Instituto Técnico de Saúde Lugenda
Curso: Enfermagem Geral
Cadeira: Pediatria
Tema: Conjuntivite e Urgências em oftalmologia.
Discente: Docente:
Fernando Rosario Machirado Dinis
Sara Faruque
Wilma Tangul
Matola, Março de 2025
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Índice
Introdução ..................................................................................................................................................... 3
[Link] ....................................................................................................................................... 4
1.1. Conceito ................................................................................................................................................. 4
1.2 Causas ..................................................................................................................................................... 4
1.3 Fisiopatologia.......................................................................................................................................... 5
1.3.1 Conjuntivites infeciosas ....................................................................................................................... 5
1.3.2 Conjuntivite não infeciosa ................................................................................................................... 5
1.4 Classificação ........................................................................................................................................... 6
1.5 Manifestações clinicas ............................................................................................................................ 6
1.6 Diagnósticos............................................................................................................................................ 6
1.7 Tratamento de Conjuntivite .................................................................................................................... 7
1.8 Cuidados de enfermagem ........................................................................................................................ 7
1.9 Complicações .......................................................................................................................................... 8
[Link]ÊNCIAS EM OFTALMOLOGIA ..................................................................................................... 8
2.1 Conceito .................................................................................................................................................. 8
2.2 Causas ..................................................................................................................................................... 8
2.3 Classificação: .......................................................................................................................................... 9
2.4 Manifestações clinicas ............................................................................................................................ 9
2.5 Fisiopatologia.......................................................................................................................................... 9
2.6 Diagnóstico ............................................................................................................................................. 9
2.7 Tratamento ............................................................................................................................................ 10
2.8 Cuidados de Enfermagem ..................................................................................................................... 10
2.9 Complicações ........................................................................................................................................ 10
Conclusão.................................................................................................................................................... 11
Referências bibliográficas ........................................................................................................................... 12
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Introdução
O presente seminário em grupo que tem como temas, Conjuntivite e Urgências em oftalmologia,
o grupo desenvolveu o mesmo na base de consultas bibliográficos e livros. Durante a pesquisa
observou-se que, de interesse no campo da saúde pública destacam-se, portanto, as conjuntivites
virais e bacterianas.
A urgência em oftalmologia refere-se a condições que requerem avaliação e tratamento imediato
para evitar a perda de visão ou outras complicações. as urgências em oftalmologia são doenças
agudas que tem início até 15 dias antes da procura do atendimento com risco de perda da
integridade ocular e da visão. Elas chegam a 20% dos motivos de procura pelo pronto atendimento
médico. As urgências mais comuns são causadas por traumas.
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[Link]
1.1. Conceito
Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, que é uma membrana que recobre a porção anterior da
esclera e a face interna das pálpebras. Entre as causas mais frequentes temos as virais, bacterianas
e alérgicas. É uma doença muito frequente na população. Dado ao caráter contagioso das
conjuntivites virais e bacterianas, a disseminação pode efetuar-se com muita facilidade,
principalmente, quando as condições de saneamento básico, de higiene pessoal e domiciliar são
precárias. De interesse no campo da saúde pública destacam-se, portanto, as conjuntivites virais e
bacterianas.
1.2 Causas
As principais causas de conjuntivite são:
infeções por vírus, bactérias, fungos ou protozoários;
Alergias a poeira, pólen, ácaro, mofo, poluição, fumaça ou produtos cosméticos;
Uso de acessórios de maquiagem contaminados;
Má higienização das lentes de contato;
Coçar ou levar as mãos suas aos olhos;
Contato com água contaminada;
Objetos estranhos no olho;
Reação alérgica a colírios ou pomadas oftálmicas.
Além disso, o contato dos olhos com produtos químicos, como shampoo, condicionador ou
produtos de limpeza, por exemplo, também podem causar conjuntivite.
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1.3 Fisiopatologia
1.3.1 Conjuntivites infeciosas
As conjuntivites infeciosas são altamente contagiosas. Elas são disseminadas por contato direto
com o paciente e suas secreções ou com objetos e superfícies contaminadas. Materiais como
toalhas, lenços, água de piscina, fronhas, lençóis, entre outros itens, podem ser meios de
contaminação.
A conjuntivite infecciosa viral é geralmente causada por adenovírus, com muitos sorotipos
implicados, ou pode ser causada por um enterovírus.
Ela pode ser parte de um pródromo viral seguido por adenopatia, febre, faringite e infecção do
trato respiratório superior, ou a infeção ocular pode ser a única manifestação da doença.
Já a bacteriana é comumente causada por Staphylococcus aureus , Streptococcus
pneumoniae , Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. Há um supercrescimento
bacteriano, com infiltração celular que cursa com exsudação e vasodilatação.
Espécies de Neisseria, particularmente N. gonorrhoeae, podem causar uma inflamação bacteriana
hiperaguda que é grave e com risco de visão, exigindo encaminhamento oftalmológico imediato.
O organismo geralmente é transmitido da genitália para as mãos e depois para os olhos. Uretrite
concomitante geralmente está presente.
A conjuntivite fúngica é mais rara. Quando acontecem, geralmente a pessoa sofreu acidente com
madeiras, plantas ou utiliza lentes de contato de forma incorreta.
1.3.2 Conjuntivite não infeciosa
A conjuntivite alérgica é causada por alérgenos transportados pelo ar. Esses alérgenos entram em
contato com o olho e desencadeiam uma resposta de hipersensibilidade mediada por
imunoglobulina E (IgE), que é específica a esse alérgeno. Isso causará degranulação local de
mastócitos e liberação de:
Mediadores químicos, incluindo histamina;
Fatores quimiotáticos eosinófilos;
Fator ativador de plaquetas.
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A conjuntivite mecânica/irritativa/tóxica acontecem devido ao contato direto com alguns produtos
tóxicos como colírios medicamentosos, produtos de limpeza, fumaça de cigarro, entre outros.
1.4 Classificação
A conjuntivite pode ser classificada em dois tipos:
Infeciosas: viral, bacteriana e fúngica;
Não infeciosas: alérgicas/atópica, mecânica/irritativa, neoplásica, imunomediada.
1.5 Manifestações clinicas
As principais manifestações clinicas de conjuntivites são:
Olhos avermelhados (hiperemia da conjuntiva);
Lacrimejamento;
Pálpebras inchadas e avermelhadas;
Secreção amarela nos cantos dos olhos ou nas margens das pálpebras (bacteriana);
Intolerância à luz (fotofobia);
Sensação de areia nos olhos;
Pálpebras grudadas ao despertar;
Visão borrada.
1.6 Diagnósticos
A conjuntivite é um diagnóstico clínico, feito com base na história e no exame físico. Os pacientes
frequentemente chamam todos os casos de olho vermelho de “conjuntivite”.
Além disso, presumem que todos os casos são bacterianos e requerem antibióticos. Contudo,
quando um paciente relatar “conjuntivite” ou “olho vermelho”, os médicos não devem aceitar isso
como um diagnóstico. É importante revisar a história, os sintomas e os sinais antes do tratamento.
As características típicas da conjuntivite incluem uma história de vermelhidão e secreção diurna.
Uma história de coceira é altamente sugestiva da versão alérgica.
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Sempre extrair o caráter da secreção ocular, pois os pacientes podem se referir a todas as secreções
como “pus”. Na bacteriana, a queixa de secreção predomina, enquanto na viral e alérgica os
pacientes relatam mais uma sensação de ardor ou coceira.
1.7 Tratamento de Conjuntivite
A conduta para as conjuntivites do tipo viral é o uso de colírios lubrificantes, compressas frias,
orientações de higiene e cuidados para evitar a contaminação e a transmissão. A depender dos
casos, pode-se fazer uso de colírios de corticoides. Conjuntivite bacteriana é autolimitada na
maioria dos casos, embora os antibióticos tópicos possam encurtar o curso clínico se administrados
precocemente. O tratamento com antibióticos é individualizado, mas necessário para casos agudos
em usuários de lentes de contato, bem como para os casos de inclusão em adultos ou bacteriana
hiperaguda. As opções de tratamento para a bacteriana aguda incluem pomada oftálmica de
eritromicina ou gotas de colírios de trimetoprima-polimixina B. A pomada de eritromicina
depositada dentro da pálpebra inferior, enquanto a trimetoprima polimixina B é administrada com
uma a duas gotas, quatro vezes ao dia, durante cinco a sete dias. Em crianças, usar tobramicina.
Existem inúmeras opções de terapia disponíveis para a conjuntivite alérgica, incluindo nafazolina-
feniramina, cetotifeno, olopatadina e outros. Deve-se ainda eliminar o agente desencadeante.
Para o tratamento da conjuntivite recomendam-se as seguintes medidas:
Lavar os olhos com água limpa, fervida e fria;
Recomendar o não uso de remédios caseiros;
Indicar antibioticoterapia frente a conjuntivites bacterianas.
1.8 Cuidados de enfermagem
Lavar as mãos antes e após o manuseio do paciente;
Auxiliar o enfermeiro nas irrigações oculares;
aplicar compressas mornas com duração 15 minutos, em cada olho quatro vezes por dia
proceder à higienização ocular de acordo com a técnica conhecida;
Administrar medicação prescrita;
Observar e relatar as queixas do paciente;
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Solicitar a presença do enfermeirosempre que houver dúvida na execução de suas
atividades.
1.9 Complicações
As possíveis complicações da conjuntivite são:
Infeção ocular recorrente;
Lesões na córnea;
Diminuição da visão;
Opacificação da córnea;
Desenvolvimento de problemas oculares crônicos.
[Link]ÊNCIAS EM OFTALMOLOGIA
2.1 Conceito
Uma emergência em oftalmologia é o efeito de uma violência física ou química sobre o globo
ocular, pálpebras e órbitas. Consiste em uma causa comum de cegueira entre crianças e jovens,
principalmente os homens.
2.2 Causas
As causas das urgências oftalmológicas são variadas e podem incluir:
Trauma ocular: Lesões por objetos perfurantes, químicos ou contusões.
Infeções: Conjuntivite bacteriana grave, ceratite ou endoftalmite.
Descolamento da retina: Perda de adesão da retina à camada subjacente.
Glaucoma agudo: Aumento súbito da pressão intraocular.
Hemorragia vítrea: Sangramento no vítreo que pode obscurecer a visão.
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2.3 Classificação:
As urgências oftalmológicas podem ser classificadas de acordo com a gravidade e a natureza da
condição:
Urgências menores: Conjuntivite, corpo estranho superficial.
Urgências moderadas: Ceratite, abrasão corneana.
Urgências graves: Descolamento de retina, glaucoma agudo.
2.4 Manifestações clinicas
As manifestações clinicas das urgências em oftalmologias são:
Dor intensa e súbita;
Perda visual parcial ou total;
Secreção purulenta;
Edema palpebral;
Hemorragia subconjuntival e alteração no reflexo pupilar.
2.5 Fisiopatologia
A fisiopatologia varia conforme a condição específica, mas geralmente envolve processos
inflamatórios, isquemia (falta de fluxo sanguíneo), pressão intraocular elevada ou danos diretos às
estruturas oculares.
2.6 Diagnóstico
O diagnóstico é feito através de:
Anamnese detalhada: História médica e relato dos sintomas;
Exame físico: Inspeção ocular e uso de lâmpada de fenda;
Testes específicos: Tonometria para medir a pressão intraocular e exames de imagem, se
necessário.
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2.7 Tratamento
O tratamento depende da condição específica:
Trauma ocular: Pode exigir sutura ou remoção de corpos estranhos;
Infeções: antibióticos tópicos ou sistêmicos;
Descolamento da retina: Cirurgia para reparar a retina;
Glaucoma agudo: Medicamentos para reduzir a pressão intraocular e, em alguns casos,
cirurgia.
2.8 Cuidados de Enfermagem
Os cuidados de enfermagem incluem:
Avaliação contínua: Monitorar sinais vitais e sintomas oculares;
Administração de medicamentos: Seguir as prescrições médicas para analgesia e
antibióticos;
Educação do paciente: Orientar sobre cuidados pós-tratamento e sinais de alerta.
2.9 Complicações
As complicações podem incluir:
Perda permanente da visão: Devido ao atraso no tratamento;
Cicatrização inadequada: resultando em problemas visuais crônicos;
Infeções secundárias: que podem ocorrer após traumas ou cirurgias.
É crucial que qualquer situação que pareça uma urgência oftalmológica seja tratada com seriedade
e que o paciente busque atendimento médico imediatamente.
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Conclusão
Chegado ao fim do presente trabalho, o grupo conclui que é possível evitar a contaminação da
conjuntivite, afastando-se de pessoas com conjuntivite bacteriana aguda dos ambientes coletivos
(escolas, locais de trabalho) por pelo menos três dias e viral por pelo menos 7 dias.
Também se recomendam os seguintes cuidados de higiene pessoal:
Lavar com frequência, com água e sabão, as mãos e o rosto;
Evitar coçar os olhos;
Usar lenços, toalhas e travesseiros individuais;
Evitar o uso de objetos (lápis, lenços, celulares, mouse, copos etc.) de pessoas portadoras
de conjuntivites;
Evitar frequentar piscinas.
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Referências bibliográficas
1. Schwab IR, Crawford JB. Conjuntiva. In: Vaughan D, Asbury T, Riordan-Eva P.
Oftalmologia geral. 15ª ed. São Paulo: Atheneu; 2003. p. 92-109.
2. Sato EH. Inflamação Conjuntival Aguda. In: Schor P, Chamon W, Belfort R. Guias de
Medicina Ambulatorial e Hospitalar UNIFESP/ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA-
Oftalmologia. São Paulo: Manole; 2004. p. 199-206.
3. Jacobs DS. Conjunctivitis. UpToDate. 2025 [acesso em 2025 Marcço 20 ]Disponível em:
[Link]
is&se lectedTitle=1%7E150
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