SERMÃO
N-01. Atos 13: 38-41.
V39. Tomai nota, pois irmãos conhecimento de que se vos anuncia
remissão de pecados por intermédio deste, e por meio Dele, todo o que
crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser
justificados pela lei de Moisés.
V.40. Notai, pois que não vos sobrevenha o que está dito nos
profetas: Vede, ó desprezadores, maravilhai-vos e desvanecei, porque eu
realizo, em vossos dias, obra tal que não crereis se alguém vo-la contar.
INTRODUÇÃO
Palavras de Paulo, apostolo de Jesus aos seus irmão segundo a carne, os
Judeus. Este é um dos muitos testemunhos que o apostolo deu a respeito de Jesus,
afirmando de que o Messias já era vindo, mas como estava predito a seu respeito tinha
sido morto pelo conselho dos lideres Judeus e gentios, para o cumprimento da palavra
de Deus.
O testemunho do irmão Paulo está recheado de verdades relativamente a
historia daqueles a quem ele falava. Decidi então dividir o testemunho como se segue:
1- Escolha do povo Israelita: 13:17-20.
Deus havia escolhido Israel soberanamente, para que por meio destes a
terra, os homens fosse abençoados. Ver: (Gn. 22:17-18).
2- Descendência do Cumprimento da Promessa, 13:21-23.
Para que o testemunho da vinda do messias se fizesse comprovar, era
necessário que ele viesse da linhagem previamente indicada pelos profetas.
(Ver. João 7:42).
3- A manifestação do Messias, sua precursão, sua rejeição e
crucificação, 13:24-29.
Todas estas coisas poderiam ser comprovadas como acontecimentos reais,
pois alguns dos líderes que participaram diretamente destes eventos ainda se
encontravam em vida, as pessoas curadas e ressuscitadas, os próprios
apóstolos, tinham sido testemunhas destas coisas todas. Paulo menciona João
Batista, por ser uma mensagem de testemunho a favor de Jesus, era necessário
que as pessoas soubessem que João que era reputado como profeta pelo povo
(Mateus 21:26) tinha dado testemunho dele, e não somente isso, mas o havia
batizado nas agua do Jordão.
4- A ressurreição do Messias, suas testemunhas e o objetivo de sua
missão, 30-41.
Finalmente o apostolo apresenta o triunfo do Messias, sua ressurreição, a
parte mais importante de todo o processo, o peso da missão do grande profeta
segundo a ordem de Moisés. A ressureição dava sentido ao testemunho, e dá
razão de ser ao evangelho, que começou a ser pregado pelos irmãos apóstolos,
e é hoje pregado por nós também.
A partir dos versículos 38-41, o apostolo deixa claro, que toda a vida que o
povo tinha vivido, todos os meios de aproximação e efetivação do seu chamado por
parte de Deus, não eram mais do que outra etapa do verdadeiro plano que o Senhor há
muito tinha preconizado. E na verdade, era para ser perceptível a todos, porém
somente alguns estavam de facto inteirados da verdade de que a Justificação nunca
tinha sido alcançada até a revelação do Ungido de Deus. Ou seja, as orientações
recebidas de Moises, eram um meio pelo qual o povo seria dirigido a verdadeira
purificação, justificação e salvação. (Gal. 3:23-24):
Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela
encerrados, para essa fé que, de futuro haveria de revelar-se. De maneira
que a lei nos serviu de ai para nos conduzir a cristo, afim de que fossemos
justificados por fé.
Perante a lei, parecia, que outrora o homem era justificado pelas suas obras, a
guarda permanente da lei escrita de Deus, conjugado aos muitos rituais, ascetismos e
tradições. Mas entendido o quadro completo, vemos, que ninguém nunca foi
justificado pelas obras da lei, Gálatas 2:16:
Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas
pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo para sermos
justificados pela fé de Cristo, e não pelas obras da lei, porquanto pelas
obras da lei nenhuma carne será justificada.
O versículo 39 de Atos 13, chama bastante atenção, pois tira o conforto e a
confiança que os judeus tinham em seu sistema religioso, o orgulho por ser um bom
guardião da lei tinha sido dissipado, a confiança nos sacrifícios, os privilégios da
circuncisão tiveram seu final em Cristo. A vantagem do judeu sobre o gentio haviam
chegado ao fim. Depois de muito tempo Deus recomeçaria a tratar e responsabilizar o
homem de uma única forma, fé em Seu Filho, iria condenar ou salvar os homens pela
mesma razão, sem distinção alguma.
Paulo está dizendo aos seus ouvintes, coces todos que procuram por justiça, é
chegada a justiça, ela não está na lei das obras, aliás nunca esteve. O próprio facto dos
ouvintes de Paulo estarem em uma sinagoga, mostra que eles estavam à procura de
justificação. Portanto, se eles quisessem verdadeiramente serem agradáveis a Deus,
deviam reconhecer o testemunho de Paulo e atentar para a mensagem da justificação.
Aqueles que sentiram na carne, na alma, na mente e no coração a necessidade
de se abandonar um sistema religioso obsoleto e ultrapassado (Hb.10:9; Rm.7:6),
(pois não poderia conceder perdão dos pecados e nem cobrir a culpa
resultante dos mesmos), viram no evangelho o único caminho, não um alternativo,
mas reiteramos, o único caminho para alcançar justificação pelas ofensas cometidas
não contra os homens, mas contra O Criador do mundo por meio dos homens, ao
Justo, Santo e Perfeito Deus dos Céus.
APLICAÇÃO
Irmãos e irmãs, assim como os israelitas, não tiveram outra opção senão
abandonar o judaísmo como um sistema de salvação não eficientes, nos também,
quando aplicamos nosso senso de juízo nas coisas do mundo, da realidade, e
consideramos a nossa origem chegamos à conclusão que bem nenhum pode nos levar
a atingir o proposito para o qual fomos aqui colocados, por isso viemos a Cristo, porque
o mundo não nos pode satisfazer, assim como a lei de Moisés era incapaz de salvar
pecadores. O Judeu que quisesse voltar a antiga aliança poderia voltar, não é proibido,
mas o que é verdade, é que lá já não existe nada que possa satisfazer a sua alma, se ele
intendesse bem o evangelho pregado por Paulo. A lei ainda continuará obsoleta, os
sacrifícios ainda continuam não removendo pecados. (Hb. 10:4):
Porque é impossível que o sangue dos toiros e dos bodes tire os
pecados.
Assim, também não temos proibição para voltar para o mundo, a bíblia não proíbe
voltar ao nosso antigo modo de vida, ele nos ensina que ele (tal padrão de vida), não
pode satisfazer, não é transcendental, e não se conforma com o padrão moral de Deus,
nosso Criador, a quem resolvemos servir, de todo coração alma e mente. A bíblia fala
a aqueles que entendera o evangelho de Jesus, para que todos os dias abandonem tudo
que faz parte daquelas coisas que nós mesmos resolutamente decidimos entregar a ele
quando cremos. Romanos 6:20-22.
Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em
relação a justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as
coisas de que, agora vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora
porem, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tende o
vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.
Somo advertidos como filhos de Deus, a não vivermos de acordo com os fundamentos
do passado, já não porque é simplesmente proibido, mas porque aquele estilo de vida
não pode proporcionar-nos esperança, salvação, vida, felicidade, e verdadeira alegria.
A nossa vida como crentes esta baseada na nossa satisfação em Deus, por isso não
desistimos da fé, porque entendemos que, não pode haver felicidade fora do
evangelho. Nos paramos e pensamos, se conhecendo tudo aquilo que conhecíamos,
valia apenas continuar a viver como se fossemos eternos, ou como se tivéssemos criado
a nós mesmos. E porque compreendemos que não, aceitamos a o evangelho.
Portanto, como cristãos, não há razão para voltarmos ao velhos hábitos, nem existem
razoes para desfalecermos em nossa caminhada. Sigamos em conhecer o Senhor,
sigamos em negar aquelas coisas que outra confessamos como sendo pecado,
inconveniência, escândalo e tropeço.
RECOMENDAÇÕES
Atentemos cada vez mais ao chamado que se nos foi feito, coloquemos cada
vez mais diligencia em sermos padrão de boas obras. Sigamos em rejeitar todo engano,
toda doutrina estranha, toda influência externa ao evangelho, que nos cega o
entendimento e nos confunde os sentidos.
Lembremo-nos também, que o chamado de Deus, não é somente que
deixemos o pecado, se não que muito mais abundemos em boas obras. Se não faltas,
procure ser mais zeloso nisso, se te santificas procure abundar nisso, se não tens
problema de leitura e meditação, não relaxe, aplica nisso muito mais diligencia. Se tens
negado o sexo ilícito, não se ache pense que já estas isento de tentação. E por outra,
devemos lembrar também, o tempo não resolve o problema com o pecado, dois meses
de leitura, não significa que já tenhas passado a tua fraqueza. Ademais, depois de nos
abstermos de praticar alguma coisa rui ou começarmos a praticar alguma coisa
piedosa, devemos procurar nos deleitar nisso. Se já tens participado nos cultos,
deleita-te nisso, amem a igreja de Deus, se já tens orado, ore mais pedindo amor pela
oração.