1) Por que o xixi muda de cor?
Ele pode mudar de cor por causa de pigmentos contidos em alguns alimentos e remédios que
ingerimos ou em decorrência de alguma doença. Em condições normais, a coloração do xixi
varia de um amarelo clarinho, quase transparente, até o amarelo-escuro. Esse tom amarelado
vem de três pigmentos sanguíneos — o urocromo, a bilirrubina e a creatinina —, que são
filtrados pelos rins enquanto a urina é produzida. Quanto mais água ingerimos, mais diluímos
esses pigmentos e, consequentemente, mais claro fica o xixi. "Por isso, urina clara é quase
sempre sinal de que estamos bem hidratados", diz Cláudio Luders, nefrologista do Hospital das
Clínicas, em São Paulo.
De acordo com o texto, a urina clara quase sempre sinaliza que estamos:
(A) infectados
(B) hidratados.
(C) desidratados.
(D) pigmentados.
2) O Homem que entrou pelo cano
Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se
acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos
familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira.
Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era
interessante.
No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Então percebeu que as
engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E
a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem
um homem dentro da pia”.
Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu
pelo esgoto.
O conto cria uma expectativa no leitor pela situação incomum criada pelo enredo. O resultado
não foi o esperado porque:
(A) a menina agiu como se fosse um fato normal.
(B) o homem demonstrou pouco interesse em sair do cano.
(C) as engrenagens da tubulação não funcionaram.
(D) a mãe não manifestou nenhum interesse pelo fato.
3) PRIMEIRAS FORMAS DE ESCRITA
Há cerca de 6 mil anos, as pessoas só se comunicavam por meio de fala e gestos. Não tinham
como preservar a história e o relato de fatos importantes, a não ser que os guardassem na
memória.
O primeiro estágio da escrita ocorreu quando os seres humanos passaram a desenhar. Na
ideografia, cada desenho continha uma ideia e qualquer pessoa podia entender a mensagem,
mesmo não conhecendo a língua do indivíduo que havia feito os desenhos. Depois, o ser
humano passou a usar a logografia, expressando as ideias indiretamente por meio de símbolos
em lugar de palavras faladas. Em vez de desenhar cinco carneiros, para mostrar que seu
rebanho era composto de cinco animais, podia-se desenhar apenas um sinal significando o
numeral cinco e outro, representando carneiro.
Gradualmente os homens aprenderam a utilizar um sistema silábico, no qual o sinal que
expressava uma palavra podia ser usado tanto para se referir a ela como para qualquer
combinação fonética que soasse como aquela palavra. Essa forma de escrita é chamada
rébus. Se usássemos a escrita rébus em português, o sinal que expressasse a palavra sol e o
que expressasse a palavra dado, juntos, passariam a significar soldado.
Após a leitura, percebe-se que o texto defende a seguinte ideia:
(A) A princípio, a escrita utilizou um processo chamado logografia.
(B) A forma conhecida como rébus foi o estágio inicial da forma de escrita.
(C) A escrita surgiu da necessidade de o homem armazenar e preservar sua história.
(D) Só o sistema silábico permitia a comunicação entre os homens.
4) Passe um dia sem carne
O que os brasileiros comem no dia a dia? Você ficaria sem “mistura” uma vez por semana?
Motivos há de sobra para atender a esse convite. A intenção é incentivar as pessoas a
deixarem de consumir carne ao menos uma vez por semana. A ideia é boa para a saúde
pessoal e para a do planeta.
Uma campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira – também adotada pela Prefeitura de São
Paulo – quer estimular esse hábito. Ao diminuir o consumo de carne, reduz-se, ao mesmo
tempo, o desperdício de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a
destruição de habitats e até de biomas inteiros. A pecuária é responsável pela emissão de
cerca de 17% dos gases de efeito estufa no planeta. Mais da metade da produção mundial de
alimentos é destinada à ração para animais de abate. [...]
Uma dieta sem carnes favorece a prevenção de doenças crônicas degenerativas, como
hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e
diabetes, segundo a Associação Diabética Americana.[...]
A campanha é um convite para repensar nossa alimentação cotidiana, muitas vezes pobre em
nutrientes pelo simples desconhecimento da variedade de hortaliças e verduras disponíveis.
Nesse texto, qual é a tese defendida pelo autor?
A) Deve-se repensar a alimentação vegetariana.
B) Evitar o consumo de carnes é bom para a saúde.
C) Gasta-se muita ração com animais de abate.
D) Incentivar a pecuária prejudica o planeta.
5) Cidadania, direito de ter direitos
Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem
constrangimento. [...] Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de
cidadania: respeitar o
sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás
desse comportamento
está o respeito à coisa pública. [...] Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para
que tivéssemos o
direito de votar.
O trecho que indica uma opinião em relação à cidadania é:
(A) ...“é o direito de ter uma idéia e poder expressá-la...”.
(B) ...“É poder votar em quem quiser...”.
(C) ...“revelam estágios de cidadania:...”
(D) ... “Foi uma conquista dura.”
6) Quanto tempo resistimos sem comer nem beber?
Há registros de pessoas que suportaram até 200 dias sem comer, mas esse tempo sempre
varia conforme a estatura. Sem água, porém, a resistência é bem menor e o estado de saúde
torna-se bastante grave após cerca de 36 horas. Ficar sem comer por um ou dois dias
normalmente não ocasiona problemas que possam afetar gravemente a pessoa. Essa situação
não costuma causar mais que tonturas e dor de cabeça. “O jejum não tem indicação para ser
usado de forma rotineira sob o ponto de vista médico, mas tem sido praticado desde a
Antiguidade como preceito religioso para a purificação do espírito”, diz o endocrinologista
Danilo Alvarenga de Carvalho. Quando feito sem controle médico, porém, o jejum pode implicar
sérios riscos para a saúde, inclusive levando à morte. Sem a ingestão de alimentos, o
organismo começa a queimar suas reservas de energia, principalmente as gorduras.
Depois delas, consome as proteínas que compõem os tecidos. Ficar muito tempo sem se
alimentar também provoca diversas alterações metabólicas e hormonais, com perda de
vitaminas e sais minerais, alterações da pressão arterial, desmaios e problemas psicológicos.
Mas a falta de água é bem mais grave. Um homem de estatura média contém em seu corpo
aproximadamente 40 litros de água, necessária para resfriar o corpo.
Além disso, a água transporta as substâncias tóxicas que sobram da nutrição para serem
eliminadas pelos rins e intestinos. Numa pessoa saudável, existe um equilíbrio entre a
quantidade de líquidos ingeridos e eliminados. A perda desse equilíbrio em poucos dias é o
suficiente para matar.
No trecho “Além disso, a água transporta as substâncias tóxicas que sobram da nutrição...” (3º
parágrafo), a expressão destacada desempenha a função de
(A) adição de ideias.
(B) comparação entre dois fatos.
(C) consequência de um fato.
(D) finalidade de um fato enunciado.
7) Como uma onda
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas, como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir,
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
E aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
No Texto, a palavra destacada em “Não adianta fugir / nem mentir pra si mesmo agora”
exprime uma ideia de:
A) alternância.
B) adição
C) finalidade.
D) oposição.
8) O gafanhoto
Era uma vez, numa noite bonita e quente de verão. O gafanhoto apanhou seu violino e sentou-
se sobre uma pedra, à margem do riacho. Depois de afinar seu instrumento, começou a tocar.
Era uma música lenta e muito bonita. Sempre que esta canção soava, fazia-se silêncio na
floresta. Os animais formavam um círculo em volta do talentoso músico e escutavam
admirados e quietinhos os acordes da música.
Mas, uma noite, a música não foi tocada e ninguém soube explicar por que o gafanhoto havia
desaparecido. Mas o ouriço havia observado que um menino pegara o pequeno músico e o
colocara dentro de uma caixa. Os animais saíram da floresta e o ouriço levou-os até a casa
onde o menino morava. A caixa aberta estava junto da janela. O gafanhoto, porém, sentado
tristemente dentro dela, não mais queria tocar o seu violino.
A floresta e os outros animais faziam-lhe falta.
A raposa entrou silenciosamente na casa e libertou o gafanhoto da prisão, carregando-o sobre
as costas para fora. Os dois retornaram à floresta, com todos os seus amigos. Lá chegando, o
gafanhoto tocou seu violino até o amanhecer. Ele estava tão feliz, que tocava com muita
perfeição, como nunca havia tocado, e todos os animais ouviam encantados.
Nesse texto, a expressão “Era uma vez,” (ℓ. 1) foi utilizada para
A) indicar que não se sabe o momento em que a história ocorreu.
B) marcar que o narrador não participou da história.
C) enfatizar uma atitude da personagem principal da história.
D) destacar uma passagem importante da história.
9) Texto 1
Mapa Da Devastação
A organização não-governamental SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais terminaram mais uma etapa do mapeamento da Mata Atlântica
([Link]). O estudo iniciado em 1990 usa imagens de satélite para
apontar o que restou da floresta que já ocupou 1,3 milhão de km 2 , ou 15% do território
brasileiro. O atlas mostra que o Rio de Janeiro continua o campeão da motosserra. Nos últimos
15 anos, sua média anual de desmatamento mais do que dobrou.
Texto 2
Há qualquer coisa no ar do Rio, além de favelas
Nem só as favelas brotam nos morros cariocas. As encostas cada vez mais povoadas no Rio
de Janeiro disfarçam o avanço do reflorestamento na crista das serras, que espalha cerca de 2
milhões de mudas nativas da Mata Atlântica em espaço equivalente a 1.800 gramados do
Maracanã. O replantio começou há 13 anos, para conter vertentes ameaçadas de
desmoronamento. Fez mais do que isso. Mudou a paisagem. Vista do alto, ângulo que não faz
parte do cotidiano de seus habitantes, a cidade aninha-se agora em colinas coroadas por
labirintos verdes, formando desenhos em curva de nível, como cafezais.
Uma declaração do segundo texto que CONTRADIZ o primeiro é
(A) a mata atlântica está sendo recuperada no Rio de Janeiro.
(B) as encostas cariocas estão cada vez mais povoadas.
(C) as favelas continuam surgindo nos morros cariocas.
(D) o replantio seguro encostas ameaçadas de desabamento.
10) VERDE
No Nordeste brasileiro, as estações do ano são só duas: o inverno, de fevereiro a maio, é o
tempo das chuvas; depois é o longo verão sem chuvas, de junho a janeiro.
Em julho, a folha do mato começa a mudar. De agosto a setembro, as folhas secam e caem.
De outubro em diante, o verde já desapareceu dos campos e das árvores. É só o chão ruivo e
nu, as árvores de galhos secos parecem mortas. Verdes, só de longe em longe alguns
juazeiros, que não perdem as folhas.
A gente de lá adora o inverno, com suas águas, mas também gosta do tempo seco.
Aquele sol de verão parece que purifica. Por ali não existem essas doenças dos climas úmidos,
como impaludismo, as feridas bravas, a sapiranga nos olhos, tantas outras. Todo mundo colheu
e guardou o milho e o feijão. Tendo mais uma cabra para dar leite às crianças, as galinhas no
quintal, mandioca para fazer farinha, os sertanejos acham que é uma boa vida.
Assim mesmo, a terra seca do verão não deixa de ser triste e até feia. Mas então, por fins de
janeiro, começo de fevereiro, de repente, dá uma grande chuva, passa um dia e uma noite
chovendo. E, na manhã seguinte, quando a gente se levanta, descobre um milagre.
O chão, as moitas, as árvores – está tudo coberto de verde! Os galhos secos se encheram de
rebentos verdes, e a terra está feito um tapete cerrado de brotos verdes que o povo chama
babugem.
O sertão ressuscita, vestido de verde, e é a coisa mais linda do mundo.
Nesse texto, “babugem” (penúltimo parágrafo) é o mesmo que
A) cabra para dar leite às crianças.
B) mandioca para fazer farinha.
C) terra muito seca do verão.
D) terra coberta de brotos verdes.