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Origem e Importância do Direito Econômico

O documento aborda a origem e a importância do Direito Econômico no curso de Contabilidade e Gestão, destacando sua função de regular a intervenção do Estado na economia. O Direito Econômico é apresentado como um ramo do direito que busca equilibrar interesses públicos e privados, surgindo em resposta a crises econômicas e sociais, como as guerras mundiais e a Grande Depressão. O texto também explora suas características, objetivos e a evolução histórica que moldou sua prática atual.
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Origem e Importância do Direito Econômico

O documento aborda a origem e a importância do Direito Econômico no curso de Contabilidade e Gestão, destacando sua função de regular a intervenção do Estado na economia. O Direito Econômico é apresentado como um ramo do direito que busca equilibrar interesses públicos e privados, surgindo em resposta a crises econômicas e sociais, como as guerras mundiais e a Grande Depressão. O texto também explora suas características, objetivos e a evolução histórica que moldou sua prática atual.
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UNIVERSIDADE KIMPA KITA

INSTITUTO POLITECNICO
DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE E GESTÃO
DIREITO ECONÓMICO

ORIGEM E INTERSESSE DO DIREITO ECONÓMICO NO CURSO


DE CONTABILIDADE E GESTÃO

GRUPO 1
4º ANO

O Docente: Richard Mortinera Alain

Uige, 2024
LISTA DOS INTEGRANTES DO GRUPO
1. FUAMBI TIMÓTEO GONÇALVES COXE
2. KUNDETA DAVID MANUEL
3. LUKOKI KIVUNA JOÃO KAZINGA
4. LUNDUNDI PINTO SIMÁO AFONSO
5. MARIA DA GLORIA DOS SANTOS DAMBI
Sumário
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 4
1-Direito Económico ..................................................................................................................... 5
1.1-Conceito .................................................................................................................................. 5
1.2-Objeto do Direito Econômico. ................................................................................................ 5
1.3-Objectivos do Direito Económico ........................................................................................... 6
1.4-Características do Direito Económico .................................................................................... 6
Flexibilidade.............................................................................................................................. 6
Mobilidade ................................................................................................................................ 6
Mutabilidade ............................................................................................................................. 6
1.5-O direito económico é ramo do direito Público ou privado? .................................................. 7
1.6-Origem .................................................................................................................................... 7
1.6.1-A primeira Guerra Mundial ............................................................................................. 8
1.6.2-A Constituição de Weimar de 1919 ................................................................................. 9
1.6.3-A grande Depressão de 1929 ............................................................................................... 9
2-Intersesse do direito económico no curso de contabilidade e gestão ....................................... 10
Conclusão .................................................................................................................................... 12
Referencias Bibliográficas .......................................................................................................... 13
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INTRODUÇÃO
Presente trabalho tem como o tema “ origem e intersesse do direito económico no curso
de contabilidade e gestão” Direito Económico, da mesma forma, vem como uma forma
de disciplinar relações e proteger outras.. Com relação aos direitos fundamentais, o
direito económico configura-se como verdadeiro pressuposto da existência dos direitos
sociais, pois, sem uma política económica orientada para aintervenção e participação
estatal na economia, não se comporão as premissas necessárias ao surgimento de um
regime democrático de conteúdo tutelar dos fracos e mais numerosos. Portanto, quando
se vai tratar do Direito Económico é inevitável aferir que seu nascimento acompanhou o
desenvolvimento da humanidade, dos seus conceitos primários até suas construções
jurídicas.
O Direito Econômico trata das normas de intervenção do Estado na economia, criando
políticas, proibindo certas condutas.

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1-Direito Económico

1.1-Conceito
O Direito Econômico estuda as normas de intervenção do Estado na economia, criando
políticas, proibindo certas condutas e trazendo as formas de regulação do Estado na
atividade econômica. O Direito Econômico trata das normas de intervenção do Estado
na economia, criando políticas, proibindo certas condutas e trazendo as formas de
regulação do Estado na atividade econômica.
Segundo o entendimento maioritário, o direito econômico é o ramo da ciência jurídica
que estuda o conjunto de normas que positivam a política econômica estatal. Vejamos
agora qual o conteúdo e a abrangência do direito econômico. Em outros termos,
vejamos quais fatos e situações econômicas compõem a política econômica regulada
por este ramo do direito.
Na conceituação de FONSECA(2007), o Direito Econômico “é o conjunto sistemático
de princípios e normas que disciplinam:
a) a produção de bens e serviços;
b) a partilha dos benefícios desse trabalho;
c) o consumo das utilidades produzidas;
d) os meios necessários à consecção desses objetivos - para realizar determinada política
econômica.
Sintetizando, podemos compreender o Direito Econômico como a ciência jurídica que
regulamenta a atividade econômica dos setores público e privado, conciliando os
interesses conflitantes no processo produção consumo de bens e serviços, de modo a
estabelecer as diretrizes da política econômica recomendável ao desenvolvimento sócio-
econômico do país.

1.2-Objeto do Direito Econômico.


Assim, as atividades humanas enquanto desenvolvidas tendo em vista exclusivamente o
interesse particular, no setor da produção das rique zas econômicas, da participação no
produto, da sua circulação e do seu consumo, constituem preocupação da ciência
econômica. Quando, porém, interessarem ao Estado, como instrumento de aplicação de
determinada política econômica, via legislação específica, passam estas atividades a
constituir objeto do Direito Econômico.
As normas jurídicas disciplinadoras dessas distintas fases do processo econômico,
quando utilizadas pelo Estado para direcionar e regular sua Política Econômica,
constituiriam o conteúdo dogmático do Direito Econômico.
Para Andrè de Laubadère, o objeto do Direito económico são as intervenções do
Estado na economia, ou melhor, "o direito aplicável às intervenções das pessoas
públicas na economia e aos órgãos dessas intervenções"
Para Geraldo Vidigal, o direito econômico ocupa-se do ordenamento jurídico das
situações de mercado que tendem a relações de dominação (os monopólios, por

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exemplo), da tutela jurídica dos sujeitos passivos das relações de dominação (v.g. os
consumidores e as minorias acionárias), da disciplina jurídica orientadora das atitudes,
propensões e expectativas que comandam, nos mercados e do comportamento das
macrovariáveis econômicas (como a determinação da taxa de juros e da taxa de
câmbio).

1.3-Objectivos do Direito Económico


O Direito Económico tem como ojectivo Regular a Economia: regular o comportamento
dos os agentes económicos e dos demais agentes do direito econónico.

1.4-Características do Direito Económico


A flexibilidade, a mobilidade e a mutabilidade também estão presentes nas nor mas de
direito econômico, tendo em vista a dinâmica da realidade que pretende regular.
Flexibilidade
Para FONSECA(2007), Ao conduzir a atividade econômica, o Estado está tratando com
um fenômeno que se caracteriza pela constante evolução, pela contínua mobilidade.
Uma medida de política econômica, por se endereçar a fatos concretos e, por isso
mesmo, isolados, não consegue nunca gerar uma situação de satisfação generalizada. Os
setores que, alcançados por aquela medida se sentirem prejudicados, lançarão seus
brados provocadores de mudança. E o Estado deverá cer tamente procurar adotar novas
medidas no intuito de alcançar o equilíbrio.
Para o WASHINGTON(2003), Uma das características mais destacadas das leis de
Direito Econômico é o seu compromisso com a dinâmica da realidade social. Não é
fácil consegui-lo pelos métodos tradicionais de legislar. Essa dificuldade revela-se tanto
em relação a uma redação demasiadamente explícita ou enumerativa como ao recurso
ao estabelecimento de ‘diretivas’, de ‘ressalvas’ e outros expedientes de salvaguar da
ante as ‘mutações’ sociais que ameaçam permanentemente a lei jurídica de se tornar
desatualizada e vazia de sentido.
Mobilidade
Para acompanhar esta dinâmica social, a norma de direito econômico tem que se
amoldar, para atingir seus objetivos, seja por meio da interpretação, seja por meio da
alteração da própria lei. Neste sentido, segundo o prof. Washington, a ‘flexibilidade’
tem por função amainar os efeitos rígidos dos textos legais, ajustando à realidade a sua
aplicação. Podendo ser utilizada nas mais diver sas hipóteses, seu emprego mais
habitual vem sendo registrado nas relações contratuais de trabalho em circunstância de
crise, pelo que muitos autores a tomam como ‘princípio hermenêutico’ a ser aplicado no
‘direito de crise’
Mutabilidade
A mutabilidade também caracteriza a norma de direito econômico. Como a realidade
econômica é instável, a norma que a regula deve ser alterada rapi damente, o que se
mostra impossível com a demora – natural – do processo legislativo. Por esta razão,
delega-se poder normativo a agências reguladoras e se criam exceções ao princípio da
estrita legalidade e às regras de vigência da lei, como se vê na possibilida de de
alteração das alíquotas de tributos extrafiscais por ato do Poder Executivo, dispensando-

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se, para estes, o respeito ao princípio da anterioridade. Para entendermos melhor o


funcionamento das normas que constituem o direito econômico, vamos passar em
revista ao funcionamento da própria economia, pelos sis temas econômicos, pela
estrutura dos mercados e pelos instrumentos mais comuns de política econômica.

1.5-O direito económico é ramo do direito Público ou privado?


O posicionamento PEREIRA(1997), fica bastante claro e preciso quando analisa sua
própria definição do Direito Econômico: “complexo de normas que regulam a ação do
Estado sobre as estruturas do sistema económico e as relações entre os agentes da
economia”. Na primeira parte da definição vamos encontrar a regulamentação, através
da norma jurídica, do complexo sócio-econômico, da ordem social, é matéria de direito
público. Na segunda parte deparamos com o relacionamento jurídico entre os agentes da
economia, entre produtores e/ou consumidores; trata-se de matéria de direito privado
O Direito Econômico é o ramo do direito que regula a produção e a circulação de
produtos e serviços, tendo em vista o desenvolvimento econômico do país,
especialmente no que diz respeito ao controle do mercado interno, a disputa entre as
empresas, e também os arranjos feitos por empresas para explorarem o mercado.
especialmente no que diz respeito ao controle do mercado interno, a disputa entre as
empresas, também os arranjos feitos por empresas para explorarem o mercado.
Sintetizando, podemos compreender o Direito Econômico como a ciência jurídica que
regulamenta a atividade econômica dos setores público e privado, conciliando os
interesses conflitantes no processo produção consumo de bens e serviços, de modo a
estabelecer as diretrizes da política econômica recomendável ao desenvolvimento sócio-
econômico do país.

1.6-Origem
DE acordo com COMPARATO, examinando o crescimento deste novo ramo do Direito
afirma: “O direito econômico nasce com a primeira guerra mundial, que representa de
fato o fim do século XIX e o superamento de uma certa concepção clássica da guerra e
da economia”
Segundo SANTOS (1996:33) o mundo antigo estabelecido em sistemas de feudos não
dava liberdade para a actuação económica individual. A monopolização de poder nas
mãos dos senhores feudais impedia a iniciativa privada. Foi quando então, houve uma
dasmaiores revoluções jamais vistas na história da humanidade, a Revolução Burguesa.
Esta virada histórica fez dos comerciantes (Burgueses) senhores e possuidores dos
meios de produção, e obviamente senhores do cerne da economia. Logo se estabeleceu
um direito negativo ao Estado, o burguês queria independência para poder comercializar
sem a intromissão Estatal em seus negócios, que na época vinha também dos monarcas
soberanos. O direito à liberdade, vida e primordialmente a propriedade foram ratificados
e logo a adiante constitucionalizados. Estas conquistas eram fundamentais para que o
capitalismo liberal fosse implantado e desenvolvido.
O auge dessas garantias individuais se deu no século XIX, onde o Estado deixava os
negócios jurídicos serem executados pelo livre-arbítrio das partes interessadas.

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Observou-se principalmente após a primeira e segunda guerras mundiais que o Estado


Liberal abusou de sua liberdade e entrou em colapso, pois, a suposta igualdade de
concorrência prometida pelo sistema Liberal era apenas uma utopia que no fim
aumentou as desigualdades e conflitos entre Nações e Estados. Foi devido
aconcentração de riquezas nas mãos de poucos que as injustiças sociais e Estatai
encontraram terreno fértil, acarretando em lutas de classes sócias internas e em
guerrasno campo externo, como já mencionamos a primeira e segunda guerras
mundiais. Para reconstruir a economia da Europa como um todo gerou-se a necessidade
de repensar aatuação do Estado na economia interna e externa, inclusive limitando
também a atuaçãoeconômica em âmbitos individuas. Foi diante desta necessidade que
o Direito Económico se desenvolveu. No findar do século XIX vemos o surgimento
do Estado Intervencionista que “puxou” para si toda a responsabilidade de gestão,
tornando-se um tipo de “Estado Pai”, proporcionando um povo ocioso que buscou, ou
busca no Estado a resolução de todas suas necessidades. Vale aferir
que também começou a se desnvolver uma visão macroeconónica, saindo daquela visáo
microeconómica, um tanto qua tantto quanto fundamentalista do estado liberal. É após a
segunda guerra mundial que que o estado intervensionista interfere fortemente na órdem
económica.
“Trata-se do (...) ramo do Direito, composto por um conjunto de normasde conteúdo
econômico e que tem por objetivo regulamentar medidas de política econômica
referentes às relações e interesses individuais e coletivos,harmonizando-as pelo
princípio da economicidade com a ideologia adotadana ordem jurídica.”
Finalmente o Direito Económico do século XXI se esforça em regular a maneira como
oEstado intervirá na economia, visando a harmonização e desenvolvimento da Nação.
1.6.1-A primeira Guerra Mundial
De acordo com VASQUES (1996:74) As regras de Direito económico são regras
jurídicasque apareceram depois da 1ª Guerra Mundial, para reformar, ou mesmo,
substituir aordem económica existente.Duas grandes revoluções que marcaram a
nascença e desenvolvimento do capitalismo: arevolução liberal e a revolução
industrial.A 1ª Guerra Mundial marca o fim do capitalismo liberal e o início do
capitalismo social.O objectivo do capitalismo é essencialmente a procura do lucro.O
meio para atingir esse objectivo será a produção de bens e serviços, para satisfação
dasnecessidades dos cidadãos.
O capitalismo liberal era marcado pelo direito à propriedade(privada) dos meios de
produção e à iniciativa privada bem como uma liberdade económica. Era o mercado
que,através da lei da oferta e da procura, regulava os preços. O mercado era o
grandeinstrumento coordenador e organizador da actividade económica.Havia uma
crescente intervenção por parte do Estado para satisfazer as exigências e asnecessidades
trazidas pela 1ª Guerra.Surgem, com a Revolução Russa de 1917, novas ideias políticas
e económicas e apareceem 1919 a 1ª Constituição que dedicava uma especial secção à
vida económica.

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1.6.2-A Constituição de Weimar de 1919


A Constituição de Weimar legitimava a intervenção do Estado na vida económica. O
capitalismo liberal, falha no domínio da justiça social
Em 1929 surge uma grande crise económica com uma elevada taxa de desemprego e
deinflação, uma taxa de crescimento reduzida, perdurava a fome, a bancarrota, etc. Daí
surgiu Keynes que dizia que o Estado deveria intervir para estabilizar a economia.
Apareceu neste momento para defender, pela 1ª vez, a intervenção do Estado, no
sentidodo investimento público em tempos de recessão, defendendo que perante um
aumento da procura agregada a oferta responderia.Depois da 1ª Guerra Mundial, esta
ordem económica existente, altera. O Estado passa aintervir directamente e
indirectamente e a própria guerra é o fenómeno que leva a que oEstado passe a
intervir.Directamente, quando o Estado age como agente económico e indirectamente,
quando o Estado age como agente de regulação económico-social e regula o acesso à
actividade económica, regula a concorrência, regula o consumo.É o abandono do
liberalismo, substituição do capitalismo liberal pelo capitalismo social.Os primeiros
embriões de Direito Económico serviam para salvar a economia liberal, para conservar
a ordem existente, introduzindo normas para regular a concorrência livre num mercado
perfeito.Os segundos embriões de Direito Económico, após a 1ª guerra mundial,
correspondiam a um direito, que visava reformar a ordem económica existente.

1.6.3-A grande Depressão de 1929


Nas palavras de VAZ (2003:56) a Crise de 1929, que ficou popularmente
conhecidacomo A Grande Depressão, foi uma grande crise econômica que persistiu até
a Segunda Guerra Mundial, sendo considerado como o pior e mais longo período de
recessão econômico que o século XX já passou. Entre todas as consequências que a
crise trouxe, podemos citar as elevadas taxas de desemprego, a diminuição da produção
industrial dediversos países, assim como as drásticas quedas dos PIB’s, dos preços de
ações, entre outros. Praticamente todo o mundo se viu envolto a este momento difícil,
que prejudicouas atividades econômicas de dezenas de países.
Quando a Primeira Guerra Mundial chegou ao fim, alguns países europeus estavam com
suas economias enfraquecidas, enquanto que os Estados Unidos cresciam cada vez
mais,lucrando com a exportação de alimentos e produtos industrializados.

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2-Intersesse do direito económico no curso de contabilidade e gestão


O Direito Econômico tem um interesse prático essencial na Contabilidade, pois ambos
se relacionam diretamente com a atividade empresarial e a gestão econômica de
organizações. A seguir, são destacados os principais pontos que demonstram essa
relevância:
 Regulação da Atividade Econômica e Empresarial
O Direito Econômico estabelece as regras que regulam o funcionamento das empresas e
do mercado, como normas de concorrência, políticas tributárias e incentivos fiscais. Os
contadores, por sua vez, são responsáveis por assegurar que as práticas contábeis
estejam em conformidade com essas normas, evitando penalidades e promovendo a
transparência nas operações financeiras.
 Normas Tributárias e Fiscais
Uma das áreas mais importantes do Direito Econômico para a contabilidade é o direito
tributário. Ele define como os impostos são aplicados e quais obrigações fiscais as
empresas devem cumprir. Os contadores precisam dominar essas normas para calcular
corretamente os tributos, preparar declarações fiscais e orientar as empresas sobre a
melhor forma de planejar suas finanças para otimizar a carga tributária.
 Compliance e Governança Corporativa
O Direito Econômico também aborda questões de compliance e governança corporativa,
que são fundamentais para a contabilidade. Os contadores desempenham um papel
crucial na implementação de sistemas de controle interno, garantindo que a empresa
atenda às exigências legais e regulatórias.
 Políticas Públicas e Incentivos
O Estado frequentemente adota políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento
econômico, como subsídios, créditos fiscais ou regimes tributários especiais. O contador
deve estar atento a essas oportunidades, analisando como elas podem beneficiar a
empresa e orientando a gestão sobre a melhor forma de aproveitá-las.
 Gestão de Riscos Jurídico-Financeiros
A contabilidade está intrinsecamente ligada à gestão de riscos financeiros. O Direito
Econômico ajuda os contadores a identificar riscos jurídicos, como multas ou sanções
regulatórias, e a tomar decisões informadas que protejam os interesses econômicos da
empresa.
 Proteção ao Consumidor e Sustentabilidade
O Direito Econômico também regula aspectos de proteção ao consumidor e
sustentabilidade, que impactam diretamente a maneira como as empresas devem relatar
suas práticas financeiras e sociais. Os contadores precisam garantir que as
demonstrações contábeis reflitam esses compromissos, em conformidade com os
padrões legais e éticos.

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 Prevenção de Crimes Econômicos


O Direito Econômico trata de crimes como lavagem de dinheiro, evasão fiscal e
corrupção. Os contadores têm a responsabilidade de adotar práticas que previnam e
detectem essas atividades, implementando controles internos eficazes e relatando
operações suspeitas quando necessário.

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Conclusão
No entanto, é seguro concluir que o interesse prático do Direito Econômico no curso de
Contabilidade e gestão está na garantia de que as atividades econômicas a serem
desenvolvidas pelos futuros contabilistas e gestores sejam conduzidas dentro de um
marco legal e ético. Ao dominar os conceitos e as normas do Direito Econômico, o
contabilista se torna um agente fundamental para a conformidade legal, a
sustentabilidade e o sucesso econômico das organizações

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Referencias Bibliográficas
1. FONSECA, João Bosco Leopoldino. Direito Econômico. Rio de Janeiro:
Forense, 2007, p 28. SOUZA,
2. WASHINGTON P. Albino. Primeiras linhas de direito econômico. São Paulo:
LTr, 2003, p. 139 140.
3. SOUZA, Washington P. Albino. Primeiras linhas de direito econômico. São
Paulo: LTr, 2003, p. 141.
4. PEREIRA, Affonso Insuela - “O Direito Econômico na Ordem jurídica”, São
Paulo, José Bushatsky, Editor, 1974, pág. 34. (3) pereira, Affonso
5. COMPARATO, Fábio Konder – “O indispensável direito econômico”- Rev. dos
Tribunais. Sáo Paulo; 2012; Vol. 353, pág.
6. VASQUES, Sérgio. A Integração Económica Africana, Textos fundamentais.
1997 pág.74

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