Revista 43
Revista 43
Prezados leitores :
-··-- -------- ~
nistrativa . .É imprescindível as-
sinalar que a busca da maior efi-
ciência operacional, escopo de
predominância basilar, está na
depe,ndência implícita dos de-
mais objetivos, todos êles, por
sua vez, sofrendo a influência
fundamental e decisiva da solu-
ção dos correlatos problemas
humanos, quer em qualidade,
quer em quantidade. Não há,
pois, como fugir da verd(lde do
conceito de que "é indispensável
governar voltado para as neces-
sidades fundamentais do ho-
mem". Cabe-nos, portanto, afir-
mar que será permanente nossa
preocupação com o elemento
humano, em todos os escalões,
não apenas para a obrigação li-
o Brigadeiro Eduardo Gomes, quando transmitia o cargo de Ministro da minar de satisfazer as suas reais
Aeronáutica ao Marechal Márcio de Souza e Mello.
necessidades, mas também para
o dever construtivo de atender
Março, ora encetando a segunda pecífica da Aeronáutica no pla- às suas justas aspirações. A ta-
fase de sua ação, há-de pros- no global do nôvo Govêrno, obe- refa exige o empenho conscien-
seguir na sua trajetória, com a decendo às metas básicas que o te de quantos, servindo à Aero-
tranqüilidade que lhe asseguram caracterizam. Não pormenoriza- náutica, concorrem para o pro-
a união indissolúvel das Fôrças remos todos os ângulos abrangi- gresso do Brasil e sabem que a
Armadas e o apoio esclarecido dos no plano de trabalho, hoje, união desinteressada e a sadia
do povo brasileiro, legitimamen- como ontem, visando a "assegu- conjugação dos esforços é a obri-
te traduzido na indispensável rar as condições indispensáveis gação precípua de todos os que
cooperação do poder legislativo. a dotar a Fôrça Aérea Brasileira têm na religião do trabalho e na
Dêsse modo, no setor a que nos dos meios capazes a bem cum- obediência às impostergáveis
alçou a cativante escolha do Ex- prir, com eficiência crescente, a normas de dignidade e lealdade
celentíssimo Senhor Presidente missão que lhe cabe". o credo sublime que mobilizará
Costa e Silva, empenharemos o Em síntese, objetivamos: - tôdas as energias vivas do nosso
melhor do nosso esfôrço e a to- m a i o r eficiência operacional; País, para impulsioná-la na es-
talidade da nossa capacidade, se- aprimoramento da ação logísti- calada vitoriosa do destino com
dimentados no transcurso de ca; desenvolvimento "pari-pas- que sonharam nossos antepas-
mais de quarenta anos de vida su" às conquistas científicas e sados e que, mercê de Deus, ga-
militar, tôda ela alicerçada no tecnológicas; rigoroso emprêgo lardoará a terra abençoada que
trabalho operativo e no empe- dos recursos; sistemático plane- há de ser o berço invejado dos
nho incessante em ampliár e jamento; racionalização admi- nossos netos.
aperfeiçoar os conhecimentos
profissionais. Apenas poucos me- Os Ministros Eduardo Gomes e Márcio
ses decorreram do nosso afasta- cumprimentam-se após a passagem do cargo
mento da última Comissão que
nos coube exercer e nela, como
Inspetor-Geral da Aeronáutica,
durante quase dois anos de acu-
ràda atuação e adequada refor-
mulação, colhemos pormenori-
zado conhecimento da situacãci
real da Fôrça Aérea Brasileira.
Esta nossa privilegiada posição
e a inestimável colaboracão de
:valiosos compa~heiros ~nseja
ram-nos a apresentar ao Exce-
lentíssimo Senhor · Presidente
Costa e Silva a contribuição es-
REVISTA AERONAUTICA
Meus senhores, ao iniciar- cançar nossos altos destinos". É ve ser o agente impulsionador
mos o exercício das funções êste, senhoras e senhores, o pen- do esfôrço, do sacrifício, da ab-
de Ministro da Aeronáutica re- samento-diretriz com que, de negação e do desprendimento
novamos os nossos mais sin- coração, convocamos todos os de quantos lhe estão subordina-
~eros agradecimentos à expres- companheiros a trabalhar, lado dos. Reconhecemos e buscamos
siva confiança do Excelentís- a lado, no incessante aprimora- obedecer ao percuciente concei-
simo Senhor Presidente Costa e mento da Aeronáutica, em con- to de Curtois de que "o homem
Silva e manifestamos a Vossa sonância com a grandeza cres- mais se interessa por uma mis-
Excelência Senhor Marechal cente do Brasil. Ao reiterar a são, mais se sente apto a desem-
Eduardo Gomes o quanto nos convicção de absoluta confian- penhá-la, quanto melhor com-
enaltece receber êste cargo das ça no porvir de nossa Pátria, preende sua atividade e quanto
mãos honradas de Vossa E~ce com a crença nas bênções de mais possa ter ocasião de aplicar
lência, cuja figura singular de Deus ao seu povo generoso, sua inteligência e seu espírito
patriota e cuja vida de ímpar apresentamos os mais sinceros de iniciativa". Diretamente e
dedicação aos mais puros ideais agradecimentos às ilustres au- em ação coordenada, principal-
democráticos de há muito lhe toridades, aos distinguidos ca- mente com o Estado-Maior da
asseguraram o respeito e a ad- maradas de armas, às pessoas Aeronáutica e com a Inspetoria··
miração da gente brasileira, que gradas, aos colaboradores de on- Geral da Aeronáutica, almeja-
não esquece a bravura do herói tem e de hoje, civis e militares, mos levar a todos os escalões o
de Copacabana, então aquêle te- - aos amigos, aos parentes queri- perfeito e oportuno conhecimen-
nente corajoso e impávido, hoje dos, a quantos, enfim, exalçaram to de todos os empreendimentos,
o líder audaz do pioneirismo do esta solenidade com a sua desva- a fim de estimular o interêsse
Correio Aéreo Nacional, o cria- necedora presença. Muito obri- individual e obter o integral
dor dêsse agente relevante de gado. empenho coletivo _para alcançar
união espiritual e concreta dos o êxito que só pode ser ati:p.gido
ORDEM DO DIA
nossos patrícios. Todos os seus pela adequada incentivação do
companheiros da F AB, Mare- O Ministro Márcio de Souza esfôrço comum. Cabe, portanto,
chal Eduardo Gomes, aplaudem e Mello baixou a seguinte Or- repetir que "a tarefa exige o
sua a t u a ç ã o à frente do dem do Dia, dirigida a tôdas as empenho consciente de quantos,
Ministério da A e r o n á u t i c a, unidades e repartições do Mi- servindo à Aeronáutica, concor-
cujo êxito é fator imperativo na nistério da Aeronáutica: "No rem para o progresso do Brasil
potencialização das responsabi- momento em que assumimos a e sabem que a união desinteres-
lidades que ora assumimos e, dignificante responsabilidade de sada e a sadia conjugação dos
concomitantemente, exemplo e Ministro da Aeronáutica, ple- esforços é a obrigação precípua
incentivo a que guardaremos namente cônscios do vulto do de todos os que têm na religião
consciente fidelidade. Delibera- trabalho que nos cabe, quere- do trabalho e na obediência às
damente desejamos, neste mo- mos dirigir a todos e a cada um impostergáveis normas de dig-
mento, fazer nosso um dos con- dos integrantes dêste Ministério, nidade e lealdade o credo su-
ceitos lapidares com que Vossa civis e militares, uma palavra blime que mobilizará tôdas as
Excelência, Marechal Eduardo muito cordial de sincera sauda- energias vivas do nosso País,
Gomes, comemorou o dia 23 de ção e um apêlo direto canela- para impulsioná-lo na escalad:-
outubro de 1966: "é indispensá- mando-os a prosseguir, com re- vitoriosa do destino com que so-
vel a existência de sólida com- dobrado empenho, no trabalho nharam nossos antepassados e
preensão, de perfeita comunhão construtivo que vem sendo uma que, mercê de beus, galardoará
de ideais e, principalmente, de constante da nossa coletividade. a terra abençoada que há de ser
elevado sentimento patriótico, É oportuno, reafirmamos, enten- o berço invejado dos nossos
sem o que não lograremos ai- der que o verdadeiro chefe de- netos".
REVISTA AERONAUTICA -8- MARÇO - ABRIL - 1967
POSSE DO NÔVO
CHEFE DO EM
DA
AERONÁUTICA
Lembrando os ensinamentos
da Escola Superior de Guerra
e com o pensamento voltado
para o reaparelhamento das uni-
dades aéreas de combate da Fôr-
ça Aérea Brasileira, o Maj Brig
Carlos Alberto Huet de _Oliveira
Sampaio tomou posse, dia 2? de
março, no cargo de Chefe do Es-
tado-Maior da Aeronáutica, em o Maior Brigadeiro Carlos Alberto Huet de Oliveira .Sa-mpaio, nôvo Chefe
solenidade presidida pelo Minis- d'J EM da Aero:1áutica. quando fazia, perante · o l\linistrq Márcio, o seu
tro Márcio de Souza e Mello e discurso de posse.
que contou com a presença de
autoridades civis e militares e do ,deyei- cumprido, devo em corporação. Darei maior ênfase
dos brigadeiros em comando de grande parte o · êxito alcançado a tudo que, ,estiver relacionado
unidades sediadas na Guana- a dedicados comandados e ao com o ressurgimento do ~'elan"
bara apoio do eminente brasileiro, .o profissional dos aeronavegantes,
íntegro Brigadeiro Eduardo Go- razão de ser da F AB, procuran-
Ao receber o cargo do Ten mes, símbo-lo da Fôrça Aérea do reacender a chama do espí-
Brig Clóvis Monteiro Travassos, Brasileira. Constituir~a grande rito combatente nas jovens
o Maj Brig Carlos Alberto Huet injustiça omitir referência aos guarnições, para o que emp e~
de' Oliveira Sampaio pronunciou auxílios de real valia consegui- nharei tôda a equipe de traba-
o seguinte discurso: dos do amplo círculo de relações lho do Estado-Maior no estudo
e amizades conquistadas na so- de reformulá-las, aproveitando
"Assumindo a Chefia do Esta- ciedade ta nto do Estado de Ma- de imediato as disponibilidades
do-Maior da Aeronáutica, que- to Grosso · como de São Paulo, atuais. Planejamentos a curto e
ro deixar bem claro que não o muito particularmente dêste úl- longo prazo estarão em cogita-
faço pór ambição ou vaidade. A timo, dada a sua potencialidade ção. Dar-lhes-ei continuidade,
perda de um filho inesquecível, e por estar nêle a sede do Co- visando a elevar o poder da Fôr-
vítima de trágico acidente, bas- mando. ça Aérea Brasileira ao nível
taria para justificar meu desa- indispensável ao policiamento
pêgo a qualquer função em que Assim é que, atendendo a pon- e à defesa do t e r r i t ó r i o
me possa destacar. Além disso, deráveis é irrespondíveis argu- pátrio qu~ guarda riquíssimas
tenho-me como já realizado na mentos, acedi à. insistência do jazidas das mais variadas e
carreira que abracei por idea- meu amigo- o Marechal-do-Ar cobiçadas espécies. Por sua na-
li::m.o, p odendo ainda afirmar Márcio de Souza e Mello - e tureza e extensão, êsse território
que . minha maior aspiração ti- aceitei o honroso convite p ara VPm sendo impunemente rouba-
ve-a concretizada no comando . cooperar na difícil ocasião em do e devastado por org-anizações
que exerci, embora pelo curto que, no exercício do alto cargo estrangeiras ilegais e contraban-
pr::- zo de 7 meses, da Escola de de Ministro da Aeronáutica, en- distas auxiliados por m'lUS bra-
Aeronáutica dos Afonsos onde frenta as mais sérias responsa- sileiros, à falta da adequada e
antes de tudo, tentei piasma; bilidades. Apolítico por princí- jp dispensá,tel proteção e vigi-
nos "Meus Cadetes" a.:; quali- pio, não tolerarei ingerências po- 1.'\ ncia aérea.
dadf's morais básicas de caráter. lítico-partidárias em assuntos
honra e dignidade militar. · atinentes à natureza típica da Faz-se mister, portanto, cui-
carreira militar, por considerá- dar do pronto reaparelhamento
Do meu último comando o da las altamente nocivas, levando a d ,. . s unidades aéreas de combate.
4.a Zona Aérea, que acabo de dissensões que aproveitam ape- Só tenho, pois, a nortear-me -
deixar, também guardo imensa nas aos que delas se utilizam
saudade. Com a tranqüilidade em detrimento da plenitude da (Conclui na pág. 46)
REVISTA .AERONAUTICA
-9- MARÇO -ABRIL - 1967
A recuperação, o redescobri- ranhão a oeste do meridiano namento da economia regional
mento ou a ocupação da Ama- de 44°". pela quebra do mercado da
zônia, como muitos denominam, borracha, ocasionada pela im-
A "Amazônia Legal", assim
é o tema mais atual e fasci- plantação da hévea no Orrente,
chamada, tem uma área total
nante que está empolgando todo tentou o Govêrno Federal to-
de 5 057 200 km2 , ou sejam ...
o Brasil. A Revista Aeronáutica mar medidas amplas para uma
1451 000 km 2 acrescentados à
não se poderia omitir sôbre êste política imediatista e de sen-
área da amazônia clássica e
assunto e vai, aqui, focalizá-lo tido global.
correspondente a, pràticamente,
sôbre certos aspectos mais essen-
60% da área total do Brasil. Efetivamente, foi conseguida
ciais e com o título "Operação
Amazônia" como já batizado uma lei do Congresso Nacional
2. Hil.;tórico sob a denominação de Valori-
pela imprensa nacional.
O esfôrço maior para ocupar zação da Borracha. Foi criado
1. A Area e mobilizar a Amazônia, até um órgão para comandar o em-
agora, coube às iniciativas iso- preendimento, que compreen-
A área reconhecida pelo Go-
vêrno Brasileiro como Amazô- ~
Belém - a bela capital do Estado do Pará, possuindo mais de meio milhão de habitantes, é a sede dos prin-
cipais centros 'de Comando da Operação Amazônia que compreende : os Estados do Pará, Amazonas e Acre; Ter-
ritórios Federais do Amapá, Guaporé e Roraima; e, ainda, partes dos Estados de Mato Grosso, Goiás e Maranhão.
-I
l i
Saritarém, pela sua localização às margens do Amazonas e na foz do Tapajós, é um pôrto-chave para o desenvolvimento
da Região.
tese de um programa de valo- men tou para a Amazônia deze- panhia RDC (Ruber Develop-
rização do grande vale, ao mes- nas de milhares de nordestinos. ment Corporation), com a fina-
mo tempo que abria um crédi- O fracasso foi grande e todos lidade de coletar a borracha e
to para início dos estudos. Tudo nós nos lembramos das crônicas a remeter para os centros de
ficou na impressão e divulga- sôbre os navios que transpor- produção de guerra.
ção de cartazes alusivos ao fato. tavam o gado humano nas pio-
Só pouco depois, com o Brasil res condições de higiene e con- Finalmente, em 1953, após
já integrado no esfôrço de guer- fôrto, e sôbre a mortandade in- anos de debates e em cumpri-
ra, é que se tentou a revitali- fantil chocante, quer nos navios, mento a dispositivo constitu-
zação da . extração da borracha quer nas hospedarias de trân- cional de 1946, que mandava
então escassa no mercado alia- sito, onde ficou célebre a hos- aplicar anualmente na Amazô-
do pela perda das plantações do .pedaria do Tapanã em Belém. nia, durante 20 anos, 3% da
Oriente. renda da União, Estados e Mu-
Nessa ocasião foi também nicípios interes·.>ados, em planos
O órgão central, a "Coorde- criado o Banco da Borracha qüinqüenais de valorização, foi
nação da Mobilização Econômi- para financiamento da opera- criada a SPVEA (Superinten-
ca", então ativado para coorde- ção. Os E.>tados Unidos da Amé- dência do Plano para a Valori-
i'
nar o esfôrço .d e guerra, movi- rica do Norte criaram a com- zação Econômica da Amazônia).
por mais de dez anos a decisão começar pela própria SPVE~ Santarém e sua indústria.
do Congresso para aprovação. como seu órgão principal. Cet-
I tas práticas administrativas em-
I Um relatório do último Supe- perravam o serviço. O atraso na
rintendente da SPVEA, feito entrega das verbas e os cortes
11
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REVISTA AERONAUTICA
acurado, reformular todo o sis-
tema e transformar a SPVEA
em SUDAM.
A SUDAM e o Banco da
Amazônia, também. reestru_tu-
rado, serão os principais ins-
trumentos para o desencadea-
mento da Operação Amazônia.
3. SUDAM - Superintendên-
cia do Desenvolvimento da
Amazônia
Segundo o General Mário
Cavalcante, primeiro dirigente
da SUDAM e antigo Superin-
tendente da SPVEA, em entre-
vista à Imprensa Nacional, a
SUDAM terá a seu cargo as se-
guintes atribuições básicas :
a) elaborar o Plano deVa-
lorização Econômica da Ama-
zônia e coordenar e promover
a sua execução, diretamente
. ou mediante convênio com
órgãos ou entidades públicas,
inclusive sociedades dé eco-
nomia mista, ou através do
contrato com pessoas ou en-
tidades privadas;
b) revisar, uma vez por
ano, o plano mencionado no
item anterior e avaliar os re-
sultados de sua execução;
c) coordenar as atividades O amendoim é outra riqueza que surge na Amazônia.
dos órgãos e entidades fe-
derais e supervisionar a ela- elaboração ou execução .de e projetos integrantes do Pla-
boração de seus programas programas ou projetos con- no de Valorização Econômi-
anuais de trabalho; siderados prioritários para o ca da Amazônia, ou de inte-
d) coordenar a elaboração desenvolvimento, a critério rêsse para o desenvolvimento
e execução dos programas e da SUDAM; . econômico da região a cargo
projetos de interêsse para f) coordenar programas de de outros órgãos ou entida-
o desenvolvimento econômico assistência técnica nacional, des federais;
da Amazônia, a cargo de ou- estrangeira ou internacional, h) fiscalizar o emp:r:êgo de
tros órgãos ou entidades fe- a órgãos ou entidades fe- recursos financeiros destina-
derais; derais; dos ao Plano de Valorização
e) prestar assistência téc- g) fiscalizar a elaboração Econômica da Amazônia, in-
nica a entidades públicas, na e a execução dos programas clusive mediante o . confronto
pela região e para ela canali- s1çao da Amazônia foram inte- po útil, o desenvolvimento da
zem a sua produção, na certeza ligentemente divididos entre os Ámazônia, e nem isto seria pos-
de que êsses recursos retorna- dois organismos : para aplica- sível prever. A ;ma atuação não
rão sob a forma de lucro, d& Ção em investhnentos públicos excluirá os trabalhos da res-
senvolvimento e tranqüilidade ou em -capitélJ social básico da ponsabilidade de outros órgãos
social. régião, pela SUDAM, e no se- federais e estaduais como o Mi~
tor privado da economia ama- nistério da Viação e Obréls Pú-
4. Banco da Amazônia S/A
zonica; pelo BaJ1CO, esta última blicas, o Ministério da Sàúd~,
O presidente Armando Dias parcela sob à forma de Fundo o Ministério da Agri_c ultura ·e
Mendes assim condensa a prin- para Investimentos Privados no outros já com programas em
cipal missão do Banco da Ama- Desenvolvimento da Amazônia andameiitb _na região. · A
zônia S/A, antigo Banco de (FIDAM). :Êste, além de outras SUDAM . agirá como um órgão
Crédito da Amazônia S/A: fontes internas e externas per- coordenador geral e terá ação
Em linhas gerais, o nôvo Ban- manentes ou eventuais, poderá catalizadora para a ativação dos
co da Amazônia SI A a tua r á contar com o produto da emis- trabalhos de desenvolvimento da
como o grande agente finan- são das Obrigações Amazônia, área. A simples análise da dis~
ceiro do Govêrno Federal na que poderão ser, pelo Banco, ponibilidade . presumível dos re-
Região Amazônica. Será o ins- colocadas ·no · mercado de títulos cursos da SUDAM nos mostra
trumento da SUDAM para con- do País, sob ·condições que a lei como seria inviável qualquer
verter em investimentos os re- estabelece, a serem complemen- programação apenas baseada
cursos oriundos dos estímulos tadas pelo Conselho Monetário nessa disponibilidade. É neces-
fiscais, criados ou ampliados Nacional. Essa íntima articula- sário que os planos nacionais,
pela nova legislação, assim CO'" ção entre o Banco e a SUDAM na parte de interêsse da região,
mo do crédito destinado a tôdas expressa-se, ainda, em normas sejam acelerados e suplemen~
as emprêsas econômicas, pela que visam a acelerar a análise e tados pelo esfôrço de ·coorde'-
SUDAM consideradas prioritá- decisão sôbre os projetos desti- nação da SUDAM.
rias para o desenvolvimento da üados a promover o desenvolvi-
mento da área, quer no setor A iniciativa privada, como
região. Assumirá, nesta região,
primário, qu~r no das indústrias elemento impulsionador do pro-
funções que, em dimensões na-
de transformações, comó ainda gresso da região, deverá ser in-
cionais, são conferidas a outras
nos · serviços básicos que, con- centivada ao máximo.
instituições financeiras oficiais,
quer no tocante aos depósitos sultando peculiaridades da re- Outrossim, não poderemos es~
dos recursos dos órgãos fe- gião, são pela lei de incenti- quecer da situação geográfica
derais na região, quer em rela- vos fiscais definidos de forma da região em relação a sete paí-
ção à execução da política de excepcionalmente ampla. Um ses vizinhos que, forçosamente,
preços mínimos de seus produ- grande avanço a registrar nas direta ou indiretamente, estarão
tos primários. O principal pa- quatro leis que compõem a base
ligados ao progresso da Ama-
pel que lhe caberá será, :porém, da Operação Amazônia, das zônia.
o de Banco Regional de Desen- quais a de n .o 5 .122, de 28 de
volvimento, em íntima arti- setembro último, que transfor- O maciço andino é um obs-
culação institucional e funcio- mou o Banco da Amazônia S/A, táculo natural, forçando a u'a
nal com a Superintendência de é parte integrante, é a precisa maior ligação das terras baixas
Desenvolvimento da Amazônia delimitação dos campos de ação da Bolívia, Peru e Colômbia
(S U D A M), que substitui a da SUDAM e do Banco, de com o estuário do grande rio e
SPVEA e, no plano nacional, acôrdo com a natureza intrín- que podemos incluir parte do
com o BNDE, dentro da polí- seca de cada um dêsses orga- Equador. Por outro lado, o nos-
tica creditícia do Banco Central. nismos, afastando as superposi- so território de Roraima pode-
A SUDAM e o Banco estão ções, as lacunas e. os choques. rá melhor aproveitar as saídas
representados nos órgãos cole- já existentes para o mar das
giados um do outro, e os recur- A SUDAM, por si só, não está Caraíbas, compensando o isola-
sos postos pela União à dispo- capacitada a executar, em tem- mento em que é obrigado a fi-
po ·de Aviação.
A data de 22 de abril assina-
la os maiores feitos do 1.0 Gru-.
po de Caça, cuja atuação cora..:
FAB COMEMORA
josa contra as tropas nazifas-
cistas, na Europa, foi da maior
valia para o avanço das Fôrças
Aliadas e sua vitória final, com
DATA FES .T IVA
a rendição incondicional de Hi-
tler e seus asseclas. do o valor do aviador brasilei- va de ser a primeira Fôrça
Há 22 anos, nesse dia, os ro, era constituído de 342 ho- Aérea da América do Sul ·que
bravos pilotos brasileiros do 1.• mens, embarcados nos Es~ados cruzou os oceanos e veio alçar
Grupo de Caça, ostentando em Unidos, dia 22 de setembH) d2 suas asas sôbre os campos de
suas fardas e na carenagem de 1944, no navio francês "Colom- batalha europeus. Cumpre-nos
seus aviões o símbolo "Senta bia", posto à disposição do Go- tudo enfrentar com fortaleza
a Pua", realizaram 44 sortidas, vêrno Americano. Eram 42 ofi- de ânimo, a fim de manter in-
na razão de duas missões de ciais-aviadores, 9 intendentes, tacto êsse tesouro jamais vio-
combate para cada pilôto e 2 médicos, 6 enfermeiros, 109 lado - a honra do Soldado
avião, bombardeando comboios suboficiais e sargentos, e 174 brasileiro e nós o faremos, cus-
de armas, metralhando a baixa cabos e soldados. Chegando a te o que custar. Lançado o gri-
altura as posições antiaéreas Livorno a 6 de outubro, no to de guerra, restava a ação,
inimigas, cortando com suas mesmo dia deslocaram-se os que não se fêz esperar. O sím-
bombas as ferrovias e rodovias) brasileiros para T a r q u í n i a, bolo que serviu de mística aos
e incendiando os depósitos e ocupando um antigo campo de bravos pilotos brasileiros e que
viaturas do Exército Alemão. aviação italiano. Os suboficiais ainda é ostentado nos unifor-
e sargentos mecânicos apronta- mes de campanha d'Os homens
Tão eloqüentes foram os fei- ram os P-47, os destemidos "Ti- do 1. Grupo de Caça era um
0
tos dos pilotos brasileiros no gres Voadores'', para a ação escudo azul, com o desenho de
campo da luta que, por suges- um avestruz, o Cruzeiro do Sul
tão do ex-Ministro Eduardo Primeira Ordem do Dia e a inscrição "Senta a Pua". A
Gomes, o ex-Presidente Caste- senha era IANBOCK.
lo Branco, compreendendo o al- Dia 14 daquele mês, o Co-
to significado dessa data para mandante do 1. Grupo de Ca-
0
TRANSMISSAO DE CARGOS
Na ECEMAR, o Brigadeiro-do-Ar
Deoclécio Lima de Siqueira recebe
o Comando daquele importante Esta-
belecimento de Ensino do Major-Bri-
gadeiro Adamastor Beltrão Cantalice.
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AERONÁUTICA
• PASSAGEM DA CHEFIA para .a vida de nossa organiza- . os quais, sem ela, certamente
DO GABINETE DO ção, pois o que se evidencia é o iriam provocar uma saturação
MINISTRO desejo de uma continuidade ad- de atividades do órgão, que po- ,.
ministrativa. deria comprometer o seu equilí-
Quando da passagem das fun- brio, dada a grande sensibUida-
ções de Chefe do Gabinete do Neste instante, nós não esta-
de de um organismo com as res-
Exmo. Sr. Ministro da Aeronáu- mos interrompendo u 'a marcha; ponsabilidades dêste nível. An-
tica, o nosso companheiro de re- estamos apenas entregando o tes de mais nada, era preciso
t dação, Brigadeiro-do-Ar Deoclé- bastão depois de cumprida a que o Gabinete tivesse confian-
cio Lima de Siqueira, pronun- nossa etapa, como numa corrida ça em si mesmo para poder pro-
I. ciou o discurso que abaixo pu- de revezamento, cujos suces- porcionar um assessoramento à
blicamos: · sores são companheiros de u'a
mesma equipe e nos quais, por- altura do grande chefe a que
"Na vida das organizações, co- tanto, depositamos agora tôda a servia e resistir, sem desfaleci-
mo na vida dos indivíduos, exis- nossa confiança, e por cujo su- mento, aos embates de tôda or-
tem momentos que, pela sua sig- cesso torceremos com entusias- dem a que estão sujeitos os ele-
nificação, constituem os marcos mo e sinceridade, porque o êxi- mentos colocados nesta posição.
que irão determinar o curso da to dêles será uma contribuição
história. Mas, para que êsses ins- para o êxito de todos. Cumpria, portanto, criar um
tantes tenham essa característi- clima de fé e de esperança, o
ca de sobrevivência através do Para marcar esta hora, pare- que não seria difícil se as idéias
tempo, necessário se torna que ce-me justo, oportuno e adequa- do Ministro fôssem bem conhe-
êles sejam conseqüência de cau- do ficarem consignados os acon- cidas e compreendidas. Para isso
sas cuja grandeza é a razão fun- tecimentos que constituíram a era necessário a integração do
damental dessa consistência. Por noss~ co~tribuição, porque, na Gabinete como um bloco, a fim
isto, verifica-se, freqüentemente, focahzaçao de todo,
o conJ·unto
'
de que não houvessem interpre-
que, entre horas exatamente t eremos uma smtese do cami- tações diferentes e, muito me-
iguais, umas são esqueCidas rà- nho percorrido, assim como uma nos, uma difusão destorcida das
pidamente, enquanto outras per- idéia global da direção visada dítéttizes. Por isso, a nossa preo-
duram na memória. É que estas que ~ervirão de base para o pros~ cupação permanente foi a de
representaram para nós mais do segUimento da caminhada. trabalhar em grupo. Mensal-
que o simples desenrolar de um mente realizamos reuniões ge-
Assim eu me permitiria divi- rais, onde os assuntos foram
fato. d~r êsse retrospecto em duas
apresentados e devidamente es-
É o caso dêstes minutos que partes: a estruturação das tare- clarecidos. Muitos outros tipos
estamos vivendo, pois certa- fas . do Gabinete e os grandes de reuniões e de trabalhos em
mente, eles marcarão uma das problemas trabalhados.
A '
grupo · ocorreram, de tal modo
etapas da vida do Gabinete do Vejamos a primeira- relacio- que, após algum tempo, senti-
Ministro da Aeronáutica. E eu nada com a organização da vida mos perfeitamente que o todo
diria que duas razões funda- do órgão: a experiência, a visão, se consolidava como uma célula
mentais justificam essa afirma- o descortínio e o idealismo de irradiadora das idéias Ministe-
tiva: Eduardo Gomes haveriam de riais.
- a primeira delas é que hoje contribuir, logo de início, para
Como complemento à metodi-
encerramos o ciclo de atividades que grandes problemas da ·Pasta
de um grupo de companheiros, da Aeronáutica fôssem focaliza- zação do sistema de trabalho
cuja assessoria esclarecida e dos e os · seus equacionamentos preconizado, grupamos os pro-
estimulada pelo grande líder de . pronto atacados. Assim os blemas em cinco grandes cate-
. passos
pnme1ros da vida
'
dêste gorias que haveriam de facili-
Eduardo Gomes criou condições
para que se abrissem novas Gabinete foram marcados pela tar a coordenação, a apresenta-
perspectivas na vida da Aero- presença de uma avalancha de ção e a condução das nossas ta-
náutica Brasileir a; perspectivas questões, cujo vulto se nos afi- refas, além de demarcarem as li-
nhas-mestras da política do Mi-
essas que, certamente, serão am- gurava de difícil transposição.
nistro. Essas cinco categorias de
pliadas por aquêles que nos vão Pareceu-nos portanto indis- problemas, ou, mais precisamen-
suceder; pensável uma articulação ade- te, êsses cinco grandes objetivos
- a segunda razão é que o quada do próprio Gabinete, co- foram: a Revitalização da Fôr-
formalismo desta hora tem um mo preparação para enfrentar o ça; a Reformulação da Aviação
significado muito important e desenrolar dos acontecimentos, Civil; as Residências ; o Reequi-
gislação preparada, tendo em tantas vêzes demonstrada. Foi com elétrodo de grafita no for-
vista recuperar e consolidar a um dos grandes colaboradores no a arco instalado, são as se-
situação das companhias de do nosso Ministro, no Comando guintes: dureza - 120 Brinnel;
transporte aéreo, cujos índices da Escola Preparatória de Ca- resistência à tração - 45 kg/
de, eficiência alcançados em detes-do-Ar e, posteri9rmente, mm 2 ; alongamento - 31,4%;
1966 atestam o acêrto das medi- no Comando da 6. a Zona Aérea, limite elástico (0,2%) - 28 kg/
das tomadas. onde também prestou sempre mm 2 ; resistência à corrm:ão -
Poderia ainda me estender um apoio decidido às atividades excelente.
muito, falando sôbre a:; ativida- do Gabinete naquela área, o que Êstes resultados são o coroa-
des dêste Gabinete nos assuntos aproveito para agradecer nesta mento de uma ação conjunta da
relacionados com Suprimento e hora. Equipe de Metais do IPD, que
Manutenção, Pessoal, Ensino, Sob a crientação patriótica e longo tempo se vem dedicando
Reorganização e muitos outros ;deali-ta do Exmo. Sr. Ministro ao assunto.
de igual importância, mas não Máccio de Souza e Mello, terá
desejo alongar-me em demasia. a oportunidade de, uma vez Os estágios do Projeto Titâ-
mais, prestar grandes serviços nio (amparado pelo BNDE em
A caminhada pode ·não ter si- convênio com o Ministério da
do muito longa no tempo, po- à Aeronáutica neste pôsto, cujo
exercício desejo transcorra com Aeronáutica) são: 1) - purifi-
rém o acúmulo de problemas cação do tetracloreto de titânio
enfrentados a tornou trabalho- muito sucesso e felicidade".
nacional; 2) - redução do te-
sa e, sem falsa modéstia, foi ple- • MINISTRO MARCIO tracloreto de titânio pelo mag-
na de realizações honestas, por- PROFERIU AULA né3io; 3) - distilação a vácuo
que as árvores plantadas não INAUGURAL DOS da esponja de titânio; 4) - fun-
têm a vida efêmera das plantas CURSOS DA ECEMAR dição de peças; e 5) - contrôl
que crescem ràpidamente para de qualidade.
logo morrerem. Plagiando al- Perante altas autoridades e
guém, diria que não se plantou uma turma · de quarenta e seis O Departamento de Materiais
couve, mas sim carvalhos, por- novos oficiais-alunos, dentre os do IPD estudª, também, o de-
que preferimos buscar a .s ombra quais nove são oficiais das Fôr- senvolvimento da fundição de
duradoura, embora saibamos ças Aéreas de pa-í ses sul-ameri- carcaças de válvulas dos tipos
que a espera é longa. Não nos in- canos, o Ministro da Aeronáu- convencionais em Titânio, para
teres: aram os louros frágeis de tica, Marechal Márcio de Souza o ~eu emprêgo nos meios quí-
uma vitória de cunho imedia- e Mello, deu início aos cursos micos corrosivos industriais.
tista. Moveu-nos, apenas, o inte- da Escola de Comando e Estado-
rêsse de ver essa Corporação, a Maior da Aeronáutica, no cor- @ ESTRUTURA BASICA
quem tanto devemos, fortaleci- rente ano, com uma conferên- DA ORGANIZAÇÃO
d " e engrandecida. cia que será publicada, na ín- DO MINISTÉRIO
tegra, em nosso próximo nú- DA AERONAUTICA
Por isto, nesta hora em que
entregamos as nossas funções, mero.
O Presidente da República,
podemos assinalar, sem preten- ~ CENTRO TÉCNICO usando da atribuição que lhe
são e sem outras intenções, que DE AERONAUTICA confere o artigo 83, inciso II, da
2qui chegamos sentindo o cansa- FUNDE TITANIO Constituição do Brasil, de 24 de
ço natural das caminhadas tra- janeiro de 1967, e nos têrmos
balhosas, mas temos a satisfa- ·-Nos. laboratórios do CENTRO dos artigos 46, 145 e 146 do De-
ção de encerrar esta marcha TÉCNICO DE AERONÁUTICA creto-Lei n. 0 200, de 25 de feve-
com a consciência tranqüila do de São José dos Campos, do De- reiro de 1967, sob o n. 0 60 521, ,
dever bem cumprido. partamento de Materiais do Ins- de 31 de março de 1967, publi- '
Ao partirmos, queremos sali- tituto de Pesquisas e Desenvol- cado no "Diário Oficial" de 31
·entar que vamos com o espírito vimento, a Equipe de Metais de março de 1967, assinou De-
confiante, porque o nosso subs- realizou, pela primeira vez no creto estabelecendo a Estrutura
tituto, Brigadeiro Vaz, tem tô- Brasil, com sucesso, a fundição; Básica da Organização do Mi-
das as condições para prosseguir no vácuo, de uma série çie peças nistério da Aeronáutica, que
a jornada com maiores possibili- de Titânio metálico puro. teremos oportunidade de publi-
dades de êxito, dado o seu pas- As características do metal car, para conhecimento de nos-
sado de dedicação à Aeronáu- obtido naquele departamento, sos leitores, em nosso próximo
tica e a sua capacidade de chefia a partir da fusão de esponja número.
•
o equipamento está sendo mane-
jado dentro da técnica aeronáu- CONTROLE DA gados não só o Diretor do Cur-
tica. FORMAÇÃO DA so a comunicar imediatamente
RESERVA DE PILOTOS êsse fato ao Comandante da Zo-
· A DAC faz a vistoria de tô- na Aérea correspondente, como
das as aeronaves das compa- Tendo em vista a necessidade também o alistado de se apre-
nhias de aviação comercial, par- de contrôle da formação da re- sentar à Seção Mobilizadora a
ticulares e de mais de 100 esco- serva de pilotos e técnicos em que estiver vinculado, para fi-
las de pilotagem, totalizando potencial para a FAB, e consi- xação de data de incorporação,
três mil aviões de todos os tipos. derando o resultado da reunião em corpo de tropa da F AB. Os
Nesse total estão incluídos os- realizada na Comissão de Ser- formandos nessas Escolas, esta-
frágeis Teco-Teco e os gigantes- viço Militar do Estado-Maior das beleceu ainda o Ministro Eduar-
cos Boeing Transatlânticos. Fôrças Armadas, o M i n i s t r o do Gomes, que já possuírem
Eduardo Gomes resolveu baixar Certificado de Reservista de ou-
As aeronaves, para efeito de instruções para reger, no futuro,
inspeção, são classificadas por tra Fôrça Armada, deverão re-
o contrôle do Serviço Militar querer ao Ministro da Fôrça a
grupos. O grupo 1 reúne as de dos alunos e pilotos -formados
1 a 3 lugares e pêso acima de que estiver vinculâdo, via Re-
pelas Escolas de Aviação Civil gião Militar ou Distrito Naval, a
5 700 quilos, e cabe à DAC vis- (de pilotagem e técnico-profis-
toriá-las. Os demais aviões são transferência de reserva.
sional), ligadas aos Aeroclubes
vistoriados pelos Parques e nú- ou Sociedades Aerodesportivas
cleos de Parques de Aeronáuti- DUPLICADA A FROTA
ou independentes, desde que de- DE "HÉRCULES" DA FAB
ca, sediados nas Zonas Aéreas vidamente autorizadas a funcio-
onde se acham baseados. A DAC nar, pelo Ministério da Aeronáu-
compete, ainda, homologar pe- O Brasil duplicará a sua fro-
tica. Assim, em A viso dirigido ta de aviões "Hércules", turbo-
quenas modificações de aviões, aos Chefe do Estado-Maior da
motores e componentes. hélice, tipo C-130 E, de grande
Aeronáutica, Diretor-Geral do capacidade de transporte. Se-
Em 1966, foram executadas Pessoal, Diretor-Geral de Aero- gundo o contrato de compra,
3 186 vistorias nas diversas Zo- náutica Civil e Comandantes das serão incorporados à frota da
nas Aéreas: o Núcleo de Parque seis Zonas Aéreas, o Titular da F AB mais cinco aparelhos, dois
de Aeronáutica de Belém rea- Pasta estabeleceu que, ao ser em agôsto e três em setembro
lizou 131; o Parque de Recife, matriculado na escolas referidas, de 1968.
280; a DÁC 692, na 3.a Zcina Aé- o interessado deverá alistar-sP
rea (Guanabara, Espírito Santo, em organização do Ministério da A F AB recebeu o prime!iro
Minas Gerais e Estado do Rio) ; Aeronáutica e, se já estiver alis- aparelho desse tipo em fins de
o Par<{Ue de S. Paulo; 1 513; e !tado na Aeronáutica, receber, 1965 e desde aquela época co-
os Serviços da DAC, das 5.a e na época oportuna, o adiamento meçaram os possantes "Hércu-
6.a Zonas Aéreas, um total de da incorporação, pelo prazo de les" a ser utilizados em tôdas as
750 vistorias. duracão do curso. Se alistado áreas econômico-militares do
em oi:ttra Fôrça Armada, reque- País e do estrangeiro.
O Brasil conta 123 oficinas de rer ao Ministro da Fôrça que es-
revisão de motores e aviões, mas tiver vinculado, via Região Mi- V e r d a d e i r o s cargueiros-
apenas 18 foràm homologadas litar ou Distrito Naval, trans- aéreos, levam alimentos às re-
e nove outras estão em fase de ferência do alistamento, como motas áreas, transportam ma-
homologação: preferência para a .Aeronáutica quinaria de estrada para as
e, ao ser matriculado, obter, na mais longínquas regiões amazô-
A Divisão de Vistoria e Con- nicas, evacuam vítimas e trans-
época oportuna o adiamento da
trôle de Manutenção de Aero- portam contingentes de tropa e
incorporação, pelo tempo de du-
naves, da DAC, tem como chefe carga pesada, inclusive para o
ração do curso.
o Maj Av Eng Christinatal Maia exterior, como tem ocorrido
de Godoy; mais dois oficiais es- Ao terminar o curso, com para a faixa de Gaza, no Suez, a
pecialistas e 19 suboficiais e sar- aproveitamento, o interessado serviço da Organização das Na-
gentos. Apesar de seu reduzido receberá o certificado de dis- ções Unidas (ONU), e para San-
REVISTA AERONAUTICA -30- MARÇO - ABRIL - 1967
AERONÁUT .I CA
te, a aviões de pequenos portes
e barcos fluviais".
Os cinco "Hercules" virão em
vôo para o Brasil, tripulados por
pessoal da F AB, conduzindo pe-
ças avulsas, acessórios e equipa-
mentos de solo. Escolhidos espe-
cialmente para o transporte de
tropa e material, podem também
operar em aeroportos que não
possuam as mais modernas apa-
.relhagens. São equipados com
quatro turbo-hélices, desenvol-
vendo a velocidade máxima de
cruzeiro de 360 milhas horárias.
Possuem compartimento de car-
ga de 41 pés e 5 polegadas de
comprimento, por 10 pés e 3 po-
legadas de largura e 9 pés de
altura. A rampa ajustável tanto
permite o carregamento direto
da prancha dos caminhões como
também da própria rampa do
avião.
NOTA DA REDAÇÃO : O presente infelizmente, tirando o melhor Não vamos, aqui, entrar na aná-
artigo foi escrito em data anterior
à Reestruturação do Ministério da
partido dos vultosos investimen- lise dessa crise, cujas causas,
Aeronáutica. tos realizados, em conseqüência aliás, são elementarmente notó-
da angustiante crise de pessoal rias. Àqueles, entretanto, que
O transporte aéreo regular e especializado em que se vem de- estão em contato mais íntimo
a respectiva infra-estrutura de batendo o Ministério da Aero- com os problemas do transporte
apoio muito dificilmente obede- náutica. Essa crise, que tudo in- aéreo no País, não passa desa-
cem ao mesmo ritmo de pro- dica não ter ainda atingido o percebido que a falta do ele-
_gresso e desenvolvimento, como seu clímax, tem sido responsá- mento humano qualificado já es-
seria natural e desejável. Mes- vel pela morosidade dos traba- tá sendo responsável pela inca-
mo nos países líderes do trans- lhos de instalação de novos equi- pacidade real de bem aplicar os
porte aéreo e de alto nível tec- pamentos, bem como pelas de- parcos recursos financeiros pos-
nológico, nem sempre aquela ficiências operacionais e, sobre- tos à disposição da infra-estru-
condição elementar se verifica, tudo, de manutenção. tura do transporte aéreo. A sim-
muito embora a defasagem do Quando o desajustamento en- ples alegação de que estamos
reaparelhamento da infra-estru- tre o tráfego aéreo e a sua in- fazendo progressos neste setor,
tura, em relação ao progresso fra-estrutura de apoio ultrapas- ·progressos aliás bem visíveis,
tecnológico do material aéreo a sa determinados limi~es, algu- não constitui razão tranqüiliza-
que serve de apoio venha sendo mas conseqüências imediatas se clara bastante, pois a eficiência
mantido dentro de limites mí- fazem sentir, como por exem- de qualquer atividade se mede
nimos. No Brasil, a evolução do plo : em relação à unidade de tempq
transporte aéreo regular apre- ou à totalidade dos recursos dis-
sentou uma diferenciação muito a) insegurança para a nave- poníveis. l!:stes índices, frutos da
mais acentuada entre os perío- gação aérea; conjuntura, são lamentàvelmen-
dos de antes e de após guerra b) pontos de estrangulamen- te baixos e os meios corretivos,
do que nos Estados Unidos e na to na indústria do trans- em sua maior parte, escapam ao
Europa, onde a renovação do porte aéreo, com repercus- contrôle das autoridades respon-
material aéreo normalmente se sões no desenvolvimento sáveis pelos serviços de apoio
processa de forma mais regular do País; ao transporte aéreo regular. O
e planejada, pois dispõem das Serviço Público há muito que foi
excelentes facilidades do parque c) desprestígio do País no alijado da competição no mer-
industri;,tl e do respectivo con- concêrto internacional. cado de trabalho de maior gaba-
tingente de técnicos especializa- Um outro aspecto do proble- rito, principalmente no setor
dos. A verdade é que, no perío- ma para o qual desejamos cha- técnico especializado. No Minis-
do que ~mtecedeu ao último mar a atenção é a tendência para tério da Aeronáutica foi neces-
Conflito Mundial, a nossa infra- atribuir, generalizadamente, às sário lançar mão de militares
estrutura, apesar de primária e limitações financeiras a causa para preencher claros nos seto-
precária, estava mais ajustada maior das nossas dificuldades. res de atividades civis, o que é
ao material aéreo de então do Constituindo tais limitações um "despir um santo para vestir
oue no período de após guerra. mal crônico, acentuado de ano outro"; o elemento militar, en-
O reaparelhamento da infra-es- para ano em virtude do fenôme- tretanto, em conseqüência da
tr;utura do transporte aéreo foi, no inflacionário, é muito natu- sua constante movimentação
sem dúvida, notável, quer nas ral que sejamos levados àquele (transferências, cursos, viagéns
instalações aeroportuárias, quer diagnóstico tão simplista .. Mas a aéreas, etc.), não assegura,. de
no tocante aos auxílios à nave- verdade é que, por trás das di- forma desejável, a continuida-
gação aérea; mas onde não al- ficuldades financeiras, se ocul- de do serviço, nem permite a
cançamos grandes progressos, tam outras, muito mais graves, acumulação de . expe:r:iência nos
em têrmos relativos, foi na mo- relacionadas com o elemento setores ai tamente·especializados,
bilização do corpo de técnicos humano; e quando dizemos se- duas condições :fundamentais
especializados para fazer face ao rem estas muito mais graves é para a eficiência de qualquer
ritmo vertiginoso do tráfego aé- porque não admitem solução a atividade técnico-especializada.
reo, com tôdas as suas implica- curto prazo, como de resto acon-
cões de velocidade e intensid~ tece com a maior parte dos pro- . Em nenhum sistema de tr;ms.-
de. Vale dizer que· não es~amos, blemas do campo psico-social. porte as vidas humanas depen-
I
dem tanto da qualidade da in- o lema básico: limpar o terreno, viços constitui, assim, uma pro-
fra-estrutura quanto no trans- superando rotinas anacrômicas vidência inadiável, pois seu de-
porte aéreo; isto porque as velo- e práticas administrativas in~ sajustamento face ·ao vertigino·
cidades em jôgo e os graus de compatíveis com a dinâmica do so progresso do transporte aé-
liberdade do próprio sistema transporte aéreo. O problema reo poderá cortstituir1 potenCial-
constituem fatôres eminente- não é fácil, exigindo principal- mente, uni fatorresponsável por
mente críticos, exigindo decisões mente mudança radical de men- acidentes àéronáutiéõS. A téÍor-
rápidas e acertadas. Em respei- talidade no Serviço Público; ma administrativa, reestruturan-
to às vidas humanas que se uti- atividades burocráticas de ou- do a cúpula da Administração
lizam do transporte aéreo, deve trora assumiram, na atualidade, Pública, deve ter prosseguimen-
êste ser objeto do máximo de feição tipicamente empresarial, to nos demais escalões, corri prio-
atenções por parte dos respon- tais como o Serviço de Proteção ridade para os mais desajusta-
sáveis pela sua segurança, quer ao Vôo, a Administração dos Ae· dos em relação às atividades de
dos homens de emprêsa, quer roportos, a Engenharia de ins• natureza técnico-especializada
das autoridades governamen- talação da infra~estrutura do ou empresarial. Mãos à c>bra,
tais. Remover obstáculos, que transporte aéreo e muitas ou~ pois de boas intenções está éheio
não são poucos, deve constituir tras. A estruturação dêsses ser- o Inferno ...
um cigarro de agrado
inte cional
+
~
•
minis er
FILTRO DE LUXO e CIA. DE CIGARROS SOUZA CRUZ
/ ;
- ·- ..
R EVI ST A AER O NA UTIC A
CLUBE DE AERONÁUTICA CARTEIRA
HIPOTECÁRIA
E
' DIRETORIA IMOBILIÁRIA
PRESIDENTE - Maj Brig do Ar Gabriel Grün Moss Publicamos · o resultado do
1.o VICE-PRESIDENTE - Brig do Ar Newton Ruben Scholl Serpa sorteio de habilitação, pela pri-
' ' ' meira vez realizado .na sede so-
2.o VICE-PRESIDENTE - Brig Int Luiz Augusto Machado Mendes
cial do Clube de Aeronáutica,
I
dia 1 de março de 1967, com re-
SECRETARIO - Brig R/R Samuel de Oliveira Eichin cursos próprios, já que a CHI
1.0 . TESOUREIRO - Ten Cel Int Adauto Bezerra de Araújo
adquiriu todo o material neces-
sário a um sorteio de tal impor-
2o TESOUREIRO - Maj Int Mauro de Almeida tância: ·
GRUPO 1
. CONSELHO Majores-Brigadeiros José Car-
los Teixeira Rocha e Theo.crito
Marechal . do Ar Már cio de Souza e Mello
de Castro Almeida Neves; Briga-
dei~os Hamlet Azambuja Estre-
. 'Maj Brig Med Geraldo Cesário Alvim la, Antonio R. Fontenelle Silva
Maj Brig R IR Henrique do Amaral Penna e Newton Lagares Silva; Coro-
nel Fausto Amélio da Silveira
Brig Med RiR José Carlos D'Andretta Gerpe; Tenentes-Coronéis Gil-
· Brig Int.Roberval Gomes da Costa berto Junqueira Gazolla, Frie-
drich Wolfgang Derschum, Ilde-
· Cel A v Paulo Costa
fonso Patrício de Almeida e Ur-
· Cel Av Carlos Af-f onso Dellamora bano Ernesto Stumpf; e Major
' Cel Med 'João Vater Zairo Diógenes Maia.
GRUPO 2
Cel A v Franklin Enéias de Miranda Galvão
Major-Brigadeiro Adhemar
: Ten Cel Av Adeele Migon Lyrio; Tenente-Coronel Oscar
Ten Cel Av Cassiano Pereira Ferreira Souza; Majores José
Rodrigues da Costa, -Joaquim
Maj A v Nelson Fish de Miranda
Francisco Lins de Araújo, An-
· Maj Esp CTA José Barbosa Barros tônio Ismar Braga e Zeferino
Maj I R/R Aldo Sartori Soares Filho; e Capitão Wladi-
mir Bressiani Lobo
· Cap Av Nylson de Queiroz Gardel
GRUPO 3
Beneficiária do Major Gusta-
CHEFES DE DEPARTAMENTOS vo Pereira Nunes.
GRUPO 4
BEN;EFICENTE . - Cel A v Paulo Victor da Silva
' l ' -·; (.'' ' ,. ,· _: · _; . Capitão Jayme Lino Mattos
TÉCNICO-CULTURAL . - Marechal R/R Antônio .Guedes Muniz
{ .-- r ,. , ,. ' ' ,. '•
G~UPO 5
D~SPORTIV:O - Brig Med R/R Pa~lo Eugênió Machado Soares Coronel Everaldo Breyes; Te-
FACILIDADES - Maj Int Carlos Eugênio PÍnto de Mo~aes nente-Coronel Geraldo, de Quei-
:_:t ' . roz àlm~ida e Major josé Araú-
J1.ECREATIVO .- Cel Av . Joaquim Vespaslano Ramos
, jp · ~e~l- . ~ .·. ':. ~ =·: ,, -. ~.
·;
. ,.r
r
' GRUPO 6 ..
,...,, CARTEIRA
" . . " .f ,, '
HI~OTECÃRIA
.. ·.. . ·-- ..
.E
,·
IMOBILIÃRIA
. . ~ . ~
Major-Brigadeiro Newton Nei-
< -1 J
.v.a de Figueiredo;' Brígàdeiro
<" ·DIRETQW ?~:--: Brig :dó r·Arf Rtlf' Ubai'do T~Vares . de \Fàriâ.: '" ·- ·'('
~ \-j
.,, Ary Presser Belo; Coronéis:. Vic-
~ ,. ... . - •·t ~-
/ . r : , 11 ' •' _ r - ,• ..., __ , , • < ·- '
1to r Koren é Càntídio, Bentes •de
'SECRETARIO ·- Cel Av Cyro de Sou~atj Yí'lei'}t~ . · . ·
r , -, "' '.-r:: ,.:.:· 1 ' ·· rr r · '·· r. r ' •· _: · •·· · ' -{ ' · · - ·
J ( _: ; '
1 Olivéira Guimarães; ·e · Càpitão
TES'O'UREIRO "--- ·Maj · Int Haroldo · Sauer Guimarães · Paulo , Alves· r8algá:d0. . ··-'
\'ltEVlSTA AERONAU'Í'I~A ··- ' 35- ''MAUÇO -:; .ABRIL:. ;;:: . 19'67
OPERAÇA.O AMAZôNICA
CEDIDO AO CLUBE (Conclusão da pág. 20)
NOÇOES DE
-·- tação gráfica da pirâmide da formaçã0 da per-
sonalidade. (Vide figura).
A formação, o crescimento e o desenvolvi-
~nento que redundam na estruturação da perso-
nalidade dependem, sempre, dos estímulos am-
BIOPSICOLOGIA bientais, quer êles atuem nos períodos pré-con-
EDUCACIONAL cepcionais, quer gestacionais, trans e pós-natais.
As influências dos estímulos pré-concepcio-
nais, congênitos e transnatais constituem os fa-
CONCEITUAÇÃO DE PERSONALIDADE - tôres determinantes da formação da base gené-
A PIRÂMIDE DA FORMAÇÃO E A FACE DA tica da personalidade.
ESTRUTURAÇÃO DA PERSONALIDADE - As influências dos estímulos pós-natais, sô-
TIPOS E CARACTERíSTICAS DA PERSONA- bre as cinco faces da base pentagonal da pirâ-
LIDADE - INFLU:E:NCIA DOS ESTíMULOS E mide, são as responsáveis pelo crescimento e
CONSEQ"OÊNCIA DA MÁ ORIENTAÇÃO EDU- desenvolvimento das mesmas, redundando na
CACIONAL NA ESTRUTURAÇÃO DOS CINCO estruturação expressiva da personalidade do in-
ASPECTOS DA PERSONALIDADE divíduo.
CAPíTULO III Como podemos ver na concepção do esque-
ma da personalidade, a base pentagonal da pi-
Como demonstramos nos capítulos anterio- râmide que representa a base genética ou ge-
res, tanto a higiene como a educação estão em- nótipo (vide figura) é formada por cinco dados
penhadas na formação, no crescimento e nQ de- que irã·o crescer e desenvolver-se pela ação dos
senvolvimento da personalidade humana, tendo estímulos ambientais, formando as cinco faces
como objetivo comum a Educação Integral. representativas da expressividade.
I' ACE
dade, habilidade manual e linguagem, estrutu- estruturando, dessa maneira, a face tímica da
rando dessa maneira a face rítmica da perso- personalidade.
nalidade, responsável pela inteligência prática.
Denominamos tímica anímica porque, sen-
Denominamos rítmica porque resulta do flu- do sentimento, se prende às coisas do coração e
xo nervoso cíclico-sensitivo de fora para dentro da alma. É uma palavra derivada do vocábulo
e motor de dentro para a periferia. grego "Thymus" que significa exatamente isso.
3. Pelos centros nervosos localizados no 4. Pelo conjunto de centros nervosos supe-
tronco cerebral e em especial, no diencéfalo, e riores, localizados na córtex cerebral, cujos neu-
cujos neurônios estão em íntima conexão com os rônios, ao estabelecerem conexões com os outros
órgãos se1:sonais; esses neurônios, ao desenvol- centros inferiores, transmitem as reações cons-
';erem-se pela influência das vivências emocio- cientes e intelectivas que caracterizam a inteli-
nais, formam as reações condicionadas responsá- gência do homem. l!:sses neurônios corticais, ao
veis pelo mêdo, pela cólera e pela afetividade, desenvolverem-se pela influência da instrução
ESíRUTURA DA
pfRSONALI DADE
CONCEPÇÃO DE H 8AUARINY
I
Consideramos - Ética - como a parte da nalização do superego, no sentido de que as rea-
filosofia e da teologia que dita as leis ideais da ções, as excitações e incitações dêem origem a
verdade moral aplicadas às relações humanas. atitudes ou normas de conduta que não prejudi-
Quando os métodos educacionais não são quem, ou venham a afetar, o perfeito bem-estar
regidos pela higiene mental, mas baseados em físico, psíquico ou social do indivíduo.
estímulos anaclíticos de mêdo, inibição e agres- Quando o ambiente social sistemàticamente
sividade, a disciplinação do comportamento psi- infunde mêdo, ou estimula a agressividade co-
comotor redundará em uma con!luta esquizotí- mo tônica reacional da personalidade em desen-
mica ou uma conduta delinqüente, e teremos en- volvimento, os seus atos conscientes, ditados pe-
tão, respectivamente: uma conduta anti-social, lo superego, serão, respectivamente, de fuga aos
não operante, de fuga à realidade; ou uma con- problemas ou de destruição pela agressividade
duta delinqüente de agressividade às normas éti- à sociedade e seus componentes.
cas que d·aminam na cultura em que vive o indi-
víduo (vide a parte superior, esquerda e direita Superego, ou reação consciente, é o resultan~·
da figura). te da ação compulsiva da moral e da ética sôbre
o ego, ou reação subconsciente, e da ação repres-
Se a higiene mental não vier em socorro de siva sôbre o id ou reação inconsciente, visando
tal personalidade, sem energia psíquica reacio- éi transformar o instinto e o comportamento psi-
nal e compulsada pelo mêdo, teremos o poltrão, comotor na conduta social.
c ébrio, o viciado em entorpecentes, ou o doente
mental. Um superego, que se estrutura excessiva-
mente punitivo e inibitório, leva o indivíduo à
Mas, se pelo contrário, o Ego fôr dominado timidez, à insegurança, à frustração, ao dese-
pelas emoções de cólera, em face de u'a moral quilíbrio da personalidade.
inexistente, de uma cultura deficiente e de um
temperamento extrovertido, teremos um caráter Um comportamento psicomotor excessiva-
anti-social, onde predominarão a agressividade, mente egoístico, por falta de disciplinação, ou
o complexo de rejeição, responsáveis pelo crime, pelo emprêgo de métodos educacionais anaclí-
pelo roubo e pela prostituição. ticos, se fôr estruturado sôbre um temperamen-
to extrovertido, desrítmico, superemotivo, difi-
Quando a Educação Integral se faz sentir cilmente, estruturará um superego de caráter
de maneira correta, isto é, através de métodos construtivo.
educacionais afetivos, a conduta expressará uma A disciplinação do comportamento psicomo-
personalidade equilibrada e construtiva, na qual tor egoístico através da educação integral, basea-
as reações do Id e do Ego não entram em graves da em métodos educacionais de predominância
conflitos com o superego. afetiva, forma um superego sadio, de grande po-
der criador, característica das personalidades
Neste caso, teremos uma personalidade sem equilibradas e bem desenvolvidas.
frustrações e sem complexos, dominada pelas
emoções afetivas de amor ao próximo, de res- Cabe à educação integral estruturar a per-
peito ao semelhante, cujo paradigma deve ser ~onalidade, respeitando o temperamento e as
a família bem constituída (vide parte superior características da base genética, através de trans-
central da face). formação suave, gradativa e adequada do com-
portamento instintivo e egoístico, na conduta al-
Conduta esquizotímica que leva o indivíduo truística, pelo afeto ou hedonismo.
aos vícios sociais, como mecanismo de fuga, é
aquela em que o indivíduo pr-ocura alhear-se aos Altruísmo é a conduta psicológica ou o sen-
estímulos ambientais, vivendo fora da realidade. timento que leva o indivíduo a agir sempre em
benefício do bem-estar do próximo.
É uma predisponente para a esquizofrenia,
uma forma da loucura. Afeto ou humanismo é o sentimento cons-
ciente de prazer que impele o indivíduo a pro-
Daí, a importância de conhecermos o tempe- porcionar satisfação aos outros sêres.
ramento reacional do genótipo .pata adequar os
estímulos ambientais, transformando-os em mé- O Psicótipo, sob a influência das vivências
todos educacionais não-anaclítiéos, sempre cal- motoras e emocionais, da experiência social e
çados na afetividade, única maneira de, pela da instrução intelectual, dá lugar ao desenvol-
higiene mental, chegar a uma personalidade equi- vimento das faces rítmica (expressividade ma-
librada e construtiva, objetivo da educação in- tora), tími.ea (emotividade), ética (caráter) e
tegral. frênica (cultura).
Consideramos, pois, que higiene mental é a A energia reacional, proveniente do psicó-
prevenção das einoções desagradáveis e a racio- tipo (faces tímica, rítmica, frênica e social), quan-
REVISTA AERONAUTICA -42- MARÇO - ABRIL - 1967 ,
I
do orientada para uma conduta que vise a satis- Quando os métodos educacionais forem com-
:fação, prazer, ou auto-afirmação social, nós a pulsivos, anaclíticos e o temperamento introver-
consideramos como libido. tido, o superego será o responsável pelo predo-
Para nós, portanto, libido é uma energia psí- mínio da inibição motora. E o resultado será: a
quica, gerada pelos estímulos sensuais, hed~ni inatividade, a falta de iniciativa, o mêdo, a ti-
cos, não-anaclíticos, que resultam em sensaçoes, midez, a ansiedade, a angústia e a esquizofrenia.
<OU emoções, ou sentimentos de prazer e bem-es- Se a educação compulsiva e anaclítica inci-
tar social. dir sôbre um temperamento extrovertido, o su-
Não concordamos com as teorias pansexua- perego será o responsável pelo aumento da mo-
listas de Freud, que consideram a libido, apenas, tilidade, da agressividade e da hostilidade, bem
como a expressão dinâmica do instinto sexual. como pela conduta anti-social consciente ou pe-
la insanidade mental.
Estímulos sensuais são os estímulos ambien-
t ais que geram reação prazerosa. Quando os mé- Mas, se a educação, pelo contrário, fôr hedô-
todos educacionais se baseiam neste tipo de es- nica, baseada no afeto, o superego resultante, in-
t ímulo, então dizemos que a educação é hedô- dependentemente do temperamento introverti-
nica. ào, ou extrovertido, será sempre o responsável
por uma conduta afetiva, corajosa, altruística,
Quando, pelo contrário, os estímulos am- emocionalmente equilibrada e socialmente cons-
bientais dão lugar às reações desprazerosas de trutiva.
mêdo, ou de cólera, dizemos que o indivíduo é
v fruto de um meio anaclítico. A educação, no seu objetivo de estruturar
a personalidade, deve investigar, reconhecer e
Os estímulos anaclíticos, baseados em com- adaptar-se aos traços resultantes do que geneti-
pulsões, são os responsáveis pelas frustrações e camente já está estruturado; deve, afetuosamen-
complexos que levam ao desequilíbrio a perso- te, transformar o comportamento psicomotor
nalidade. egoístico na conduta construtiva ético-social, ba-
seada no amor ao próximo.
Compulsão é a realização de um ato, por
sugestão ou imposição irresistível de um ou vá- Na estruturação da personalidade, todos os
rios indivíduos, contrárias aos impulsos ou à problemas psicológicos devem ser equacionados
vontade daquele que o realiza. como fruto da reação total e indissociável do or-
ganismo como unidade somática - rítmica - tí-
Frustração é o estado de tensão psíquica mica - frênica e social.
resultante de sensações que impeçlem a satisfa- As manifestações exteriores das reações
ção hedônica. · humanas aos estímulos ambientais, quando não
sofrerem a influência do superego, são sempre
Complexo é o grupo de emoções e sentimen- consideradas atos instintivos ou subconscientes
tos que, reprimidos, no todo ou em parte, levam e constituem o comportamento psicom0tor.
o indivíduo a reações subconscientes de inibi-
çãc, fuga ou agressividade. O comportamento psicomotor quando sofre
a influência do superego transforma-se na con-
Sensações são percepções agradáveis ou de- duta consciente.
sagradáveis, mal definidas e inconscientes.
A personalidade reestrutura-se, permanen-
Emoções são sensações subconscientes que temente, pela influência dos estímulos ambien-
resultam respectivamente em prazer, mêdo ou tais, modificados pela higiene e disciplinados
raiva. pela educação, os quais, agindo sôbre o genótipo,
provocam o crescimento do somatótipo e o de-
Sentimento são emoções que se concretiza- senvolvimento das aptidões, bem como provo-
ram em afeto, temor e ódio. cam no psicótipo o aparecimento das emoções de
mêdo, cólera e prazer.
Tensão Psíquica é a energia psíquica que, Tanto as emoções subconscientes como os
gerada por estímulos sensoriais, não conseguiu sentimentos conscientes de insegurança, de re-
expressividade motora em intensidade corres- jeição, de hostilidade, de afeto, originados das
pondente. sensações, dependem do temperamento intro ou
É a transição entre a tranqüilidade e a in- extrovertido, da libido, do comportamento psi-
tranqüilidade. comotor ou ego e do superego.
É o resultado de um obstáculo na realiza- As reações do psicótipo aos estímulos do
ção de nossos anseios. meio ambiente podem ser resumidas em:
Positivas N egativas
Ajustadas por redução positiva de suas ati- resultando uma atitude que, embora não satis-
'l i vidades agressivas ou de fuga faça às necessidades do indivíduo ocasionando-
perante o meio. lhe moléstia, é uma atitude adequada socialmen-
te, de concisão e elegância de forma, altruísmo,
etc.
por extensão positiva de suas resultando uma atitude de fatôres sem preJUIZO
atividades agressivas dominado- para a saúde do indivíduo, construtiva para a
ras do meio. sociedade, significando pujança de forma, brilho,
ideais firmes.
Desajustadas por redução negativa demons- resultando uma conduta que não satisfaz nem
trando pobreza de espírito, au-. ao indivíduo nem à sociedade, é a forma de
sência de imaginação. frustração neurótica e psicótica; resulta sempre
em prejuízo para a saúde do indivíduo.
por extensão negativa denotan- resultando uma conduta que satisfaz o indivíduo,
do exagêro, luxo, prodigalidade mas é socialmente inadequada; é a criança-pro-
e nocividade social. blema e o delinqüente.
A extensão positiva como reação de ajusta- As reações de extensão negativa são o re-
mento do indivíduo ao meio ambiente é a mola sultante da influência da disciplinação pela ira ..
das grandes conquistas do gênio humano; é dese-
jável e não deve ser combatida pelos educadores. As reações de redução positiva são o resul-
tante do mêdo associado ao dever.
As reações de extensão positiva são apaná-
gio de incitações celulífugas geradas pelo siste- As reações de redução negativa são o resul-
ma nervoso e que se desenvolvem sob a influên- tante da educação baseada no temor exagerado
cia da segurança e não de insegurança. e na insegurança.
O PROGRAMA "GEMINI" 286, de rotor-rígido, fêz sensa- Pratt & Whitney PT6-B, cons-
cionais "loopings", como avião truído pela United Aircraft do
Em nosso número 40 (setem- de asas fixas, numa apresenta- Canadá.
bro-outubro de 1966), publica- ção durante a reunião anual da
mos o artigo "O Programa Ge- Associação Americana de Heli-
mini", de autoria do Coronel cópteros, no aeroporto de Palm POSSE DO NôVO CHEFE
Daniel D. McKee da Fôrça Aé- Springs. O pilôto de provas, Sa- (Conclusão da pãg. 9)
rea N arte-Americana muel Mason, controlou perfeita-
mente o helicóptero, numa série o TRABALHO. Para tanto es-
Lamentàvelmente deixamos de de acrobacias, com subidas, mer-
esclarecer a sua origem -e o fa- pero contar com a compreensão,.
gulhos, demonstrando a versati- a lealdade e a dedicação daque-
zemos, prazeirosamente, agora.
lidade do sistema de rotor-rígido les aos quais ficará a depender
TaY :,:trtigo, muito apreciado pe-
da Lockheed para helicópteros grande parte do acêrto desta:
los nossos leitores, foi transcrito
da -"Air University Review". de diversos tamanhos, para di- chefia. Os sábios ensinamentos:
ferentes tipos de missão. Foram que me ficaram da Escola Su-
OS PRIMEIROS "LOOPINGS" também comprovadas suas esta- perior de Guerra servirão de ba-
· NA HISTóRIA DOS bilidade, maneabilidade, reações se para as minhas decisões. Fi-
HELICóPTEROS imediatas aos comandos e faci- nalmente, esforçar-me-ei, auxi-
lidade operacional. O modêlo liado por oficiais capazes e de al-
Palm Springs, ·. California 286 voou a 331 . km/h, durante to valor militar, todos integrados:
A história da aviação al~ançou os "loopings". Esta foi a maior no mesmo ambiente de entusias-
nova etapa no comêço dêste velocidade conhecida já alcan- m.o e ardor, em favor da maior
ano, quando um helicóptero da çada por um helicóptero de me- grandeza da Fôrça Aérea Bra-
Lockheed-California Co., modêlo nos de 2 250 kg. O motor é um sileira"
'
RECIFE
. Indo e vindo
econor:nrze nqs pa~sagens parapelo Brasil,
aprovertar ma~s a vragem:
me!hores hotéis, p9r ~emplo, ..
maJs compras, mars diversões..:·
Vá, e volte, pelos aviões
de tarifa mais reduzida na
aviacao
- comercial brasileira.
1
PARAENSE -boa viagem em boa companhia. _ _ _ _ _ --"---- ~
:REVISTA AERONÃUTICA
-47-
MARÇO- ABRIL - 1967
NOVAS NO MUNDO ...
ZÜRICH
P.ANAMA ......8-0G.,..OT~k---==,_---=:::~~==--::-:-:-~~~e::::;..-~J::::EIR:!UT
.. Pôrto Alegrt