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Modulação de Amplitude em Sinais AM

A modulação é essencial para a transmissão eficiente de informações via ondas eletromagnéticas, permitindo que sinais de baixa frequência sejam convertidos em ondas adequadas para longas distâncias. A modulação em amplitude (AM) é uma técnica comum que altera a amplitude de uma portadora de alta frequência de acordo com um sinal modulador, permitindo a transmissão simultânea de múltiplos sinais sem interferência. A eficiência dos sistemas AM é limitada, com uma eficiência máxima de 33%, enquanto a desmodulação pode ser realizada de forma simples através da detecção da envoltória do sinal modulado.

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Modulação de Amplitude em Sinais AM

A modulação é essencial para a transmissão eficiente de informações via ondas eletromagnéticas, permitindo que sinais de baixa frequência sejam convertidos em ondas adequadas para longas distâncias. A modulação em amplitude (AM) é uma técnica comum que altera a amplitude de uma portadora de alta frequência de acordo com um sinal modulador, permitindo a transmissão simultânea de múltiplos sinais sem interferência. A eficiência dos sistemas AM é limitada, com uma eficiência máxima de 33%, enquanto a desmodulação pode ser realizada de forma simples através da detecção da envoltória do sinal modulado.

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A MODULAÇÃO

Para a transmissão eficiente de informações através de ondas electromagnéticas, é necessário


algum tipo de modulação. A modulção é empregada principalmente quando a fonte de
informação produz um sinal continuamente variável, como a transmissão radiofônica.

O motivo que obriga o uso da modulação é a impossibilidade de transformar-se a corrente


eléctrica, produzida pelo sinal, numa onda electromagnética com características apropriadas
para a comunicação a longa distância.

Para que um sinal seja irradiado, é necessário que o comprimento da antena emissora seja da
mesma ordem de grandeza do comprimento de onda electromagnética. Como o comprimento
de onda é dado por λ=c/f, um sinal de frequência igual a 300Hz (a frequência mais baixa
necessária para a transmissão da voz humana) exigirá uma antena de aproximadamente
500km de extensão, instalada a igual altura. Como essas dimensões são, naturalmente,
exageradas para finalidades práticas, torna-se obrigatória a elevação da frequência do sinal
emitido. Isso é conseguido através da técnica da modulação.

Modulação: é o processo de se variar alguma característica de uma onda senoidal de alta


frequência, de acordo com o valor instantâneo do sinal transmitido.

O sinal de alta frequência é chamado de portadora, enquanto o sinal a ser transmitido é


chamado de sinal modulador ou modulante.

Para que a modulação se processe de forma correcta, é importante que a frequência da


portadora seja muito maior que a frequência do sinal modulante.

Escolhendo adequadamente, pode-se transmitir ao mesmo tempo um grande número de sinais


sem interferências mútuas. Por exemplo, as estações comerciais de rádio e televisão têm a
concessão de diferentes frequências, o que permite a operação simultânea de muitas estações.
Como estes sinais se encontram espaçadas em frequência, cada receptor pode separar
facilmente o sinal desejado.

MODULAÇÃO EM AMPLITUDE: AMDSB-LC

Na modulação de amplitude, se faz variar a amplitude de um sinal sinusoidal, com frequência


e fase fixas, proporcionalmente a um sinal dado. Isto altera o sinal, transladando suas
componentes de frequência a frequências mais altas.

A modulação em amplitude pode ocorrer de várias maneiras, mas a que nos interessa falar é
da modulação em amplitude com grande portadora.

Suponha-se que a informação da portadora se incorpora como parte do sinal transmitido e na


mesma largura espectral do sinal desejado. De facto, é conveniente fazer que a amplitude deste
termo portador seja maior que qualquer outra porção da densidade espectral do sinal. Porém se
agrega-se uma portadora, a resposta de baixa frequência do sistema de deteriorará. Contudo,
para alguns sinais como os de rádio, na realidade não se necessita uma resposta de frequência
zero. Assim, em sistemas que não requerem resposta em frequência zero, se pode situar um
termo portador grande em 𝜔𝑐 , neste caso se designará como banda lateral dupla com grande
portadora (DSB-LC, double-sideband large-carrier). Como as estações de rádio comerciais
usam este método de transmissão, se conhece comummente como modulação em amplitude
(AM).

O sinal modulado de um sinal DSB-LC pode descrever-se de maneira matemática com a


simples adição de um termo portador, 𝐴 cos 𝜔𝑐 𝑡, a um sinal DSB-SC:

𝜙𝐴𝑀 (𝑡) = 𝑓(𝑡) cos 𝜔𝑐 𝑡 + 𝐴 cos 𝜔𝑐 𝑡 (1)

A densidade espectral de 𝜙𝐴𝑀 (𝑡) é:

1 1
𝜙𝐴𝑀 (𝑡) = 𝐹(𝜔 + 𝜔𝑐 ) + 𝐹(𝜔 − 𝜔𝑐 ) + 𝜋𝐴𝛿(𝜔 + 𝜔𝑐 ) + 𝜋𝐴𝛿(𝜔 − 𝜔𝑐 ) (2)
2 2

O sinal modulado em amplitude 𝜙𝐴𝑀 (𝑡) descrito na equação 1 pode reescrever-se na forma:
𝜙𝐴𝑀 (𝑡) = [𝐴 + 𝑓(𝑡)] cos 𝜔𝑐 𝑡 (3)

Assim, 𝜙𝐴𝑀 (𝑡) pode considerar-se como o sinal da portadora cos 𝜔𝑐 𝑡 cuja amplitude está dada
pela quantidade [𝐴 + 𝑓(𝑡)]. Se A é bastante grande, a envoltória (a magnitude) do sinal
modulado será proporcional a 𝑓(𝑡). Neste caso, a desmodulação se reduz a detecção da
envoltória de uma sinusóide, que não depende da fase exacta ou a frequência desta (isto é, da
portadora). Contudo, se A não é bastante grande, a envoltória de 𝜙𝐴𝑀 (𝑡) não é sempre
proporcional a 𝑓(𝑡), como se vê na figura 4.

A amplitude A da portadora deve ser bastante grande para que [𝐴 + 𝑓(𝑡)] ≥ 0 em todo
instante, ou:

𝐴 ≥ |min{𝑓(𝑡)}| (4)

Se esta equação não se satisfaz, 𝑓(𝑡) não ser recuperada pelo simples processo de detecção da
envoltória. Contudo, a detecção síncrona ainda desmodulará de forma correcta tais sinais. Nota-
se que na desmodulação se perdeu a resposta em corrente contínua do sinal 𝑓(𝑡) como resultado
resultado da adição da portadora.

Para reforçar estes conceitos, voltemos agora ao caso especial de um tom sinusoidal de
frequência simples, cos 𝜔𝑚 𝑡, como sinal modulador. Como as magnitudes relativas da banda
lateral e a porção portadora do sinal são variáveis, se define um factor de escala adimensional
, m, para controlar a relação entre as bandas laterais e a portadora:
𝑎𝑚𝑝𝑙𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 𝑝𝑖𝑐𝑜 𝐷𝑆𝐵 − 𝑆𝐶
𝑚= (5)
𝑎𝑚𝑝𝑙𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 𝑝𝑖𝑐𝑜 𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑑𝑜𝑟𝑎

De maneira que:

𝜙𝐴𝑀 (𝑡) = 𝐴 cos 𝜔𝑐 𝑡 + 𝑚𝐴 cos 𝜔𝑚 𝑡 cos 𝜔𝑐 𝑡 = 𝐴(1 + 𝑚 cos 𝜔𝑚 𝑡) cos 𝜔𝑐 𝑡 (6)

Na figura (por nr de figura) aparecem gráficos de cada um dos termos da equação (6) e sua
soma para diferentes valores do parâmetro m. Nota-se que as porções do sinal DSB-SC que
estão em fase [isto é, 𝑓(𝑡) > 0] com a portadora se somam, enquanto que as que estão
desfasadas 180° [isto é, 𝑓(𝑡)<0] se subtraem. Os máximos da envoltória do sinal composto são
(1 + 𝑚)𝐴 e os mínimos para 𝑚 ≤ 1 são (1 − 𝑚)𝐴. Quando 𝑚 ≤ 1, os valores pico da
portadora modulada determinam um sinal envolvente proporcional ao tom
modulador, cos 𝜔𝑚 𝑡. Se 𝑚 = 0, a envoltória se reduz a constante A, como deveria ocorrer.

Fig.Efeitos da variação do índice de modulação.

Muitas vezes é conveniente definir uma percentagem de modulação para um sinal DSB-LC
com modulação sinusoidal como:
(𝑚𝑎𝑔𝑛𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 𝑚á𝑥. ) − (𝑚𝑎𝑔𝑛𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 𝑚í𝑛. )
%𝑚𝑜𝑑 = × 100%
(𝑚𝑎𝑔𝑛𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 𝑚á𝑥. ) + (𝑚𝑎𝑔𝑛𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 𝑚í𝑛. )
(1 + 𝑚)𝐴 − (1 − 𝑚)𝐴
= × 100% = 𝑚 × 100% (7)
(1 + 𝑚)𝐴 + (1 − 𝑚)𝐴

O parâmetro m que controla as proporções relativas entre a banda lateral e a portadora se chama
índice de modulação do sinal AM. Da equação (6) pode ver-se facilmente que para que ocorra
uma detecção da envoltória sem forte distorção, faz-se com certeza que 𝑚 ≤ 1. Se 𝑚 > 1 se
diz que o sinal está sobremodulado.

POTÊNCIA DA PORTADORA E A BANDA LATERAL DE AM

Nos sinais AM, o termo portador não contém informação alguma sobre o sinal modulador 𝑓(𝑡).
Por tanto, a potência empregada na portadora se desperdiça para qualquer transferência de
informação. É o preço que deve pagar-se para que existam receptores baratos.

Em geral, um sinal AM pode descrever-se por meio de:

Para uma carga de um ohm, a potência média total é dada pelo valor médio quadrático da
equação (14).

̅̅̅̅̅̅̅̅̅
2 (𝑡)
𝜙𝐴𝑀 = 𝐴2 ̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅
cos 2 𝜔𝑐 𝑡 + ̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅ ̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅
𝑓 2 (𝑡) cos 2 𝜔𝑐 𝑡 + 2𝐴𝑓(𝑡) cos2 𝜔𝑐 𝑡 (8)

Onde a barra indica média temporal. Se suporá que 𝑓(𝑡) varia lentamente em relação cos 𝜔𝑐 𝑡.
Se além disso se supõe que o valor médio de 𝑓(𝑡) é zero (o caso usual), então o último termo
da equação (15) é zero e sai da equação.

̅̅̅̅̅̅̅̅̅ 𝐴2 ̅̅̅̅̅̅̅
𝑓 2 (𝑡)
2 (𝑡)
𝜙𝐴𝑀 = 𝐴2 ̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅
cos 2 𝜔𝑐 𝑡 + ̅̅̅̅̅̅̅
𝑓 2 (𝑡) ̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅
cos 2 𝜔𝑐 𝑡 = + (9)
2 2

Portanto, a potência Pt pode expressar-se como a soma de uma potência da portadora Pc e uma
de banda lateral Ps:

1 1 2
𝑃𝑡 = 𝐴2 + ̅̅̅̅̅̅̅
𝑓 (𝑡) = 𝑃𝑐 + 𝑃𝑠 (10)
2 2

A fracção da potência total contida nas bandas laterais, 𝜇, é dada por:

𝑃𝑠 ̅̅̅̅̅̅̅
𝑓 2 (𝑡)
𝜇= = 2 (11)
𝑃𝑡 𝐴 + ̅̅̅̅̅̅̅
𝑓 2 (𝑡)
Voltando ao caso em que 𝑓(𝑡) é uma sinusoidal simples [veja equação (6)]

𝜙𝐴𝑀 (𝑡) = 𝐴(1 + 𝑚 cos 𝜔𝑚 𝑡) cos 𝜔𝑐 𝑡 = 𝐴 cos 𝜔𝑐 𝑡 + 𝑚𝐴 cos 𝜔𝑚 𝑡 cos 𝜔𝑐 𝑡

Se tem:

̅̅̅̅̅̅̅̅̅
2 (𝑡)
1 1 1
𝜙𝐴𝑀 = 𝐴2 + ( ) ( ) 𝑚2 𝐴2 (12)
2 2 2

𝑚2
𝜇= (13)
2 + 𝑚2

Como 𝑚 ≤ 1, na equação (13) se vê que a eficiência da transmissão de um sistema AM (DSB-


LC) é, no máximo, 33%. Nas melhores condições, isto é, m=1, 67% da potência total se
consome na portadora e representa potência desperdiçada no que diz respeito a transferência
de informação. Para índices de modulação mais baixos, a eficiência é menor que 33%. Por
exemplo, um índice de 0.5 dá uma eficiência de 11.1%. E pelo contrário, a eficiência de
transmissão de um sistema DSB-SC é de 100% (se transmite-se uma portadora piloto, a
eficiência é ligeiramente menor que 100%).

DESMODULAÇÃO (DETECÇÃO) DE SINAIS DSB-LC (AM)

Em sinais DSB-LC (AM), o sinal 𝑓(𝑡) desejado está disponível na envoltória do sinal
modulado. Certamente, a detecção síncrona dará o sinal desejado, mas é possível desmodular
sinais AM com técnicas muito mais simples. O método mais simples e usual (habitual) é o que
detecta directamente a envoltória do sinal modulado; se chama detector de envoltória.

Detector de envoltória

Qualquer circuito cuja saída siga a envoltória do sinal de entrada serve como detector de
envoltória. O mais simples é o circuito de carga não linear de carga rápida e descarga lenta.
Pode construir-se com facilidade usando um díodo em série com um capacitor, como se mostra
na figura (por nr de figura)(b). Um resistor em paralelo com o capacitor controla a constante
de descarga. Os efeitos de várias constantes de descarga se mostra na figura (por nr de figura)(
(c), (d) e (e).
O detector de envoltória opera como se segue. Nos meios ciclos positivos do sinal de entrada,
o capacitor C carrega-se até o valor pico do sinal. Quando o sinal de entrada cai para baixo
deste valor, o díodo se fecha. O capacitor se descarrega lentamente através do resistor até o
seguinte meio ciclo positivo, no qual o sinal de entrada se faz maior que a tensão do capacitor
e o díodo conduz de novo. O capacitor se carrega até o novo valor pico, e assim sucessivamente.

Fig: Detector de envoltória.

Para uma melhor operação, a constante de tempo de descarga RC deve ajustar-se de maneira
que a máxima velocidade negativa da envoltória não exceda nunca a razão exponencial de
descarga. Se esta constante é muito grande, o detector pode perder alguns meios ciclos
positivos da portadora e, em consequência, não reproduzirá com fidelidade a envoltória. Se a
constante de tempo é demasiado pequena, o detector gera um sinal muito serrado, perdendo
alguma eficiência. O sinal detectado resultante passa-se normalmente por um filtro passabaixas
para eliminar o conteúdo harmónico não desejado. Para eliminar o nível de corrente contínua
introduzido pela portadora, pode usar-se um capacitor de acoplamento. Devido a presença de
nível de corrente contínua, os métodos DSB-LC não são apropriados se deseja-se uma resposta
de frequência de 𝑓(𝑡) até 𝜔 = 0.

O detector de envoltória é simples, eficiente e barato, e é de uso quase universal para a detecção
de sinais DSB-LC.

O fácil emprego do detector de envoltória sugere que possivelmente estas técnicas também
poderiam usar-se para a detecção de sinais DSB-SC. Como em estes sinais no há termo
portador, deve-se adicionar portadora suficiente no receptor para tornar possível a detecção.
Isto se faz as vezes para simplificar o projecto do receptor; este tipo de receptor se chama
receptor do tipo portadora injectada. Certamente, o problema é manter a portadora na
frequência correcta, pelo que tais sistemas têm problemas de sincronização.

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