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8 - Monopolio

O documento aborda conceitos de monopólio e monopsônio, destacando a maximização de lucros e a influência do poder de mercado sobre preços e produção. Discute a ineficiência do monopólio em comparação com mercados competitivos e a necessidade de regulação em monopólios naturais para garantir alocação eficiente. Além disso, menciona fatores que afetam o poder de monopólio, como elasticidade da demanda e número de empresas no mercado.

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O documento aborda conceitos de monopólio e monopsônio, destacando a maximização de lucros e a influência do poder de mercado sobre preços e produção. Discute a ineficiência do monopólio em comparação com mercados competitivos e a necessidade de regulação em monopólios naturais para garantir alocação eficiente. Além disso, menciona fatores que afetam o poder de monopólio, como elasticidade da demanda e número de empresas no mercado.

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8.

Monopólio e monopsônio
8.1. Maximização dos lucros
8.2. Curva de demanda do monopolista
8.3. Determinação de preços com markup
8.4. A ineficiência do monopólio
8.5. Monopólio natural e regulação
8.6. Comportamento monopolista
Juan Pablo Gama
Poder de mercado
• A hipótese de firmas ou consumidores tomadores de preço só faz sentido
quando há uma grande quantidade deles na economia pois resulta impossível
coordenar todas as ações entre eles de forma que consigam influenciar de forma
expressiva os preços.

• No entanto, em muitos casos isso não acontece. Em diversas situações, os


agentes, tanto compradores como vendedores, tem sim influência direta sobre o
preço do bem. Esta capacidade de influência é chamada de poder de mercado.

• Há diversos casos onde isso acontece. Os dois mais extremos são:


• Monopólio: caso no qual há um único vendedor no mercado.
• Monopsônio: caso no qual há um único comprador no mercado.
Maximização de lucro do monopolista
• Como todo produtor, o monopolista maximiza o lucro. Para isso deve calcular os
custos e produzir de forma eficiente de forma similar a qualquer outra firma.
• No entanto, ela não age como tomadora de preço. Desta forma, ela pode escolher o
preço de venda do bem produzido.
• Para poder escolher o melhor preço possível, a firma precisa de conhecer o
comportamento da demanda pois um preço alto demais pode ter duas implicações:
1. Uma demanda muito baixa e como consequência um lucro baixo, e/ou
2. Uma possível entrada de competidores no setor pois o lucro esperado pode
compensar superar as barreiras de entrada que uma nova firma pode ter.
• Normalmente um monopólio acontece por regulação do estado ou por barreiras de
entrada muito altas que faz muito difícil a entrada de varias firmas no setor.
Maximização do lucro do monopolista
• Caso a firma tenha informação suficiente para estimar a demanda, o
problema do monopolista pode ser escrito da seguinte forma:
𝑚𝑎𝑥 𝑃(𝑄)𝑄 − 𝐶(𝑄)
𝑄≥0

onde 𝐶(⋅) é a função de custo, 𝑄 é o quantidade produzida pelo monopolista


e 𝑃(⋅) é a inversa da demanda, isto é, 𝑃(𝑄) é o preço ao qual a demanda dos
consumidores é igual a 𝑄 .

• Notem que por mais que o monopolista possa definir o preço, ele precisa
considerar a demanda do bem produzido para calcular o seu lucro.
Lucro
• Como só há uma firma, a receita
−1
média é 𝑅𝑀𝑒 = 𝑃(𝑄) = 𝐷 (𝑄).

• A solução 𝑄 do monopolista satisfaz:
′ ∗ ∗ ∗ ′ ∗
𝑅𝑀𝑔 = 𝑃 𝑄 𝑄 + 𝑃 𝑄 = 𝐶 (𝑄 ) = 𝐶𝑀𝑔

• Por tanto, o custo marginal é igual a


receita marginal.

• Neste caso, o preço esta muito acima


do custo marginal. Isto acontece pelo
poder de mercado que o monopolista
tem.
Cálculo do lucro e markup
• Muitas vezes, os administrador das empresas 𝑃−𝐶𝑀𝑔
=−
1
.
desconhecem a forma específica das curvas de 𝑃 𝐸𝑑
receita média e receita marginal. Por tanto, será 𝑃−𝐶𝑀𝑔
necessário fazer estimações e aproximações • 𝑃
é o markup sobre o custo marginal na
para determinar o nível de produção ótimo. forma de percentual do preço.
• A receita marginal pode ser estimada da • Por tanto, este markup deve ser igual ao negativo
seguinte forma: do inverso da elasticidade preço da demanda.
Δ𝑃 𝑄 Δ𝑃
𝑅𝑀𝑔 = 𝑃 + 𝑄 =𝑃+𝑃 • Reordenando os termos temos que
Δ𝑄 𝑃 Δ𝑄
𝐶𝑀𝑔
usando a definição de elasticidade preço da 𝑃= 1
.
1+
demanda 𝐸𝑑 = (𝑃/𝑄)(Δ𝑄/Δ𝑃) temos que 𝐸𝑑

𝑅𝑀𝑔 = 𝑃 + 𝑃(1/𝐸𝑑 ) = 𝐶𝑀𝑔. • O valor do preço superior ao custo marginal


depende do inverso da elasticidade da demanda.
• Por tanto teremos a seguinte relação:
Poder do monopólio
• Como foi visto na aula anterior, o preço é superior ao custo marginal quando
há poder de mercado. Uma forma de medir este poder é a través da diferença
entre o preço e o custo marginal, isto é, o índice de Lerner de Poder de
Monopólio:
𝐿 = (𝑃 − 𝐶𝑀𝑔)/𝑃

• Em termos da elasticidade, temos 𝐿 = (𝑃 − 𝐶𝑀𝑔)/𝑃 = −1/𝐸𝑑 .


Poder de monopólio
As empresas apresentam diferentes poderes de mercado dependendo dos seguintes fatores:
1. Elasticidade da demanda de mercado: No caso de monopólio puro, a curva de
demanda será a curva de demanda do mercado. No caso de varias empresas
concorrendo, a demanda do mercado define o limite inferior para a elasticidade de
demanda de cada empresa.
2. O número de empresas atuando no mercado: A medida que há maior número de
empresas e menor concentração de mercado, há menor poder de monopólio. Caso
haja poucas empresas ou a produção esteja altamente concentrada em poucas delas,
as empresas que detém a maior parte da produção tem um grande poder de mercado.
3. A interação entre as empresas: Mercados com poucos concorrentes mas altamente
competitivos apresentam baixo poder de mercado. No caso em que estejam mais
preocupadas por obter maiores fatias do mercado, fazendo que os preços fiquem
próximos dos que equilíbrio.
Eficiência de Pareto
• Um conceito muito usado em economia
para mensurar o bem-estar econômico
é o conceito de eficiência de Pareto.

• Uma situação econômica é dita de


eficiente no sentido de Pareto se não
existir nenhuma forma de melhorar a
situação de uma pessoa sem piorar a
de outra.

• No caso de mercados competitivos, um


nível de produção de equilíbrio é
eficiente de Pareto pois o excesso de
oferta ou demanda não maximiza o
excedente de oferta ou demanda
respectivamente.
8.4. Ineficiência do monopólio
• Pelo fato de uma indústria monopolística,
o preço será mais alto e a produção será
menor ao caso competitivo.
• A empresa estará melhor e como
consequência não é evidente que o
monopólio não é eficiente.
• Como ele tem poder de mercado, ele teria
interesse de vender unidades a preços
diferenciados para quem esta disposto a
pagar um preço acima do custo marginal.
Por tanto, o nível eficiente de produção
é aquele em que a disposição a pagar
por uma unidade marginal é igual ao
custo de produzi-la.
8.5. Monopólio natural e regulação
• Um monopólio atual é uma empresa que pode arcar com toda a produção do
mercado com um custo inferior ao caso em que existam mais empresas no
setor. Por tanto, é mais eficiente deixar ela sozinha no mercado.

• Este é o caso de grandes economias de escala onde há grandes custos fixos


e baixos custos marginais. Alguns destes exemplos são: empresa de
distribuição de gas, esgoto, energia elétrica.

• Em muitos casos, estes monopólios apresentam custos marginais e médios


decrescentes.

• Nestes tipos de mercados, pode resultar eficiente impor regulações ao setor


de forma que o preço esteja seja menor e o equilíbrio seja uma alocação
eficiente.
Regulação
• Sem regulamentação, o preço seria 𝑃𝑚 ,
mas neste caso, a ineficiência é muito
grande devido a diferença entre o custo
marginal e o preço.

• No caso em que o preço regulamentado


seja 𝑃𝑐 , a firma perderia dinheiro
podendo até encerrar as suas atividades.

• O preço 𝑃𝑟 permite o maior nível de


produção possível tal que a empresa terá
lucro econômico zero.

• Na prática, o preço dependerá da


quantidade de capital investido e da taxa
de retorno deste capital.

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