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Boletim Meteorológico Setembro 2019

O boletim meteorológico de setembro de 2019 indica que Portugal continental teve um mês quente e seco, com temperaturas médias superiores ao normal e precipitação correspondente a 47% do valor normal. A situação de seca meteorológica persiste, especialmente nas regiões do Norte e Centro, enquanto a percentagem de água no solo está crítica em várias áreas agrícolas. O relatório também detalha as condições meteorológicas específicas de cada década do mês, incluindo variações de temperatura e precipitação.

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Boletim Meteorológico Setembro 2019

O boletim meteorológico de setembro de 2019 indica que Portugal continental teve um mês quente e seco, com temperaturas médias superiores ao normal e precipitação correspondente a 47% do valor normal. A situação de seca meteorológica persiste, especialmente nas regiões do Norte e Centro, enquanto a percentagem de água no solo está crítica em várias áreas agrícolas. O relatório também detalha as condições meteorológicas específicas de cada década do mês, incluindo variações de temperatura e precipitação.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Boletim meteorológico para a agricultura


Nº 104, setembro 2019
CONTEÚDOS

IPMA,I.P.

01 Resumo
02 Situação Sinóptica
03 Informação Meteorológica
05 Informação
Agrometeorológica
10 Situação agrícola
11 Anexos

RESUMO
O mês de setembro de 2019 em Portugal continental classificou-se como quente
em relação à temperatura do ar e seco em relação à precipitação.
Boletim Meteorológico
Na primeira década os valores médios de temperatura média do ar foram
para a Agricultura
superiores ao valor normal em todo o território, exceto em alguns locais do
Setembro 2019
Nordeste e da região Oeste e nas Penhas Douradas. Na segunda década os
Produzido por Instituto valores médios de temperatura média do ar foram superiores ao valor normal
Português do Mar e da em todo o território, exceto no interior do Baixo Alentejo e no Sotavento
Atmosfera, I.P. algarvio. Na última década do mês registou-se uma descida dos valores médios
de temperatura média do ar e os valores foram superiores ao normal em todo
território, exceto em alguns locais do Norte e Centro e do Alentejo.
Em relação à quantidade de precipitação, o valor médio mensal corresponde a cerca
de 47 % do valor normal mensal. Neste ano hidrológico 2018/2019 (1 de outubro
de 2018 a 30 de setembro de 2019) o valor médio da quantidade de precipitação,
635.7 mm, corresponde a 72 % do valor normal. No final deste mês a região do
interior Norte e Centro, a região de Vale do Tejo, a região do Alentejo e do
Algarve continuam com valores de percentagem de água no solo iguais ou
próximos ao ponto de emurchecimento permanente. Na região do Minho
verificou-se um ligeiro aumento dos valores de percentagem de água no solo em
relação ao final de agosto. De acordo com índice PDSI no final setembro, mantém-
se a situação de seca meteorológica, verificando-se um aumento da área em seca
moderada nas regiões do Norte e Centro e uma diminuição da área em seca
extrema na região Sul.

1|12
BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Descrição meteorológica e agrometeorológica

Situação Sinóptica
1ª Década, 01-10 de setembro de 2019
A situação meteorológica na 1ª década de setembro foi caracterizada, pelo estabelecimento de um
anticiclone na região Atlântica ente os Açores e o Continente, deslocando-se para oeste nos dois últimos dias
da década, exercendo maior ou menor influência sobre território dependo da sua posição. Até ao dia 7, houve
predominância de corrente do quadrante leste, com a depressão térmica Ibérica a localizar-se, preferencial,
na Estremadura Espanhola ou na Andaluzia Ocidental. A partir do dia 8, verificou-se a passagem para corrente
de noroeste. O estado do tempo caracterizou-se por céu pouco nublado ou limpo. Na região Sul, em especial
no Baixo Alentejo e Algarve, verificou-se em alguns dias aumento temporário de nebulosidade durante a
tarde e, ocasionalmente, a ocorrência de aguaceiros e trovada em alguns locais e com queda de granizo no dia
7. O vento predominou de leste nas regiões do Norte e Centro soprando, em alguns dias, temporariamente
forte e com rajadas da ordem de 70 km/h nas terras altas. No litoral, o vento soprou em regime de brisa fraca
ou moderada. Nos dias 9 e 10, verificou-se rotação generalizada do vento para oeste ou noroeste, tendo
soprando temporariamente forte e com rajadas até 90 km/h no litoral oeste e nas terras altas no dia 10.
Nestes dois últimos dias da década, durante a manhã houve formação de nevoeiro no litoral das regiões Norte
e Centro.
2ª Década, 11-20 de setembro de 2019
Neste período a situação meteorológica foi caracterizada pela ação conjunta de um anticiclone localizado a noroeste do
continente ou sobre as Ilhas Britânicas, estendendo-se geralmente em crista em direção aos Açores e à
Europa Central, e por uma depressão centrada na região da Península Ibérica com expressão em altitude.
O céu esteve pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de muita nebulosidade a partir do dia 13,
principalmente, no interior das regiões Norte e Centro e a partir da tarde, com a ocorrência de aguaceiros,
sendo por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada. Até ao dia 15 o vento soprou fraco a
moderado do quadrante leste, por vezes forte nas terras altas até ao início da manhã e no final do dia,
rodando temporariamente para noroeste no litoral oeste durante a tarde. No período 16-18 o vento soprou
em geral fraco de vários rumos, sendo nos dias seguintes moderado do quadrante oeste. De salientar a subida
da temperatura no dia 12, sendo mais significativa a da máxima e no litoral oeste.
3ª Década, 21-30 de setembro de 2019
Na 3ª década de Setembro, a situação meteorológica caracterizou-se por corrente de oeste, com o anticiclone
dos Açores localizado a sul daquele arquipélago, e por passagem de superfícies frontais pelo território do
Continente. O estado do tempo caracterizou-se pela alternância entre céu muito nublado e pouco nublado ou
limpo, ocorrência de precipitação, em geral fraca, afetando, em especial o Minho e o Douro Litoral. O vento
predominou do quadrante oeste, em geral fraco, por vezes moderado ou forte, em especial nas terras altas.
No dia 21 e 22, com a passagem de uma superfície frontal fria de atividade moderada, a precipitação foi por
vezes forte e generalizou-se a todo o território. Ocorreram trovoadas e o vento soprou do quadrante sul
moderado ou forte, com rajada de 70 a 80 km/h. Nesta década foi frequente a ocorrência de neblina ou
nevoeiro matinal.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

1. Informação Meteorológica

1.1 Temperatura
Na primeira década os valores médios de temperatura média do ar foram superiores ao valor normal em
todo o território, exceto em alguns locais do Nordeste e da região Oeste e nas Penhas Douradas, os desvios
variaram entre - 1.2 °C em São Pedro de Moel e + 3.0 °C em Santarém/Fonte Boa. Na segunda década os
valores médios de temperatura média do ar foram superiores ao valor normal em todo o território, exceto
no interior do Baixo Alentejo e no Sotavento algarvio; os desvios variaram entre - 0.4°C em Mértola e + 3.5 °C
em Monção. Na última década do mês registou-se uma descida dos valores médios de temperatura média do
ar e os valores foram superiores ao normal em todo território, exceto em alguns locais do Norte e Centro e
do Alentejo; os desvios variaram entre - 1.2 °C em Zambujeira e + 1.6 °C em Penhas Douradas (Quadro I e
Figura 1).

Quadro I - Temperatura média do ar e respetivas anomalias (°C) nas 3 décadas de setembro de 2019
Valores da temperatura média do ar e respetivas anomalias (°C)
Estações 1ª Dec 2ª Dec 3ª Dec
Tmed Anomalia Tmed Anomalia Tmed Anomalia
Bragança 19.4 -0.6 20.7 +2.4 16.1 +0.0
Vila Real 21.1 +0.2 22.0 +2.3 17.0 -0.5
Coimbra 23.0 +1.7 22.5 +2.1 18.5 -0.4
Castelo Branco 24.8 +1.5 22.8 +1.5 20.1 +1.0
Santarém 25.3 +3.0 24.4 +3.2 20.7 +1.0
Lisboa 25.0 +1.9 23.5 +1.4 20.7 +0.2
Viana do Alentejo 25.3 +1.9 22.0 -0.1 20.2 -0.2
Beja 25.4 +1.7 22.2 -0.2 20.5 -0.2
Faro 25.3 +2.4 22.3 +0.1 21.0 0.0

1ªd. 2ªd. 3ªd.

Figura 1 - Distribuição espacial da temperatura média do ar na 1ª, 2ª e 3ª décadas de setembro de 2019

1.2 Precipitação acumulada

Na Figura 2 apresentam-se os valores da quantidade de precipitação mensal acumulada no ano hidrológico


2018/19, assim como o valor acumulado da normal 1971-2000 nas regiões agrícolas do Norte, Centro, Lisboa
e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Figura 2 - Precipitação mensal acumulada no ano hidrológico 2018/19 e média da quantidade de precipitação mensal acumulada
(1971-2000) em algumas estações meteorológicas e mapa com a percentagem da precipitação acumulada no ano hidrológico em
Portugal continental.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

1.3 Temperatura e Precipitação a Norte e a Sul do Tejo

Apresentam-se os valores médios decendiais da temperatura e da precipitação a Norte e a Sul do rio Tejo e
respetivos desvios em relação a 1971-2000 para o mês de setembro de 2019 (Quadro II).

Quadro II - Temperatura e Precipitação a Norte e a Sul do Tejo – Setembro de 2019


Setembro de 2019
Norte do Tejo Sul do Tejo
1ª Década 2ª Década 3ª Década 1ª Década 2ª Década 3ª Década
Valor médio da temperatura média (ºC) 21.6 21.3 17.9 24.3 21.9 20.1
Desvio do valor normal (ºC) 0.9 1.9 0.1 1.9 0.4 0.1
Valor médio da precipitação (mm) 0.0 6.1 18.8 0.2 1.1 9.9
Desvio do valor normal (mm) -6.9 -9.2 -5.2 -3.3 -6.9 -1.3
Nota: foram utilizadas 48 estações meteorológicas a Norte do Tejo e 28 estações meteorológicas a Sul do Tejo

2. Informação Agrometeorológica

2.1 Temperatura acumulada1/Avanço-Atraso das Culturas

Na Figura 3 apresentam-se para alguns locais das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e
Algarve (de acordo com as regiões agrícolas) os valores da temperatura acumulada desde o início do ano
hidrológico (1 de outubro de 2018) considerando a temperatura base de 0 °C e desde 1 de janeiro de 2019
para a temperatura base de 6 °C.

1
Método das temperaturas acumuladas (Ta)/graus-dia: permite analisar o efeito da temperatura na fenologia das plantas. Admitindo que a
temperatura base (Tb) é aquela a partir da qual determinada espécie se desenvolve, num período de n dias a Ta é o somatório das diferenças entre a
temperatura média diária e a Tb. Considera-se nula a diferença sempre que a temperatura média diária for inferior à Tb.
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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Figura 3 – Temperaturas acumuladas calculadas para a temperatura base de 0 °C para o ano hidrológico (outubro de
2018 a setembro de 2019) e para a temperatura base de 6 °C no ano civil (janeiro a dezembro de 2019).
Comparação com valores normais 1971-2000.

6|12
BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

No Quadro III apresentam-se os valores da temperatura acumulada e o número de dias potencial do avanço e
atraso das culturas no mês de setembro de 2019, para algumas estações meteorológicas de Portugal
continental, para temperaturas base de 0, 4, 6 e 10 °C.

Quadro III - Temperaturas acumuladas (graus-dia) e número de dias potencial do avanço e atraso das culturas no mês
de setembro de 2019 para diferentes temperaturas base.
Temperaturas acumuladas
Nº dias Nº dias Nº dias Nº dias
Estações
T0 °C avanço/ T4 °C avanço/ T6 °C avanço T10 °C avanço/
atraso atraso atraso atraso
Bragança 562.7 1.0 442.7 1.4 382.7 1.6 262.7 2.4

Vila Real 599.8 0.9 479.8 1.1 419.8 1.3 299.8 1.8

Porto 601.0 2.7 481.0 3.4 421.0 3.9 301.0 5.7

Viseu/C.C. 573.5 0.5 453.5 0.6 393.5 0.7 273.5 0.9

Coimbra 639.9 1.6 519.9 2.0 459.9 2.3 339.9 3.1

Castelo Branco 677.5 1.8 557.5 2.3 497.5 2.6 377.5 3.5

Portalegre 674.8 1.9 554.8 2.3 494.8 2.6 374.8 3.5

Lisboa/I.G. 688.3 1.6 568.3 2.0 508.3 2.2 388.3 2.9

Évora 679.3 1.7 559.3 2.1 499.3 2.3 379.3 3.1

Beja 680.9 0.5 560.9 0.6 500.9 0.7 380.9 0.9

Faro 686.3 1.1 566.3 1.4 506.3 1.6 386.3 2.0

2.2 Temperatura acumulada da Vinha

Produto a atualizar brevemente.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

2.3 Evapotranspiração de referência (ET0)

Na Figura 4 apresenta-se a distribuição espacial, por décadas, dos valores de evapotranspiração de referência
(ET0. Penman-Monteith) em setembro de 2019, estimada com base nas observações das estações
meteorológicas automáticas da rede do IPMA e segundo o método da FAO. Apresenta-se também a
distribuição espacial da evapotranspiração de referência (ET0. Penman-Monteith) acumulada, no ano
hidrológico de 2018/2019, entre 1 de outubro de 2018 e 30 de setembro 2019.

1ªd. 2ªd. 3ªd.

Figura 4 - Evapotranspiração de referência nas 1ª, 2ª e 3ª décadas de setembro de 2019 e evapotranspiração de referência
acumulada de 1 de outubro de 2018 a 30 de setembro de 2019

8|12
BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

2.4 Balanço hídrico climatológico

Na Figura 5 apresenta-se a evolução decendial, durante o ano de 2019, do défice e excesso de água. Este
procedimento segue a metodologia adotada por Thornthwaite & Mather (1955). Consideraram-se os valores
de capacidade máxima de água disponível no solo, para os diferentes tipos de solo, propostos pela FAO.

Figura 5 – Balanço hídrico climatológico decendial em 2019

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

2.5 Água no solo2


Na Figura 6 apresenta-se a evolução do índice de água no solo, por décadas, em setembro de 2019. De acordo
com este índice (Figura 6), no final deste mês a região do interior Norte e Centro, a região de Vale do Tejo, a
região do Alentejo e do Algarve continuam com valores de percentagem de água no solo iguais ou próximos
ao ponto de emurchecimento permanente. Na região do Minho verificou-se um ligeiro aumento dos valores
de percentagem de água no solo em relação ao final de agosto.

Figura 6 - Percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável pelas
plantas a 10 (1ª década), 20 (2ª década) e a 30 (3ª década) de setembro 2019, 00 UTC t+0, ECMWF-HRES
Cor laranja escuro: AS ≤ PEP; entre o laranja e o azul: PEP < AS < CC, variando entre 1 % e 99 %; azul-escuro: AS > CC.
(AS – índice de água no solo; PEP - ponto de emurchecimento permanente; CC - capacidade de campo)

3. Situação agrícola (Fonte: INE)

As previsões agrícolas, em 31 de agosto, apontam para fortes aumentos de produtividade na maçã (+30%) e
na amêndoa (+65%), face a 2018, em resultado das condições meteorológicas favoráveis ao longo do ciclo
produtivo e da entrada em produção de novos pomares. No pêssego também se prevê um aumento de
produção (+5%), devendo alcançar as 49 mil toneladas, a maior produção das últimas dezasseis campanhas.
Também na vinha se deverá registar um aumento no rendimento unitário de 5%. Em contrapartida, nos
pomares de kiwi registaram-se dificuldades de polinização e vingamento do fruto, prevendo-se uma
diminuição na produtividade (-5%). Para a pera espera-se a manutenção da produtividade da campanha
anterior. Nas culturas anuais, preveem-se aumentos de produtividade no tomate para a indústria, para níveis
próximos dos máximos históricos alcançados em 2015. No milho e girassol o rendimento médio deverá ser
semelhante ao da campanha anterior. Na batata, e em resultado do aumento da área instalada e da
produtividade, estima-se um aumento de produção de 14% face a 2018.

2
O índice de água no solo (AS), produto soil moisture index (SMI) do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF),
considera a variação dos valores de percentagem de água no solo, entre o ponto de emurchecimento permanente (PEP) e a
capacidade de campo (CC) e a eficiência de evaporação a aumentar linearmente entre 0% e 100%.

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BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Anexo I - Valores de alguns elementos meteorológicos em setembro de 2019 por década (1ª. 2ª e 3ª)

Estação Tmin (°C) Tmáx (°C) Prec (mm) HR (%) V (Km/h) ( a 10m)
Década 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª
V. Castelo 14.7 16.0 13.7 29.7 25.6 22.1 0.0 4.5 35.8 62.5 74.5 96.4 - - -
Bragança 11.5 13.9 9.1 27.4 27.5 23.2 0.0 2.9 13.9 54.8 66.9 81.3 8.5 7.3 7.3
Vila Real 13.6 14.8 10.8 28.6 29.1 23.1 0.0 1.2 12.5 55.3 64.9 91.6 7.2 4.5 4.8
Braga 12.7 14.2 11.9 30.6 29.0 23.4 0.0 0.1 28.9 56.0 73.4 95.4 7.3 5.1 5.7
Porto 15.9 15.9 13.9 27.6 25.2 21.6 0.0 0.6 18.9 51.6 67.0 88.6 16.1 10.4 10.9
Viseu 13.5 14.0 10.7 27.9 26.8 21.7 0.1 16.7 20.8 55.1 68.4 90.3 20.6 15.6 11.8
Aveiro 15.2 15.9 13.8 26.1 24.8 22.5 0.0 0.4 26.8 65.6 77.2 89.9 10.7 7.2 8.3
Guarda 11.2 12.9 10.1 25.4 24.3 21.0 0.0 3.5 24.8 58.9 66.5 74.3 14.8 9.6 13.5
Coimbra 15.1 16.0 12.7 30.9 29.0 24.4 0.5 19.9 22.1 58.6 76.2 96.4 12.0 7.7 7.8
C. Branco 17.0 16.3 12.9 32.7 29.3 27.3 0.0 1.9 12.8 40.8 61.1 73.0 13.1 9.3 7.3
Leiria 11.9 14.2 12.2 29.0 27.6 23.8 0.0 2.0 20.4 70.0 76.4 96.2 8.1 7.2 7.3
Portalegre 19.2 16.8 15.1 31.5 27.2 25.3 0.0 0.7 26.3 37.9 56.0 65.7 15.5 11.3 11.4
Santarém/F.B 15.8 16.2 13.6 34.9 32.6 27.8 0.0 2.3 13.3 59.7 69.3 90.9 10.3 8.6 8.6
Lisboa/G.C. 18.7 18.6 16.2 31.4 28.4 25.4 0.1 1.9 16.1 53.8 63.4 81.2 12.4 11.4 11.3
Setúbal 15.1 15.4 14.4 32.5 29.3 25.7 0.0 1.3 23.6 59.5 63.9 83.7 8.1 6.8 7.7
Évora 15.4 14.4 12.4 35.0 29.8 28.9 0.0 0.4 15.0 47.4 63.3 92.2 11.4 10.5 10.9
Beja 16.9 15.2 12.5 33.9 29.2 28.5 0.0 1.3 4.1 55.8 70.6 90.4 11.8 12.1 11.9
Faro 21.2 18.8 16.6 29.4 25.8 25.4 0.0 0.1 0.9 64.2 59.5 64.5 11.8 13.1 9.4

Valores médios decendiais da temperatura mínima (Tmin), temperatura máxima (Tmax), humidade relativa (HR) a 1.5 m, valores totais decendiais da precipitação
(Prec) e vento médio (V) a 10 m.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. 11|12


BOLETIM METEOROLÓGICO PARA A AGRICULTURA

Anexo II - Valores de alguns elementos agrometeorológicos em setembro de 2019 por década (1ª. 2ª e 3ª)

Estação Trelva (°C) Tsolo 5cm (°C) Tsolo 10cm (°C) ET0 (mm) Água Solo (%)
Década 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª Acumulado 30 setembro
V. Castelo 10.7 13.8 12.0 17.5 19.8 17.6 17.6 16.9 14.4 53.7 36.7 24.8 1044.3 47
Bragança 7.8 10.9 6.7 - - - - - - 52.4 43.0 30.8 1183.4 0
Vila Real 11.0 12.3 9.0 18.3 18.2 14.3 19.4 19.2 15.1 48.8 37.2 26.0 1054.3 26
Braga 6.7 9.8 8.1 16.9 17.5 16.2 - - - 51.8 35.4 24.1 971.3 34
Porto 13.4 14.9 13.1 - - - 19.9 19.8 18.9 52.2 34.5 23.1 1082.5 25
Viseu - - - - - - - - - 60.6 42.1 31.2 1191.5 20
Aveiro 13.6 15.7 14.6 22.0 22.0 19.5 - - - 45.4 32.8 26.1 1039.4 37
Guarda 10.9 11.3 8.7 - - - 21.4 20.1 18.2 60.1 41.4 36.8 1297.5 0
Coimbra 14.8 16.0 12.5 21.5 21.0 18.8 22.0 21.5 19.2 63.0 45.0 30.0 1173.0 12
C. Branco 15.9 15.0 10.6 - - - - - - 65.8 47.3 36.2 1374.7 0
Leiria 9.8 13.1 10.7 20.9 20.9 18.1 21.8 22.1 18.8 47.0 39.4 27.2 1096.9 14
Portalegre 18.9 16.4 14.1 - - - 23.6 21.1 15.7 80.9 50.4 42.4 1515.7 14
Santarém/F.B 14.3 14.8 12.3 24.2 23.8 20.3 25.1 24.6 21.2 67.1 54.0 37.6 1378.4 0
Lisboa/G.C. 16.5 16.6 15.0 - - - - - - 56.2 49.2 35.7 1283.9 25
Setúbal - - - 27.6 26.1 20.7 23.4 22.6 18.3 57.7 45.7 35.6 1321.7 17
Évora 12.0 11.6 8.6 24.2 22.5 20.6 24.8 23.2 21.3 66.8 51.5 42.2 1468.2 21
Beja 15.7 13.7 11.4 25.5 22.8 20.2 24.9 23.7 22.1 67.6 52.9 47.8 1540.4 0
Faro 23.6 21.5 18.5 27.6 25.6 23.3 28.8 27.0 24.9 58.8 48.6 40.8 1558.5 0

Valores decendiais: temperatura da relva (Trelva) e temperatura do solo (Tsolo) a 5 e a 10 cm de profundidade; evapotranspiração de referência (ET0) das 00UTC às
24UTC, estimada com base nas observações das estações meteorológicas automáticas da rede do IPMA e segundo o método da FAO e acumulada no ano hidrológico
em curso (1 de outubro a 30 de setembro); percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas,
entre o PEP (ponto de emurchecimento permanente) e a CC (capacidade de campo), produto do ECMWF-HRES (resolução 9 km).

Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. 12|12

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