FICHAMENTOS
A fruticultura desenvolvida em São Vicente Ferrer desempenha um papel fundamental para o
fernecimento de alimentos no estado. Intensiva em mão de obra ela tem capacidade de trazer
mais retorno comparada as demais atividades, gerando com isso uma maior participação da
comunidade local (da Silva et. al. 2023). Apesar da bananicultura se destacar entre as demais
culturas e possuir uma elevada importância para o desenvolvimento socio-econômico regional,
o assunto ainda é pouco é explorado pela literatura.
Com investimentos adequados e a implementação de políticas e infraestrutura eficazes, a
fruticultura em São Vicente Férrer tem potencial de consolidação da produção agrícola como
umAPLdedesenvolvimento sustentável e quem sabe um ecossistema de economia circular
SOUZA, R. A.; LYRA, M. R. C. C.; SILVA, M. T. S. da. O cenário da agricultura familiar em Pernambuco sob o
viés da sustentabilidade. In: IX Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, 9, 2018, São Paulo. Anais [...].
São Bernardo do Campo: IBEAS, 2018, p. 1-11. [Link]
[Link].
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A agricultura familiar em São Vicente Férrer exerce grande relevância para o
autoconsumo e para o abastecimento de alimentos do Estado. A atividade da fruticultura traz
mais retorno por hectare produzido do que a demais culturas, sendo intensa a mão de obra,
permitindo maior participação dos agricultores familiares.
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O canal de comercialização faz total diferença na renda dos agricultores, existindo a
dificuldade de transporte da produção, havendo a necessidade de recorrer a intermediários
para escoar a produção, limitando o potencial dos agricultores, ocorrendo distorções com a
falta de acesso a crédito, informações de manejo e tecnologia inovativa, além da inexistência
de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável rural, com isso, gera a concorrência
desleal e desigualdades socioeconômicas.
Os agricultores enfrentam desafios como a escassez de conhecimento e habilidades
técnicas, a ausência de representação coletiva, como cooperativas e associações
comprometidas em conseguir benefícios em programas e políticas públicas, lutando em
conjunto para melhorias em relação a técnicas, produção e comercialização. Mesmo com os
incentivos governamentais na região, ainda persistem obstáculos para o fomento do
crescimento rural.
A possibilidade de executar mapeamentos da agricultura familiar em São Vicente
Férrer oferece novas perspectivas de apoio a políticas públicas direcionadas e monitoramento
de agentes atuantes. O mapeamento dos agricultores familiares em São Vicente Férrer
mostrou-se eficiente para a identificação de áreas de interesse e localização de informações do
campo. Os aplicativos Google Maps e Google Earth facilitaram a operacionalização da
geolocalização, permitindo o acréscimo de novos agricultores familiares de outras regiões do
município, com o objetivo de permitir a inserção de acompanhamento técnico, novas
tecnologias e acesso a novas variedades de frutas para cultivo.
Os assuntos abordados contribuem para novas pesquisas acerca dos temas sobre
agricultura familiar e fruticultura em São Vicente Férrer, além de estudos voltados para a
cadeia de valor do setor, métodos produtivos das principais frutas, discussões sobre a
caracterização de um arranjo produtivo local ou um polo frutífero dentre outras diretrizes.
Com investimentos adequados e a implementação de políticas e infraestrutura eficazes, a
fruticultura em São Vicente Férrer tem potencial de consolidação da produção agrícola como
umAPLdedesenvolvimento sustentável e quem sabe um ecossistema de economia circular
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fICHAMENTO 1
Segundo, Caiado (2002), os modelos VAR analizam as relações que cada variável tem
com os valores defasados dela mesma e das demais variáveis envolvidas no modelo,
sendo assim, ele destaca sua importãncia para previsão do comportamento de
variáveis econômicas interrelacionadas como taxa de juros e inflação em séries
temporais estacuionárias.
Uma condição básica para aplicação do Método de Vetores Auto
Regressivos (VAR) é que a série temporal estudada seja estacionária, ou seja,
não apresente tendência ou sazonalidade.
De acordo com GUJARATI (2000) uma série temporal é estacionaria
quando sua média e variância forem constantes ao longo do tempo e o valor da
covariância entre dois períodos de tempo depender apenas da distância ou
defasagem entre os dois períodos, e não do período de tempo efetivo em que a
covariância é calculada.
GUJARATI, D. N. Econometria Básica. Macron Books, São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2000, 848 p.
justificativas
Ainda que o processo de industrialização seja considerado o motor que impuciona o
desenvolvimento econômico, existem uma série de fatores externos que colaboram
para a realização de tal processo, como a existência de mercados amplos, transporte,
comunicação eficiente, energia eletrica barata, mão de obra qualificada, existência de
um parque industrial, entre outros as quais não será possível a realização deste
processo (RATTNER,1967). Além disso, o autor ainda destaca as condições
econômicas, enfatizando as estruturas das atividades produtivas como importantes
para este proceso de industrialização. Nesse contexto, podemos inserir a produção de
bananas como importante para a cadeia produtiva de seus derivados como iorgutes e
doces por exemplo.
RATTNER, H. Produtividade e desenvolvimento. RAE - Revista de Administracao de Empresas , [S. l.], v.
7, n. 25, p. 53–78, 1967.
Introdução
A crescente demanda por produtos agroalimentares vem ocasionando mudanças significativas n
consumo mundial de alimentos. Dentro desse segmento de atividade primária, o cultivo de fruta
manten-se em destaque. Nesse cenário, o Brasil aparece em posição de destaque como um dos trê
maiores produtores de frutas do mundo. Conforme levantameto da Organização das Nações Unida
para a Alimentação e Agricultura (FAO), a produção brasileiras de frutas em 2014 somou 4,1 milhõe
de toneladas, 4,8% da produção mundial, perdendo apenas para a China e Índia. O motivo de ta
sucesso apresenta-se em seu clima semiárido quente e úmido, com chuvas de outono ao inverno
formado por altas temperaturas que combinado com um solo originário de rochas cristalinas
sedimentares tornam-se, desta forma, excelentes para o cultivo de frutas tropicais.
Dentro desse cenário, destaca-se a banana como principal produto agrícola brasileiro, sendo
esta a fruta mais consumida no Brasil e uma das mais consumidas no mundo, que para
Vasconcelos (2010), seu sucesso se dá devido aos baixos custos de produção e
comercialização.
Segundo Epamig (2008), seu sucesso se deu por conta de elevados investimentos em setores
cocmo plantio, comercialização e desenvolvimento tecnológico, que propocionaram uma
diminuição na diferença entre area plantada e colhida, ocasionando uma melhoria produtiva
significativa. Souza (2012) destaca haver aumento na produtividade em virtude da evolução no
processo produtivo resultante de desenvolvimento de espécies mais resistentes a pragas.
Quanto aos benefícios da banana, Oliveira et al (2008) apontam ser um alimento rico em
nutrição e destaca a importância sócio-econômica, uma vez que a banana faz parte do
cardápio alimentar da população de baixa renda.
Contudo, sua importância vai além dos benefícios de sua inclusão na dieta alimentar, pois ela
apresenta uma grande relevancia social e econômica, gerando renda para famílias de
produtores e postos de trabalho dentro de sua cadeia de produção e comercialização, gerando
com isso desenvolvimento para as regiões onde são produzidas (Fioravanço, 2003).
1. 1. Contextualização do tema
Pernambuco é atualmente o sexto estado com a maior produção de banana no Brasil.
Segundo o LSPA do IBGE, em 2023 foram produzidas 458 mil toneladas da futa. Os
municípios que mais contribuíram foram Viscência, Santa Maria da Boa Vista e São Viscente
Férrer, sendo este último responsável por x toneladas.
São Viscente Ferrer fica localizado na mesoregião agreste setentrional do estado de
Pernambuco a cerca de 131 km da capital Recife. O município é formado pelos distritos de
Sirijí e Manuel Borba, e sua economia gira em torno da produção de banana que chegou a
render 112 milhões de reais ao município em 2023.
Para da Silva et al. (2022), São Vicente Ferrer possui uma área de ocuipação total de 509
hectares, que corresponde a 50,9 hectares por agricultor, onde estes são em sua maioria
agricultores familiares. Sobre a agricultura, os autores destacam que apesar da dependência
de requisitos econômicos como acesso a credito e tecnologia, na região prevalece uma
agricultura própria baseada no tradicionalismo, no entanto aponta como relevante o arranjo
produtivo local situado no Vale do Siriji a 116 km de Recife.
2. 2. Apresentação da problemática
A fruticultura é uma atividade agrícola bastante importante e capaz de gerar sustentabilidade
economica, social e ambiental, proporcionando a geração de emprego e renda para a
população local (Fonseca, 2022), sendo que em alguns casos, gerenciada de forma inépta, a
atividade agrícola pode-se mostrar imcapaz de gerar resultados satisfatórios, que para da Silva
et al. (2022), apesar da agricultura familiar ser a maior responssável pelo abastecimento de
frutas no Brasil, e promover sustentabilidade local, enfrenta dificuldades que impedem o seu
desenvolvimento.
Fagundes et al. (2018), afirma que o avanço do desenvolvimento é guiada pelas necessidades
locais considerando suas potencialidades, na medida que tais ações possam promover
melhoras coletivas de renda e bem estar. Eles destacam também que investimentos de forma
globalizada não atingem localidades distantes dos grandes centros, desta forma o
desenvolvimento local é o principal responssável por manter uma atividade ao longo prazo.
Diante destas conciderações, Carvalho (2019) aponta que desenvolvimento e sustentabilidade
na visão contemporânea estão voltados a vertentes como aspectos socio-econômicos,
culturais, políticos e históricos e correspondem, do ponto de vista social, a distribuição de
renda, geração de emprego e qualidade de vida.
Contudo, Silva et al. (2023) apontam problemas que impedem o desenvolvimento local
sustentável, gerando a ocorrência de desigualdades sociais. Como principais motivos o autor
aponta a falta de conhecimento e habilidades tecnicas e ausência de políticas públicas.
3. 3. Objetivos
Objetivo geral
Diante do que foi apresentado, o presente trabalho tem como propósito verificar se a
bananicultura presente no município de São Vicente Ferre contribui para o desenvolvimento
local.
Objetivos específicos
· Desenvolver um modelo estatístico que mostre uma relação entre a produção de
Banana no município de São Vicente Ferrer e os indicadores do IDH, educação, saúde
e renda.
· Discutir a respeito do desenvolvimento regional causado a partir da produção local de
banana.
1.2. Justificativa e relevância
A fruticultura desenvolvida em São Vicente Ferrer desempenha um papel fundamental para o
fernecimento de alimentos no estado. Intensiva em mão de obra ela tem capacidade de trazer
mais retorno comparada as demais atividades, gerando com isso uma maior participação da
comunidade local (da Silva et. al. 2023). Apesar da bananicultura se destacar entre as demais
culturas e possuir uma elevada importância para o desenvolvimento socio-econômico regional,
o assunto ainda é pouco explorado pela literatura.
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2. Fundamentação teórica
O desenvolvimento local sustentável têm pilares paltados em vantágens competitivas locais, e
é através deles que surge uma melhor qualidade de vida para a região e economia como um
todo. Esse processo é endógeno e ocore através dos agentes locais, por meio de vantágens
que tornam viáveis a atividade produtiva como: habilidades, mobilização coletiva e as
oportunidades locais (Buarque, 2002).
O conceito de desenvolvimento endógeno pode ser entendido como meios que resultam na
capacidade de agregar valor a um produto, resultando em excedente econômico gerado pela
economia local (Amaral Filho, 2001). É importante observar se este excedente tem capacidade
de refletir na geração de emprego, renda e qualidade de vida da população local. Essa ideia
fundamenta-se no pressuposto de que a prosperidade de um município não pode ser
mensurada somente pelo valor agregado de sua produção (PIB), mas também pela sua
qualidade na saúde e educação (Ramos et al. 2009).
O IDH, publicado anualmente pelo PNUD, compara diversos aspectos de qualidade de vida,
de forma a considerar uma elaboração mais heterogênia a respeito da definição de
desenvolvimento (Siedemberg, 2003).
Contudo, apesar do IDH apresentar-se mais sólido no que diz respeito a análise de
desenvolvimento, Siedemberg (2003) aponta críticas em relação a seus aspectos
metodológicos como paises cujo crescimento é diretamente relacionado a políticas que
desrespeitam os direitos humanos e que indicadores como saude e educação levam a mais
tempo de vida e alfabetização, mas não necessáriamente ao aumento de empregos.
No tocante ao desenvolvimento regional, é utilizado o IDH-M, uma aplicação do IDH em nível
municipal. Este índice considera os componentes educação, longividade e renda como sendo
essenciais para definir qualidade de vida (UNDP, 2008).
UNDP, 2008
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