BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA
Boletim meteorológico para a agricultura
Nº 102, junho 2019
CONTEÚDOS
IPMA,I.P.
01 Resumo
02 Situação Sinóptica
03 Informação Meteorológica
05 Informação
Agrometeorológica
10 Situação agrícola
11 Anexos
RESUMO
O mês de junho de 2019 em Portugal continental classificou-se como muito frio em
relação à temperatura do ar e normal em relação à precipitação.
Boletim Meteorológico
Na primeira década os valores médios de temperatura média do ar foram, em
para a Agricultura
regra, inferiores ao valor normal em todo o território, exceto em alguns locais do
Junho 2019
interior Norte e Centro e do Sul. Na segunda década registou-se uma descida dos
Produzido por Instituto valores médios de temperatura média do ar e estes foram inferiores ao normal em
Português do Mar e da todo o território. Na última década registou-se uma subida dos valores médios de
Atmosfera, I.P. temperatura média do ar, estes valores registados foram superiores ao normal em
praticamente todo território. Destaca-se o período entre 4 e 15 de junho com
valores de temperatura do ar (máxima, média e mínima) inferiores ao valor
normal.
Em relação à quantidade de precipitação, o valor médio mensal corresponde a
cerca de 74 % do valor normal. Destaca-se a região a Sul do Tejo com valores
abaixo do normal, em particular o interior do Alentejo e a região do Algarve. O
valor médio da quantidade de precipitação no presente ano hidrológico 2018/2019
corresponde a 73 % do valor normal. No final do mês verificou-se, em relação ao
final de maio, uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no
solo no Litoral Norte e Centro, mantendo-se nas regiões do interior Norte e Centro,
na região de Vale do Tejo, no Alentejo e no Algarve valores inferiores a 20% e que,
em alguns locais, são muito próximos do ponto de emurchecimento permanente.
De acordo com o índice PDSI, no final junho mantém-se a situação de seca
meteorológica, verificando-se um ligeiro aumento da área em seca extrema na
região Sul.
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA
Descrição meteorológica e agrometeorológica
Situação Sinóptica
1ª Década, 01-10 de junho de 2019
Nesta 1ª década de junho a situação meteorológica foi caracterizada pela persistência de corrente de
noroeste, determinada pela localização do anticiclone dos açores a oeste ou sudoeste do arquipélago,
estendendo-se em crista para a Península Ibérica. No dia 4 verificou-se a passagem de uma superfície frontal
fria de fraca atividade e nos dias 6 e 7, uma depressão cavada - tempestade Miguel, aproximou-se do
noroeste da Península Ibérica, atravessando o Golfo da Biscaia e deslocando-se para nordeste em direção ao
Mar do Norte. No dia 7, o território do continente foi afetado pela passagem da superfície frontal fria
associada àquela depressão. As condições meteorológicas predominantes nesta década foram de céu pouco
nublado ou limpo, apresentando-se temporariamente muito nublado e, por vezes com nevoeiro matinal no
litoral a norte do Cabo Raso. O vento predominou de noroeste fraco ou moderado, intensificando-se a partir
do dia 4. No litoral oeste e nas terras altas, o vento soprou temporariamente forte, registando-se rajadas da
ordem de 70 km/h no dia 6. Nos dias 4, 5, 6 e 7 ocorreu precipitação, em geral fraca, atingindo principalmente
as regiões do Norte e Centro. No entanto, no dia 6, a precipitação generalizou-se a todo o território, tendo-se
registado valores significativos de precipitação nas regiões do Norte e Centro. A partir do dia 5, registam-se
valores relativamente baixos da temperatura, em especial da temperatura máxima.
2ª Década, 11-20 de junho de 2019
Na primeira metade da 2ª década de junho, a situação meteorológica foi caracterizada por corrente de
noroeste, determinada por um anticiclone localizado na Islândia e com prolongamento para sul. A partir do
dia 15, situação depressionária na região Atlântica entre os Açores e o Continente originou predominância de
corrente do quadrante oeste e, no dia 18, com a passagem de um sistema frontal pelo território do
Continente registaram-se alterações significativas das condições meteorológicas: aumento da humidade
relativa, vento de sudoeste e ocorrência de precipitação. Nesta década, até ao dia 15, predominou o céu
pouco nublado, por vezes nublado no litoral das regiões Norte e Centro e com ocorrência de precipitação
fraca nos dias 14 e 15. O vento soprou do quadrante norte fraco ou moderado, por vezes com rajadas da
ordem de 70 km/h, nas terras altas e no litoral oeste. A partir do dia 16 e, em especial a partir do dia 18,
houve predomínio de céu nublado e houve aumento da precipitação, que se estendeu a todo o território. O
vento soprou de oeste ou sudoeste, fraco ou moderado, sendo por vezes forte e com rajadas da ordem de 80
km/h, no dia 18. Ocorreu neblina ou nevoeiro matinal e a temperatura registou variações significativas.
3ª Década, 21-30 de junho de 2019
Na 3ª década de junho de 2019 a situação meteorológica foi caracterizada por uma depressão (Cut-off)
localizada na região Atlântica adjacente à costa ocidental portuguesa. Deste modo, o Continente ficou sob a
influência de uma corrente de sudoeste e uma massa de ar tropical marítimo. Nos dois últimos dias da
década, a intensificação de um núcleo anticiclónico na região entre os Açores e o Continente, determinou
uma corrente de noroeste sobre o território Continental. Nesta década predominaram as seguintes condições
meteorológicas: Céu temporariamente muito nublado, em especial no litoral das regiões Norte e Centro,
ocorrência de neblina ou nevoeiro matinal, vento em geral fraco do quadrante sul e valores da temperatura
abaixo do normal para a época. Nos dias 23 a 26, ocorreu precipitação, em especial no litoral das regiões do
Norte e Centro. No dia 24, com a passagem de uma superfície frontal fria, a precipitação estendeu-se a todo o
território, tendo sido por vezes forte no Minho e Douro Litoral. Nos dias 29 e 30, houve diminuição da
nebulosidade e o vento rodou para noroeste, intensificando e soprando por vezes com rajadas, da ordem de
60 km/h, no litoral oeste.
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA
1. Informação Meteorológica
1.1 Temperatura
Na primeira década os valores médios de temperatura média do ar foram inferiores ao valor normal, exceto
em alguns locais do interior Norte e Centro e do Sul, os desvios variaram entre - 1.4 °C em Monção e + 1.4 °C
em Faro. Na segunda década registou-se uma descida nos valores médios de temperatura média do ar e
estes foram inferiores ao valor normal em todo o território; os desvios variaram entre - 4.0°C em Cabril e -
1.0 °C em Faro. Na última década do mês registou-se uma subida dos valores médios de temperatura média
do ar e os valores foram superiores ao normal em praticamente todo território; os desvios variaram entre -
0.7 °C em Coimbra e + 2.3 °C em Miranda do Douro (Quadro I e Figura 1).
Quadro I - Temperatura média do ar e respetivas anomalias (°C) nas 3 décadas de junho de 2019
Valores da temperatura média do ar e respetivas anomalias (°C)
Estações 1ª Dec 2ª Dec 3ª Dec
Tmed Anomalia Tmed Anomalia Tmed Anomalia
Bragança 15.5 -0.7 15.1 -3.1 20.9 +1.7
Vila Real - - - - - -
Coimbra 17.0 -1.2 16.0 -3.8 19.5 -0.7
Castelo Branco 19.4 +0.3 18.5 -2.8 22.6 +0.1
Santarém 19.6 +0.9 18.8 -1.7 21.8 +1.0
Lisboa 19.7 +0.6 18.5 -2.7 20.9 -0.5
Viana do Alentejo 19.4 -0.2 18.5 -3.1 22.3 +0.3
Beja 19.9 +0.3 18.6 -3.0 22.8 +0.8
Faro 21.2 +1.4 19.8 -1.0 21.7 +0.1
1ªd. 2ªd. 3ªd.
Figura 1 - Distribuição espacial da temperatura média do ar na 1ª, 2ª e 3ª décadas de junho de 2019
1.2 Precipitação acumulada
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA
Na Figura 2 apresentam-se os valores da quantidade de precipitação mensal acumulada no ano hidrológico
2018/19, assim como o valor acumulado da normal 1971-2000 nas regiões agrícolas do Norte, Centro, Lisboa
e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
Figura 2 - Precipitação mensal acumulada no ano hidrológico 2018/19 e média da quantidade de precipitação mensal acumulada
(1971-2000) em algumas estações meteorológicas e mapa com a percentagem da precipitação acumulada no ano hidrológico em
Portugal continental. *Utilizado o valor da estação de Castro Marim
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1.3 Temperatura e Precipitação a Norte e a Sul do Tejo
Apresentam-se os valores médios decendiais da temperatura e da precipitação a Norte e a Sul do rio Tejo e
respetivos desvios em relação a 1971-2000 para o mês de junho de 2019 (Quadro II).
Quadro II - Temperatura e Precipitação a Norte e a Sul do Tejo – Junho de 2019
Junho de 2019
Norte do Tejo Sul do Tejo
1ª Década 2ª Década 3ª Década 1ª Década 2ª Década 3ª Década
Valor médio da temperatura média (ºC) 16.4 15.9 19.6 19.3 18.2 21.7
Desvio do valor normal (ºC) -0.8 -3.2 0.0 0.1 -2.5 0.5
Valor médio da precipitação (mm) 14.7 5.4 14.5 1.7 0.8 0.9
Desvio do valor normal (mm) -0.4 -4.4 10.8 -5.1 -4.9 -2.5
Nota: foram utilizadas 52 estações meteorológicas a Norte do Tejo e 30 estações meteorológicas a Sul do Tejo
2. Informação Agrometeorológica
2.1 Temperatura acumulada1/Avanço-Atraso das Culturas
Na Figura 3 apresentam-se para alguns locais das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e
Algarve (de acordo com as regiões agrícolas) os valores da temperatura acumulada desde o início do ano
hidrológico (1 de outubro de 2018) considerando a temperatura base de 0 °C e desde 1 de janeiro de 2019
para a temperatura base de 6 °C.
1
Método das temperaturas acumuladas (Ta)/graus-dia: permite analisar o efeito da temperatura na fenologia das plantas. Admitindo que a
temperatura base (Tb) é aquela a partir da qual determinada espécie se desenvolve, num período de n dias a Ta é o somatório das diferenças entre a
temperatura média diária e a Tb. Considera-se nula a diferença sempre que a temperatura média diária for inferior à Tb.
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Figura 3 – Temperaturas acumuladas calculadas para a temperatura base de 0 °C para o ano hidrológico (outubro de
2018 a setembro de 2019) e para a temperatura base de 6 °C no ano civil (janeiro a dezembro de 2019).
Comparação com valores normais 1971-2000.
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA
No Quadro III apresentam-se os valores da temperatura acumulada e o número de dias potencial do avanço e
atraso das culturas no mês de junho de 2019, para algumas estações meteorológicas de Portugal continental,
para temperaturas base de 0, 4, 6 e 10 °C.
Quadro III - Temperaturas acumuladas (graus-dia) e número de dias potencial do avanço e atraso das culturas no mês
de junho de 2019 para diferentes temperaturas base.
Temperaturas acumuladas
Nº dias Nº dias Nº dias Nº dias
Estações
T0 °C avanço/ T4 °C avanço/ T6 °C avanço T10 °C avanço/
atraso atraso atraso atraso
Bragança 514.9 -1.3 394.9 -1.6 334.9 -1.9 214.9 -3.1
Vila Real 492.7 -3.5 372.7 -4.5 312.7 -5.3 192.7 -7.8
Porto 504.2 -1.4 384.2 -1.8 324.2 -2.1 204.2 -3.2
Viseu/C.C. 460.6 -5.0 340.6 -6.4 280.6 -7.4 160.6 -11.0
Coimbra 524.5 -3.0 404.5 -3.8 344.5 -4.3 224.5 -6.1
Castelo Branco 605.5 -1.1 485.5 -1.3 425.5 -1.5 305.5 -2.0
Portalegre 568.4 -1.4 448.4 -1.7 388.4 -1.9 268.4 -2.7
Lisboa/I.G. 601.3 -0.4 481.3 -0.5 421.3 -0.5 301.3 -0.7
Évora 607.5 0.1 487.5 0.1 427.5 0.2 307.5 0.3
Beja 613.0 -0.9 493.0 -1.1 433.0 -1.2 313.0 -1.6
Faro 627.2 0.2 507.2 0.3 447.2 0.3 327.2 0.5
2.2 Temperatura acumulada da Vinha
Produto a atualizar brevemente.
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2.3 Evapotranspiração de referência (ET0)
Na Figura 4 apresenta-se a distribuição espacial, por décadas, dos valores de evapotranspiração de referência
(ET0. Penman-Monteith) em junho de 2019, estimada com base nas observações das estações meteorológicas
automáticas da rede do IPMA e segundo o método da FAO. Apresenta-se também a distribuição espacial da
evapotranspiração de referência (ET0. Penman-Monteith) acumulada, no ano hidrológico de 2018/2019, entre
1 de outubro de 2018 e 30 de junho 2019.
1ªd. 2ªd. 3ªd.
Figura 4 - Evapotranspiração de referência nas 1ª, 2ª e 3ª décadas de junho de 2019 e evapotranspiração de referência
acumulada de 1 de outubro de 2018 a 30 de junho de 2019
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2.4 Balanço hídrico climatológico
Na Figura 5 apresenta-se a evolução decendial, durante o ano de 2019, do défice e excesso de água. Este
procedimento segue a metodologia adotada por Thornthwaite & Mather (1955). Consideraram-se os valores
de capacidade máxima de água disponível no solo, para os diferentes tipos de solo, propostos pela FAO.
Figura 5 – Balanço hídrico climatológico decendial em 2019
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2.5 Água no solo2
Na Figura 6 apresenta-se a evolução do índice de água no solo, por décadas, em junho de 2019. De acordo
com este índice (Figura 6), a 30 de junho de 2019 verificou-se, em relação ao final de maio, uma diminuição
significativa dos valores de percentagem de água no solo no Litoral Norte e Centro, mantendo-se nas regiões
do interior Norte e Centro, na região de Vale do Tejo, no Alentejo e no Algarve valores inferiores a 20% e que,
em alguns locais, são muito próximos do ponto de emurchecimento permanente.
Figura 6 - Percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável pelas
plantas a 10 (1ª década), 20 (2ª década) e a 30 (3ª década) de junho 2019, 00 UTC t+0, ECMWF-HRES (resolução 16 km).
Cor laranja escuro: AS ≤ PEP; entre o laranja e o azul: PEP < AS < CC, variando entre 1 % e 99 %; azul-escuro: AS > CC.
(AS – índice de água no solo; PEP - ponto de emurchecimento permanente; CC - capacidade de campo)
3. Situação agrícola (Fonte: INE)
As previsões agrícolas, em 31 de maio, apontam para uma campanha das prunóideas muito produtiva, com
rendimentos unitários (3,2 toneladas por hectare para a cereja e 12,5 toneladas por hectare para o pêssego)
ao nível dos melhores das últimas décadas. Em contrapartida, nos cereais de inverno, o tempo quente e seco
de março foi determinante para a redução das produtividades face às da última campanha, variando entre os
-10% no trigo mole e cevada e os -15% no trigo duro, triticale e aveia.
Quanto às culturas de primavera/verão, de salientar a diminuição em 5% da superfície de arroz, sobretudo
devido à redução da área instalada nos campos da bacia hidrográfica do Sado (aproximadamente menos 900
hectares, face a 2018), consequência dos baixos níveis das reservas hídricas das albufeiras da região. Também
a área de milho deverá diminuir 5% e a de girassol 15%. Pelo contrário, prevê-se um aumento de 4% na área
plantada de batata, essencialmente como resposta ao aumento do preço pago ao produtor, e de 2% na área
de tomate para a indústria, praticamente já toda instalada.
2
O índice de água no solo (AS), produto soil moisture index (SMI) do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF),
considera a variação dos valores de percentagem de água no solo, entre o ponto de emurchecimento permanente (PEP) e a
capacidade de campo (CC) e a eficiência de evaporação a aumentar linearmente entre 0% e 100%.
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA
Anexo I - Valores de alguns elementos meteorológicos em junho de 2019 por década (1ª. 2ª e 3ª)
Estação Tmin (°C) Tmáx (°C) Prec (mm) HR (%) V (Km/h) ( a 10m)
Década 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª
V. Castelo 10.7 10.6 13.6 20.4 21.2 23.3 23.5 5.0 20.4 78.6 76.7 85.0 - - -
Bragança 8.2 7.5 13.7 22.8 22.7 28.1 14.5 3.6 13.3 57.3 56.7 68.2 9.4 7.7 7.3
Vila Real 9.6 8.9 13.1 20.9 20.6 25.6 19.9 6.2 11.6 64.3 72.2 79.3 7.6 6.8 4.2
Braga 9.6 9.5 13.1 22.9 23.0 26.1 - - - 74.5 72.8 84.1 5.1 3.5 5.0
Porto 12.3 11.5 14.9 20.1 19.8 22.2 26.7 7.6 32.5 67.6 68.1 79.4 13.2 14.3 11.8
Viseu 9.0 8.1 11.9 20.8 19.4 23.0 15.8 10.8 9.7 71.0 79.1 90.3 14.4 13.5 10.3
Aveiro 12.7 12.8 15.8 20.6 20.0 22.4 15.6 7.0 23.0 76.2 75.3 85.6 12.4 13.5 10.3
Guarda 8.2 7.7 12.1 19.9 18.9 24.7 8.6 2.8 31.4 60.6 73.4 72.3 20.0 15.2 11.1
Coimbra 10.0 9.4 14.2 23.9 22.6 24.8 14.5 13.6 5.7 75.1 78.0 96.3 9.3 9.2 7.2
C. Branco 12.4 11.3 15.2 26.5 25.8 30.0 5.4 2.0 4.3 45.6 57.0 64.6 12.9 10.7 8.5
Leiria 10.0 10.0 14.3 22.7 21.9 23.8 7.5 0.7 6.0 72.1 72.7 82.0 9.3 10.2 7.9
Portalegre 11.5 10.7 14.7 24.6 23.7 28.5 2.1 2.4 3.1 60.5 66.1 66.4 17.2 14.4 11.4
Santarém/F.B 12.1 11.8 14.7 27.2 25.9 28.9 6.6 0.3 4.7 61.0 64.9 79.5 9.9 11.4 9.1
Lisboa/G.C. 14.5 13.9 16.0 24.9 23.2 25.8 6.5 3.8 6.2 54.2 67.7 72.3 12.9 14.1 11.4
Setúbal 11.8 12.2 14.8 26.5 24.5 27.4 1.7 2.5 3.7 61.0 68.1 73.7 9.6 9.8 8.1
Évora 10.8 10.1 13.8 28.3 26.8 31.7 2.2 0.9 0.0 52.6 64.8 62.8 14.7 15.1 11.9
Beja 11.8 10.7 14.2 28.0 26.5 31.4 1.1 0.0 0.0 57.0 63.6 65.5 15.0 15.5 13.1
Faro 16.1 15.7 17.6 26.3 24.0 25.8 0.0 0.4 0.0 44.2 61.8 64.0 18.2 16.4 13.6
Valores médios decendiais da temperatura mínima (Tmin), temperatura máxima (Tmax), humidade relativa (HR) a 1.5 m, valores totais decendiais da precipitação
(Prec) e vento médio (V) a 10 m.
Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. 11|12
BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA
Anexo II - Valores de alguns elementos agrometeorológicos em junho de 2019 por década (1ª. 2ª e 3ª)
Estação Trelva (°C) Tsolo 5cm (°C) Tsolo 10cm (°C) ET0 (mm) Água Solo (%)
Década 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª Acumulado 30 junho
V. Castelo 9.1 8.1 11.8 17.9 18.8 20.5 15.7 16.1 17.6 41.0 40.2 41.7 651.7 60
Bragança 5.7 4.5 11.8 - - - - - - 52.3 49.7 53.9 695.2 18
Vila Real 7.6 6.9 11.9 17.5 16.6 19.8 16.7 15.6 18.8 44.0 40.6 44.9 619.4 51
Braga 8.9 8.4 10.3 15.2 14.9 17.1 - - - 39.9 39.2 42.9 590.2 49
Porto - - - - - - 18.6 18.0 19.2 42.3 41.8 42.1 714.6 49
Viseu - - - - - - - - - 47.9 42.7 45.1 717.2 34
Aveiro 12.6 12.1 15.9 19.8 20.4 21.4 - - - 42.0 41.3 37.1 689.9 51
Guarda 7.8 7.4 11.8 15.1 12.5 16.3 16.4 16.0 17.1 55.6 47.5 56.1 751.5 26
Coimbra - - - - - - - - - 49.5 42.4 40.2 723.9 26
C. Branco 10.1 9.0 13.6 - - - - - - 59.6 55.0 58.3 818.5 0
Leiria 7.0 8.4 12.4 20.8 21.2 21.8 20.1 20.0 21.7 46.4 43.2 39.9 711.2 34
Portalegre 11.7 10.8 14.8 - - - 21.7 20.4 23.6 64.8 57.3 63.1 900.4 28
Santarém/F.B 10.6 10.3 13.8 21.3 20.9 21.8 21.7 21.3 22.1 58.5 55.3 54.2 829.8 5
Lisboa/G.C. 13.0 12.7 15.1 - - - - - - 55.6 49.1 47.1 803.9 36
Setúbal - - - 25.5 26.6 27.9 22.3 21.9 23.1 59.0 53.1 54.2 815.0 4
Évora 7.3 7.0 11.0 21.4 20.6 22.6 21.5 20.8 22.6 66.0 61.7 67.1 879.0 35
Beja 9.8 9.3 12.9 22.2 20.8 23.6 22.5 21.0 21.9 69.2 63.4 71.7 925.6 4
Faro 20.7 20.5 22.3 24.6 24.3 25.7 25.5 25.3 26.5 73.7 63.3 61.5 1007.9 17
Valores decendiais: temperatura da relva (Trelva) e temperatura do solo (Tsolo) a 5 e a 10 cm de profundidade; evapotranspiração de referência (ET0) das 00UTC às
24UTC, estimada com base nas observações das estações meteorológicas automáticas da rede do IPMA e segundo o método da FAO e acumulada no ano hidrológico
em curso (1 de outubro a 30 de junho); percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas,
entre o PEP (ponto de emurchecimento permanente) e a CC (capacidade de campo), produto do ECMWF-HRES (resolução 16 km).
Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. 12|12