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Valvulopatias: Estenose e Insuficiência

O documento aborda as valvopatias, destacando a estenose e insuficiência mitral, a estenose e insuficiência aórtica, e suas manifestações clínicas e semiológicas. A estenose mitral é frequentemente causada por febre reumática, enquanto a insuficiência mitral pode surgir na fase aguda da mesma condição. A estenose aórtica é geralmente decorrente de degeneração senil, apresentando sintomas como angina, síncope e dispneia, enquanto a insuficiência aórtica resulta em regurgitação e pressão arterial divergente.

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Renan Fernandes
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Valvulopatias: Estenose e Insuficiência

O documento aborda as valvopatias, destacando a estenose e insuficiência mitral, a estenose e insuficiência aórtica, e suas manifestações clínicas e semiológicas. A estenose mitral é frequentemente causada por febre reumática, enquanto a insuficiência mitral pode surgir na fase aguda da mesma condição. A estenose aórtica é geralmente decorrente de degeneração senil, apresentando sintomas como angina, síncope e dispneia, enquanto a insuficiência aórtica resulta em regurgitação e pressão arterial divergente.

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HARDTOPICS VALVULOPATIAS

O QUE CAI?

Achados semiológicos.

ESTENOSE MITRAL
causas. A principal causa no brasil é febre reumática.
átrio esquerdo. É a câmara sobrecarregada na doença; o ventrículo esquerdo é preservado; a sobrecarga
atrial promove aumento de pressão nas veias pulmonares e capilares pulmonares, podendo gerar
congestão.
manifestações. A manifestação clássica é dispneia, congestão; o aumento do átrio esquerdo pode
promover rouquidão (efeito compressivo no mediastino), e fibrilação atrial.
sopro. É diastólico, conhecido como "ruflar diastólico", vem logo após B2, iniciando com intensidade
maior, reduzindo progressivamente e aumentando ao final, por
outros achados. À radiografia pode haver duplo contorno na silhueta cardíaca direita (sombras do átrio
direito e do esquerdo), sinal da bailarina (elevação do brônquio principal esquerdo) e compressão do
esôfago em exame contrastado, todos por aumento do átrio esquerdo; classicamente não há cardiomegalia
(VE normal); ao ECG pode haver sinais de sobrecarga atrial esquerda (fase negativa da onda P em V1 com
duração e profundidade maiores que 1 mm, assim como duração em DII maior que 120 ms).

INSUFICIÊNCIA MITRAL
febre reumática. Enquanto estenose mitral classicamente é uma complicação crônica da febre
reumática, a insuficiência mitral costuma aparecer na fase aguda.
sopro. Sistólico de regurgitação e tipicamente abafa a primeira bulha e se irradia para a axila.
prolapso de valva mitral. Apesar de evoluir sem repercussão na maioria das vezes, é uma das causas
possíveis de insuficiência mitral; é mais comum em mulheres, e pode se associar a manifestações como
taquicardia e hipotensão postural. Ao exame classicamente há clique sistólico seguido de sopro meso-tele-
sistólico.

ESTENOSE AÓRTICA
causa mais comum. Degeneração senil.
clínica. Evolução clássica com angina – síncope – dispneia.
angina. A doença faz com que o ventrículo esquerdo seja progressivamente mais exigido. No começo há
hipertrofia ventricular esquerda importante, que compensa a obstrução. No entanto, a hipertrofia é tão
significativa que pode haver isquemia relativa da parede (o músculo hipertrofiado comprime as coronárias)
– angina....A sobrevida é próxima a 5 anos.

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HARDTOPICS VALVULOPATIAS

síncope. Com a evolução o paciente começa a apresentar dificuldade em ejetar o sangue, e pode
surgir....A sobrevida é próxima a 3 anos.
dispneia. Em estágios mais avançados o sangue não ejetado é "direcionado" para os pulmões,
dispneia...Nessa fase se estima a sobrevida para 2 anos.
sopro. Sopro sistólico de ejeção (começa logo após B1), geralmente em "crescendo e decrescendo"
(diamante) - afinal há dificuldade inicial do VE em vencer a obstrução, e no final o fluxo de sangue já será
menor-, com irradiação para a carótida (o sopro vai na mesma direção do fluxo sanguíneo).

INSUFICIÊNCIA AÓRTICA

causas. Endocardite, febre reumática, espondilite anquilosante, dilatações aneurismáticas da aorta,


doenças degenerativas entre outras..
pressão divergente. A válvula se manteve aberta haverá regurgitação do sangue da aorta para o VE - a
pressão diastólica cai (pode nem se estabilizar pois o sangue não para de retornar ao VE)! A tendência é de
PA divergente...Além disso, a próxima sístole ocorrerá com um volume maior de sangue. Teremos aumento
da pressão sistólica e redução da diastólica.
tudo pulsa. O aumento da pressão sistólica e a redução da diastólica aumentam a pressão de pulso...
Pulsa tudo! Pulso em martelo d´água (corrigan), pulsa úvula (sinal de muller), pulsa a cabeça (musset),
pulsa o leito ungueal (quincke) etc.
sopro. É diastólico aspirativo, em decrescendo.

MANOBRAS SEMIOLÓGICAS

mais sangue, mais sopro. Sopros decorrentes de valvopatias habitualmente aumentam de intensidade
com manobras que incrementam o retorno venoso (como agachamento, elevação das pernas), afinal quanto
mais sangue, maior o ruído gerado! Obviamente reduzem se o retorno venoso for menor (como na valsalva).
cardiomiopatia hipertrófica. Tem comportamento oposto à maioria dos sopros: a hipertrofia do VE é
quem gera o sopro; quanto mais sangue dentro do VE (aumento do retorno), mais afastadas ficarão suas
paredes musculosas, e MENOR será o sopro..
manobra de Rivero-Carvalho. Inspiração profunda, aumentando o retorno venoso principalmente para o
coração direito – geralmente intensifica o sopro da insuficiência tricúspide.
handgrip. Aumenta a pós-carga, limitando a saída de sangue do ventrículo esquerdo; resultado, pode
reduzir a intensidade do sopro da estenose aórtica e aumentar o da insuficiência mitral.

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