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11° Instrução

A 11ª Instrução do Grau de Aprendiz Maçom aborda a Prova do Ar, simbolizando a vida e os desafios enfrentados pelo iniciado em sua jornada. O diálogo entre os participantes explora a importância da orientação, a busca pela verdade e a aplicação do conhecimento adquirido. A instrução enfatiza o papel do maçom como líder em sua comunidade, promovendo a justiça social e o progresso por meio da constância e coragem.
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11° Instrução

A 11ª Instrução do Grau de Aprendiz Maçom aborda a Prova do Ar, simbolizando a vida e os desafios enfrentados pelo iniciado em sua jornada. O diálogo entre os participantes explora a importância da orientação, a busca pela verdade e a aplicação do conhecimento adquirido. A instrução enfatiza o papel do maçom como líder em sua comunidade, promovendo a justiça social e o progresso por meio da constância e coragem.
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Instruções do Grau

de Aprendiz Maçom

11ª Instrução

A Prova do ar

• O último recolhimento
• A simbologia da 1ª viagem
• Os ensinamentos da prova do ar
• A ascensão iniciática

Participantes do diálogo

Venerável
Primeiro Vigilante
Segundo Vigilante
Orador
Experto

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Ven - IIr VVig e demais MM MM que aqui fazeis brilhar as
vossas luzes, associai-vos a mim para darmos aos AAp a sua décima
primeira instrução, revelando-lhes o simbolismo e os sábios ensina-
mentos da prova do ar.

Ven - Ir 1° Vig Como realizaste a “prova do ar”?

1º Vig - Tendo feito o último recolhimento no B dd RRefl, re-


fleti sobre as consequências e os propósitos que me animavam e
manifestei-me decidido a e n t r ar para maçonaria. Então vós,
Ven M autorizastes o Ir Exp a fazer-me praticar a minha pri-
meira viagem. Ele me fez percorrer caminhos difíceis e cheios de obs-
táculos. Trovões, tempestades eólicas repetiam-se desordenadamen-
te. Segui dócil, confiante e corajosamente sob as orientações do meu
guia, posto que a escuridão me impedia a independência no cami-
nhar. Pegaram-me na mão direita e fizeram-me levantar, dizendo-me
que nada receasse, seguindo sem temor o Ir que me guiava.

Ven - Ir 2° Vig, qual foi o roteiro desta primeira viagem?

2º Vig - Partindo do ocidente, o meu guia levou-me pelos caminhos


escuros e tortuosos do setentrião em direção ao oriente, onde me
demorei pouco, regressando em seguida pelos caminhos mais ilumi-
nados do meio-dia, de volta ao ocidente, pelo sul. Chegando à coluna
sul, o Ir Exp respondeu por mim, pelo que o Ir 2° Vig me au-
torizou a passar.

Ven - Ir 1° Vig - queirais interpretar a simbologia da 1ª viagem.

1º Vig - O ar simboliza a vida, o fôlego, a respiração, o oxigênio que


nutre a vida. Desde as antigas iniciações este estágio é conhecido
como a prova do ar. A tempestade, os obstáculos e tortuosidade do
caminho representam toda a espécie de óbices que encontramos ou
manifestamos no decorrer do caminho. A docilidade e a confiança
com que o iniciado se deixa orientar pelo seu guia simbolizam a sen-
sibilidade ao bem, e à humildade intelectual, que o tornam receptivo
a novas ideias. O guia dedicado e paciente representa a faculdade in-

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terna com que o grande arquiteto nos presenteou e que nos orienta
para o bem, o bom, o belo, o justo e o verdadeiro. É o nosso guia in-
visível e silencioso, o único que nos pode conduzir até o oriente para
conquistarmos, a um só tempo, a verdade e a liberdade.

Ven - Ir Orador, o que representam os pontos cardeais?

Orador - O ocidente representa o mundo sensível, o campo dos efei-


tos, a realidade que constitui o aspecto objetivo do universo. O orien-
te, por outro lado, representa a essência ou realidade absoluta, ima-
nente, transcendente. É o aspecto universal de onde nos vem a luz. É
o campo das causas, leis e princípios que governam o universo, a ma-
téria, a vida e a consciência.

Ven - Ir Exp, por que o iniciando demora pouco no oriente,


volvendo logo, de regresso, ao ocidente?

Experto - A busca da luz é um contínuo processo de aprendizagem e


aplicação. A ascensão iniciática é essencialmente especulativo-
operativa. A cada fragmento da verdade conquistada no oriente, cor-
responde a obrigação de sua imediata aplicação construtiva no oci-
dente. Significa, também, que uma vez identificadas as causas que
regem os efeitos do mundo visível, deve o maçom completar o esfor-
ço indutivo de reflexão com um esforço dedutivo que capacita a ope-
racionalizar e fazer a aplicação fecunda, altruística e construtiva do
progresso adquirido.

Ven - Ir 2º Vig, por que o regresso do oriente para o ocidente é


feito através do meio-dia?

2º Vig - O regresso pelo caminho mais luminoso do meio-dia de-


monstra que uma vez chegado a uma primeira percepção da verdade,
o maçom se encontra com a sua consciência mais iluminada pelo re-
flexo dessa aquisição.

Ven - Mas esse regresso é ainda acompanhado de tempestades e


obstáculos...

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2º Vig - Sim Ven M isso mostra que a dedução não é mais fácil
que a indução. A aplicação da verdade apresenta mais dificuldades
que a sua busca. A verdade deve ser elaborada de forma aplicativa
para que venha a ser eficaz e cumprir a sua função. A conclusão satis-
fatória da prova do ar representa a ascensão iniciática no plano moral
e a evidente consolidação do espírito de busca.

Ven - Ir Orador, quais são os sábios ensinamentos da prova do ar?

Orador - Ensina como o iniciado deverá desempenhar-se enfrentan-


do as provas da Vida individual e o árduo caminho do progresso de
seu povo e de sua pátria.

No plano individual, representa as provas de cada iniciado tem que


enfrentar na busca e na aplicação da verdade, principalmente nos
seus primeiros passos quando terá que se desbastar e polir-se de
seus vícios, suas paixões, instintos e desejo destrutivos.

No plano coletivo, representa, a luta de um povo na conquista do


progresso, da liberdade, da justiça social, da autodeterminação.

Ven - Com a evolução do progresso, as nações se aproximam cada


vez mais, pela eliminação das barreiras da comunicação e dos trans-
portes intercontinentais. Assim como a individualidade e o livre arbí-
trio não se maculam com a união fraterna, assim também a comuni-
dade das nações livres não violenta a soberania, a cultura o território
e o ideal permanente de cada de seus povos. Cada maçom livre é um
Experto, um guia, um líder em sua pátria, que anônima ou institucio-
nalmente administra conflitos, promove a paz, engendra a ordem
fundamentada na justiça social em sua área de responsabilidade co-
munitária. Conseguir esse resultado e ajudar a sua pátria – Pelo tra-
balho construtivo, pela liderança social e pelo exemplo de virtude -,
eis o verdadeiro papel do maçom. Para isso ele necessita, sobretudo,
de Constância e Coragem.

x-x-x

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