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Biodiversidade e Climas do Brasil

O documento aborda a biodiversidade, definindo-a como a variedade de vida em diferentes níveis: espécies, genética e ecossistemas, destacando a riqueza da biodiversidade brasileira, especialmente na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Também discute as ameaças à biodiversidade, como destruição e fragmentação de habitats, introdução de espécies exóticas e poluição. Além disso, menciona a importância da biodiversidade para a estabilidade dos ecossistemas e seu valor econômico e cultural.

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NETO SOUZA
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Biodiversidade e Climas do Brasil

O documento aborda a biodiversidade, definindo-a como a variedade de vida em diferentes níveis: espécies, genética e ecossistemas, destacando a riqueza da biodiversidade brasileira, especialmente na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Também discute as ameaças à biodiversidade, como destruição e fragmentação de habitats, introdução de espécies exóticas e poluição. Além disso, menciona a importância da biodiversidade para a estabilidade dos ecossistemas e seu valor econômico e cultural.

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TEXTO 1

BIODIVERSIDADE

Biodiversidade significa a variedade de vida e engloba a riqueza das


espécies, dos genes que contém e dos ecossistemas que constituem o meio
ambiente.

O conceito foi inicialmente conhecido por Diversidade Biológica. Porém, a


partir da década de 80, ficou mais comum utilizar biodiversidade como
sinônimo para o termo.

A definição mais conhecida de biodiversidade foi definida pela Convenção


sobre a Diversidade Biológica, assinada no Brasil, durante a Rio-92. Assim, a
biodiversidade significa:

"a variabilidade de organismos vivos de todas as origens; compreendendo,


dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas
aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo
ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas".

Atualmente, a biodiversidade é considerada em três níveis:

● Diversidade de espécies: É a riqueza de espécies existentes. Inclui todos os


organismos da Terra, dos mais simples aos mais complexos.
● Diversidade genética: É a diversidade de genes entre os indivíduos de uma
espécie.
● Diversidade de ecossistemas: É a diversidade de ecossistemas nos quais as
comunidades biológicas habitam e interagem.

Todos os níveis são fundamentais para a sobrevivência das espécies, incluindo


da espécie humana.

GEOGRAFIA
Os ambientes mais ricos em quantidade de espécies no
planeta são: as florestas tropicais, os recifes de corais, os grandes lagos
tropicais e as profundezas do mar.

Biodiversidade Brasileira

A biodiversidade brasileira é uma das mais ricas do planeta. Os números de


espécies da fauna e flora do Brasil impressionam:

● 5.000 espécies de fungos filamentosos e leveduras - 10% da diversidade


mundial;
● 22% da diversidade de briófitas do mundo;
● Cerca de 1.400 espécies de pteridófitas - 12% da diversidade mundial;
● Maior diversidade de plantas angiospermas do mundo. Estima-se mais de 45
mil espécies;
● Entre 90 a 120 mil espécies de insetos - 10% da diversidade mundial;
● Maior diversidade de peixes do mundo. Mais de 3.500 espécies;
●A fauna mais rica do mundo para o grupo dos anfíbios;
● Cerca de 1.800 espécies de aves;
● Mais de 650 espécies de mamíferos.

Isso faz com que o Brasil seja considerado o país da mega diversidade.

Grande parte da biodiversidade brasileira é encontrada na Floresta Amazônica,


Mata Atlântica e Cerrado.

Biodiversidade da Amazônia

GEOGRAFIA
A biodiversidade amazônica é exuberante

A Amazônia é a região do planeta com maior biodiversidade. Apesar disso,


acredita-se que muitas espécies ainda nem foram conhecidas e descritas pela
ciência, o que aumentaria ainda mais o número de espécies.

Acredita-se que a Amazônia possua quase 60% de todas as formas de vida do


planeta. Porém, apenas 30% delas são conhecidas pela ciência.

Para se ter uma ideia, podem ser encontradas de 40 a 300 espécies de árvores
diferentes por hectare. Na América do Norte, esse número varia entre 4 a 25.

Os insetos constituem a maior parte dos animais da Amazônia.

Grande parte das espécies encontradas na região amazônica são endêmicas,


ou seja, só ocorrem lá.

Biodiversidade na Mata Atlântica

GEOGRAFIA
A Mata Atlântica é uma floresta tropical rica em
espécies. Estima-se que até 8% das espécies do planeta habitem essa área.

Ao mesmo tempo, com a intensa destruição é também considerada como um


dos ecossistemas mais ameaçados do mundo.

Ainda assim, a região abriga mais de 20 mil espécies de plantas. Existem


ainda, 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de
répteis, 270 de mamíferos e 350 espécies de peixes.

Biodiversidade no Cerrado

O bioma Cerrado é um dos locais com maior biodiversidade do planeta. É


reconhecido como uma das savanas mais ricas do mundo.

Acredita-se que possua mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de


aves. Apresenta, ainda, muitas espécies endêmicas.

Alguns estudos sugerem que a região do Cerrado abrigue cerca de 5% da


fauna mundial.

Leia também:

● Fauna do Brasil
● Flora do Brasil
● Biomas Brasileiros

Ameaças

Existem várias ameaças à conservação da biodiversidade, muitas delas


resultam de atividades humanas.

O uso crescente de recursos naturais pelo homem coloca em risco a


biodiversidade. A consequência mais grave é a extinção de espécies, que
resulta na perda de biodiversidade.

GEOGRAFIA
As principais ameaças são:

Destruição de habitats

A destruição de habitat é a maior ameaça à diversidade biológica. Isso ocorre


em decorrência do desmatamento e queimadas.

A ampliação das cidades, áreas para agricultura, construção de estradas e


exploração de recursos naturais resultam em destruição de áreas naturais.

Quando uma floresta é destruída, os seres que nela habitam precisam procurar
um novo lugar para viver. Caso isso não aconteça, eles morrem.

Por exemplo, a Mata Atlântica foi intensamente devastada para atividades de


agricultura e expansão de cidades. Atualmente, restam apenas 5% da mata
original, o que resultou na destruição do habitat de inúmeras espécies.

Fragmentação do habitat

A fragmentação do habitat é o processo pelo qual uma grande e contínua área


natural é reduzida ou dividida em fragmentos.

Os fragmentos originados tornam-se diferentes na área original e algumas


espécies não toleram as novas características e acabam por se extinguir
localmente.

Além disso, a fragmentação impede a dispersão de espécies para novos locais.


Assim, elas ficam restritas a uma determinada área, o que interfere na sua
sobrevivência.

Por exemplo, essa situação pode impedir a procura por alimento e parceiros
sexuais. No caso de plantas, afeta a dispersão das sementes.

Introdução de espécies exóticas

GEOGRAFIA
As espécies exóticas são aquelas trazidas de um local
e introduzidas em um novo ambiente em que não ocorrem naturalmente.

Além disso, podem se tornar invasoras, ou seja, reproduzem-se de tal modo


que ocupam uma grande área e eliminam as espécies nativas.

Essas espécies podem deslocar espécies nativas através da competição por


recursos do ambiente.

Um exemplo de espécie exótica invasora são as gramíneas africanas


introduzidas no Brasil. No Cerrado brasileiro, elas são responsáveis pela
extinção de espécies nativas.

Essas gramíneas ocupam todo o solo e impedem a germinação e


sobrevivência de sementes de árvores nativas. Assim, ocorre a diminuição do
número de indivíduos nativos e com o tempo a extinção.

Poluição dos habitats

A poluição pode resultar no desaparecimento de espécies, pois altera as


condições naturais do ambiente.

Por exemplo, a liberação de esgotos em ambientes aquáticos e pesticidas no


solo podem afetar a sobrevivência das espécies. Existem vários exemplos
de rios poluídos associados à morte de peixes.

Importância

Enfim, a biodiversidade é uma das características fundamentais da natureza


por ser responsável pela estabilidade dos ecossistemas e pelo seu equilíbrio.

Também apresenta grande potencial econômico, pois é considerada a base de


muitas atividades: agrícolas, pecuárias, pesqueiras, florestais.

GEOGRAFIA
O seu potencial estende-se também a indústria da
biotecnologia, ou seja, da fabricação de cosméticos, remédios, hormônios e
sementes.

A biodiversidade possui valor ecológico, social, genético, econômico, científico,


educacional, cultural e recreativo.

Logo, a sua conservação é de extrema importância para todos os seres vivos.

Curiosidades

● As florestas tropicais contêm mais da metade do número total de espécies do


mundo.
●O termo hotspots é usado para caracterizar as regiões que apresentam
elevada diversidade de espécies, mas que encontram-se ameaçadas de
extinção e necessitam de ações voltadas à conservação.
●O Dia Internacional da Biodiversidade é comemorado em 22 de maio.

https://www.todamateria.com.br/biodiversidade/

TEXTO B

Climas do Brasil

Identifica-se seis tipos de climas no Brasil, sob a influência de diversos fatores


climáticos, dentre os quais se destacam latitude, massas de ar e maritimidade.

GEOGRAFIA
A+
Os climas do Brasil são bastante variados em função da atuação de fatores
climáticos, como a latitude, a maritimidade e as massas de ar. Com base em
sua análise, identifica-se a ocorrência de seis tipos:

● equatorial;
● semiárido;
● tropical;
● tropical de altitude;
● tropical atlântico;
● subtropical.

Resumo sobre climas do Brasil

● A latitude, a maritimidade e as massas de ar são os principais fatores


condicionantes dos climas no Brasil.
● Identifica-se hoje seis tipos de climas no Brasil:
o Equatorial: quente e úmido.
o Semiárido: quente e seco, com chuvas escassas e mal
distribuídas.

GEOGRAFIA
o Tropical: marc ado por duas estações do
ano bem definidas, uma quente e úmida e a outra mais fria e
seca.
o Tropical de altitude: ocorre em altitudes superiores a 800 m e é
caracterizado por temperaturas mais amenas que no tropical
típico. Há o registro de geadas no inverno pela ação de massas
de ar frias.
o Tropical atlântico: caracterizado por elevada umidade e chuvas
intensas, que se concentram nos meses de inverno.

*Subtropical: mercado pelas baixas temperaturas, inverno frio e eventual


ocorrência de geada e precipitação na forma de neve. Predominante no Sul do
Brasil.

TIPOS DE CLIMAS DO BRASIL

Os diferentes tipos de clima que ocorrem num determinado território são


condicionados pelo que chamamos de fatores climáticos. No Brasil, um
país de dimensões continentais, muitos fatores atuam em conjunto e dão
origem aos seis tipos de climas de que temos conhecimento hoje. Dois deles
se destacam, a maritimidade e as massas de ar.

Não podemos nos esquecer ainda da latitude. A maior parte do território


brasileiro está situada na Zona Tropical do planeta Terra, caracterizada
pela maior incidência de calor.

Dessa forma, identifica-se seis tipos de clima no Brasil. São eles:

● equatorial;
● tropical semiárido (ou simplesmente semiárido);
● tropical;
● tropical atlântico (ou tropical úmido);
● tropical de altitude;

GEOGRAFIA
● subtropical.

MAPA DOS CLIMAS DO BRASIL

O mapa abaixo mostra a ocorrência espacial de cada um dos seis tipos


climáticos brasileiros.

Características dos climas do Brasil

Os climas brasileiros são, no geral, quentes e com períodos bem definidos


de umidade e de secas ou redução da precipitação. Existem, entretanto, muitas
variações locais. Vamos analisar, na sequência, as principais características
dos climas do Brasil.

● Equatorial

O clima equatorial do tipo quente e úmido ocorre na região Norte do país,


abrangendo os estados do Amazonas, Pará e parte de Roraima, Rondônia,
Acre, Maranhão e Mato Grosso.

Dispõe de elevado grau de umidade, mesmo sob a influência de massas


continentais, o que se deve à presença da Floresta Amazônica. Com isso, as
médias pluviométricas são bastante elevadas, com a ausência de períodos de

GEOGRAFIA
seca ou estiagem. Os locais onde esse clima ocorre
registram anualmente um volume de chuvas entre 1500 mm e 2500 mm.

As temperaturas são elevadas durante todo o ano, com baixa variação de


um período a outro, isto é, apresentam baixa amplitude térmica. As médias
variam entre 25 ºC e 28 ºC. Quando a massa polar possui força o suficiente
para avançar pelo interior do Brasil durante os meses de inverno e atinge
regiões de clima equatorial, observa-se a queda brusca das temperaturas,
fenômeno chamado de friagem.

O grande teor de umidade do clima equatorial é influenciado pela presença da


Floresta Amazônica.

● Semiárido

O clima semiárido ocorre em parte da região Nordeste do país, abrangendo


o leste do Piauí, sudoeste do Ceará, norte da Bahia e uma parcela ou todo o
oeste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e
Sergipe.

GEOGRAFIA
As características mais marcantes desse clima são a
baixa umidade e o longo período em que há baixo ou nenhum registro de
chuvas, podendo se estender de junho a dezembro. A pluviosidade anual varia
na faixa de 250 mm a 750 mm, e as chuvas não ocorrem de forma homogênea
no território. Essa é uma das principais razões pelas quais a área de
abrangência do semiárido é conhecida como Polígono das Secas.

Além da escassez, esse tipo climático é marcado pelas elevadas


temperaturas durante o ano, variando entre 25 ºC e 27 ºC. Tais valores
podem cair quando massas de ar frio chegam à região, as quais provocam
também chuvas.

Os longos períodos de estiagem que caracterizam o semiárido dão origem a


paisagens como a da Caatinga.
● Tropical

O clima tropical, por vezes chamado também de tropical típico, abrange quase
todas as regiões do Brasil. Está presente em todo o Centro-Oeste, exceto no
norte do Mato Grosso, em parte da região Nordeste, no Sudeste, abrangendo
São Paulo e Minas Gerais, na região Sul, na porção noroeste do Paraná, e
também em uma pequena porção de Roraima, no Norte.

GEOGRAFIA
Caracteriza-se pela presença marcante de
duas estações do ano. Uma delas é quente e úmida, que se estende de
dezembro a março e ocorre por influência do avanço de massas de ar úmidas
(Equatorial e Tropical Atlântica), ao passo que a outra, o inverno, apresenta
temperaturas mais amenas e tempo seco. A amplitude térmica do clima tropical
fica na faixa dos 5 ºC aos 7º C no período de um ano, com variação de
mínimas e máximas entre 18º C e 27º C, superando 30 ºC nos meses mais
quentes. Os registros anuais de chuva variam de 750 mm a 1500 mm.

● Tropical de altitude

O clima tropical de altitude ocorre nos planaltos elevados da região


Sudeste do Brasil, predominando em terrenos localizados acima de 800
metros de altitude nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e
Espírito Santo. Assemelha-se ao clima tropical típico, com uma estação do ano
quente e úmida, que é o verão, e outra fria e seca, estendendo-se de março a
setembro aproximadamente.

Diferentemente do primeiro tipo, entretanto, a altitude proporciona


temperaturas mais amenas, que variam entre 15 ºC e 22 ºC, com amplitude
térmica anual que pode chegar a 9 ºC. Durante os meses correspondentes ao
inverno, sob a influência de massas de ar frias, registra-se em algumas
localidades a ocorrência de geadas. Os verões são mais amenos que no
clima tropical típico, mas são bastante chuvosos, principalmente nos meses de
dezembro e janeiro. O volume acumulado de chuvas pode chegar a 1500 mm.

● Tropical atlântico

O clima tropical atlântico, conhecido também como litorâneo úmido, ocorre no


litoral leste brasileiro, compreendendo estados do Nordeste até o Sul do país.

Sob forte influência da maritimidade e das massas Equatorial Atlântica e


Tropical Atlântica, esse clima é caracterizado pelo alto teor de umidade e

GEOGRAFIA
grande volume pluviométrico nos locais
onde ocorre. O período chuvoso corresponde aos meses de outono e inverno,
registrando anualmente de 1500 a 2000 mm de precipitação. Já as
temperaturas variam de amenas a quentes, variando na faixa dos 18 ºC aos 26
ºC.

● Subtropical

No inverno, algumas cidades da região Sul do Brasil, onde ocorre o clima


subtropical, registram frios intensos, geada e até mesmo neve.
O clima subtropical ocorre nas terras situadas abaixo do Trópico de
Capricórnio, portanto, na porção do território nacional situada na Zona
Temperada Sul do planeta, que corresponde aos estados da região Sul, ao
sudeste de São Paulo e à porção meridional do Mato Grosso do Sul.

Trata-se do clima mais ameno entre todos os descritos até então, com
temperaturas que variam de 18 ºC até valores negativos durante o inverno,
estação que registra intensas ondas de frio pela influência da Massa Polar
Atlântica. Os verões, entretanto, podem registrar temperaturas bastante
elevadas. A pluviosidade fica em torno de 1250 mm anuais, sendo as chuvas
bem distribuídas durante o ano. No inverno, entretanto, há o registro de geadas
e, em determinadas localidades, precipitação na forma de neve.

GEOGRAFIA
Mapa Mental: Tipos de Clima no Brasil

https://brasilescola.uol.com.br/brasil/os-climas-brasil.htm

TEXTO C

Vegetação do Brasil

A vegetação do Brasil compreende as várias manifestações de formações


vegetais existentes no país e que surgem conforme o tipo de clima e de relevo.

Divididos entre grupos florestal e campestre, os tipos de vegetação florestal


ocupam cerca de 60% do território brasileiro, enquanto a área restante é
campestre.

O grupo florestal é constituído por mata atlântica, mata das araucárias, mata
dos cocais, Amazônia e mangue. Enquanto isso, o grupo campestre é
constituído por cerrado, caatinga, pampa e pantanal.

GEOGRAFIA
Tipos de vegetação do Brasil

Floresta Amazônica

A floresta amazônica apresenta clima equatorial, quente e úmido, o que


permite a existência de uma grande variedade de espécies vegetais como
castanheiro, cipó, guaraná, jatobá, palmeira, seringueira e vitória-régia.

GEOGRAFIA
A vegetação é dividida basicamente em mata de
várzea, mata de igapó e mata de terra firme. Trata-se da vegetação brasileira
mais atingida pelo desmatamento.

A Amazônia abrange toda a região Norte, além de partes dos estados do Mato
Grosso e do Maranhão e alguns países que fazem fronteira com o Brasil.

Principais características da Amazônia:

● Maior floresta tropical do mundo;


● Apresenta árvores de grande porte, com espécies perenes (não perdem suas
folhas) e latifoliadas (folhas grandes e largas);
●É uma floresta densa e úmida, com espécies ombrófilas (precisam de muita
água) e hidrófilas (que vivem na água);
● Alta biodiversidade, abrigando milhões de espécies de plantas, animais e
insetos (hotspot ecológica);
● Papel fundamental na regulação do ciclo da água (formação dos rios
voadores);
● Lar de comunidades indígenas e outros povos tradicionais, que possuem uma
conexão profunda com a floresta e seus recursos.

Mata Atlântica

GEOGRAFIA
A Mata Atlântica é formada por florestas ombrófilas e
estacionais. A paisagem é de uma floresta densa e fechada, marcada pela
presença de árvores de grande e médio porte.

Nela ainda é possível encontrar vegetação nativa em 8% da sua área. As


espécies vegetais incluem cedro, imbaúba, ipê, jambo, palmiteiro, pau-brasil e
peroba.

Localizada principalmente na costa do Brasil, o clima da Mata Atlântica é


tropical quente e úmido. É esse clima e as chuvas que propiciam a sua grande
biodiversidade, a maior do mundo considerando cada hectare.

Principais características da Mata Atlântica:

● Possui características muito semelhantes à Amazônia;


● Também apresenta espécies de porte elevado, folhas largas e verdes o ano
todo;
● Sua vegetação também é ombrófila e com incidência de espécies hidrófilas;
● Apresenta uma grande variação na biodiversidade devido à sua extensão
latitudinal (do norte ao sul do país);
● Altamente desmatada e alterada pelo ser humano, principalmente pela
urbanização.

Cerrado

GEOGRAFIA
O tipo de vegetação presente na área de Cerrado é caracterizado pelo clima
tropical sazonal, em que o inverno é seco e chove no verão.

A vegetação é bem diversificada devido à sua extensão, podendo ser


observado campos e florestas densas. Nele, é possível encontrar arbustos,
árvores retorcidas e gramíneas.

O cerrado predomina na região central do Brasil e apresenta um aspecto seco,


tal como o das savanas encontradas principalmente na África.

Principais características do Cerrado:

● Segundo maior bioma do Brasil, atrás apenas da Amazônia;


● Também é um hotspot ecológico devido à sua elevada biodiversidade;
● As espécies são de pequeno e médio porte, com gramíneas e árvores de
folhas e cascas grossas;
● Apresenta espécies caducifólias e semicaducifólias, ou seja, que perdem suas
folhas total ou parcialmente na estação seca;
● Pode apresentar vegetação mais rica e densa próximo a cursos d'água;

GEOGRAFIA
● Apresenta queimadas sazonais, que são
agravadas pelas atividades humanas;
● Intenso processo de desmatamento, principalmente após os anos 80, devido à
atividade agropecuária.

Caatinga

A Caatinga ocupa o sertão nordestino, onde o clima é semiárido e chove


pouco. Em decorrência disso, nela surgem as plantas que se mantém com
pouca água, as quais são chamadas de xerófitas.

Outras características das plantas são cascas grossas, espinhos, folhas


pequenas e raízes tuberosas. Em geral, podemos observar uma vegetação de
pequeno porte, como arbustos e cactos.

Também surgem plantas como o facheiro e o mandacaru, mas no


favorecimento de umidade, podem crescer na caatinga árvores como aroeira,
baraúna e juazeiro.

Principais características da Caatinga:

GEOGRAFIA
● Bioma exclusivamente brasileiro, único no mundo;
● Vegetação arbustiva e plantas espinhosas;
● Solo raso e pouco desenvolvido;
● Grande importância cultural para população local
● Mau uso do solo devido a técnicas pouco elaboradas;

Pantanal

É nas áreas alagadas que surgem as gramíneas, enquanto os arbustos e


palmeiras crescem nas áreas onde o alagamento acontece de forma ocasional.

Há espécies da floresta tropical, por sua vez, que crescem nas áreas onde não
há alagamentos.

A área do Pantanal compreende parte dos estados do Mato Grosso e do Mato


Grosso do Sul, chegando ao Paraguai.

Principais características do Pantanal:

● Maior planície alagável contínua do mundo;


● Uma das maiores biodiversidades do planeta;
● Presença de espécies hidrófilas e adaptadas a climas úmidos;

GEOGRAFIA
● Importância socioeconômica devido às atividades de
pecuária e turismo;
● Problemas crescentes com o desmatamento na região.

Pampa

Encontrada no sul do país, o pampa é formado, principalmente, por arbustos,


árvores pequenas, gramíneas e plantas rasteiras.

Os Pampas apresentam formações vegetais como savana, estepe e florestais


estacionais.

Essa vegetação surge no Brasil, exclusivamente no Rio Grande do Sul, em


virtude do clima subtropical.

Principais características dos Pampas:

● Relevo ondulado, com baixa altitude;


● Presença de gramíneas, com poucas árvores e arbustos;
● Solo fértil, próprio para agricultura (com destaque para grãos, como soja e
trigo);
● Pecuária focada no gado bovino;
● Problemas ligados à arenização e desertificação;

GEOGRAFIA
● Predomínio de pequenas propriedades.

Mata dos Cocais

Considerada uma “mata de transição”, surge em climas equatorial úmido e


equatorial semiárido. Pode ser observado entre a floresta amazônica e a
caatinga.

É lá que estão os babaçus, árvore típica desse local, e outras árvores de


grande porte, tais como açaí, buriti e carnaúba.

A Mata dos Cocais localiza-se entre os estados do Maranhão, Piauí e


Tocantins.

Principais características da Mata dos Cocais:

● Vegetação tradicional de palmeiras, como o babaçu, a carnaúba e o buriti;


● Clima caracterizado por períodos bem definidos de chuva e de seca;
● Presença de riachos que abastecem a região;
● Lar de populações tradicionais que vivem do extrativismo local;
● Fragilidade ambiental devido à expansão agrícola.

Mata das Araucárias

GEOGRAFIA
Também chamada de Floresta com Araucária ou Floresta Ombrófila Mista onde
há uma grande amplitude térmica.

Nela surgem várias espécies vegetais, com predominância o pinheiro-do-


paraná, árvore alta que mede mais de 30 metros. Daí resulta a formação de
uma floresta bastante densa.

Localizada no sul do Brasil e em partes do estado de São Paulo, o clima


da Mata das Araucárias é subtropical.

Principais características da Mata de Araucárias;

● Clima subtropical úmido, com temperaturas baixas no inverno e chuvas bem


distribuídas;
● Vegetação pouco diversificada, com predomínio de araucárias e gramíneas;
●A exploração madeireira ameaça a fauna e flora local;
● Solo fértil, propício para o cultivo de grãos (milho e soja).

Mangue

GEOGRAFIA
A vegetação do mangue é constituída por vegetais halófilos, os quais
compreendem arbustos e plantas adaptados à salinidade da água e solo lodos,
e pneumatóforas, que respiram pelas raízes acima da água.

Os manguezais apresentam três espécies principais: Mangue-branco, Mangue-


vermelho e Mangue siriúba.

Trata-se de um tipo de vegetação litorânea, que surge em regiões alagadiças,


e onde o clima é tropical e subtropical.

Principais características dos Mangues:

● Ocorrência comum em nos litorais de áreas tropicais;


● Vegetação adaptada a áreas alagadas, com raízes aéreas e espécies que
sobrevivem em água salgada;
● Solos lamacentos e ricos em matéria orgânica;
● Grande biodiversidade, considerada o berço da vida marinha;
●A pesca e coleta de caranguejos são de grande importância para as
comunidades locais;
● Bioma muito sensível, ameaçado pelo turismo, urbanização e poluição
marinha.

GEOGRAFIA
Saiba mais sobre os biomas brasileiros:

https://www.todamateria.com.br/vegetacao-do-brasil/

TEXTO D

Relevo brasileiro

O relevo brasileiro é caracterizado por um modelado recente sobre estruturas


rochosas muito antigas. É formado por três grandes unidades: planaltos,
planícies e depressões.

O relevo brasileiro é constituído por planaltos, planícies e depressões.


Relevo brasileiro diz respeito ao conjunto de formas que constituem o
modelado da superfície do país. Caracterizado por uma estrutura geológica
muito antiga, o relevo brasileiro é resultante da atuação dos agentes
endógenos e, principalmente, dos agentes exógenos, responsáveis pelo
intemperismo e erosão. Em função disso, os terrenos brasileiros apresentam
altitudes modestas que ficam entre 200 m e 600 m em sua maioria.

Resumo sobre relevo brasileiro

GEOGRAFIA
● O relevo brasileiro é caracterizado por formas
recentes constituídas em um substrato rochoso de formação muito
antiga.
● Foi formado principalmente por meio das forças exógenas, responsáveis
pelos processos de intemperismo e erosão. Por isso, o relevo brasileiro
apresenta altitudes modestas.
● Sua atual classificação foi proposta por Jurandyr Ross na década de
1990.
● Ross identificou 28 unidades de relevo no Brasil.
● O relevo brasileiro é constituído por três formas: planaltos, planícies e
depressões.
● A remoção ou substituição da cobertura vegetal e a exploração intensiva
dos recursos causam impactos ambientais e podem levar a
transformações no relevo.

Características do relevo brasileiro

O relevo brasileiro é constituído por um conjunto de formas esculpidas em


um tempo geológico relativamente recente, mas com base em rochas no
substrato (ou estrutura geológica) de formação bastante antiga, com terrenos
cratônicos que datam do período Pré-Cambriano médio, por volta de dois
bilhões de anos atrás.|1|

A morfologia brasileira é resultante tanto de forças endógenas quanto de


forças exógenas de formação do relevo, mas com a preponderância do
segundo tipo. Os agentes exógenos são essencialmente aqueles causadores
do intemperismo e da erosão, como a água, o vento e as oscilações
de temperatura, representadas na variação do clima ao longo do tempo
geológico.

A baixa atuação dos agentes endógenos no relevo brasileiro se deve ao fato de


o país estar situado no centro da placa tectônica Sul-Americana,

GEOGRAFIA
experimentando, assim, baixo tectonismo (como
soerguimentos, falhamentos, deslizamentos de placa, entre outros)
e vulcanismo. Apesar disso, como veremos mais à frente, a ocorrência de
derrames basálticos foi fundamental para a constituição do relevo de parte do
país.

Devido à longa exposição à ação dos agentes intempéricos, o relevo brasileiro


apresenta altitudes modestas e terrenos pouco acidentados, estando a
maior parte deles situada em altitudes que variam de 200 m a 600 m acima do
nível do mar.

Quais são as formas de relevo brasileiro?

As formas que compõem o relevo brasileiro são essencialmente três:

● planaltos;
● planícies;
● depressões.

Existem montanhas no Brasil?

Existe um debate a respeito da existência ou não de montanhas no território


nacional, uma vez que há picos elevados no país que superam a altitude de
dois mil metros, como é o caso do pico da Neblina, localizado no estado do
Amazonas e situado a 2995 metros acima do nível do mar.

Sabe-se que as grandes montanhas e cordilheiras presentes hoje no nosso


planeta, os chamados dobramentos modernos, se formaram por meio dos
movimentos orogenéticos ou soerguimento de parte da crosta nas áreas de
encontro de placas tectônicas, inexistente na porção onde está o Brasil. Além
disso, os dobramentos modernos são estruturas muito recentes na escala de
tempo geológico.

GEOGRAFIA
Considerando que a atual classificação do relevo
brasileiro leva em conta tanto a formação quanto a evolução das formas, e,
com base na definição acima, podemos concluir que não há montanhas no
relevo brasileiro.

Classificação do relevo brasileiro

A classificação do relevo brasileiro mais utilizada atualmente é


aquela elaborada pelo geógrafo e professor Jurandyr L. Sanches Ross, no
ano de 1989, e que teve como base o mapeamento do território nacional
realizado pelo Projeto Radambrasil durante as décadas de 1970 e 1980.

Outra grande contribuição aos estudos do relevo brasileiro e à sua


compartimentação foi a do também geógrafo e professor Aziz Ab’Sáber,
realizada durante os anos 1960, referência para as análises que a sucederam.

De acordo com Ross, o relevo do Brasil é composto por três grandes unidades
— os planaltos, as planícies e as depressões. Na sequência, descreveremos
cada uma delas.

Planaltos

GEOGRAFIA
Chapada Diamantina, no estado da Bahia, formada
em uma região planáltica do território nacional.
Os planaltos constituem as formas mais elevadas do relevo brasileiro, e
passam pelo processo de desgaste ou intemperismo. A altitude dos
planaltos varia entre 300 m e 1000 m. A classificação de Ross divide os
planaltos em quatro subcategorias, identificando ainda um total de 11 planaltos
no relevo brasileiro, os quais listamos a seguir.

● Planaltos em bacias sedimentares: consistem em terrenos elevados e


aplainados que se formam, como o nome sugere, nas áreas de bacias
sedimentares. Nos seus arredores, estão localizadas as depressões
periféricas, enquanto, na transição do planalto para a depressão, se
formam as cuestas. Exemplos: planalto da Amazônia oriental, planaltos
e chapadas da bacia do Parnaíba (região Nordeste do país) e planaltos
e chapadas da bacia do Paraná.
● Planaltos em intrusões e coberturas residuais de
plataformas: constituídos por formas isoladas, como morros e serras,
associados a derrames de basalto e afloramentos rochosos. Exemplos:
planaltos residuais norte e sul amazônicos e planaltos e chapadas dos
Parecis (estende-se por parte do Mato Grosso até Rondônia).
● Planaltos em núcleos cristalinos arqueados: formados no cinturão
orogenético atlântico, nas áreas de dobramentos antigos, situados no

leste da região Nordeste e na parcela sudeste do estado do Rio Grande


do Sul. Exemplos: planalto da Borborema e planalto Sul-rio-grandense.

● Planaltos em cinturões orogenéticos: formados em áreas de


soerguimento antigo que estão associadas a rochas metamórficas
decorrentes de processos intrusivos. Exemplos: planaltos e serras do

GEOGRAFIA
Atlântico leste- sudeste, planaltos e serras
de Goiás-Minas, serras residuais do Alto Paraguai.

Planícies

Parte da planície amazônica, no Norte do Brasil.


As planícies são caracterizadas por terrenos baixos e aplainados formados
essencialmente por processos de deposição de sedimentos oriundos das
regiões mais elevadas. Identifica-se seis planícies no relevo brasileiro, as
quais possuem altitudes que chegam a 220 metros de altitude.

As planícies brasileiras estão situadas na faixa litorânea, tanto ao norte quanto


a leste, na extensão por onde corre o rio Amazonas e no Centro-Oeste do país.
Assim, são exemplos as planícies do rio Amazonas, na região Norte, as
planícies e tabuleiros litorâneos e as planícies e pantanal mato-grossense.

Depressões

GEOGRAFIA
Vista de parte da depressão sertaneja, que se estende de parte do Sudeste ao
Nordeste do Brasil. [1]
As depressões brasileiras são formas muito desgastadas de relevo
derivadas de um intenso processo de erosão que se processou nas
bordas das bacias sedimentares, com exceção da depressão amazônica
ocidental, conforme explica Ross.|2| Trata-se de terrenos mais baixos do que
aqueles situados em seus arredores.

A classificação do relevo brasileiro de Ross identifica um total de 11


depressões. Entre elas estão as depressões sertaneja e do São Francisco, que
se estende no litoral nordestino em direção ao interior, compreendendo o vale
do rio São Francisco. Nos terrenos correspondentes a essa forma de relevo, as
altitudes chegam a até 100 metros.|3|

História do relevo brasileiro

A estrutura geológica da qual se formou o relevo brasileiro é muito antiga. Uma


parte de sua estrutura geológica começou a se formar há, pelo
menos, dois bilhões de anos, ainda no período Pré-Cambriano. Essas áreas
estão localizadas no Norte, em uma faixa do Nordeste e em parte do Sul do
território nacional, onde se constituíram mais tarde os planaltos em intrusões.

GEOGRAFIA
Do mesmo período de tempo geológico datam os
dobramentos antigos (ou maciços antigos) — áreas de soerguimento
formadas há bilhões de anos e muito desgastadas pela ação dos agentes
intempéricos, e que hoje constituem a base do relevo de boa parte do Brasil.

As bacias sedimentares são os compartimentos mais recentes


comparativamente, uma vez que os sedimentos de rocha mais antigos a
serem datados remetem à era Paleozoica, entre 248 e 545 milhões de anos.

A era Mesozoica foi marcada por um intenso vulcanismo que teve lugar na
região da bacia sedimentar do Paraná, gerando extensos depósitos de lava
sobre as camadas de sedimentos anteriormente depositadas. Decorrentes
desse processo estão as rochas basálticas presentes principalmente na
formação Serra Geral.

O soerguimento da cordilheira dos Andes, na faixa oeste da América do Sul, e


o reflexo que esse movimento orogenético surtiu no substrato brasileiro,
notadamente por meio da elevação de áreas (epirogênese), é considerado o
último grande registro de atividades de origem tectônica a terem influência
sobre a constituição do relevo.

Tais eventos ocorreram já na era Cenozoica, durante a sua primeira fase, o


Terciário. Data desse período a reativação de falhamentos da estrutura
brasileira, o que contribuiu de forma direta para a constituição das escarpas da
Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, e a intensificação dos processos
erosivos que constituiriam as atuais formas do relevo brasileiro.

Relevo brasileiro e os impactos ambientais

O relevo brasileiro sofre constantemente com os impactos causados pela ação


do ser humano no meio ambiente. A alteração na paisagem pode acontecer
principalmente mediante:

GEOGRAFIA
● a remoção da cobertura vegetal ou a sua
substituição, que deixa o solo e a rocha mais expostos aos agentes
intempéricos, responsáveis por modelar o relevo brasileiro, e os torna
mais suscetíveis à erosão. O risco é ainda mais elevado nas áreas de
serras e encostas de morros, especialmente no ambiente urbano;
● a exploração irrestrita de depósitos minerais em superfície ou
subsuperfície, que pode fragilizar a estrutura geológica e acelerar os
processos erosivos, ocasionando até mesmo o solapamento (ou
rebaixamento abrupto) de áreas.

Por essa razão, é fundamental a realização de mapeamento geológico e do


diagnóstico de áreas, além de um planejamento adequado para a instalação de
obras, projetos de infraestrutura, construção de residências e desenvolvimento
de atividades econômicas.

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TEXTO E

Domínios morfoclimáticos do Brasil

O Brasil pode ser dividido em sete domínios morfoclimáticos: amazônico,


cerrado, mares de morros, caatinga, araucárias, pradarias, pantanal. Como o
nome já diz, são determinadas áreas nas quais dominam determinado tipo de
clima, de uma forma (morfo) do relevo e, consequentemente, de uma
vegetação.

GEOGRAFIA
Os domínios morfoclimáticos brasileiros.

O domínio morfoclimático amazônico predomina na região norte, sendo


caracterizado pelo clima equatorial (com suas características de clima
intensamente quente e úmido, chuvoso), pela vegetação de florestas
equatoriais (Floresta Amazônica), um relevo de planícies e depressões.
Também pode ser chamado de domínio equatorial amazônico.

O domínio morfoclimático do cerrado predomina na região centro-oeste, possui


relevo de planaltos (formando várias "chapadas", como a Chapada dos
Guimarães), vegetação também chamada de cerrado ou savana e clima
tropical continental.

O domínio morfoclimático de mares de morros é o que predomina na costa


brasileira, especialmente nas áreas litorâneas das regiões Nordeste e Sudeste.
Seu clima é o tropical marítimo e é nesse domínio que é possível encontrar em
abundância a Mata Atlântica. O domínio recebe este nome por conta do seu
relevo característico de morros que, quando agrupados, pelo seu formato mais
baixo que uma montanha e formato arredondado (descrito como o formato da
metade de uma laranja com a parte cortada encostada no solo do nível do mar
e a parte curvada visível) acabam por formar uma figura semelhante à de um
mar com ondas). Apesar de seu nome ser mares DE morros, por ser um
domínio de áreas litorâneas, acaba muitas vezes sendo chamado de forma

GEOGRAFIA
pouco convencional de domínio de mares E morros,
porém a primeira forma é a mais adequada e consensual. Historicamente, o
domínio de mares e morros foi o primeiro a receber a colonização europeia,
portanto, sendo o domínio que abrange a maioria das grandes cidades
brasileiras, sendo também onde está concentrada boa parte da riqueza
industrial e financeira do país.

O domínio morfoclimático da caatinga predomina no sertão nordestino,


especialmente na região conhecida como polígono das secas, sendo dominado
pela vegetação de mesmo nome e pelo clima semiárido. É o domínio
morfoclimático mais seco de nosso país. O relevo de destaque nesta região é o
de depressão, com a maior parte dos rios sendo temporários, a vegetação é
rala com diversos tipos de cactos e bromélias.

O domínio morfoclimático das araucárias predomina no sul do país, sendo


também domínio de clima mais frio no Brasil, considerando que o seu clima é
subtropical. Predomina nele a Mata de Araucárias, uma espécie de pinheiro
brasileiro. O relevo é predominantemente de planaltos e possui um tipo
de solo muito rico em nutrientes chamado de terra roxa.

O domínio morfoclimático das pradarias é dominado pela vegetação de


pradaria, campos ou pampas (sendo uma vegetação rasteira muito utilizada na
pastagem de animais), está muito presente no extremo sul do Brasil,
especialmente nos pampas gaúchos, seu clima também é o subtropical.

O domínio morfoclimático do pantanal está presente em parte da região centro-


oeste, tendo como característica principal os campos alagadiços e a vegetação
adaptada a estes constantes alagamentos, seu relevo dominante é o das
planícies. É um dos mais ameaçados pela expansão do agronegócio brasileiro.

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Acesso em: 30/08/2023

GEOGRAFIA

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