trazer uma abordagem geral nos conceitos de subestações
eléctricas, explicando o que é uma subestação eléctrica e as suas possiveis
classificações de acordo com os cenários existentes, e por último, mas não menos
importante, falar de como uma subestação eléctrica funciona e dos elementos
constituentes da mesma.
1.2 Objectivos
1.2.1 Objectivo Geral
Falar de subestações de energia eléctrica.
1.2.2 Objectivos Específicos
Definir uma subestação de energia eléctrica;
Classificar as subestações de energia eléctrica;
Descrever os elementos que compõem uma subestação de energia eléctrica;
Descrever os diferentes níveis de actuação numa subestação de energia.
1.6 Relevância do Estudo
O trabalho de investigação deve indicar a sua importância, é deste modo que, a
realização deste projecto de pesquisa agrupa a relevância em três vectores:
1.6.1 Relevância pessoal
1.6.2 Relevância Científica ou Académica
1.6.3 Relevância Social
Capitulo II – Fundamentação Teórica
2.1. Revisão da Literatura
A vida moderna seria inviável sem o uso da energia elétrica. Como combustível básico
do desenvolvimento, ela é diretamente proporcional ao aumento populacional e
econômico do planeta. Qualquer grande invenção tecnológica, ou até mesmo, a maior
parte das mais básicas que são usadas no dia a dia de cada um, seria impossível sem
o seu uso. Para atender ao natural desenvolvimento da sociedade é necessário que a
energia gerada seja transmitida ao público alvo de forma eficiente, segura e com
menor custo, por meio de uma rede. As subestações são recursos integrais dentro da
rede e permitem que a energia eléctrica seja transmitida em diferentes tensões, de
forma Segura e confiável.
A subestação de energia eléctrica é uma instalação com um conjunto de
equipamentos industriais interligados entre si com os objetivos de controlar o fluxo de
potencia, modificar e regular tensões, e alterar a natureza da corrente elétrica assim
como garantir a proteção do sistema elétrico. Durante o percurso entre as centrais e as
cidades, a eletricidade passa por diversas subestações, onde os transformadores
aumentam ou diminuem a sua tensão. Ao elevar a tensão elétrica no início da
transmissão, os transformadores evitam a perda excessiva de energia ao longo do
caminho por efeito joule. Já, ao rebaixarem a tensão elétrica perto dos centros
urbanos, permitem a distribuição segura da energia por toda a cidade.
2.2. Importancia de uma subestacao de energia electrica
As subestações de energia elétrica desempenham um papel fundamental na
transmissão e distribuição de eletricidade. Elas são responsáveis por elevar a tensão
elétrica gerada para níveis mas altos e abaixar a corrente de transmissão para reduzir
o diâmetro dos condutores e por consequência, as perdas por efeito joule e os esforços
mecânicos que estes realizariam sobre as torres de transmissão, estas também
dispõem de sistemas de proteção para garantir que a energia seja transmitida de forma
eficiente e segura desde as centrais geradoras até os consumidores finais. As
subestações são essenciais para garantir que a energia elétrica chegue com
qualidade, estabilidade e segurança a todos os consumidores.
2.3. Classificação das subestações
É possivel classificar as subestações de energia eléctrica em diversas formas, mas
para facilitar o entedimento, listamos a seguir:
Classificação das subestações de energia quanto a função no sistema
eléctrico;
Classificação das subestações de energia quanto ao nivel de tensão;
Classificação das subestações de energia quanto tipo de instalação;
Classificação das subestações de energia quanto a forma de operacao
2.3.1. Classificação das subestações de energia quanto a função no sistema
eléctrico
A classificacao que leva em consideracao a funcao da subestacao de enrgia fica assim
sendo:
Subestacao transformadora (elevadora ou abaixadora): as subestacoes
transformadoras converte a tensao do suprimento para nivel diferente (maior ou
menor). Estas sao designadas para adaptar a tensao electrica conforme a
necessidade do sistema, a subestacao transformadora pode ser abaixadora ou
elevadora. As subestacoes elevadoras localizadas na saída das centrais
geradoras, elevam a tensão para níveis adequados para transmissão e
subtransmissão. Isso processo é necessário para reduzir as perdas de energia
ao longo das linhas de transmissão por efeito joule, reduzir a diamentro do
condutor e consequentimente o esforço realizando pelos condutores sobre as
torres e o custo da linha de transmissao. As subestacoes abaixadoras
Localizadas nas cidades, estas subestações diminuem os níveis de tensão para
evitar problemas para os consumidores finais, proporcionando um fornecimento
de energia seguro e estável.
Subestação de Distribuição: Uma subestação de distribuição é uma
instalação elétrica responsável por receber a energia elétrica de alta tensão
(geralmente proveniente de subestações de transmissão) e reduzir essa tensão
para níveis adequados à distribuição e ao consumo dos usuários finais, como
residências, indústrias e comércios. Ela atua como um ponto de transição entre
o sistema de transmissão (que lida com altas tensões) e o sistema de
distribuição de energia elétrica (que opera com tensões mais baixas, adequadas
para uso). Geralmente esse tipo de subestação é encontrado próximo aos
pontos de consumo.
Subestação seccionadora: Uma subestação seccionadora é uma instalação
elétrica que tem como função principal isolar, dividir ou seccionar circuitos em
uma rede de transmissão ou distribuição de energia elétrica. Ela não realiza
transformações de tensão, como as subestações convencionais, mas serve para
separar trechos da rede elétrica, as subestações seccionadoras são usadas
principalmente para aumentar a flexibilidade operacional, possibilitando a
manutenção de partes da rede sem afetar o fornecimento de energia em outras
partes. Elas podem ser equipadas com seccionadores, que são dispositivos de
interrupção de corrente que permitem a desconexão de circuitos sem causar
danos aos equipamentos.
Uma estação conversora é uma instalação elétrica que realiza a conversão de
um tipo de corrente elétrica para outro, geralmente com o objetivo de facilitar a
transmissão de energia elétrica em longas distâncias ou em sistemas
específicos. Existem dois tipos principais de estações conversoras:
Estação Conversora de Corrente Contínua (CC) para Corrente Alternada
(CA) e vice-versa (HVDC):
HVDC (High Voltage Direct Current): As estações conversoras HVDC são
utilizadas para converter corrente alternada (CA) em corrente contínua
(CC) usando dispositivos retificadores (tirístor) e vice-versa usando
dispositivos inversores (transistor IGBT). Este tipo de conversão é
importante em sistemas de transmissão de longa distância, onde a
corrente contínua é mais eficiente devido a menores perdas de energia, é
também vantajosa em sistemas submarinos (como interligações entre
continentes) ou quando se busca maior controle sobre a distribuição da
energia. .
Estação Conversora de Frequência (para sistemas CA):
Conversão de Frequência (sistema back-to-back): Em sistemas de
corrente alternada, pode ser necessário converter a frequência da energia
elétrica. As estações conversoras de frequência, ou estação de
conversão de frequência, alteram a frequência de uma corrente
alternada, o que é útil em alguns processos industriais ou em sistemas de
interconexão de redes elétricas com frequências diferentes (por exemplo,
entre sistemas que operam a 50 Hz e 60 Hz). Para realizar a conversão
de frequência as estações conversoras são composta por uma estação
retificadora equipadas por tiríristores SCR para converter a energia
eléctrica CA para CC e uma estação inversora equipada por transistores
IGBT que permitem a inversão da frequência para o valor desejado.
2.3.2. classificações de subestações quanto ao nível de tensão:
Essa classificação ajuda a entender como a energia é transformada e distribuída ao
longo das diferentes etapas da rede elétrica, desde as grandes centrais até os
consumidores finais.
Subestação de Alta Tensão (AT):
Faixa de Tensão: Normalmente operam com tensões acima de 69 kV e podem
chegar até 765 kV ou mais, dependendo do sistema.
Função: A principal função dessas subestações é a transmissão de energia
elétrica a longas distâncias, ligando usinas geradoras à redes de distribuição.
Elas são responsáveis por transmitir grandes quantidades de energia com o
mínimo de perdas.
Exemplo: Subestações de transmissão que recebem energia das usinas
geradoras e a encaminham para outras subestações ou diretamente para as
redes de distribuição.
Subestação de Média Tensão (MT):
Faixa de Tensão: Operam com tensões geralmente entre 1 kV e 69 kV.
Função: Essas subestações fazem a distribuição da energia elétrica dentro
de uma região, conectando a rede de transmissão (alta tensão) à rede de
distribuição (baixa tensão). Elas podem reduzir a tensão vinda de subestações
de alta tensão para níveis adequados para a distribuição em áreas residenciais,
comerciais ou industriais.
Exemplo: Subestações localizadas em áreas urbanas ou industriais que
distribuem energia para bairros, fábricas e grandes centros comerciais.
Subestação de Baixa Tensão (BT):
Faixa de Tensão: Operam com tensões inferiores a 1 kV.
Função: Essas subestações são responsáveis por fornecer energia elétrica
diretamente para os consumidores finais, como residências, comércios e
pequenas indústrias. Elas geralmente reduzem a tensão proveniente das
subestações de média tensão para níveis adequados para uso em
equipamentos elétricos.
Exemplo: Subestações instaladas em áreas residenciais ou comerciais que
fornecem energia diretamente para as unidades de consumo, como prédios e
casas.
Subestação de Ultra-Alta Tensão (UAT):
Faixa de Tensão: Essas subestações operam com tensões acima de 765 kV e
podem chegar a 1.100 kV.
Função: Elas são usadas para transmissão de energia a longas distâncias com
o objetivo de reduzir as perdas de energia. São raras, mas necessárias em
sistemas de transmissão de longa distância e interconexões internacionais,
como é o caso de algumas linhas de transmissão intercontinentais (por exemplo,
de energia entre países ou continentes).
Exemplo: Linhas de transmissão de energia que conectam países ou grandes
regiões, como a transmissão entre países da Europa ou da Ásia.
2.3.3. Classificação das subestações de energia quanto tipo de instalação;
As subestações de energia também podem ser classificadas quanto ao tipo de
instalação, ou seja, o tipo de estrutura, configuração e os dispositivos usados para a
implementação da subestação. A classificação nesse caso leva em consideração como
a subestação é montada e sua forma de operar no sistema elétrico.
Subestação a Céu Aberto (Open Air Substation)
As subestações a céu aberto são as mais comuns e tradicionais. Nelas, os
componentes principais, como transformadores, disjuntores, barras de ligação e
seccionadores, ficam expostos ao ambiente. São mais utilizadas em locais onde o
espaço não é uma restrição, como em áreas rurais ou em lugares com grandes
extensões de terra.
Vantagens:
o Menor custo inicial.
o Menos complexidade na instalação e manutenção.
Desvantagens:
o Maior necessidade de manutenção devido à exposição das instalações às
condições climáticas adversas.
o Maior risco de falhas devido ao impacto direto de fenômenos naturais (ex:
raios, chuva forte).
Subestação abrigada
Uma subestação abrigada é um tipo de subestação elétrica em que os equipamentos
e componentes, como transformadores, disjuntores, seccionadores e barras de
distribuição, estão instalados dentro de um abrigo ou estrutura fechada,
proporcionando proteção contra intempéries, poluição, e outros fatores ambientais. A
principal diferença da subestação abrigada em relação à subestação a céu aberto é
justamente o abrigo que envolve os equipamentos, oferecendo uma proteção
adicional para condições climáticas adversas (chuva, poeira, calor excessivo, etc.)
e fenômenos naturais como raios e ventos fortes e garantindo uma operação mais
segura e eficiente. Além disso, o abrigo ajuda a proteger os componentes contra a corrosão
provocada pela umidade e pela poluição atmosférica, aumentando a vida útil dos equipamentos,
este tipo de subestação pode ser isolada ao ar atmosférico ou isolado a gás.
Subestações abrigadas isoladas a gás (Gas Insulated Substation)
subestações isoladas a gás (GIS), são projetadas para funcionar em ambientes
fechados, com equipamentos dentro de um compartimento hermeticamente fechado.
os equipamentos, como disjuntores, transformadores e barramentos, ficam isolados em
compartimentos preenchidos com gás, geralmente hexafluoreto de enxofre (SF6),
que tem a função de isolar os componentes e evitar curtos-circuitos. Devido ao SF6,
estas subestacoes exigem muito menos espaço que as subestações a céu aberto, pois
a tecnologia GIS permite compactar a instalação. A instalação é totalmente selada,
garantindo proteção contra intempéries e fenômenos naturais. São mais comuns em
áreas urbanas densamente povoadas ou em locais onde o espaço é restrito, como em
centros urbanos ou áreas industriais.
Vantagens:
o Menor necessidade de manutenção devido à proteção hermética.
o Menor área de ocupação.
o Maior segurança, com equipamentos protegidos contra fenômenos
climáticos, corrosão, e risco de contato direto.
Desvantagens:
o Custo de instalação mais elevado em comparação com subestações a
céu aberto.
o Tecnologia mais complexa, com a necessidade de manutenções
especializadas.
Vantagens das Subestações Isoladas a Gás (GIS):
1. Compactação: Devido ao uso de gás isolante, as subestações GIS ocupam
muito menos espaço do que as subestações a ar.
2. Segurança e confiabilidade: O SF6 tem boas propriedades isolantes, o que
permite uma operação mais segura e confiável em ambientes com alto risco de
curto-circuitos.
3. Menor necessidade de manutenção: O ambiente hermeticamente fechado
reduz a necessidade de manutenção frequente, já que não há exposição direta a
elementos externos como chuva ou poluição.
4. Adequação para ambientes urbanos: Por ser compacta e eficiente, as GIS são
ideais para instalações em áreas urbanas densas, onde o espaço é limitado.
5. Desempenho em ambientes adversos: São bastante eficazes em locais de
difícil acesso ou com condições ambientais extremas, como regiões com altas
temperaturas ou alta umidade.
Desvantagens:
1. Custo: Subestações GIS costumam ter um custo inicial mais elevado devido à
tecnologia e ao material utilizado (como o SF6).
2. Impacto ambiental do SF6: O SF6 é um gás com alto potencial de efeito estufa,
o que levanta preocupações ambientais. Portanto, a manipulação e o descarte
adequados do gás são essenciais.
2.3.4. Classificação das subestações de energia quanto a
forma de operacao
A classificação que leva em conta a forma de operação fica assim sendo:
Com operador - exige conhecimento e treinamento do operador, já que a pessoa quem
toma decisões e controla o sistema;
Semi-automáticas - subestações com computadores ou sistemas de segurança
eletromecânicos que impedem erros ou operações indevidas, auxiliando o operador;
Automatizadas - nesse caso, as subestações contam com controle do sistema
totalmente realizado por meio de softwares e computadores, como os sistemas do tipo
SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition).
Uma subestação de energia é composta por vários elementos essenciais para a transmissão e
distribuição de eletricidade. Aqui estão os principais componentes, juntamente com uma breve
descrição:
2.4. Elementos Principais de uma Subestação de
Energia
1. Transformadores de Potência: Um transformador de potência é um
equipamento elétrico cuja principal função é elevar ou rebaixar a tensão elétrica,
adaptando-a às necessidades de diferentes sistemas. A energia da fonte é
conectada ao enrolamento primário, enquanto o enrolamento secundário fornece
a tensão ajustada, adequada para alimentar cargas, ou uma linha de
transmissão. o transformador de potência não possui uma conexão elétrica
direta entre os dois enrolamentos, sendo a transferência de energia realizada
exclusivamente por meio de acoplamento magnético, o que o torna essencial em
aplicação em que o isolamento de circuitos é necessário. O principio de
funcionamento dos transformadores é baseado na Lei de Faraday, também
conhecida como Lei da Indução Eletromagnética, que relaciona a taxa de
variação do fluxo magnético através de uma espira com a magnitude da força
eletromotriz E induzida nela. Essa relação é expressa da seguinte forma: E = d
Φ d t.
2. Disjuntores de alta tensão: Os disjuntores de alta tensão são dispositivos
eletromecânicos projetados para interromper e extinguir fluxo de corrente
elétrica (arcos eléctricos) em condições normais e anormais, como o caso de
curtos-circuitos, sobrecargas, etc. atuando no menor período de tempo possível
Eles consistem em contatos elétricos, mecanismos de acionamento e sistemas
de controle e extinção. Quando ocorre uma falha no sistema elétrico, os contatos
do disjuntor se abrem rapidamente, interrompendo a corrente e evitando danos
aos equipamentos e à rede, com base as medições realizadas pelos
transformadores de medida e o sinal de trip enviado pelo relé de proteção.
Esses dispositivos são aplicados em diversos cenários, desde subestações de
energia até sistemas de transmissão. Sua capacidade de interromper correntes
de alta magnitude é essencial para proteger transformadores, cabos, geradores
e outros componentes críticos da rede elétrica. Além disso, os disjuntores de alta
tensão permitem o isolamento de seções da rede para manutenção,
minimizando o impacto nas operações
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gas.jpg
Os disjuntores de alta tensão também se diferem pela maneira ou pelo tipo de
dielétrico pelo qual os arcos elétricos são extintos em seus contatos. Os
principais tipos são:
disjuntores a óleo: são dispositivos de proteção elétrica que utilizam
óleo isolante para extinguir o arco elétrico gerado durante a abertura do
circuito. Eles foram amplamente utilizados no passado em sistemas de
alta tensão e em sistemas de média, mas hoje em dia foram em grande
parte substituídos por tecnologias mais modernas, como disjuntores a
vácuo e SF₆ (hexafluoreto de enxofre)
Disjuntores a ar comprimido (sopro pneumático): são dispositivos de
proteção elétrica que utilizam um jato de ar comprimido para extinguir o
arco elétrico gerado durante a manobra do circuito. Estes disjuntores
fotam actualmente substituídos por tecnologias mais eficientes, como os
disjuntores a SF₆ e a vácuo, mas ainda são usados na subestação
conversora de songo.
Disjuntor a vácuo: utilizam câmaras de vácuo para extinguir o arco
elétrico gerado na abertura do circuito. Eles são amplamente utilizados
em sistemas de média tensão (1 kV a 36 kV) devido à sua alta eficiência,
baixa manutenção e longa vida útil.
Disjuntor a gás (SF6 – Hexafluoreto de enxofre): utilizam hexafluoreto
de enxofre (SF₆) como meio isolante e de extinção do arco elétrico. Eles
são amplamente utilizados em média e alta tensão (acima de 36 kV)
devido à sua alta eficiência, confiabilidade e capacidade de suportar altas
correntes de curto-circuito.
3. Chaves Seccionadoras: utilizados em sistemas elétricos para garantir o
isolamento de circuitos e permitir a realização de manutenções com segurança.
Elas são projetadas para abrir e fechar circuitos sem carga, ou seja, sem
corrente elétrica circulante, garantindo a segurança dos operadores e
equipamentos.
4. Barramentos: Os barramentos são elementos condutores responsáveis por
distribuir energia elétrica dentro de subestações, painéis elétricos e quadros
de distribuição. Eles garantem a interligação segura entre diferentes
equipamentos, como transformadores, disjuntores e chaves seccionadoras.
5. Transformadores de Instrumentação (Corrente e Potencial) – Os
transformadores de instrumentação são dispositivos elétricos usados para
medição, proteção e controle em sistemas elétricos. Eles reduzem os níveis
de corrente e tensão para valores seguros e compatíveis com equipamentos de
medição, relés de proteção e sistemas de controle.
Transformador de Corrente (TC)
O Transformador de Corrente (TC) reduz a corrente elétrica para valores seguros, permitindo
a medição e proteção de circuitos de alta potência sem expor equipamentos e operadores a riscos.
Função do TC:
✅ Medição: Alimenta amperímetros, multímetros e sistemas de monitoramento.
✅ Proteção: Atua em conjunto com relés de proteção para detectar sobrecargas e curtos-
circuitos.
Características do TC:
✔ Proporcionalidade: A corrente secundária é proporcional à corrente primária.
✔ Saída Padrão: Normalmente 1A ou 5A no secundário.
✔ Isolação: Garante segurança na medição de grandes correntes.
Tipos de TC:
🔹 TC de Medição: Alta precisão, usado para medições comerciais e industriais.
🔹 TC de Proteção: Projetado para suportar sobrecorrentes sem perder a precisão.
🔹 TC Tipo Bucha: Instalado em equipamentos como transformadores de potência.
🔹 TC de Núcleo Dividido: Pode ser instalado sem a necessidade de desligamento do sistema.
2. Transformador de Potencial (TP)
O Transformador de Potencial (TP) reduz a tensão elétrica para valores seguros, permitindo
medições precisas e alimentando relés de proteção em sistemas de alta tensão.
Função do TP:
✅ Medição: Alimenta voltímetros e sistemas de monitoramento de tensão.
✅ Proteção: Atua em conjunto com relés para detectar sobretensões e variações anormais.
Características do TP:
✔ Proporcionalidade: A tensão secundária é proporcional à tensão primária.
✔ Saída Padrão: Normalmente 100V ou 110V no secundário.
✔ Isolação Segura: Permite medições de alta tensão sem risco para equipamentos e operadores.
Tipos de TP:
🔹 TP Convencional: Utilizado para medição e proteção em sistemas de alta tensão.
🔹 TP Capacitivo: Usado em redes de transmissão para medição e telecomando.
🔹 TP Indutivo: Baseado no princípio de indução magnética, comum em subestações.
6. Pára-raios: Protegem os equipamentos contra descargas atmosféricas.
Os pára-raios são dispositivos de proteção elétrica usados para desviar descargas
atmosféricas e surtos de tensão, evitando danos a equipamentos, redes elétricas e
construções. Eles atuam conduzindo a corrente da descarga elétrica diretamente para o
solo, protegendo sistemas elétricos contra sobretensões.
7.
8. Funcionamento do Pára-raios
Captação da Descarga: O pára-raios recebe a energia da descarga atmosférica.
Condução da Corrente: A corrente é direcionada para o sistema de aterramento.
Proteção dos Equipamentos: Impede que a sobretensão alcance sistemas elétricos
sensíveis.
Restauração: Após a descarga, o pára-raios volta ao estado normal, pronto para uma
nova proteção.
9. Tipos de Pára-raios
🔹 Pára-raios de Franklin (Eletrostático) – Usado na proteção de edifícios e estruturas
altas.
🔹 Pára-raios de Óxido de Zinco – Utilizado em redes de distribuição e subestações para
proteção contra surtos elétricos.
🔹 Pára-raios de Centelhador – Funciona por ionização do ar, comum em sistemas
antigos.
🔹 Pára-raios de Multicâmara – Empregado em redes de alta tensão, oferecendo
proteção gradual.
10. Banco de Capacitores: Melhoram o fator de potência do sistema elétrico.
Os bancos de capacitores são dispositivos utilizados para corrigir o fator de
potência, melhorar a eficiência energética e reduzir perdas em sistemas elétricos. Eles
armazenam e liberam energia reativa, ajudando a manter a estabilidade da rede
elétrica.
Função dos Bancos de Capacitores
✅ Correção do Fator de Potência: Reduz o consumo de energia reativa, evitando
multas na conta de energia.
✅ Melhoria da Eficiência Energética: Diminui perdas por aquecimento nos cabos e
transformadores.
✅ Aumento da Capacidade do Sistema: Libera potência ativa para equipamentos e
cargas.
✅ Estabilização da Tensão: Mantém os níveis de tensão dentro dos padrões
adequados.
Tipos de Bancos de Capacitores
🔹 Banco de Capacitores Fixos – Funciona de forma contínua, adequado para cargas
constantes.
🔹 Banco de Capacitores Automáticos – Liga e desliga automaticamente conforme a
necessidade da carga.
🔹 Banco de Capacitores Série – Instalado em linhas de transmissão para
compensação de tensão.
🔹 Banco de Capacitores Shunt (Paralelo) – Usado em redes industriais para
correção do fator de potência.
Como Funciona?
📌 O banco de capacitores armazena energia na forma de carga elétrica.
📌 Quando o sistema precisa de potência reativa, os capacitores a fornecem
instantaneamente.
📌 Isso reduz a necessidade de geração de energia reativa por geradores e
transformadores.
Aplicações dos Bancos de Capacitores
✅ Indústrias – Evitam penalidades por baixo fator de potência e otimizam o consumo
de energia.
✅ Subestações Elétricas – Melhoram a estabilidade da rede e reduzem quedas de
tensão.
✅ Comércios e Edifícios – Melhoram a eficiência dos sistemas elétricos.
✅ Linhas de Transmissão – Ajudam a compensar perdas e manter a qualidade da
energia.
Os bancos de capacitores são fundamentais para a economia de energia e a
estabilidade dos sistemas elétricos. Precisa de mais informações sobre
dimensionamento, instalação ou normas?
11. Reatores:
Reatores
Os reatores são componentes elétricos usados em sistemas de potência para controlar e regular a
corrente elétrica, em particular, em aplicações que envolvem compensação de energia reativa.
Eles são basicamente indutores que têm a função de limitar a corrente ou controlar a tensão em
determinadas condições.
Funções dos Reatores
✅ Limitação de Corrente: Reatores são usados para limitar a corrente elétrica, especialmente
em circuitos com capacitores ou bancos de capacitores, evitando sobrecorrentes.
✅ Controle de Tensão: Ajustam a tensão em sistemas de alta tensão, evitando sobretensões.
✅ Compensação de Energia Reativa: Trabalham em conjunto com os bancos de capacitores
para compensar a energia reativa e melhorar o fator de potência.
✅ Proteção de Equipamentos: Protegem equipamentos contra picos de corrente e sobrecargas.
✅ Melhoria da Estabilidade da Rede: Ajudam a estabilizar redes elétricas ao regular as
flutuações de tensão e corrente.
12. Impedancia de aterramento:
A impedância de aterramento é a resistência oferecida pelo sistema de aterramento
(como hastes, malhas e cabos) ao fluxo de corrente elétrica quando há uma falha de
curto-circuito ou descarga elétrica. Em sistemas elétricos, um bom aterramento é
essencial para garantir a segurança, proteção de equipamentos e proteção das
pessoas contra choques elétricos.
Função da Impedância de Aterramento
Segurança: Um aterramento eficaz garante que a corrente de falha (como um curto-
circuito) seja desviada para a terra, reduzindo o risco de choques elétricos.
Proteção de Equipamentos: Ajuda a proteger transformadores, disjuntores e outros
dispositivos de sobrecarga elétrica.
Desempenho do Sistema de Proteção: Um aterramento com baixa impedância
permite que os dispositivos de proteção (como disjuntores e fusíveis) respondam
rapidamente em caso de falhas.
Estabilidade da Tensão: Controla a tensão durante falhas de aterramento, evitando
sobretensões perigosas que podem danificar equipamentos e instalações.
Painéis de Controle:
Os painéis de controle em subestação são dispositivos essenciais para monitorar,
controlar e proteger os equipamentos e sistemas de uma subestação elétrica. Uma
subestação elétrica é uma instalação crítica para a distribuição de energia, onde a tensão
elétrica é transformada para níveis adequados e a energia é encaminhada para as linhas de
transmissão ou consumidores. Esses painéis desempenham um papel fundamental na
gerência da operação, segurança e manutenção do sistema elétrico.
Funções dos Painéis de Controle em Subestação
Controle e Monitoramento: Monitoram e controlam os equipamentos principais da
subestação, como transformadores, disjuntores, seccionadoras, reatores, barramentos,
entre outros dispositivos.
Proteção: Contêm sistemas de proteção para garantir que falhas como curtos-circuitos,
sobrecargas ou faltas à terra sejam rapidamente detectadas e corrigidas.
Gerenciamento de Energia: Permitem o controle das variáveis elétricas como tensão,
corrente, potência ativa e reativa, frequência e fator de potência.
Automação: Em sistemas modernos, os painéis de controle em subestações estão
frequentemente integrados a sistemas de automação, permitindo o controle remoto e a
supervisão das operações.
Segurança: Garantem que a operação da subestação seja realizada dentro de parâmetros
seguros, evitando danos ao equipamento e riscos para as pessoas que operam na instalação.
Alarmes e Indicadores: Dispositivos de alarme e indicadores fornecem informações sobre
falhas, sobrecargas ou outras anomalias no sistema, permitindo ações corretivas rápidas.