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Plano de Pormenor da Estação de Gaia

O Plano de Pormenor de Santo Ovídio – Estação de Gaia visa integrar uma nova estação de alta velocidade no urbanismo de Vila Nova de Gaia, prevista para iniciar operações em 2028. O projeto busca garantir a mobilidade sustentável e a valorização do espaço urbano, promovendo a articulação entre diferentes modos de transporte e a melhoria dos espaços públicos. O procedimento de elaboração do plano inclui participação pública e avaliação ambiental, com um prazo de 24 meses para sua conclusão.

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Plano de Pormenor da Estação de Gaia

O Plano de Pormenor de Santo Ovídio – Estação de Gaia visa integrar uma nova estação de alta velocidade no urbanismo de Vila Nova de Gaia, prevista para iniciar operações em 2028. O projeto busca garantir a mobilidade sustentável e a valorização do espaço urbano, promovendo a articulação entre diferentes modos de transporte e a melhoria dos espaços públicos. O procedimento de elaboração do plano inclui participação pública e avaliação ambiental, com um prazo de 24 meses para sua conclusão.

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Plano de Pormenor de Santo Ovídio – Estação de Gaia (PPSO-EG)

ABERTURA DO PROCEDIMENTO

1. OPORTUNIDADE

O Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030) define a Nova Linha de Alta
Velocidade Porto-Lisboa como elemento estratégico na área temática "Transportes e
Mobilidade".
Neste âmbito, a Cidade de Vila Nova de Gaia disporá dos serviços de alta velocidade logo na
Fase 1- Porto - Soure da LAV, cujo início de operação se encontra planeado para 2028.
Para o efeito, será construída em Santo Ovídio uma nova estação ferroviária dedicada ao novo
serviço de alta velocidade, cuja conceção seguirá uma estratégia de integração dos vários
modos de transporte e de valorização do projeto de alta velocidade.

Face à introdução desta nova infraestrutura de mobilidade, de escala nacional e futura


articulação com a rede internacional, considerou-se que o instrumento de planeamento
adequado para enquadrar o desenvolvimento urbanístico de toda a zona envolvente à futura
estação de alta velocidade de Gaia seria o Plano de Pormenor de Santo Ovídio – Estação
de Gaia (doravante designado PPSO-EG) nos termos do artigo 101º do Regime Jurídico dos
Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT) e de acordo com os pontos seguintes.

2. ENQUADRAMENTO TERRITORIAL

A área de projeto da estação de alta velocidade de Vila Nova de Gaia situa-se no centro desta
cidade, a nascente da Avenida da República e a sul da Avenida [Link]ão II/ Avenida Vasco da
Gama, estendendo-se para sudoeste até à Rotunda de Santo Ovídio e incluindo a sua
envolvente imediata.
Localiza-se na união de freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso e abrange cerca de 15 ha
(hectares).
A área-plano proposta, apresentada nos anexos (Planta de localização e Planta de delimitação
da Área-Plano) delimita um vazio urbano estratégico, dado que neste espaço permanece
expectante o desenho urbano de articulação entre a Avenida da República e a Avenida D. João
II/ Avenida Vasco da Gama, e se encontra o ponto de convergência com as duas vias
estruturantes principais da parte nascente da cidade – ligação à Ponte do Infante (Avenida D.
João II) e ligação à unidade territorial Encostas do Douro e ER222 (Avenida Vasco da Gama).
Por outro lado, é um espaço especial de oportunidade para a valorização ambiental e
paisagística dos tecidos urbanos mais centrais da cidade, abrindo a possibilidade de
incrementar e qualificar a rede de espaços públicos e a estrutura ecológica urbana.
Nesse sentido destaca-se a contiguidade, a norte, ao ‘Bairro do Liceu’ (que integra Escola
Secundária Almeida Garrett, Biblioteca e Auditório Municipal e a Escola Básica Joaquim
Nicolau de Almeida) e a inclusão, no projeto urbano a desenvolver, da envolvente à rotunda de
Santo Ovídio – espaço terminal da Avenida da República e referência na dinâmica urbana de
Gaia e na mobilidade da área metropolitana do Porto.

Figura 1 - Localização da área-plano sobre ortofomapa

Para além dessas unidades urbanas e da presença das frentes da Avenida da República, há
que considerar a proximidade:
• aos tecidos urbanos consolidados do eixo diagonal Rua Soares dos Reis (ligação
ancestral ao centro cívico municipal e ao centro histórico de Gaia), Rua de Clube dos
Caçadores e Rua Conceição Fernandes (ligação ao Monte da Virgem, Hospital
Santos Silva e Vila d’Este);
• ao Bairro do Cedro e à Igreja Paroquial de Santo Ovídio, a poente;
• aos tecidos urbanos habitacionais, a nascente, apoiados nas Rua Coats & Clark, Rua
de Santa Luzia e entre a Rua de Mira Porto e a Quinta de Cravel;
• ao núcleo empresarial da antiga fábrica Coats & Clark e à área urbana do Parque de
Santa Luzia, situados nas duas margens da Avenida Vasco da Gama, a nordeste;
• ao maciço verde do Monte de Santo Ovídio, que se prolonga pela Quinta de Cravel e
constitui o principal elemento de referência na paisagem, pontuado pela torre de
telecomunicações (torre emissora), e que, como ponto elevado, é complementado
pela leitura dos “baixos” – o vale que se inicia em torno da Rua da Fonte Velha e se
desenvolve para norte/ nordeste, incluindo a área de projeto e os espaços urbanos
que acompanham a linha-de-água até ao vale de Quebrantões, os quais têm vindo a
ser incrementados com as áreas de utilização coletiva criadas e previstas no âmbito
de operações urbanísticas entre a Avenida [Link]ão II e a Avenida João Silva Pinto.
A área-plano proposta para o PPSO-EG é abrangida pelo Plano de Urbanização da Avenida da
1
República (PUAR), em vigor , incidindo em espaços enquadrados nas unidades operativas de
planeamento e gestão UOPG-7 Cravelos/[Link]ão II e UOPG-8 Santo Ovídio (com
abrangência de 10,4ha e 2,3ha, respetivamente) – assim como no espaço existente entre estas
duas e no canal da Avenida que as acompanha. Inclui ainda uma extensão de
aproximadamente 50 metros do canal da Avenida e da faixa de enquadramento poente além
do limite sul da área do PUAR, integrando-se esta exclusivamente no Plano Diretor Municipal
2
(PDM) . O PUAR estabelece que a execução das duas referidas UOPG se fará através de
planos de pormenor ou unidades de execução.

Figura 2- Cartograma com a área-plano do PUAR, a delimitação das UOPG 7e 8 e com a proposta
da área-plano do PPSO-EG

O projeto a desenvolver representa uma transformação urbana muito significativa, tanto a nível
da mobilidade – com o aparecimento da nova estação de ferrovia pesada (serviço de alta
velocidade) – como da reestruturação dos espaços públicos e da ocupação urbana, assim
como da construção de uma nova paisagem no centro da cidade de Gaia.
Prevendo-se a articulação da futura estação de alta velocidade com as estações de ferrovia
ligeira (Metro) de [Link]ão II e de Santo Ovídio (linha amarela e linha rubi) e com terminal bus do
corredor da Avenida Vasco da Gama/ Avenida [Link]ão II, é importante garantir uma solução de
desenho urbano alargada à totalidade do projeto, enquadrada em instrumentos urbanísticos

1
Plano de Urbanização da Avenida da República - publicado através do Aviso n.º 5189/2020, no Diário da República
nº.61, 2ª Série, parte H, de 26/03/2020.
2
Plano Diretor Municipal de Vila Nova de Gaia - publicado através do Aviso nº.14327/2009, no Diário da República
nº.155, 2ª Série, de 12/08/2009, com posteriores alterações.
que garantam a conceção e a operacionalização adequadas aos seus objetivos, e desde já
relacionadas com estudos prévios, em desenvolvimento pela IP - Infraestruturas de Portugal/
BAU.

3. ENQUADRAMENTO ESTRATÉGICO E INSTRUMENTOS DE GESTÃO


TERRITORIAL

A Estratégia 2030, publicada pela RCM 98/2020 de 13 de novembro, e que é o referencial


principal de planeamento das políticas públicas de promoção do desenvolvimento económico e
social do País, inclui a “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal
2020 -2030”, encontrando-se alinhada, no contexto europeu, com a Agenda Estratégica da
União Europeia (UE) para o período de 2019 a 2024, com o Plano de Recuperação da Europa
e enquadra-se, no contexto internacional, com a Agenda 2030 de Desenvolvimento
Sustentável. A nível nacional, esta estratégia responde, entre outros, ao Plano Nacional
Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), ao Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030) e ao
Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território (PNPOT).

Esta estratégia é, assim, o elemento enquadrador e estruturador que ressalta a relevância de


se completarem infraestruturas de conectividade, como seja a rede ferroviária nacional. Assim,
para favorecer a competitividade e a coesão do território está previsto um conjunto de ligações
rodo e ferroviárias, necessárias para a estruturação funcional dos territórios, que consubstancia
o modelo de desenvolvimento territorial adotado no PNPOT, promovendo a competitividade
das redes urbanas e a inserção territorial no mercado ibérico, potenciando o papel das cidades
e as zonas urbanas enquanto fatores de competitividade nacional. Assim, a ligação ferroviária
entre as duas macrorregiões urbanas nacionais reforça a conectividade externa das cidades e
das zonas urbanas.

Quanto aos Instrumentos de Gestão Territorial de âmbito supramunicipal em vigor, com


relevância na área proposta para o PPSO-EG, considera-se o Programa Nacional da Política
de Ordenamento do Território (PNPOT), o Plano Nacional da Água (PNA), o Plano Rodoviário
Nacional (PRN), assim como o Programa Regional de Ordenamento do Território do Norte
(PROT-Norte), em elaboração.

O regime jurídico da reabilitação urbana, publicado em 2009 e com a primeira alteração em


2012, despoletou a definição de uma estratégia municipal de enquadramento à delimitação das
primeiras Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) no concelho de Vila Nova de Gaia.

O Plano de Diretor Municipal, publicado através do Aviso n.º 14327/2009, no Diário da


República, 2ª Série, de 12 de agosto de 2009, com posteriores alterações, aplica-se: à
totalidade da área-plano proposta para o PPSO-EG, no que respeita às disposições
estabelecidas no Capítulo VI do Título III do regulamento do PDM, sob a epígrafe Usos
Especiais do Solo; e ao extremo sul dessa área-plano, classificada como solo urbano na
categoria de Espaços Verdes de Enquadramento de Espaço-canal e como infraestrutura viária
(eixo rodoviário concelhio estruturante existente e ferrovia ligeira prevista).

O Plano de Urbanização da Avenida da República, publicado através do Aviso n.º 5189/2020,


no Diário da República, 2ª Série, de 26 de março de 2020) aplica-se a toda a área do PPOS-
EG, que se encontra integralmente classificada como solo urbano.

4. TERMOS DE REFERÊNCIA

Face ao exposto nos pontos anteriores, são definidos como objetivos gerais do processo de
elaboração do PPSO-EG:

• Garantir a adequada integração da nova estação de alta velocidade na Cidade de Vila


Nova de Gaia e, mais concretamente, no meio urbano envolvente;
• Assegurar, no curto/médio prazo, o desenvolvimento urbano sustentável e qualificado
da zona envolvente da nova estação de alta velocidade;
• Minimizar os impactos da infraestrutura ferroviária no tecido urbano.

Como objetivos específicos, a elaboração do PPSO-EG visa:

• Integrar a nova estação num polo intermodal de transportes que, no seu conjunto,
reunirá os modos de ferrovia de alta velocidade, metro, acessibilidades rodoviárias,
cicláveis e pedonais, transportes públicos rodoviários e Park & Ride;
• Assegurar a estruturação urbanística, a multifuncionalidade e a valorização
paisagística da área-plano;
• Qualificar o sistema de espaços públicos e de utilização coletiva, valorizando a
mobilidade pedonal na acessibilidade aos transportes coletivos e aos equipamentos
existentes (entre os quais a Igreja Paroquial de Santo Ovídio), infletindo a
proeminência viária da Rotunda de Santo Ovídio e incrementando as ligações entre
Avenida da República e Rua Joaquim Nicolau de Almeida e entre a Avenida Vasco da
Gama/ Avenida [Link]ão II e as malhas urbanas adjacentes;
• Garantir a dotação de espaços verdes de descompressão do centro da cidade e a
continuidade da Estrutura Ecológica Urbana;
• Potenciar as relações visuais entre a área-plano e os elementos estruturantes da
paisagem – vale da ribeira afluente em Quebrantões e Encostas do Douro (a
nordeste), Monte de Santo Ovídio/ torre emissora (a sudeste) e o alto da Rua da
Montanha (a poente);
• Qualificar o espaço público da Avenida da República em coerência com o disposto no
Plano de Urbanização da Avenida da República para o canal a norte da área do
PPSO-EG;
• Potenciar, na reformulação do espaço público, a articulação visual entre a Rotunda de
Santo Ovídio e a Capela de Santo Ovídio, localizada a nascente;
• Salvaguardar e requalificar o curso de água, o seu leito e margens, evitando a
afetação dos recursos hídricos;
• Considerar os elementos patrimoniais associados à linha de água, ponderando a
integração dos percursos, muros de suporte em granito, fontanário e lavadouro
público, existentes junto à Rua da Fonte Velha;
• Consolidar a transformação morfo-tipológica da parte do quarteirão compreendido
entre a Rua Conceição Fernandes e a Rua de Soares dos Reis, incluída no PPSO-
EG.

5. PLANO DE PORMENOR

De acordo com o artigo 101º do Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio (RJIGT), o plano de
pormenor desenvolve e concretiza em detalhe as propostas de ocupação de qualquer área do
território municipal, estabelecendo regras sobre a implantação das infraestruturas e o desenho
dos espaços de utilização coletiva, a implantação, a volumetria e as regras para a edificação e
a disciplina da sua integração na paisagem, a localização e a inserção urbanística dos
equipamentos de utilização coletiva e a organização espacial das demais atividades de
interesse geral. O conteúdo do PP, a desenvolver do âmbito da sua revisão, distingue-se entre
o conteúdo material e o conteúdo documental, estabelecidos respetivamente nos artigos 102.º
e 107 º do mesmo diploma.

6. PROCEDIMENTO DE ELABORAÇÃO

De acordo com o artigo 76.º do RJIGT, os procedimentos que determinam a elaboração de um


plano de pormenor são os seguintes:
• Deliberação da Câmara Municipal, a qual estabelece o prazo de elaboração e o
período de participação, bem como a sujeição ao procedimento de avaliação
ambiental.
• Publicação da deliberação na 2ª série do Diário da República;
• Divulgação da deliberação através da comunicação social, da plataforma colaborativa
de gestão territorial e no sítio na internet da câmara municipal;
• Período de participação (mínimo 15 dias) para a formulação de sugestões e
apresentação de informações sobre questões que possam ser consideradas no
âmbito da elaboração do PP.

7. PRAZO DA ELABORAÇÃO

Estabelece-se para a elaboração do PPSO-EG o prazo de 24 (vinte e quatro) meses.


8. PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA

O Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de junho, estabelece o regime a que fica sujeita a avaliação
dos efeitos de determinados planos e programas no ambiente, transpondo para a ordem
jurídica interna as Diretivas nºs 2001/42/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de
junho, e 2003/35/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de maio.
Segundo o referido regime, entende-se por “Avaliação ambiental, a identificação, descrição e
avaliação dos eventuais efeitos significativos no ambiente resultantes de um plano ou
programa, realizada durante um procedimento de preparação e elaboração do plano ou
programa e antes de o mesmo ser aprovado ou submetido a procedimento legislativo,
concretizada na elaboração de um relatório ambiental e na realização de consultas, e a
ponderação dos resultados obtidos na decisão final sobre o plano ou programa e a divulgação
pública de informação respeitante à decisão final”. (alínea a) do art.º 2º).

Nos termos do disposto no artigo 4º do referido decreto, a Avaliação Ambiental Estratégica


(AAE) dos planos em que se determine a utilização de pequenas áreas a nível local e
pequenas alterações aos planos em vigor, só devem ser objeto de avaliação ambiental no caso
de se determinar que esses planos são suscetíveis de ter efeitos significativos no ambiente.
Neste caso, a câmara municipal pode solicitar a emissão de parecer, no prazo de 30 dias, às
entidades às quais, em virtude das suas responsabilidades ambientais específicas, possam
interessar os efeitos ambientais resultantes da aplicação do plano.

No que concerne à Avaliação Ambiental dos Planos de Urbanização e Planos de Pormenor, o


RJIGT estabelece, no seu artigo 78º, que estes planos “só são objeto de avaliação ambiental
no caso de se determinar que são suscetíveis de ter efeitos significativos no ambiente ou nos
casos em que constituam o enquadramento para a aprovação de projetos sujeitos a avaliação
de impacto ambiental ou a avaliação de incidências ambientais.”
A qualificação destes planos para a realização de Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é da
competência da câmara municipal, “de acordo com os critérios estabelecidos no anexo ao
Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de junho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 58/2011, de 4 de maio,
podendo ser precedida de consulta das entidades às quais, em virtude das suas
responsabilidades ambientais específicas, possam interessar os efeitos ambientais resultantes
da aplicação do plano.”

No sentido de melhor aferir a necessidade ou não de sujeitar o PPSO-EG à realização de AAE,


efetuou-se uma análise a cada um dos critérios, que constam do anexo do Decreto-Lei n.º
232/2007, de 15 de junho. Por forma a avaliar se o PP tem probabilidade de ter efeitos
significativos no ambiente, foi efetuada uma matriz de ponderação, qualificando cada critério
numa escala de 1 a 5, sendo (1) pouco provável e (5) muito provável de ter efeitos
significativos no ambiente.
Tabela 1 – Matriz de Ponderação

Ponderação Ponderação
Critérios
relativa final

O grau em que o pl a no es ta bel ece um qua dro


pa ra os projectos e outra s a cti vi da des no que
a) respei ta à l oca l i za ção, na tureza, di mens ã o e 20% 3
condi ções de funci onamento ou pel a a fectaçã o
de recurs os

O grau em que o pl a no i nfl uenci a outros


b) pl anos ou programa s , i ncl ui ndo os i ns eri dos 20% 3
numa hi erarqui a
Ca ra cterís ti ca s dos
50% 0,90
pl anos
A perti nênci a do pl a no pa ra a i ntegraçã o de
cons i dera ções ambi enta i s , em especi al com
c) 20% 1
vi s ta a promover o desenvol vi mento
s us tentável

Os probl ema s a mbi enta i s perti nentes pa ra o


d) 20% 1
pl ano

A perti nênci a do pl a no pa ra a i mpl ementa ção


e) 20% 1
da l egi s l a ção em matéri a de a mbi ente

A probabi l i da de, a dura çã o, a frequênci a e a


a) 14% 2
revers i bi l i da de dos efei tos

b) A na tureza cumul a ti va dos efei tos 14% 2

c) A na tureza tra ns frontei ri ça dos efei tos 14% 1

Os ri s cos pa ra a s aúde huma na ou pa ra o


d) 14% 3
ambi ente, des i gnada mente devi do a a ci dentes
Ca ra cterís ti ca s dos
i mpactes e da área A di mens ão e extens ã o es pa ci al dos efei tos ,
50% e) em termos de á rea geográfi ca e di mens ã o da 14% 3 1,43
s us ceptível de s er
a fectada popul a çã o sus ceptível de s er afecta da

O val or e a vul nera bi l i da de da á rea s us ceptível


f) 15% 1
de s er a fecta da

i ) Ca ra cterís ti cas na turai s es pecífi ca s ou


5% 1
pa tri móni o cul tura l
i i ) Ul trapa ss a gem da s normas ou va l ores l i mi te
5% 2
em matéri a de qual i da de a mbi enta l
i i i ) Uti l i za ção i ntens i va do sol o 5% 2

Os efei tos s obre a s á reas ou pai sa gens com


g) es ta tuto protegi do a nível na ci ona l , 14% 1
comuni tá ri o ou i nterna ci ona l
2,33

1 2.5 5

< 2.5 – menor probabilidade de ter ≥ 2.5 – maior probabilidade de ter efeitos
efeitos significativos no ambiente significativos no ambiente

A delimitação proposta para o Plano de Pormenor de Santo Ovídio-Estação Gaia (PPSO-EG)


corresponde a uma área 156.369,7 m2, (cerca de 15 ha) integrando na sua totalidade solo
urbano. Quanto à classificação do solo, em 97,4% da área do Plano de Pormenor (PP) coincide
com o Plano de Urbanização da Avenida da República (PUAR), abrangendo os restantes 2,6%
as classificações do Plano Diretor Municipal (PDM) de Gaia.
No que respeita às Servidões e Restrições de Utilidade pública, a área do PP abrange o
Domínio Hídrico, relativo ao leito e margens de um Curso de Água a Céu Aberto, que está
identificado na área do PP. As restantes servidões dizem respeito às faixas de proteção à
A1/IC2, nomeadamente a “faixa de proteção de 50m e nunca menos de 20m” e a respetiva
“zona de respeito”.

Da análise dos objetivos gerais e específicos definidos para a elaboração do PPSO-EG, apesar
do contexto urbano em que se insere, considera-se que as questões de sustentabilidade
ambiental em contexto urbano encontram-se devidamente salvaguardas, sendo dado destaque
à importância de incrementar e qualificar os espaços verdes urbanos da área plano, assim
como otimizar a intermodalidade entre os sistemas de transportes públicos, mobilidade suave e
diminuição de tráfego de transporte individual.

Neste contexto, e atendendo aos factos apresentados, considera-se que a elaboração do PP


de Santo Ovídio deve ser isenta da realização de Relatório Ambiental, pelas seguintes razões:
• A ponderação dos critérios definidos para a aferição da probabilidade de haver efeitos
significativos para o ambiente é baixa;
• O PDM de Vila Nova de Gaia em vigor foi sujeito a Avaliação Ambiental Estratégica,
aquando da sua elaboração;
• O PU da Avenida da República, com uma área muito superior, foi isento de realização de
AAE, por se determinar que não era suscetível de ter efeitos significativos no ambiente;
• Segundo os termos de referência do PP e a sua área de abrangência, não há alterações
significativas sobre áreas ambientais sensíveis, face ao já previsto no PDM e PU, que
possam agora suscitar alterações significativas no ambiente e que não tenham sido
consideradas nos fatores críticos da AAE do PDM em vigor;
• A área de abrangência do PPSO-EG não se enquadra em qualquer dos sítios da lista
nacional de sítios, sítio de interesse comunitário, zona especial de conservação ou numa
zona de proteção especial.
• Apesar do plano constituir o enquadramento para a aprovação de projetos sujeitos a
avaliação de impacto ambiental, considera-se que, apesar da dimensão do projeto da
RAVE e da transversalidade a diversos municípios, concretamente no município de Gaia,
dada a pequena área e natureza urbana da sua inserção, a realização da AAE não se
justifica.

Em conclusão, considera-se que a elaboração do PPSO-EG não é passível de ter efeitos


significativos ou irreversíveis no ambiente, uma vez que os mesmos foram acautelados
pelo PDM de Gaia e PUAR, cujas alterações a serem introduzidas pelo PP, não irão
produzir significativos impactos ambientais.
ANEXOS

• Folha 1 - Planta de delimitação da Área-Plano – Plano de Pormenor de Santo Ovídio –


Estação de Gaia (esc.1/2.000)
• Folha 2 - Planta de localização – Plano de Pormenor de Santo Ovídio – Estação de
Gaia (esc.1/10.000)
-40200

-39100
161580 161580 Legenda:

Limite do Plano

Cartografia de base

Proposta de elaboração do Plano de Pormenor de Santo Ovídio – Estação de Gaia

PLANTA DE DELIMITAÇÃO DA ÁREA PLANO agosto


N
2023

DIREÇÃO MUNICIPAL DE URBANISMO


DEPARTAMENTO DE URBANISMO E PLANEAMENTO
DIVISÃO DE PLANEAMENTO E REABILITAÇÃO URBANA
01
escala: 1/2000

cartografia de base
entidade proprietária - Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
entidade produtora - Socarto, Lda; 2019
entidade produtora da atualização - Infoportugal - sistemas de informação e conteúdos, s.a.; 2019
cobertura fotográfica da atualização - AMP, ano 2017
homologação - Direção Geral do Território, Processo nº 737, Despacho de 15/04/2021
sistema de referência - Referencial Planimétrico: PT-TM06/ETRS89
Referencial Altimétrico: Datum Cascais (1938)
exactidão posicional e temática - Exatidão Planimétrica (E.M.Q.) ≤ 0,75 m
Exatidão Altimétrica (E.M.Q.) ≤ 1,00 m
Exatidão Temática 95%
160470 160470 Precisão Posicional Nominal de Reprodução: 1,43 m
-40200

-39100
Legenda:

Limite do Plano

Cartografia de base

Proposta de elaboração do Plano de Pormenor de Santo Ovídio – Estação de Gaia

PLANTA DE LOCALIZAÇÃO agosto


N
2023

DIREÇÃO MUNICIPAL DE URBANISMO


DEPARTAMENTO DE URBANISMO E PLANEAMENTO
DIVISÃO DE PLANEAMENTO E REABILITAÇÃO URBANA
02
escala: 1/10 000

cartografia de base
entidade proprietária - Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
entidade produtora - Socarto, Lda; 2019
entidade produtora da atualização - Infoportugal - sistemas de informação e conteúdos, s.a.; 2019
cobertura fotográfica da atualização - AMP, ano 2017
homologação - Direção Geral do Território, Processo nº 737, Despacho de 15/04/2021
sistema de referência - Referencial Planimétrico: PT-TM06/ETRS89
Referencial Altimétrico: Datum Cascais (1938)
exactidão posicional e temática - Exatidão Planimétrica (E.M.Q.) ≤ 0,75 m
Exatidão Altimétrica (E.M.Q.) ≤ 1,00 m
Exatidão Temática 95%
Precisão Posicional Nominal de Reprodução: 1,43 m

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