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Melhoria do Abastecimento Crossdocking

Este trabalho analisa a evolução do abastecimento por crossdocking no Grupo Pão de Açúcar, destacando a percepção dos colaboradores sobre sua importância para a manutenção de estoques adequados. A pesquisa revela que a operação é vista como um diferencial competitivo, permitindo a redução de custos e a agilidade na distribuição de produtos perecíveis. O estudo enfatiza a necessidade de integração entre todos os envolvidos na cadeia de suprimentos para o sucesso dessa modalidade.

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Melhoria do Abastecimento Crossdocking

Este trabalho analisa a evolução do abastecimento por crossdocking no Grupo Pão de Açúcar, destacando a percepção dos colaboradores sobre sua importância para a manutenção de estoques adequados. A pesquisa revela que a operação é vista como um diferencial competitivo, permitindo a redução de custos e a agilidade na distribuição de produtos perecíveis. O estudo enfatiza a necessidade de integração entre todos os envolvidos na cadeia de suprimentos para o sucesso dessa modalidade.

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0

FACULDADE FRASSINETTI DO RECIFE

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DA PRODUÇÃO

RICARDO BATISTA DOS SANTOS

COMO MELHORAR O ABASTECIMENTO DA MODALIDADE CROSS


DOCKING NO DEPARTAMENTO DE PERECÍVEIS NA CENTRAL DE
DISTRIBUIÇÃO DO GRUPO PÃO DE AÇÚCAR NO CABO DE SANTO
AGOSTINHO

RECIFE

2017
1

FACULDADE FRASSINETTI DO RECIFE

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DA PRODUÇÃO

RICARDO BATISTA DOS SANTOS

COMO MELHORAR O ABASTECIMENTO DA MODALIDADE CROSS


DOCKING NO DEPARTAMENTO DE PERECÍVEIS NA CENTRAL DE
DISTRIBUIÇÃO DO GRUPO PÃO DE AÇÚCAR NO CABO DE SANTO
AGOSTINHO

Monografia realizada pelo aluno Ricardo Batista dos


Santos, sob a orientação do Prof. Mário dos Anjos,
como um dos requisitos para conclusão do Curso de
Especialização em Gestão da Produção, da
Faculdade Frassinetti do Recife.

RECIFE
2017
2

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por tudo que foi concedido ao longo dessa trajetória,
a familiares pelo apoio em todos os momentos, inclusive os mais difíceis, aos amigos pela
cumplicidade e companheirismo, mesmo nas horas em que foi necessária minha ausência para
a dedicação à pesquisa, a minha namorada agradeço imensamente o apoio, atenção,
conhecimento cedido e carinho desde o início, ao meu orientador Mario dos Anjos sem a qual
não seria possível a conclusão deste trabalho, e também aos mestres no qual foi dado todo o
suporte e orientação para sucesso acadêmico e profissional.
3

RESUMO

O presente trabalho vem a demonstrar a evolução da modalidade de abastecimento


crossdocking no Grupo Pão de Açúcar, e sua percepção pelos seus colaboradores em manter o
abastecimento regular e adequado aos produtos que participam desta modalidade através de
um estudo exploratório e descritivo deste modelo de abastecimento, a empresa vem a muitos
anos praticando este modal. Seus colaboradores em diversos níveis e funções têm
conhecimento do funcionamento correto e importância desta prática para estoques corretos
nas lojas. O papel da modalidade é focado nos produtos de baixo giro que tem sua
importância para o portfolio de produtos a serem trabalhados dia a dia. Por fim, destaca-se
que os colaboradores enxergam a operação em crossdocking como um diferencial competitivo
com armazenamento dos produtos e a importância de não ter estoques para na loja e
percepções estas importantes para o comprometimento das ações da empresa e vantagem
competitiva e operacional da organização.

Palavras Chaves: Crossdocking; Modalidade; Colaboradores; Abastecimento; Vantagem


Competitiva.
4

ABSTRACT

The present work demonstrates the evolution of the crossdocking supply modality in
the Pão de Açúcar Group and its perception by its employees in maintaining the regular and
adequate supply to the products that participate in this modality through an exploratory and
descriptive study of this supply model, The company has been practicing this mode for many
years. Its employees at various levels and functions are aware of the correct functioning and
importance of this practice for correct stores in stores. The role of the modality is focused on
the products of low spin that has its importance for the portfolio of products to be worked day
by day. Finally, it should be noted that the employees see the crossdocking operation as a
competitive differential with the storage of the products and the importance of not having
stocks for the store and perceptions that are important for the commitment of the company's
actions and the competitive and operational advantage of the organization .

Keywords: Crossdocking; Modality; Contributors; Supply; Competitive advantage.


5

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1: Empresa pesquisada........................................................................................18

Figura 2: Grupo Casíno – Empresa Francesa detentora dos direitos do GPA................18

Figura 3: O inicio do GPA..............................................................................................20

Figura 4: Portfolio da empresa........................................................................................21

Figura 5: Estrutura Organizacional.................................................................................22

Figura 6: Ciclo de estoque..............................................................................................24

Figura 7: Planejamento em logística...............................................................................26

Figura 8: Tipos de Estoques............................................................................................30

Figura 9: Padrões de Demanda.......................................................................................33

Figura 10: Objetivo da função compras..........................................................................35

Figura 11: Característica dos modais..............................................................................40


6

LISTA DE TABELAS

Quadro 5.1 – Respostas sobre o setor de supermercados no Brasil................................46

Quadro 5.2 – Respostas sobre ameaças para o setor supermercados no Brasil..............47

Quadro 5.3 – Respostas sobre os pontos fortes do Grupo Pão de Açúcar......................49

Quadro 5.4 – Respostas sobre os pontos fracos do Grupo Pão de Açúcar.....................50

Quadro 5.5 – Respostas sobre a importância da gestão de estoques..............................52

Quadro 5.6 – Respostas sobre o conceito de crossdocking............................................53

Quadro 5.7 – Respostas sobre os pontos fortes do crossdocking na

loja Extra Benfica.....................................................................................55

Quadro 5.8 – Respostas sobre os pontos fracos do crossdocking na

loja Extra Benfica....................................................................................56

Quadro 5.9 – Respostas sobre melhorias para o abastecimento pela

modalidade crossdocking na loja Extra Benfica.......................................58


7

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CD Centrais de Distribuição
COOP Cooperativa de Consumo
GPA Grupo Pão de Açúcar
MP Matéria Prima
OTM Operador De Transporte Multimodal
PA Produto Acabado
PCP Planejamento e Controle da Produção
8

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.............................................................................................................10
1.1. Problema e questões de Pesquisa...............................................................................11
1.2. Justificativas Teóricas................................................................................................13
1.3. Justificativa Prática....................................................................................................15
1.4. Pergunta de Pesquisa.................................................................................................16
1.5. Objetivos....................................................................................................................16
1.5.1. Objetivos Gerais .................................................................................................16
1.5.2. Objetivos Específicos .........................................................................................16
1.6. Organização da monografia.......................................................................................17
2. CARACTERISTICA DA ORGANIZAÇÃO E DO AMBIENTE QUE
ESTA INSERIDA..............................................................................................................18
2.1. Nome da empresa......................................................................................................18
2.2. História da empresa...................................................................................................19
2.3. Classificação da Empresa .........................................................................................20
2.4. Número de funcionários............................................................................................21
2.5. Estrutura do GPA.......................................................................................................21
2.6. Lojas..........................................................................................................................22
3. REVISÃO DA LITERATURA.....................................................................................23
3.1. Logística...................................................................................................................24
3.1.1. Logística Empresarial ........................................................................................25
3.1.2. Fluxos Logísticos................................................................................................26
3.2. Conceitos de Materiais..............................................................................................27
3.3. Tipos de Estoques......................................................................................................29
3.4. Classificação de Estoques..........................................................................................30
3.4.1. Curva ABC..........................................................................................................31
3.4.2. Demanda..............................................................................................................32
3.4.3. Padrões de Demanda...........................................................................................33
9

3.5. Compras.....................................................................................................................34
3.6. Transporte..................................................................................................................35
3.6.1. Agentes do sistema logístico de transporte..........................................................36
3.6.2. Modais Logísticos................................................................................................37
3.6.3. Intermodalidade, Multimodalidade, Transbordo e Unimodal.............................40
4.METODOLOGIA...........................................................................................................42
4.1. Introdução..................................................................................................................42
4.2. Procedimentos Metodológicos .................................................................................42
4.2.1. Ambiente de coleta de dados...............................................................................43
4.2.2. Questão central....................................................................................................43
4.2.3. Categorias de entrevistados.................................................................................43
4.2.4. Roteiros das entrevistas semiestruturadas...........................................................44
5. ANALISE DOS DADOS...............................................................................................46
5.1. Introdução .................................................................................................................46
5.2. Análises dos dados.....................................................................................................46
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................61
REFERÊNCIAS ................................................................................................................62
APÊNDICE........................................................................................................................64
10

1. INTRODUÇÃO

A gestão de estoques e movimentação de materiais são processos muito importantes


em uma organização. Os estoques estão em toda a cadeia de abastecimento e suprimentos,
sendo uma fonte de recursos intermediaria e final até o cliente, todo processo no canal
produtivo passa pelo armazenamento é logística distributiva. É necessário haver uma
aderência entre estoques e demanda nesse contexto níveis elevado podem representar
produtos parados com pouco giro e influenciar o capital da empresa. Níveis de estoque muito
reduzidos podem acarretar a perda de negócios.

Afirmado por Ballou (1993), a movimentação de materiais é um estudo continuo na


busca da rentabilidade dos processos logísticos, e melhorar os serviços prestados aos clientes,
entendendo os acontecimentos que influenciam a logística, e como contorna os obstáculos
mantendo a meta da organização aliado aos custos gerados no armazenamento de produtos.

Estoques são reguladores do fluxo e termômetro do negócio, em sincronia perfeita,


atende a necessidade de fornecedores e clientes sem o aumento agressivo de custos mantendo
os objetivos finais estabelecidos, e indicando o caminho correto que a organização deve
seguir, estes reguladores devem sempre esta alinhados com as mudanças de mercado, e meta
principal da empresa (GRAZIANI, 2013).

Há varias formas de armazenamento e distribuição, cada um com meios e definição


especifica demostrando sempre a possibilidade de demanda necessária e tempo de
armazenagem, uma modalidade de redução de custos na gestão de matérias é o sistema Cross
doking1, eliminando a necessidade de estocagem e visando e distribuição em menor tempo
possível.

De acordo com Andrade (2016), o Cross docking é modalidade de vantagem


operacional que elimina a acomodação dos materiais, fazendo passagem de produtos de uma
doca à outra, reduzindo os custos logísticos e aumentando o fluxo de distribuição e melhor
ganho no final do processo, com volumes de estoques adequados a necessidade de cada
produto.

1
Cross Docking - Técnica de aplicação que se objetiva em agilizar a operação e atender de maneira eficiente as
necessidades dos clientes com menor tempo de armazenamento possível dos materiais
(DICIONARIOINFORMAL.COM.BR, 2016)
11

O armazenamento de materiais no Brasil é elevado devido aos altos custos de


investimento, produto parado no estoque torna-se um gasto desnecessário, acrescentando mais
um ônus no preço final do produto.

Segundo Andrade (2016), para o Cross docking ter sucesso é necessário integração
com toda os envolvidos na cadeia de abastecimento, e entendimento da funcionalidade de
passagem doca a doca sem o armazenamento dos produtos reduzindo os custos de operação.

O alcance da melhoria em redução dos estoques é uma consequência na modalidade


Cross Docking no processo de manufatura, redirecionando o foco principal na distribuição
dos materiais, e não no armazenamento. Consequentemente um baixo estoque e giro de
produtos com maior frequência, mantendo o custo equilibrado e maior beneficio na cadeia
logística.

No varejo supermercadista o Cross docking pode representar uma prática de giro de


estoque seguro para determinados produtos, com validade curta, alto índice de furto, baixa
venda e movimentação de estoque, mantendo a armazenagem sem produtos parados e
principalmente reduzindo os custos com mão de obra no remanejamento dos materiais.

Desta forma o objetivo desta pesquisa é captar informações, da vantagem na pratica do


Cross docking e os benefícios para a redução dos custos logísticos objetivando melhor
desempenho em suas ações de negócios.

1.1. Problema e questões de Pesquisa

A competitividade do mundo globalizado, forçar à prática de modalidades de


abastecimento e reabastecimento com custos baixos e tempo preciso, na estocagem de
matérias em espaço físico na CD – Centrais de Distribuição. Que tem altos custos de
operação logística, na busca destas novas práticas veem se utilizando conceitos enxutos,
otimizando o gerenciamento de estoques.

De acordo com Apte (2000 apud OLIVEIRA E PIZZOLATO, 2002), varias


organizações buscam a redução dos custos de armazenagem em suas CDs, a produção passou
a dividir importância com a distribuição dos materiais, buscando níveis baixos de estoques e
12

opções logísticas rentáveis. Reduzindo o processo de atividade do pincking2 e movimentação


desnecessárias de materiais pelo armazém.

O conceito utilizado no sistema Cross docking, reduz o tempo de armazenamento e


conseguintemente os custos da logística, com o recebimento do material em uma doca, sendo
separada e distribuída em seguida na doca seguinte. Este processo da agilidade a distribuição
e reduz os custos de operação.

O Cross docking é um sistema que apresenta grande potencial na redução dos custos
de operação da organização. A metodologia tradicional por estocagem representa um quarto
do faturamento da empresa onerando o lucro por processos logísticos como mencionado por
BALLOU (1993 apud OLIVEIRA E PIZZOLATO, 2002).

A modalidade Cross docking, tem como principal objetivo a redução dos custos
logísticos, mas para isso teve haver a parceria com todos os envolvidos no processo de
recebimento e distribuição, este alinhamento é fundamental para o sucesso da operação da
cadeia de suprimentos, inicialmente haverá o aumentos dos custos, devido os ajustes da
modalidade até que o processo esteja rodando como desejado.

Segundo Colli (2001 apud ANDRADE, 2016), o entendimento da funcionalidade do


Cross docking é crucial para o sucesso do negocio, todos os envolvidos devem compreender
que alguns custos serão necessários em alguns momentos do processo, mas que assegurara a
vantagem competitiva a médio e longo prazo.

Com o aumento das frequências de entregas, inicialmente haverá o questionamento


sobre os custos com veículos, e fornecedores não aceitando entregas pequenas e com numero
maior de clientes em viagem. Este fator vai de encontro à proposta do Cross docking com
estoques baixos ou sem estoques.

Por Andrade (2016), a equalização dos custos por custos e maior frequência de
transporte versus estoque baixo, viabiliza o Cross docking, no ganho versus ganha em
compararão das despesas pelo lucro final, com maior movimentação de produtos em
passagem pela doca a atenção com os materiais deve ser redobrada, para não haver a
distribuição errada para o cliente, mas com a vantagem do não armazenamento o custo no
final do processo é evidente ao material que fica armazenado no operador logístico.

2
Pincking - coletar os itens do pedido no armazém. (JOVE LOGÍSTICA, 2016).
13

1.2. Justificativas Teóricas

Na busca pela competitividade do mercado e concorrência em meio ao mundo


globalizado, novas formas de manter a organização com baixos custos e melhorias de serviços
o Cross Docking torna-se uma alternativa pela redução dos gastos da empresa.

Por Ballou (1993), as empresas devem cuidar bem das atividades de logísticas pois
essas é importante na movimentação dos negócios e influenciadoras diretas das atividades da
organização, a movimentação de materiais com baixos custos representa uma evolução
competitiva e ganhos efetivos, sem deixar descuidar dos objetivos principais e mantendo a
qualidade dos serviços aos clientes.

A frequência de distribuição constante e necessidade de armazenamento aumentam os


custos de operação, pelo Cross docking a distribuição é viabilizada com redução do processo
de estocagem ganhando tempo, reduzindo o prazo de entrega ao cliente, e aumentando a
lucratividade no final do processo, mantendo um controle efetivo com a mão de obra para não
reduzir a qualidade do serviço (PIZZOLATO 2002).

Segundo Graziani (2013 apud BALLOU, 2006), a gestão de materiais compõem seus
estoques a cerca de 60% de seu valor anual onerando o capital da organização, com o
escoamento destes volumes o fluxo de caixa dente a ter melhor funcionalidade, sobre os
investimentos dos materiais e reduzindo o risco com gastos da armazenagem, mantendo assim
a operação sadia no seu dia a dia com os custos logísticos.

A logística empresarial visa buscar meios de redução dos gastos, e melhoria do fluxo
de matérias, alternativas para este objetivo ajudar a alcançar as metas estipuladas e criando
novos patamares, com o Cross docking a circulação de produtos em menor tempo, traz a
garantia da satisfação dos clientes que também visam o lucro com baixos recursos.

Comentado por Chiavenato (2008), a gestão de estoques por muitas vezes tem a visão
geral dos materiais sem se ater com os volumes gerados por itens, que podem apresentar um
alto risco devido à cobertura, tempo gasto com seu armazenamento ou volume excessivo,
causando a perda da lucratividade. A gestão de estoque deve esta próxima das pessoas que
possam gerar estes controles e atuar para o escoamento adequado e especifico para cada item.
14

Segundo Oliveira e Pizzolato (2002), instalações utilizado o Cross docking tente a ser
rápidas com um fluxo maior na movimentação dos materiais e precisas na distribuição, sem
ter um estoque elevado, mantendo um o abastecimento constante ao cliente final.

Afirmado por Andrade (2016), a modalidade de Cross docking aumenta o giro dos
produtos, reduzindo os custos de estoques com valor final ao cliente mais coerente e justo,
com lotes menores elimina o tempo de espera e alta armazenagem.

O Cross docking pode é semelhante ao sistema just in time3, que sua matéria prima é
puxada na medida certa para a linha de montagem, desta forma os materiais são recebidos e
distribuídos de forma pré-definida com pouco manuseio e baixa armazenagem no processo
logístico.

Por Taylor (2005), produtos com altos giro e com a necessidade de baixo volume por
uma oportunidade de alguns clientes por não terem espaço adequado para a recepção e
armazenamento, a melhor modalidade utilizada é o Cross docking, por viabilizar a recepção
de vários produtos, em seu processo inicia-se a separação e distribuição, consolidando
diversos volumes em veículos que atendera vários clientes algumas vezes por semana sem a
estocagem desnecessária e acumulo de excesso.

Para o sucesso do Cross docking, tem que buscar parcerias com os fornecedores e
transportador definindo todo o fluxo de operação, minimizado os gastos no transporte e
armazenagem, para que todos sejam envolvidos no processo como comentado por
ANDRADE (2016).

De acordo com Gonçalves (2013), para a redução dos custos de armazenagem no


armazém e melhora a atividade em determinados produtos, utiliza-se o Cross docking, sendo a
transferência dos materiais de um veículo a outro sem os custos de estocagem e melhor
resposta os pedidos de clientes, processo utilizado em muitos supermercados e distribuidoras
para certos produtos reduzindo os custos com a logística e tornando-se mais competitiva no
mercado.

3
Just in time - sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido,
transportado ou comprado antes da hora certa. (SIGNIFICADOS.COM.BR, 2016).
15

1.3. Justificativa Prática

Em manter a eficiência no canal de distribuição muitos processos são estudados para a


redução dos custos com a operação, armazenagem, transporte, mão de obra, aluguel de
galpões e outros afins, que influenciam diretamente no custo a ser passado para os produtos,
que podem onerar o lucro no final deste processo. Uma ação planejada pela COOP –
Cooperativa de Consumo, foi à locação de uma área de 5.500 m² representando 22 mil metros
de espaço estocável, centralizando o recebimento de vários fornecedores, desta forma
eliminando a entrega porta a porta e concentrar todas as entregas em um único lugar. Um
ganho nesse processo foi à modalidade de Cross docking implantada como uma esteira no
recebimento dos produtos e separação automática com capacidade de distribuição em 18 mil
caixas dias. Com a agilidade deste processo pode-se negociar melhores preços (ABRAS
BRASIL, 2016).

A CARGOBR site logístico que une os principais recursos de transporte e


armazenagem de produtos, com soluções entre os embarcadores de cargas com o cliente final,
usa diversos recursos na operação eficiente como o Cross docking na distribuição dos
diversos produtos com o uso da tecnologia toda a operação é monitorara pelos códigos de
barra, tendo a vantagem na redução de avarias, menor custo com o manuseio dos produtos,
redução de furtos e principalmente na velocidade de circulação dos materiais
(CARGOBR.COM, 2016).

A transportadora Grecco visando o aumento de seu faturamento, com a abertura de


diversas filiais nos estados de SP, SC, BA, RS, MG, RJ, e com a inauguração da nova sede
com 190 mil m², e também destinada a operação de logística utiliza a modalidade de Cross
docking para dar agilidade no atendimento a sua clientela, com isso o aumento de 350% em
seu faturamento e investimento constante em tecnologia sempre na busca de inovações
(ABRAS BRASIL, 2016).

De acordo com a Market Realist4, o Walmart5 com uma das maiores cadeias de
suprimentos do mundo, popularizou a modalidade Cross docking que visa à redução de tempo

4
Market Realist – Empresa de tecnologia em investimentos rápidos e divulgações de analises de mercado
mundial sediada nos Estados Unidos (MARKET REALIST.COM, 2016).
5
Walmart – Multinacional estadunidense em lojas de departamento com sede nos Estados Unidos
(WALMART.COM, 2016).
16

de esperar dos produtos na armazenagem e redução dos custos de movimentação dos


materiais, fazendo os varejistas terem focos em outros pontos do negocio, sem ter a
preocupação com os custos de armazenagem (MARKETREALIST.COM, 2016).

1.4. Pergunta de Pesquisa

Como os gestores do Grupo Pão de Açúcar avaliam a influencia do Crossdocking


sobre a movimentação de produtos no departamento de perecíveis na CD do Cabo de Santo
Agostinho para a loja Extra Benfica?

1.5. Objetivos
Os objetivos gerais e específicos dessa monografia são apresentados abaixo.

1.5.1. Objetivo Geral


O objetivo geral dessa pesquisa é:

Avaliar a percepção dos gestores do GPA – Grupo Pão de Açúcar acerca da influencia
do Crossdocking sobre a movimentação de produtos de perecíveis na CD do Cabo de Santo
Agostinho para a loja Extra Benfica.

1.5.2. Objetivos Específicos


Os objetivos específicos dessa pesquisa são:

 Descrever o sistema Crossdocking implementado na seção de perecíveis na CD


e loja do Grupo Pão e Açúcar;
 Identificar e avaliar seus pontos fortes e fracos;
 Propor melhorias.

1.6. Organização da monografia


17

O conteúdo desta monografia encontra-se organizado da seguinte forma;

O Capítulo 1 apresenta as questões introdutório e problemática de pesquisa que a


monografia busca justificar com o tema escolhido, e principais objetivos que influenciam este
assunto.

O Capítulo 2 apresenta informações da empresa a ser estudada e principais processos


organizacionais.

O Capítulo 3 o estudo teórico fundamentado nos principais autores que corroboram os


assuntos elencados nesta pesquisa justificando a escolha do tema.

O Capítulo 4 apresenta a metodologia de investigação utilizada neste trabalho.

O Capítulo 5 a avaliação dos dados coletados da pesquisa, tabulação e apresentação


dos resultados obtidos com analise qualitativa dos fatos.

O Capítulo 6 parte conclusiva do material coletado e exposição do resultado deste


estudo e sua aplicabilidade.

O próximo capitulo aborda as características principais da empresa a seu


desenvolvimento no mercado que atua e contribuições ao estudo pesquisado.
18

2. CARACTERISTICA DA ORGANIZAÇÃO E DO AMBIENTE QUE

ESTA INSERIDA

O Grupo Pão de Açúcar, conhecido no mundo corporativo como GPA é atualmente


uma empresa do Grupo Francês Casino. Fundada em São Paulo, teve seu inicio como uma
doceria e ao longo dos anos se tornou uma das maiores empresas do país no varejo
alimentício. Tornou-se com o passar dos anos o maior varejista e atacadista da América do
Sul com cinco unidades de negócios distintos (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).

Figura 1: Empresa pesquisada


Fonte: GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016

Figura 2: Grupo Casíno – Empresa Francesa detentora dos direitos do GPA


Fonte: GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016

2.1. Nome da empresa

A Companhia Brasileira de Distribuição, nome jurídico da organização, empresa é


conhecida pelo seu nome fantasia Grupo Pão de Açúcar, tendo como o Sr. Ronaldo Iabrudi
19

Pereira, atualmente como Presidente do Conselho de Administração do GPA e diretor


presidente do Grupo Casino (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).

2.2. História da empresa

Em setembro de 1948, tem início a História do Grupo Pão de Açúcar, com o Sr.
Valentim dos Santos Diniz, imigrante português, desembarca no Brasil, na construção de um
negócio próprio.

Com a experiência e recursos financeiros provenientes de seu trabalho no comércio de


São Paulo, iniciou serviços de buffet6 e uma grande variedade em produtos artesanais,
ganhando duas filiais, inauguradas em 1952.

O negócio cresceu e a cidade também nessa época já apresentava nítidos sinais de


modernidade, carecia de ambientes de compra mais adequados aos novos tempos. Idealizada
pelo Sr. Santos, a expansão começa a deste ponto, percebida claramente ao final da década de
1960, onde o Grupo Pão de Açúcar já conta com mais de 50 lojas em 17 cidades de São Paulo
(GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).

Em 1998 o Grupo Pão de açúcar encontrava-se em dificuldade e começa uma


negociação com o Grupo Francês Casíno, em agosto de 1999 o Casíno adquire 24,5% do
controle financeiro da empresa brasileira. Em 2005 com a necessidade de nova entrada de
capital o Grupo Casíno investe mais 2 bilhões criando a Holding7 Wilkes para administração
financeira de 50% das ações do Grupo Pão de açúcar com contrato entrando em vigor em
2012, desta forma adquire o controle acionário de forma igualitária a família Diniz, e
assumindo o comando operacional do grupo no Brasil.

Em 2013, após varias disputas o empresário Abílio Diniz deixa a empresa fundada
pelo seu pai o Sr. Valentin. Vendendo as ações preferenciais, concluindo a saída da família
Diniz do Grupo Pão de Açúcar. O Casíno assume 100% das operações, e

6
Buffet – Exposição de variedades de comidas para uma grande quantidade de pessoas
(DICIONARIOINFORMAL.COM.BR, 2016).
7
Holding – Empresa formada para o controle acionário de uma ou várias empresa, possuindo o controle
acionário dentre as demais (SIGNIFICADOS.COM.BR, 2016).
20

Atualmente com as bandeiras Pão de Açúcar, Extra, Assaí, Barateiro.com, Ponto Frio,
Partiu Viagens, Casas Bahia e lojas Conviva, se torna o maior varejista do Brasil frente do
seus concorrentes; Walmart, Carrefour e Cencosud (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).

Figura 3: O inicio do GPA


Fonte: GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016

2.3. Classificação da Empresa

Varejo é foco de atuação indiscutível da empresa, apesar de suas inúmeras lojas e


tamanho do negócio, a empresa sempre focou no varejo alimentar para um melhor
atendimento a seus clientes. A organização exerce um importante papel na economia do país,
por meio da geração de empregos (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).
21

Figura 4: Portfolio da empresa


Fonte: GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016

2.4. Número de funcionários


22

O Grupo Pão De Açúcar passa a ter mais de 140 mil funcionários e com 2.126 lojas
espalhadas pelo país, sendo o maior empregador privado do Brasil (GRUPO PÃO DE
AÇÚCAR, 2016).

2.5. Estrutura do GPA

A estrutura da organização está disposta inicialmente pelo conselho administrativo,


diretor presidente, os diretores de diversas áreas; Comercial, Cadeia de suprimentos, TI e
Desenvolvimento, Financeiro, Operacional e RH, abaixo destes diretores vem os gerentes das
mesmas áreas com suas regionais espalhadas pelo país (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).

Figura 5: Estrutura Organizacional


Fonte: GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016

2.6. Lojas

O GPA tem uma grande variedade de lojas em diversos formatos e segmentos para
todos os públicos existente no Brasil, sendo destacados; Lojas Pão de Açúcar,
23

CompreBem/Sendas, Extra, Extra-Eletro, Extra Fácil, Extra Perto, Atacadista Assai, Mini
Mercado e Minuto Pão de Açúcar (GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, 2016).

Voltada para o mercado varejista, o GPA tem um número significativo de clientes, que
frequentemente circulam nas diversas lojas da organização, a todo o momento criando
imagens positivas e negativas da companhia, que mesmo com todo planejamento estrutural de
mercado, é o cliente interno que trará o sucesso final das ações propostas, mas se este
colaborador não estiver treinado com os processos e princípio da empresa ocorrerá o
insucesso deste planejamento.

O capítulo seguinte contempla os conceitos teóricos sobre o tema de estudo desta


pesquisa.

3. REVISÃO DA LITERATURA

Com a competição do mundo globalizado as ações e planejamento na gestão de


materiais são acirrados, a importância da preparação de profissionais, que compreenda os
conceitos da gestão de estoques. A movimentação de materiais nas organizações é uma peça
chave e decisivo nos objetivos e resultados da empresa, minimizando o nível de estoques e
impactos por ele gerado melhorando a eficiência na operação.

Segundo Ballou (1993), a importância da logística e sua influencia esta diretamente


associada aos custos gerados na operação de materiais e como é tratado pelos gestores, pois é
um fator fundamental na competição e alcance dos objetivos, com o controle dos custos
logísticos, definições de metas a serem seguidas como melhor caminho para o sucesso da
organização. A acumulação de matérias primas, suprimentos, componentes acabados e em
construção fazem parte do canal de distribuição da organização com um peso na operação
logística e custos de armazenamento sendo um fato de ponderação competitiva nos objetivos
da empresa.
24

De acordo com Graziani (2013), os materiais estão praticamente em todos os níveis do


canal logístico, sendo este iniciando com o fornecedor na matéria prima, passando por toda a
produção, armazenamento e chegada ao consumidor final, por esse motivo a importância dos
custos, no armazenagem com os estoques e valores pagos no transporte destes materiais.

Os materiais podem ser considerados como reguladores do negocio, de acordo com o


seus níveis de demanda sendo possível saber sua velocidade de entradas e saídas e se este
ritmo esta em sincronia com as metas da organização. O Fluxo logístico demostra como esta o
mercado aquecido ou parada para que possa tomar as tratativas previas de ordem econômica
de vanguarda da empresa (GONÇALVES, 2013).

Por Graziani (2013), o controle do fluxo de entrada e saída na organização, assim


como o balanceamento de ambos, criando uma sincronia perfeitas e sólida, mantém o
equilíbrio da produção no processo de distribuição ao qual o setor responsável o PCP –
Planejamento e Controle da Produção, deve estar alinhado com os demais setores e possíveis
mudanças no plano de negocio sendo subordinado em sua maioria a alta administração para o
alcance das metas definidas no início do processo.

3.1. Logística

Segundo Chiavenato (2008), logística é a união de diversas atividades relacionado


com o ciclo de estoques, deste a necessidade do cliente, passando pelo recebimento de
materiais, armazenagem, distribuição, transporte, compra e venda, gerenciando todo fluxo de
atividades com eficiência, rapidez, custos razoáveis em todo o processo, na figura 8 abaixo
segue fluxo resumido do ciclo de estoque controlado pela logística.
25

Figura 6: Ciclo de estoque


Fonte: CHIAVENATO (2008, p.129)

Por Campos e Brasil (2013), logística interliga toda a cadeia de suprimentos, buscando
meios ágeis de otimização do processo fundamentada de forma precisa o fluxo de informação,
que deve ser compartilhada que os materiais sejam recebidos e entregas no tempo certo, a
satisfação do cliente interfere nas tomadas de decisões, compartilhamento de informações de
modo preciso na melhoria do processo, a logística é o gerente em todo este processo
controlando seus recursos com o ciclo de materiais, com mais recursos e etapas maiores neste
processo de gestão o controle do fornecedor, transportador, a matéria-prima, armazém, cliente
final e dentre outros recursos micro e macro ambiente gerenciados no mundo logístico,
tornando-se um setor estratégico na organização.

3.1.1. Logística Empresarial

A denominada logística empresarial, esta ligada ao planejamento estratégico nas


organizações visando o controle das operações locais, globais e fluxo da produção,
armazenagem de materiais, movimentação e transporte, antevendo a redução dos custos de
operação. Essas são competências da logística empresarial a administração destes recursos
para a competitividade necessária demostrando o diferencia em seus recursos e com menor
custo na operação total da empresa (CAMPOS E BRASIL, 2013).

A logística empresarial estuda como a administração pode


prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de
distribuição aos clientes e consumidores, através de
planejamento, organização e controle efetivo para as
atividades de movimentação e armazenagem que visam
facilitar o fluxo de produtos (BALLOU, 1993, p. 17).
26

Segundo Ballou (2006), o processo de conhecimento em estratégia, é estudar planejar,


organizar, executar e controlar todas as metas pretendidas buscando novos desafios e
desbravando os que já foram impostos. Nas organizações a interação com todas as áreas é um
dos pontos principais para a conquista de vários projetos, ter o controle dos clientes,
fornecedores, concorrentes e departamentos internos leva a logística empresarial a um auto
conhecimento do mercado, sendo fundamental na execução das estratégias definidas para a
organização.

Comentado por Moraes (2015), o processo logístico empresarial é definido pelo


planejamento estratégico em seus níveis de complexidade, em seus tempos diferentes para a
execução, sempre buscando a redução dos custos a fim de minimizar a movimentação de
matérias, melhorando o nível de serviço. Redução de capital de investimento nas operações
logísticas, sem precisar onerar os orçamentos com ações desnecessárias. Melhoria dos
serviços para a captação de receita com base nas estratégias definidas pela administração, o
modelo estratégico da logística empresarial e seus níveis de atuação estão demostramos na
figura 9 abaixo;

Figura 7: Planejamento em logística


27

Fonte: MORAES (2015, p.43)

3.1.2. Fluxos Logísticos

Segundo Moraes (2015), a logística como um dos centros estratégicos da organização,


pode ser divida em fluxos de atividades melhorando o desempenho no comprimento das
metas e lucros da empresa saindo na frente dos concorrentes, estes fluxos podem ser divididos
em quatro funções e características distintas, que são umas das principais atividades
praticadas no dia a dia da cadeia se suprimentos que são definidas a seguir;

 Fluxo de informações - a informação pode ser considerada um material de


grande importância para as pessoas e empresas, os dados coletados e
transmitidos entre concorrentes, clientes, fornecedores, são fundamentais para
o diferencial e cumprimento do planejado, saber o que ocorre no mercado
interno e externo, as variações de demanda, novas necessidades, surgimento de
novos segmentos, ter estes informações é ser o referencial nas tomadas de
decisões, levando a empresa níveis mais altos.
 Fluxo de materiais - a movimentações de materiais seja no armazém, ou a
transformação da matéria prima em produto semiacabado ou acabado, os
volumes movimentados deste a extração em seu processo produtivo e consumo
final, faz parte da atividade da logística em manter todas estas atividades em
funcionamento.
 Fluxo financeiro - é o resultado de todos as atividades com a remuneração para
todos os elos do processo, a logística vem para reduzir os gastos
desnecessários, sempre buscando meios de otimizar a movimentação dos
materiais aumentando o lucro, mantendo a qualidade, com um baixo
orçamento.
 Fluxo reverso - processo ao qual é o retorno de materiais a organização, que
por muito tempo foi considerado uma despesa onerando a receita capitada, por
meios de muitos estudos o fluxo reverso tornou-se lucrativo no retorno destes
materiais, criando um bem estar com a comunidade em geral e criando novas
28

oportunidades de obtenção de lucro, em uma logística integrada consegue-se


transforma uma despesa em receita.

3.2. Conceitos de Materiais

Por Ballou (2001), materiais ou estoques é formado por todo ou qualquer produto que
possa ser armazenado em curto, médio ou longo prazo, surgindo ao longo da cadeia de
produção e canal logístico. Com a necessidade de estoques vem o entendimento de equilíbrio
entre oferta e demanda e como serão administradas todas as oportunidades de produção com
os pedidos de clientes, dificuldades em manter esta sincronia nos possíveis problemas durante
a cadeia produtiva sem perde o foco principal nos custos.

Podemos definir o estoque como mais um recurso da cadeia


produtiva que embute valor ao produto final, ou seja, mais
um elemento que tem por objetivo obter vantagem
competitiva para a empresa, uma vez que permite a
disponibilidade do bem para o consumidor final no momento
desejado (LÉLIS, 2016, p.63).

Comentado por Chiavenato (2008), os estoques podem ser formadas pelos insumos,
materiais semi processados, materiais de passagem, produtos abacados ou em transformação
em uma linha produtiva, todos material armazenado fazem parte da cadeia de suprimentos. A
gestão de materiais ou estoques tem como objetivo encontrar o equilíbrio entre oferta e
demanda, pois está sempre estará em conflito com os interesses das áreas comerciais e
logística, a renovação dos estoques é um ponto conflitante de longos períodos de materiais
parados na armazenagem, é um custo desnecessário nas organizações.

Os estoques estão em toda a cadeia de suprimentos onerando os objetivos e metas


propostas pela alta administração, os materiais são para garantir o funcionamento da
organização em eventuais riscos de sazonalidade, atrasos no fornecimento das matérias
29

primas, a produção ou compara de lotes econômicos destinados a mercados específicos,


garantindo a viabilidade em objetivos de negócios sem descuidar do volume global
armazenado, evitando gastos desnecessários na estocagem (CHOPRA e MEINDL, 2003).

Conforme Chiavenato (2008), os estoques são os indicadores do andamento da


organização, um termômetro de avaliação do mercado mostrado novos caminhos com
oportunidades de melhoria ou retração, de ações não eficientes, mostrando a hora de novas
metas e caminhos para o equilíbrio dos custos destes materiais com o melhor aproveitamento
em ter um estoque adequado para não parar a produção ou deixar de atender ao pedido do
cliente.

Por Graziani (2013), variações de demanda é um fator de cautela para o controle dos
materiais evitando acúmulos de estoques em produtos com alto custo a ser pago, desfocando
os principais objetivos e metas da empresa, o cuidado com o giro de estoque é constante,
manter igualitária a oferta e demanda, estando condizente com os acontecimento do mercado
e escoamento destes materiais.

3.3. Tipos de Estoques

Segundo Taylor (2008), a renovação dos materiais é algo primordial na gestão de


estoques, que contradiz com as diretrizes comerciais em muitas organizações, em sempre
manter estoques elevados para o pronto atendimento, desta forma aumentando os custos de
operação, partindo do principio do atendimento imediato aos pedidos dos clientes que
necessitam do material. Indo contra o processo de produção Just in time, produção na
quantidade certa e no tempo certo, com a premissa de estoques elevados vem o aumento dos
custos do armazém, em consequência estoques parados elevando o preço final destes
materiais.

Conforma Chiavenato (2008), os estoques estão por toda a cadeia produtiva e


processos logísticos, sendo divididos em cindo tipos de materiais, em toda sua fase de
produção até chegar ao consumidor final, cada tipo de estoque tem sua funcionalidade no
processo sendo adicionado ou modificado em todo o canal;
30

 MP – Matéria Prima, produto essencial para o inicio da produção que será


transformado em novo material;
 Materiais em processamento, produto modificado durante a produção para se
torna outro material, originalmente foi uma MP;
 Materiais semiacabados, produto quase finalizado para ser utilizado na
confecção de outro material ou peça;
 Materiais acabados, produtos prontos para serem unidos a outros produtos
formando um novo material;
 PA – Produto Acabado, produto finalizado, pronto para o armazenamento ou
entrega ao cliente.

Na imagem a seguir segue fluxo dos tipos de estoques na linha de produção como
demostrado na figura 6:

Figura 8: Tipos de Estoques


Fonte: CHIAVENATO (2008, p.116)

De acordo com Lélis (2016), os estoques podem derivar em dois seguimentos;


estoques com demanda independente, que a variação depende do mercado e influencia dos
31

pedidos de clientes, sendo produtos acabados em sua maioria; Estoques com demanda
dependente, cuja demanda depende diretamente dos produtos com demanda independente
estes produtos acabados tem a variação de volumes influenciada pelo giro do mercado e suas
tendências.

3.4. Classificação de Estoques

Comentado por Chiavenato (2008), os estoques são classificados pelo giro de estoques
no armazém e valor financeiro, com esta classificação traz os produtos que tem maior
importância seja em valor ou volume, apontando os itens com maior rentabilidade a empresa,
com esta classificação tem a noção de produtos que possam também causar problemas pela
ruptura ou excesso devido sua importância no armazém.

Por Lélis (2016), os estoques são importantes para a geração de novos negócios e
equilíbrio das negociações vigentes, a adequação dos volumes e importância dos níveis de
estoques bem dimensionados, traz o controle com maior acurácia e melhor investimento do
capital, para isso os estoques são classificados em curvas de importância mostrando os
produtos que terão maior relevância, nos custos seja na armazenagem ou movimentação
destes materiais.

3.4.1. Curva ABC

Para a classificação os itens e feito o levantamento dos volumes e valor de


armazenamento, este método é denominado curva ABC em que os produtos terão sua
classificação por importância nos custos finais com maior controle dos estoques sendo
direcionados como serão tratados os principais produtos, os itens com maior importância
seção classificados com curva A, intermediários curvos B e o restante do estoque curva C
(ZORZO, 2015).
32

Segundo Chiavenato (2008), os estoques são classificados pelo seu valor monetário
sendo nas curvas denominadas ABC, mostrando sua importância e valor global do estoque,
esta classificação de Curva ABC mostrando uma visão geral dos itens mais relevante às
estratégias de negócios da organização, e melhor entendimento do estoque financeiro da
empresa, a classificação segue os seguintes conceitos;

 Classe A: é formada por uma parcela menor de itens, mais com grande
representatividade financeira no estoque geral, são itens com maior
importância para o negocio da organização, representando o maior percentual
na classificação ABC.
 Classe B: são itens intermediários entre os itens A e C. Com maiores volumes
que os da curva A, e menor valor financeiro no estoque geral, mantendo uma
boa importância na composição dos estoques, atendendo a todas as classes de
produtos.
 Classe C: são itens mais baratos com grandes volumes em estoques, não
necessitam de grande atenção, apesar dos altos volumes tem pouca
representatividade financeira.

3.4.2. Demanda

Para a gestão de estoques e controle dos materiais é necessário à previsão de giro dos
produtos de forma assertiva, antevendo os volumes comprados e vendidos, atendendo os
clientes no tempo correto e nas quantidades existentes nos pedidos, com isso existe o estudo
de demanda, previsão matemática no giro de estoque dos produtos, com esse processo
calcula-se por meios de dados matemáticos os volumes necessários para a reposição sem
estocagens desnecessárias (CHIAVENATO, 2008).

Por Szabo (2016), com modelos matemáticos, é elaboradas previsões de abastecimento


e venda de produtos de forma coesa com o giro do mercado, com base na estatística as
previsões de giro de estoque é mais propicia a acertos, reduzindo os ruídos em altas compras
com baixa demanda deixando os materiais parados em estoque, aumentando os custos na
33

armazenagem e inviabilizando novas compras de materiais com melhor demanda para o


negocio da organização.

Como comentado por Gonçalves (2013), a demanda pode se calculada por base em
diversos fatores distintos, demostrando situações que podem ser previstas, e em outros casos
não é possível sua mensuração, com isso existe algumas técnicas para o processo quantitativo
na base de calculo de demanda, adequando a situações diversas do mercado para previsões
assertivas ao giro de estoque e melhor custo na operação da organização com isso temos
alguns das previsões de demanda mais comuns;

 Persistência – baseada na compra e venda de um período anterior para uma


projeção do giro dos materiais no presente, com isso a compra e venda serão
aproximadas, referido ao mesmo período da semana ou mês passado;
 Trajetória – com base no histórico de venda ou compra, maior e situações
ocorridas em diversos períodos que influenciaram no aumento ou baixa de
volumes, trace-se o novo consumo com alguns cálculos equalizando a nova
necessidade;
 Ciclos – baseada no comportamento social e ações de uma região, podem
alavancar altos volumes no consumo de produtos, que não poderiam ser
previstas, para tal movimento as ações devem ser bem estudados e calculados
para uma melhoria continua dos processos;
 Utilização de médias – o uso de cálculo na previsão de volumes é muito
utilizado na maioria das empresas, como uma forma de equalizar as distorções
em diversos momentos, buscando giros de estoques adequados e coerentes com
as oscilações do mercado vigente.

3.4.3. Padrões de Demanda

A demanda em sua maioria tem uma variação regular, que para isso a coleta de
informações seja precisa para o calculo, também sendo variável de empresa para empresa no
tipo de negocio, com este pensamento não é qualquer calculo de demanda que deve ser
utilizada na reposição dos estoques, o estudo do mercado deve sempre esta ligada as
34

influências econômicas e sociais, que podem alterar o resultado de uma demanda. Com isso
devesse sempre ver a movimentação do mercado e observa os acontecimentos do passado
para uma base coerente na demanda a ser utilizada (GRAZIANI, 2013).

Segundo Lélis (2016), no estudo de demanda há cinco tipos de demanda chamada de


séries temporais de demanda, demonstrando suas diferenças e variações, como na figura 7;

Figura 9: Padrões de Demanda


Fonte: LÉLIS (2016, p.81)

 Horizontal – demostra a variação em uma linha reta com picos altos e baixos,
com as oportunidades de avaliação de melhoria nos momentos de oscilação e
tomadas de decisões previas.
 Tendencial – segue as reações do mercado com base no aumento ou redução da
economia, e como isso influencia o consumidor final.
 Sazonal – variação prevista que ocorre em um período estudo, sendo ele em
uma semana, mês ou época do ano.
 Cíclico – variação na demanda que é observada em longos períodos de tempo,
muitas vezes por anos para poder ser equalizada e entendida e suas possíveis
tendências.
 Aleatória – demanda imprevisível, difícil de calcular devido à inconsistência
das informações pouco utilizada.

3.5. Compras
35

Segundo Fenili (2015), para o gerenciamento dos materiais, um dos setores


importantes ao giro de estoque e manutenção dos volumes necessários para atender a
demanda ou possíveis oportunidades futuras é a função de compras, que envolver um grande
planejamento estratégico nas organizações com tomadas de decisões, influenciadas pelos
acontecimentos do mercado global, na procurar de aquisição de bens ou serviços com
compras céleres e que trazendo benefícios à organização e lucratividade, futura.

Afirmado por Feline (2015 apud GOLÇAVES, 2007), a função compras requer o
acompanhamento de todo o processo evolutivo, deste a solicitação da compra, prazo que será
entregue a mercadoria ou serviço prestado, tempo de processamento da solicitação, pesquisa
de custos para melhor lucratividade da empresa, coordenação entre os setores ligados a esse
processo, para que todos os departamentos sigam com o fluxo licitatório de forma coerente e
precisa, na figura 10 podem ser observados os objetivos da função compras;

Figura 10: Objetivo da função compras


Fonte: FENILI (2015, p.87)

3.6. Transporte
36

De acordo por Gonçalves (2013), transporte é a movimentação de pessoas ou bens de


lado para ouro, que pode ser de diversas formas nos moldes variados possíveis, sempre na
busca pela melhor oportunidade na prestação do serviço, em que o tempo é o fator
fundamental para o sucesso de tal ação, no mudo logístico torna-se o diferencial competitivo
em cumprimento as ações definidas pela organização, envolvendo diversas áreas direta e
indiretamente ligadas ao processo de movimentação de pessoas ou materiais.

Ao se examinar o transporte sob a ótica da logística, é


possível defini-lo como "o gerenciamento de bens no estado
dinâmico, em que a logística é a gestão científica nas suas
condições estática e em movimento" (L100, 2006), o que leva
a concluir que a sua gestão envolve a logística de
suprimentos e a logística de distribuição física
(GONÇALVES, 2013, p. 129).

Segundo Chiavenato (2008), o transporte tem uma influencia muito grande na


determinação como é negociada a compra ou expedição de mercadoria, qual a rota que devera
ser seguida, horário de saída dos veículos e muitas outras particularidades, que podem alterar
o valor final dos produtos. O transporte é um dos fatores importantes na cadeia de
suprimentos, as ações tomadas são pontos cruciais na realização do planejamento da
organização.

A logística de transporte ou como conhecida como logística de distribuição, tem um


papel muito importante no cenário da cadeia de suprimentos, a interação com os outros
agentes que participam da distribuição dos materiais, deste a extração da matéria prima,
condução a indústria, transporte do produto semiacabado ou acabado internamente ou
externamente, a distribuição nos vários níveis da cadeia de abastecimento, ate o consumidor
final, também ocorrendo em outros processos o retorno de matérias na logística reversa dos
clientes para a indústria (GONÇALVES, 2013).

3.6.1. Agentes do sistema logístico de transporte

Comentado por Chlüter (2013), a logística de transporte é composta por todos os


envolvidos no processo de locação de produtos de um lugar a outro, e os custos que serão
37

absorvidos no processo final, o fluxo de transporte tem influência direta e indiretamente, por
quatro agentes que ditam o processo distributivo, cabe à logística em controlar e manter os
custos baixos visando às metas propostas pela organização de forma que os agentes possam
demandar as necessidades de transporte, que esta diretamente ligada à cadeia produtiva das
indústrias, a existência destes agentes pode ser definidas com o seguinte conceito;

 Usuários - podem ser também classificados como indústria, comercia e


agropecuária, são eles que demostram a primeira necessidade da cadeia de
transporte, demandando a extração da matéria prima, locação de um produto,
ou a simples movimentação de materiais.
 Empresas - é o segundo agente, que demanda a maior parte da necessidade do
transporte no sistema logístico, visando melhor rentabilidade nos negócios, as
empresas buscam sempre melhorar o atendimento aos seus clientes em menor
tempo, aumentando a demanda do transporte, demandando menor tempo no
atendimento. Este agente trabalha em cooperação com outras empresas no
complemento das atividades, formando operadores logísticos, reduzindo os
custos de armazenagem e movimentação dos produtos, melhorando o
processamento dos pedidos de forma ágil e eficaz.
 Governos municipais – compreendem como o terceiro agente neste processo,
na construção ou conservação de vias, elaboração de leis e regulamentação de
agencias fiscalizadoras de transporte.
 Formadores – são compreendidos pelas escolas técnicas, cursos superiores,
pós-graduação, MBA8, mestrado e doutorado, formado pelas teorias, pesquisas
e praticas no campo de atuação, com os conceitos estudados aos longos dos
anos e a execução de práticas estudadas no dia a dia, criar e melhorando
conceitos para o beneficio do consumidor final.

Afirmado por Gonçalves (2015), os agentes do sistema logístico estão todos


interligados pelas decisões tomadas sempre baseadas nos argumentos e disponibilidade de
recursos disponíveis explanados ao consumidor final, execuções de ações sempre as pesquisas
de mercado interno e externo pode demostrar falhas ou oportunidade de melhorias, podendo
8
MBA – Sigla inglesa para Mestre em Administração de Negócios, curso para formação de executivos nas
diversas áreas de finanças, recursos humanos, estratégia de mercado e outros segmentos da administração
(SIGNIFICADOS.COM.BR, 2016).
38

ser aquém as necessidades reais, a competitividade no mundo logístico definira os novos


rumos de estudos e necessidades, e o consenso em comum dos agentes de transporte.

3.6.2. Modais Logísticos

Segundo Chlüter (2013), o transporte pode ser de pessoas ou materiais cada um com
suas características e moldadas às diversas finalidades. A logística distributiva é formada por
vários meios de transporte, viabilizando a locação dos produtos de um local a outro em
grandes distancias, podendo ser necessário mais de um meio de locomoção. A locação de
produtos em qualquer lugar no transporte de materiais faz necessário em levar produtos,
semiacabados, acabados, matéria prima, para o processamento ou venda final, o transporte
esta ligado diretamente a vida da organização sendo responsável por até dois terços dos custos
logísticos agregados ao dos produtos, e ser um fator determinando nas negociações e tomadas
de decisões, influenciadas pelos agentes logísticos de transporte.

Por Razzolini Filho (2012), as principais características dos transportes podem ser
conceituadas em quarto aspectos, definindo a que terá melhor custo benefício ao material
transportado e não onerar o orçamento da empresa, o interesse financeiro na redução dos
custos sempre é um fator determinando e os critérios preponderantes em todos os aspectos das
principais características;

 Disponibilidade – capacidade que o transporte tem para transporta e o custo desta ação
até o seu destino final.
 Velocidade – definição do tempo decorrido em percurso decorrente da movimentação
do veículo no trajeto fixado para a locomoção dos materiais.
 Confiabilidade – a consistência nas datas e horários definidos entre as partes, saber se
a programação de entrega será cumprirá de acordo com a negociação, modo de
avaliação de transporte confiável.
39

 Capacidade – disponibilidade no transporte de qualquer carga, seja tamanho, peso,


variação de carga em diversas características e formatos como gases, líquidos, granel,
transporte de forma segurar e precisa.

Modal Rodoviário – é considerado um mais antigo dos modais deste a antiguidade, é o


único modal que é possível à ligação ponta a ponto, conhecido como porta a porta. Também é
o único modal que pode locomover qualquer tipo de produto, em quantidades menores que
outros modais. Tem como características, a locomoção em rodovias com ou sem
pavimentação, isso pode determinar o tempo de entrega do produto a seu destino final. A
utilização para este modal é caminhões, carretas, veículos médios de diversos tipos e
finalidades desde que estejam regulamentados pela norma do local que esteja circulando. É
um sistema de transporte que tem um alto nível de poluição comparada a outros modais
(CHLÜTER, 2013).

Modal Ferroviário - um dos mais antigos modais pode ser comparado como modal
rodoviário, indicado ao transporte de produtos de baixo valor agregado, consegue transporta
grande volume em grandes distancia, e uma variedade de produtos, os vagões pode ser
adaptados para diversas necessidades, à locomoção é por trilhos que dependendo da região
sendo a maior dificuldade do modal a falta de padronização em suas vias ferroviárias, devido
ao alto volume transportado o custo do transporte é baixo, podem não tem a mesma
velocidade de transporte que o modal rodoviário (RAZZOLINI FILHO, 2012).

Modal Aquaviário – com a utilização de navios para o transporte de produtos tem


como vantagem a grande quantidade de carga a um baixo custo, e transporte entre continentes
sendo mais barato que o aeroviário, caracterizado por rotas marítimas, fluviais e lacustres, o
volume transportado é o maior entre os modais a baixo custo, torna-se melhor e viável podem
será necessário outro modal como o rodoviário para a finalização do transporte ao seu destino
final (RAZZOLINI FILHO, 2012).

Modal Aeroviário – é um dos mais novos modais comparados com os anteriores,


sendo o mais rápido, indicado para transporte de produtos perecíveis bens duráveis e alto
valor agregado, desta forma é o mais caro dos modais, mais sendo o mais eficiente com
menor volume comparado aos outros modais (CHLÜTER, 2013).
40

Modal Dutoviário – é o modal mais recente utilizado, com baixo custo no transporte, e
grande complexidade na manutenção dos dutos, utilizado para transporte principalmente de
gazes e óleos, seu baixo custo de transporte torne-se viável a modalidade (GOLÇAÇVES,
2015).

Definido por Gonçalves (2015), na definição dos modais logísticos e suas


características, define a escolha do modal que atenderá a necessidade da organização, com
menor custo, tempo de locomoção, confiabilidade e capacidade de transporte são fatores na
tomada de decisão, e viabilização do transporte escolhido, a influencia dos agentes logísticos
deve ser pontuada nas escolhas de cada projeto, na figura 11 demostra a variabilidade de cada
modal do menor ao maior;

Figura 11: Característica dos modais


Fonte: GONÇALVES (2013, p.136)

3.6.3. Intermodalidade, Multimodalidade, Transbordo e Unimodal


41

Em situações diversas no transporte de cargas pode ser realizado em diversos formatos


e modais, para levar a carga ao seu destino final o uso de mais um tipo de transporte é
necessário viabilizado o termo porta a porta, que muitas vezes é necessário para uma redução
de custos, que no uso de um único modal seria mais caro. Muitas vezes a flexibilidade na
operação do transporte esta ligada ao tipo de carga e seu acondicionamento no transporte, o
contêineres 9 é um exemplo de equipamento usado para acomodar a carga e pode ser utilizado
em diversos modais, com padrões geridos por normas internacionais, tem uma longa
durabilidade e diversificados usos além da proteção da carga contida nele (CHLÜTER, 2013).

Intermodalidade operação de transporte realizado até o destino final, com uso de mais
de um modal, devido à impossibilidade geográfica, ou por motivos econômicos faz o uso de
dois ou mais modais para a locação da carga, como a transporte por caminhões até certo ponto
e após a movimentação da carga para um trem de carga levando ao seu destino final, em cada
ação a tratativa é diferenciada como cada contrato diferente a cada modal utilizado
(RAZZOLINI FILHO, 2012).

Multimodalidade semelhante ao intermodal em alguns aspectos a multimodalidade


caracteriza-se pelo uso de um ou mais modais, mas com a utilização de OTM – Operador de
Transporte Multimodal, que é responsável em fazer tudo o processo de armazenamento, e
distribuição da carga ate o seu destino fixado no acordo. Com um único contrato desde a
origem da coleta ao ponto final de descarga (CHLÜTER, 2013).

Transbordo é a passagem de cargas de um veículo de grande porte para um de menor


porte para atender a norma locais de circulação, ou a movimentação em OTM que a carga
descarregada e novamente carregada em outro veículo para seu destino final com outras
cargas para redução dos custos de frete (GOLÇAÇVES, 2015).

Unimodal operação de transporte realizada com a utilização de um único modal da


origem até o destino final que esse pode ser por veículos pequenos, médios ou de grande
porte, com isso o rastreamento da carga é mais eficaz por não passar por vários modais
obtendo um controle efetivo em todo o trajeto e estoques de conservação dos produtos para
entrega em perfeito estado ao ser coletado em sua origem (GOLÇAÇVES, 2015).

9
Contêineres – Recipiente de metal de grandes dimensões utilizado para transporte de cargas unitizadas em
navio, trens, caminhões etc. (DICIONARIOINFORMAL.COM.BR, 2016).
42

O próximo capítulo apresenta a metodologia adotada nesta pesquisa.

4. METODOLOGIA

4.1. Introdução

Este capítulo apresenta os procedimentos metodológicos utilizados para


operacionalização do roteiro de entrevista aplicado a questão central da pesquisa.

4.2. Procedimentos Metodológicos

A pesquisa qualitativa é de natureza exploratória-descritiva, utilizando da metodologia


de estudo de Caso. Segundo Rosa e Arnoldi (2014), com a existência de questionamentos e
levantamento de hipóteses a base de questões já conhecidas, utiliza-se de métodos para a
captação da informação, a extração das respostas é um polimento de informações bastante
eficaz em meios a diversas técnicas de entrevistas.
43

Refere-se à pesquisa como "uma atividade de investigação


capaz de oferecer e, portanto, produzir um conhecimento
'novo' a respeito de uma área ou de um fenômeno,
sistematizando-o em relação ao que já se sabe" (LUNA,
1998, p.71).

Para o alcance dos objetivos desta monografia, realizou-se inicialmente um


levantamento bibliográfico do tipo Desk Research, procedimento que permitiu uma maior
compreensão dos conceitos pertinentes ao tema da pesquisa.

O estudo é considerado de coorte seccional simples (transversal) uma vez que a coleta
de dados ocorreu em apenas em um único momento. Este procedimento deve-se ao exíguo
tempo para realização do trabalho monográfico (três meses). Elaborou-se como instrumento
de coleta de dados, um roteiro de entrevistas semiestruturadas.

A próxima seção apresenta o ambiente de coleta de dados.

4.2.1. Ambiente de coleta de dados

A coleta de dados realizada durante o mês de novembro de 2016 que ocorreu em dois
ambientes. Inicialmente, selecionado a operação do sistema crossdocking na recepção de
produtos da loja 1371 Extra Benfica, na percepção do chefe do setor de perecíveis quando a
funcionalidade do crossdocking na operação de abastecimento da loja 1371 Extra Benfica.

O outro ambiente de pesquisa na área gerencial do processo, sendo realizada no escritório


central do nordeste. Na captação das informações passadas setor comercial e entendimento
deste processo e outro não menos importante o analista de abastecimento que também tem
influencia e percepção do gerenciamento do processo de crossdocking.

4.2.2. Questão central

A questão principal deste estudo de caso é:


44

 Qual a percepção dos gestores e colaboradores do GPA – Grupo Pão de Açúcar acerca
da influencia do Crossdocking sobre a movimentação de produtos no perecível da loja
1371 Extra Benfica.

A seção abaixo apresenta as categorias dos respondentes participantes da entrevista.

4.2.3. Categorias de entrevistados

Os respondentes das entrevistas foram agrupados em três categorias:

a) Respondente 1: Formado por um chefe de seção de perecíveis da loja 1371 Extra


Benfica;

b) Respondente 2: Composto por uma analista de gerenciamento de estoques no setor de


perecíveis de toda a cadeia de suprimentos.

c) Respondente 3: Formado por um comprador do departamento comercial, responsável


pelas negociações dos produtos de perecíveis de toda a cadeia de suprimentos.

Optou-se em usar a observação participante e entrevista em profundidade que


privilegia o entendimento das questões elencadas sugestas a investigação que é possível
observa de forma clara os conceitos exibidos pelos entrevistados com isso a coleta torna-se
excelente para a observação e estudo proposto (ROSA E ARNOLDI, 2014).

A próxima seção apresenta os roteiros das entrevistas.

4.2.4. Roteiros das entrevistas semiestruturadas.


45

Tendo com base a percepção do atendimento na entrega dos estoques na modalidade


Crossdocking no Grupo Pão de Açúcar e visão intimista dos respondentes baseada em suas
experiências diárias segue o presente roteiro:

Perguntas:

1. Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-as.

2. Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.

3. Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.

4. Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.

5. Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um supermercado?

6. O que você entente por crossdocking?

7. Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra Benfica?

Comente-os.

8. Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra Benfica?

Comente-os.

9. Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de perecíveis no

Extra Benfica?

O próximo capítulo apresentado à análise dos dados.


46

5. ANÁLISE DOS DADOS

5.1. Introdução

Este capítulo apresenta a análise dos dados obtidos pelo estudo de caso, através de entrevistas
e tomando como base o referencial teórico.

5.2. Análises dos dados

a) Temática I: Oportunidades do setor supermercadista nos dias atuais.


O quadro 5.1 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre a visão atual do setor
de supermercados no Brasil.

Quais são as oportunidades Bom às oportunidades eéééé aproveitando o que tá


acontecendo no Brasil essa crise que acaba diminuindo a
no setor de supermercado
procura duuu (...) de um cliente de procurar supérfluo para
no Brasil? Comente-as. procurar mais alimento a gente vê ai que a dificuldade dos
clientes né em comprar qualquer outro tipo de mercadoria
indo para o alimento neste momento (Chefe Administrativo de
perecíveis).
47

No Brasil hoje devido a crise que nos estamos passando as


empresas procuram é (...) alternativas pra incrementar as
vendas né então assim, torna o processo complicado criam
muitas estratégias ofertas, muitas é (...) muitas atividades que
ficam tumultuadas pra poder suprir essa necessidade que é a
venda hoje, torna oportunidades que atrapalham a venda o
negocio andar (Analista de planejamento).
Hum o setor de supermercado no Brasil eu vejo que ele tem
que (...) evoluir muito na questão que (...) serviço de
atendimento ao cliente temos varias empresas quem ainda
práticam rum rum rum o varejo na forma antiga acho que o
Brasil esta anos luz (...) atrás dos grandes países (Comprador
Sênior).

Quadro 5.1 – Respostas sobre o setor de supermercados no Brasil.


Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A primeira questão abordou o conceito sobre as oportunidades no setor


Supermercadista no Brasil. A pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis,


mostrou-se um pouco restrita. Ficando a base da visão da operação de loja, como os
colaboradores da base percebem a evolução do setor focada na situação financeira atual do
país que impede o crescimento dos principais produtos do setor.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, mostrou-se preocupada a


evolução do setor que devido à crise econômica atual do país, as empresas criam dinâmicas de
ofertas para atrair clientes que podem criar gargalos pelo numero excessivo de propagandas
jogas aos clientes.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis


apresenta um conhecimento mais generalista sobre o setor, que tem muito a ser desenvolvidos
se comparado com os outros países, por não optar pela evolução do setor supermercadista
brasileiro e suas novas formas de agregar lucratividade em longo prazo.

Percebe-se que a preocupação dos entrevistados é pela atual crise econômica do país
que afeta diretamente o desenvolvimento do setor e que o mesmo tem muito a crescer em
comparação aos outros países nestes segmento.

A temática seguinte abordou as ameaças presentes no setor de supermercado no Brasil.


48

b) Temática II: Ameaças presentes no setor de supermercado no Brasil.


O quadro 5.2 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre as ameaças para o setor
supermercados no Brasil.

Concorrencia (...) porque agora tudo mundo tá (...) tá


abraçando esta causa dá dá crise, é crise é crise e todo mundo
procurar uma promoção uma oferta e eu acho que isso é (...)
uma ameaça pro Grupo Pão de açúcar, porque se a gente não
se preparar a gente acaba perdendo o mercado e perdendo
cliente (Chefe Administrativo de perecíveis).
A concorrência éé (...) de uma uma forma ou de outra é uma
forma de ameaça então é (...) a concorrência termina sendo
uma ameaça para suas ofertas, porque as vezes se torna muito
desleal, acredito que seja isso, também a questão da gestão a
gestão hum tanto da loja quanto o pessoal da logística, porque
Quais são as ameaças para o você não monta as estratégias corretas isso se torna uma
ameaça pra que ô (...) objetivo não seja atingido tem que
setor de supermercado no ter uma gestão realmente forte, pessoas comprometidas com o
Brasil? Comente-as. negocio para que ele ante isso pode se torna uma ameaça para
o objetivo final não seja atingido (Analista de planejamento).
Hoje em dia no meu ponto de vista uma das grandes ameaças
para o setor de supermercadista no Brasil é (...) a crise que o
país se encontra isso faz que o consumidor tenha pouca renda
e e e ele ele (...) tipo que escolha o que ele vai comprar com
isso diminui a compra de supérfluo e outras coisa no
supermercado com isso tem a tendência ééé o setor de varejo
não atacado quer dizer tem crescido muito então aquele
cliente que era de supermercado que faz a compra perto de sua
casa ele tá migrando para o atacado e faz a aquela compra
mensal de resuprimento com um preço mais enconta e mais
acessível (Comprador Sênior).

Quadro 5.2 – Respostas sobre ameaças para o setor supermercados no Brasil.


Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A segunda questão abordou as ameaças no setor de supermercados no Brasil. A


pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis,


mostrou-se restrita as divulgações das ofertas para a captação de clientes, que em tempos de
49

crise os negócios da empresa ficam abaladas pelas iniciativas da concorrência que podem
abarca os clientes indecisos.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, mostrou-se preocupada com a


concorrência como o primeiro respondente, colocando a principal responsabilidade no
monitoramento das estratégias traçadas pela organização com uma gestão mais forte no
comprimento dos objetivos.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis elenca


as oportunidades da organização em focar nas ofertas para a captação de clientes devido a
crise econômica que podem migrar os clientes para produtos de menor valor agregado
reduzindo a lucratividade da empresa.

Diante da percepção dos respondentes, mostrasse a preocupação com a concorrência, e


suas ações em meio a crise econômica para a captação de clientes e retenção dos mesmos para
manter sua lucratividade habitual.

A temática seguinte abordou as oportunidades de força no setor supermercadista do


Grupo Pão de Açúcar.

c) Temática III: Oportunidades de força do Grupo Pão de Açúcar para o setor de


supermercados brasileiro.
O quadro 5.3 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre os pontos fortes do Grupo Pão
de Açúcar.

Quais são os pontos fortes O nome né a credibilidade que ela tem com o cliente, o cliente
sempre volta aqui, vários clientes mesmo apesar du du de um
no Grupo Pão de Açúcar?
preço o cliente vem e fala com a gente o preço nun ta bom, ta
Comente-os. nunsei o que mas eeee a fidelidade do cliente é um ponto forte
do grupo e essa promoção que teve agora do 1,2,3 essas
oportunidades que esta tendo aqui que a gente tem essa essa
(...) um dos pontos fortes que tem aqui na empresa (Chefe
Administrativo de perecíveis).
O grupo éé bastante preocupado com esta questão da
estratégia o problema é eles montam muitas ações, muitas
ofertas muito, muita coisa ao mesmo tempo e que no final
uma oferta atropela a outra, porque você precisa de prazo de
entrega contar que o fornecedor pode não ter aquele produto
não tem como produzir, agente trabalha muito com a matéria
prima é de sazonalidade de clima, varias coisas envolvidas,
então quando você tem tudo isso é di repente de atrapalhar é
50

um ponto forte que tem muito ofertas né então o cliente tem


uma gama de oportunidades ai de de comprar de fazer uma
compra boa né mas que também se torna um ponto negativo,
porque você precisa de pessoas empenhadas nisso ai uma
dedicação maior nem sempre você consegue fazer isso
(Analista de planejamento).
Na minha opinião os pontos fortes do grupo pão de açúcar é
que ele tem uma rede que abrange e consegue cobrir todo o
território nacional tem loja no Amapá, tem loja no Piauí, na
Bahia e ele é bem estruturada tem CDs de distribuições, tem
toda uma estrutura pra poder atender bem o seu consumidor
final e com as lojas em sua grande maioria tem estruturada,
apesar que tem um ponto ou outro de melhoria (Comprador
Sênior).

Quadro 5.3 – Respostas sobre os pontos fortes do Grupo Pão de Açúcar.


Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A terceira questão abordou os pontos fortes no setor de supermercados no Brasil. A


pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis, ficou a


base da força do nome da empresa que fideliza clientes e dinâmicas de ofertas que atrai a
população a fazer a compra por impulso.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, mostrou-se preocupada com


numero excessivo de ofertas podendo causar ruídos com os clientes, mas que os produtos
anunciados se tornam uma ferramenta de persuasão junto aos clientes.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis tem


como analise a estrutura da organização que abrange boa parte do território nacional sendo
um ou a principal força da organização mediante seus concorrentes.

Na terceira pergunta os respondentes tem como visão a força da empresa em seu nome
por ser forte e por abranger boa parte do território nacional em esta presente em todos os
estados e numero de produtos ofertados em varias companhas promocionais.

A temática seguinte abordou as fraquezas no setor supermercadista do Grupo Pão de


Açúcar.
51

d) Temática IV: Pontos fracos do Grupo Pão de Açúcar para o setor de supermercados
brasileiro.
O quadro 5.4 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre os pontos fortes do
Grupo Pão de Açúcar.

Eu acho que que (...) um pouco mais de informação tanto para


a base tanto quanto para a equipe de chefia, uma reciclagem,
pegar o pessoal da base e mostra os conceitos da empresa,
depois mostrar o que cada um tem que fazer e para a chefia
mas uma questão de como tratar o funcionário como tratar o
cliente acho que teria um pouco mais de informação tanto
para a equipe de base como para a equipe de chefia (Chefe
Administrativo de perecíveis).
Exatamente o ponto fraco envolvido com o que eu respondi
no ponto forte né, agente tem muita oferta porem que se
misturam isso, para mim já um ponto fraco, tumultua o
processo é (...) as pessoas não são capacitadas nem sempre
Quais são os pontos fracos principalmente na loja, você tem ferramentas que podem te
no Grupo Pão de Açúcar? ajudar essas ferramentas não são usadas então isso tudo se
reverte como um ponto fraco para mim. Ofertas tumultuadas
Comente-os. pessoas, é (...) que não tem o conhecimento é da rotina então
são jogadas na função sem saber exatamente o que tão
fazendo, conseguindo cumprir os prazos por as ofertas serem
muitos próximas muito parecidas unas com as outras as
pessoas começam a andar em círculos (Analista de
planejamento).
Os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar que eu ééé (...)
consigo ver é que ele esta numa politica de desvalorização da
mão de obra no seu atual e esta visando uma lucratividade que
no cenário atual do país não é viável por isso que estamos ai
enfrentando uma perca de venda uma baixa de tickets por loja
então isso os dos pontos fracos do Grupo Pão de Açúcar
(Comprador Sênior).

Quadro 5.4 – Respostas sobre os pontos fracos do Grupo Pão de Açúcar.


Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A quarta questão abordou as fraquezas no setor de supermercados no Brasil. A


pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.
52

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis,


mostrou-se preocupada com a circulação da informação estratégica, para os colaboradores se
prepararem da melhor forma com as mudanças da organização.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, mostrou-se focado no numero


excessivo de ofertas expostas ao cliente que podem sair do controle da organização e a
formação de gestão operacional no tratamento destas ofertas.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis elenca


como fraqueza a não qualificação dos colaboradores, a falta de investimento na mão de obra
traz prejuízo no desenvolvimento da organização.

Percebe-se a preocupação dos respondentes com a qualificação dos funcionários em


esta alinhado com os objetivos da organização e divulgação excessiva de ofertas que podem
causa falta de informação em algum momento.

A temática seguinte abordou a importância da gestão de estoques para o setor supermercadista


no Brasil.

e) Temática V: A importância da gestão de estoques para o setor supermercadista.


O quadro 5.5 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre a importância da
gestão de estoques.

Qual a importância da Gestão de estoque é (...) é para mim o que a empresa presa
neste ponto aqui é perde menos mercadorias evitar muitas
gestão de estoques para a
rupturas né procurar atender melhor o cliente, acho que
operação de um engloba nisso ai, a gestão de estoques se você tem um estoque
sadio se você vem de um excesso de estoque se você consegue
supermercado?
gerir bem o estoque consegue evitar as quebras eu acho que é
por ai ôôô a importância da gestão de estoque que diminui a
quantidade da quantidade de perda e quebra na na empresa
isso é dinheiro jogado fora, uma quebra um um produto que
sei lá tem um excesso de estoque e acaba variando dentro do
estoque uma coisa que poderia ser evitado se você organizas
melhor o estoque se comprasse melhor a mercadoria acho que
é por ai (Chefe Administrativo de perecíveis).
Pra mim é primordial na verdade um conjunto de fatures né a
gente precisa ter é (...) um ótimo gestor pessoas capacitadas é
ferramentas boas que sejam realmente favoráveis pra o que
você que desempenhar se você não tem uma gestão de
53

estoques boa você não consegue, você não vai ter o produto
na loja, você vai fazer uma um estudo errado né da sua
necessidade, então assim a gestão de estoque e fundamental
pra que você ter o produto certo na quantidade certa no tempo
certo, acredito que isso da isso seja um dos pontos mais
importantes na gestão de estoque que é a gestão de estoque
(Analista de planejamento).
A gestão de estoques para a rede de supermercado é um uma
grande (...) de ponto de atenção pra lucratividade da empresa
(...) pois estoque parada é sinônimo de prejuízo né (...)
porque as empresas trabalham com dias de pagamento pra
fornecedores e tau, quanto mais antes ele conseguirem para ir
vender e demora mais para ir pagar o fornecedor rum rum é
melhor para a empresa então a gestão de estoques tem que ser
bem assertiva, comprar o suficiente pra abastecer mediante
aquela demanda de venda que o a empresa tem, comprou a
mais e ficou no estoque prejuízo certo (Comprador Sênior).

Quadro 5.5 – Respostas sobre a importância da gestão de estoques.


Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A quinta questão abordou a importância da gestão de estoque na operação de um


supermercado no Brasil. A pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis,


enfatizou a importância do setor para evitar a falta de produtos e consequentemente a perda de
venda que isso pode acarretar na empresa, uma boa gestão de estoques melhora a qualidade
do estoque da organização.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, demostrou enfatizando a


importância do setor de gestão de estoques na manutenção dos produtos na organização e
treinamento adequado aos funcionários para sempre suprir a necessidade das estratégias
necessárias para a lucratividade da empresa.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis


enfatiza a importância da compra correta pela gestão de estoques para evitar ruptura ou
excesso na geração de pedidos e distribuição dos produtos destinados às lojas, gerir o estoque
de forma coesa.

Neste ponto os respondentes preocupam-se com a gestão de estoque pela compra


correta dos produtos, para não haver ruptura ou excesso de itens nos estoques da empresa e
que os funcionários sempre sejam treinados para esta alinhados com os objetivos propostos.
54

A temática seguinte abordou o conceito de crossdocking.

f) Temática VI: O entendimento da modalidade crossdocking.


O quadro 5.6 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre o que é crossdocking.

É de evitar de usar o nosso deposito como a casa do


fornecedor, né você pega o produuu.. essa modalidade esse
modal de de entrega ao vez de usar o nosso estoque comprar
e armazena o produto agente usa o (...) o estoque do
fornecedor para pode entregar pra pra gente sem atrapalhar a
nossa a nossa gestão com o estoque de outros fornecedores
que não trabalha com com o crossdocking (Chefe
Administrativo de perecíveis).
Eu entendo, não não tenho formação em administração é é
minha formação é na área de humanas psicologia, porem
quando eu vim trabalhar na logística achei interessante essa
modalidade de abastecimento e e acredito que isso seja muito
bom para a loja, em alguns momentos claro, que a loja vai ter
o dia certo de esta recebendo aquele pedido na quantidade que
ela sugeriu porem nem sempre a gente consegue fazer o
O que você entente por processo de forma correta porque isso depende muito do
fornecedor vai ter um fornecedor que seja local é mais fácil
crossdocking?
você administrar o processo crossdocking e tendo que o cross
é a gente recebeu o produto e (...) ele não vai ser estocado ele
vai ter que seguir para a loja o problema é o tempo que esse
produto vai ficar é no CD aguardando ir pra loja na minha
forma de entender ele teria que ser D+1 e não D+2 que aqui
na empresa que eu trabalho que é a única experiência que eu
tenho é D+2, acredito que teria que receber o cross o mais
cedo possível, vamos dizer ate unas 8 horas da manhã que
agente ria o faturamento do dia e do dia seguinte, agente teria
como já faturar para as lojas teria esse prazo e não D+2 mais é
muito bom para que as lojas esteja recebendo toda semana os
produtos que elas precisam (Analista de planejamento).
Eu entendo que cross deveria trabalhar como um reloginho
você compra chega na na central de distribuição e vai para as
lojas determinadas dentro do pedido que tem já uma grade de
distribuição já feita (Comprador Sênior).

Quadro 5.6 – Respostas sobre o conceito de crossdocking.


Fonte: elaborado pelo autor (2016).
55

A sexta questão abordou o conceito de crossdocking na operação de um supermercado.


A pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis, tornou-


se limitada ao conceito acadêmico, enfatiza que o crossdocking serve para não ter produtos
estocados de baixo giro para o armazenamento de outros produtos de maior rotatividade e
valor.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, enfatizando a importância


do crossdocking como modalidade para produtos de baixo giro, mas que o processo ainda
tem que passar por melhorias na organização, em que o tempo de distribuição para as lojas é
longo indo contra o conceito da modalidade.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis tem o


conhecimento acadêmico da modalidade em não ter produto de baixo giro parado no
armazém, desta forma o crossdocking funcionar para manter os produtos na rotatividade
correta na central de distribuição.

A temática seguinte abordou os pontos fortes do sistema crossdocking.

g) Temática VII: Oportunidades de força do processo crossdocking na loja Extra Benfica.


O quadro 5.7 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre a modalidade de
abastecimento pelo sistema crossdocking e seus aspectos positivos.

Quais são os pontos fortes O ponto forte e justamente isso você faz uma compra sadia
você evita de ficar com o produto no CD o produto ééé chega
do processo crossdocking
com proximidade aqui na loja, chega uma vez por semana
de perecíveis no Extra uma quantidade maior, mais chega uma quantidade que
quando os parâmetros tão corretos, chega numa quantidade
Benfica?
boa para não faltar na loja e evitar o excesso num nosso
Comente-os. deposito (Chefe Administrativo de perecíveis).
Para mi os pontos fortes são os seguintes, como a gente tem
56

prazo hum hum (...) (...) prazo de validade de produtos muito


curtos como os resfriados 45 dias é é é há maioria resfriados
são 45 dias então acredito que seja muito interessante essa
modalidade cross pra produto que sejam resfriados pra gente
não ficar estoque parado no CD dependendo que a loja faça o
pedido não é! Fature aquele produto então quando se trabalha
com cross a loja se tiver boa ferramenta pessoas realmente
que façam uma analise do que o sistema esta sugerindo então
o processo ele vai fluir é de uma forma melhor né você vai tá
fazendo o pedido com a necessidade da loja você vai saber o
prazo que o fornecedor vai ta entregando você consegue fazer
uma gestão melhor isso pra mim é um ponto forte que o
produto não vai ficar parado na loja por conta do shelf que é
curto e não vai ter FIFO nem na loja nem no CD se ele for na
modalidade de estocado (Analista de planejamento).
Na minha visão (...) o ponto forte do crossdocking a
assertividade é a a a rapidez da compra e abastecimento do
ponto de venda, pois (...) é o comprador tirar o pedido o
fornecedor entrega no tempo correto e na data adequada na
central de distribuição, a centra de distribuição no mesmo dia
do é separado (..) separado para ir para a loja na loja chega no
ponto de venda e a veda acontece (Comprador Sênior).

Quadro 5.7 – Respostas sobre os pontos fortes do crossdocking na loja Extra Benfica.
Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A sétima questão abordou as oportunidades de forças da modalidade crossdocking na


loja do Extra Benfica. A pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis, é


simples sobre as oportunidades com a modalidade crossdocking em receber os produtos no
tempo certo e quantidade adequada até a próxima entrega.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, enfatizando a importância


do crossdocking para os itens de baixo e médio giro com validade de vencimento curta de
produtos que não podem ficar parados na central de distribuição, isso se torna a principal
vantagem da modalidade.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis tem a


percepção da programação que a modalidade proporciona no abastecimento das lojas,
tornando o processo simples e eficaz.
57

O respondente tem a mesma visão da modalidade de abastecimento e seu conceito


como força de operação para produtos de baixo giro e tempo correto de abastecimento.

A temática seguinte abordou as principais ameaças para o sistema crossdocking.

h) Temática VIII: As ameaças no processo crossdocking na loja Extra Benfica.


O quadro 5.8 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre a modalidade de abastecimento
pelo sistema crossdocking e seus aspectos negativos.

Quais são os pontos fracos O ponto fraco é o seguinte supondo que uma carga vem de
São Paulo e o caminhão quebra (...) e acho que isso é uma
do processo crossdocking
suposição que de repente tem algum problema com a carga
de perecíveis no Extra não chega no tempo que a gente precisa e acaba gerando a
ruptura ou um problema de fabricação do próprio fornecedor
Benfica?
que as vezes ele trabalha em cima do nosso giro e faz um
Comente-os. pedido para ele e ele não consegue produzir no tempo correto,
para pode entregar para a gente aqui e os excesso de estoque
que se não tiver corretos pode gerar um excesso de estoques
dos produtos (Chefe Administrativo de perecíveis).
É o processo na em perecíveis como eu falei a gente tem um
shelf curto para os produtos crossdocking é (...) cai cai na
questão de formação de carga porque como o sistema que nós
utilizamos é uma ferramenta nova que não tem muito (...) é
influencia manual, então a gente depende que as pessoas
estejam analisando todos os parâmetros para as sugestões
sejam feitas realmente dentro da realidade da venda da loja
então que acontece o sistema sugere pouco não forma uma
carga pro fornecedor ele não vai entregar ô ô (...) pedido cai ai
eu a loja fica em ruptura vai ter que aguarda uma nova
sugestão de compra isso para mim é um ponto fraco e outra
fornecedor não consegue acompanhar o prazo de entrega dos
pedidos cross então que acontece são gerados vários pedidos
fornecedor não acompanha o pedido cai do sistema é gera
uma ruptura muito longa, que muitas vezes tem fornecedor de
cross que a gente tem o prazo de entrega de 17 dias então a
loja fica quase um mês em ruptura, então isso pra mim seria
um ponto negativo a formação de carga pro fornecedor é
dificuldade de entrega dos pedidos e isso atrapalha a loja
(Analista de planejamento).
Os pontos fracos no processo de crossdocking é que em
determinados itens que a demanda é mais elevada que precisa
ter estocado na central de distribuição éé (...) não pode ser
(...) hum migrados para esse modelo de abastecimento pra (...)
que onde não deixa uma margem de segurança né tipo um
açúcar, rum rum um azeite por exemplo u óleo de soja que
58

tem que ter um grande volume estocado na central de


distribuição para atender uma demanda explosiva que venha
acontecer em um determinado período o crossdocking se
adequa mais com produtos de giro médio a baixo (Comprador
Sênior).

Quadro 5.8 – Respostas sobre os pontos fracos do crossdocking na loja Extra Benfica.
Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A oitava questão abordou as fraquezas da modalidade crossdocking na loja do Extra


Benfica. A pergunta foi respondida pelos respondentes de áreas distintas.

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis, com a


preocupação da modalidade do sistema crossdocking com os produtos oriundos de
transferência da central de distribuição de São Paulo para o nordeste que pode ocasionar
possíveis excessos ou ruptura pelo longo tempo de atendimento.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, nota-se como falhas na


modalidade o tempo de abastecimento de produtos com validade de vencimento curta, e
fornecedores com péssimos níveis de atendimento causando ruptura.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis tem


como visão a limitação do sistema em não ter estoque de segurança adequado para os
produtos que participam da modalidade crossdocking evidenciando a ruptura destes itens.

Os respondentes mostram-se preocupados com o tempo de abastecimento destes


produtos, por falhas na operação é longo o intervalo de entrega causando ruptura de itens e em
alguns casos produtos com validade a vencer se torna um ponto fraco da modalidade.

A temática seguinte abordou as possíveis melhorias para a modalidade dde


abastecimento crossdocking.
59

i) Temática IX: O que poderia ser melhorado na modalidade de abastecimento


crossdocking.
O quadro 5.9 abaixo apresenta as respostas dos entrevistados sobre as possíveis melhorias
para o abastecimento crossdocking.

Quais sugestões você daria Cara é (...) entrar em contado frequentemente com o
fornecedor, tratar os estoques sempre tá tratando os estoque
para melhorar o processo de
sempre esta fazendo o inventário rotativo que as vezes o
crossdocking de perecíveis sistema esta sujo, sujo da seguinte maneira, a gente tem uma
quantidade que no estoque tem outra, tanto para maior quanto
no
para menor, se o sistema fica sujo com mais mercadoria que a
Extra Benfica? gente tem fisicamente acaba dando ruptura, ate que a gente
venha a identificar (...) já tem ruptura ou então o contrario, o
sistema tem uma quantidade menor, agente tem um inventário
mau feito, tem um quantidade maior fisicamente e acaba gerin
(...) duplicando o que a gente tem, acho que é mais
tratamento de sistema, tratar o sistema direitinho, você colocar
pessoas para poder esta acompanhando os fornecedor o chefe
conhecer quais os produtos de crossdocking quais os
fornecedores que trabalham com crossdocking acho que isso
ao seria um um (...) ponto que a pessoa poderia se prevenir
numa atual situação que venha, a sobrar mercadoria quanto
faltar mercadoria acho que é por ai (Chefe Administrativo de
perecíveis).
Eu acredito que tudo começa na loja para melhora o processo
do crossdocking pessoas treinadas que saibam conheçam o
programa que faça toda analise de (...) estoque, é do prazo de
entrega do fornecedor se a demanda esta correta pra que todos
estes ajustes sejam efetuados pra que tenha um menor risco
de erros né pra o pedido sair 100% parecido com a realidade
então melhorar o processo seria melhorar a qualificação do
pessoal de loja para que ele entenda isso ai e o próprio
fornecedor que o fornecedor realmente acompanhar as datas
de entrega dos produtos e também o CD tem sua parcela o que
acontece no caso aqui na nossa empresa o cross é D+2 e já
tivemos nos casos do cross tiver parado no CD por algum
motivo o processo ficou manual e o produto ficou esquecido
no CD então isso dai é um um fato ponto que tem que ser
melhorado né CD, loja e fornecedor (Analista de
planejamento).
Eu daria que algumas sugestões que hum hum, as empresas
deveriam se adequar mais, pois hoje em dia no Brasil são
poucas as empresas que são é (...) já preparadas para ter um
cross eficiente pois recebe a mercadoria, pois muitas delas
recebe a mercadoria no CD e muitas delas não consegue fazer
a distribuição no mesmo dia no ato do recebimento com isso
criando um tipo de cross estocado uma coisa que eu não
60

conhecia e não existe mas empresas fazem esse tipo meia


boca ai para resolver as demandas delas (Comprador Sênior).

Quadro 5.9 – Respostas sobre melhorias para o abastecimento pela modalidade crossdocking na loja Extra
Benfica.
Fonte: elaborado pelo autor (2016).

A compreensão do primeiro respondente, chefe de departamento de perecíveis, limita-


se a parametrização do sistema de abastecimento dos itens, para que a leitura seja correta e
geração dos volumes seja adequada para o abastecimento da loja.

O segundo respondente, analista da gestão de estoques, a melhoria da modalidade


encontrasse no treinamento dos responsáveis para gestão dos processos do abastecimento seja
na loja com os colaboradores que exibem os produtos para a venda direta, quanto à gestão de
estoques que faz a leitura da necessidade da loja ter melhor apuração dos volumes comprados
para não haver ruptura ou excesso.

O terceiro respondente formado pelo comprador do departamento de perecíveis,


demostra a preocupação em melhorar o ritmo de abastecimento que é lento comparado com
outros países, aumentar a agilidade no ato do recebimento e distribuição no tempo certo,
melhoraria toda a cadeia de abastecimento tornando o processo eficiente.

Na percepção dos respondentes a melhora para a modalidade esta no treinamento dos


envolvidos no processo e tempo de resposta do abastecimento dos produtos, no tempo correto
de emissão de pedidos, recebimento e distribuição dos itens para as lojas garante a qualidade
da modalidade e estoques saudáveis dentro do objetivo da organização.

O próximo capitulo é apresentado a conclusão da pesquisa realizada e conceitos


obtidos no objeto de estudo.
61

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da problemática na qual a pesquisa pode-se concluir que na empresa


pesquisada está conseguindo atingir os objetivos na utilização da modalidade de
abastecimento crossdocking, com algumas ressalvas de operacionalização em alguns pontos
estratégicos que podem melhorar a viabilidade em continuar a usar esta modalidade. A
operação de distribuição dos produtos participantes do modal deve ser definida com cautela
para não prejudicar o abastecimento das lojas. Argumentado pelos respondentes o
treinamento dos principais envolvidos no processo e sua integração com os objetivos da
empresa pode e dever ser considerados para o alcance das metas da empresa.

Verificou-se que a empresa tem procedimentos operacionais que proporcionam aos


seus colaboradores desempenhar este tipo de operação, nos três níveis de operação citados nas
entrevistas, o conceito de crossdocking e sua prática tem grande vantagem para a empresa,
com produtos de baixo giro que garante uma compra justa e adequada à venda e sua
distribuição imediata para as lojas, porem em alguns casos existe um retardo na distribuição
dos produtos que precisa ser analisada e corrigida, para manter os objetivos iniciais da
modalidade.
62

Por fim, conclui-se que, apesar das dificuldades e barreias observada pela literatura e
verificada neste trabalho, o Grupo Pão de Açúcar conduz um sistema de crossdocking efetivo
em sua operação e sendo vem vista para a loja 1371 Extra Benfica em aceitar e trabalhar de
forma proativa com a modalidade e observando possíveis melhoras para o processo de
abastecimento.

Como sugestão de pesquisas futuras recomenda-se uma análise de desempenho


com outras em empresas comparando a operação de ambas e suas percepções da modalidade
de abastecimento crossdocking e suas contribuições para na redução dos custos logísticos.

REFERÊNCIAS

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<http://www.personnalitegestao.com.br/userfiles/file/pdf/Cross-Docking.pdf>. Acessado em
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Edição 2, Ed. Monole Ltda. São Paulo, 2008.

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GRAZIANI, Álvaro Paz. Gestão de Estoques e Movimentação de Materiais. Edição única,


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GRUPO PÃO DE AÇÚCAR. Conheça em detalhes cada uma das diversas lojas do GPA.
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ZORZO, Adalberto. Gestão de Produtos e Operações - GPO. Ed. Pearson Education do


Brasil, São Paulo, 2015.

APÊNDICE

Roteiro de Entrevista

Qual a percepção dos gestores e colaboradores do GPA – Grupo Pão de Açúcar acerca
da influencia do Crossdocking sobre a movimentação de produtos no perecível da loja 1371
Extra Benfica.

Entrevistado
65

Cargo
Data da entrevista
Horário início
Horário término
Duração
1. Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
2. Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
3. Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
4. Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
5. Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um supermercado?
6. O que você entente por crossdocking?
7. Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra Benfica?
Comente-os.
8. Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra Benfica?
Comente-os.
9. Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de perecíveis no
Extra Benfica?

Roteiro de Entrevista

Entrevistado Sheldon Antônio da Silva


Cargo Chefe Administrativo de perecíveis
Data da entrevista 17/11/2016
Horário início 13hs41min
Horário término 13hs48min
Duração 07minutos
66

Pergunta 1.
PESQUISADOR: Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-
as.
RESPONDENTE: Bom as oportunidades eéééé aproveitando o que tá acontecendo no Brasil
essa crise que acaba diminuindo a procura duuu (...) de um cliente de procurar supleflo para
procurar mais alimento a gente vê ai que a dificuldade dos clientes né em comprar qualquer
outro tipo de mercadoria indo para o alimento neste momento.

Pergunta 2.
PESQUISADOR: Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
RESPONDENTE: Concorrencia (...) porque agora tudo mundo tá (...) tá abraçando esta causa
dá dá crise, é crise é crise e todo mundo procurar uma promoção uma oferta e eu acho que
isso é (...) uma ameaça pro Grupo Pão de açúcar, porque se a gente não se preparar a gente
acaba perdendo o mercado e perdendo cliente.

Pergunta 3.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
RESPONDENTE: O nome né a credibilidade que ela tem com o cliente, o cliente sempre
volta aqui, vários clientes mesmo apesar du du de um preço o cliente vem e fala com a gente o
preço nun ta bom, ta nunsei o que mas eeee a fidelidade do cliente é um ponto forte do grupo
e essa promoção que teve agora do 1,2,3 essas oportunidades que esta tendo aqui que a gente
tem essa essa (...) um dos pontos fortes que tem aqui na empresa.
Pergunta 4.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os
RESPONDENTE: Eu acho que que (...) um pouco mais de informação tanto para a base tanto
quanto para a equipe de chefia, uma reciclagem, pegar o pessoal da base e mostra os conceitos
da empresa, depois mostrar o que cada um tem que fazer e para a chefia mas uma questão de
como tratar o funcionário como tratar o cliente acho que teria um pouco mais de informação
tanto para a equipe de base como para a equipe de chefia.

Pergunta 5.
PESQUISADOR: Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um
supermercado?
67

RESPONDENTE: Gestão de estoque é (...) é para mim o que a empresa presa neste ponto
aqui é perde menos mercadorias evitar muitas rupturas né procurar atender melhor o cliente,
acho que engloba nisso ai, a gestão de estoques se você tem um estoque sadio se você vem de
um excesso de estoque se você consegue gerir bem o estoque consegue evitar as quebras eu
acho que é por ai ôôô a importância da gestão de estoque que diminui a quantidade da
quantidade de perda e quebra na na empresa isso é dinheiro jogado fora, uma quebra um um
produto que sei lá tem um excesso de estoque e acaba variando dentro do estoque uma coisa
que poderia ser evitado se você organizas melhor o estoque se comprasse melhor a
mercadoria acho que é por ai.

Pergunta 6.
PESQUISADOR: O que você entente por crossdocking?
RESPONDENTE: É de evitar de usar o nosso deposito como a casa do fornecedor, né você
pega o produuu.. essa modalidade esse modal de de entrega ao vez de usar o nosso estoque
comprar e armazena o produto agente usa o (...) o estoque do fornecedor para pode entregar
pra pra gente sem atrapalhar a nossa a nossa gestão com o estoque de outros fornecedores que
não trabalha com com o crossdocking.

Pergunta 7.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: O ponto forte e justamente isso você faz uma compra sadia você evita de
ficar com o produto no CD o produto ééé chega com proximidade aqui na loja, chega uma vez
por semana uma quantidade maior, mais chega uma quantidade que quando os parâmetros tão
corretos chega numa quantidade boa para não faltar na loja e evitar o excesso num nosso
deposito.

Pergunta 8.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: O ponto fraco é o seguinte supondo que uma carga vem de São Paulo e o
caminhão quebra (...) e acho que isso é uma suposição que de repente tem algum problema
com a carga não chega no tempo que a gente precisa e acaba gerando a ruptura ou um
68

problema de fabricação do próprio fornecedor que as vezes ele trabalha em cima do nosso
giro e faz um pedido para ele e ele não consegue produzir no tempo correto, para pode
entregar para a gente aqui e os excesso de estoque que se não tiver corretos pode gerar um
excesso de estoques dos produtos.

Pergunta 9.
PESQUISADOR: Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de
perecíveis no Extra Benfica?
RESPONDENTE: Cara é (...) entrar em contado frequentemente com o fornecedor, tratar os
estoques sempre tá tratando os estoque sempre esta fazendo o inventário rotativo que as vezes
o sistema esta sujo, sujo da seguinte maneira, a gente tem uma quantidade que no estoque tem
outra, tanto para maior quanto para menor, se o sistema fica sujo com mais mercadoria que a
gente tem fisicamente acaba dando ruptura, ate que a gente venha a identificar (...) já tem
ruptura ou então o contrario, o sistema tem uma quantidade menor, agente tem um inventário
mau feito, tem um quantidade maior fisicamente e acaba gerin (...) duplicando o que a gente
tem, acho que é mais tratamento de sistema, tratar o sistema direitinho, você colocar pessoas
para poder esta acompanhando os fornecedor o chefe conhecer quais os produtos de
crossdocking quais os fornecedores que trabalham com crossdocking acho que isso ao seria
um um (...) ponto que a pessoa poderia se prevenir numa atual situação que venha, a sobrar
mercadoria quanto faltar mercadoria acho que é por ai.

Roteiro de Entrevista

Entrevistado Alessandra Rodrigues


Cargo Analista de planejamento
Data da entrevista 17/11/2016
Horário início 14hs25min
Horário término 14hs36min
Duração 11minutos
69

Pergunta 1.
PESQUISADOR: Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-
as.
RESPONDENTE: No Brasil hoje devido a crise que nos estamos passando as empresas
procuram é (...) alternativas pra incrementar as vendas né então assim, torna o processo
complicado criam muitas estratégias ofertas, muitas é (...) muitas atividades que ficam
tumultuadas pra poder suprir essa necessidade que é a venda hoje, torna oportunidades que
atrapalham a venda o negocio andar.

Pergunta 2.
PESQUISADOR: Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
RESPONDENTE: A concorrência éé (...) de uma uma forma ou de outra é uma forma de
ameaça então é (...) a concorrência termina sendo uma ameaça para suas ofertas, porque as
vezes se torna muito desleal, acredito que seja isso, também a questão da gestão a gestão hum
tanto da loja quanto o pessoal da logística, porque você não monta as estratégias corretas isso
se torna uma ameaça pra que ô (...) objetivo não seja atingido tem que ter uma gestão
realmente forte, pessoas comprometidas com o negocio para que ele ante isso pode se torna
uma ameaça para o objetivo final não seja atingido.

Pergunta 3.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
RESPONDENTE: O grupo éé bastante preocupado com esta questão da estratégia o problema
é eles montam muitas ações, muitas ofertas muito, muita coisa ao mesmo tempo e que no final
uma oferta atropela a outra, porque você precisa de prazo de entrega contar que o fornecedor
pode não ter aquele produto não tem como produzir, agente trabalha muito com a matéria
prima é de sazonalidade de clima, varias coisas envolvidas, então quando você tem tudo isso é
di repente de atrapalhar é um ponto forte que tem muito ofertas né então o cliente tem uma
gama de oportunidades ai de de comprar de fazer uma compra boa né mas que também se
70

torna um ponto negativo, porque você precisa de pessoas empenhadas nisso ai uma dedicação
maior nem sempre você consegue fazer isso.

Pergunta 4.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os
RESPONDENTE: Exatamente o ponto fraco envolvido com o que eu respondi no ponto forte
né, agente tem muita oferta porem que se misturam isso, para mim já um ponto fraco,
tumultua o processo é (...) as pessoas não são capacitadas nem sempre principalmente na loja,
você tem ferramentas que podem te ajudar essas ferramentas não são usadas então isso tudo se
reverte como um ponto fraco para mim. Ofertas tumultuadas pessoas, é (...) que não tem o
conhecimento é da rotina então são jogadas na função sem saber exatamente o que tão
fazendo, conseguindo cumprir os prazos por as ofertas serem muitos próximas muito
parecidas unas com as outras as pessoas começam a andar em círculos.

Pergunta 5.
PESQUISADOR: Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um
supermercado?
RESPONDENTE: Pra mim é primordial na verdade um conjunto de fatures né a gente precisa
ter é (...) um ótimo gestor pessoas capacitadas é ferramentas boas que sejam realmente
favoráveis pra o que você que desempenhar se você não tem uma gestão de estoques boa você
não consegue, você não vai ter o produto na loja, você vai fazer uma um estudo errado né da
sua necessidade, então assim a gestão de estoque e fundamental pra que você ter o produto
certo na quantidade certa no tempo certo, acredito que isso da isso seja um dos pontos mais
importantes na gestão de estoque que é a gestão de estoque.

Pergunta 6.
PESQUISADOR: O que você entente por crossdocking?
RESPONDENTE: Eu entendo, não não tenho formação em administração é é minha formação
é na área de humanas psicologia, porem quando eu vim trabalhar na logística achei
interessante essa modalidade de abastecimento e e acredito que isso seja muito bom para a
loja, em alguns momentos claro, que a loja vai ter o dia certo de esta recebendo aquele pedido
na quantidade que ela sugeriu porem nem sempre a gente consegue fazer o processo de forma
correta porque isso depende muito do fornecedor vai ter um fornecedor que seja local é mais
71

fácil você administrar o processo crossdocking e tendo que o cross é a gente recebeu o
produto e (...) ele não vai ser estocado ele vai ter que seguir para a loja o problema é o tempo
que esse produto vai ficar é no CD aguardando ir pra loja na minha forma de entender ele
teria que ser D+1 e não D+2 que aqui na empresa que eu trabalho que é a única experiência
que eu tenho é D+2, acredito que teria que receber o cross o mais cedo possível, vamos dizer
ate unas 8 horas da manhã que agente ria o faturamento do dia e do dia seguinte, agente teria
como já faturar para as lojas teria esse prazo e não D+2 mais é muito bom para que as lojas
esteja recebendo toda semana os produtos que elas precisam.

Pergunta 7.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: Para mi os pontos fortes são os seguintes, como a gente tem prazo hum
hum (...) (...) prazo de validade de produtos muito curtos como os resfriados 45 dias é é é há
maioria resfriados são 45 dias então acredito que seja muito interessante essa modalidade
cross pra produto que sejam resfriados pra gente não ficar estoque parado no CD dependendo
que a loja faça o pedido não é! Fature aquele produto então quando se trabalha com cross a
loja se tiver boa ferramenta pessoas realmente que façam uma analise do que o sistema esta
sugerindo então o processo ele vai fluir é de uma forma melhor né você vai tá fazendo o
pedido com a necessidade da loja você vai saber o prazo que o fornecedor vai ta entregando
você consegue fazer uma gestão melhor isso pra mim é um ponto forte que o produto não vai
ficar parado na loja por conta do shelf que é curto e não vai ter FIFO nem na loja nem no CD
se ele for na modalidade de estocado.

Pergunta 8.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: É o processo na em perecíveis como eu falei a gente tem um shelf curto
para os produtos crossdocking é (...) cai cai na questão de formação de carga porque como o
sistema que nós utilizamos é uma ferramenta nova que não tem muito (...) é influencia
manual, então a gente depende que as pessoas estejam analisando todos os parâmetros para as
sugestões sejam feitas realmente dentro da realidade da venda da loja então que acontece o
sistema sugere pouco não forma uma carga pro fornecedor ele não vai entregar ô ô (...) pedido
72

cai ai eu a loja fica em ruptura vai ter que aguarda uma nova sugestão de compra isso para
mim é um ponto fraco e outra fornecedor não consegue acompanhar o prazo de entrega dos
pedidos cross então que acontece são gerados vários pedidos fornecedor não acompanha o
pedido cai do sistema é gera uma ruptura muito longa, que muitas vezes tem fornecedor de
cross que a gente tem o
prazo de entrega de 17 dias então a loja fica quase um mês em ruptura, então isso pra mim
seria um ponto negativo a formação de carga pro fornecedor é dificuldade de entrega dos
pedidos e isso atrapalha a loja.

Pergunta 9.
PESQUISADOR: Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de
perecíveis no Extra Benfica?
RESPONDENTE: Eu acredito que tudo começa na loja para melhora o processo do
crossdocking pessoas treinadas que saibam conheçam o programa que faça toda analise de
(...) estoque, é do prazo de entrega do fornecedor se a demanda esta correta pra que todos
estes ajustes sejam efetuados pra que tenha um menor risco de erros né pra o pedido sair
100% parecido com a realidade então melhorar o processo seria melhorar a qualificação do
pessoal de loja para que ele entenda isso ai e o próprio fornecedor que o fornecedor realmente
acompanhar as datas de entrega dos produtos e também o CD tem sua parcela o que acontece
no caso aqui na nossa empresa o cross é D+2 e já tivemos nos casos do cross tiver parado no
CD por algum motivo o processo ficou manual e o produto ficou esquecido no CD então isso
dai é um um fato ponto que tem que ser melhorado né CD, loja e fornecedor.

Roteiro de Entrevista

Entrevistado Sued Trajano


Cargo Comprador Sênior
73

Data da entrevista 19/11/2016


Horário início 10hs27min
Horário término 10hs35min
Duração 08minutos

Pergunta 1.
PESQUISADOR: Quais são as oportunidades no setor de supermercado no Brasil? Comente-
as.
RESPONDENTE: Hum o setor de supermercado no Brasil eu vejo que ele tem que (...)
evoluir muito na questão que (...) serviço de atendimento ao cliente temos varias empresas
quem ainda práticam rum rum rum o varejo na forma antiga acho que o Brasil esta anos luz
(...) atrás dos grandes países.

Pergunta 2.
PESQUISADOR: Quais são as ameaças para o setor de supermercado no Brasil? Comente-as.
RESPONDENTE: Hoje em dia no meu ponto de vista uma das grandes ameaças para o setor
de supermercadista no Brasil é (...) a crise que o país se encontra isso faz que o consumidor
tenha pouca renda e e e ele ele (...) tipo que escolha o que ele vai comprar com isso diminui a
compra de supérfluo e outras coisa no supermercado com isso tem a tendência ééé o setor de
varejo não atacado quer dizer tem crescido muito então aquele cliente que era de
supermercado que faz a compra perto de sua casa ele tá migrando para o atacado e faz a
aquela compra mensal de resuprimento com um preço mais encontra e mais acessível

Pergunta 3.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os.
74

RESPONDENTE: Na minha opinião os pontos fortes do grupo pão de açúcar é que ele tem
uma rede que abrange e consegue cobrir todo o território nacional tem loja no Amapá, tem
loja no Piauí, na Bahia e ele é bem estruturada tem CDs de distribuições, tem toda uma
estrutura pra poder atender bem o seu consumidor final e com as lojas em sua grande maioria
tem estruturada, apesar que tem um ponto ou outro de melhoria.

Pergunta 4.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar? Comente-os
RESPONDENTE: Os pontos fracos no Grupo Pão de Açúcar que eu ééé (...) consigo ver é
que ele esta numa politica de desvalorização da mão de obra no seu atual e esta visando uma
lucratividade que no cenário atual do país não é viável por isso que estamos ai enfrentando
uma perca de venda uma baixa de tickets por loja então isso os dos pontos fracos do Grupo
Pão de Açúcar.

Pergunta 5.
PESQUISADOR: Qual a importância da gestão de estoques para a operação de um
supermercado?
RESPONDENTE: A gestão de estoques para a rede de supermercado é um uma grande (...) de
ponto de atenção pra lucratividade da empresa (...) pois estoque parada é sinônimo de
prejuízo né (...) porque as empresas trabalham com dias de pagamento pra fornecedores e tau,
quanto mais antes ele conseguirem para ir vender e demora mais para ir pagar o fornecedor
rum rum é melhor para a empresa então a gestão de estoques tem que ser bem assertiva,
comprar o suficiente pra abastecer mediante aquela demanda de venda que o a empresa tem,
comprou a mais e ficou no estoque prejuízo certo.

Pergunta 6.
PESQUISADOR: O que você entente por crossdocking?
RESPONDENTE: Eu entendo que cross deveria trabalhar como um reloginho você compra
chega na na central de distribuição e vai para as lojas determinadas dentro do pedido que tem
já uma grade de distribuição já feita.

Pergunta 7.
75

PESQUISADOR: Quais são os pontos fortes do processo crossdocking de perecíveis no Extra


Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: Na minha visão (...) o ponto forte do crossdocking a assertividade é a a a
rapidez da compra e abastecimento do ponto de venda, pois (...) é o comprador tirar o pedido
o fornecedor entrega no tempo correto e na data adequada na central de distribuição, a centra
de distribuição no mesmo dia do é separado (..) separado para ir para a loja na loja chega no
ponto de venda e a veda acontece.

Pergunta 8.
PESQUISADOR: Quais são os pontos fracos do processo crossdocking de perecíveis no Extra
Benfica? Comente-os.
RESPONDENTE: Os pontos fracos no processo de crossdocking é que em determinados itens
que a demanda é mais elevada que precisa ter estocado na central de distribuição éé (...) não
pode ser (...) hum migrados para esse modelo de abastecimento pra (...) que onde não deixa
uma margem de segurança né tipo um açúcar, rum rum um azeite por exemplo u óleo de soja
que tem que ter um grande volume estocado na central de distribuição para atender uma
demanda explosiva que venha acontecer em um determinado período o crossdocking se
adequa mais com produtos de giro médio a baixo.

Pergunta 9.
PESQUISADOR: Quais sugestões você daria para melhorar o processo de crossdocking de
perecíveis no Extra Benfica?
RESPONDENTE: Eu daria que algumas sugestões que hum hum, as empresas deveriam se
adequar mais, pois hoje em dia no Brasil são poucas as empresas que são é (...) já preparadas
para ter um cross eficiente pois recebe a mercadoria, pois muitas delas recebe a mercadoria no
CD e muitas delas não consegue fazer a distribuição no mesmo dia no ato do recebimento
com isso criando um tipo de cross estocado uma coisa que eu não conhecia e não existe mas
empresas fazem esse tipo meia boca ai para resolver as demandas delas.

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