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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REABILITAÇÃO FÍSICO-
MOTORA
INVESTIGAÇÃO DA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA EM
CRIANÇAS E ADOLESCENTES:
REVISÃO INTEGRATIVA
MONOGRAFIA DE ESPECIALIZAÇÃO
Mithielle de Araujo Machado
Santa Maria, RS, Brasil
2013
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CERFM/CCS/UFSM/RS MACHADO, Mithielle de Araujo Especialista 2013
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INVESTIGAÇÃO DA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA EM
CRIANÇAS E ADOLESCENTES: REVISÃO INTEGRATIVA
Mithielle de Araujo Machado
Trabalho de conclusão apresentado ao curso de Pós-Graduação em Reabilitação
Físico-Motora, do Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Fisioterapia e
Reabilitação, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), como
requisito para obtenção do grau de
Especialista em Reabilitação Físico-Motora
Orientadora: Profa Dra Ana Fátima Viero Badaró
Santa Maria, RS, Brasil
2013
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RESUMO
Monografia de Especialização
Curso de Pós-Graduação em Reabilitação Físico-Motora
Universidade Federal de Santa Maria
INVESTIGAÇÃO DA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA EM CRIANÇAS E
ADOLESCENTES:
REVISÃO INTEGRATIVA
AUTORA: MITHIELLE DE ARAUJO MACHADO
ORIENTADORA: ANA FÁTIMAVIERO BADARÓ
Data e Local da Defesa: Santa Maria, 12 de julho de 2013.
A escoliose idiopática é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral de
etiologia desconhecida, sua progressão está associada ao estirão do crescimento e o
desenvolvimento ocorre na infância e pode ser agravada na adolescência. Essa revisão
integrativa teve por objetivo identificar estudos que investigaram a escoliose idiopática em
crianças e adolescentes, publicados nos últimos cinco anos, e descrever sua prevalência e
tratamento fisioterapêutico mais utilizado. A busca pelos estudos foi realizada no período de
janeiro a maio de 2013 nas bases de dados SciELO, LILACS e MEDLINE, analisadas por
duas pessoas de forma independente, cruzando-se os títulos obtidos para verificação de
repetições. Obtiveram-se seis estudos, quatro deles de prevalência e apontaram uma
variabilidade de 0,47% a 7%, com maior incidência no sexo feminino e dois estudos
relacionados ao tratamento fisioterapêutico com utilização do método iso-streching, terapia
manual, alongamentos, uso de órtese e o método FITS para essa deformidade. Através deste
estudo, observou-se que a prevalência encontrada nos artigos selecionados foi comparável
com a descrita na literatura, com maior incidência no sexo feminino. Em relação ao
tratamento fisioterapêutico, os dois estudos demonstraram significativas melhoras após
tratamento proposto. No entanto, há uma escassez de estudos que abordam tratamento
fisioterapêutico nesta deformidade.
Palavras-chave: Prevalência. Crianças. Adolescentes. Escoliose.
.
ABSTRACT
Monograph Specialization
Postgraduate Course in Physical Rehabilitation Motor
Federal University of Santa Maria
RESEARCH IDIOPATHIC SCOLIOSIS IN CHILDREN AND TEENS AND:
INTEGRATIVE REVIEW
AUTHOR: MITHIELLE DE ARAUJO MACHADO
LEADER: ANA FÁTIMA VIERO BADARÓ
Defense Place and Date: Santa Maria, July 12th, 2013
Idiopathic scoliosis is a three-dimensional spinal deformity of unknown etiology,
progression is associated with the spurt of growth and development occurs during childhood
and adolescence may be aggravated. This integrative review aimed to identify studies that
investigated the idiopathic scoliosis in children and adolescents, published in the last five
years and to describe the prevalence and most common physical therapy. The search for
studies was performed in the period January-May 2013 the databases SciELO, LILACS and
MEDLINE databases, analyzed by two people independently, crossing the titers obtained for
verification of repetitions. Yielded six studies, four of which showed a prevalence and
variability of 0.47% to 7%, with a higher incidence in females and two related to physical
therapy with the use of iso-streching method studies, manual therapy, stretching, use orthosis
and method for FITS this deformity. Through this study, we observed that the prevalence
found in the selected articles was comparable with that reported in the literature, with higher
incidence in females. Regarding physical therapy, both studies showed significant
improvements after treatment proposed. However, there is a dearth of studies addressing
physical therapy this deformity.
Keywords: Prevalence. Children.Teens.Scoliosis.
.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Fluxograma da seleção dos artigos para a revisão................................................16
.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Artigos selecionados para a pesquisa................................................................... 16
Tabela 2 - Prevalência de escoliose verificada nos artigos.................................................... 19
.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Amostra investigada, amostra com escoliose idiopática, amostra por sexo e faixa
etária dos participantes..............................................................................................................18
Quadro 2 – Tratamentos fisioterapêuticos realizados ..............................................................20
.
LISTA DE ANEXOS
ANEXO A- Registro do projeto no SIE.................................................................................. 30
.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10
1. ARTIGO - INVESTIGAÇÃO DA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA EM CRIANÇAS E
ADOLESCENTES: REVISÃO INTEGRATIVA ............................................................... 12
Resumo ..................................................................................................................................... 12
Abstrat ...................................................................................................................................... 13
Introdução ................................................................................................................................. 14
Metodologia .............................................................................................................................. 15
Resultados................................................................................................................................. 16
Discussão .................................................................................................................................. 20
Conclusão ................................................................................................................................. 23
Referências Bibliográficas ........................................................................................................ 24
CONCLUSÃO......................................................................................................................... 27
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 28
10
INTRODUÇÃO
A escoliose idiopática é definida como uma deformidade tridimensional da coluna
vertebral, com desvio lateral no plano frontal, rotação vertebral no plano transversal e lordose
no plano sagital, produzindo uma alteração no eixo vertical (KOJIMA; KUROKAWA, 1992).
Sua causa é desconhecida e os indivíduos não apresentam distúrbios neurológicos, musculares
ou outras doenças (IUNES et al., 2010; WAJCHENBERG et al., 2012). Seu desenvolvimento
pode ocorrer desde a infância e se agravar na adolescência, tendo o seu grande momento de
progressão associado ao estirão de crescimento e podendo estar relacionada ao sexo, idade de
surgimento e grau da curvatura (DETSCH et al., 2007; DÖHNERT; TOMASI, 2008;
REAMY; SLAKEY, 2001).
A escoliose idiopática é classificada de acordo com a idade em que surge: - infantil,
antes dos três anos; juvenil, entre três e dez anos (ou início da puberdade); e adolescente, após
os dez anos ou durante a puberdade.
A prevalência da deformidade varia entre 1% a 4% da população, com frequência de
quatro a cinco vezes maior no sexo feminino (NEWTON et al., 2005; FERREIRA et al.,
2009). Ela apresenta repercussões estéticas e psicossociais graves, além de ser responsável
por alterações da função pulmonar e o aparecimento precoce de processos degenerativos na
coluna (LONSTEIN, 1995; THOMPSON; SCOLES, 2000).
A imagem radiográfica da coluna vertebral, em incidência anteroposterior, é o exame
mais utilizado para mensuração das curvaturas e o método de Cobb é considerado o padrão-
ouro para avaliar, quantificar e também acompanhar a progressão (CUNHA et al., 2009). Esse
método, recomendado pela “Scoliosis Research Society”, foi desenvolvido em 1948 e leva o
nome de um de seus autores, John Robert Cobb (COBB, 1948). Para obtenção do ângulo de
Cobb, de uma curvatura lateral da coluna, traçam-se tangentes ao platô inferior da vértebra
mais inclinada no limite inferior da curva (vértebra-limite inferior) e ao platô superior da
vértebra mais inclinada no limite superior da curva (vértebra-limite superior). Mede-se o
ângulo formado pelo cruzamento das perpendiculares, formado por essas duas linhas traçadas
na curvatura. (SOUCHARD, 2001).
Existem ainda exames físicos para identificação da curvatura. O teste de Adams
consiste em identificar a gibosidade dorsal através da flexão anterior do tronco, em que o
observador posiciona-se posteriormente ao examinado e o mesmo realiza uma flexão anterior
do tronco mantendo os membros inferiores em extensão e os membros superiores pendidos
11
com a palma das mãos unidas (FERREIRA et al., 2010; YUFRA; GIORDANA, 2010). O
escoliômetro é o instrumento que identifica assimetrias e inclinações do tronco, cujo interior
há uma esfera de metal embebida em água que indica o ângulo de rotação axial do tronco, po-
dendo ser deslocada numa amplitude de 0 a 30° para ambos os lados em uma escala crescente
de valores unitários. O avaliador posiciona o escoliômetro, de forma perpendicular ao eixo
axial da coluna, sobre os processos espinhosos das vértebras nivelados, com a marcação
referente ao centro do escoliômetro (BONAGAMBA et al., 2010).
A progressão da curva ocorrerá de acordo com o pico de crescimento e, como o
prognóstico da escoliose depende da mesma, é ideal realizar avaliações posturais periódicas
(MILLER, 1999). Em virtude das complicações que a escoliose idiopática pode manifestar
durante o período de crescimento e desenvolvimento, é relevante realizar este estudo a
respeito deste tema.
Esta pesquisa teve por objetivo investigar a prevalência e o tratamento fisioterapêutico
de escoliose idiopática em crianças e adolescentes, tendo como critérios de inclusão estudos
que investigaram a escoliose idiopática de crianças e adolescentes com presença de dupla
curva, com idade dos sete aos dezoito anos e que utilizaram o exame de imagem radiográfica
com mensuração das curvaturas pelo método Coob. Os critérios de exclusão foram: estudos
com participantes portadores de necessidades especiais, procedimentos cirúrgicos, artigos de
validação de instrumentos de avaliação, uma única curva e estudos de revisão.
A busca das produções científicas, foi realizada nas bases de dados eletrônicas
SciELO, MEDLINE e LILACS, por dois investigadores de forma independente, cruzando-se
os títulos obtidos para verificar as repetições, sendo realizada no período de janeiro a maio de
2013, combinando-se o termo escoliose com as seguintes palavras: crianças, adolescentes,
escolares, diagnóstico, triagem, rastreamento, epidemiologia e prevalência, nos idiomas
português, inglês e espanhol.
Através da leitura dos títulos, resumos, e textos na íntegra os artigos foram
selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão pré-definidos.
No artigo serão apresentados os estudos selecionados para a presente pesquisa, onde
foram caracterizados segundo o ano de publicação, autores, tipo de estudo, tamanho da
amostra, faixa etária, gênero, prevalência, e tratamento fisioterapêutico.
Este artigo será submetido à revista Arquivos de Ciências da Saúde, sobre número de
ISSN Impresso -1807-1325 e ISSN Online - 2318-3691.
12
ARTIGO
INVESTIGAÇÃO DA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA EM CRIANÇAS E
ADOLESCENTES: REVISÃO INTEGRATIVA
RESEARCH IDIOPATHIC SCOLIOSIS IN CHILDREN AND ADOLESCENTS: A
INTEGRATIVE REVIEW
Mithielle de Araujo Machado
Pós-graduanda do Curso de Especialização em Reabilitação Físico-motora da Universidade Federal de
Ana Fátima Viero Badaró
Doutora em Ciências da Saúde, Docente do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação, Centro de
Ciências da Saúde, da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil, e-mail:
[email protected].
Cristiane Köhler Carpilovsky
Doutora em Educação e Ciências: química da vida e saúde, Docente do Departamento de Fisioterapia
e Reabilitação, Centro de Ciências da Saúde, da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil, e-
mail: [email protected].
Resumo
Introdução: A escoliose idiopática é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral de
etiologia desconhecida, sua progressão está associada ao estirão de crescimento e pode estar
relacionada ao sexo, idade de surgimento e grau da curvatura. Objetivo: identificar estudos
que investigaram a escoliose idiopática em crianças e adolescentes, nos últimos cinco anos,
verificar sua prevalência e apontar o tratamento fisioterapêutico mais utilizado. Metodologia:
A busca foi realizada no período de janeiro a maio de 2013 por duas pessoas, de forma
independente, cruzando-se os títulos obtidos para verificação de repetições, onde os critérios
de inclusão foram estudos que investigaram a escoliose idiopática de crianças e adolescentes
com presença de dupla curva, com idade dos sete aos dezoito anos e que utilizaram o exame
de imagem radiográfica com mensuração das curvaturas pelo método Coob, nas bases de
dados SCIELO, LILACS e MEDLINE. Resultados: Obtiveram-se no total seis estudos,
quatro deles de prevalência e dois de tratamento fisioterapêutico. A prevalência de escoliose
idiopática identificada variou de 0,47% a 7%, sendo maior no sexo feminino. A respeito do
13
tratamento, foi realizado iso-streching, terapia manual, alongamentos, uso de órtese e o
método FITS, para essa deformidade. Considerações finais: Através deste estudo, observou-
se que a prevalência de escoliose idiopática em crianças e adolescentes descrita nos artigos
selecionados é semelhante a apontada nas demais literaturas, com maior ocorrência no sexo
feminino. No que diz respeito ao tratamento fisioterapêutico, os dois estudos resultaram em
redução da curvatura escoliótica; no entanto, há uma escassez de estudos que abordam
tratamento fisioterapêutico nesta deformidade.
Palavras-chave: Prevalência; Crianças; Adolescentes; Escoliose; Tratamento
Abstrat
Introduction: Idiopathic scoliosis is a three-dimensional spinal deformity of unknown
etiology, progression is associated with the growth spurt and may be related to sex, age of
onset and degree of curvature. Objective: To identify studies that investigated the idiopathic
scoliosis in children and adolescents in the last five years, to verify its prevalence and point
the most widely used physical therapy. Methods: A search was conducted in the period from
January to May of 2013 by two people independently, crossing the titers obtained for
verification of repetitions, where the inclusion criteria were studies that investigated the
idiopathic scoliosis in children and adolescents with presence of double curved, aged from
seven to eighteen, who used imaging examination with radiographic measurement of
curvatures by coob method, the databases SciELO, LILACS and MEDLINE databases.
Results: There was obtained in all six studies, four of prevalence and two physiotherapy. The
prevalence of idiopathic scoliosis identified ranged from 0.47% to 7%, being higher in
females. Regarding treatment, iso-streching, manual therapy, stretching, bracing and the use
of FITS method was used for this deformity. Final Thoughts: Through this study, we
observed that the prevalence of idiopathic scoliosis in children and adolescents described in
the articles selected is similar to pointing in the other literatures, with higher incidence in
females. With respect to physical therapy treatment, both studies resulted in a reduction of the
scoliotic curvature; however, there is a dearth of studies addressing physical therapy this
deformity.
Keywords: Prevalence; Children; Teens; Scoliosis; Treatment
14
Introdução
A escoliose idiopática é definida como uma deformidade tridimensional da coluna
vertebral, com desvio lateral no plano frontal, rotação vertebral no plano transversal e lordose
(1)
no plano sagital, produzindo uma alteração no eixo vertical . Ela é associada ao estirão do
crescimento, rotação e progressão potencial da curva e corresponde a cerca de 70% do
conjunto das escolioses, acarretando importantes modificações ao eixo postural, e assimetria
(2-3)
corporal, necessário seu acompanhamento por meio de exames radiológicos . As
escolioses se agravam durante a fase de aceleração do crescimento, nos indivíduos do gênero
masculino ocorre dos 12 aos 15 anos e no feminino dos 10 aos 13 anos, por isso crianças e
adolescentes são o alvo mais vulnerável de manifestação dessa deformidade (4-5).
A avaliação e o diagnóstico são obtidos por meio de imagens radiográficas da coluna
vertebral, com incidência anteroposterior. As curvaturas são medidas através do método de
Cobb, que é preconizado pela Scoliosis Research Societyof North América, considerado
“padrão-ouro”, no diagnóstico da escoliose (6)
. São classificadas em leve (entre 10º e 20º),
moderadas (entre 20º e 40º) e severa (maiores que 40º ou 50º), nas mensurações das
curvaturas (7-8).
Existem também testes específicos, para a identificação da curva, por meio de análises
não-radiológicas, como por exemplo, o teste de Adams (flexão anterior do tronco) tem sido
amplamente utilizado para identificar presença de gibosidade na região dorsal, que indica
(9)
presença de escoliose . O diagnóstico e conduta tardios podem resultar em deformidades
sérias, afetando a aparência física, função cardiopulmonar e bem estar psicológico. A
identificação dessa deformidade é essencial para a escolha do tratamento apropriado (10).
O tratamento conservador engloba a fisioterapia, e está associado ao uso de órteses e
coletes, em crianças e adolescentes com curvaturas acima de 10° a 20°. Curvaturas maiores
15
que 40º Coob, em pacientes jovens, e acima de 50º em adultos, têm indicação de tratamento
(11)
cirúrgico . O presente estudo tem como objetivo identificar os estudos que investigaram a
escoliose idiopática em crianças e adolescentes, e verificar a prevalência apontada como
também os tratamentos fisioterapêuticos utilizados.
Metodologia
Este estudo caracterizou-se em uma revisão integrativa de artigos publicados nos
últimos cinco anos em que se investigou a prevalência e tratamento fisioterapêutico da
escoliose idiopática em crianças e adolescentes. A busca das produções científicas, foi
realizada nas bases de dados eletrônicas SciELO, MEDLINE e LILACS, no período de
janeiro a maio de 2013, combinando-se o termo escoliose com as seguintes palavras: crianças,
adolescentes, escolares, diagnóstico, triagem, rastreamento, epidemiologia e prevalência, nos
idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de inclusão foram: estudos que
investigaram a escoliose idiopática de crianças e adolescentes com presença de dupla curva,
com idade dos sete aos dezoito anos e que utilizaram o exame de imagem radiográfica com
mensuração das curvaturas pelo método Coob. Os critérios de exclusão foram: estudos com
participantes portadores de necessidades especiais, procedimentos cirúrgicos, artigos de
validação de instrumentos de avaliação, presença de uma única curva e estudos de revisão.
Essa investigação foi realizada por duas pessoas de forma independente, cruzando-se os
títulos obtidos para verificação de repetições.
Através da leitura dos títulos, resumos, e textos na íntegra os artigos foram
selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão pré-definidos. Nos estudos que
investigaram a postura corporal de crianças e adolescentes, para identificar alterações
posturais, buscou-se somente aqueles que apontassem a presença de escoliose idiopática com
dupla curva, excluídos aqueles que estudaram apenas uma única curva.
16
Os estudos selecionados foram caracterizados segundo o ano de publicação, autores,
tamanho da amostra, sexo, tipo de estudo, prevalência de escoliose, e tratamentos
fisioterapêuticos.
Resultados
Foram encontrados 3.880 artigos científicos, sobre a temática proposta, dos quais 118
estavam duplicados, obtendo-se 3.762 estudos. Após a leitura dos título e/ou resumos, foram
excluídos 3.315 por serem estudos que avaliaram instrumentos de avaliação, amostras
compostas por indivíduos com necessidades especiais (paralisia cerebral, deficiência auditiva
e visual), adotarem procedimentos cirúrgicos, realizarem revisão de literatura, aqueles que
tratavam apenas questões genéticas. Com a análise dos artigos na íntegra, excluíram-se ainda
aqueles com participantes em idade menor que sete e maior de dezoito anos, e os que não
apresentaram exames de imagem que estudaram apenas uma curvatura escoliótica. Dessa
forma, obtiveram-se 6 estudos no total. (Figura 1).
3.880 encontrados
118 duplicados
1ª exclusão (títulos e/ou resumos)
(228) avaliação de instrumentos
(948) paralisia cerebral, deficiência auditiva
e visual
(1036) procedimentos cirúrgicos
3.762 artigos
(478) questões genéticas
(70) revisão
17
2ª exclusão (textos completos)
447 artigos (226) faixa etária
(215) não apresentaram exames de imagem
(555) Curva única
6 artigos
Figura 1- Fluxograma da seleção dos artigos para a revisão.
Ano Autores Título Tipo de estudo
2011 Santo, AE Prevalência de escoliose Corte Transversal
Guimarães, LV idiopática e variáveis
Galera, MF(12) associadas em escolares do
ensino fundamental de escolas
municipais de Cuiabá, MT, 2002
2011 Rodrigues,LC Análise clínica e radiográfica pré e pós- Estudo de caso
Bonvicine, G tratamento conservador na escoliose idiopática
Barboza, C do adolescente: estudo de caso
Adriano, M(13)
2011 Yufra, D, H Escoliosis idiopática del adolescente em La Corte Transversal
Giordana, G(14) Provincia de Jujuy Chequeo selectivo 2007-2009
2011 Adobor, RD School screening and point prevalence of Prospectivo
Rimeslatten, S adolescent idiopathic scoliosis in 4000
Steen, H Norwegian children aged 12 years
Brox, JI(15)
2011 Białek, M(16) Conservative treatment of idiopathic scoliosis Corte Transversal
according to FITS concept: presentation of the
method and preliminary, short term radiological
and clinical results based on SOSORT and SRS
criteria
2012 Adobor, RD Scoliosis detection, patient characteristics, Prospectivo
Riise, RB referral patterns and treatment in the absence of
Sørensen, R a screening program in Norway
Kibsgard, TJ
Steen, H
Brox, JI(17)
Tabela 1 – Artigos selecionados para a pesquisa.
A soma das amostras estudadas totalizaram 5.191 participantes. Entre eles, foram
identificados 1.207 com escoliose idiopática, onde quando estratificados pelo gênero
verificou-se a incidência maior nas meninas com 956 casos, enquanto nos meninos
registraram-se 251 casos, faixa etária que apresentou maior variabilidade foi observada no
18
estudo de Adobor et al.(17), enquanto as demais mantiveram a mesma faixa entre 10-13 anos
de idade. (Tabela 1)
Quadro 1– Amostra investigada, escoliose idiopática identificada, sexo dos participantes com
escoliose e faixa etária dos participantes.
Identificação do estudo Amostra Amostra com escoliose Faixa etária
investigada dos
participantes
N Feminino Masculino
Santo, AE 210 172 96 76 10-11
Guimarães, LV
Galera, MF(12)
Rodrigues,LC 01 01 01 00 12
Bonvicine, G
Barboza, C
Adriano, M(13)
Yufra, D, H 113 47 35 12 12-13
Giordana, G(14)
Adobor, RD 4.000 120 78 42 11-13
Rimeslatten, S
Steen, H
Brox, JI(15)
Białek, M(16) 115 115 102 13 11-12
Adobor, RD 752 752 644 108 7-17
Riise, RB
Sørensen, R
Kibsgård, TJ
Steen, H
Brox, JI(17)
5.191 1.207 956 251
Na tabela 2, observou-se que a menor prevalência de escoliose idiopática foi 0,47% no
(14) (12)
estudo de Yufra e Giordana , e a maior foi de 7% descrita por Santo et al. . Em relação
ao ângulo de Cobb, o menor avaliado foi no estudo de Santo et al.(12) de ≥5° e o maior no
estudo de Adobor et al(15) com ângulos maiores que 40°.
19
Autores Título Prevalência Ângulo de Cobb
Santo, AE Prevalência de 7% ≥5°
Guimarães, LV escoliose
Galera, MF(12) idiopática e variáveis
associadas em
escolares do ensino
fundamental de
escolas
municipais de Cuiabá,
MT, 2002
Yufra, D, H Escoliosis idiopática 0,47% 10°-40°
Giordana, G(14)
del adolescente em La
Provincia de Jujuy
Chequeo selectivo
2007-2009
Adobor, RD School screening and 0,47% 10°-20°
Rimeslatten, S
point prevalence of
Steen, H
Brox, JI(15) adolescent idiopathic
scoliosis in 4000
Norwegian children
aged 12 years
Adobor, RD Scoliosis detection, 0,55% >40°
Riise, RB
patient characteristics,
Sørensen, R
Kibsgård, TJ referral patterns and
Steen, H
treatment in the
Brox, JI(17)
absence of a screening
program in Norway
Tabela 2 – Prevalência de escoliose encontrada nos artigos.
Quanto ao tratamento fisioterapêutico realizado para escoliose idiopática, dois artigos
(10-13)
realizaram tratamento fisioterapêutico, com iso-streching, alongamentos musculares e
terapia manual. Functional Individual Therapy of Scoliosis (FITS), manipulações/
alongamentos Após a realização dos mesmos, os resultados apresentados foram positivos para
o controle / diminuição da curva escoliótica (Quadro 2).
20
Quadro 2– Característica da amostra estudada e os tratamentos fisioterapêuticos realizados.
Autores Amostra Tratamento Resultado
Rodrigues,LC Um participante do sexo Iso-streching; Terapia manual Redução de 6º da curva,
Bonvicine, G feminino de 12 anos, (alongamento muscular e desaparecimento das
Barboza, C com escoliose toraco- pompagens) e queixas álgicas e melhora
Adriano, M(13) lombar, dupla curva, Colete TLS usado por 23hrs/dia no alongamento muscular.
maior de 40º Coob
O tratamento consistiu em30
sessões, 3x por semana, 50 min
Białek, M(16) 115 participantes com 11 O grupo A: realizou Functional Diminuição da curva e
e 12 anos de idade, Individual Therapy of Scoliosis melhora da estética
divididos em dois (FITS method) corporal em ambos os
grupos. grupos.
Grupo A: 68 meninas e Grupo B: Receberam o FITS
10 meninos com o mais uso de órtese
ângulo de Cobbentre 10 °
e 25 ° e o sinal de Risser As sessões eram realizadas uma
entre 0 a 1. vez ao mês com duração de 60
minutos e diariamente os
Grupo B: 34 meninas e 3 exercícios eram executados pelo
meninos com â Cobb paciente em seu domicílio
entre 26 ° e 40 ° e o sinal durante 45 minutos. E o uso da
de Risser de 0 a 2. órtese de 13 a 21 horas.
Discussão
(12-17)
Nessa revisão optou-se por estudos que encontraram dupla curva na população
estudada. Essa deformidade tem seu potencial evolutivo em crianças e adolescentes, onde a
fase do pico de crescimento, em que acontecem importantes mudanças. Pôde-se observar após
análise dos estudos selecionados que indivíduos na fase de pico de crescimento compuseram
cinco dos artigos selecionados (10-13 anos de idade), indo ao encontro dos estudos de Janicki
(18) (19). (17)
et al. e Wearing Um único estudo utilizou uma ampla faixa etária (7-17 anos de
idade). A remodelação do tecido ósseo de acordo com a carga exercida sobre ele durante a
infância, período em que os ossos possuem uma maior quantidade de colágeno, faz com que
os ossos tornam-se mais flexíveis e tolerantes à formação plástica, ou seja, menos resistentes à
compressão. Dessa forma, quando há um aumento da sobrecarga, os indivíduos na fase de
crescimento são mais susceptíveis às deformações (19).
21
Ao observar a prevalência de escoliose idiopática em crianças e adolescentes, os
(12, 14-15, 17)
estudos apontaram uma prevalência que variou de 0,47% a 7% e com curvaturas
≥5°, corroborando a Scoliosis Research Society (6)
, que cita presença em 2% a 4% das
(20)
crianças e adolescentes, e curvas acima de 10°, bem como os estudos Velezizm et al. ,
(21) (22) (23)
Santos et al. e Pinho et al. , diferindo do estudo de Minghelli que apontou uma
prevalência de 25,77%, indo, assim, ao encontro do estudo de Fornazari (24), que apontou uma
prevalência de 26%.
(12, 14-15, 17)
Os Estudos , demonstram uma maior predominância da escoliose idiopática
(25-28)
no sexo feminino, corroborando com os achados . Para Pousa e Mellin (25) as meninas
estão mais predispostas a escoliose idiopática devido a sua baixa resistência da coluna
vertebral, ao pico de crescimento ser mais precoce e a maior flexibilidade de seus ligamentos.
(26)
Willner e Uden as reconhecem também como um fator de risco e encontraram uma
frequência de seis meninas para um menino. Rubin et al. (27), afirmaram que durante a fase de
crescimento a densidade óssea apresenta um incremento marcante de modo mais rápido no
sexo feminino a partir dos dez anos de idade até os quinze, quando ocorre uma desaceleração
(28)
abrupta da decomposição mineral óssea. Burwell descreveu em seu estudo que a maior
prevalência da escoliose observada foi para no sexo feminino, pode ser devido ao fato de
atingirem o estirão do crescimento com relativa imaturidade postural, em comparação com os
meninos, que atingem esse pico de crescimento quando a idade é mais avançada.
Com relação ao tratamento fisioterapêutico da escoliose idiopática através dos estudos
(13, 16)
selecionados nessa revisão, somente dois foram selecionados. Os autores dos estudos
relatam que a detecção precoce da escoliose idiopática, permite ao terapeuta lançar mão de
tratamentos fisioterapêuticos de acordo com a angulação da curva, para que desta forma possa
ser reduzido seu grau evolutivo, e descartar procedimentos invasivos, indo assim, ao encontro
dos estudos de Asher et al. (29), Grivas et al. (30) e Salate (31).
22
Nos estudos selecionados os pesquisadores utilizaram a técnica iso-streching,
alongamentos musculares e terapia manual, além do uso de órtese por meio de colete
(32)
toracolombossacral, bem como no exposto por Monte-Raso et al. e em outro estudo
Functional Individual Therapy of Scoliosis (FITS), manipulações/ alongamentos. O FITS é
um método que tem por princípios a liberação miofascial, a consciência corporal,
fortalecimento muscular, respiração e exercícios que atuam na melhora do equilíbrio. Ao final
das intervenções observou-se uma estabilização e/ou redução das curvas existentes,
contribuindo para uma melhor qualidade de vida e percepção corporal dos participantes.
(33)
No estudo de Oliveiras e Souza , foram utilizadas técnicas de Iso-Stretching e
Manipulações Osteopáticas, observando-se redução da curvatura escoliótica em 66,7% da
amostra; estabilização em 16,7% dos pacientes; aumento da curvatura em 16,7%. No estudo
de Borino et al. (34), não foi observada redução da curvatura escoliótica após curto período de
(30)
tratamento. Grivas , utilizou o iso-stretching no tratamento da escoliose idiopática nos
casos em que não houve melhora ao final do tratamento.
Com relação aos estudos relacionados ao uso de órtese como seu tratamento, todos
obtiveram uma redução da curva escoliótica e da sintomatologia álgica. Os autores relatam
ainda a boa aceitação dos indivíduos com as órteses propostas. Os pesquisadores Di
Raimondo e Green (35), realizaram estudo sobre a aceitação do uso do colete em pacientes com
escoliose idiopática e observou-se que 65% dos indivíduos da amostra, utilizaram somente
dois terços do tempo recomendado pelo médico e apenas 15% deles usaram-no em período
integral. Já no estudo de Haje et al. (36), 100% dos participantes utilizaram o colete por todo o
período de tratamento.
23
Conclusão
A infância e a adolescência são os períodos mais importantes para o crescimento e o
desenvolvimento. É nessa fase que os riscos relacionados a alterações posturais, como a
escoliose idiopática, são mais evidentes. Por meio desta revisão, observou-se uma elevada
prevalência de escoliose idiopática em crianças e adolescentes, com maior frequência no sexo
feminino. O exame radiológico mostrou-se eficaz para detectar, mensurar e acompanhar a
progressão da curvatura, apesar de outros métodos também serem utilizados para o mesmo
fim. Entretanto, através desse método, a curvatura é mensurada com exatidão, possibilitando,
assim, um melhor acompanhamento da curva durante o tratamento proposto. Com relação aos
tratamentos expostos nesta revisão, todos relataram significantes reduções e/ou estabilizações
nas curvaturas existentes. Assim, é de suma importância um programa de triagem para
detecção precoce e tratamento específico para reduzir a evolução da curva. Percebe-se, ainda,
que vários estudos definem a escoliose idiopática de forma contraditória, o que dificulta o
entendimento e o estudo dessa deformidade. Também foi possível observar a escassez de
estudos que envolvem tratamento fisioterapêutico, da escoliose idiopática em crianças e
adolescentes. Dessa forma recomendam-se futuros estudos para investigação da prevalência e
tratamento mais eficaz para essa deformidade, a fim de suprir essa deficiência na literatura.
24
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27
CONCLUSÃO
A escoliose idiopática é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, cuja
causa é desconhecida. Devido a sua alta prevalência, ela tem sido relatada como um problema
de saúde pública. Por meio deste estudo, observou-se uma elevada prevalência de escoliose
idiopática em crianças e adolescentes, com maior frequência no sexo feminino. O exame
radiológico mostrou-se eficaz para detectar, mensurar e acompanhar a progressão da
curvatura, apesar de outros métodos também serem utilizados para o mesmo fim; entretanto,
através desse método a curvatura é mensurada com exatidão, possibilitando, assim, um
melhor acompanhamento da curva durante o tratamento proposto. Com relação aos
tratamentos expostos neste estudo, todos relataram significantes reduções e/ou estabilizações
nas curvaturas existentes. Na literatura estudada, percebeu-se divergências com relação aos
conceitos da escoliose idiopática, o que ocasiona um entendimento de forma contraditória
sobre essa deformidade, o que pode limitar as pesquisas, e tratamentos a serem realizados.
Outro aspecto a ser observado, foi a escassez de estudos em relação a tratamentos
fisioterapêuticos em crianças e em adolescentes, com essa deformidade. Dessa forma,
recomendam-se futuros estudos para investigação da prevalência e tratamento mais eficaz
para essa deformidade, para suprir essa deficiência na literatura.
28
REFERÊNCIAS
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30
ANEXO A – REGISTRO DO PROJETO NO SIE