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Disartria: Avaliação e Intervenção Fonoaudiológica

O documento apresenta um trabalho acadêmico sobre disartria, focando em um caso clínico de um paciente masculino de 62 anos com dificuldades na fala, diagnosticado com disartria atáxica. O estudo inclui a avaliação da prosódia e propõe objetivos terapêuticos e estratégias de recuperação para melhorar a comunicação do paciente. As intervenções sugeridas visam restaurar a inteligibilidade da fala e a qualidade de vida nas interações sociais.

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Disartria: Avaliação e Intervenção Fonoaudiológica

O documento apresenta um trabalho acadêmico sobre disartria, focando em um caso clínico de um paciente masculino de 62 anos com dificuldades na fala, diagnosticado com disartria atáxica. O estudo inclui a avaliação da prosódia e propõe objetivos terapêuticos e estratégias de recuperação para melhorar a comunicação do paciente. As intervenções sugeridas visam restaurar a inteligibilidade da fala e a qualidade de vida nas interações sociais.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE ALAGOAS

CURSO DE FONOAUDIOLOGIA DE ALAGOAS

ALICE VITÓRIA RODRIGUES DE OLIVEIRA


JOSIELE MARIA DA SILVA
JOSIENE DOS SANTOS
ELDER TÚLIO ARAÚJO SILVA
YASMIN DE MELO PACHECO
WILLIAN CASSIANO DA SILVA

DISARTRIA

MACEIÓ-AL
2024

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE ALAGOAS


CURSO DE FONOAUDIOLOGIA DE ALAGOAS

ALICE VITÓRIA RODRIGUES DE OLIVEIRA


JOSIELE MARIA DA SILVA
JOSIENE DOS SANTOS
ELDER TÚLIO ARAÚJO SILVA
YASMIN DE MELO PACHECO
WILLIAN CASSIANO DA SILVA

DISARTRIA

Trabalho apresentado como nota


parcial para a disciplina de
Fisiopatologia II no curso superior de
Fonoaudiologia na Universidade
Estadual de Ciências da Saúde de
Alagoas, orientado pela Professora
Dra. Ana Paula Cajaseiras de
Carvalho.

MACEIÓ-AL

2024
SUMÁRIO

1. CASO CLÍNICO................................................................................. 4

2. AVALIAÇÃO DA PROSÓDIA............................................................ 5

3. OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICOS............................................... 6

4. ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS..................................................... 7

REFERÊNCIAS...................................................................................... 8
CASO CLÍNICO

Paciente masculino, 62 anos, deu entrada no ambulatório de neurologia com queixa


de dificuldade na fala, relatando que as pessoas frequentemente têm dificuldade
para entender o que ele diz. O problema teve início há cerca de seis meses, de
forma progressiva. O paciente nega dor, perda de força ou alterações de
sensibilidade, mas relata cansaço ao falar por períodos prolongados.

Na anamnese, o paciente refere hipertensão arterial sistêmica controlada, e um


histórico de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico leve há dois anos, sem
sequelas motoras aparentes. Ele não faz uso de álcool, fuma há 30 anos, mas
reduzindo gradualmente nos últimos tempos. Não há histórico familiar de doenças
neurológicas.

No exame físico, o paciente apresenta postura irregular, fala com velocidade


alterada (arrastada e lenta), com apagamento de consoantes, prosódia monótona e
ritmo irregular, evidenciando uma dificuldade em variar a entonação e o ritmo da
fala. A voz é hipofônica e rouca, com pouca variação de intensidade e timbre.
Observa-se também uma incoordenação no padrão respiratório ao falar, com
pausas inadequadas e respiração ofegante após frases curtas, sendo comum a falta
de inteligibilidade no processo de comunicação.

A avaliação através do protocolo MBGR mostra que o paciente apresenta


movimentos faciais preservados, sem sinais de fraqueza muscular evidente nos
músculos da face, língua ou palato mole. Reflexos orais estão normais, e não há
ataxia de membros. No entanto, a diadococinesia, testada pela alternância rápida de
movimentos, é levemente comprometida, sugerindo uma possível disfunção
cerebelar leve. O diagnóstico de disartria atáxica foi estabelecido, com destaque
para alterações na prosódia, sugerindo comprometimento cerebelar. A intervenção
proposta inclui terapia fonoaudiológica intensiva focada na reabilitação da prosódia
e do ritmo da fala, além de orientação para exercícios respiratórios e de
coordenação motora oral.
AVALIAÇÃO DA PROSÓDIA

O distúrbio de prosódia pode ser um dado significativo na determinação do


local e da extensão do problema neurológico envolvido. Por exemplo: a redução da
prosódia tem sido observada no parkinsonismo.

A prosódia pode ser avaliada observando-se a velocidade da fala, se os


pacientes apresentam pausas apropriadas, se os intervalos entre palavras e sílabas
não são muito prolongados, se a tonicidade é excessiva ou reduzida.

Esses aspectos ajudam a identificar se há comprometimento neurológico que


pode estar interferindo nos processos motores da fala, como o controle muscular,
coordenação e movimentos involuntários que podem impactar a clareza e a fluência
da fala. Além disso, observar a fala contextual do paciente é crucial para entender
como essas dificuldades se manifestam em situações de comunicação real, o que
permite uma avaliação mais precisa e um planejamento terapêutico mais eficaz.

Tarefas de produção envolvendo fala encadeada são mais úteis, como


conversa, narração e leitura, avaliando a produção dos fonemas da língua falada e
incorporando contrastes prosódicos, palavras de tamanho e complexidade
crescentes e outros recursos úteis no texto.
OBJETIVO GERAL

Promover a melhoria da prosódia na fala buscando restabelecer o padrão


típico de inteligibilidade de fala e a eficácia comunicativa do paciente, favorecendo a
sua autonomia e qualidade de vida nas interações sociais e funcionais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Desenvolver a modulação da voz, incluindo intensidade, entonação e ritmo.

2. Ajustar a coordenação da fala e respiração, focando nas pausas e fluência.

3. Estimular a autocorreção e a aplicação das estratégias em contextos reais.


ESTRATÉGIAS DE RECUPERAÇÃO / COMPENSAÇÃO

● Feedback auditivo atrasado (delayed auditory feedback) para o trabalho da


velocidade de fala.
● Propriocepção através da gravação da voz do paciente para observação e
ajuste dos aspectos da emissão vocal.
● Método mastigatório e do bocejo-suspiro para melhorar a flexibilidade
articulatória e ampliação no uso da cavidade oral e ressonantal.
● Rotação de língua em vestíbulo, vibração de lábios ou língua, emissão do /b/
prolongado e sons nasais para melhora da ressonância e articulação.
● Exercícios de prosódia que incluem mudanças de ritmo, pausa, acentuação,
tom, intensidade e tempo de articulação, como o exercício de sustentação e
modulação.
REFERÊNCIAS

FERREIRA, L. P.; LIMONGI, S. C. O.; BEFI-LOPES, D. M. Tratado de


fonoaudiologia. São Paulo: Roca, 2004.
PORTALETE, C. R. et al. Tratamento motor da fala na disartria flácida: um estudo
de caso. Audiology - Communication Research, 24, e2118, 2019. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/2317-6431-2018-2118. Acesso em: 03 set .2024.

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