Proposição - Racíocinio Lógico
Proposição - Racíocinio Lógico
Autor:
Equipe Exatas Estratégia
Concursos
19 de Dezembro de 2024
Índice
1) Introdução às Proposições
..............................................................................................................................................................................................3
2) Proposições Simples
..............................................................................................................................................................................................
14
3) Proposições Compostas
..............................................................................................................................................................................................
22
5) Tabela Verdade
..............................................................................................................................................................................................
66
APRESENTAÇÃO DA AULA
Fala, pessoal!
A aula de hoje é a base da lógica de proposições, sem a qual não podemos avançar no conteúdo.
Em seguida, trataremos sobre as proposições compostas. Nesse tema, apresentaremos diversos exemplos
que contextualizam os valores lógicos resultantes do uso dos conectivos. Por experiência como professor,
gravar exemplos não é o melhor caminho. É muito mais importante que você DECORE os casos típicos de
cada um dos cinco conectivos.
Posteriormente, falaremos sobre a conversão da linguagem natural para a proposicional. Essa parte da aula
é importante, pois a necessidade de transformar a língua portuguesa em linguagem matemática estará
presente em todas as aulas de lógica de proposições.
Logo depois será tratado sobre tabela-verdade. Nessa parte da matéria é fundamental o entendimento de
como se constrói a tabela.
Vamos exibir, no início de cada tópico, um pequeno resumo para que você tenha uma visão geral do
conteúdo antes mesmo de iniciar o assunto.
Vamos avançando com calma e constância. A aula apresenta uma teoria um pouco extensa, porém
necessária para criarmos os alicerces da lógica de proposições.
@edu.mocellin
INTRODUÇÃO ÀS PROPOSIÇÕES
Introdução às proposições
Proposição lógica
Proposição lógica: é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso.
3.Admite um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: não são proposições as sentenças abertas,
nem os paradoxos, nem as frases com alta carga de subjetividade.
• " x + 9 = 10" - Sentença aberta
• "Ele correu 100 metros em 9,58 segundos no ano de 2009." - Sentença aberta
• "Esta frase é uma mentira." - Paradoxo
• "Maria é formosíssima." - Alta carga de subjetividade
Quantificadores: "todo", "para todo", "para qualquer", "qualquer que seja", "nenhum", "existe",
"algum", "pelo menos um", "existe um único" e suas variantes transformam sentenças abertas em
proposições.
Proposição lógica
Uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Exemplo:
Perceba que a frase acima é uma oração em que se declara algo sobre a cidade de Porto Alegre. Além disso,
essa frase admite um valor lógico. Não bastasse isso, essa oração admite somente um valor lógico: ou é
verdadeiro que Porto Alegre é realmente a capital do Rio Grande do Sul, ou é falso que essa cidade é a
capital desse estado. Vejamos outros exemplos de proposição:
Cumpre destacar que podemos ter proposições que são expressões matemáticas. Exemplos:
"5 + 5 = 9."
(Lê-se: "Cinco mais cinco é igual a nove.")
É muito importante que você entenda o conceito de proposição lógica apresentado, pois é possível resolver
diversas questões introdutórias somente conhecendo essa definição.
Uma proposição lógica deve ser uma oração. Isso significa que ela necessariamente deve apresentar um
sentido completo, identificado pela presença de um verbo. As seguintes expressões não são proposições
por não apresentarem verbo:
"Teclado."
Uma proposição lógica é uma sentença declarativa, podendo ser uma sentença declarativa afirmativa ou
uma sentença declarativa negativa. São proposições:
Não basta que a sentença apresente um verbo para que ela seja considerada uma
proposição. Veja que a sentença imperativa "Chute a bola" apresenta verbo (chutar) e,
mesmo assim, não é uma proposição por não ser declarativa.
(BNB/2018) A sentença “É justo que toda a população do país seja penalizada pelos erros de seus
dirigentes?” é uma proposição lógica composta.
Comentários:
Veremos ainda nessa aula o conceito de proposição composta.
Note, porém, que podemos resolver a questão mesmo sem conhecer esse conceito. Isso porque a sentença
apresentada não é uma proposição lógica, pois trata-se de uma sentença interrogativa.
Gabarito: ERRADO.
Uma proposição deve admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores
lógicos
Antes de desenvolver essa última característica das proposições, devemos entender o que é um valor lógico.
Valor lógico é o resultado do juízo que se faz sobre uma proposição. Na lógica que é tratada nesse curso, a
Lógica Formal, o valor lógico pode ser ou verdadeiro ou falso, mas não ambos.
Sabemos que ela ou é verdadeira ou é falsa, não sendo possível Porto Alegre ser e não ser, ao mesmo tempo,
a capital do Rio Grande do Sul.
Nesse momento, é importante que você entenda o seguinte: para verificar se determinada frase é uma
proposição, não precisamos saber, no mundo dos fatos, se a frase é verdadeira ou se é falsa
Se você é bom em Geografia, provavelmente você sabe que, quando contrastada com o mundo em que
vivemos, a proposição "Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul" é verdadeira.
Apesar disso, para identificarmos se a frase em questão é uma proposição, você não precisa ser bom em
Geografia. Não se faz necessário saber se essa frase é de fato verdadeira ou não, pois nos interessa saber
somente se a frase tem a capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos
(verdadeiro ou falso).
Para verificar se determinada frase é uma proposição, não precisamos saber, no mundo
dos fatos, se a frase é verdadeira ou se é falsa. No caso em que acabamos de mostrar, não
precisamos saber se Porto Alegre é ou não de fato a capital do Rio Grande no Sul.
Para que a frase seja considerada uma proposição, um dos requisitos é que ela tenha a
capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos (verdadeiro
ou falso).
E aí, astrônomo? Sabe dizer se essa frase é verdadeira ou se é falsa? Mesmo que não saibamos se a frase é
verdadeira ou falsa, não resta dúvida de que a frase é uma proposição, pois:
• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "existir";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre a Via Láctea;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em
questão: ou é verdadeiro que "na Via Láctea existem mais de 1 trilhão de estrelas ", ou é falso que
"na Via Láctea existem mais de 1 trilhão de estrelas".
Existem algumas questões, relacionadas a conteúdos que ainda serão estudados, em que
se faz necessário contrastar a proposição com a realidade dos fatos para que possamos
determinar se ela é verdadeira ou se ela é falsa. Em regra, essas questões apresentam
proposições que envolvem conceitos matemáticos. Por exemplo:
"5 + 2 = 8"
(Lê-se: "Cinco mais dois é igual a oito.")
Nesses casos, as questões costumam requerer que você saiba que a primeira proposição é
falsa e que a segunda proposição é verdadeira.
Agora que sabemos o que é um valor lógico e como esse conceito é usado para definirmos o que é uma
proposição, veremos algumas situações de frases que não são proposições.
Sentenças abertas são aquelas sentenças em que não se pode determinar a que ela se refere. Como
consequência disso, não se pode dizer que elas admitem um único valor lógico V ou F.
Em resumo, sentenças abertas não são proposições porque o valor lógico que poderia ser atribuído à
sentença depende da determinação de uma variável. Exemplo:
"𝑥 + 9 = 10"
O que você acabou de fazer é resolver a equação matematicamente para que ela seja verdadeira. Em outras
palavras, você acaba de "forçar" para que a equação seja verdadeira e, como consequência disso, você
concluiu que 𝑥 deve ser igual a 1.
Note, porém, que queremos verificar se a sentença em si é verdadeira ou falsa, sem que ela seja resolvida.
Nesse caso, não conseguimos determinar o valor lógico de "𝑥 + 9 = 10", pois não sabemos de antemão o
valor de 𝒙.
Para classificar a equação do exemplo como verdadeira ou falsa, precisaríamos determinar a variável 𝑥. Veja
que, para 𝒙 igual a 𝟑, por exemplo, a sentença seria falsa, pois 3 + 9 não é igual a 10. Por outro lado, para
𝒙 igual a 𝟏, a sentença seria verdadeira, pois 1 + 9 é igual a 10.
É importante que você entenda que sentenças abertas não precisam ser expressões matemáticas. Exemplo:
Perceba que, na frase em questão, o pronome "ele" funciona como uma variável. Para que atribuíssemos
o valor verdadeiro ou falso para a sentença, precisaríamos determinar essa variável. No exemplo, se "ele"
fosse o ex-velocista Usain Bolt, a sentença seria verdadeira. De modo diverso, se o pronome se referisse ao
professor Eduardo Mocellin, a sentença seria falsa.
É verdade que:
a) Todas as sentenças são abertas.
b) Apenas a sentença III é aberta.
c) Apenas as sentenças I e III são abertas.
d) Apenas a sentença I é aberta.
Comentários:
Vamos verificar as três sentenças individualmente.
I- Ela foi a melhor aluna da turma em 2022.
Note que o pronome "ela" funciona como uma variável. Para que atribuíssemos o valor verdadeiro ou falso
para a sentença, precisaríamos determinar essa variável. Logo, trata-se de uma sentença aberta.
II- Mario foi o diretor do Colégio Liceu em 2020.
Sabemos que uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um,
dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Trata-se do caso dessa sentença e, portanto, essa
sentença é uma proposição.
𝒙+𝒚
III- é um número par.
𝟐
Note que 𝒙 e 𝒚 são variáveis. Para que atribuíssemos o valor verdadeiro ou falso para a sentença,
precisaríamos determinar essas variáveis. Logo, trata-se de uma sentença aberta.
Portanto, é correto afirmar que apenas as sentenças I e III são abertas.
Gabarito: Letra C.
(INSS/2022) P: “Se me mandou mensagem, meu filho lembrou-se de mim e quer ser lembrado por mim”.
Considerando a proposição P apresentada, julgue o item seguinte.
Na proposição P, permitindo-se variar, em certo conjunto de pessoas, o sujeito e o objeto de cada verbo de
suas proposições simples constituintes, tem-se uma sentença aberta, que também pode ser expressa por
quem mandou mensagem, lembrou-se e quer ser lembrado.
Comentários:
Questão de alto nível, pessoal!
Note que P é uma proposição. Veremos futuramente que esse tipo de proposição pode ser classificado como
proposição composta, pois essa proposição é formada por mais de uma proposição simples.
Em resumo, a questão pretende tornar indeterminadas as pessoas presentes na proposição P, e a questão
sintetiza essa indeterminação na frase "quem mandou mensagem, lembrou-se e quer ser lembrado".
Considerando essa frase, percebe-se que temos uma sentença em que não se pode determinar a quem ela
se refere. Temos, portanto, uma sentença aberta.
Gabarito: CERTO.
Pode-se transformar uma sentença aberta em uma proposição por meio do uso de elementos denominados
quantificadores.
Estudaremos quantificadores em momento oportuno. Nesse momento, só precisamos saber que elementos
como "todo", "para todo", "para qualquer", "qualquer que seja", "nenhum", "existe", "algum", "pelo
menos um", "existe um único" e suas variantes transformam sentenças abertas em proposições.
Caso a variável "ele" fosse substituída pelo quantificador "alguém" (variante de "algum"), teríamos:
Observe que a frase acima tem a capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos.
Em outras palavras, a frase acima é passível de valoração V ou F. Note que ou é verdadeiro que "alguém
correu 100 metros em 9,58 segundos em 2009", ou então é falso que "alguém correu 100 metros em 9,58
segundos em 2009".
Por curiosidade, caso queiramos contrastar a proposição com a realidade, podemos atribuir a ela o valor
lógico verdadeiro, pois, no mundo dos fatos, alguém realmente correu 100 metros em 9,58 segundos em
2009: o velocista Usain Bolt.
O exemplo abaixo é uma proposição que deve ser lida como "existe um 𝒙 pertencente ao conjunto dos
números naturais tal que 𝒙 + 𝟗 = 𝟏𝟎". O valor lógico é verdadeiro, pois para 𝒙 = 𝟏 a igualdade se
confirma.
“∃ 𝑥 ∈ ℕ | 𝑥 + 9 = 10" - Verdadeiro
O próximo exemplo também é uma proposição e deve ser lida como "para todo 𝒙 pertencente ao conjunto
dos números naturais, 𝒙 + 𝟗 = 𝟏𝟎". ==323dd5==
“∀ 𝑥 ∈ ℕ | 𝑥 + 9 = 10" - Falso
Frases paradoxais não podem ser proposições justamente porque não pode ser atribuído um único valor
lógico a esse tipo de frase. Exemplo:
Perceba que se a frase acima for julgada como verdadeira, então, seguindo o que a frase explica, é
verdadeiro que a frase é falsa. Nesse caso, chega-se ao absurdo de que a frase é verdadeira e falsa ao mesmo
tempo.
Por outro lado, se a frase acima for julgada como falsa, então, segundo o que a frase explica, é falso que a
frase é falsa e, consequentemente, a frase é verdadeira. Novamente, chega-se ao absurdo de que a frase é
verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
(TRF1/2017) "A maior prova de honestidade que realmente posso dar neste momento é dizer que
continuarei sendo o cidadão desonesto que sempre fui."
A partir da frase apresentada, conclui-se que, não sendo possível provar que o que é enunciado é falso, então
o enunciador é, de fato, honesto.
Comentários:
Primeiramente, devemos pressupor nessa questão que uma pessoa honesta sempre diz a verdade, e uma
pessoa desonesta sempre mente. Seria melhor se a banca tivesse informado isso.
Perceba que sentença apresentada é um paradoxo. Se você considerar que a pessoa é honesta, ou seja, que
diz a verdade, então a frase que ela disse é verdadeira. Ocorre que, sendo a frase verdadeira, chega-se à
conclusão que a pessoa é desonesta, ou seja, que ela mentiu. Isso significa que a frase é falsa.
Chega-se então ao absurdo de que a frase é verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Trata-se, portanto, de um
paradoxo. Não se pode dizer que o enunciador é honesto, ou seja, não se pode dizer que a sentença é
verdadeira, pois não se trata de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.
Em algumas questões de concurso público, podem ser apresentadas algumas frases que apresentam alta
carga de subjetividade, que mais se aproximam de uma mera opinião. Esse tipo de frase não admite um
único valor lógico (V ou F) e, portanto, não se trata de uma proposição. Por exemplo:
"Maria é formosíssima."
Em um primeiro momento, essa frase pode parecer que é uma proposição. Ocorre, porém, que ela carrega
uma alta carga de subjetividade. Como seria possível afirmar categoricamente que Maria é formosíssima?
Veja que não é possível atribuir um valor lógico V ou F para essa frase, pois ela emite uma opinião, que não
pode ser valorada de modo objetivo. Logo, não se trata de uma proposição. Vejamos outros exemplos de
frases que não são proposições por conta da sua alta carga de subjetividade:
(BRDE/2023) Entre as alternativas abaixo, qual NÃO pode ser considerada uma proposição lógica?
a) Ana é balconista.
b) Paulo tem 5 gatos.
c) Porto Alegre é no Rio Grande do Sul.
d) 1 > 9
e) João é incrível.
Comentários:
Sabemos que uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um,
dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. As frases apresentadas nas alternativas de A até D se
encaixam nessa definição, inclusive a expressão matemática "1 > 9", que pode ser lida como "um é maior do
que nove".
Na letra E, temos a frase "João é incrível". Em um primeiro momento, a frase apresentada nessa alternativa
pode parecer que é uma proposição. Ocorre, porém, que essa frase carrega uma alta carga de subjetividade.
Como seria possível afirmar categoricamente que João é incrível?
Veja que não é possível atribuir um valor lógico V ou F para essa frase, pois ela emite uma opinião, que não
pode ser valorada de modo objetivo. Logo, não se trata de uma proposição.
Gabarito: Letra E.
PROPOSIÇÕES SIMPLES
Proposições simples
Definição de proposição simples
A maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o elemento
"não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa.
q: "Taubaté não é a capital de Mato Grosso."
~q: "Taubaté é a capital de Mato Grosso."
Negação usando antônimos: nem sempre o uso de um antônimo nega a proposição original. Para a
proposição "O Grêmio venceu o jogo", é errado dizer que a negação seria "O Grêmio perdeu o jogo",
porque o jogo poderia ter empatado.
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar a oração principal.
Dizemos que uma proposição é simples quando ela não pode ser dividida em proposições menores.
De outra forma, podemos dizer que a proposição é simples quando ela é formada por uma única parcela
elementar indivisível que pode ser julgada como verdadeira ou falsa.
É muito comum representar as proposições simples por uma letra do alfabeto. Exemplos:
r: "32 = 6."
==323dd5==
Observe que as proposições simples p e r são sentenças declarativas afirmativas, enquanto q é uma
sentença declarativa negativa.
Essa nova proposição simples é denotada pelo símbolo ~ ou ¬ seguido da letra que representa a proposição
original. Ou seja, a negação de p é representada por ~p ou ¬p (lê-se: "não p"). Exemplo:
Uma outra forma de se negar a proposição original sugerida é inserir expressões como "não é verdade
que...", "é falso que..." no início:
A nova proposição ~p sempre terá o valor lógico oposto da proposição original p. Isso significa que se p é
falsa, ~p é verdadeira, e se p é verdadeira, ~p é falsa. Essa ideia pode ser representada na seguinte tabela,
conhecida por tabela-verdade:
Cada linha da tabela representa uma possível combinação de valores lógicos para as proposições p e ~p. A
primeira linha representa o fato de que se p assumir o valor V, ~p deve assumir o valor F. Já a segunda linha
representa o fato de que se p assumir o valor F, ~p deve assumir o valor V.
Note que a maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o
elemento "não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa.
Logo, a negação mais comum de "Taubaté não é a capital de Mato Grosso" corresponde à proposição
"Taubaté é a capital de Mato Grosso".
(CGIA-SC/2020) A proposição p equivale à “Ana não dirige moto” e a proposição q equivale à “Heitor
administra o mercado”. Assinale a alternativa que apresenta corretamente ~p e ~q, nesta ordem.
Veja que faz sentido dizer que "João foi reprovado no vestibular" corresponde à negação de "João foi
aprovado no vestibular". Isso porque, nesse contexto, "aprovado" e "reprovado" abarcam todas as
possibilidades possíveis.
O uso de antônimos para se negar uma proposição deve ser visto com muito cuidado. Veja a seguinte
proposição:
Observe que um antônimo de "vencer" é "perder", porém essa palavra não nega a proposição anterior. Não
está certo dizer que a negação da proposição seria "O Grêmio perdeu o jogo contra o Inter".
Note que, nesse contexto, "vencer" e "perder" não abarcam todas as possibilidades, pois o jogo poderia ter
empatado. Nesse caso, não resta outra opção senão negar a proposição com um dos modos tradicionais:
(CRMV RJ/2022) Em relação a estruturas lógicas e à lógica de argumentação, julgue o item a seguir.
A negação de “O canguru vermelho é o maior marsupial existente” é “O canguru vermelho é o menor
marsupial existente”.
Comentários:
Originalmente, temos a seguinte proposição:
p: “O canguru vermelho é o maior marsupial existente"
A questão sugere que essa proposição seja negada substituindo a palavra "maior" pelo seu antônimo
"menor".
Veja que essa suposta negação não abarca todas as possibilidades possíveis, pois o canguru vermelho pode
não ser o maior marsupial sem que ele seja exatamente o menor. Em outras palavras, o canguru vermelho
poderia, por exemplo, ter um tamanho mediano.
Logo, uma possibilidade correta de se negar a proposição original seria:
~p: “O canguru vermelho não é o maior marsupial existente"
Gabarito: ERRADO.
Perceba que temos dois verbos, "respondeu" e "estudou" e, portanto, estamos diante de duas orações. Para
negar a proposição corretamente, nega-se a oração principal.
Note que a oração "que estudou todo o edital" é subordinada à oração principal, devendo ser
tratada como objeto direto. Podemos reescrever assim:
Observe que é errado negar a oração subordinada. Isso significa que "Pedro respondeu que não estudou
todo o edital" não é a negação de "Pedro respondeu que estudou todo o edital".
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações
subordinadas, devemos negar a oração principal.
Em um período composto por subordinação, nem sempre a oração principal aparece primeiro.
Isso significa que nem sempre é o primeiro verbo que deve ser negado.
(BNB/2022) A negação de “Não basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos” está corretamente
expressa em “Basta que juízes não sejam equilibrados nos seus votos”.
Comentários:
Estamos diante de uma proposição simples, que pode ser reescrita como:
p: “Não basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos.”
p: “Não basta isso.”
Para negar a proposição, nega-se a oração principal. Como já temos o elemento "não" na oração principal, a
maneira mais simples de se negar consiste em remover o "não":
~p: “Basta isso.”
Retornando para os termos da proposição original, temos:
~p: “Basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos.”
Veja que a negação sugerida, além de negar a oração principal (removendo-se o "não"), acaba por negar
também a oração subordinada.
“Basta que juízes não sejam equilibrados nos seus votos”.
Gabarito: ERRADO.
(TCDF/2014) A negação da proposição “O tribunal entende que o réu tem culpa” pode ser expressa por “O
tribunal entende que o réu não tem culpa”.
Comentários:
Estamos diante de uma proposição simples, que pode ser reescrita como:
p: “O tribunal entende que o réu tem culpa.”
p: “O tribunal entende isso.”
Para negar a proposição, nega-se a oração principal:
~p: “O tribunal não entende isso.”
Retornando para os termos da proposição original, temos:
~p: “O tribunal não entende que o réu tem culpa.”
Veja que o item erra ao negar a oração subordinada ao invés da oração principal:
“O tribunal entende que o réu não tem culpa”.
Gabarito: ERRADO.
Um resultado importante que pode ser obtido da tabela-verdade é que a negação da negação de p sempre
tem valor lógico igual a proposição p. Para obter esse resultado importante, primeiramente inserimos na
tabela verdade as possibilidades de p e ~p:
O próximo passo é preencher os valores de ~(~p) observando que essa proposição é a negação da
proposição ~p.
Agora basta reconhecer que a primeira coluna e a última coluna da tabela verdade são exatamente iguais.
Isso significa que, para os dois valores lógicos que p pode assumir (V ou F), os valores lógicos assumidos pela
proposição ~(~p) são exatamente iguais.
Quando duas proposições assumem valores lógicos necessariamente iguais, dizemos que as proposições são
equivalentes. Ressalto que trataremos sobre equivalências lógicas em aula futura. Nesse momento, quero
que você sabia que representação da equivalência lógica é dada utilizando o símbolo "≡" ou "⇔”. Portanto:
~(~p) ≡ p
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
Proposições compostas
• Proposição composta: resulta da combinação de duas ou mais proposições simples por meio do uso de
conectivos.
• Valor lógico (V ou F) de uma proposição composta: depende dos valores lógicos atribuídos às
proposições simples que a compõem.
• O operador lógico de negação (~ ) não é um conectivo.
• A palavra "nem" corresponde a uma conjunção "e" seguida de uma negação "não".
• A palavra “Se” aponta para a condição Suficiente: “Se p, então q”.
Proposição composta é uma proposição que resulta da combinação de duas ou mais proposições simples
por meio do uso de conectivos. Exemplo: considere as proposições simples p e q:
Unindo essas duas proposições simples por meio do conectivo "e", forma-se uma proposição distinta, que
chamaremos de R:
Essa proposição R é uma proposição composta, resultante da associação das proposições simples p e q por
meio de um conectivo.
Se unirmos as mesmas proposições simples por meio do conectivo "ou", forma-se uma nova proposição
composta S diferente da proposição R:
O valor lógico (V ou F) de uma proposição composta depende dos valores lógicos atribuídos às proposições
simples que a compõem.
Podemos dizer, no exemplo acima, que o valor lógico (V ou F) que a proposição composta R assume é função
dos valores lógicos assumidos pelas proposições simples p e q que a compõem. O mesmo pode ser dito da
proposição composta S, que utiliza um conectivo distinto.
As relações entre os valores lógicos das proposições simples e o consequente valor lógico da proposição
composta obtida pelo uso de conectivos serão estudadas a seguir.
Conectivos lógicos
Os conectivos possíveis são divididos em cinco tipos, havendo formas diferentes de representá-los na língua
portuguesa, conforme será visto adiante.
Os cinco conectivos e as suas formas mais usuais na língua portuguesa são: Conjunção ("e"), Disjunção
inclusiva ("ou"), Disjunção exclusiva ("ou...ou"), Condicional ("se...então") e Bicondicional ("se e somente
se").
A negação de uma proposição simples gera uma nova proposição simples. Assim, o
operador lógico de negação (~ ) não é um conectivo.
Conjunção (p∧q)
O operador lógico "e" é um conectivo do tipo conjunção. É representado pelo símbolo "∧” ou "&" (menos
comum). As bancas podem também representar a conjunção com o símbolo de intersecção da teoria dos
conjuntos: "∩".
A proposição composta R, resultante da união das proposições simples por meio do conectivo "e", é
representada por p∧q:
Vamos agora verificar os valores lógicos (V ou F) que a proposição composta p∧q pode receber, dependendo
dos valores atribuídos a p e a q.
Exemplo 1: Maria, no mundo dos fatos, realmente foi ao cinema. Nesse caso, p é verdadeiro.
Além disso, João de fato foi ao parque. Isso significa que q também é verdadeiro.
Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que essa frase é verdadeira. Isso significa que p∧q é verdadeiro.
Exemplo 2: consideremos agora que Maria realmente foi ao cinema e, com isso, a proposição p
é verdadeira. Porém, desta vez, João não foi ao parque. Isso significa que q é falso. Lembre-se
que a proposição q afirma que “João foi ao parque”. Se João não foi de fato ao parque, a
proposição q é falsa.
Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que ela é falsa, pois João, no mundo dos fatos, não foi ao parque. Isso significa que o valor
lógico da proposição composta p∧q é falso.
Inserindo esse novo resultado na tabela-verdade que começamos a preencher a partir do exemplo 1,
teremos:
Exemplo 3: dessa vez, no plano dos fatos, Maria resolveu não ir ao cinema. Nesse caso, o valor
lógico da proposição p é falso. Por outro lado, João realmente foi ao parque. Isso significa que o
valor lógico da proposição q é verdadeiro.
Dado esse novo contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque",
podemos dizer que ela é falsa, pois Maria não foi ao cinema. Isso significa que o valor lógico da
proposição composta p∧q é falso.
Por fim, a quarta possibilidade para a história dos seus amigos Maria e João é a seguinte:
Exemplo 4: Maria novamente não foi ao cinema. Nesse caso, o valor lógico da proposição p é
falso. Além disso, seu amigo João também não foi ao parque. Isso significa que o valor lógico da
proposição q é falso.
Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que ela é falsa, pois tanto Maria quanto João não foram ao cinema. Isso significa que o valor
lógico da proposição p∧q é falso.
Esqueçamos a história de Maria e João! Ela foi fundamental para você entender o raciocínio por trás dos
conceitos, mas podemos generalizar os resultados obtidos. A tabela abaixo, conhecida como tabela-verdade
da conjunção, resume os valores lógicos que a conjunção p∧q pode assumir em função dos valores
assumidos por p e por q.
A conjunção p∧q é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. Nos
demais casos, a conjunção p∧q é falsa.
(CRO-SC/2023) Considerando que a proposição “Sydney é a capital da Austrália” é falsa e que a proposição
“A Austrália é localizada na Oceania” é verdadeira, julgue o item.
A proposição “Sydney não é a capital da Austrália e a Austrália não é localizada na Oceania” é verdadeira.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
s: "Sydney é a capital da Austrália"
a: "A Austrália é localizada na Oceania"
Note que a proposição composta sugerida pelo enunciado pode ser descrita por ~s∧~a:
~s∧~a:"[Sydney não é a capital da Austrália] e [a Austrália não é localizada na Oceania]"
==323dd5==
Segundo o enunciado:
• s é falso; e
• a é verdadeiro.
Consequentemente:
• ~s é verdadeiro; e
• ~a é falso.
Note, portanto, que temos uma conjunção ~s∧~a em que uma das parcelas, ~a, é falsa. Consequentemente,
essa conjunção é falsa. Isso porque, para que a conjunção fosse verdadeira, ambas as parcelas ~s e ~a
precisariam ser verdadeiras.
Portanto, a proposição “Sydney não é a capital da Austrália e a Austrália não é localizada na Oceania” é
falsa.
Gabarito: ERRADO.
É importante você saber que a palavra "mas" também é utilizada para representar uma conjunção.
Apesar de na Língua Portuguesa a palavra "mas" apresentar uma ideia de oposição, ou seja,
um sentido adversativo, devemos ter em mente que, para fins de Lógica de Proposições,
"mas" é igual ao conectivo "e".
O mesmo vale para outras expressões adversativas que correspondem ao "mas", como "entretanto":
devemos tratar essas expressões adversativas como se fosse o conectivo "e".
É importante também que você saiba que a palavra "nem" corresponde a uma conjunção "e" seguida de
uma negação "não". Considere, por exemplo, as seguintes proposições:
e: "Pedro estuda."
t: "Pedro trabalha."
Note que a proposição composta "Pedro não estuda nem trabalha." corresponde a ~e∧~t:
O operador lógico "ou" é um conectivo do tipo disjunção inclusiva. É representado pelo símbolo "∨”. As
bancas podem também representar a disjunção inclusiva com o símbolo de união da teoria dos conjuntos:
"∪ ". Exemplo:
A tabela-verdade da disjunção inclusiva sintetiza os valores lógicos que a proposição composta p∨q pode
assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
A disjunção inclusiva p∨q é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas. Nos
demais casos, p∨q é verdadeira.
Para exemplificar, vamos utilizar a mesma história dos seus amigos Maria e João. Digamos que a
proposição p," João vai ao parque", seja verdadeira e que a proposição q, "Maria vai ao cinema",
seja falsa.
Nesse caso, a proposição p∨q "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema" é verdadeira, pois
para a disjunção inclusiva ser falsa, ambas as proposições devem ser falsas. Para a disjunção
inclusiva ser verdadeira, basta que uma das proposições que a compõem seja verdadeira.
O operador lógico "ou...,ou" é um conectivo do tipo disjunção exclusiva. É representado pelo símbolo "∨”
ou "" (menos comum). Exemplo:
Na disjunção exclusiva as duas proposições não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. O sentido de
exclusão conferido por esse conectivo significa que:
• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Pedro vai ao parque e Maria não vai
ao cinema;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Maria vai ao cinema e Pedro não vai
ao parque; e
• A primeira e a segunda possibilidade não podem ocorrer simultaneamente, ou seja:
o Maria não pode ir ao cinema com Pedro indo ao parque; e
o Pedro não pode ir ao parque com Maria indo ao cinema.
A tabela-verdade da disjunção exclusiva resume os valores lógicos que a proposição composta p∨q pode
assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
p: "Hoje é domingo."
q: "Hoje é segunda-feira."
1) Primeiro caso: p: "Hoje é domingo" e q: "Hoje é segunda-feira" são ambas verdadeiras. Nesse
caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira" é falsa, pois não é possível ser domingo
e segunda-feira ao mesmo tempo.
2) Segundo caso: hoje é domingo. Nesse caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira"
é verdadeira, pois uma (somente uma) das proposições é verdadeira - no caso, a proposição p.
3) Terceiro caso: hoje é segunda-feira. Nesse caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-
feira" também é verdadeira, pois uma (somente uma) das proposições é verdadeira – no caso, a
proposição q.
4) Quarto caso: hoje não é domingo nem segunda-feira. Nesse caso p e q são falsas e p∨q: "Ou
hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira" é falsa.
Nesse problema, ambas as proposições compostas p∧q e p∨q devem ter o mesmo valor lógico.
Comparando as tabelas-verdade das duas proposições compostas, podemos perceber que a conjunção "e"
e a disjunção inclusiva "ou" apresentam o mesmo valor lógico somente na última linha.
Em outras palavras, as duas proposições compostas apresentam o mesmo valor lógico (falso) quando
ambas as parcelas são falsas.
O uso da expressão "...ou..., mas não ambos" é utilizado como disjunção exclusiva. Exemplo:
p∨q: "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema, mas não ambos."
Além disso, é importante que você saiba que, em algumas questões, é necessário supor que o uso do "ou"
sozinho, exatamente como é usado na disjunção inclusiva, corresponde a uma disjunção exclusiva.
Em algumas questões, é necessário supor que o uso do "ou" sozinho, exatamente como
é usado na disjunção inclusiva, corresponde a uma disjunção exclusiva.
Perceba que José não pode ser cearense e paranaense ao mesmo tempo, e com isso
podemos considerar o "ou" sozinho como exclusivo.
Muito cuidado ao realizar essa consideração na hora da prova. Utilize esse entendimento
como último recurso.
(CREFONO 7/2014) Assinale a alternativa que representa o mesmo tipo de operação lógica que “O
fonoaudiólogo é gaúcho ou paulista”.
a) O pesquisador gosta de música ou de biologia.
b) O comentarista é paranaense ou matemático.
c) O analista é fonoaudiólogo ou dentista.
d) O professor faz musculação ou natação.
e) O gato está vivo ou morto.
Comentários:
Observe que, nessa questão, tanto a proposição do enunciado quanto as alternativas apresentam o
conectivo "ou" sozinho e, em um primeiro momento, poderíamos achar que todas as assertivas se tratam
de disjunção inclusiva.
Ocorre que, ao contextualizar a frase do enunciado, percebe-se que o fonoaudiólogo não pode ser ao
mesmo tempo gaúcho e paulista, de modo que devemos procurar nas alternativas um "ou" exclusivo.
Essa situação só ocorre na letra E, que apresenta um "ou" exclusivo justamente porque o gato não pode
estar vivo e morto ao mesmo tempo.
Gabarito: Letra E.
Condicional (p→q)
O operador lógico "se... ,então" é um conectivo do tipo condicional. É representado pelo símbolo "→” ou
"⊃” (menos comum). Exemplo:
A tabela-verdade da proposição condicional resume os valores lógicos que a proposição composta p→q
pode assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
p: "Frederico é matemático."
Analisemos as possibilidades:
1) p: "Frederico é matemático" e q: "Frederico sabe somar" são ambas verdadeiras. Nesse caso,
se realmente Frederico é matemático, não há dúvida que ele sabe somar, e a proposição
condicional p→q: "Se Frederico é matemático, então Frederico sabe somar" é verdadeira.
4) p: "Frederico é matemático" e q: "Frederico sabe somar" são ambas falsas. Esse caso é possível,
pois Frederico pode ser uma criança recém-nascida, que não é bacharel em matemática e que
não sabe somar. A condicional é verdadeira.
(CRP 9/2022) Se é verdadeira a proposição “Se a psicologia não é o estudo da alma, então Poliana é
psicóloga.”, então a proposição “Poliana é psicóloga.” é necessariamente verdadeira.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
a: “Psicologia é o estudo da alma.”
p: “Poliana é psicóloga.”
Sabemos que a condicional ~a→p é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Nos demais casos, ~a→p é verdadeira. Logo, a condicional ~a→p é verdadeira nos
seguintes casos:
• V→V: ~a verdadeiro e p verdadeiro;
• F→V: ~a falso e p verdadeiro;
• F→F: ~a falso e p falso;
Portanto, uma vez que a condicional ~a→p é verdadeira, não necessariamente p é verdadeiro.
Gabarito: ERRADO.
Para que a conjunção (p∧q) seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo:
• p é verdadeiro.
• q é verdadeiro.
• r é falso.
Gabarito: CERTO.
Sabemos que a condicional a→~f é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Logo:
• a é verdadeiro; e
• ~f é falso.
Com base nisso, devemos assinalar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira.
a) ~a − proposição simples falsa, pois ~a é falso.
b) ~f − proposição simples falsa, pois ~f é falso.
c) ~a∧f − conjunção falsa, pois um dos termos, ~a, é falso.
d) ~a∧~f − conjunção falsa, pois ambos os termos, ~a e ~f, são falsos.
e) a∧f − conjunção verdadeira, pois a e f são ambos verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra E.
Algumas vezes as bancas gostam de esconder a proposição condicional utilizando conectivos diferentes do
clássico "se...então". Vamos apresentar aqui as possibilidades que mais aparecem nas provas. Considere
novamente as proposições simples:
Essa mesma condicional p→q pode também ser representada das seguintes formas:
• Como p, q.
• p, logo q.
• p implica q.
• Quando p, q.
p→q: "Toda vez que Pedro vai ao parque, Maria vai ao cinema."
• p somente se q.
Como será visto mais à frente, o conectivo "se e somente se" é bicondicional. Seu uso é
diferente do conectivo condicional "somente se".
Muita atenção para os casos em que ocorre a inversão da ordem entre p e q. As quatro
condicionais a seguir, para fins de Lógica de Proposições, são exatamente iguais e
apresentam a mesma notação p→q:
(Pref Betim/2022) Tendo-se como premissa que a proposição simples “agentes municipais são públicos”
tenha valor falso, é CORRETO deduzir que o valor lógico da proposição “agentes municipais são públicos,
logo devem ser concursados” é:
a) Falso.
b) Verdadeiro.
c) Inconclusivo.
d) Não se trata de uma proposição.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: “Agentes municipais são públicos.”
c: “Agentes municipais devem ser concursados.”
Note que a proposição composta sugerida é a condicional p→c escrita na forma “p, logo q”:
p→c: “[Agentes municipais são públicos], logo [devem ser concursados].”
Essa condicional pode ser escrita por meio do conectivo tradicional “se...então”:
p→c: “Se [os agentes municipais são públicos], então [devem ser concursados].”
Sabemos que a condicional p→c é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Nos demais casos, p→c é verdadeira.
A questão informa que a primeira parcela, p, é falsa. Veja que, nesse caso, a condicional p→c será sempre
verdadeira, qualquer que seja o valor de c (V ou F). Isso porque, qualquer que seja o valor de c, não teremos
o caso em que a condicional é falsa, ou seja, não teremos o caso V→F.
Gabarito: Letra B.
a) P∨(Q →(R∧S))
b) (P→Q)∨R
c) P→(Q∨R)
d) (P∨Q)→(R∧S)
Comentários:
Note que a proposição composta sugerida é uma condicional escrita na forma “Quando p, q”. Nesse caso, a
primeira parcela é disjunção inclusiva P∨Q, e a segunda parcela é a conjunção R∧S. Observe:
(P∨Q)→(R∧S): “Quando [(Ana vai à escola de ônibus) ou (Ana vai à escola de carro)], [(Ana sempre leva um
guarda-chuva) e (Ana sempre leva dinheiro)].”
Uma forma de não confundir condição necessária com suficiente e vice-versa é lembrar que a palavra "se"
do "se...então" aponta para a condição suficiente.
Como será visto mais à frente, a expressão "condição necessária e suficiente" se refere às
proposições que compõem o conectivo bicondicional.
(CODHAB/2018) R: Se alguém estuda muitas horas sobre cálculo, então é aprovado em seu exame de cálculo.
Considerando a sentença apresentada acima, julgue o item que se segue.
A sentença R significa que estudar muitas horas sobre cálculo é condição necessária para ser aprovado em
seu exame de cálculo.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
e: “Alguém estuda muitas horas sobre cálculo.”
a: “Alguém é aprovado em seu exame de cálculo.”
Logo, é errado afirmar que “estudar muitas horas sobre cálculo é condição necessária para ser aprovado
em seu exame de cálculo”. Isso porque estudar muitas horas sobre cálculo é a condição suficiente.
Gabarito: ERRADO.
Quando temos uma condicional p→q, a primeira parcela p e a segunda parcela q que compõem essa
condicional têm nomes especiais:
Não confunda condição suficiente com subsequente, pois a palavra “subsequente” significa "aquele que
segue imediatamente a outro".
(PGE PE/2019) Se uma proposição na estrutura condicional — isto é, na forma p→q, em que p e q são
proposições simples — for falsa, então o precedente será, necessariamente, falso.
Comentários:
A questão afirma que, para uma condicional p→q ser falsa, devemos ter o precedente p necessariamente
falso.
Da tabela-verdade condicional, sabemos que a condicional é falsa somente no caso V→F, isto é, somente
quando o precedente é verdadeiro ao mesmo tempo em que o subsequente é falso.
O gabarito, portanto, é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
(CM Maringá/2017) Uma proposição condicional tem valor falso se ambos, antecedente e consequente,
forem falsos.
Comentários:
Da tabela-verdade condicional, sabemos que a condicional é falsa somente no caso V→F, isto é, somente
quando o antecedente é verdadeiro ao mesmo tempo em que o consequente é falso.
Gabarito: ERRADO.
Em resumo, para uma condicional qualquer p→q, a sua recíproca é dada por q→p. Considere, por exemplo,
a seguinte condicional p→q:
Bicondicional (pq)
O operador lógico "se e somente se" é um conectivo do tipo bicondicional. É representado pelo símbolo
"”. Exemplo:
A tabela-verdade da proposição bicondicional sintetiza os valores lógicos que a proposição composta pq
pode assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
pq: "Hoje é dia 01/09 se e somente se hoje é o primeiro dia do mês de setembro."
Perceba que se p e q são proposições com valor lógico verdadeiro no exemplo dado,
necessariamente a frase "Hoje é dia 01/09 se e somente se hoje é o primeiro dia do mês de
setembro" é verdadeira. Além disso, se é falso que hoje é dia 01/09 e falso que hoje é o primeiro
dia do mês de setembro, a proposição composta continua verdadeira.
Note que, como as proposições p e q são equações matemáticas, já podemos assumir que essas proposições
são falsas, pois 5+5 não é igual a 5, bem como 10+10 não é igual a 10.
Veja que a proposição composta sugerida pelo enunciado corresponde à bicondicional pq:
pq: “[5+5=5] se, e somente se, [10+10=10]”
Como ambas as parcelas da bicondicional apresentam o mesmo valor (falso), é correto afirmar que a
bicondicional é verdadeira.
Gabarito: CERTO.
Essa mesma bicondicional pq pode também ser representada das seguintes formas:
• p assim como q.
• p se e só se q.
• Se p, então q e se q, então p.
pq: "Se Pedro vai ao parque, então Maria vai ao cinema e se Maria vai ao cinema, então Pedro vai ao
parque."
• p somente se q e q somente se p.
pq: "Pedro vai ao parque somente se Maria vai ao cinema e Maria vai ao cinema somente se Pedro vai
ao parque."
Essa representação deriva do fato de que a bicondicional pode ser entendida como a
aplicação na condicional "na ida" e a aplicação da condicional "na volta". Veremos na aula
equivalências lógicas, se for objeto do seu edital, que as expressões pq e (p→q)∧(q→p)
são equivalentes, ou seja, apresentam a mesma tabela-verdade.
pq ≡ (p→q)∧(q→p)
(MME/2013) A representação simbólica correta da proposição "O homem é semelhante à mulher assim
como o rato é semelhante ao elefante" é
a) PQ
b) P
c) P∧Q
d) P∨Q
e) P→Q
Comentários:
Se definirmos as proposições simples P: "O homem é semelhante à mulher." e Q: "O rato é semelhante ao
elefante", o conectivo “assim como” une as duas proposições em uma bicondicional PQ.
PQ: "O homem é semelhante à mulher assim como o rato é semelhante ao elefante."
Gabarito: Letra A.
(TRF 1/2006/adaptada) Se todos os nossos atos têm causa, então não há atos livres e se não há atos livres,
então todos os nossos atos têm causa. Logo,
a) alguns atos não têm causa se não há atos livres.
b) todos os nossos atos têm causa se e somente se há atos livres.
c) todos os nossos atos têm causa se e somente se não há atos livres.
d) todos os nossos atos não têm causa se e somente se não há atos livres.
e) alguns atos são livres se e somente se todos os nossos atos têm causa.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: "Todos os nossos atos têm causa."
q: "Não há atos livres."
Observe que temos uma bicondicional escrita na forma “se p, então q e se q, então p”:
pq: “Se todos os nossos atos têm causa, então não há atos livres e se não há atos livres, então todos os
nossos atos têm causa.”
Em uma bicondicional, dizemos que p é condição necessária e suficiente para q, bem como dizemos que
q é condição necessária e suficiente para p.
Na sequência, realizaremos algumas questões envolvendo os conectivos lógicos. Antes de prosseguir, peço
que você DECORE o resumo a seguir.
Decorou? Para reforçar ainda mais o aprendizado, tente reproduzir em uma folha as tabelas-verdade dos
cinco conectivos sem espiar o material.
Agora vamos resolver algumas questões envolvendo diversos conteúdos vistos nesse tópico. Peço que você
não se preocupe ao errar, pois o enfoque, nesse momento, é o aprendizado.
(IPE Saúde/2022) Considere que o valor lógico da sentença A é a falsidade, o valor lógico de B é a verdade e
o valor lógico de C é a falsidade. Sobre isso, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso.
( ) (A∧B)→C
( ) (A∨B)∼C
( ) (∼A∨B)→C
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) V – V – V.
b) V – V – F.
c) V – F – V.
d) F – V – F.
e) F – F – F.
Comentários:
Sabemos A e C são falsos e B é verdadeiro. Com base nisso, vamos analisar as três proposições compostas.
(V) (A∧B)→C
Temos uma condicional cujo antecedente é (A∧B) e cujo consequente é C.
Note que o antecedente é uma conjunção da forma F∧V. Trata-se de uma conjunção falsa, pois um dos
termos da conjunção é falso.
Como o consequente C é falso, note que a condicional (A∧B)→C apresenta a forma F→F. Logo, temos uma
condicional verdadeira, pois a condicional é falsa somente no caso V→F.
(V) (A∨B)∼C
Temos uma bicondicional em que o primeiro termo é (A∨B) e o segundo termo é ~C.
Note que o primeiro termo é disjunção inclusiva da forma F∨V. Trata-se de uma disjunção inclusiva
verdadeira, pois a disjunção inclusiva é falsa somente no caso F∨F.
O segundo termo, ~C, é a negação de um termo falso. Logo, ~C é verdadeiro.
Perceba, portanto, que temos uma bicondicional da forma VV, em que ambos os termos são verdadeiros.
Logo, temos uma bicondicional verdadeira.
(F) (∼A∨B)→C
Temos uma condicional cujo antecedente é (∼A∨B) e cujo consequente é C.
Como A é falso, temos que ~A é verdadeiro. Note, portanto, que o antecedente da condicional, (∼A∨B), é
uma disjunção inclusiva da forma V∨V. Trata-se de uma disjunção inclusiva verdadeira, pois a disjunção
inclusiva é falsa somente no caso F∨F.
Como o consequente C é falso, note que a condicional (∼A∨B)→C apresenta a forma V→F. Logo, temos uma
condicional falsa, pois o caso V→F é o único caso em que a condicional é falsa.
Logo, a ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é V – V – F.
Gabarito: Letra B.
a) V, V e V.
b) V, F e V.
c) V, F e F.
d) F, F e V.
e) F, V e F.
Comentários:
Sabemos que a proposição P1 é falsa e que a proposição P2 é verdadeira.
Além disso, note que as proposições P3, P4 e P5 apresentam conceitos matemáticos, de modo que, nesses
casos, poderíamos obter os valores lógicos dessas proposições. Antes de resolver a questão gostaria de
destacar dois pontos:
• Caso no edital da sua prova não estejam previstos conceitos de matemática básica, dificilmente a banca vá
cobrar esses conceitos em questões de lógica de proposições.
• Para resolver essa questão em específico, não é necessário termos os valores lógicos das proposições P3 e
P4.
P1∨P5 – Sabemos que P1 é falsa. Nesse caso, para determinar o valor lógico de P1∨P5, precisamos
necessariamente obter o valor lógico de P5.
Utilizando nossos conhecimentos de matemática básica, podemos notar que a equação 𝒙𝟐 + 𝒙√𝟐 = 𝟎
admite raiz real. Isso porque, para 𝒙 = 𝟎, temos:
02 + 0 × √2 = 0
Logo, P5 é falsa.
Portanto, P1∨P5 é uma disjunção inclusiva em que ambas as parcelas são falsas (F∨F). Trata-se, portanto, de
uma disjunção inclusiva falsa.
P1∧P3 – Como P1 é falsa, temos uma conjunção no formato F∧P3. Essa conjunção é falsa, qualquer que seja
o valor de P3. Isso porque, para a conjunção ser verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras.
Para que a conjunção p∧b seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo, p é V e b é V.
Para que a disjunção inclusiva c∨s seja falsa, ambas as parcelas precisam ser falsas. Logo, c é F e s é F.
Com base nessas informações, vamos avaliar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira.
a) c→s – Trata-se da condicional F→F, que é uma condicional verdadeira. Esse é o gabarito.
b) ~s→~p – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
c) b→s – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
d) p→~b – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
e) p→c – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
Gabarito: Letra A.
Como todas as proposições simples definidas são falsas, é correto afirmar que eu não sou casado (~c é
verdadeiro), não sou policial (~p é verdadeiro) e não tenho filho (~f é verdadeiro).
Gabarito: Letra B.
Introdução
A língua portuguesa, assim como qualquer linguagem natural, apresenta uma grande variedade de usos, de
modo que existem diversas formas de se representar a mesma ideia. Isso faz com que a língua portuguesa
seja inexata.
Para o nosso estudo de Lógica de Proposições, faz-se necessário transformar a língua portuguesa, uma
linguagem natural, para a linguagem proposicional, que é exata.
Como podemos descrever essa frase "matematicamente", de modo que possamos trabalhar com a Lógica
de Proposições?
Veja que "João ser meu amigo" é a causa, cuja consequência é "emprestar dinheiro para João". Note,
portanto, que a frase em questão nos passa a ideia de uma condicional. Para descrever essa frase
"matematicamente", precisamos definir duas proposições simples.
Note que a frase original pode ser descrita como "Se a, então d", que pode ser representada
matematicamente por a→d.
a→d: "Se [João é meu amigo], então [empresto dinheiro para João]."
É justamente desse desafio de transformar as frases da língua portuguesa para a linguagem matemática
que vamos tratar no presente tópico.
Em diversas situações encontramos proposições compostas sem o devido uso dos parênteses. Quando isso
ocorre, surgem diversas dúvidas quanto à ordem em que devem ser feitas as operações. Exemplo:
~p→q∧r
Qual operação deve ser feita primeiro? A condicional ou a conjunção? E a negação, está negando a
proposição composta inteira ou apenas p? Em resumo, queremos saber a qual das possibilidades a
expressão acima se refere:
• ~ [p → (q ∧ r)]
• [(~ p) → q] ∧ r
• (~p) → (q ∧ r)
Para responder a essa pergunta, devemos obedecer à seguinte ordem de precedência, ou seja, a ordem
em que os operadores devem ser executados:
Cumpre destacar que alguns autores sugerem que a conjunção (∧) tem precedência com relação à
disjunção inclusiva (∨). Apesar disso, o melhor entendimento a ser levado para a prova é de que as
operações de conjunção e disjunção inclusiva devem ser executadas na ordem que aparecerem.
No exemplo dado, "~ p → q ∧ r", devemos observar que a negação se refere exclusivamente a p. Em
seguida, realiza-se a conjunção e, por último, a condicional. Desse modo, o exemplo pode ser melhor
escrito da seguinte forma:
(~ p) → (q ∧ r)
Em alguns casos as bancas utilizam vírgulas para indicar parênteses nas proposições. Considere a seguinte
proposição composta:
,
"Se Pedro é matemático, então ele passou no vestibular e hoje ele sabe calcular integrais"
p: "Pedro é matemático."
(p → v) ∧ s
"Se Pedro é matemático, então ele passou no vestibular e hoje ele sabe calcular integrais."
Nesse caso, deveríamos seguir a ordem de precedência para montar a proposição composta, de modo que
a conjunção deveria ser realizada antes da condicional. O resultado seria o seguinte:
p → (v ∧ s)
Ao longo do tópico em que os cinco conectivos lógicos foram explicados, realizamos alguns exercícios em
que, ao longo da resolução, tivemos que definir proposições simples e transformar uma frase da língua
portuguesa para a linguagem de proposições.
Não existe teoria sobre essa conversão da língua portuguesa para a linguagem proposicional, de modo que
realizaremos uma questão como forma de teoria.
(UFRJ/2022) Sejam as proposições "Marcos é ator", "É falso que Marcos é biólogo" e "Marcos é rico". A
alternativa que apresenta a correta tradução para a linguagem simbólica da proposição composta “Marcos
não é ator e nem biólogo se e somente se Marcos é biólogo ou não é rico” é:
a) (~p∧q) (~q∨~r)
b) (~p∧q) → (~q∨~r)
c) (p∨~q) (q∧~r)
d) (~p∨q) → (~q∨~r)
e) (~p ∧~q) → (qΛ~r)
Comentários:
Para resolver essa questão, devemos considerar que p, q e r são as seguintes proposições:
p: "Marcos é ator."
q: "É falso que Marcos é biólogo."
r: "Marcos é rico."
Feita a observação, note que "Marcos não é ator e nem biólogo." corresponde a ~p∧q:
~p∧q: "(Marcos não é ator) e (Marcos não é biólogo)."
Seguindo a ordem de precedência dos conectivos, devemos executar inicialmente a conjunção "e", depois
a disjunção inclusiva "ou" e, por fim, a bicondicional "se e somente se". Logo, a proposição procurada é
dada por (~p∧q)(~q∨~r):
(~p∧q) (~q∨~r): “[(Marcos não é ator) e (Marcos não é biólogo)] se e somente se [(Marcos é biólogo)
ou (Marcos não é rico)].”
Gabarito: Letra A.
É importante que você saiba que, em regra, os termos “não é verdade que” e “é falso que”, quando
utilizados em proposições compostas, costumam negar a proposição composta como um todo.
O termo "é falso que" no início nega a proposição composta como um todo. Logo, a proposição composta
em questão corresponde a ~((q∨r)∧∼p):
~((q∨r)∧∼p): "É falso que {([Ana fala alemão] ou [(Ana fala) português]), mas ((que) não fala inglês)}"
Gabarito: Letra C.
Em algumas questões, as bancas colocam frases em que não são apresentados os conectivos da maneira
que aprendemos até então.
Isso quer dizer que a proposição não depende de como tenha sido feita a construção de tais sentenças na
língua escrita. Se frases escritas de modo diferente são proposições e têm o mesmo significado, então
essas proposições são iguais! Isso significa que as três frases abaixo são exatamente a mesma proposição:
Utilize esse entendimento de analisar o significado das proposições como último recurso.
Exemplo: se em alguma questão aparecer uma proposição da forma "q, pois p", já
sabemos que ocorre inversão entre o antecedente e o consequente. Logo, sem
realizarmos qualquer interpretação, já sabemos que "q, pois p" é a condicional p→q.
(Pref São Cristóvão/2023) Considerando p e q como as proposições "Eu estudo para um concurso." e "Eu
me dedico com afinco." e os símbolos ∧, ∨, → e como os conectivos lógicos "e", "ou", "se ..., então..." e
"se, e somente se,", respectivamente, assinale a opção que apresenta a estrutura, na lógica proposicional,
da proposição "Ao estudar para um concurso, eu me dedico com afinco.".
a) p∧q
b) pq
c) p∨q
d) p→q
Comentários:
Note que na proposição "Ao estudar para um concurso, eu me dedico com afinco." não há nenhum
conectivo conhecido.
Para resolver essa questão, você deve entender que "estudar para um concurso" é a causa cuja
consequência é "eu me dedico com afinco".
Nesse caso, devemos interpretar essa proposição como se fosse uma condicional "se...então":
"Se [eu estudo para um concurso], então [eu me dedico com afinco]."
(IBAMA/2013) P4: Se o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do fenômeno, como a presença
humana no planeta é recente, então a presença humana no planeta não é causadora do atual aquecimento
global.
A proposição P4 é logicamente equivalente a "Como o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do
fenômeno e a presença humana no planeta é recente, a presença humana no planeta não é causadora do
atual aquecimento global".
Comentários:
Vamos nos concentrar na proposição P4 original. Podemos identificar que há ao menos um condicional
nela, por conta da presença do conectivo "se...então".
P4: "Se o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do fenômeno, como a presença humana no
planeta é recente, então a presença humana no planeta não é causadora do atual aquecimento global."
Porém, uma dúvida que pode surgir é: e aquele "como"? Seria esse "como" uma condicional da forma não
usual "como... então"? Será que a frase "como a presença humana no planeta é recente" pode ser
ignorada?
Para resolver o problema, nessa questão devemos nos recordar que o termo proposição é usado para se
referir ao significado das orações.
Observe que o antecedente é composto por duas causas: “o atual aquecimento global é apenas mais um
ciclo do fenômeno” e “a presença humana no planeta é recente”.
A consequência dessas duas causas, que é o consequente da condicional, é: “a presença humana no
planeta não é causadora do atual aquecimento global. ”
P4:“Se [(o atual aquecimento global é apenas mais um ciclo do fenômeno) e (a presença humana no
planeta é recente)], então [a presença humana no planeta não é causadora do atual aquecimento global].”
TABELA-VERDADE
Tabela-verdade
n
Número de linhas = 2 , n proposições simples distintas.
Definição de tabela-verdade
A tabela-verdade é uma ferramenta utilizada para determinar todos os valores lógicos (V ou F) assumidos
por uma proposição composta em função dos valores lógicos atribuídos às proposições simples que a
compõem.
~ (p→~q) ∨ (~r→q)
Para isso, veremos que um dos passos necessários é listar todas as possibilidades que p, q e r
podem assumir em conjunto. Nesse caso, serão oito possibilidades de combinações:
Uma vez listadas todas as combinações de valores lógicos possíveis para p, q e r, a tabela-verdade
é uma ferramenta que nos permitirá encontrar todos os valores lógicos assumidos pela expressão
~ (p→~q) ∨ (~r→q).
Para o da primeira linha (onde p, q e r assumem o valor verdadeiro), veremos que a proposição
composta do exemplo assumirá o valor V. Para o caso da quarta linha (V, F, F) veremos que o
valor assumido por ~ (p→~q) ∨ (~r→q) será falso.
Se uma proposição for composta por 𝒏 proposições simples distintas, o número de linhas
da tabela-verdade será 𝟐𝒏 .
Vamos continuar com o mesmo exemplo anterior: queremos determinar os valores lógicos
assumidos pela proposição composta a seguir em função dos valores atribuídos a p, q e r.
~ (p→~q) ∨ (~r→q)
Como cada proposição simples p, q e r admite dois valores lógicos (V ou F), cada uma dessas três
proposições pode assumir somente 2 valores. Assim, o total de combinações dado por:
2 × 2 × 2 = 23 = 8
Podemos generalizar o resultado, dizendo que se uma proposição for composta por 𝑛
proposições simples, o número total de linhas da tabela-verdade será o número 2 multiplicado
𝒏 vezes, ou seja, 𝟐𝒏 .
𝟐 × 𝟐 × 𝟐 × . . .× 𝟐 = 𝟐𝒏
Pessoal, são inúmeras as questões que cobram diretamente o número de linhas da tabela-verdade de uma
proposição composta.
(ISS Fortaleza/2023) P: “Se a pessoa trabalha com o que gosta e está de férias, então é feliz ou está de férias.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o item seguinte.
O número de linhas da tabela-verdade associada à proposição P é inferior a 10.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
t: "A pessoa trabalha com o que gosta."
f: "A pessoa está de férias."
z: "A pessoa é feliz."
No resumo do início do tópico, indicamos que há quatro passos para a estruturação da tabela verdade. Agora
veremos em detalhes como utilizá-los na prática, tendo como exemplo a proposição composta
~(p→~q)∨(~r→q).
A proposição ~(p→~q)∨(~r→q) é composta por três proposições simples distintas: p, q e r. Logo o número
de linhas da nossa tabela-verdade será:
2𝑛 = 23 = 8
Feita a "engenharia reversa", basta desenhar o esquema da tabela. O número de colunas que corresponderá
a cada fragmento que importa para a resolução do exercício: as proposições simples, as negações
necessárias, as proposições compostas necessárias e, se for o caso, suas negações, até chegarmos na
proposição composta mais complexa.
No terceiro passo, devemos atribuir os valores V ou F às proposições simples (p, q e r) de modo a obter todas
as combinações possíveis. O melhor método para fazer isso é conferir os valores lógicos de maneira
alternada, conforme demonstrado abaixo:
Para obter o valor da proposição final, devemos realizar as operações necessárias à solução do caso dado -
considerando as cinco operações básicas com os conectivos e a operação de negação.
Vamos agora partir para a solução do nosso exemplo. Para fins didáticos, veremos cada etapa da resolução
separadamente em tabelas individualizadas. Na prática você só fará uma tabela e preencherá com os valores
lógicos encontrados.
Em cada etapa, para que você possa visualizar as operações de modo individualizado, a coluna pintada em
azul corresponderá aos valores lógicos que queremos determinar e as colunas em amarelo são aquelas
que estamos utilizando como referência para a operação.
==323dd5==
Obtenção de (p→~q) por meio das colunas p e ~q. Observe que a condicional só será falsa quando p for
verdadeiro e ~q for falso:
Obtenção de (~r→q) por meio das colunas ~r e q. Observe que a condicional só será falsa quando ~r for
verdadeiro e q for falso:
Obtenção de ~(p→~q)∨(~r→q) por meio das colunas ~(p→~q) e (~r→q). Observe que a disjunção será
falsa somente quando ~(p→~q) for falso e (~r→q) for falso:
Finalmente finalizamos a tabela-verdade de ~(p→~q)∨(~r→q). Perceba que ela nos diz que essa proposição
composta final só é falsa em dois casos:
Note que a proposição P é uma condicional em que se omite o "então", podendo ser escrita como p→(a∧j).
p→(a∧j): “Se [produz as informações de que o Brasil necessita], [(o IBGE ajuda o país a estabelecer políticas
públicas) e (justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados)].”
A condicional p→a∧j só e falsa quando o antecedente p é verdadeiro e o consequente a∧j é falso. Nos demais
casos, a condicional é verdadeira.
Note, portanto, que a quantidade de linhas da tabela-verdade de p→a∧j que apresentam valor lógico F é
igual a 3.
Gabarito: Letra C.
Os valores lógicos que completam a tabela considerando a ordem, de cima para baixo, são:
a) V – F – V – F.
b) F – V – F – V.
c) F – V – V – V.
d) V – V – F – F.
e) V – F – F – F.
Comentários:
Veja que, na questão apresentada, já temos a tabela-verdade construída. Faz-se necessário completar alguns
valores lógicos identificados com um ponto de interrogação.
Note que os valores lógicos da última coluna da tabela-verdade da proposição ((p∧q)→∼r)q dependem
das colunas referentes às proposições ((p∧q)→∼r) e q.
Sabemos que a bicondicional ((p∧q)→∼r)q é verdadeira para os casos em que as parcelas ((p∧q)→∼r) e
q apresentam o mesmo valor lógico.
Por outro lado, a bicondicional ((p∧q)→∼r)q é falsa para os casos em que as parcelas ((p∧q)→∼r) e q
apresentam valores lógicos distintos.
(POLC AL/2023) Considere-se que as primeiras três colunas da tabela-verdade da proposição lógica (Q∨R)∧P
sejam iguais a:
Nessa situação, a última coluna dessa tabela-verdade apresenta valores V ou F, tomados de cima para baixo,
na seguinte sequência:
VVVFVVFF
Comentários:
Devemos obter a tabela-verdade de (Q∨R)∧P.
Perceba que o Passo 1, "determinar o número de linhas da tabela-verdade", já está feito. O mesmo ocorre
com o Passo 3, "atribuir V ou F às proposições simples de maneira alternada".
A conjunção (Q∨R)∧P é verdadeira somente quando ambas as parcelas (Q∨R) e P são verdadeiras. Nos
demais casos, a conjunção (Q∨R)∧P é falsa.
Note, portanto, que a última coluna da tabela-verdade da proposição composta (Q∨R)∧P apresenta valores
V ou F, tomados de cima para baixo, na seguinte sequência: V V V F F F F F . O gabarito, portanto, é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
p ∨~ p é uma tautologia
p ∧~ p é uma contradição
Método da tabela-verdade
• Se na última coluna da tabela-verdade obtivermos apenas valores verdadeiros, trata-se de uma
tautologia;
• Se na última coluna da tabela-verdade obtivermos apenas valores falsos, trata-se de uma contradição;
• Se na última coluna da tabela-verdade obtivermos valores verdadeiros e falsos (V e F), trata-se de uma
contingência.
Método da prova por absurdo
Primeiro passo: partir da hipótese de que a proposição é uma tautologia ou então de que a proposição é
uma contradição.
Se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma tautologia, devemos seguir o seguinte
procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico falso à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
○ Se for possível que a proposição seja falsa, sabemos que não é uma tautologia. Nesse caso, a
proposição pode ser contradição ou contingência; ou
○ Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá ser
falsa e, portanto, é uma tautologia (sempre verdadeira).
Por outro lado, se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma contradição, devemos seguir o
seguinte procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico verdadeiro à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
○ Se for possível que a proposição seja verdadeira, sabemos que não é uma contradição. Nesse caso,
a proposição pode ser tautologia ou contingência; ou
○ Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá ser
verdadeira e, portanto, é uma contradição (sempre falsa).
Se for possível que a proposição seja falsa e também for possível que a proposição seja verdadeira,
não teremos uma tautologia e também não teremos uma contradição. Nesse caso, a proposição em
questão é uma contingência!
Implicação
Dizemos que uma proposição p implica q quando a condicional p→q é uma tautologia. A representação
da afirmação "p implica q" é representada por p ⇒ q.
Existe uma tautologia e uma contradição que você necessariamente precisa conhecer, pois elas aparecem
muito em prova:
Conforme pode ser observado nas tabelas-verdade a seguir, note que p∨~p é sempre verdadeiro e p∧~ p é
sempre falso.
Note que a proposição composta sugerida pelo enunciado pode ser descrita por p∨~p:
p∨~p: “[A Terra é plana] ou [a Terra não é plana].”
Conforme acabamos de ver, proposições da forma p∨~p são sempre verdadeiras e, portanto, a proposição
composta em questão é uma tautologia.
Gabarito: CERTO
Quando duas proposições assumem valores lógicos necessariamente iguais, dizemos que as proposições são
equivalentes. Ressalto que trataremos sobre equivalências lógicas em aula futura. Nesse momento, quero
que você sabia que representação da equivalência lógica é dada utilizando o símbolo "≡" ou "⇔”.
Podemos representar a tautologia por uma proposição genérica de símbolo "⊤" ou pela letra t. Essa
proposição genérica tem o valor lógico verdadeiro independentemente de quaisquer condições. Assim:
p ∨~p ≡ t
Informalmente, costuma-se representar essa proposição sempre verdadeira com o valor lógico V.
p ∨~p ≡ V
De modo análogo, a contradição é representada pela proposição genérica de símbolo "⊥" ou pela letra c.
Essa proposição genérica tem valor lógico falso independentemente de quaisquer condições. Assim:
p∧~p ≡ c
Informalmente, costuma-se representar essa proposição sempre falsa com o valor lógico F.
p∧~p ≡ F
Por exemplo, poderíamos utilizar a letra t para representar a proposição "Tiago é engenheiro".
Ressalto que, quando utilizarmos a letra c ou a letra t para nos referirmos a contradições ou a
tautologias, essa utilização estará muito clara.
Para descobrirmos se uma proposição composta é uma tautologia, uma contradição ou uma contingência,
podemos utilizar três métodos: método da tabela-verdade, método do absurdo ou equivalências
lógicas/álgebra de proposições.
Para ilustrar os dois primeiros métodos, vamos utilizar um exemplo. Queremos verificar se a seguinte
proposição é uma tautologia, uma contradição ou uma contingência:
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)]
Método da tabela-verdade
Perceba que, pelas definições de tautologia, contradição e contingência, podemos obter os seguintes
resultados:
Temos um total de 3 proposições simples distintas (p, q e r). Portanto, o número de linhas da tabela-verdade
é:
23 = 8
Note que:
A conjunção p∧q é verdadeira somente quando p e q são ambos verdadeiros. Nos demais casos, p∧q é falso.
A conjunção [(p∧q)∧r] é verdadeira somente quando (p∧q) e r são ambos verdadeiros. Nos demais casos,
[(p∧q)∧r] é falso.
A disjunção inclusiva (q∨r) é falsa somente quando q e r são ambos falsos. Nos demais casos, (q∨r) é
verdadeiro.
A bicondicional [p(q∨r)] será verdadeira somente quando p e (q∨r) tiverem o mesmo valor lógico. Nos
demais casos, [p(q∨r)] é falso.
Por fim, a condicional [(p∧q)∧r]→[p(q∨r)] é falsa somente quando o antecedente [(p∧q)∧r] é verdadeiro
e o consequente [p(q∨r)] é falso. Observe que esse caso nunca ocorre, de modo que essa condicional é
sempre verdadeira. Logo, estamos diante de uma tautologia.
b) p∨~p − Tautologia.
Conforme visto na teoria da aula, p∨~p é uma tautologia.
c) p→(q→p) − Tautologia.
Passo 1: determinar o número de linhas da tabela-verdade.
Temos duas proposições simples distintas. Logo, o número de linhas é 22 = 2 × 2 = 4.
Passo 2: desenhar o esquema da tabela-verdade.
Para determinar p→(q→p), precisamos determinar p, q e (q→p).
Gabarito: Letra E.
(ISS Fortaleza/2023) P: “Se a pessoa trabalha com o que gosta e está de férias, então é feliz ou está de férias.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o item seguinte.
A proposição P é uma tautologia.
Comentários:
Gabarito: CERTO.
Vamos utilizar o método da prova por absurdo para verificar se a seguinte proposição é uma tautologia,
uma contradição ou uma contingência:
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)]
Para aplicar esse método, o primeiro passo é partir da hipótese de que a proposição é uma tautologia ou
então partir da hipótese de que a proposição é uma contradição.
Se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma tautologia, devemos seguir o seguinte
procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico falso à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
o Se for possível que a proposição seja falsa, sabemos que não é uma tautologia. Nesse caso,
a proposição pode ser contradição ou contingência; ou
o Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá
ser falsa e, portanto, é uma tautologia (sempre verdadeira).
Por outro lado, se nós suspeitarmos que a proposição composta é uma contradição, devemos seguir o
seguinte procedimento:
• Tentar aplicar o valor lógico verdadeiro à proposição. Dessa tentativa, há duas possibilidades:
o Se for possível que a proposição seja verdadeira, sabemos que não é uma contradição. Nesse
caso, a proposição pode ser tautologia ou contingência; ou
o Se nessa tentativa chegarmos a algum absurdo, isso significa que a proposição nunca poderá
ser verdadeira e, portanto, é uma contradição (sempre falsa).
Ok, professor! Mas como eu descubro com esse método se a proposição é uma contingência?
Veja que, ao aplicar o método, se for possível que a proposição seja falsa e também for possível que a
proposição seja verdadeira, não teremos uma tautologia e também não teremos uma contradição. Nesse
caso, a proposição em questão é uma contingência!
Nesse contexto, o termo "absurdo" se refere a uma situação contraditória que surge ao tentar
aplicar o valor falso a uma tautologia ou o valor verdadeiro a uma contradição.
Exemplo: vamos supor que você aplica o valor falso a uma proposição composta que você
suspeita que é uma tautologia. Em decorrência disso, você obtém que algumas proposições
simples devem ser verdadeiras e falsas ao mesmo tempo. Trata-se de um absurdo, pois sabemos
que as proposições não podem ser V e F ao mesmo tempo. Como chegamos em um absurdo, isso
significa que a proposição composta original nunca pode ser falsa. Portanto, temos uma
tautologia.
Esse conceito ficará mais claro em seguida, quando mostrarmos o método com mais detalhes.
Bom, vamos aplicar o método! Queremos descobrir se [(p∧q)∧r]→[p(q∨r)] é uma tautologia, uma
contradição ou uma contingência.
Nesse caso, devemos tentar aplicar o valor lógico verdadeiro à proposição composta.
Você consegue verificar como essa condicional com antecedente [(p∧q)∧r] e com consequente
[p(q∨r)] pode ser verdadeira?
Eu tentaria, por exemplo, fazer com que o antecedente dessa condicional fosse falso. Nesse caso,
a condicional será verdadeira, pois necessariamente não teremos o único caso em que a
condicional é falsa (caso V→F).
Perceba, então, que se p, q e r forem todos falsos, por exemplo, teremos um antecedente falso
e, consequentemente, a proposição será verdadeira:
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)]
[(F∧ F)∧F]→[F(F∨F)]
[F∧F]→[FF]
[F]→[V]
Olha só, que legal! Conseguimos fazer com que a proposição seja verdadeira! Logo, sabemos
que a proposição composta em questão não é uma contradição, podendo ser tautologia ou
contingência.
Bom, sabemos que a proposição composta em questão não é uma contradição. Vamos supor, então, que
[(p∧q)∧r]→[p(q∨r)] é uma tautologia.
Nesse caso, devemos tentar aplicar o valor lógico falso à proposição composta.
Para que a condicional em questão seja falsa, devemos ter o caso V→F. Logo:
Antecedente
Vamos verificar o antecedente [(p∧q)∧r]. Para que a conjunção de (p∧q) com r seja verdadeira,
ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo:
Além disso, para que (p∧q) seja verdadeiro, devemos ter p e q ambos verdadeiros. Logo:
Consequente
Para que a bicondicional [p(q∨r)] seja falsa, ambas as parcelas, p e (q∨r), devem ter valores
lógicos distintos. Isso significa que podemos ter dois casos:
Veja que aqui nós já encontramos um absurdo! Isso porque já obtivemos que p, q e r devem
ser todos verdadeiros! Veja que, quando analisamos a bicondicional do consequente:
• No primeiro caso, teremos (q∨r) falso, de modo que q e r devem ser ambos falsos;
• No segundo caso, p deve ser falso.
Como acabamos de chegar em um absurdo, note que a proposição lógica em questão não pode
ser falsa. Trata-se, portanto, de uma tautologia.
a) P∧Q∧R – Contingência.
• Se P, Q e R forem todos verdadeiros, P∧Q∧R será verdadeiro.
• Se P, Q e R forem todos falsos, P∧Q∧R será falso.
Como acabamos de mostrar um caso em que a proposição composta pode ser verdadeira e um caso em que
a proposição composta pode ser falsa, temos uma contingência.
b) P∨QR∨S – Contingência.
• Se P, Q, R e S forem todos verdadeiros, P∨QR∨S será verdadeiro.
• Se P e Q forem verdadeiros e R e S forem falsos, P∨QR∨S será falso
Como acabamos de mostrar um caso em que a proposição composta pode ser verdadeira e um caso em que
a proposição composta pode ser falsa, temos uma contingência.
c) P∨QR∧S – Contingência.
• Se P, Q, R e S forem todos verdadeiros, P∨QR∧S será verdadeiro.
• Se P e Q forem verdadeiros e R e S forem falsos, P∨QR∧S será falso
Como acabamos de mostrar um caso em que a proposição composta pode ser verdadeira e um caso em que
a proposição composta pode ser falsa, temos uma contingência.
d) P∨Q∨R→S – Contingência.
• Se P, Q, R e S forem todos verdadeiros, P∨Q∨R→S será verdadeiro.
• Se P, Q e R forem verdadeiros e S for falso, P∨Q∨R→S será falso
Como acabamos de mostrar um caso em que a proposição composta pode ser verdadeira e um caso em que
a proposição composta pode ser falsa, temos uma contingência.
e) P∨Q∨R∨~S∨~P − Tautologia.
Como a questão pergunta por uma tautologia, a nossa suspeita é de que P∨Q∨R∨~S∨~P é uma tautologia.
Nesse caso, vamos tentar aplicar o valor lógico falso à proposição.
Como temos uma disjunção inclusiva com 5 termos, para que ela seja falsa, todos os cinco termos devem ser
falsos. Logo:
P deve ser falso; Q deve ser falso; R deve ser falso; ¬S deve ser falso; e ~P deve ser falso
Veja que aqui encontramos um absurdo. Isso porque P e ~P não podem ser ao mesmo tempo falsos, dado
que P e ~P devem apresentar valores lógicos opostos.
Logo, a proposição em questão nunca poderá ser falsa e, portanto, é uma tautologia (sempre verdadeira).
Gabarito: Letra E.
A questão a seguir já foi resolvida utilizando o método da tabela-verdade. Resolveremos, nesse momento,
utilizando o método da prova por absurdo.
(ISS Fortaleza/2023) P: “Se a pessoa trabalha com o que gosta e está de férias, então é feliz ou está de férias.”
Considerando a proposição P precedente, julgue o item seguinte.
A proposição P é uma tautologia.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
t: "A pessoa trabalha com o que gosta."
f: "A pessoa está de férias."
z: "A pessoa é feliz."
Como a questão pergunta por uma tautologia, a nossa suspeita é de que (t∧f)→(z∨f) é uma tautologia.
Nesse caso, vamos tentar aplicar o valor lógico falso à proposição.
Para que a condicional (t∧f)→(z∨f) seja falsa, devemos ter o caso V→F. Logo
• O antecedente (t∧f) deve ser verdadeiro; e
• O consequente (z∨f) deve ser falso.
Antecedente
Para que a conjunção (t∧f) seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo:
• t deve ser verdadeiro; e
• f deve ser verdadeiro.
Consequente
Para que a disjunção inclusiva (z∨f) seja falsa, ambas as parcelas precisam ser falsas. Logo:
• z deve ser falso; e
• f deve ser falso.
Veja que aqui encontramos um absurdo! Isso porque, analisando o antecedente, obtivemos que f deve ser
verdadeiro. Por outro lado, analisando o consequente, obtivemos que f deve ser falso.
Como acabamos de chegar em um absurdo, note que a proposição lógica em questão não pode ser falsa.
Trata-se, portanto, de uma tautologia.
Gabarito: CERTO.
Implicação
Dizemos que uma proposição p implica q quando a condicional p→q é uma tautologia. A representação da
afirmação "p implica q" é p ⇒ q.
p⇒q significa "p implica q", isto é, significa afirmar que "a condicional p→q é uma
tautologia".
Apesar dessa distinção, algumas bancas utilizam o símbolo de implicação "⇒” como se
fosse o símbolo da condicional "→”.
Além disso, em algumas questões, as bancas podem utilizar a expressão "p implica q" para
se referir simplesmente a uma condicional p→q, sem que ela necessariamente seja uma
tautologia.
(PC SE/2014) Diz-se que uma proposição composta A implica numa proposição composta B, se:
a) a conjunção entre elas for tautologia
b) o condicional entre elas, nessa ordem, for tautologia.
c) o bicondicional entre elas for tautologia
d) A disjunção entre elas for tautologia.
Comentários:
Dizer que uma proposição composta A implica numa proposição composta B significa dizer que a condicional
A→B é uma tautologia.
Gabarito: Letra B.
Proposições compostas
(FGV/TRF1/2024) Sabe-se que a sentença “Se a calça é verde e a camisa é rosa, então o sapato é branco
ou o cinto é marrom” é FALSA.
É correto concluir que:
a) a camisa não é rosa ou o cinto é marrom;
b) a calça é verde e o sapato é branco;
c) se o sapato não é branco, então a camisa não é rosa;
d) se o cinto não é marrom, então o sapato é branco;
e) se a calça não é verde, então o cinto é marrom.
Comentários:
Note que a proposição composta do enunciado pode ser descrita pela condicional v∧r→b∨m:
v∧r→b∨m: “Se [(a calça é verde) e (a camisa é rosa)], então [(o sapato é branco) ou (o cinto é marrom)]”
Como essa condicional é falsa, devemos ter o antecedente verdadeiro e o consequente falso (caso V→F).
Logo:
• v∧r é verdadeiro; e
• b∨m é falso.
Note que:
• Para que a conjunção v∧r seja verdadeira, ambas as parcelas devem ser verdadeiras. Logo, v e r são
ambos verdadeiros.
• Para a disjunção inclusiva b∨m ser falsa, ambas as parcelas devem ser falsas. Logo, b e m são ambos
falsos.
a) r∨m – trata-se de uma disjunção inclusiva falsa, pois ambas as parcelas, ~r e m, são falsas.
c) ~b→~r – condicional falsa, pois o antecedente ~b é verdadeiro e o consequente ~r é falso (caso V→F).
d) ~m→b − condicional falsa, pois o antecedente ~m é verdadeiro e o consequente b é falso (caso V→F).
e) ~v→~m – condicional verdadeira, pois temos o caso F→V, que é uma condicional verdadeira.
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Sabemos que uma condicional só é falsa no caso V→F. Logo, devemos verificar os valores de 𝑥 e de 𝑦 que
fazem com que o antecedente "𝑥 ≤ 𝑦” seja verdadeiro e o consequente "𝑥 + 2𝑦 < 5" seja falso.
a) 𝑥 = 3 e 𝑦 = 2. ERRADO.
Para essa alternativa, temos o caso F→F. Logo, temos uma condicional verdadeira. Observe:
• Antecedente:
𝟑≤𝟐
(Falso)
• Consequente:
3+2×2< 5
3+4<5
𝟕<𝟓
(Falso)
b) 𝑥 = 2 e 𝑦 = 2. CERTO.
Para essa alternativa, temos o caso V→F. Logo, temos uma condicional falsa. Observe:
• Antecedente:
𝟐≤𝟐
(Verdadeiro)
• Consequente:
2+2×2< 5
2+4<5
𝟔<𝟓
(Falso)
c) 𝑥 = 2 e 𝑦 = 1. ERRADO.
Para essa alternativa, temos o caso F→V. Logo, temos uma condicional verdadeira. Observe:
• Antecedente:
𝟐≤𝟏
==323dd5==
(Falso)
• Consequente:
2+2×1< 5
2+2<5
𝟒<𝟓
(Verdadeiro)
d) 𝑥 = 1 e 𝑦 = 1. ERRADO.
Para essa alternativa, temos o caso V→V. Logo, temos uma condicional verdadeira. Observe:
• Antecedente:
𝟏≤𝟏
(Verdadeiro)
• Consequente:
1+2×1< 5
1+2<5
𝟑<𝟓
(Verdadeiro)
e) 𝑥 = 0 e 𝑦 = 2. ERRADO.
Para essa alternativa, temos o caso V→V. Logo, temos uma condicional verdadeira. Observe:
• Antecedente:
𝟎≤𝟐
(Verdadeiro)
• Consequente:
0+2×2< 5
0+4<5
𝟒<𝟓
(Verdadeiro)
Gabarito: Letra B.
(FGV/CMSP/2024) Sabe-se que a sentença “Se faz sol e o mar está calmo, então vou remar” é FALSA.
Nesse caso, é correto concluir que
a) Não faz sol ou o mar não está calmo.
b) Faz sol e o mar não está calmo.
c) Não faz sol e o mar está calmo.
d) Vou remar ou não faz sol.
e) Não vou remar e o mar está calmo.
Comentários:
f: "Faz sol."
m: "O mar está calmo."
r: "Vou remar."
f∧m→r: "Se [(faz sol) e (o mar está calmo)], então [vou remar]."
Sabemos que a condicional é falsa somente no caso V→F. Para a condicional em questão, temos que:
Para a conjunção f∧m ser verdadeira, ambos os termos precisam ser verdadeiros. Portanto:
• f é verdadeiro;
• m é verdadeiro; e
• r é falso.
Com base nisso, vamos avaliar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira:
a) ~f∨~m – Disjunção inclusiva falsa, pois ambos os termos, ~f e ~m, são falsos.
d) r∨~f − Disjunção inclusiva falsa, pois ambos os termos, r e ~f, são falsos.
e) ~r∧m – Conjunção verdadeira, pois ambos os termos, ~r e m, são verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra E.
(FGV/AGENERSA/2023) Sabe-se que a sentença “Paulo não é louro ou Margarida é morena” é falsa.
É correto concluir que
a) Paulo é louro e Margarida é morena.
b) Paulo não é louro e Margarida não é morena.
c) Paulo não é louro e Margarida é morena.
d) Se Paulo é louro, então Margarida é morena.
e) Se Margarida não é morena, então Paulo é louro.
Comentários:
p: "Paulo é louro."
m: "Margarida é morena."
Para a disjunção inclusiva ser falsa, ambas as parcelas devem ser falsas. Logo, ~p e m são ambos falsos.
Consequentemente, p é V e m é F.
Com base nisso, vamos avaliar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira:
Gabarito: Letra E.
(FGV/PGM Niterói/2023) Sabe-se que a sentença “Se o sapato é marrom, então a calça é bege ou a
camisa é azul” é FALSA.
É correto concluir que:
a) o sapato não é marrom, a calça não é bege, a camisa não é azul;
b) o sapato não é marrom, a calça é bege, a camisa é azul;
Comentários:
m→b∨a: “Se [o sapato é marrom], então [(a calça é bege) ou (a camisa é azul)].”
O enunciado afirma que a condicional anterior é falsa. Isso significa que o antecedente da condicional é
verdadeiro e o consequente da condicional é falso. Logo:
● m é verdadeiro; e
● b∨a é falso.
Para que a disjunção inclusiva b∨a seja falsa, é necessário que ambos os termos sejam falsos. Logo:
● m é verdadeiro;
● b é falso; e
● a é falso.
● m é verdadeiro;
● ~b é verdadeiro; e
● ~a é verdadeiro.
Gabarito: Letra E.
(FGV/MPE SP/2023) Sejam p, q, r, s e t proposições simples e ~p, ~q, ~r, ~s e ~t as suas respectivas
negações.
Se a proposição composta p∨q∨~r∨s∨~t tem valor lógico falso, pode-se afirmar que
a) p é verdadeiro e q é falso.
b) q é verdadeiro e r é falso.
c) r é verdadeiro e s é falso.
d) s é verdadeiro e t é falso.
e) t é verdadeiro e r é falso.
Comentários:
Sabemos que uma disjunção inclusiva "ou" com dois termos é falsa somente quando ambas as parcelas são
falsas. Em outras palavras, uma disjunção inclusiva genérica p∨q é falsa quando p e q são ambos falsos.
A questão informa que a sequência de disjunções inclusivas p∨q∨~r∨s∨~t é falsa. Nesse caso, é necessário
que todos os termos que compõem essa sequência de "ous" sejam falsos. Logo:
● p é falso;
● q é falso;
● ~r é falso;
● s é falso; e
● ~t é falso.
● p é falso;
● q é falso;
● r é verdadeiro;
● s é falso; e
● t é verdadeiro.
Observação: Uma dúvida que pode restar quanto à resolução do problema é a seguinte: por que
necessariamente todos os termos da sequência de "ous" devem ser falsos?
Para responder à pergunta, considere que a seguinte proposição composta é falsa: p∨q∨r.
Veja que essa proposição pode ser entendida como (p∨q)∨r, ou seja, como uma disjunção inclusiva "ou"
entre o termo (p∨q) e o termo r.
Para que (p∨q)∨r seja falsa, ambos os termos (p∨q) e r devem ser falsos. Logo:
• (p∨q) é falso; e
• r é falso.
Note, ainda, que como (p∨q) é falso, ambas as parcelas devem ser falsas. Logo:
• p é falso;
• q é falso; e
• r é falso.
Veja que, se sequência de "ous" p∨q∨r for falsa, concluímos que todos os termos devem ser falsos.
Podemos seguir o mesmo raciocínio incluindo mais termos. Considere, por exemplo, que a seguinte
proposição composta é falsa: p∨q∨r∨s.
Veja que essa proposição pode ser entendida como (p∨q∨r)∨s, ou seja, como uma disjunção inclusiva "ou"
entre o termo (p∨q∨r) e o termo s.
Para que (p∨q∨r)∨s seja falsa, ambos os termos (p∨q∨r) e s devem ser falsos. Logo:
• (p∨q∨r) é falso; e
• s é falso.
Acabamos de ver que, para que (p∨q∨r) seja falso, todos os termos devem ser falsos. Logo:
• p é falso;
• q é falso;
• r é falso; e
• s é falso.
Note que, se a sequência de "ous" p∨q∨r∨s for falsa, concluímos novamente que todos os termos devem
ser falsos.
Gabarito: Letra C.
p∨~q
q∧~r
r→t
conclui-se que são logicamente verdadeiras apenas as proposições simples
a) p e q.
b) p e t.
c) q e r.
d) p, q e r.
e) q, r e t.
Comentários:
O enunciado apresenta três proposições compostas que apresentam valor lógico falso: uma disjunção
inclusiva "ou", uma conjunção "e" e uma condicional "se...então". Sabemos que:
● A conjunção "e" é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. Caso contrário,
a conjunção é falsa;
● A disjunção inclusiva "ou" é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas; e
● A condicional é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda é falsa.
Para que a disjunção inclusiva p∨~q seja falsa, p e ~q devem ser ambos falsos. Logo, p é F e q é V.
Para que a condicional r→t seja falsa, o antecedente r deve ser verdadeiro e o consequente t deve ser falso.
Logo, r é V e t é F.
Veja que, a partir da análise das proposições compostas p∨~q e r→t, temos a garantia de que a proposição
composta restante q∧~r é falsa. Isso porque, de acordo com os valores lógicos já obtidos, a conjunção em
questão é falsa, pois temos a conjunção de um termo verdadeiro (q) com um termo falso (~r).
Portanto, dentre as proposições simples p, q, r e t, conclui-se que são logicamente verdadeiras apenas as
proposições simples q e r.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
m: "Marlene é médica."
o: "Olga é oftalmologista."
p: "Priscila é professora."
● m é verdadeiro;
● o é verdadeiro; e
● p é falso.
A proposição composta em questão é a conjunção m∧~o. Trata-se de uma conjunção falsa, pois um dos
termos, ~o, é falso.
A proposição composta em questão é a disjunção inclusiva p∨~m. Trata-se de uma disjunção inclusiva falsa,
pois ambos os termos, p e ~m, são falsos.
A proposição composta em questão é a condicional p→~m. Trata-se da condicional F→F, que é uma
condicional verdadeira. Isso porque a condicional só é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o
consequente é falso (caso V→F).
A proposição composta em questão é a condicional ~p→~o. Trata-se da condicional V→F, que é uma
condicional falsa.
A proposição composta em questão é a condicional o→~m. Trata-se da condicional V→F, que é uma
condicional falsa.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
p: "Paulo é carioca."
b: "Bernardo é paulista."
s: "Sérgio é amazonense."
O enunciado nos diz que a segunda sentença, s→p, é falsa. Sabemos que uma condicional é falsa somente
no caso V→F. Logo, temos que: s é verdadeiro e p é falso.
Além disso, o enunciado nos diz que a primeira sentença, p∨b, é verdadeira. Para uma disjunção inclusiva
ser verdadeira, ao menos um dos termos deve ser verdadeiro. Como p é falso, devemos ter que
b é verdadeiro.
● p é falso;
● b é verdadeiro; e
● s é verdadeiro;
● ~p é verdadeiro;
● b é verdadeiro; e
● s é verdadeiro.
Gabarito: Letra C.
(FGV/SEFAZ BA/2022) Sabe-se que a sentença “Se João não é vascaíno, então Júlia é tricolor ou Marcela
não é botafoguense.” é falsa.
É correto concluir que
a) João é vascaíno e Júlia não é tricolor.
b) Se Marcela é botafoguense, então Júlia é tricolor.
c) João é vascaíno ou Marcela não é botafoguense.
d) Se Júlia não é tricolor, então Marcela é botafoguense.
e) João não é vascaíno, Júlia não é tricolor e Marcela não é botafoguense.
Comentários:
v: "João é vascaíno."
t: "Júlia é tricolor."
b: "Marcela é botafoguense."
~v → t∨~b: “Se [João não é vascaíno], então [(Júlia é tricolor) ou (Marcela não é botafoguense)].”
O enunciado afirma que a condicional anterior é falsa. Isso significa que o antecedente da condicional é
verdadeiro e o consequente da condicional é falso. Logo:
● ~v é verdadeiro; e
● t∨~b é falso.
Como ~v é verdadeiro, v é falso. Além disso, para que a disjunção inclusiva t∨~b seja falsa, é necessário que
ambos os termos sejam falsos. Logo:
● v é falso;
● t é falso; e
● ~b é falso.
● v é falso;
● t é falso; e
● b é verdadeiro.
Temos uma conjunção em que um dos termos, v, é falso. Logo, a alternativa apresenta uma conjunção falsa.
Temos uma condicional em que o antecedente b é verdadeiro e o consequente t é falso. Logo, a alternativa
apresenta uma condicional falsa (caso V→F).
Temos uma disjunção inclusiva em que ambos os termos, v e ~b, são falsos. Logo, a alternativa apresenta
uma disjunção inclusiva falsa.
d) Se [Júlia não é tricolor], então [Marcela é botafoguense] − ~t→b. VERDADEIRO. Esse é o gabarito.
e) [João não é vascaíno], [Júlia não é tricolor] e [Marcela não é botafoguense] − ~v∧~t∧~b. FALSO.
Temos uma sequência de conjunções em que um dos termos, ~b, é falso. Logo, a conjunção em questão é
falsa. Note que, realizando as conjunções na ordem em que aparece, temos:
(~v∧~t)∧~b
(V∧V)∧F
V∧F
F
Gabarito: Letra D.
(FGV/CM Taubaté/2022) Sabe-se que a sentença “Se a camisa é verde, então a calça é azul ou o sapato
não é preto” é falsa. É correto concluir que
a) a camisa é verde, a calça não é azul e o sapato é preto.
b) a camisa é verde, a calça é azul e o sapato é preto.
c) a camisa não é verde, a calça não é azul e o sapato é preto.
d) a camisa não é verde, a calça não é azul e o sapato não é preto.
e) a camisa não é verde, a calça é azul e o sapato não é preto.
Comentários
v: “A camisa é verde.”
a: “A calça é azul.”
p: “O sapato é preto.”
Nesse caso, note que a sentença do enunciado corresponde à proposição composta v→(a∧~p):
v→(a∧~p): “Se [a camisa é verde], então [(a calça é azul) ou (o sapato não é preto)].”
Sabemos que a condicional apresentada é falsa. Nesse caso, o antecedente v deve ser verdadeiro e o
consequente (a∧~p) deve ser falso (caso V→F).
Para que a conjunção (a∧~p) seja falsa, os termos a e ~p devem ser ambos falsos. Logo, a é falso e p é
verdadeiro.
Em resumo:
• v é verdadeiro;
• a é falso; e
• p é verdadeiro.
Gabarito: Letra A.
- Olga é oftalmologista;
- Priscila não é professora.
É correto concluir que:
a) Marlene é médica e Olga não é oftalmologista.
b) Priscila é professora ou Marlene não é médica.
c) Se Priscila é professora, então Marlene não é médica.
d) Se Priscila não é professora, então Olga não é oftalmologista.
e) Se Olga é oftalmologista, então Marlene não é médica.
Comentários:
m: "Marlene é médica"
o: "Olga é oftalmologista."
p: "Priscila é professora."
Segundo o enunciado:
Com base nisso, vamos avaliar a alternativa que apresenta uma proposição composta verdadeira:
a) [Marlene é médica] e [Olga não é oftalmologista] − m∧~o – trata-se de uma conjunção falsa, pois um de
seus termos, ~o, é falso.
b) [Priscila é professora] ou [Marlene não é médica]. − p∨~m – trata-se de uma disjunção inclusiva falsa,
pois ambos os termos, p e ~m, são falsos.
c) Se [Priscila é professora], então [Marlene não é médica]. − p→~m – trata-se de uma condicional F→F,
que é uma condicional verdadeira. Isso porque a condicional é falsa somente no caso V→F. O gabarito,
portanto, é letra C.
d) Se [Priscila não é professora], então [Olga não é oftalmologista]. − ~p→~o – trata-se de uma condicional
falsa, pois temos o caso V→F.
e) Se [Olga é oftalmologista], então [Marlene não é médica]. − o→~m – trata-se de uma condicional falsa,
pois temos o caso V→F.
Gabarito: Letra C.
(FGV/PM AM/2022) Sabe-se que a sentença “Se o sapato é preto, então a meia é preta ou o cinto é
preto” é FALSA.
É correto concluir que
a) o sapato é preto, a meia não é preta, o cinto não é preto.
b) o sapato é preto, a meia é preta, o cinto não é preto.
c) o sapato é preto, a meia é preta, o cinto é preto.
d) o sapato não é preto, a meia não é preta, o cinto não é preto.
e) o sapato não é preto, a meia é preta, o cinto é preto.
Comentários:
s→m∨c: “Se [o sapato é preto], então [(a meia é preta) ou (o cinto é preto)].”
O enunciado afirma que a condicional anterior é falsa. Isso significa que o antecedente da condicional é
verdadeiro e o consequente da condicional é falso. Logo:
● s é verdadeiro; e
● m∨c é falso.
Para que a disjunção inclusiva m∨c seja falsa, é necessário que ambos os termos sejam falsos. Logo:
● m é falso; e
● c é falso.
Consequentemente, temos:
● ~m é verdadeiro; e
● ~c é verdadeiro.
Gabarito: Letra A.
(FGV/PC AM/2022) Sabe-se que a sentença “Se a camisa é azul, então a calça não é branca ou o boné
é preto” é FALSA.
É correto então concluir que
a) a camisa não é azul, a calça não é branca, o boné não é preto.
b) a camisa é azul, a calça não é branca, o boné é preto.
c) a camisa não é azul, a calça não é branca, o boné é preto.
d) a camisa é azul, a calça é branca, o boné não é preto.
e) a camisa não é azul, a calça é branca, o boné é preto.
Comentários:
a→~b∨p: “Se [a camisa é azul], então [(a calça não é branca) ou (o boné é preto)].”
O enunciado afirma que a condicional anterior é falsa. Isso significa que o antecedente da condicional é
verdadeiro e o consequente da condicional é falso. Logo:
● a é verdadeiro; e
● ~b∨p é falso.
Para que a disjunção inclusiva ~b∨p seja falsa, é necessário que ambos os termos sejam falsos. Logo:
● ~b é falso; e
● p é falso.
Consequentemente, temos:
● b é verdadeiro; e
● ~p é verdadeiro.
Gabarito: Letra D.
(FGV/PC RN/2021) Sabe-se que a sentença “Se a camisa é branca, então a calça é branca” é FALSA e a
sentença “Se o sapato é preto, então a camisa não é branca” é VERDADEIRA.
É correto concluir que:
a) a camisa é branca, a calça não é branca e o sapato não é preto;
b) a camisa é branca, a calça não é branca e o sapato é preto;
c) a camisa não é branca, a calça é branca e o sapato não é preto;
d) a camisa não é branca, a calça é branca e o sapato é preto;
e) a camisa não é branca, a calça não é branca e o sapato é preto.
Comentários:
O enunciado nos diz que a primeira sentença, m→l, é falsa. Sabemos que uma condicional é falsa somente
no caso V→F. Logo, temos que: m é verdadeiro e l é falso.
Além disso, o enunciado nos diz que a segunda sentença, s→~m, é verdadeira. Para a condicional ser
verdadeira, não podemos recair no caso V→F. Como o consequente ~m é falso, devemos ter que o
antecedente s é falso.
● m é verdadeiro;
● l é falso; e
● s é falso;
Sendo l falso, temos que ~l é verdadeiro. Além disso, sendo s falso, temos que ~s é verdadeiro. Logo:
● m é verdadeiro;
● ~l é verdadeiro; e
● ~s é verdadeiro.
Gabarito: Letra A.
Comentários:
Note que a proposição simples "30% de 120 = 36" é verdadeira, pois 0,3 × 120 = 36. Além disso, a proposição
simples "25% de 140 = 36" é falsa, pois 0,25 × 140 = 35.
FALSA. A proposição composta apresentada é uma conjunção (∧), pois liga duas proposições por meio do
conectivo "e". Com base nos valores lógicos das proposições simples, temos:
V∧F
Trata-se de uma conjunção falsa, pois para uma conjunção ser verdadeira ambas as proposições devem ser
verdadeiras.
VERDADEIRA. A proposição composta apresentada é uma disjunção inclusiva (∨), pois liga duas proposições
por meio do conectivo "ou". Com base nos valores lógicos das proposições simples, temos:
V∨F
Trata-se de uma disjunção inclusiva verdadeira, pois para ela ser verdadeira basta que uma das proposições
seja verdadeira.
VERDADEIRA. A proposição composta apresentada é uma condicional (→), pois liga duas proposições por
meio do conectivo "se... então". Com base nos valores lógicos das proposições simples, temos:
F→V
Trata-se de uma condicional verdadeira, pois o único caso em que a condicional é falsa ocorre quando
antecedente é verdadeiro e o consequente é falso (V→F).
Gabarito: Letra C.
(FGV/BANESTES/2018) Considere a sentença: “Se Emília é capixaba, então ela gosta de moqueca”. Um
cenário no qual a sentença dada é falsa é:
a) Emília é carioca e não gosta de moqueca;
b) Emília é paulista e gosta de moqueca;
c) Emília é capixaba e não gosta de moqueca;
d) Emília é capixaba e gosta de moqueca;
e) Emília é mineira e gosta de moqueca.
Comentários:
p: "Emília é capixaba."
Para a sentença em questão ser falsa, o antecedente p deve ser verdadeiro e o consequente q deve ser falso,
pois o único caso em que temos uma condicional falsa é o caso V→F.
Logo, o cenário no qual a sentença dada é falsa é Emília é capixaba (p é V) e não gosta de moqueca (q é F).
Gabarito: Letra C.
Comentários:
A sentença apresentada é uma condicional, pois apresenta o conectivo "se... então". Para a condicional ser
falsa, devemos ter o antecedente "Jorge é torcedor do Vitória" verdadeiro e o consequente "Jorge é
soteropolitano" falso.
Assim, Jorge deve ser torcedor do Vitória e não deve ser soteropolitano. Essa situação é apresentada na
alternativa D: "Jorge é torcedor do Vitória e é paulista".
Gabarito: Letra D.
Tabela-verdade
Comentários:
a: "André é vascaíno."
b: "Beto é botafoguense."
c: "Cadu é flamenguista"
(a∨b)→(c∧~b): "Se [(André é vascaíno) ou (Beto é botafoguense)], então [(Cadu é flamenguista) e (Beto
não é botafoguense)]."
Observe que, como a condicional é verdadeira, só não podemos ter o caso V→F. Logo, podemos ter os
casos V→V, F→V ou F→F. Perceba, portanto, que não conseguimos analisar individualmente o valor lógico
das três proposições simples a, b e c. Devemos, portanto, avaliar as três proposições compostas em
conjunto.
Vamos, então, construir uma tabela-verdade com a condicional (a∨b)→(c∧~b) e obter as linhas da
tabela-verdade em que ela é verdadeira.
23 = 8
==323dd5==
(a∨b)→(c∧~b) é falsa somente quando o antecedente (a∨b) é verdadeiro e o consequente (c∧~b) é falso.
Nessas três linhas que respeitam a condição do enunciado, temos que a proposição b é falsa. Portanto, é
correto concluir a negação de b, que é necessariamente verdadeira:
Gabarito: Letra E.
Comentários:
Sabemos que a disjunção inclusiva "ou" é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas (caso F∨F).
Nos outros três casos, V∨V, V∨F e F∨V, a disjunção inclusiva é verdadeira.
Note que, analisando individualmente cada uma das proposições compostas p∨q, q∨~r e r∨~p, não
conseguimos determinar os valores lógicos das proposições simples p, q e r. Devemos, portanto, avaliar
as três proposições compostas em conjunto.
Vamos então construir uma tabela-verdade com as três disjunções inclusivas p∨q, q∨~r e r∨~p e obter
as linhas da tabela-verdade em que as três proposições compostas são simultaneamente verdadeiras.
23 = 8
• Proposição p∨q:
• Proposição q∨~r:
• Proposição r∨~p:
p∨q é falso somente quando p e q são ambos falsos. Nos outros casos, p∨q é verdadeiro.
q∨~r é falso somente quando q e ~r são ambos falsos. Nos outros casos, q∨~r é verdadeiro.
r∨~p é falso somente quando r e ~p são ambos falsos. Nos outros casos, r∨~p é verdadeiro.
Note que as três disjunções inclusivas p∨q, q∨~r e r∨~p são simultaneamente verdadeiras na primeira
linha, na quinta linha e na sexta linha da tabela-verdade:
Isso significa que p∨q, q∨~r e r∨~p são simultaneamente verdadeiras para os seguintes casos:
Note que, para que p∨q, q∨~r e r∨~p sejam simultaneamente verdadeiras, p e r podem ser V ou F. Apesar
disso, sabemos que q é necessariamente verdadeiro.
Logo, pode-se concluir que o conjunto de proposições simples logicamente verdadeiras é dado por {q}.
Gabarito: Letra B.
Proposições compostas
(FGV/TRF1/2024) Sabe-se que a sentença “Se a calça é verde e a camisa é rosa, então o sapato é
branco ou o cinto é marrom” é FALSA.
É correto concluir que:
a) a camisa não é rosa ou o cinto é marrom;
b) a calça é verde e o sapato é branco;
c) se o sapato não é branco, então a camisa não é rosa;
d) se o cinto não é marrom, então o sapato é branco;
e) se a calça não é verde, então o cinto é marrom.
(FGV/CMSP/2024) Sabe-se que a sentença “Se faz sol e o mar está calmo, então vou remar” é FALSA.
Nesse caso, é correto concluir que
a) Não faz sol ou o mar não está calmo.
b) Faz sol e o mar não está calmo.
c) Não faz sol e o mar está calmo.
d) Vou remar ou não faz sol.
e) Não vou remar e o mar está calmo.
(FGV/AGENERSA/2023) Sabe-se que a sentença “Paulo não é louro ou Margarida é morena” é falsa.
É correto concluir que
a) Paulo é louro e Margarida é morena.
(FGV/PGM Niterói/2023) Sabe-se que a sentença “Se o sapato é marrom, então a calça é bege ou a
camisa é azul” é FALSA.
É correto concluir que:
a) o sapato não é marrom, a calça não é bege, a camisa não é azul;
b) o sapato não é marrom, a calça é bege, a camisa é azul;
c) o sapato não é marrom, a calça não é bege, a camisa é azul;
d) o sapato é marrom, a calça é bege, a camisa é azul;
e) o sapato é marrom, a calça não é bege, a camisa não é azul.
(FGV/MPE SP/2023) Sejam p, q, r, s e t proposições simples e ~p, ~q, ~r, ~s e ~t as suas respectivas
negações.
Se a proposição composta p∨q∨~r∨s∨~t tem valor lógico falso, pode-se afirmar que
a) p é verdadeiro e q é falso.
b) q é verdadeiro e r é falso.
c) r é verdadeiro e s é falso.
d) s é verdadeiro e t é falso.
e) t é verdadeiro e r é falso.
(FGV/CM Taubaté/2022) Sabe-se que a sentença “Se a camisa é verde, então a calça é azul ou o
sapato não é preto” é falsa. É correto concluir que
(FGV/PM AM/2022) Sabe-se que a sentença “Se o sapato é preto, então a meia é preta ou o cinto é
preto” é FALSA.
É correto concluir que
a) o sapato é preto, a meia não é preta, o cinto não é preto.
b) o sapato é preto, a meia é preta, o cinto não é preto.
c) o sapato é preto, a meia é preta, o cinto é preto.
d) o sapato não é preto, a meia não é preta, o cinto não é preto.
e) o sapato não é preto, a meia é preta, o cinto é preto.
(FGV/PC AM/2022) Sabe-se que a sentença “Se a camisa é azul, então a calça não é branca ou o boné
é preto” é FALSA.
É correto então concluir que
a) a camisa não é azul, a calça não é branca, o boné não é preto.
b) a camisa é azul, a calça não é branca, o boné é preto.
c) a camisa não é azul, a calça não é branca, o boné é preto.
(FGV/PC RN/2021) Sabe-se que a sentença “Se a camisa é branca, então a calça é branca” é FALSA e a
sentença “Se o sapato é preto, então a camisa não é branca” é VERDADEIRA.
É correto concluir que:
a) a camisa é branca, a calça não é branca e o sapato não é preto;
b) a camisa é branca, a calça não é branca e o sapato é preto;
c) a camisa não é branca, a calça é branca e o sapato não é preto;
d) a camisa não é branca, a calça é branca e o sapato é preto;
e) a camisa não é branca, a calça não é branca e o sapato é preto.
(FGV/BANESTES/2018) Considere a sentença: “Se Emília é capixaba, então ela gosta de moqueca”. Um
cenário no qual a sentença dada é falsa é:
a) Emília é carioca e não gosta de moqueca;
b) Emília é paulista e gosta de moqueca;
c) Emília é capixaba e não gosta de moqueca;
d) Emília é capixaba e gosta de moqueca;
e) Emília é mineira e gosta de moqueca.
GABARITO – FGV
Proposições compostas
LETRA E
LETRA B
LETRA E
LETRA E
LETRA E
LETRA C
LETRA C
LETRA C
LETRA C
LETRA D
LETRA A
LETRA C
LETRA A
LETRA D
LETRA A
LETRA C
LETRA C
LETRA D
Tabela-verdade
GABARITO - FGV
Tabela-verdade
LETRA E
LETRA B