Melhoria do Abastecimento Crossdocking
Melhoria do Abastecimento Crossdocking
RECIFE
2017
1
RECIFE
2017
2
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus por tudo que foi concedido ao longo dessa trajetória,
a familiares pelo apoio em todos os momentos, inclusive os mais difíceis, aos amigos pela
cumplicidade e companheirismo, mesmo nas horas em que foi necessária minha ausência para
a dedicação à pesquisa, a minha namorada agradeço imensamente o apoio, atenção,
conhecimento cedido e carinho desde o início, ao meu orientador Mario dos Anjos sem a qual
não seria possível a conclusão deste trabalho, e também aos mestres no qual foi dado todo o
suporte e orientação para sucesso acadêmico e profissional.
3
RESUMO
ABSTRACT
The present work demonstrates the evolution of the crossdocking supply modality in
the Pão de Açúcar Group and its perception by its employees in maintaining the regular and
adequate supply to the products that participate in this modality through an exploratory and
descriptive study of this supply model, The company has been practicing this mode for many
years. Its employees at various levels and functions are aware of the correct functioning and
importance of this practice for correct stores in stores. The role of the modality is focused on
the products of low spin that has its importance for the portfolio of products to be worked day
by day. Finally, it should be noted that the employees see the crossdocking operation as a
competitive differential with the storage of the products and the importance of not having
stocks for the store and perceptions that are important for the commitment of the company's
actions and the competitive and operational advantage of the organization .
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
LISTA DE TABELAS
CD Centrais de Distribuição
COOP Cooperativa de Consumo
GPA Grupo Pão de Açúcar
MP Matéria Prima
OTM Operador De Transporte Multimodal
PA Produto Acabado
PCP Planejamento e Controle da Produção
8
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.............................................................................................................10
1.1. Problema e questões de Pesquisa...............................................................................11
1.2. Justificativas Teóricas................................................................................................13
1.3. Justificativa Prática....................................................................................................15
1.4. Pergunta de Pesquisa.................................................................................................16
1.5. Objetivos....................................................................................................................16
1.5.1. Objetivos Gerais .................................................................................................16
1.5.2. Objetivos Específicos .........................................................................................16
1.6. Organização da monografia.......................................................................................17
2. CARACTERISTICA DA ORGANIZAÇÃO E DO AMBIENTE QUE
ESTA INSERIDA..............................................................................................................18
2.1. Nome da empresa......................................................................................................18
2.2. História da empresa...................................................................................................19
2.3. Classificação da Empresa .........................................................................................20
2.4. Número de funcionários............................................................................................21
2.5. Estrutura do GPA.......................................................................................................21
2.6. Lojas..........................................................................................................................22
3. REVISÃO DA LITERATURA.....................................................................................23
3.1. Logística...................................................................................................................24
3.1.1. Logística Empresarial ........................................................................................25
3.1.2. Fluxos Logísticos................................................................................................26
3.2. Conceitos de Materiais..............................................................................................27
3.3. Tipos de Estoques......................................................................................................29
3.4. Classificação de Estoques..........................................................................................30
3.4.1. Curva ABC..........................................................................................................31
3.4.2. Demanda..............................................................................................................32
3.4.3. Padrões de Demanda...........................................................................................33
9
3.5. Compras.....................................................................................................................34
3.6. Transporte..................................................................................................................35
3.6.1. Agentes do sistema logístico de transporte..........................................................36
3.6.2. Modais Logísticos................................................................................................37
3.6.3. Intermodalidade, Multimodalidade, Transbordo e Unimodal.............................40
4.METODOLOGIA...........................................................................................................42
4.1. Introdução..................................................................................................................42
4.2. Procedimentos Metodológicos .................................................................................42
4.2.1. Ambiente de coleta de dados...............................................................................43
4.2.2. Questão central....................................................................................................43
4.2.3. Categorias de entrevistados.................................................................................43
4.2.4. Roteiros das entrevistas semiestruturadas...........................................................44
5. ANALISE DOS DADOS...............................................................................................46
5.1. Introdução .................................................................................................................46
5.2. Análises dos dados.....................................................................................................46
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................61
REFERÊNCIAS ................................................................................................................62
APÊNDICE........................................................................................................................64
10
1. INTRODUÇÃO
1
Cross Docking - Técnica de aplicação que se objetiva em agilizar a operação e atender de maneira eficiente as
necessidades dos clientes com menor tempo de armazenamento possível dos materiais
(DICIONARIOINFORMAL.COM.BR, 2016)
11
Segundo Andrade (2016), para o Cross docking ter sucesso é necessário integração
com toda os envolvidos na cadeia de abastecimento, e entendimento da funcionalidade de
passagem doca a doca sem o armazenamento dos produtos reduzindo os custos de operação.
O Cross docking é um sistema que apresenta grande potencial na redução dos custos
de operação da organização. A metodologia tradicional por estocagem representa um quarto
do faturamento da empresa onerando o lucro por processos logísticos como mencionado por
BALLOU (1993 apud OLIVEIRA E PIZZOLATO, 2002).
A modalidade Cross docking, tem como principal objetivo a redução dos custos
logísticos, mas para isso teve haver a parceria com todos os envolvidos no processo de
recebimento e distribuição, este alinhamento é fundamental para o sucesso da operação da
cadeia de suprimentos, inicialmente haverá o aumentos dos custos, devido os ajustes da
modalidade até que o processo esteja rodando como desejado.
Por Andrade (2016), a equalização dos custos por custos e maior frequência de
transporte versus estoque baixo, viabiliza o Cross docking, no ganho versus ganha em
compararão das despesas pelo lucro final, com maior movimentação de produtos em
passagem pela doca a atenção com os materiais deve ser redobrada, para não haver a
distribuição errada para o cliente, mas com a vantagem do não armazenamento o custo no
final do processo é evidente ao material que fica armazenado no operador logístico.
2
Pincking - coletar os itens do pedido no armazém. (JOVE LOGÍSTICA, 2016).
13
Por Ballou (1993), as empresas devem cuidar bem das atividades de logísticas pois
essas é importante na movimentação dos negócios e influenciadoras diretas das atividades da
organização, a movimentação de materiais com baixos custos representa uma evolução
competitiva e ganhos efetivos, sem deixar descuidar dos objetivos principais e mantendo a
qualidade dos serviços aos clientes.
Segundo Graziani (2013 apud BALLOU, 2006), a gestão de materiais compõem seus
estoques a cerca de 60% de seu valor anual onerando o capital da organização, com o
escoamento destes volumes o fluxo de caixa dente a ter melhor funcionalidade, sobre os
investimentos dos materiais e reduzindo o risco com gastos da armazenagem, mantendo assim
a operação sadia no seu dia a dia com os custos logísticos.
A logística empresarial visa buscar meios de redução dos gastos, e melhoria do fluxo
de matérias, alternativas para este objetivo ajudar a alcançar as metas estipuladas e criando
novos patamares, com o Cross docking a circulação de produtos em menor tempo, traz a
garantia da satisfação dos clientes que também visam o lucro com baixos recursos.
Comentado por Chiavenato (2008), a gestão de estoques por muitas vezes tem a visão
geral dos materiais sem se ater com os volumes gerados por itens, que podem apresentar um
alto risco devido à cobertura, tempo gasto com seu armazenamento ou volume excessivo,
causando a perda da lucratividade. A gestão de estoque deve esta próxima das pessoas que
possam gerar estes controles e atuar para o escoamento adequado e especifico para cada item.
14
Segundo Oliveira e Pizzolato (2002), instalações utilizado o Cross docking tente a ser
rápidas com um fluxo maior na movimentação dos materiais e precisas na distribuição, sem
ter um estoque elevado, mantendo um o abastecimento constante ao cliente final.
Afirmado por Andrade (2016), a modalidade de Cross docking aumenta o giro dos
produtos, reduzindo os custos de estoques com valor final ao cliente mais coerente e justo,
com lotes menores elimina o tempo de espera e alta armazenagem.
O Cross docking pode é semelhante ao sistema just in time3, que sua matéria prima é
puxada na medida certa para a linha de montagem, desta forma os materiais são recebidos e
distribuídos de forma pré-definida com pouco manuseio e baixa armazenagem no processo
logístico.
Por Taylor (2005), produtos com altos giro e com a necessidade de baixo volume por
uma oportunidade de alguns clientes por não terem espaço adequado para a recepção e
armazenamento, a melhor modalidade utilizada é o Cross docking, por viabilizar a recepção
de vários produtos, em seu processo inicia-se a separação e distribuição, consolidando
diversos volumes em veículos que atendera vários clientes algumas vezes por semana sem a
estocagem desnecessária e acumulo de excesso.
Para o sucesso do Cross docking, tem que buscar parcerias com os fornecedores e
transportador definindo todo o fluxo de operação, minimizado os gastos no transporte e
armazenagem, para que todos sejam envolvidos no processo como comentado por
ANDRADE (2016).
3
Just in time - sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido,
transportado ou comprado antes da hora certa. (SIGNIFICADOS.COM.BR, 2016).
15
De acordo com a Market Realist4, o Walmart5 com uma das maiores cadeias de
suprimentos do mundo, popularizou a modalidade Cross docking que visa à redução de tempo
4
Market Realist – Empresa de tecnologia em investimentos rápidos e divulgações de analises de mercado
mundial sediada nos Estados Unidos (MARKET REALIST.COM, 2016).
5
Walmart – Multinacional estadunidense em lojas de departamento com sede nos Estados Unidos
(WALMART.COM, 2016).
16
1.5. Objetivos
Os objetivos gerais e específicos dessa monografia são apresentados abaixo.
Avaliar a percepção dos gestores do GPA – Grupo Pão de Açúcar acerca da influencia
do Crossdocking sobre a movimentação de produtos de perecíveis na CD do Cabo de Santo
Agostinho para a loja Extra Benfica.
ESTA INSERIDA
Em setembro de 1948, tem início a História do Grupo Pão de Açúcar, com o Sr.
Valentim dos Santos Diniz, imigrante português, desembarca no Brasil, na construção de um
negócio próprio.
Em 2013, após varias disputas o empresário Abílio Diniz deixa a empresa fundada
pelo seu pai o Sr. Valentin. Vendendo as ações preferenciais, concluindo a saída da família
Diniz do Grupo Pão de Açúcar. O Casíno assume 100% das operações, e
6
Buffet – Exposição de variedades de comidas para uma grande quantidade de pessoas
(DICIONARIOINFORMAL.COM.BR, 2016).
7
Holding – Empresa formada para o controle acionário de uma ou várias empresa, possuindo o controle
acionário dentre as demais (SIGNIFICADOS.COM.BR, 2016).
20
Atualmente com as bandeiras Pão de Açúcar, Extra, Assaí, Barateiro.com, Ponto Frio,
Partiu Viagens, Casas Bahia e lojas Conviva, se torna o maior varejista do Brasil frente do
seus concorrentes; Walmart, Carrefour e Cencosud (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).
O Grupo Pão De Açúcar passa a ter mais de 140 mil funcionários e com 2.126 lojas
espalhadas pelo país, sendo o maior empregador privado do Brasil (GRUPO PÃO DE
AÇÚCAR, 2016).
2.6. Lojas
O GPA tem uma grande variedade de lojas em diversos formatos e segmentos para
todos os públicos existente no Brasil, sendo destacados; Lojas Pão de Açúcar,
23
CompreBem/Sendas, Extra, Extra-Eletro, Extra Fácil, Extra Perto, Atacadista Assai, Mini
Mercado e Minuto Pão de Açúcar (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).
Voltada para o mercado varejista, o GPA tem um número significativo de clientes, que
frequentemente circulam nas diversas lojas da organização, a todo o momento criando
imagens positivas e negativas da companhia, que mesmo com todo planejamento estrutural de
mercado, é o cliente interno que trará o sucesso final das ações propostas, mas se este
colaborador não estiver treinado com os processos e princípio da empresa ocorrerá o
insucesso deste planejamento.
3. REVISÃO DA LITERATURA
3.1. Logística
Por Campos e Brasil (2013), logística interliga toda a cadeia de suprimentos, buscando
meios ágeis de otimização do processo fundamentada de forma precisa o fluxo de informação,
que deve ser compartilhada que os materiais sejam recebidos e entregas no tempo certo, a
satisfação do cliente interfere nas tomadas de decisões, compartilhamento de informações de
modo preciso na melhoria do processo, a logística é o gerente em todo este processo
controlando seus recursos com o ciclo de materiais, com mais recursos e etapas maiores neste
processo de gestão o controle do fornecedor, transportador, a matéria-prima, armazém, cliente
final e dentre outros recursos micro e macro ambiente gerenciados no mundo logístico,
tornando-se um setor estratégico na organização.
Por Ballou (2001), materiais ou estoques é formado por todo ou qualquer produto que
possa ser armazenado em curto, médio ou longo prazo, surgindo ao longo da cadeia de
produção e canal logístico. Com a necessidade de estoques vem o entendimento de equilíbrio
entre oferta e demanda e como serão administradas todas as oportunidades de produção com
os pedidos de clientes, dificuldades em manter esta sincronia nos possíveis problemas durante
a cadeia produtiva sem perde o foco principal nos custos.
Comentado por Chiavenato (2008), os estoques podem ser formadas pelos insumos,
materiais semi processados, materiais de passagem, produtos abacados ou em transformação
em uma linha produtiva, todos material armazenado fazem parte da cadeia de suprimentos. A
gestão de materiais ou estoques tem como objetivo encontrar o equilíbrio entre oferta e
demanda, pois está sempre estará em conflito com os interesses das áreas comerciais e
logística, a renovação dos estoques é um ponto conflitante de longos períodos de materiais
parados na armazenagem, é um custo desnecessário nas organizações.
Por Graziani (2013), variações de demanda é um fator de cautela para o controle dos
materiais evitando acúmulos de estoques em produtos com alto custo a ser pago, desfocando
os principais objetivos e metas da empresa, o cuidado com o giro de estoque é constante,
manter igualitária a oferta e demanda, estando condizente com os acontecimento do mercado
e escoamento destes materiais.
Na imagem a seguir segue fluxo dos tipos de estoques na linha de produção como
demostrado na figura 6:
pedidos de clientes, sendo produtos acabados em sua maioria; Estoques com demanda
dependente, cuja demanda depende diretamente dos produtos com demanda independente
estes produtos acabados tem a variação de volumes influenciada pelo giro do mercado e suas
tendências.
Comentado por Chiavenato (2008), os estoques são classificados pelo giro de estoques
no armazém e valor financeiro, com esta classificação traz os produtos que tem maior
importância seja em valor ou volume, apontando os itens com maior rentabilidade a empresa,
com esta classificação tem a noção de produtos que possam também causar problemas pela
ruptura ou excesso devido sua importância no armazém.
Por Lélis (2016), os estoques são importantes para a geração de novos negócios e
equilíbrio das negociações vigentes, a adequação dos volumes e importância dos níveis de
estoques bem dimensionados, traz o controle com maior acurácia e melhor investimento do
capital, para isso os estoques são classificados em curvas de importância mostrando os
produtos que terão maior relevância, nos custos seja na armazenagem ou movimentação
destes materiais.
Segundo Chiavenato (2008), os estoques são classificados pelo seu valor monetário
sendo nas curvas denominadas ABC, mostrando sua importância e valor global do estoque,
esta classificação de Curva ABC mostrando uma visão geral dos itens mais relevante às
estratégias de negócios da organização, e melhor entendimento do estoque financeiro da
empresa, a classificação segue os seguintes conceitos;
Classe A: é formada por uma parcela menor de itens, mais com grande
representatividade financeira no estoque geral, são itens com maior
importância para o negocio da organização, representando o maior percentual
na classificação ABC.
Classe B: são itens intermediários entre os itens A e C. Com maiores volumes
que os da curva A, e menor valor financeiro no estoque geral, mantendo uma
boa importância na composição dos estoques, atendendo a todas as classes de
produtos.
Classe C: são itens mais baratos com grandes volumes em estoques, não
necessitam de grande atenção, apesar dos altos volumes tem pouca
representatividade financeira.
3.4.2. Demanda
Para a gestão de estoques e controle dos materiais é necessário à previsão de giro dos
produtos de forma assertiva, antevendo os volumes comprados e vendidos, atendendo os
clientes no tempo correto e nas quantidades existentes nos pedidos, com isso existe o estudo
de demanda, previsão matemática no giro de estoque dos produtos, com esse processo
calcula-se por meios de dados matemáticos os volumes necessários para a reposição sem
estocagens desnecessárias (CHIAVENATO, 2008).
Como comentado por Gonçalves (2013), a demanda pode se calculada por base em
diversos fatores distintos, demostrando situações que podem ser previstas, e em outros casos
não é possível sua mensuração, com isso existe algumas técnicas para o processo quantitativo
na base de calculo de demanda, adequando a situações diversas do mercado para previsões
assertivas ao giro de estoque e melhor custo na operação da organização com isso temos
alguns das previsões de demanda mais comuns;
A demanda em sua maioria tem uma variação regular, que para isso a coleta de
informações seja precisa para o calculo, também sendo variável de empresa para empresa no
tipo de negocio, com este pensamento não é qualquer calculo de demanda que deve ser
utilizada na reposição dos estoques, o estudo do mercado deve sempre esta ligada as
34
influências econômicas e sociais, que podem alterar o resultado de uma demanda. Com isso
devesse sempre ver a movimentação do mercado e observa os acontecimentos do passado
para uma base coerente na demanda a ser utilizada (GRAZIANI, 2013).
Horizontal – demostra a variação em uma linha reta com picos altos e baixos,
com as oportunidades de avaliação de melhoria nos momentos de oscilação e
tomadas de decisões previas.
Tendencial – segue as reações do mercado com base no aumento ou redução da
economia, e como isso influencia o consumidor final.
Sazonal – variação prevista que ocorre em um período estudo, sendo ele em
uma semana, mês ou época do ano.
Cíclico – variação na demanda que é observada em longos períodos de tempo,
muitas vezes por anos para poder ser equalizada e entendida e suas possíveis
tendências.
Aleatória – demanda imprevisível, difícil de calcular devido à inconsistência
das informações pouco utilizada.
3.5. Compras
35
Afirmado por Feline (2015 apud GOLÇAVES, 2007), a função compras requer o
acompanhamento de todo o processo evolutivo, deste a solicitação da compra, prazo que será
entregue a mercadoria ou serviço prestado, tempo de processamento da solicitação, pesquisa
de custos para melhor lucratividade da empresa, coordenação entre os setores ligados a esse
processo, para que todos os departamentos sigam com o fluxo licitatório de forma coerente e
precisa, na figura 10 podem ser observados os objetivos da função compras;
3.6. Transporte
36
absorvidos no processo final, o fluxo de transporte tem influência direta e indiretamente, por
quatro agentes que ditam o processo distributivo, cabe à logística em controlar e manter os
custos baixos visando às metas propostas pela organização de forma que os agentes possam
demandar as necessidades de transporte, que esta diretamente ligada à cadeia produtiva das
indústrias, a existência destes agentes pode ser definidas com o seguinte conceito;
Segundo Chlüter (2013), o transporte pode ser de pessoas ou materiais cada um com
suas características e moldadas às diversas finalidades. A logística distributiva é formada por
vários meios de transporte, viabilizando a locação dos produtos de um local a outro em
grandes distancias, podendo ser necessário mais de um meio de locomoção. A locação de
produtos em qualquer lugar no transporte de materiais faz necessário em levar produtos,
semiacabados, acabados, matéria prima, para o processamento ou venda final, o transporte
esta ligado diretamente a vida da organização sendo responsável por até dois terços dos custos
logísticos agregados ao dos produtos, e ser um fator determinando nas negociações e tomadas
de decisões, influenciadas pelos agentes logísticos de transporte.
Por Razzolini Filho (2012), as principais características dos transportes podem ser
conceituadas em quarto aspectos, definindo a que terá melhor custo benefício ao material
transportado e não onerar o orçamento da empresa, o interesse financeiro na redução dos
custos sempre é um fator determinando e os critérios preponderantes em todos os aspectos das
principais características;
Disponibilidade – capacidade que o transporte tem para transporta e o custo desta ação
até o seu destino final.
Velocidade – definição do tempo decorrido em percurso decorrente da movimentação
do veículo no trajeto fixado para a locomoção dos materiais.
Confiabilidade – a consistência nas datas e horários definidos entre as partes, saber se
a programação de entrega será cumprirá de acordo com a negociação, modo de
avaliação de transporte confiável.
39
Modal Ferroviário - um dos mais antigos modais pode ser comparado como modal
rodoviário, indicado ao transporte de produtos de baixo valor agregado, consegue transporta
grande volume em grandes distancia, e uma variedade de produtos, os vagões pode ser
adaptados para diversas necessidades, à locomoção é por trilhos que dependendo da região
sendo a maior dificuldade do modal a falta de padronização em suas vias ferroviárias, devido
ao alto volume transportado o custo do transporte é baixo, podem não tem a mesma
velocidade de transporte que o modal rodoviário (RAZZOLINI FILHO, 2012).
Modal Dutoviário – é o modal mais recente utilizado, com baixo custo no transporte, e
grande complexidade na manutenção dos dutos, utilizado para transporte principalmente de
gazes e óleos, seu baixo custo de transporte torne-se viável a modalidade (GOLÇAÇVES,
2015).
Intermodalidade operação de transporte realizado até o destino final, com uso de mais
de um modal, devido à impossibilidade geográfica, ou por motivos econômicos faz o uso de
dois ou mais modais para a locação da carga, como a transporte por caminhões até certo ponto
e após a movimentação da carga para um trem de carga levando ao seu destino final, em cada
ação a tratativa é diferenciada como cada contrato diferente a cada modal utilizado
(RAZZOLINI FILHO, 2012).
9
Contêineres – Recipiente de metal de grandes dimensões utilizado para transporte de cargas unitizadas em
navio, trens, caminhões etc. (DICIONARIOINFORMAL.COM.BR, 2016).
42
4. METODOLOGIA
4.1. Introdução
O estudo é considerado de coorte seccional simples (transversal) uma vez que a coleta
de dados ocorreu em apenas em um único momento. Este procedimento deve-se ao exíguo
tempo para realização do trabalho monográfico (três meses). Elaborou-se como instrumento
de coleta de dados, um roteiro de entrevistas semiestruturadas.
A coleta de dados realizada durante o mês de novembro de 2016 que ocorreu em dois
ambientes. Inicialmente, selecionado a operação do sistema crossdocking na recepção de
produtos da loja 1371 Extra Benfica, na percepção do chefe do setor de perecíveis quando a
funcionalidade do crossdocking na operação de abastecimento da loja 1371 Extra Benfica.
Qual a percepção dos gestores e colaboradores do GPA – Grupo Pão de Açúcar acerca
da influencia do Crossdocking sobre a movimentação de produtos no perecível da loja
1371 Extra Benfica.
Perguntas:
Comente-os.
Comente-os.
Extra Benfica?
5.1. Introdução
Este capítulo apresenta a análise dos dados obtidos pelo estudo de caso, através de entrevistas
e tomando como base o referencial teórico.
Percebe-se que a preocupação dos entrevistados é pela atual crise econômica do país
que afeta diretamente o desenvolvimento do setor e que o mesmo tem muito a crescer em
comparação aos outros países nestes segmento.
crise os negócios da empresa ficam abaladas pelas iniciativas da concorrência que podem
abarca os clientes indecisos.
Quais são os pontos fortes O nome né a credibilidade que ela tem com o cliente, o cliente
sempre volta aqui, vários clientes mesmo apesar du du de um
no Grupo Pão de Açúcar?
preço o cliente vem e fala com a gente o preço nun ta bom, ta
Comente-os. nunsei o que mas eeee a fidelidade do cliente é um ponto forte
do grupo e essa promoção que teve agora do 1,2,3 essas
oportunidades que esta tendo aqui que a gente tem essa essa
(...) um dos pontos fortes que tem aqui na empresa (Chefe
Administrativo de perecíveis).
O grupo éé bastante preocupado com esta questão da
estratégia o problema é eles montam muitas ações, muitas
ofertas muito, muita coisa ao mesmo tempo e que no final
uma oferta atropela a outra, porque você precisa de prazo de
entrega contar que o fornecedor pode não ter aquele produto
não tem como produzir, agente trabalha muito com a matéria
prima é de sazonalidade de clima, varias coisas envolvidas,
então quando você tem tudo isso é di repente de atrapalhar é
50
Na terceira pergunta os respondentes tem como visão a força da empresa em seu nome
por ser forte e por abranger boa parte do território nacional em esta presente em todos os
estados e numero de produtos ofertados em varias companhas promocionais.
d) Temática IV: Pontos fracos do Grupo Pão de Açúcar para o setor de supermercados
brasileiro.
O quadro 5.4 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre os pontos fortes do
Grupo Pão de Açúcar.
Qual a importância da Gestão de estoque é (...) é para mim o que a empresa presa
neste ponto aqui é perde menos mercadorias evitar muitas
gestão de estoques para a
rupturas né procurar atender melhor o cliente, acho que
operação de um engloba nisso ai, a gestão de estoques se você tem um estoque
sadio se você vem de um excesso de estoque se você consegue
supermercado?
gerir bem o estoque consegue evitar as quebras eu acho que é
por ai ôôô a importância da gestão de estoque que diminui a
quantidade da quantidade de perda e quebra na na empresa
isso é dinheiro jogado fora, uma quebra um um produto que
sei lá tem um excesso de estoque e acaba variando dentro do
estoque uma coisa que poderia ser evitado se você organizas
melhor o estoque se comprasse melhor a mercadoria acho que
é por ai (Chefe Administrativo de perecíveis).
Pra mim é primordial na verdade um conjunto de fatures né a
gente precisa ter é (...) um ótimo gestor pessoas capacitadas é
ferramentas boas que sejam realmente favoráveis pra o que
você que desempenhar se você não tem uma gestão de
53
estoques boa você não consegue, você não vai ter o produto
na loja, você vai fazer uma um estudo errado né da sua
necessidade, então assim a gestão de estoque e fundamental
pra que você ter o produto certo na quantidade certa no tempo
certo, acredito que isso da isso seja um dos pontos mais
importantes na gestão de estoque que é a gestão de estoque
(Analista de planejamento).
A gestão de estoques para a rede de supermercado é um uma
grande (...) de ponto de atenção pra lucratividade da empresa
(...) pois estoque parada é sinônimo de prejuízo né (...)
porque as empresas trabalham com dias de pagamento pra
fornecedores e tau, quanto mais antes ele conseguirem para ir
vender e demora mais para ir pagar o fornecedor rum rum é
melhor para a empresa então a gestão de estoques tem que ser
bem assertiva, comprar o suficiente pra abastecer mediante
aquela demanda de venda que o a empresa tem, comprou a
mais e ficou no estoque prejuízo certo (Comprador Sênior).
Quais são os pontos fortes O ponto forte e justamente isso você faz uma compra sadia
você evita de ficar com o produto no CD o produto ééé chega
do processo crossdocking
com proximidade aqui na loja, chega uma vez por semana
de perecíveis no Extra uma quantidade maior, mais chega uma quantidade que
quando os parâmetros tão corretos, chega numa quantidade
Benfica?
boa para não faltar na loja e evitar o excesso num nosso
Comente-os. deposito (Chefe Administrativo de perecíveis).
Para mi os pontos fortes são os seguintes, como a gente tem
56
Quadro 5.7 – Respostas sobre os pontos fortes do crossdocking na loja Extra Benfica.
Fonte: elaborado pelo autor (2016).
Quais são os pontos fracos O ponto fraco é o seguinte supondo que uma carga vem de
São Paulo e o caminhão quebra (...) e acho que isso é uma
do processo crossdocking
suposição que de repente tem algum problema com a carga
de perecíveis no Extra não chega no tempo que a gente precisa e acaba gerando a
ruptura ou um problema de fabricação do próprio fornecedor
Benfica?
que as vezes ele trabalha em cima do nosso giro e faz um
Comente-os. pedido para ele e ele não consegue produzir no tempo correto,
para pode entregar para a gente aqui e os excesso de estoque
que se não tiver corretos pode gerar um excesso de estoques
dos produtos (Chefe Administrativo de perecíveis).
É o processo na em perecíveis como eu falei a gente tem um
shelf curto para os produtos crossdocking é (...) cai cai na
questão de formação de carga porque como o sistema que nós
utilizamos é uma ferramenta nova que não tem muito (...) é
influencia manual, então a gente depende que as pessoas
estejam analisando todos os parâmetros para as sugestões
sejam feitas realmente dentro da realidade da venda da loja
então que acontece o sistema sugere pouco não forma uma
carga pro fornecedor ele não vai entregar ô ô (...) pedido cai ai
eu a loja fica em ruptura vai ter que aguarda uma nova
sugestão de compra isso para mim é um ponto fraco e outra
fornecedor não consegue acompanhar o prazo de entrega dos
pedidos cross então que acontece são gerados vários pedidos
fornecedor não acompanha o pedido cai do sistema é gera
uma ruptura muito longa, que muitas vezes tem fornecedor de
cross que a gente tem o prazo de entrega de 17 dias então a
loja fica quase um mês em ruptura, então isso pra mim seria
um ponto negativo a formação de carga pro fornecedor é
dificuldade de entrega dos pedidos e isso atrapalha a loja
(Analista de planejamento).
Os pontos fracos no processo de crossdocking é que em
determinados itens que a demanda é mais elevada que precisa
ter estocado na central de distribuição éé (...) não pode ser
(...) hum migrados para esse modelo de abastecimento pra (...)
que onde não deixa uma margem de segurança né tipo um
açúcar, rum rum um azeite por exemplo u óleo de soja que
58
Quadro 5.8 – Respostas sobre os pontos fracos do crossdocking na loja Extra Benfica.
Fonte: elaborado pelo autor (2016).
Quais sugestões você daria Cara é (...) entrar em contado frequentemente com o
fornecedor, tratar os estoques sempre tá tratando os estoque
para melhorar o processo de
sempre esta fazendo o inventário rotativo que as vezes o
crossdocking de perecíveis sistema esta sujo, sujo da seguinte maneira, a gente tem uma
quantidade que no estoque tem outra, tanto para maior quanto
no
para menor, se o sistema fica sujo com mais mercadoria que a
Extra Benfica? gente tem fisicamente acaba dando ruptura, ate que a gente
venha a identificar (...) já tem ruptura ou então o contrario, o
sistema tem uma quantidade menor, agente tem um inventário
mau feito, tem um quantidade maior fisicamente e acaba gerin
(...) duplicando o que a gente tem, acho que é mais
tratamento de sistema, tratar o sistema direitinho, você colocar
pessoas para poder esta acompanhando os fornecedor o chefe
conhecer quais os produtos de crossdocking quais os
fornecedores que trabalham com crossdocking acho que isso
ao seria um um (...) ponto que a pessoa poderia se prevenir
numa atual situação que venha, a sobrar mercadoria quanto
faltar mercadoria acho que é por ai (Chefe Administrativo de
perecíveis).
Eu acredito que tudo começa na loja para melhora o processo
do crossdocking pessoas treinadas que saibam conheçam o
programa que faça toda analise de (...) estoque, é do prazo de
entrega do fornecedor se a demanda esta correta pra que todos
estes ajustes sejam efetuados pra que tenha um menor risco
de erros né pra o pedido sair 100% parecido com a realidade
então melhorar o processo seria melhorar a qualificação do
pessoal de loja para que ele entenda isso ai e o próprio
fornecedor que o fornecedor realmente acompanhar as datas
de entrega dos produtos e também o CD tem sua parcela o que
acontece no caso aqui na nossa empresa o cross é D+2 e já
tivemos nos casos do cross tiver parado no CD por algum
motivo o processo ficou manual e o produto ficou esquecido
no CD então isso dai é um um fato ponto que tem que ser
melhorado né CD, loja e fornecedor (Analista de
planejamento).
Eu daria que algumas sugestões que hum hum, as empresas
deveriam se adequar mais, pois hoje em dia no Brasil são
poucas as empresas que são é (...) já preparadas para ter um
cross eficiente pois recebe a mercadoria, pois muitas delas
recebe a mercadoria no CD e muitas delas não consegue fazer
a distribuição no mesmo dia no ato do recebimento com isso
criando um tipo de cross estocado uma coisa que eu não
60
Quadro 5.9 – Respostas sobre melhorias para o abastecimento pela modalidade crossdocking na loja Extra
Benfica.
Fonte: elaborado pelo autor (2016).
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por fim, conclui-se que, apesar das dificuldades e barreias observada pela literatura e
verificada neste trabalho, o Grupo Pão de Açúcar conduz um sistema de crossdocking efetivo
em sua operação e sendo vem vista para a loja 1371 Extra Benfica em aceitar e trabalhar de
forma proativa com a modalidade e observando possíveis melhoras para o processo de
abastecimento.
REFERÊNCIAS
CAMPOS, Luiz Fernando. BRASIL, Caroline V. Macedo. Logística: Teia de Relações. Ed.
Intersaberes, Curitiba, 2013.
63
FENILI, Renato Ribeiro. Gestão de Materiais. Edição 1, Ed. Enap Didáticos, Brasília, 2015.
GRUPO PÃO DE AÇÚCAR. Conheça em detalhes cada uma das diversas lojas do GPA.
Disponível em: < http://www.gpabr.com/home.htm >. Acessado em 21 de julho de 2016.
LUNA, S. V. de. O falso conflito entre tendências metodológicas. Temas em Debates. São
Paulo: PUC, UNICAMP, n. 66, p 70-74, ago. 1988 (Caderno de Pesquisa).
MORAES, Roberto Ramos de. Logística Empresarial: Livro Eletrônico. Edição 1, Ed.
Intersaberes, Curitiba, 2015.
APÊNDICE
Roteiro de Entrevista
Qual a percepção dos gestores e colaboradores do GPA – Grupo Pão de Açúcar acerca
da influencia do Crossdocking sobre a movimentação de produtos no perecível da loja 1371
Extra Benfica.
Entrevistado
65
Cargo
Data da entrevista
Horário início
Horário término
Duração
1. Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
2. Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
3. Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
4. Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
5. Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um supermercado?
6. O que você entente por crossdocking?
7. Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra Benfica?
Comente-os.
8. Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra Benfica?
Comente-os.
9. Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de perecíveis no
Extra Benfica?
Roteiro de Entrevista
Pergunta 1.
PESQUISADOR: Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-
as.
RESPONDENTE: Bom as oportunidades eéééé aproveitando o que tá acontecendo no Brasil
essa crise que acaba diminuindo a procura duuu (...) de um cliente de procurar supleflo para
procurar mais alimento a gente vê ai que a dificuldade dos clientes né em comprar qualquer
outro tipo de mercadoria indo para o alimento neste momento.
Pergunta 2.
PESQUISADOR: Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
RESPONDENTE: Concorrencia (...) porque agora tudo mundo tá (...) tá abraçando esta causa
dá dá crise, é crise é crise e todo mundo procurar uma promoção uma oferta e eu acho que
isso é (...) uma ameaça pro Grupo Pão de açúcar, porque se a gente não se preparar a gente
acaba perdendo o mercado e perdendo cliente.
Pergunta 3.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
RESPONDENTE: O nome né a credibilidade que ela tem com o cliente, o cliente sempre
volta aqui, vários clientes mesmo apesar du du de um preço o cliente vem e fala com a gente o
preço nun ta bom, ta nunsei o que mas eeee a fidelidade do cliente é um ponto forte do grupo
e essa promoção que teve agora do 1,2,3 essas oportunidades que esta tendo aqui que a gente
tem essa essa (...) um dos pontos fortes que tem aqui na empresa.
Pergunta 4.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os
RESPONDENTE: Eu acho que que (...) um pouco mais de informação tanto para a base tanto
quanto para a equipe de chefia, uma reciclagem, pegar o pessoal da base e mostra os conceitos
da empresa, depois mostrar o que cada um tem que fazer e para a chefia mas uma questão de
como tratar o funcionário como tratar o cliente acho que teria um pouco mais de informação
tanto para a equipe de base como para a equipe de chefia.
Pergunta 5.
PESQUISADOR: Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um
supermercado?
67
RESPONDENTE: Gestão de estoque é (...) é para mim o que a empresa presa neste ponto
aqui é perde menos mercadorias evitar muitas rupturas né procurar atender melhor o cliente,
acho que engloba nisso ai, a gestão de estoques se você tem um estoque sadio se você vem de
um excesso de estoque se você consegue gerir bem o estoque consegue evitar as quebras eu
acho que é por ai ôôô a importância da gestão de estoque que diminui a quantidade da
quantidade de perda e quebra na na empresa isso é dinheiro jogado fora, uma quebra um um
produto que sei lá tem um excesso de estoque e acaba variando dentro do estoque uma coisa
que poderia ser evitado se você organizas melhor o estoque se comprasse melhor a
mercadoria acho que é por ai.
Pergunta 6.
PESQUISADOR: O que você entente por crossdocking?
RESPONDENTE: É de evitar de usar o nosso deposito como a casa do fornecedor, né você
pega o produuu.. essa modalidade esse modal de de entrega ao vez de usar o nosso estoque
comprar e armazena o produto agente usa o (...) o estoque do fornecedor para pode entregar
pra pra gente sem atrapalhar a nossa a nossa gestão com o estoque de outros fornecedores que
não trabalha com com o crossdocking.
Pergunta 7.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: O ponto forte e justamente isso você faz uma compra sadia você evita de
ficar com o produto no CD o produto ééé chega com proximidade aqui na loja, chega uma vez
por semana uma quantidade maior, mais chega uma quantidade que quando os parâmetros tão
corretos chega numa quantidade boa para não faltar na loja e evitar o excesso num nosso
deposito.
Pergunta 8.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: O ponto fraco é o seguinte supondo que uma carga vem de São Paulo e o
caminhão quebra (...) e acho que isso é uma suposição que de repente tem algum problema
com a carga não chega no tempo que a gente precisa e acaba gerando a ruptura ou um
68
problema de fabricação do próprio fornecedor que as vezes ele trabalha em cima do nosso
giro e faz um pedido para ele e ele não consegue produzir no tempo correto, para pode
entregar para a gente aqui e os excesso de estoque que se não tiver corretos pode gerar um
excesso de estoques dos produtos.
Pergunta 9.
PESQUISADOR: Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de
perecíveis no Extra Benfica?
RESPONDENTE: Cara é (...) entrar em contado frequentemente com o fornecedor, tratar os
estoques sempre tá tratando os estoque sempre esta fazendo o inventário rotativo que as vezes
o sistema esta sujo, sujo da seguinte maneira, a gente tem uma quantidade que no estoque tem
outra, tanto para maior quanto para menor, se o sistema fica sujo com mais mercadoria que a
gente tem fisicamente acaba dando ruptura, ate que a gente venha a identificar (...) já tem
ruptura ou então o contrario, o sistema tem uma quantidade menor, agente tem um inventário
mau feito, tem um quantidade maior fisicamente e acaba gerin (...) duplicando o que a gente
tem, acho que é mais tratamento de sistema, tratar o sistema direitinho, você colocar pessoas
para poder esta acompanhando os fornecedor o chefe conhecer quais os produtos de
crossdocking quais os fornecedores que trabalham com crossdocking acho que isso ao seria
um um (...) ponto que a pessoa poderia se prevenir numa atual situação que venha, a sobrar
mercadoria quanto faltar mercadoria acho que é por ai.
Roteiro de Entrevista
Pergunta 1.
PESQUISADOR: Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-
as.
RESPONDENTE: No Brasil hoje devido a crise que nos estamos passando as empresas
procuram é (...) alternativas pra incrementar as vendas né então assim, torna o processo
complicado criam muitas estratégias ofertas, muitas é (...) muitas atividades que ficam
tumultuadas pra poder suprir essa necessidade que é a venda hoje, torna oportunidades que
atrapalham a venda o negocio andar.
Pergunta 2.
PESQUISADOR: Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
RESPONDENTE: A concorrência éé (...) de uma uma forma ou de outra é uma forma de
ameaça então é (...) a concorrência termina sendo uma ameaça para suas ofertas, porque as
vezes se torna muito desleal, acredito que seja isso, também a questão da gestão a gestão hum
tanto da loja quanto o pessoal da logística, porque você não monta as estratégias corretas isso
se torna uma ameaça pra que ô (...) objetivo não seja atingido tem que ter uma gestão
realmente forte, pessoas comprometidas com o negocio para que ele ante isso pode se torna
uma ameaça para o objetivo final não seja atingido.
Pergunta 3.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
RESPONDENTE: O grupo éé bastante preocupado com esta questão da estratégia o problema
é eles montam muitas ações, muitas ofertas muito, muita coisa ao mesmo tempo e que no final
uma oferta atropela a outra, porque você precisa de prazo de entrega contar que o fornecedor
pode não ter aquele produto não tem como produzir, agente trabalha muito com a matéria
prima é de sazonalidade de clima, varias coisas envolvidas, então quando você tem tudo isso é
di repente de atrapalhar é um ponto forte que tem muito ofertas né então o cliente tem uma
gama de oportunidades ai de de comprar de fazer uma compra boa né mas que também se
70
torna um ponto negativo, porque você precisa de pessoas empenhadas nisso ai uma dedicação
maior nem sempre você consegue fazer isso.
Pergunta 4.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os
RESPONDENTE: Exatamente o ponto fraco envolvido com o que eu respondi no ponto forte
né, agente tem muita oferta porem que se misturam isso, para mim já um ponto fraco,
tumultua o processo é (...) as pessoas não são capacitadas nem sempre principalmente na loja,
você tem ferramentas que podem te ajudar essas ferramentas não são usadas então isso tudo se
reverte como um ponto fraco para mim. Ofertas tumultuadas pessoas, é (...) que não tem o
conhecimento é da rotina então são jogadas na função sem saber exatamente o que tão
fazendo, conseguindo cumprir os prazos por as ofertas serem muitos próximas muito
parecidas unas com as outras as pessoas começam a andar em círculos.
Pergunta 5.
PESQUISADOR: Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um
supermercado?
RESPONDENTE: Pra mim é primordial na verdade um conjunto de fatures né a gente precisa
ter é (...) um ótimo gestor pessoas capacitadas é ferramentas boas que sejam realmente
favoráveis pra o que você que desempenhar se você não tem uma gestão de estoques boa você
não consegue, você não vai ter o produto na loja, você vai fazer uma um estudo errado né da
sua necessidade, então assim a gestão de estoque e fundamental pra que você ter o produto
certo na quantidade certa no tempo certo, acredito que isso da isso seja um dos pontos mais
importantes na gestão de estoque que é a gestão de estoque.
Pergunta 6.
PESQUISADOR: O que você entente por crossdocking?
RESPONDENTE: Eu entendo, não não tenho formação em administração é é minha formação
é na área de humanas psicologia, porem quando eu vim trabalhar na logística achei
interessante essa modalidade de abastecimento e e acredito que isso seja muito bom para a
loja, em alguns momentos claro, que a loja vai ter o dia certo de esta recebendo aquele pedido
na quantidade que ela sugeriu porem nem sempre a gente consegue fazer o processo de forma
correta porque isso depende muito do fornecedor vai ter um fornecedor que seja local é mais
71
fácil você administrar o processo crossdocking e tendo que o cross é a gente recebeu o
produto e (...) ele não vai ser estocado ele vai ter que seguir para a loja o problema é o tempo
que esse produto vai ficar é no CD aguardando ir pra loja na minha forma de entender ele
teria que ser D+1 e não D+2 que aqui na empresa que eu trabalho que é a única experiência
que eu tenho é D+2, acredito que teria que receber o cross o mais cedo possível, vamos dizer
ate unas 8 horas da manhã que agente ria o faturamento do dia e do dia seguinte, agente teria
como já faturar para as lojas teria esse prazo e não D+2 mais é muito bom para que as lojas
esteja recebendo toda semana os produtos que elas precisam.
Pergunta 7.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: Para mi os pontos fortes são os seguintes, como a gente tem prazo hum
hum (...) (...) prazo de validade de produtos muito curtos como os resfriados 45 dias é é é há
maioria resfriados são 45 dias então acredito que seja muito interessante essa modalidade
cross pra produto que sejam resfriados pra gente não ficar estoque parado no CD dependendo
que a loja faça o pedido não é! Fature aquele produto então quando se trabalha com cross a
loja se tiver boa ferramenta pessoas realmente que façam uma analise do que o sistema esta
sugerindo então o processo ele vai fluir é de uma forma melhor né você vai tá fazendo o
pedido com a necessidade da loja você vai saber o prazo que o fornecedor vai ta entregando
você consegue fazer uma gestão melhor isso pra mim é um ponto forte que o produto não vai
ficar parado na loja por conta do shelf que é curto e não vai ter FIFO nem na loja nem no CD
se ele for na modalidade de estocado.
Pergunta 8.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: É o processo na em perecíveis como eu falei a gente tem um shelf curto
para os produtos crossdocking é (...) cai cai na questão de formação de carga porque como o
sistema que nós utilizamos é uma ferramenta nova que não tem muito (...) é influencia
manual, então a gente depende que as pessoas estejam analisando todos os parâmetros para as
sugestões sejam feitas realmente dentro da realidade da venda da loja então que acontece o
sistema sugere pouco não forma uma carga pro fornecedor ele não vai entregar ô ô (...) pedido
72
cai ai eu a loja fica em ruptura vai ter que aguarda uma nova sugestão de compra isso para
mim é um ponto fraco e outra fornecedor não consegue acompanhar o prazo de entrega dos
pedidos cross então que acontece são gerados vários pedidos fornecedor não acompanha o
pedido cai do sistema é gera uma ruptura muito longa, que muitas vezes tem fornecedor de
cross que a gente tem o
prazo de entrega de 17 dias então a loja fica quase um mês em ruptura, então isso pra mim
seria um ponto negativo a formação de carga pro fornecedor é dificuldade de entrega dos
pedidos e isso atrapalha a loja.
Pergunta 9.
PESQUISADOR: Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de
perecíveis no Extra Benfica?
RESPONDENTE: Eu acredito que tudo começa na loja para melhora o processo do
crossdocking pessoas treinadas que saibam conheçam o programa que faça toda analise de
(...) estoque, é do prazo de entrega do fornecedor se a demanda esta correta pra que todos
estes ajustes sejam efetuados pra que tenha um menor risco de erros né pra o pedido sair
100% parecido com a realidade então melhorar o processo seria melhorar a qualificação do
pessoal de loja para que ele entenda isso ai e o próprio fornecedor que o fornecedor realmente
acompanhar as datas de entrega dos produtos e também o CD tem sua parcela o que acontece
no caso aqui na nossa empresa o cross é D+2 e já tivemos nos casos do cross tiver parado no
CD por algum motivo o processo ficou manual e o produto ficou esquecido no CD então isso
dai é um um fato ponto que tem que ser melhorado né CD, loja e fornecedor.
Roteiro de Entrevista
Pergunta 1.
PESQUISADOR: Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-
as.
RESPONDENTE: Hum o setor de supermercado no Brasil eu vejo que ele tem que (...)
evoluir muito na questão que (...) serviço de atendimento ao cliente temos varias empresas
quem ainda práticam rum rum rum o varejo na forma antiga acho que o Brasil esta anos luz
(...) atrás dos grandes países.
Pergunta 2.
PESQUISADOR: Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
RESPONDENTE: Hoje em dia no meu ponto de vista uma das grandes ameaças para o setor
de supermercadista no Brasil é (...) a crise que o país se encontra isso faz que o consumidor
tenha pouca renda e e e ele ele (...) tipo que escolha o que ele vai comprar com isso diminui a
compra de supérfluo e outras coisa no supermercado com isso tem a tendência ééé o setor de
varejo não atacado quer dizer tem crescido muito então aquele cliente que era de
supermercado que faz a compra perto de sua casa ele tá migrando para o atacado e faz a
aquela compra mensal de resuprimento com um preço mais encontra e mais acessível
Pergunta 3.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
74
RESPONDENTE: Na minha opinião os pontos fortes do grupo pão de açúcar é que ele tem
uma rede que abrange e consegue cobrir todo o território nacional tem loja no Amapá, tem
loja no Piauí, na Bahia e ele é bem estruturada tem CDs de distribuições, tem toda uma
estrutura pra poder atender bem o seu consumidor final e com as lojas em sua grande maioria
tem estruturada, apesar que tem um ponto ou outro de melhoria.
Pergunta 4.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os
RESPONDENTE: Os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar que eu ééé (...) consigo ver é
que ele esta numa politica de desvalorização da mão de obra no seu atual e esta visando uma
lucratividade que no cenário atual do país não é viável por isso que estamos ai enfrentando
uma perca de venda uma baixa de tickets por loja então isso os dos pontos fracos do Grupo
Pão de Açúcar.
Pergunta 5.
PESQUISADOR: Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um
supermercado?
RESPONDENTE: A gestão de estoques para a rede de supermercado é um uma grande (...) de
ponto de atenção pra lucratividade da empresa (...) pois estoque parada é sinônimo de
prejuízo né (...) porque as empresas trabalham com dias de pagamento pra fornecedores e tau,
quanto mais antes ele conseguirem para ir vender e demora mais para ir pagar o fornecedor
rum rum é melhor para a empresa então a gestão de estoques tem que ser bem assertiva,
comprar o suficiente pra abastecer mediante aquela demanda de venda que o a empresa tem,
comprou a mais e ficou no estoque prejuízo certo.
Pergunta 6.
PESQUISADOR: O que você entente por crossdocking?
RESPONDENTE: Eu entendo que cross deveria trabalhar como um reloginho você compra
chega na na central de distribuição e vai para as lojas determinadas dentro do pedido que tem
já uma grade de distribuição já feita.
Pergunta 7.
75
Pergunta 8.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: Os pontos fracos no processo de crossdocking é que em determinados itens
que a demanda é mais elevada que precisa ter estocado na central de distribuição éé (...) não
pode ser (...) hum migrados para esse modelo de abastecimento pra (...) que onde não deixa
uma margem de segurança né tipo um açúcar, rum rum um azeite por exemplo u óleo de soja
que tem que ter um grande volume estocado na central de distribuição para atender uma
demanda explosiva que venha acontecer em um determinado período o crossdocking se
adequa mais com produtos de giro médio a baixo.
Pergunta 9.
PESQUISADOR: Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de
perecíveis no Extra Benfica?
RESPONDENTE: Eu daria que algumas sugestões que hum hum, as empresas deveriam se
adequar mais, pois hoje em dia no Brasil são poucas as empresas que são é (...) já preparadas
para ter um cross eficiente pois recebe a mercadoria, pois muitas delas recebe a mercadoria no
CD e muitas delas não consegue fazer a distribuição no mesmo dia no ato do recebimento
com isso criando um tipo de cross estocado uma coisa que eu não conhecia e não existe mas
empresas fazem esse tipo meia boca ai para resolver as demandas delas.