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RRRRR

Em fevereiro de 2019, Portugal continental apresentou temperaturas acima do normal e foi um dos meses mais secos desde 2000, com precipitação média de apenas 34% do normal. A temperatura máxima média foi a mais alta desde 1931, e a seca afetou grande parte do território, especialmente nas regiões Norte e Centro. O boletim também destaca a influência de anticiclones e frentes frias ao longo do mês, resultando em variações climáticas significativas.

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Em fevereiro de 2019, Portugal continental apresentou temperaturas acima do normal e foi um dos meses mais secos desde 2000, com precipitação média de apenas 34% do normal. A temperatura máxima média foi a mais alta desde 1931, e a seca afetou grande parte do território, especialmente nas regiões Norte e Centro. O boletim também destaca a influência de anticiclones e frentes frias ao longo do mês, resultando em variações climáticas significativas.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Boletim meteorológico para a agricultura


Nº 98, fevereiro 2019
CONTEÚDOS

IPMA,I.P.

01 Resumo
02 Situação Sinóptica
03 Informação Meteorológica
05 Informação
Agrometeorológica
13 Previsão
13 Situação agrícola
14 Anexos

RESUMO
O mês de fevereiro de 2019 em Portugal continental classificou-se como quente
em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação.
Boletim Meteorológico
Na primeira década os valores médios de temperatura média do ar foram
para a Agricultura
inferiores ou próximos do valor normal em todo o território. Nas duas últimas
Fevereiro 2019
décadas do mês registou-se uma subida de temperatura e os valores foram
Produzido por Instituto superiores ao normal em todo o território. O valor médio mensal da temperatura
Português do Mar e da máxima do ar foi o valor mais alto desde 1931 e os valores diários estiveram quase
Atmosfera, I.P. sempre acima do normal.
Em relação à quantidade de precipitação, o valor médio mensal corresponde a
cerca de 34 % do valor normal, sendo o 4º fevereiro mais seco desde 2000. Em
termos espaciais os valores da percentagem de precipitação, em relação ao valor
médio (1971-2000), foram inferiores a 50% em grande parte do território e em
particular nas regiões do Norte e Centro. O valor médio da quantidade de
precipitação no presente ano hidrológico 2018/2019, desde 1 de outubro de 2018
a 28 de fevereiro de 2019, 394.2 mm, corresponde a 69 % do valor normal. De
acordo com o índice PDSI, no final de fevereiro verificou-se um aumento da área
em seca meteorológica em relação ao final de janeiro. Desta forma a distribuição
percentual do índice de seca no território é a seguinte: 4.8 % na classe de seca
severa, 57.1 % na classe de seca moderada e 38.1 % na classe de seca fraca.

O número de horas de frio (temperaturas inferiores a 7.2ºC) acumulado entre 1 de


outubro de 2018 e 28 de fevereiro de 2019 é superior a 500 horas em todo o
território, exceto nalguns locais do litoral Centro e Sul.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Descrição meteorológica e agrometeorológica


Situação Sinóptica
1ª Década, 01-10 de fevereiro de 2019
A situação meteorológica no início do mês de fevereiro foi influenciada pela passagem de uma superfície frontal fria
associada à depressão Helena, com expressão em altitude, localizando-se o anticiclone a sudoeste do Arquipélago dos
Açores, o qual se deslocou gradualmente para a Península Ibérica até ao dia 6. Nos dias 7 e 8 dá-se a passagem de
ondulações frontais de fraca atividade, impondo-se novamente o anticiclone na região entre o Arquipélago da Madeira
e península. No dia 10, dá-se novamente a aproximação de uma superfície frontal fria. Ainda, no dia 9, uma depressão
centrada a norte das Ilhas Britânicas foi designada por Isaías, a qual não teve qualquer impacto em Portugal
continental. Ocorreram períodos de chuva, em geral fraca nos dias 2, 6, 7, 8 e 9, e em especial na região do Minho e
Douro Litoral, tendo sido por vezes mais intensa e frequente no dia 1 na região Sul e no dia 10 nas regiões Norte e
Centro. O regime de precipitação foi sob a forma de aguaceiros no dia 1, de neve nas terras altas do Norte e Centro,
associados à advecção de uma massa de ar frio pós-frontal instável, com ocorrência de granizo e trovoada mais
frequente nas regiões do Norte e Centro. Pontualmente ocorreram neblinas ou nevoeiro matinal, praticamente todos
os dias, em alguns locais das regiões Norte e Centro. No geral, o vento foi fraco a moderado do quadrante norte,
soprando temporariamente do quadrante oeste nos dias 1, 6, 7, 8, 9 e 10, tendo sido por vezes forte com rajadas até
132 km/h nas terras altas e 115 km/h no litoral a norte do cabo Roca. A temperatura mínima registou uma descida nos
dias 1, 2 e 4, uma subida no dia 9 e a temperatura máxima registou uma descida no dia 1 e uma subida nos dias 4 e 5,
em alguns locais.
2ª Década, 11-20 de fevereiro de 2019
A situação meteorológica neste período foi caracterizada essencialmente pela influência de um anticiclone, com
expressão em altitude, que inicialmente se situava sobre a Península Ibérica e se deslocou gradualmente para a Europa
Central, estendendo-se em crista ao norte de Africa, o qual se manteve praticamente estacionário até ao dia 16.
Esporadicamente deu-se a passagem de superfícies frontais frias nos dias 11 e 17 pelo território continental.
Gradualmente, a partir de dia 17, o anticiclone dos Açores intensifica-se e estende-se em crista à Península Ibérica, em
ação conjunta com uma depressão centrada a sul do Algarve. A partir de dia 19, instala-se um anticiclone na região
entre os Açores e a Madeira, formando uma cintura anticiclónica, associado a outros núcleos na Europa Central e no
Mediterrâneo. Ainda, no dia 18, uma depressão centrada a noroeste do Arquipélago dos Açores foi designada por Júlia,
a qual não teve qualquer impacto em Portugal continental. Deste modo, esta década foi caracterizada por tempo seco,
com acentuado arrefecimento noturno, por vezes com formação de geada e de neblina ou nevoeiro matinal em alguns
locais. O céu esteve geralmente limpo, temporariamente muito nublado por nuvens altas a partir de meados desta
década e geralmente muito nublado em especial nos dias 17 e 18. Ocorreu precipitação, em geral fraca, no dia 11 na
região Sul, no dia 17 nas regiões do litoral Norte e Centro e no dia 19 nas regiões do interior Sul. No dia 18, ocorreram
períodos de chuva ou aguaceiros, localmente fortes e acompanhados de trovoada, em especial a sul do sistema
montanhoso Montejunto-Estrela. O vento foi fraco a moderado do quadrante leste, soprando temporariamente do
quadrante norte ou sul, por vezes forte com rajadas até 90 km/h. A temperatura mínima registou uma descida nos dias
11 e 19 e uma subida nos dias 15 e 18 e a temperatura máxima registou uma subida no dia 19 e ainda uma descida no
dia 18 em alguns locais.
3ª Década, 21-28 de fevereiro de 2019
A situação meteorológica neste período foi caracterizada pela influência de vários núcleos anticiclónicos, distribuídos
entre a Escandinávia e o Mediterrânico Central, com núcleos sobre a Península Ibérica, estendendo-se por vezes em
crista às Ilhas Canárias. No dia 27 deu-se a passagem de uma superfície frontal fria pelo território continental,
associada a uma depressão em altitude, impondo-se seguidamente um anticiclone localizado entre os arquipélagos dos
Açores e da Madeira, estendendo-se em crista até à Península Ibérica. Ainda, no dia 21, uma depressão centrada a
oeste do Arquipélago dos Açores foi designada por Kyllian, a qual não teve qualquer impacto em Portugal continental.
Deste modo, esta década foi ainda caracterizada essencialmente por tempo seco, por vezes com formação de nevoeiro
matinal em alguns locais. O céu esteve geralmente pouco nublado ou limpo, por vezes muito nublado por nuvens altas,
exceto no dia 27 em que se apresentou muito nublado, com ocorrência de precipitação fraca, no Minho e Douro
Litoral. No geral, o vento foi fraco a moderado do quadrante leste, por vezes forte com rajadas até 85 km/h nas terras
altas e em alguns locais a norte do cabo da Roca, e até 65 km/h na costa Sul, soprando temporariamente de noroeste
na faixa costeira ocidental. A temperatura máxima registou uma descida no dia 27 e a temperatura mínima registou
uma descida no dia 28, praticamente em todo o território.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

1. Informação Meteorológica

1.1 Temperatura
Na primeira década os valores médios de temperatura média do ar foram inferiores ou próximos do valor
normal em todo o território; os desvios variaram entre - 1.7 °C em Mértola e + 0.5 °C no Pinhão. Na
segunda década registou-se uma subida de temperatura e os valores foram superiores ao normal em todo
o território; os desvios variaram entre + 0.1°C em Alcobaça e + 2.8 °C em Portalegre. Na última década do
mês registou-se uma subida de temperatura e os valores foram superiores ao normal em todo território; os
desvios variaram entre + 0.9 °C em Alvalade e + 5.6 °C no Cabril (Quadro I e Figura 1).

Quadro I - Temperatura média do ar e respetivas anomalias (°C) nas 3 décadas de fevereiro de 2019
Valores da temperatura média do ar e respetivas anomalias (°C)
Estações 1ª Dec 2ª Dec 3ª Dec
Tmed Anomalia Tmed Anomalia Tmed Anomalia
Bragança 5.7 -0.3 7.2 +1.3 9.7 +2.7
Vila Real 7.0 -0.5 9.4 +2.3 12.8 +4.3
Coimbra 9.8 -1.0 11.6 +1.1 14.1 +2.7
Castelo Branco 8.3 -0.8 10.5 +0.9 13.5 +3.3
Santarém 11.0 +0.1 13.0 +2.4 14.9 +3.3
Lisboa 11.3 -0.4 12.7 +1.0 14.5 +2.1
Viana do Alentejo 9.2 -1.5 11.2 +0.8 13.2 +1.8
Beja 9.7 -0.9 11.8 +1.5 13.5 +2.4
Faro 11.6 -0.9 14.1 +1.7 14.9 +1.9

1ªd. 2ªd. 3ªd.

Figura 1 - Distribuição espacial da temperatura média do ar na 1ª, 2ª e 3ª décadas de fevereiro de 2019

1.2 Precipitação acumulada

Na Figura 2 apresentam-se os valores da quantidade de precipitação mensal acumulada no ano hidrológico


2018/19, assim como o valor acumulado da normal 1971-2000 nas regiões agrícolas do Norte, Centro, Lisboa
e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Figura 2 - Precipitação mensal acumulada no ano hidrológico 2018/19 e média da quantidade de precipitação mensal
acumulada (1971-2000) em algumas estações meteorológicas e mapa com a percentagem da precipitação acumulada no ano
hidrológico em Portugal continental. *Utilizado o valor da estação de Castro Marim

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

1.3 Temperatura e Precipitação a Norte e a Sul do Tejo

Apresentam-se os valores médios decendiais da temperatura e da precipitação a Norte e a Sul do rio Tejo e
respetivos desvios em relação a 1971-2000 para o mês de fevereiro de 2019 (Quadro II).

Quadro II - Temperatura e Precipitação a Norte e a Sul do Tejo – Fevereiro de 2019


Fevereiro de 2019
Norte do Tejo Sul do Tejo
1ª Década 2ª Década 3ª Década 1ª Década 2ª Década 3ª Década
Valor médio da temperatura média (ºC) 8.2 9.9 12.7 9.7 11.7 13.3
Desvio do valor normal (ºC) -0.9 1.1 3.0 -1.5 0.8 1.7
Valor médio da precipitação (mm) 24.6 11.9 0.1 13.8 16.9 0.1
Desvio do valor normal (mm) -12.4 -26.0 -26.7 -9.7 -5.8 -16.0
Nota: foram utilizadas 48 estações meteorológicas a Norte do Tejo e 30 estações meteorológicas a Sul do Tejo

2. Informação Agrometeorológica

2.1 Temperatura acumulada1/Avanço-Atraso das Culturas

Na Figura 3 apresentam-se para alguns locais das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e
Algarve (de acordo com as regiões agrícolas) os valores da temperatura acumulada desde o início do ano
hidrológico (1 de outubro de 2018) considerando a temperatura base de 0 °C e desde 1 de janeiro de 2019
para a temperatura base de 6 °C.

1
Método das temperaturas acumuladas (Ta)/graus-dia: permite analisar o efeito da temperatura na fenologia das plantas. Admitindo que a
temperatura base (Tb) é aquela a partir da qual determinada espécie se desenvolve, num período de n dias a Ta é o somatório das diferenças entre a
temperatura média diária e a Tb. Considera-se nula a diferença sempre que a temperatura média diária for inferior à Tb.
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Figura 3 – Temperaturas acumuladas calculadas para a temperatura base de 0 °C para o ano hidrológico (outubro de
2018 a setembro de 2019) e para a temperatura base de 6 °C no ano civil (janeiro a dezembro de 2019).
Comparação com valores normais 1971-2000.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

No Quadro III apresentam-se os valores da temperatura acumulada e o número de dias potencial do avanço
e atraso das culturas no mês de fevereiro de 2019, para algumas estações meteorológicas de Portugal
continental, para temperaturas base de 0, 4, 6 e 10 °C.

Quadro III - Temperaturas acumuladas (graus-dia) e número de dias potencial do avanço e atraso das culturas no mês
de fevereiro de 2019 para diferentes temperaturas base.
Temperaturas acumuladas
Nº dias Nº dias Nº dias Nº dias
Estações
T0 °C avanço/ T4 °C avanço/ T6 °C avanço T10 °C avanço/
atraso atraso atraso atraso
Bragança 206.8 5.6 96.7 14.4 50.5 27.1 2.7 -

Vila Real 266.8 7.7 154.8 15.7 102.8 35.1 28.3 -

Porto 338.0 4.8 226.0 7.7 170.0 11.0 68.9 10.0

Viseu/C.C. 282.4 6.5 170.4 12.0 119.1 21.4 41.9 -

Coimbra 326.6 2.5 214.6 3.8 158.6 5.3 56.4 19.2

Castelo Branco 295.9 3.3 183.9 5.3 128.0 7.7 35.6 -

Portalegre 318.9 7.0 206.9 12.2 152.5 19.4 59.6 -

Lisboa/I.G. 388.6 3.3 276.6 4.8 220.6 6.2 108.6 15.5

Évora 307.7 2.1 195.7 3.3 139.7 4.8 36.6 22.0

Beja 323.0 2.8 211.0 4.4 155.0 6.2 51.5 21.5

Faro 375.4 2.0 263.4 3.0 207.4 3.9 95.4 9.5

2.2 Temperatura acumulada da Vinha

Na Figura 4 apresenta-se a distribuição espacial da temperatura


acumulada para a vinha entre 01 de janeiro e 28 de fevereiro de
2019, para Portugal continental e no Quadro IV apresentam-se os
valores da temperatura acumulada no mesmo período para as
regiões vitivinícolas, estimados a partir de análises do modelo
numérico ALADIN.

Figura 4 - Temperaturas acumuladas entre 01 de janeiro e 28 de


fevereiro de 2019 para uma temperatura base de 3.5ºC, estimadas a
partir de análises do modelo numérico ALADIN

7|15
BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Quadro IV - Temperaturas acumuladas entre 01 de janeiro e 28 de fevereiro de 2019 para a temperatura base de
3.5ºC na vinha

T acumuladas (ºC) desde 01 de janeiro 2019


Tb = 3.5ºC
Regiões Vitivinícolas
Média Mínimo Máximo Valor na Sede distrito

Algarve 397 255 575 Faro – 479

Península Setúbal 364 298 522 Setúbal – 395


Lisboa - 440
Lisboa 322 209 522
Leiria – 294

Tejo 308 213 428 Santarém – 329


Portalegre - 251
Alentejo 302 170 513 Évora – 283
Beja – 308
Viseu - 222
Aveiro - 294
Beiras 231 10 409 Guarda - 90
Coimbra - 329
Castelo Branco – 305
Viana do Castelo - 312
Minho 209 18 376
Braga – 221
Porto – 293*
Douro 156 51 228 Vila Real – 157
Pinhão – 202
Trás-os-Montes 91 3 208 Bragança - 82
* Inclui-se o valor da sede do distrito do Porto apesar de não pertencer à região vitivinícola Douro e Porto

2.2 Número de horas de frio

Na Figura 5 apresenta-se o número de horas de frio (temperaturas inferiores a 7.2 °C) acumuladas desde 1
de outubro de 2018 e estimado a partir de análises do modelo numérico “ALADIN”2. Verifica-se que o
número de horas de frio acumuladas é superior a 500 horas em todo o território, exceto nalguns locais do
litoral Centro e Sul. No quadro V apresentam-se as horas de frio acumuladas entre 1 de outubro de 2018 e
28 de fevereiro de 2019 nas sedes de distrito de Portugal continental, com o valor mais elevado na Guarda
(1890 horas).

No quadro VI apresentam-se as horas de frio para a pera rocha, valor estimado para os concelhos da região
Oeste, os 8 maiores valores médios do número de horas de frio, assim como os respetivos valores máximos
e mínimos e na sede de concelho.

2
Modelo de previsão numérica, de área limitada, desenvolvido e aplicado no âmbito do consórcio europeu “ALADIN”

8|15
BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Quadro V - Número de horas de frio entre


01 de outubro de 2018 e 28 de fevereiro de 2019

Distrito Valor sede distrito


V. Castelo 580

Bragança 1773

Vila Real 1272

Braga 915

Porto/P.R 610

Viseu 1021

Aveiro 587

Guarda 1890

Coimbra 487

C. Branco 798

Leiria 632

Portalegre 836

Santarém/F.B 694

Lisboa/I.G. 210

Setúbal 469

Évora 838

Beja 755

Faro 204

Figura 5 - Número de horas de frio acumulado entre 01 de outubro de


2018 e 28 de fevereiro de 2019 Portugal continental
(análises do modelo Aladin).

Quadro VI - Número de horas de frio entre 01 de outubro de 2018 e 28 de fevereiro de 2019 na região Oeste
(análises do modelo numérico ALADIN)
Concelho Média Mínimo Máximo Sede
Porto de Mós 836 605 1016 699
Batalha 779 595 1062 596
Santarém 682 534 975 699
Cartaxo 666 616 698 684
Leiria 663 207 909 638
Cadaval 635 516 746 574

Rio Maior 635 544 844 642


Azambuja 599 450 696 573

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

2.3 Evapotranspiração de referência (ET0)

Na Figura 6 apresenta-se a distribuição espacial, por décadas, dos valores de evapotranspiração de


referência (ET0. Penman-Monteith) em fevereiro de 2019, estimada com base em análises do modelo
numérico “ALADIN” e segundo o método da FAO. Apresenta-se também a distribuição espacial da
evapotranspiração de referência (ET0. Penman-Monteith) acumulada, no ano hidrológico de 2018/2019,
entre 1 de outubro de 2018 e 28 de fevereiro 2019.

1ªd. 2ªd. 3ªd.

Figura 6 - Evapotranspiração de referência nas 1ª, 2ª e 3ª décadas de fevereiro de 2019 e evapotranspiração de referência
acumulada de 1 de outubro de 2018 a 28 de fevereiro de 2019

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

2.4 Balanço hídrico climatológico

Na Figura 7 apresenta-se a evolução decendial, durante o ano de 2019, do défice e excesso de água. Este
procedimento segue a metodologia adotada por Thornthwaite & Mather (1955). Consideraram-se os valores
de capacidade máxima de água disponível no solo, para os diferentes tipos de solo, propostos pela FAO.

Figura 7 – Balanço hídrico climatológico decendial em 2019

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

2.5 Água no solo3

Na Figura 8 apresenta-se a evolução do índice de água no solo, por décadas, em fevereiro de 2019. De
acordo com este índice (Figura 8), a 28 de fevereiro de 2019 verificou-se, em relação ao final de janeiro, uma
diminuição da percentagem de água no solo em todo o território e em particular na região Sul, onde nalguns
locais se verificam valores inferiores a 20 %.

Figura 8 - Percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável
pelas plantas a 28 fevereiro 2019, 00 UTC t+0, ECMWF-HRES (resolução 16 km).
Cor laranja escuro: AS ≤ PEP; entre o laranja e o azul: PEP < AS < CC, variando entre 1 % e 99 %; azul-escuro: AS > CC.
(AS – índice de água no solo; PEP - ponto de emurchecimento permanente; CC - capacidade de campo)

3
O índice de água no solo (AS), produto soil moisture index (SMI) do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo
(ECMWF), considera a variação dos valores de percentagem de água no solo, entre o ponto de emurchecimento permanente (PEP) e
a capacidade de campo (CC) e a eficiência de evaporação a aumentar linearmente entre 0% e 100%.

12|15
BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

2.3 Previsão mensal4


Período de 18/03 a 14/04 de 2019:

Na precipitação total semanal, prevêem-se valores abaixo do normal, praticamente para todo o território,
na semana de 18/03 a 24/03, para alguns locais da região Norte nas semanas de 25/03 a 31/03 e de 08/04 a
14/04, e apenas para a região Norte e Centro, na semana de 01/04 a 07/04.

Na temperatura média semanal, prevêem-se valores abaixo do normal, para as regiões a norte do sistema
montanhoso Montejunto-Estrela, na semana de 18/03 a 24/03. Prevêem-se valores acima do normal, para
as regiões do interior, nas semanas de 25/03 a 31/03 e de 08/04 a 14/04, e apenas no interior Centro e Sul,
na semana de 01/04 a 07/04.

3. Situação agrícola (Fonte: INE)

As previsões agrícolas, em 31 de janeiro, apontam para uma diminuição significativa da produção de


azeitona para azeite (-20% face à campanha anterior), com cargas muito heterogéneas nos olivais
tradicionais de sequeiro e rendimentos em azeite mais baixos.
Quanto aos cereais de outono/inverno, as sementeiras estão concluídas e, apesar das condições
meteorológicas favoráveis para a sua instalação, prevê-se um decréscimo de 3% na área instalada, para o
qual contribuíram as reduções das superfícies de trigo, triticale e cevada. O desenvolvimento tem sido
normal, apresentando as searas povoamentos homogéneos e bom aspeto vegetativo.

4
Previsão com base no modelo do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF)

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Anexo I - Valores de alguns elementos meteorológicos em fevereiro de 2019 por década (1ª. 2ª e 3ª)

Estação Tmin (°C) Tmáx (°C) Prec (mm) HR (%) V (Km/h) ( a 10m)
Década 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª
V. Castelo 5.0 4.6 7.4 13.1 16.2 19.9 23.1 3.9 0.2 94.1 87.5 80.5 - - -
Bragança 0.2 0.2 1.1 11.3 14.1 18.4 17.2 6.4 0.0 88.7 86.3 84.0 8.7 3.7 4.0
Vila Real 2.4 4.0 6.5 11.6 14.9 19.0 31.0 7.5 0.0 85.2 80.2 71.4 7.0 3.1 2.9
Braga 2.8 1.3 3.3 14.4 18.3 21.7 33.4 7.2 0.3 96.9 98.6 93.1 0.8 0.6 0.7
Porto 5.6 6.7 9.5 13.7 17.4 20.7 26.4 6.1 0.2 82.3 69.0 59.9 14.3 11.3 11.7
Viseu 2.8 5.4 8.1 11.4 15.0 19.2 26.2 15.5 0.0 80.2 71.4 56.4 13.1 12.7 12.9
Aveiro 5.8 6.7 9.1 14.1 17.4 21.1 21.8 10.7 0.0 83.9 78.7 69.4 11.6 7.8 8.0
Guarda 1.6 3.9 6.7 9.3 11.2 14.9 14.4 26.1 0.0 78.0 71.4 58.8 15.1 12.1 13.0
Coimbra 3.9 4.2 5.8 15.7 19.0 22.4 24.0 23.3 0.0 96.7 89.6 83.6 7.8 6.9 8.3
C. Branco 3.0 5.4 7.3 13.6 15.6 19.7 8.8 5.4 0.0 81.4 78.5 66.0 9.4 8.2 8.0
Leiria 3.2 3.7 6.0 15.2 17.8 21.3 13.9 13.0 0.0 90.9 89.0 74.9 7.8 8.0 8.6
Portalegre 5.1 8.1 10.7 12.1 15.4 18.2 12.8 9.1 0.0 72.2 68.1 48.3 13.0 11.0 13.5
Santarém/F.B 5.4 6.6 8.0 16.7 19.5 21.8 13.1 28.0 0.0 - - - 7.9 6.9 6.8
Lisboa/G.C. 7.4 8.3 9.2 15.1 17.1 19.8 9.4 3.3 0.0 77.3 78.2 79.9 10.4 8.8 8.7
Setúbal 4.1 6.3 4.9 16.4 18.9 21.7 6.8 28.2 0.0 85.0 85.7 91.5 6.7 5.7 4.7
Évora 3.4 5.1 5.3 15.7 17.3 19.8 15.6 14.9 0.0 91.0 97.4 87.9 11.3 8.0 7.8
Beja 4.4 6.7 6.9 15.0 16.9 20.1 17.0 24.9 0.0 88.1 94.2 75.9 12.6 9.9 11.5
Faro 6.3 10.5 10.9 16.9 17.6 18.9 14.2 15.4 0.0 70.5 80.0 68.8 10.7 15.8 17.5

Valores médios decendiais da temperatura mínima (Tmin), temperatura máxima (Tmax), humidade relativa (HR) a 1.5 m, valores totais decendiais da precipitação
(Prec) e vento médio (V) a 10 m.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. 14|15


BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Anexo II - Valores de alguns elementos agrometeorológicos em fevereiro de 2019 por década (1ª. 2ª e 3ª)

Estação Trelva (°C) Tsolo 5cm (°C) Tsolo 10cm (°C) ET0 (mm) Água Solo (%)
Década 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª Acumulado 28 fevereiro
V. Castelo 2.9 1.6 4.6 6.7 5.4 7.6 7.5 6.4 8.5 12.2 15.6 16.7 202.7 95
Bragança -1.9 -2.5 -2.0 - - - - - - 11.1 13.9 16.7 192.6 69
Vila Real 0.5 1.2 2.9 3.9 3.8 5.3 4.7 5.2 6.6 10.7 15.1 16.7 192.1 86
Braga 0.1 -2.1 -0.3 6.8 5.4 6.1 - - - 10.7 15.1 16.8 193.5 93
Porto - - - - - - 9.3 9.9 10.8 12.9 17.4 19.9 239.4 96
Viseu - - - - - - - - - 11.3 16.7 18.5 220.1 84
Aveiro 2.3 2.8 4.5 9.0 9.4 10.8 - - - 13.3 16.2 18.6 220.1 87
Guarda -1.5 0.7 1.8 7.4 7.7 8.1 5.8 6.6 7.4 11.6 17.3 20.3 205.7 66
Coimbra - - - - - - - - - 12.3 18.2 21.1 227.9 90
C. Branco 0.3 3.0 4.4 - - - - - - 15.7 22.5 24.4 275.1 40
Leiria 1.1 1.0 2.8 7.7 7.7 9.3 8.8 8.9 10.3 13.0 19.3 20.7 232.3 83
Portalegre 4.0 7.2 9.7 - - - 4.5 6.9 8.1 13.3 19.6 21.6 244.4 73
Santarém/F.B 2.5 3.5 4.1 9.2 10.0 11.0 10.1 10.9 11.9 15.6 22.2 23.6 280.9 60
Lisboa/G.C. - - - - - - - - - 15.8 19.7 19.4 260.9 51
Setúbal 2.9 5.3 4.2 6.7 7.8 9.1 7.2 8.7 9.1 17.4 21.1 22.3 278.3 51
Évora -0.8 1.1 0.5 8.1 9.5 10.1 9.0 10.4 11.1 16.2 20.1 21.0 264.8 62
Beja 1.5 4.0 3.6 9.1 11.0 11.8 10.0 11.6 12.6 17.3 20.2 22.7 270.1 25
Faro 9.8 12.7 12.7 11.7 13.9 14.0 12.4 14.4 14.6 21.7 22.0 23.8 306.8 40

Valores decendiais: temperatura da relva (Trelva) e temperatura do solo (Tsolo) a 5 e a 10 cm de profundidade; evapotranspiração de referência (ET0) das 00UTC às
24UTC, estimada com base em análises do modelo numérico “ALADIN” e segundo o método da FAO e acumulada no ano hidrológico em curso (1 de outubro a 28 de
fevereiro); percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, entre o PEP (ponto de
emurchecimento permanente) e a CC (capacidade de campo), produto do ECMWF-HRES (resolução 16 km).

Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. 15|15

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