Regulamento Interno do I.M.P.A.S.R.
Regulamento Interno do I.M.P.A.S.R.
Este Regulamento é complementado por outros regulamentos específicos, que regulam a organização e
o funcionamento da Instituição, nomeadamente:
- O Regimento do Conselho Pedagógico;
- O Regulamento da Formação em Contexto de Trabalho.
CAPÍTULO I
ESTRUTURA ORGÂNICA
SECÇÃO I
ÓRGÃOS DE DIREÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO
Artigo 1.º
DIRECÇÃO DO INSTITUTO
Definição, Composição e Competências
1. A Direção é o órgão responsável pela administração e gestão da escola nas áreas pedagógica,
administrativa.
2. A Direção é assegurada por um Diretor executivo e um Diretor Pedagógico, designados pela
Entidade Proprietária da Escola - EDURUMOS - Educação, Lda.
3. No presente regulamento, sempre que se fizer referência ao diretor da escola ou à direção da escola
deve se entender o diretor executivo.
4. À Direção compete:
a. Assegurar a gestão administrativa da escola, nomeadamente, conservando o registo de atos de
matrícula e inscrição dos alunos, garantindo a conservação dos documentos de registo das actas
de avaliação, promovendo e controlando a emissão de certificados e diplomas de aproveitamento
e habilitações e, ainda, garantindo a qualidade dos processos e respetivos resultados.
b. Acompanhar e verificar a legalidade da gestão administrativa da escola.
c. Assegurar os recursos financeiros indispensáveis ao funcionamento da Escola Profissional e
proceder à sua gestão económica e financeira.
d. Responder pela correcta aplicação dos apoios financeiros concedidos.
e. Garantir a instrumentalidade dos meios administrativos e financeiros face a objetivos educativos
e pedagógicos.
f. Prestar ao Ministério da Educação as informações que este solicitar.
g. Incentivar a participação dos diferentes sectores das comunidades escolar e local na actividade
da escola, de acordo com o Regulamento Interno, o Projeto Educativo e o Plano Anual de
Actividades da escola.
h. Criar e assegurar as condições necessárias ao normal funcionamento da escola.
i. Representar a escola em juízo e fora dele.
j. Zelar pelo cumprimento dos direitos e deveres dos professores, funcionários e alunos da escola.
k. Submeter à aprovação da direcção da entidade proprietária o projeto educativo, os estatutos, o
regulamento interno e as actualizações supervenientes.
l. Implementar e coordenar os processos da gestão da qualidade em que é gestor de processo de
acordo com o descrito no manual da qualidade.
m. Organizar os cursos e demais actividades de formação e certificar os conhecimentos adquiridos.
n. Conceber e formular, sob orientação da entidade proprietária, o projecto educativo da escola,
adotar os métodos necessários à sua realização.
o. Assegurar e controlar a avaliação de conhecimentos dos alunos e promover e assegurar um
ensino de qualidade.
p. Representar a escola profissional junto da respectiva tutela em todos os assuntos de natureza
pedagógica.
Artigo 2.º
CONSELHO CONSULTIVO
Definição, Composição e Competências
1. O Conselho Consultivo é um órgão com funções consultivas que, conjuntamente com os restantes
órgãos de direcção da escola, faz o balanço e a análise comparativa entre as componentes técnicas e
científicas de cada curso e a realidade/necessidade do tecido empresarial.
2. O Conselho Consultivo é constituído por representantes dos alunos, dos pais ou encarregados de
educação, dos docentes e dos órgãos de direcção de escola, bem como de instituições e organismos
locais representativos do sector económico e social e das empresas parceiras na formação,
convidados pela Entidade proprietária.
3. O Conselho Consultivo reúne pelo menos uma vez por ano letivo.
4. Compete colaborar com a Direcção da Escola:
a. Sugerindo a atualização dos conteúdos programáticos da vertente tecnológica.
b. Propondo a tipologia de Estágios, tendo em atenção o mercado de trabalho.
c. Dando pareceres sobre o projecto educativo da escola e sobre os cursos de ensino e formação
profissional dual e outras ofertas educativas e formativas.
Artigo 3.º
CONSELHO PEDAGÓGICO
Definição, Composição e Competências
SECÇÃO II
ESTRUTURAS TÉCNICO-PEDAGÓGICAS
Artigo 4.º
COORDENAÇÃO EDUCATIVA
Competências
Artigo 5.º
DIRECÇÃO DE CURSO
Competências
Artigo 6.º
GRUPOS DISCIPLINARES
Competências do Coordenador de Disciplina
1. Compete ao Coordenador de Disciplina:
a. Reforçar a articulação curricular na aplicação dos planos de estudo definidos a nível nacional.
b. Elaborar propostas de desenvolvimento de componentes curriculares por iniciativa do instituto.
c. Promover a inserção das componentes locais e regionais nos currículos.
d. Definir critérios e metas para avaliação dos alunos.
e. Coordenar práticas pedagógicas e dinamizar trocas de experiências e saberes.
f. Conceber e promover a utilização de recursos didáticos inovadores e enriquecedores da
aprendizagem.
g. Elaborar e avaliar o plano anual de actividades do grupo, tendo em vista a concretização do
Projeto Educativo de escola.
2. Compete ao Coordenador de Coordenador Disciplina:
a. Promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores do respectivo grupo.
b. Assegurar a articulação entre o grupo e as restantes estruturas de orientação educativa,
nomeadamente na análise e desenvolvimento de medidas de orientação pedagógica.
c. Apresentar ao Conselho Pedagógico o plano curricular das diferentes disciplinas, integrando a
estrutura modular e os critérios de avaliação.
d. Acompanhar a implementação e o desenvolvimento do plano curricular em cada turma/ano.
e. Assegurar a participação do grupo na elaboração, desenvolvimento e avaliação do Projecto
Educativo da escola, bem como do Plano Anual de Actividades.
f. Colaborar com as estruturas de formação contínua na identificação das necessidades de
formação dos professores da coordenação.
g. Elaborar um relatório de avaliação de desempenho das atividades desenvolvidas relativo ao ano
letivo transato.
Artigo 7.º
CONSELHOS DE TURMA
Definição, Competências e Normas de Funcionamento
1. O Conselho de Turma é uma estrutura colegial responsável pela organização e acompanhamento dos
trabalhos de uma turma e a respetiva coordenação é assegurada pelo Orientador Educativo.
2. O Conselho de Turma é composto pelos seguintes elementos:
a. Orientador de Educativo.
b. Diretor de curso.
c. Professores da turma.
d. Delegado de turma ou, em substituição, o subdelegado.
e. Representante dos pais/encarregados de educação.
3. Nas reuniões destinadas à avaliação, não participam os elementos designados nas alíneas d) e e) do
número anterior.
4. Excecionalmente, poderão ser convocadas reuniões de âmbito disciplinar.
5. O Conselho de Turma tem as seguintes competências:
a. Apreciar a situação da turma e identificar características específicas dos alunos a ter em conta no
processo de ensino e aprendizagem.
b. Planificar o desenvolvimento das atividades a realizar com os alunos.
c. Identificar diferentes ritmos de aprendizagem e necessidades educativas especiais dos alunos,
promovendo a articulação com as Estruturas de Apoio e Recuperação, com vista à superação
dessas mesmas necessidades.
d. Assegurar a adequação do currículo às características específicas dos alunos, adotando
estratégias de diferenciação pedagógica e estabelecendo prioridades, níveis de aprofundamento e
sequências adequadas.
e. Conceber e delinear atividades em complemento do currículo proposto.
f. Preparar informação adequada, a disponibilizar aos encarregados de educação, relativa ao
processo de aprendizagem e avaliação dos alunos.
6. Serão seguidas as seguintes normas de funcionamento:
a. O Conselho de Turma reúne-se, no mínimo, no início do ano letivo e no final de cada período.
Reúne-se, extraordinariamente, sempre que um motivo de natureza pedagógica ou disciplinar
assim o justifique.
b. Cabe à Coordenação Pedagógica fixar as datas e a duração de realização dos Conselhos de
Turma, bem como designar o respetivo secretário responsável pela elaboração da ata.
c. As reuniões do Conselho de Turma podem ser convocadas pelo Orientador Educativo, mediante
aprovação da Coordenação.
d. As reuniões do Conselho de Turma deverão ser convocadas, no mínimo, com quarenta e oito
horas de antecedência.
e. Sempre que seja previsível a ausência de um elemento da equipa pedagógica no Conselho de
Turma, o mesmo deverá assegurar a entrega atempada de todos os elementos de avaliação dos
alunos.
f. No caso da ausência de um elemento do Conselho de Turma, a equipa pedagógica reúne com os
restantes membros, devendo o respetivo Orientador Educativo dispor de todos os elementos
referentes à avaliação de cada aluno, fornecidos pelo professor ausente.
g. A avaliação realizada pelo Conselho de Turma é submetida à ratificação da Coordenação
Pedagógica.
Artigo 8.º
ORIENTAÇÃO EDUCATIVA
Competências
1. Compete-lhe a orientação educativa de toda a turma e garantir a relação entre o aluno, a família e a
comunidade escolar.
2. São atribuições do Orientador Educativo:
a. Desenvolver ações que facilitem a correta integração dos alunos na escola.
b. Informar os alunos das suas funções e do seu horário de atendimento.
c. Detetar interesses e necessidades dos alunos e estimulá-los para um melhor aproveitamento.
d. Promover a eleição do Delegado e do Subdelegado de turma e incentivá-los à participação ativa
na vida da escola.
e. Estimular as relações entre encarregados de educação e escola.
f. Garantir uma informação atualizada junto dos pais e encarregados de educação acerca da
integração dos alunos na comunidade escolar, do seu aproveitamento, do seu comportamento, da
sua assiduidade, do sistema de avaliação, do regime disciplinar e das normas de funcionamento
interno da escola. g. Organizar dossier da turma.
h. Registar semanalmente as faltas dadas pelos alunos, proceder à sua justificação e informar os
encarregados de educação.
i. Presidir às reuniões de Conselho de Turma e prepará-las devidamente.
j. Solicitar aos professores da turma informações regulares sobre os seus alunos.
k. Garantir a articulação da ação pedagógica com o Diretor de Curso e o Coordenador Pedagógico.
l. Integrar o júri de avaliação da PAP.
Artigo 9.º
SERVIÇOS ESPECIALIZADOS E DE APOIO EDUCATIVO
Definição e Composição
Artigo 10.º
GABINETE DE ORIENTAÇÃO EDUCATIVA E PROFISSIONAL
Definição e Competências
Artigo 11.º
SERVIÇO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
Definição e competências
Artigo 12.º
ESTRUTURAS DE APOIO E RECUPERAÇÃO
Definição, Competências e Normas de Funcionamento
SECÇÃO III
SERVIÇOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE APOIO ESCOLAR
Artigo 13.º
SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS
Definição e Competências
Artigo 14.º
GABINETE DE MARKETING E COMUNICAÇÃO
Definição e Competências
Artigo 15.º
ÁREA TÉCNICA
Artigo 16.º
PORTARIA
1. A portaria é o elo de ligação entre o exterior e interior do edifício. Como tal, o funcionário de
serviço deverá ter uma atitude correta e solícita a quem o interpelar.
2. São funções dos responsáveis pela portaria:
a. Encaminhar os visitantes.
b. Prestar informações.
c. Proceder à abertura e encerramento das portas de acesso às instalações.
d. Efetuar, no interior e no exterior, tarefas indispensáveis ao funcionamento dos serviços.
e. Vigiar as instalações do estabelecimento de ensino, evitando a entrada de pessoas não
autorizadas.
f. Controlar a entrada e saída de pessoas, solicitando a sua identificação sempre que tal se
justifique. g. Registar as faltas dos professores.
h. Zelar pelo cumprimento das regras da escola Digital no recinto escolar.
Artigo 17.º
MEDIATECA / SALA DE ESTUDO
1. Podem utilizar a Mediateca / Sala de Estudo todos os alunos, professores e funcionários da escola,
podendo ainda ter acesso outros utentes, quando devidamente autorizados pelos Serviços
Administrativos.
2. Durante a permanência na Mediateca, deverá ser observado o máximo silêncio, de modo a não
prejudicar os seus utentes e a fazer dela um local de estudo e trabalho.
3. As obras de consulta frequente, como dicionários ou outras consideradas relevantes, não podem ser
emprestadas para consulta domiciliária.
4. A requisição dos livros expostos deverá ser efetuada mediante preenchimento de formulário próprio
e não pode ultrapassar o prazo máximo de quarenta e oito horas.
5. O requisitante fica responsável pelo extravio ou danificação do(s) livro(s) requisitado(s).
6. Podem as instalações da Mediateca ser utilizadas para outras finalidades, mediante autorização por
parte dos Serviços Administrativos.
Artigo 18.º
REPROGRAFIA
1. Os serviços de reprografia são geridos pelo Responsável dos Serviços de Administração Escolar e
pelo auxiliar de ação educativa aí destacado.
2. O horário de funcionamento, bem como os preços praticados nestes serviços, devem estar expostos
em local visível.
3. Os serviços a executar deverão ser requisitados de acordo com prazos afixados, de forma a permitir
a sua execução em tempo útil.
4. O não cumprimento dos prazos referidos no ponto anterior não responsabiliza o funcionário pela
não execução, em tempo oportuno, dos trabalhos requisitados.
5. A requisição dos trabalhos é feita diretamente pelo requisitante ao funcionário responsável ou por
correio eletrónico.
6. Todos os materiais a ser reproduzidos devem estar devidamente identificados com o logótipo da
Escola
Digital.
7. São gratuitas as reproduções destinadas a:
a. Apoio na aprendizagem dos alunos.
b. Avaliação dos alunos.
c. Funcionamento dos Serviços.
d. Outras situações excecionais, devidamente autorizadas pelos Serviços Administrativos.
8. Os preços dos produtos praticados na reprografia não têm como objetivo a obtenção de lucro, mas
apenas garantir a cobertura dos custos e eventuais perdas e danos.
CAPÍTULO II
INFRAESTRUTURAS E NORMAS GERAIS DE FUNCIONAMENTO DA ESCOLA
1. A sede da Escola Digital funciona nos Pisos -1, 2 e 4, no Campo Grande, número 56.
2. A escola dispõe de salas de aulas adequadas à oferta formativa.
3. A utilização pelos alunos das salas de aula só pode ser feita com a presença do professor, sendo este
o primeiro a entrar e o último a sair, garantindo que a sala se encontra em condições e fechada.
4. A utilização pelos alunos das salas de aula sem a presença do professor só pode ser feita em
situações excecionais e mediante autorização prévia.
5. As atividades desportivas são realizadas em espaços desportivos equipados de acordo com as
exigências curriculares.
6. As atividades letivas poderão ainda ocorrer em outros espaços de aprendizagem, formais ou
informais, no quadro do planeamento de formação dos cursos e de acordo com Plano Anual de
Atividades.
7. Toda a comunidade educativa pode utilizar os serviços de restauração do Piso Um, assim como o
refeitório dos Serviços Sociais da Administração Pública na Rua Florbela Espanca.
8. Têm acesso aos micro-ondas disponibilizados no Piso -1 todos os alunos da comunidade educativa,
no período de almoço.
9. Todos devem esforçar-se por manter o espaço de almoço em perfeitas condições de higiene e
asseio.
CAPÍTULO III
REGIME DE INGRESSO E FREQUÊNCIA
1. O ingresso na Escola Digital é facultado aos alunos que reúnam condições para tal, de acordo com o
definido para cada uma das formações disponibilizadas, tendo em conta o correspondente Processo
de Seleção.
2. O Processo de Seleção é definido e planeado por um grupo de trabalho nomeado para o efeito pela
Direção da Escola.
3. A frequência da escola e do curso depende de uma matrícula, a qual será renovada anualmente, até
ao fim do curso, estando sujeita à entrega dos documentos solicitados para o efeito.
4. Os alunos que pretendam anular a matrícula deverão dirigir-se à Secretaria da escola e aí preencher
o requerimento próprio para o efeito.
5. A anulação da inscrição nos Cursos não confere o direito ao reembolso dos pagamentos efetuados.
6. O abandono da frequência do Curso, sem o cumprimento das disposições anteriores, implicará a
impossibilidade de voltar a frequentar a Escola, salvo condições excecionais devidamente
justificadas.
CAPÍTULO IV
DIREITOS E DEVERES
1. Sem prejuízo das normas específicas constante no presente Regulamento Interno, toda a
comunidade escolar deverá observar as seguintes normas gerais:
a. Colaborar na realização do Projeto Educativo da escola.
b. Respeitar e tratar com correção todos os outros membros da comunidade escolar, evitando,
nomeadamente, linguagem menos própria.
c. Ser assíduo e pontual nas atividades escolares e/ou nas reuniões para que seja convocado.
d. Desempenhar as funções e as tarefas que lhe competem com diligência e espírito de tolerância,
de acordo com as normas legais, de modo a garantir a boa convivência entre todos os membros
da comunidade escolar.
e. Zelar pela limpeza, preservação e conservação das instalações, do mobiliário e do material
didático da Escola.
f. Conhecer, cumprir e fazer cumprir este Regulamento.
SECÇÃO I
DIREITOS E DEVERES DO CORPO DOCENTE
1. No exercício das funções que lhe estão atribuídas, os professores estão obrigados ao cumprimento
dos seguintes deveres profissionais:
a. Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criação de laços de
cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e reconhecimento mútuo, em especial
entre docentes, alunos, encarregados de educação e pessoal não docente.
b. Contribuir para a formação e realização integral dos alunos, promovendo o desenvolvimento das
suas capacidades, estimulando a sua autonomia e criatividade e incentivando a formação de
cidadãos civicamente responsáveis e democraticamente intervenientes na vida da comunidade.
c. Reconhecer e respeitar as diferenças culturais e pessoais dos alunos e demais membros da
comunidade educativa, valorizando os diferentes saberes e culturas e combatendo processos de
exclusão e discriminação.
d. Orientar o exercício das suas funções por critérios de qualidade e por princípios de rigor,
isenção, justiça e equidade.
e. Participar na organização do processo de ensino e aprendizagem e assegurar a gestão e
realização das atividades educativas, no âmbito dos programas definidos, procurando adotar
mecanismos de diferenciação pedagógica suscetíveis de responder às necessidades individuais
dos alunos.
f. Zelar pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didáctico-pedagógicos utilizados, numa
perspetiva de abertura à inovação.
g. Desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, proceder à autoavaliação e participar nas
atividades de avaliação da escola.
h. Atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências a nível pedagógico,
científico e cultural.
2. O professor tem igualmente o dever de:
a. Cumprir integralmente o tempo letivo, sendo assíduo e pontual nas atividades que lhe foram
atribuídas.
b. Comparecer às reuniões, sempre que para tal for solicitado pelos órgãos de Administração e
Gestão da Escola e/ ou pelas Estruturas de Orientação Educativa.
c. Planificar e dar a conhecer atempadamente todas as atividades curriculares e extra-curriculares
que impliquem possíveis alterações ao trabalho de outros docentes, nomeadamente, visitas de
estudo.
d. Em cada aula, registar, no sistema de gestão escolar eSGE, as faltas dos alunos através do acesso
de utilizador facultado pela direção, e sumariar a lição, num prazo máximo de setenta e duas
horas após esta ter lugar.
e. Apoiar os alunos nos trabalhos a desenvolver, estimulando o seu desenvolvimento pessoal e
motivando a sua preparação científica e cultural;
f. Garantir a aplicação de um plano de aula com atividades educativas de acompanhamento dos
alunos, perante a ausência imprevista e de curta duração do respetivo docente.
g. Corresponsabilizar-se pela preservação e uso adequado das instalações e equipamento, sendo o
primeiro a entrar e o último a sair da sala de aula, de modo a providenciar que a sala e o quadro
fiquem sempre limpos e os equipamentos escolares operacionais.
h. Desempenhar, com responsabilidade, empenho e eficácia, os cargos para os quais for designado
e as funções que lhe forem atribuídas.
i. Colaborar ativa e atempadamente com o Orientador Educativo para que este possa cumprir
integralmente as suas funções, nomeadamente fornecendo todos os elementos necessários à
informação dos encarregados de educação sobre o aproveitamento e comportamento dos alunos.
j. Apresentar obrigatoriamente aos alunos todos os instrumentos escritos de avaliação,
devidamente avaliados e classificados, no final de cada módulo, entregando a documentação
necessária, quer ao Orientador Educativo da turma, quer aos Serviços Administrativos da escola
nos prazos estipulados.
k. Lançar nos livros de termos e no sistema de gestão de informação as classificações dos alunos.
l. Respeitar a natureza confidencial da informação relativa aos alunos e respetivas famílias.
m. Usar exclusivamente os formulários aprovados pelo sistema de gestão de qualidade,
disponibilizados nos computadores da sala dos professores para o efeito.
SECÇÃO II
DIREITOS E DEVERES DO PESSOAL NÃO DOCENTE
No exercício das funções que lhe estão atribuídas, os funcionários estão obrigados ao cumprimento dos
seguintes deveres profissionais:
a. Colaborar com as estruturas organizativas e outras estruturas intervenientes no processo de
ensino e aprendizagem, prestando todos os elementos e todas as informações necessários ao bom
funcionamento da escola.
b. Integrar-se, como elementos da escola, no seu Projeto Educativo.
c. Colaborar com os docentes e apoiar os alunos.
d. Adotar uma atitude correta no trato com os restantes elementos da escola e todos os que a
visitam.
e. Cumprir o horário estipulado para o serviço a que estão associados.
f. Executar atempadamente as tarefas que lhes foram atribuídas.
g. Zelar pela conservação do espaço e equipamento que lhes está destinado.
h. Registar com regularidade, no devido documento, as faltas dos docentes.
SECÇÃO III
DIREITOS E DEVERES DOS ALUNOS
SECÇÃO IV
DIREITOS E DEVERES DO DELEGADO E SUBDELEGADO DE TURMA
1. O Delegado e Subdelegado são eleitos pela turma, no início do primeiro período de aulas de cada
ano letivo.
2. Compete ao Delegado, ou na sua ausência, ao Subdelegado:
a. Representar a turma sempre que para tal seja solicitado.
b. Participar no processo de elaboração do Projeto Educativo e do Regulamento Interno e
acompanhar o seu desenvolvimento e a sua concretização.
c. Dinamizar a colaboração de todos os colegas no sentido de se responsabilizarem pela maneira de
estar na aula e sobre a conservação, higiene e arrumação do material.
d. Participar aos funcionários da escola e ao Orientador Educativo, por escrito, qualquer dano ou
falta no material logo que deles tenha conhecimento.
e. Procurar resolver conflitos que surjam entre colegas.
f. Apoiar os colegas na sua integração.
g. Manter um contacto permanente com o Orientador Educativo e Diretor de Curso, nomeadamente
na resolução de problemas relacionados com o aproveitamento, assiduidade e comportamento.
3. O Delegado e o Subdelegado têm o direito de solicitar a realização de reuniões de turma com a
presença do respetivo Orientador Educativo, para apreciação de matérias relacionadas com o
funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas. O pedido é
apresentado por escrito ao Orientador Educativo, com a antecedência mínima de quarenta e oito
horas, sendo precedido de reunião de alunos para determinação das matérias a abordar.
SECÇÃO V
DIREITOS E DEVERES DOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO
Artigo 30.º
Direitos
CAPÍTULO V
REGIME DA ASSIDUIDADE
O dever de assiduidade implica, quer a presença na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o
trabalho escolar, quer uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada ao processo de
ensino e aprendizagem.
SECÇÃO I
ASSIDUIDADE DOS DOCENTES
Artigo 33.º
Faltas
SECÇÃO II
ASSIDUIDADE DOS ALUNOS
1. A assiduidade é um dever fundamental dos alunos, essencial ao bom prosseguimento dos estudos.
Implica a presença e a pontualidade na sala de aula e demais locais onde se desenvolvam as
atividades letivas. As normas e os respetivos procedimentos respeitantes à assiduidade dos alunos
são estabelecidos de acordo com a legislação em vigor.
2. Em relação aos Cursos Profissionais, a assiduidade do aluno não pode ser inferior a 90% da carga
horária de cada módulo de cada disciplina. A assiduidade do aluno, na Formação em Contexto de
Trabalho (FCT), não pode ser inferior a 95% da carga horária prevista.
3. Para os efeitos previstos no número anterior, o resultado da aplicação de qualquer das percentagens
nele estabelecidas é arredondado por defeito, à unidade imediatamente anterior, para o cálculo da
assiduidade, e por excesso, à unidade imediatamente seguinte, para determinar o limite de faltas
permitido aos alunos.
4. Quando a falta de assiduidade do aluno for devidamente justificada, a Escola deve assegurar i. no
âmbito das disciplinas do curso:
(1) O prolongamento das atividades até ao cumprimento do número total de horas de formação
estabelecidas.
(2) O desenvolvimento de mecanismos de recuperação, tendo em vista o cumprimento dos
objetivos de aprendizagem.
ii. no âmbito da FCT:
(1) O seu prolongamento, a fim de permitir o cumprimento do número de horas estabelecido.
5. O disposto no número anterior não prejudica, no caso de faltas injustificadas, a aplicação de outras
medidas previstas no presente Regulamento.
1. O pedido de justificação das faltas é apresentado por escrito ao Orientador Educativo pelo
encarregado de educação ou, quando o aluno for maior de idade, pelo próprio, em impresso
existente para o efeito.
2. A justificação da falta deve ser entregue até ao terceiro dia útil subsequente a verificação da mesma,
devendo anexar-se o comprovativo necessário.
3. Sempre que previsível, deve a justificação da falta ser prévia.
4. As Faltas podem ser consideradas Justificadas pelos seguintes motivos:
a. Doença do aluno, devendo esta ser declarada por médico, se determinar impedimento superior a
cinco dias úteis.
b. Isolamento profilático, determinado por doença infectocontagiosa de pessoa que coabite com o
aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente.
c. Falecimento de familiar, durante o período legal de justificação de faltas por falecimento de
familiar.
d. Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o dia imediatamente posterior.
e. Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não se possa
efetuar fora do período das atividades letivas.
f. Assistência na doença a membro do agregado familiar, nos casos em que, comprovadamente, tal
assistência não possa ser prestada por qualquer outra pessoa.
g. Comparência a consultas pré-natais, período de parto e amamentação, tal como definido na Lei
90/2001, de 20 de agosto.
h. Ato decorrente da religião professada pelo aluno, desde que o mesmo não se possa efetuar fora
do período das atividades letivas e corresponda a uma prática comummente reconhecida como
própria dessa religião.
i. Preparação ou participação em provas desportivas de alunos integrados no subsistema do alto
rendimento, nos termos da legislação em vigor, bem como daqueles que sejam designados para
integrar seleções ou outras representações nacionais, nos períodos de preparação e participação
desportiva, ou ainda a participação dos demais alunos em atividades desportivas e culturais,
quando esta seja considerada relevante pelas respetivas autoridades escolares.
j. Participação em atividades associativas, nos termos da lei.
k. Cumprimento de obrigações legais.
l. Outro facto impeditivo da presença na escola, desde que, comprovadamente, não seja imputável
ao aluno ou seja justificadamente considerado atendível pelo Orientador Educativo.
5. O Orientador Educativo pode solicitar os comprovativos adicionais que considere necessários à
justificação da falta, bem como aferir da veracidade das declarações junto de entidades
responsáveis.
Artigo 40.º
Ultrapassagem dos limites de faltas injustificadas.
1. A ultrapassagem dos limites de faltas injustificadas constitui uma violação dos deveres de
frequência e assiduidade e obriga o aluno faltoso ao cumprimento de medidas de recuperação e/ou
corretivas específicas.
2. Sempre que sejam ultrapassados os limites de faltas, os alunos devem ser sujeitos a atividades que
permitam recuperar atrasos na aprendizagem e/ou a integração escolar e comunitária do aluno e pelas
quais os alunos e os seus encarregados de educação são corresponsáveis.
3. As atividades de recuperação da aprendizagem são decididas pelo Orientador Educativo ou pelos
professores das disciplinas em que foi ultrapassado o limite de faltas. Devem os Grupos Disciplinares
e o Conselho de Turma pronunciar-se sobre a modalidade a aplicar, bem como processos de avaliação,
em cada um dos cursos e disciplinas.
4. As medidas corretivas a que se refere o presente artigo são definidas nos termos do artigo 46.º do
presente Regulamento e obedecem, ainda, ao seguinte:
a. As medidas corretivas realizam-se em período suplementar ao horário letivo, no espaço escolar
ou fora dele, neste caso com acompanhamento dos pais ou encarregados de educação ou de
entidade local ou localmente instalada idónea e que assuma corresponsabilizar -se, nos termos a
definir em protocolo.
b. O cumprimento das medidas corretivas realiza -se sempre sob supervisão da escola,
designadamente, através do Orientador Educativo ou outro professor, nomeado para o efeito.
c. O cumprimento destas medidas não isenta o aluno da obrigação de cumprir o horário letivo da
turma em que se encontra inserido ou de permanecer na escola durante o mesmo.
5. As atividades de recuperação de atrasos na aprendizagem, que podem revestir forma oral, bem
como as medidas corretivas previstas no presente artigo ocorrem após a verificação do excesso de
faltas e apenas podem ser aplicadas uma única vez no decurso de cada ano letivo.
6. Sempre que cesse o incumprimento do dever de assiduidade por parte do aluno são
desconsideradas as faltas em excesso.
7. Cessa o dever de cumprimento das atividades e medidas a que se refere o presente artigo, com as
consequências daí decorrentes para o aluno, de acordo com a sua concreta situação, sempre que para o
cômputo do número e limites de faltas nele previstos tenham sido determinantes as faltas registadas na
sequência da aplicação de medida corretiva de ordem de saída da sala de aula ou disciplinar
sancionatória de suspensão.
1. Sempre que o aluno ultrapasse o limite de faltas injustificadas, o aluno fica obrigado ao
cumprimento de medidas de recuperação e/ou corretivas específicas, podendo ainda conduzir à
aplicação de medidas disciplinares sancionatórias.
2. Todas as situações, atividades, medidas ou suas consequências previstas no presente
Regulamento são obrigatoriamente comunicadas, pelo meio mais expedito, aos pais ou ao encarregado
de educação ou ao aluno, quando maior de idade, e registadas no processo individual do aluno.
3. A ultrapassagem do limite de faltas estabelecido no regulamento interno da escola relativamente
às atividades de apoio ou complementares de inscrição ou de frequência facultativa implica a imediata
exclusão do aluno das atividades em causa.
CAPÍTULO VI
DISCIPLINA
1. A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos nos artigos deste Regulamento Interno, em
termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal das atividades da escola ou das
relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infração disciplinar, a qual pode levar à
aplicação de medida disciplinar.
2. Os comportamentos passíveis da aplicação de medida disciplinar obedecem à seguinte tipificação,
de acordo com a gravidade da ocorrência:
a. Infração ligeira: considera-se todo o comportamento não reiterado que perturbe as relações
entre os membros da comunidade escolar ou o regular funcionamento das atividades escolares,
nomeadamente, desrespeito pelo direito à educação e ensino dos restantes colegas;
insubordinação face a orientações/instruções de professores e/ou funcionários; negligência na
limpeza do espaço escolar; utilização de qualquer meio multimédia/dispositivo móvel não
autorizado em contexto de sala de aula;
b. Infração grave: considera-se todo o comportamento que ultrapasse a normal conflitualidade
nas relações entre os membros da comunidade escolar ou prejudique o regular funcionamento
das atividades escolares, nomeadamente, reincidência em qualquer das infrações consideradas
ligeiras; danificação intencional das instalações, dos equipamentos ou materiais da escola e,
ainda, dos bens pertencentes a qualquer elemento da comunidade educativa; posse ou consumo
de álcool e droga no recinto escolar; violação dos deveres de respeito e educação nas relações
com os membros da comunidade educativa;
c. Infração muito grave: considera-se todo o comportamento que afete negativamente a
convivência na comunidade escolar e/ou o regular funcionamento das atividades escolares,
nomeadamente, reincidência de comportamentos considerados graves; danificação intencional
das instalações, dos equipamentos ou materiais da escola e, ainda, dos bens pertencentes a
qualquer elemento da comunidade educativa, assumida com atos de violência ou de que resultem
prejuízos elevados; apropriação indevida de bens de terceiros (furto ou roubo); violação dos
deveres de respeito e educação nas relações com os membros da comunidade educativa, sob a
forma de injúrias, ofensas, ameaças, intimidações, difamação ou calúnia; prática ou incitamento
à prática de atos de agressão física a qualquer elemento da comunidade educativa.
1. Advertência oral – consiste numa chamada verbal de atenção ao aluno, perante um seu
comportamento perturbador do funcionamento normal das atividades da escola ou das relações no
âmbito da comunidade educativa.
a. Na sala de aula, a advertência é da exclusiva competência do professor, cabendo, fora dela, a
qualquer professor ou membro do pessoal não docente.
2. Ordem de saída do local onde se desenvolva o trabalho escolar – é aplicável ao aluno que se
comporte de modo que impeça o prosseguimento regular do processo ensino aprendizagem dos
restantes alunos, implicando a não permanência do aluno no local onde se realiza o trabalho escolar.
a. É da exclusiva competência do professor e acarreta a marcação de falta, com o preenchimento da
minuta de descrição da ocorrência.
b. A aplicação no decurso do mesmo ano letivo e ao mesmo aluno da medida corretiva de ordem de
saída da sala de aula pela terceira vez, por parte do mesmo professor, ou pela quinta vez,
independentemente do professor que a aplicou, implica a análise da situação em conselho de
turma, tendo em vista a identificação das causas e a pertinência da proposta de aplicação de
outras medidas disciplinares corretivas ou sancionatórias.
3. Atividades de integração na escola ou na comunidade – traduz-se no desempenho por parte do
aluno infrator de um plano de atividades de carácter pedagógico, de entre as seguintes:
• Desempenho de tarefas na Mediateca/Secretaria ou noutra área da escola a designar.
• Apoio a funcionários, no desenvolvimento das suas atividades.
• Pesquisa orientada, tanto em livros, como na Internet, sobre diversos temas (direitos, deveres,
responsabilidade e cidadania, entre outros.)
• Elaboração de trabalhos escritos ou práticos, de acordo com os temas anteriores.
• Realização de fichas de trabalho de uma ou mais disciplinas.
• Limpeza e manutenção dos espaços escolares.
a. A aplicação desta medida corretiva é da competência do diretor da escola;
b. O plano de atividades é elaborado pelo conselho de turma e, no caso de o aluno ser menor de
idade, em conjunto com o encarregado de educação ou pais, tendo em conta o seguinte:
i. As atividades previstas no plano devem, se necessário e sempre que possível, compreender a
reparação do dano provocado pelo aluno e/ou recompensar a escola pelos custos de reparação,
caso seja o caso.
ii. O cumprimento das atividades previstas no plano realiza-se em período suplementar ao
horário letivo, no espaço escolar ou fora dele, neste caso com acompanhamento dos
encarregados de educação. iii. O cumprimento das atividades previstas no plano realiza-se
sempre sob a supervisão da escola, designadamente, através do(s) professor(es) designado(s)
pelo conselho de turma. iv. O disposto na alínea ii) não isenta o aluno da obrigação de
cumprir o horário letivo da turma em que se encontra inserido ou de permanecer na escola
durante o mesmo.
4. Condicionamento no acesso a certos espaços escolares ou na utilização de certos materiais e
equipamentos.
a. A aplicação desta medida corretiva é da competência da Direção da Escola que, para o efeito,
deve ouvir a coordenação, o diretor de curso e o orientador educativo da turma a que o aluno
pertença.
b. A aplicação e posterior execução desta medida corretiva não pode ultrapassar o período de
tempo correspondente a um ano letivo.
5. A aplicação das medidas disciplinares corretivas previstas nos números 1 a 4 é comunicada aos
pais ou ao encarregado de educação, tratando-se de um aluno menor de idade. 6. A aplicação das
medidas corretivas previstas é cumulável entre si.
7. A aplicação de uma ou mais medidas corretivas é cumulável apenas com a aplicação de uma medida
disciplinar sancionatória.
1. A aplicação de medida disciplinar prevista no presente diploma não isenta o aluno e o respetivo
representante legal da responsabilidade civil a que, nos termos gerais de direito, haja lugar.
2. A responsabilidade disciplinar, resultante de conduta prevista no presente diploma, não prejudica
o apuramento da responsabilidade criminal a que haja lugar por efeito da mesma conduta.
CAPÍTULO VII
AVALIAÇÃO E CERTIFICAÇÃO
SECÇÃO I
PRINCIPIOS GERAIS DA AVALIAÇÃO
1. A avaliação incide:
a. Sobre os conhecimentos e capacidades a adquirir e a desenvolver no âmbito das disciplinas
respeitantes a cada uma das componentes de formação e no plano de trabalho da FCT.
b. Sobre os conhecimentos, aptidões e atitudes identificados no perfil profissional associado à
respetiva qualificação.
2. A avaliação assume carácter diagnóstico, formativo e sumativo, visando, designadamente:
a. Informar o aluno e o encarregado de educação e outras pessoas ou entidades legalmente
autorizadas, quando for o caso, sobre os progressos, as dificuldades e os resultados obtidos na
aprendizagem, esclarecendo as causas de sucesso ou insucesso.
b. Adequar e diferenciar as estratégias de ensino, estimulando o desenvolvimento global do aluno
nas áreas cognitiva, afetiva, relacional, social e psicomotora.
c. Certificar a aprendizagem realizada.
d. Contribuir para a melhoria da qualidade do sistema educativo, possibilitando a tomada de
decisões para o seu aperfeiçoamento e reforço da confiança social no seu funcionamento.
1. No final dos momentos de avaliação previstos no n.º 2 do artigo 7º, será entregue aos discentes o
registo individual do percurso escolar de cada aluno.
2. A Direção Pedagógica ratifica e afixa, em local público, a pauta das classificações obtidas pelos
alunos em cada disciplina.
3. No final de cada ano do ciclo de formação, são tornadas públicas as classificações das disciplinas
concluídas 4. No final do curso, as classificações da FCT e da PAP são tornadas públicas.
SECÇÃO II
AVALIAÇÃO NO ENSINO PROFISSIONAL
1. A avaliação sumativa interna ocorre no final de cada módulo, com a intervenção do professor e do
aluno, e, após a conclusão do conjunto de módulos de cada disciplina, em reunião do Conselho de
Turma.
2. Compete ao professor organizar e proporcionar de forma participada a avaliação sumativa de cada
módulo, de acordo com as realizações e os ritmos de aprendizagem dos alunos.
3. Os momentos de realização da avaliação sumativa no final de cada módulo resultam do acordo
entre cada aluno ou grupo de alunos e o professor.
4. A avaliação de cada módulo exprime a conjugação da auto e heteroavaliação dos alunos e da
avaliação realizada pelo professor, em função da qual este e os alunos ajustam as estratégias de
ensino e aprendizagem e acordam novos processos e tempos para a avaliação do módulo.
5. A avaliação sumativa é objeto de notação formal, apenas quando o aluno obtém uma classificação
igual ou superior a 10 valores.
6. Os resultados da avaliação sumativa são tornados públicos:
a. Em termos da avaliação final do módulo, através da apresentação da pauta por parte dos
professores e formadores aos alunos e, posteriormente, aos Serviços Administrativos da Escola,
até ao máximo de 15 dias úteis após a conclusão de cada módulo.
b. Sem prejuízo da alínea anterior, todos os módulos têm de estar lançados até à última reunião de
avaliação do ano letivo.
c. Em termos da avaliação nas épocas especiais, através da apresentação da pauta de módulo por
parte dos professores e formadores aos Serviços Administrativos, até 10 dias úteis após a
realização do exame.
7. O aluno pode requerer, em condições a fixar pela Direção Pedagógica da escola, a avaliação dos
módulos não realizados.
8. A avaliação sumativa interna incide ainda sobre a Formação em Contexto de Trabalho (FCT) e
integra, no final do 3.º Ano do ciclo de formação, uma Prova de Aptidão Profissional (PAP), de
acordo com regulamentos específicos em vigor na escola.
1. Caso o aluno deseje melhores a classificação obtida no final do módulo, deverá inscrever-se na
época especial de avaliação, a fim de realizar nova avaliação sumativa.
2. A avaliação para melhoria de nota pode assumir um dos seguintes tipos: a. Prova escrita.
b. Prova oral.
c. Trabalho prático.
3. A possibilidade de melhoria de nota é restrita a módulos lecionados no respetivo ano em curso.
4. É considerada como nota final a classificação mais elevada obtida pelo aluno.
5. Cada avaliação para melhoria de nota é objeto de inscrição em impresso próprio e de pagamento da
taxa em vigor.
6. As provas de melhoria de nota decorrerão de acordo com o calendário a afixar.
A aprovação em cada disciplina, na FCT e na PAP depende da obtenção de uma classificação igual ou
superior a 10 valores.
1. A progressão nas disciplinas depende da obtenção em cada um dos respetivos módulos de uma
classificação igual ou superior a 10 valores.
2. No âmbito da sua autonomia pedagógica, a escola define modalidades especiais de progressão
modular, nomeadamente quando, por motivos não imputáveis à escola, o aluno não cumpriu, nos
prazos previamente definidos, os objetivos de aprendizagem previstos.
CF=[2MCD+(0,3FCT+0,7PAP)]/3
Em que:
As reclamações ou recursos interpostos sobre matéria de avaliação interna dos alunos são resolvidos,
com as necessárias adaptações, de acordo com a regulamentação congénere aplicável aos cursos
tecnológicos do nível secundário da educação.
1. Os alunos dos cursos profissionais, que pretendam prosseguir estudos no ensino superior,
realizam, como autopropostos, o exame final nacional do Ensino Secundário de Português (639), da
componente de formação geral dos cursos científico-humanísticos, e um outro exame final nacional,
escolhido de entre os que são oferecidos para os vários cursos científico-humanísticos. Os alunos dos
cursos profissionais podem realizar os exames finais nacionais para efeito de prosseguimento de
estudos, independentemente do número de módulos concluídos do curso que se encontrem a
frequentar, devendo contudo acautelar a validade das provas de ingresso.
2. Para além dos exames finais nacionais exigidos para efeito de prosseguimento de estudos, os
alunos têm de realizar os exames que satisfaçam as provas de ingresso requeridas pelos
estabelecimentos do ensino superior, para candidatura ao concurso nacional de acesso ao ensino
superior.
3. Cabe à escola, através do Gabinete de orientação educativa e profissional em conjunto com a
coordenação, proporcionar informação acerca das condições de acesso ao ensino superior, ao longo do
curso.
1. Os alunos que não concluíram o Curso no respetivo ciclo de estudos, poderão fazê-lo de acordo
com as seguintes condições:
a. Preencher o boletim de inscrição e matrícula, de acordo com modelo a fornecer pela Escola.
b. Pagamento de uma taxa de inscrição e matrícula, a fixar pelos Órgãos de Gestão da Escola.
c. Pagamento de uma taxa de frequência de Formação em Contexto de Trabalho e Prova de Aptidão
Profissional, a fixar pelos Órgãos de Gestão da Escola.
2. A não realização dos módulos ou Formação em Contexto de Trabalho e Prova de Aptidão
Profissional no ano letivo em que se inscreve, obrigará à renovação do processo, descrito no artigo
anterior.
3. Na eventualidade do(s) Curso(s) deixar(em) de ser ministrado(s) na Escola, os Órgãos de Gestão
da Escola avaliarão das condições da sua conclusão.
4. As situações de carência económica e de não conclusão por doença prolongada e outras situações
devidamente justificadas serão analisadas com vista à possibilidade de isenção de taxas, de forma a
permitir ao aluno a conclusão do Curso.
CAPÍTULO VIII
VISITAS DE ESTUDO
1. As visitas de estudo integram o Plano Anual de Atividades e devem ser encaradas como atividades
letivas, cabendo a análise das propostas apresentadas e a sua aprovação ao conselho de turma e
posterior aprovação da coordenação.
2. Cabe ao aluno, de acordo com o dever de assiduidade que lhe assiste, participar nas mesmas.
3. A organização das visitas de estudo deve contemplar os seguintes aspetos:
a. Todas as visitas de estudo têm de ser autorizadas pela Coordenação.
b. Sempre que possível, as visitas de estudo deverão ser planeadas no início do ano letivo, de modo
a serem integradas no Plano Anual de Atividades.
c. Caso a proposta da visita surja no decorrer do ano letivo, esta deverá ser aprovada pela
Coordenação. A visita de estudo deve constar da planificação da(s) disciplina(s), curso ou turma,
integrando o Plano Anual de Atividades.
d. A planificação da visita é feita em impresso próprio da escola e contempla: objetivos, conteúdos
e atividades; calendarização e roteiro da visita; professor responsável; e professor(es) que
participa(m), na razão mínima de um professor para quinze alunos.
e. Podem acompanhar a visita os professores da(s) turma(s) envolvida(s), que lecionam a(s)
disciplina(s) que a planificaram, ou outros, desde que não haja prejuízo de aulas.
f. O professor responsável deve dar conhecimento prévio da visita de estudo ao Orientador
Educativo.
g. Todos os alunos devem receber cópia do programa da visita e devolver o destacável de
autorização, devidamente preenchido e assinado pelo encarregado de educação.
h. Em circunstância alguma o aluno está autorizado a participar numa visita de estudo sem
apresentar o destacável da autorização e, quando for caso disso, o comprovativo do pagamento
efetuado.
i. Quando a visita de estudo implicar deslocação em veículo de transporte alugado ou outro tipo de
despesa coletiva que não possa ser paga individual e diretamente por cada aluno participante,
será a escola a processar a requisição e o pagamento da mesma.
j. No caso das visitas referidas na alínea anterior:
i. O professor responsável deverá entregar na Coordenação, antes da realização da visita, a lista
dos alunos participantes e a estimativa de custo por aluno.
ii. O pagamento da visita deverá ser feito na Secretaria até cinco dias úteis antes da data da
realização da visita, servindo o talão emitido como comprovativo do pagamento efetuado.
iii. A visita poderá ser anulada se, até à data limite de pagamento, todos os alunos não tiverem
feito o respetivo pagamento sem apresentação de justificação aceitável, devendo, neste caso,
os alunos serem reembolsados dos valores adiantados.
k. Durante a visita de estudo, todos os professores participantes são responsáveis pelo
acompanhamento e vigilância dos alunos, de forma a garantir o respeito pelas regras de
segurança e comportamento adequados em qualquer lugar ou circunstância.
l. Sem detrimento do disposto anteriormente, deverão ser corresponsabilizados encarregados de
educação pelos eventuais danos que os alunos possam causar durante a visita de estudo.
m. As visitas de estudo são atividades escolares, aplicando-se, por isso, as mesmas regras sobre
direitos e deveres dos alunos expressos neste regulamento.
4. Os alunos que não participarem na visita de estudo ficam obrigados ao dever de assiduidade às
aulas previstas no seu horário, se houver professor substituto. Caso não exista um professor
substituto, deve-se deixar um plano de atividades para os alunos que não participem na visita de
estudo.
5. Os professores que participam na visita organizam, para os alunos que nela não participam,
atividades de aprendizagem para serem realizadas no horário correspondente a essas aulas.
6. Após a realização da visita, o professor responsável entrega à Coordenação o relatório num prazo
de dez dias consecutivos com o resultado da avaliação da atividade, e ao Orientador Educativo a
lista dos alunos que nela participaram.
7. Deverá ainda ser entregue ao gabinete de marketing e comunicação no dia útil imediatamente a
seguir à visita ter lugar uma evidência (fotografia/imagem/outras) desta com uma síntese para que
se possa comunicar nos meios próprios para o efeito a atividade.
CAPÍTULO IX
ESTRUTURAS ASSOCIATIVAS
1. A associação de pais e encarregados de educação rege-se por estatutos próprios de acordo com os
dispostos legais vigentes.
2. São atribuições e competências da associação de pais e encarregados de educação:
a. Participar nas atividades de complemento curricular e de ligação escola- meio.
b. Beneficiar de informação e apoio documental da escola.
c. Reunir com a direção da escola, quando convocada para o efeito ou sempre que o solicite.
d. Obter as condições necessárias à realização de reuniões da associação e desta com os pais e
encarregados de educação.
e. Solicitar à direção da escola, com o prazo mínimo de dez dias úteis, as reuniões que entenda
realizar na escola com os seus associados e outros pais ou encarregados de educação.
f. Informar a direção da escola das respectivas convocatórias.
g. Dar conhecimento à direção da escola de documentação a afixar na escola em local previamente
indicado para o efeito.
h. Solicitar com a antecedência mínima de cinco dias úteis, a cedência de instalações necessárias a
atividades da associação.
i. Solicitar à direção da escola a distribuição de convocatórias ou outra documentação.
j. Obter do corpo docente e discente da escola, toda a colaboração e divulgação das suas
iniciativas, que tenham sido explicitamente autorizadas pela direção da escola.
k. Utilizar, dentro de horas consideradas como normalmente aceitáveis, as instalações atribuídas
pela escola à associação de pais e encarregados de educação.
l. Designar um representante para o conselho consultivo.
m. Colaborar com os órgãos de gestão da escola.
1. A escola existe em função dos alunos que acolhe e serve. Nesta perspetiva, a legislação confere-lhes
a capacidade de participar institucionalmente na vida da escola, colaborando com os professores e
demais intervenientes no processo educativo.
2. A participação dos formandos na escola deve concretizar-se, quer a nível pessoal, quer através dos
representantes da associação por eles eleita.
3. A associação de estudantes desenvolverá as ações necessárias a uma participação esclarecida e
capaz de fazer com que os seus membros se tornem atuantes na defesa dos seus interesses,
solidários na defesa dos seus problemas e colaborantes na dinamização da vida da escola.
4. Os demais órgãos da escola apoiarão, na medida do possível, as suas realizações e auscultarão este
órgão sempre que julguem necessário, ou tal procedimento derive de imperativo legal.
5. A associação de estudantes rege-se por estatutos próprios, concordantes com o regulamento interno
da escola, à qual cabe:
a. Elaborar plano anual de atividades, integrando-o no plano da escola.
b. Dar conhecimento, atempadamente, à direção pedagógica da escola de todas as atividades a
desenvolver.
c. Fazer-se representar nos órgãos institucionais da escola.
6. A assembleia de delegados de turma deverá constituir-se como órgão consultivo da associação de
estudantes.
7. Todos os elementos da direção da associação de estudantes (DAE) participam, por inerência, na
assembleia de delegados, não possuindo direito a voto.
8. O presidente da direção da associação de estudantes, ou quem o substituir, preside à assembleia de
delegados de turma.
9. A assembleia de delegados de turma pode reunir por convocação da DAE, ou por solicitação
expressa de um terço dos delegados, sendo a convocação da competência do presidente.
[Link] à assembleia de delegados de turma:
a. Pronunciar-se sobre o funcionamento da escola em tudo o que lhe diga respeito.
b. Apresentar propostas e sugestões que visem uma cooperação com a DAE, no sentido de
assegurar o cumprimento dos seus objetivos e atividades.
CAPÍTULO X
DISPOSIÇÕES FINAIS
O presente regulamento será revisto quando tal for considerado necessário. Todas as alterações e
reformulações terão de ser aprovadas em Conselho Pedagógico e ratificadas pela Direção.
As dúvidas e omissões serão resolvidas pelo Conselho Pedagógico, tendo em conta a análise de
documentos, como o Estatuto do Aluno do Ensino Não Superior e o Código do Procedimento
Administrativo. As suas decisões deverão ser ratificadas pela Direção.
ANEXOS
ANEXO I – REGIMENTO DO CONSELHO PEDAGÓGICO
Artigo 1.º
Definição
1. O Conselho Pedagógico é o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa
da Escola, nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da orientação e acompanhamento dos
alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente.
Artigo 2.º
Âmbito e Aplicação
1. O presente Regimento aplica-se após a sua aprovação pelo Conselho Pedagógico e destina-se a
normalizar os procedimentos conducentes ao seu eficaz funcionamento.
2. A orgânica e o funcionamento deste órgão constarão neste documento, sem prejuízo do disposto
no Regulamento Interno e demais legislação.
CAPÍTULO II – CONSTITUIÇÃO
Artigo 3.º
Composição
1. O Conselho Pedagógico da Escola Profissional de Tecnologia Digital é composto por dezassete
elementos, de acordo com o Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º
224/2009, de 11 de setembro e Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, e tem a seguinte composição:
a) Diretor;
b) Coordenador Pedagógico;
c) Coordenador Tecnológico;
d) Coordenador do GOEP;
e) Coordenador do Grupo Disciplinar de Português;
f) Coordenador do Grupo Disciplinar de Inglês;
g) Coordenador do Grupo Disciplinar de Matemática;
h) Coordenador do Grupo Disciplinar de Área de Integração;
i) Coordenador do Grupo Disciplinar de Físico-Química;
j) Coordenador do Grupo Disciplinar de Educação Física;
k) Coordenador das Estruturas de Apoio e Recuperação;
l) Responsável pelos Serviços Administrativos da escola;
m) Diretor do Curso de Técnico de Multimédia;
n) Diretor do Curso de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos;
o) Diretor do Curso de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos;
p) Diretor do Curso de Técnico de Fotografia;
q) Diretor do Curso de Técnico de Desenho Digital
r) Docente de Educação Especial.
Artigo 4.º
Presidente
1. O Diretor é, por inerência, o presidente do Conselho Pedagógico.
2. Em situações excecionais, no caso de ausência devidamente justificada do presidente do Conselho
Pedagógico, este delega as respetivas funções num outro membro do Conselho, para o substituir
durante o período em que esteja ausente.
Artigo 5.º
Designação dos Representantes
1. Os membros do Conselho Pedagógico, com representatividade, são designados do seguinte modo:
a) Os Grupos Disciplinares são representados pelos professores coordenadores da respetiva
área disciplinar;
b) O Coordenador do GOEP, o Coordenador Pedagógico, o Coordenador Tecnológico, o
Coordenador das Estruturas de Apoio e Recuperação, o Responsável pelos Serviços
Administrativos da escola e os Diretores de Curso são nomeados pelo diretor.
Artigo 6.º
Mandato
1. O mandato dos coordenadores/representantes dos Grupos Disciplinares e de cada uma das estruturas
de orientação educativa pode cessar, a todo o tempo, por decisão fundamentada do Diretor.
Artigo 7.º
Competências do Conselho Pedagógico
1. Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou Regulamento Interno, ao
Conselho Pedagógico compete:
a) Elaborar e aprovar o respetivo regimento;
b) Elaborar a proposta de projeto educativo e submetê-la à aprovação, após parecer do
Conselho Consultivo;
c) Apresentar propostas para a elaboração do Regulamento Interno e do Plano Anual de
Atividades e emitir parecer sobre os respetivos projetos;
d) Apresentar propostas e emitir parecer sobre a elaboração do plano de formação e de
atualização do pessoal docente e não docente;
e) Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do
acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos;
f) Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e
complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar; g) Adotar os
manuais escolares, ouvidos os Grupos Disciplinares;
h) Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no âmbito
do Grupo Rumos e em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior
vocacionados para a formação e a investigação;
i) Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural;
j) Definir os critérios gerais a que deve obedecer o processo de seleção de alunos e a elaboração
dos horários;
k) Definir os critérios para a contratação de pessoal docente e não docente;
l) Proceder ao acompanhamento e avaliação da execução das suas deliberações e
recomendações;
m) Propor mecanismos de avaliação dos desempenhos organizacionais e dos docentes, bem
como da aprendizagem dos alunos, credíveis e orientados para a melhoria da qualidade do
serviço de educação prestado e dos resultados das aprendizagens;
n) Participar, nos termos regulamentados em diploma próprio, no processo de avaliação do
desempenho do pessoal docente.
Artigo 8.º
Competências do Presidente do Conselho Pedagógico
1. No exercício das suas funções, o Presidente do Conselho Pedagógico tem competências
para: a) Representar este órgão;
b) Convocar as reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho Pedagógico, nos termos
definidos na lei;
c) Elaborar a ordem de trabalhos para cada reunião;
d) Presidir às reuniões, dirigir os trabalhos e declarar o seu encerramento ou interrupção;
e) Assegurar o bom funcionamento do Conselho Pedagógico, tomando as medidas que entender
adequadas;
f) Zelar pelo cumprimento do regimento, do regulamento interno, bem como da demais
legislação em vigor;
g) Dar conhecimento ao Conselho Pedagógico de todas as informações recebidas e de toda a
correspondência que lhe for dirigida;
h) Pôr à discussão e votação as propostas constantes da ordem de trabalhos e outras que
eventualmente sejam admitidas;
i) Conceder, aos membros do Conselho Pedagógico, o uso da palavra ou retirá-lo, quando se
desviar do assunto em discussão.
Artigo 9.º
Direitos dos membros do Conselho Pedagógico
1. Além dos direitos previstos na lei, os membros têm o direito de:
a) Apresentar propostas a título individual ou coletivo;
b) Usar da palavra nos termos definidos pelo presente regimento, interpelando a Mesa e/ou
participando nos debates e nas votações;
c) Ver respeitadas as suas opiniões e propostas, pelos restantes membros do Conselho
Pedagógico;
d) Fazer parte de qualquer grupo de trabalho, no âmbito do Conselho Pedagógico;
e) Solicitar esclarecimento sobre todos os assuntos relacionados com aspetos pedagógicos da
escola; f) Apresentar moções e reclamações;
c) Propor a constituição de comissões especializadas;
g) Estar presente em todas as reuniões do Conselho Pedagógico;
e) Propor alterações ao Regimento.
Artigo 10.º
Deveres dos membros do Conselho Pedagógico
1. Além dos deveres previstos na lei, os membros têm o dever de:
a) Conhecer e respeitar o presente regimento;
votações;
g) Manter sigilo nas decisões de natureza confidencial e não tecer exteriormente qualquer
comentário sobre as posições assumidas pelos diferentes membros; h) Agir sempre de boa-fé e
espírito construtivo;
i) Desempenhar as tarefas que lhe forem confiadas e assumir as correspondentes
responsabilidades, empenhando-se, em especial, no trabalho dos grupos ou secções para que
tiverem sido eleitos ou se tiverem disponibilizado;
j) Utilizar sempre uma linguagem consentânea com o local;
k) Facultar as informações/propostas a tratar nas reuniões de conselho pedagógico, ao
presidente, com antecedência mínima de setenta e duas horas (três dias), exceto quando se
tratar de assuntos de carácter urgente;
l) Veicular a informação e garantir a interação entre o órgão que representa e o conselho
pedagógico.
CAPÍTULO V – REUNIÕES
Artigo 11.º
Funcionamento
1. O Conselho Pedagógico elaborará o seu próprio regimento, com regras de organização e
funcionamento, nos 30 dias subsequentes à sua entrada em funcionamento.
2. O Conselho Pedagógico funciona em:
a) Plenário;
b) Comissões eventuais para assuntos específicos.
3. As reuniões do Conselho Pedagógico são dirigidas pelo Diretor e secretariadas, em regime rotativo e
por ordem alfabética, por um dos membros do Conselho Pedagógico.
Artigo 12.º
Periodicidade
1. O Conselho Pedagógico reúne em sessão ordinária, uma vez por período, por convocatória do
Presidente.
2. O Conselho Pedagógico reúne em sessão extraordinária, sempre que convocada para o efeito pelo
Presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de
funções, ou sempre que um pedido de parecer do Conselho Consultivo ou do diretor o justifique.
Artigo 13.º
Duração das reuniões
1. As reuniões do Conselho Pedagógico terão a duração de duas horas, podendo prolongar-se por mais
trinta minutos, quando tal for deliberado.
Artigo 14.º
Convocatória
1. A convocatória é realizada com setenta e duas horas de antecedência, sendo enviada por correio
eletrónico aos seus membros e feita a sua publicitação no placard da sala de professores da escola.
2. Das convocatórias constarão, obrigatoriamente:
a) Dia, hora de início e de fim e local da reunião;
b) Ordem de trabalhos.
3. Os documentos a analisar em cada reunião devem ser distribuídos a todos os membros do Conselho
Pedagógico, com pelo menos quarenta e oito horas de antecedência.
Artigo 15.º
Quórum
1. As reuniões do Conselho Pedagógico não terão lugar se não estiver presente a maioria do número
legal dos seus membros (metade mais um).
2. Não havendo quórum numa reunião, será convocada outra com uma antecedência mínima de
vinte e quatro horas, prevendo-se na convocatória que o Conselho Pedagógico delibere, então, desde
que esteja presente, pelo menos, um terço dos seus membros.
Artigo 16.º
Regime de faltas
1. As faltas dos membros do Conselho Pedagógico serão registadas em ata, devendo ser justificadas
por escrito.
2. As faltas dos membros a três reuniões consecutivas, sem justificação, implicam perda de mandato
que, em qualquer caso, terá de ser deliberada pelo Plenário, dando lugar à sua substituição.
Artigo 17.º
Votação e deliberações
1. Só podem ser objeto de deliberação os assuntos incluídos na Ordem de Trabalhos da reunião, exceto
se pelo menos dois terços dos membros reconhecerem a urgência de deliberação imediata sobre
outros assuntos.
2. As deliberações do Conselho Pedagógico são tomadas pela maioria absoluta de votos dos membros
presentes numa reunião.
3. Se não se formar maioria absoluta, adiar-se-á a deliberação para a reunião seguinte, na qual será
suficiente a maioria relativa.
4. Não é permitida a abstenção aos membros que estejam presentes na reunião e não se encontrem
impedidos de votar.
5. A votação far-se-á por braço levantado, salvo casos excepcionais em que o Conselho Pedagógico
delibere como necessário o escrutínio secreto, devendo votar em primeiro lugar os membros e por
fim o Presidente.
6. Em caso de empate na votação, o Presidente tem direito a voto de qualidade, salvo se a votação se
tiver efectuado por escrutínio secreto. Neste último caso, haverá lugar a nova votação.
7. Os membros do Conselho podem fazer constar da ata a sua declaração de voto.
Artigo 20.º
Revisão
1. O presente regimento será objeto de revisão:
a) Nos primeiros trinta dias do mandato do órgão a que respeita;
b) Em sequência de nova legislação que entre em vigor;
c) Em consequência da revisão do Regulamento Interno.
2. Quando haja lugar à sua revisão, será desde logo nomeado um grupo de trabalho.
3. O grupo de trabalho referido no número anterior apresentará uma proposta de alteração até trinta
dias após a sua nomeação.
4. As alterações ao Regimento são aprovadas por maioria absoluta dos membros do Conselho
Pedagógico.
Artigo 21.º
Omissões
1. Os casos omissos serão resolvidos de acordo com a lei.
2. Compete ao Presidente interpretar o Regimento e integrar as omissões depois de ouvido o Conselho
Pedagógico.
Artigo 22.º
Entrada em Vigor
1. O Regimento entrará em vigor imediatamente após a sua aprovação em Conselho Pedagógico
devendo ser entregue um exemplar a cada membro.
I. DISPOSIÇÕES GERAIS
1. A Escola Profissional de Tecnologia Digital tem como missão dotar os seus alunos com
competências culturais, científicas e técnicas que lhes permitam iniciar uma carreira profissional
adequada às necessidades do mercado.
2. O Estágio faz parte integrante do plano de estudos dos Cursos, sendo planeado, desenvolvido e
monitorizado num contexto profissional inerente ao perfil do curso do aluno, na área tecnológica
correspondente.
3. O presente documento regulamenta as condições de operacionalização da Formação em Contexto
de Trabalho (FCT) para os alunos dos Cursos Profissionais da Escola Digital.
3. A FCT decorrerá nos períodos definidos no Calendário Escolar, para cada ano letivo.
4. Por razões supervenientes à entrada em funcionamento do curso, e mediante autorização prévia do
serviço responsável, a FCT pode realizar-se, parcialmente, através da simulação de um conjunto de
atividades profissionais relevantes para o perfil profissional visado pelo curso a desenvolver em
condições similares à do contexto real de trabalho.
5. A concretização da FCT é antecedida e prevista em protocolo enquadrador celebrado entre a escola
e as entidades de acolhimento, as quais devem desenvolver atividades profissionais compatíveis e
adequadas ao perfil profissional visado pelo curso frequentado pelo aluno.
6. A organização e o desenvolvimento da FCT obedecem a um plano de trabalho individual
previamente elaborado e assinado com a participação das partes envolvidas e assinado pelo órgão
competente da escola, pela entidade de acolhimento, pelo aluno e ainda pelo encarregado de
educação, caso o educando seja menor de idade e que inclui: os objetivos, o conteúdo, a
programação, o período, horário e local de realização das atividades, as formas de monitorização e
acompanhamento do aluno, com a identificação dos responsáveis e dos respetivos direitos e
deveres.
7. O plano a que se refere o número anterior, depois de assinado pelas partes, é considerado como
parte integrante do contrato de formação subscrito entre a escola e o aluno 8. São objetivos gerais
do Estágio:
i. Promover a aprendizagem, em contexto real, de práticas e atitudes condizentes
com o perfil do curso;
ii. Desenvolver capacidades que permitam ao aluno integrar-se na vida ativa,
consolidando os conhecimentos técnicos adquiridos e mobilizando
competências de comunicação interpessoal e de trabalho colaborativo.
9. O Estágio realiza-se, preferencialmente, em entidades em regime de parceria, onde os alunos
desenvolvam atividades correspondentes ao perfil profissional do curso.
10. A FCT deve ser ajustada ao horário de funcionamento da entidade de acolhimento, não devendo a
duração semanal ultrapassar as trinta e cinco horas, nem a duração diária as sete horas.
11. A orientação e o acompanhamento do aluno, durante a FCT, são partilhados, sob coordenação da
escola, entre esta e a entidade de acolhimento, cabendo à última designar o respetivo tutor.
12. Os alunos têm direito a um seguro que garanta a cobertura dos riscos das deslocações a que
estiverem obrigados, bem como das atividades a desenvolver.
13. O contrato e o protocolo referidos anteriormente não geram nem titulam, respetivamente, relações
de trabalho subordinado e caducam com a conclusão da formação para que foram celebrados.
14. A aprendizagem visada pela FCT inclui, em todas as modalidades, a aquisição de conhecimentos e
o desenvolvimento de capacidades no âmbito da saúde e segurança no trabalho.
15. O professor orientador da FCT é designado pelo órgão competente de direção ou gestão da escola,
ouvido o diretor de curso, de entre os professores que lecionam as disciplinas da componente de
formação técnica.
16. Sem prejuízo do número anterior, por uma questão de gestão dos recursos humanos da escola, o
órgão competente de direção ou gestão da escola, ouvido o diretor de curso e coordenador
tecnológico, pode designar um professor orientador da FCT de entre os professores das disciplinas
das componentes sociocultural e científica, desde que devidamente acompanhado pelo diretor de
curso.
i. Designar o tutor;
ii. Colaborar na elaboração do plano de trabalho do aluno;
iii. Atribuir ao aluno tarefas que permitam a execução do seu plano de trabalho; iv. Colaborar no
acompanhamento e na avaliação do desempenho do aluno na FCT;
v. Assegurar o acesso à informação necessária ao desenvolvimento da FCT, nomeadamente no
que diz respeito à integração socioprofissional do aluno na entidade;
vi. Controlar a assiduidade e a pontualidade do aluno;
vii. Assegurar, em conjunto com a escola e o aluno, as condições logísticas necessárias à
realização e ao acompanhamento da FCT.
4. São responsabilidades específicas do aluno:
i. Colaborar na elaboração do seu plano de trabalho;
ii. Participar nas reuniões de acompanhamento e avaliação da FCT para que for convocado;
iii. Cumprir, no que lhe compete, o seu plano de trabalho;
iv. Respeitar a organização do trabalho na entidade de acolhimento e utilizar com zelo os bens,
equipamentos e instalações da mesma;
v. Não utilizar, sem prévia autorização da entidade de acolhimento, a informação a que tiver
acesso durante a FCT;
vi. Ser assíduo e pontual;
vii. Justificar as faltas perante o orientador educativo, o diretor de curso e o tutor, de acordo com
as normas internas da escola e da entidade de acolhimento;
viii. Elaborar os relatórios intercalares e o relatório final da FCT.
5. Quando a FCT se desenvolva nos termos previstos no n.º 4 do capítulo II, as funções atribuídas no
presente diploma ao tutor designado pela entidade de acolhimento são assumidas pelos
professores das disciplinas da componente técnica.
IV. ASSIDUIDADE
1. A assiduidade do aluno na FCT não pode ser inferior a 95% da carga horária prevista.
2. Quando a falta de assiduidade do aluno for devidamente justificada, a escola deve assegurar o
prolongamento da FCT a fim de permitir cumprimento do número de horas estabelecido.
3. O incumprimento por parte do aluno dos deveres de assiduidade e pontualidade no período de
FCT implica a exclusão da mesma.
V. AVALIAÇÃO
desempenho.
3. O relatório deverá ser entregue até dois dias úteis após o termo do estágio.
4. O não cumprimento do prazo implica uma penalização de 20% da classificação do relatório;
5. O relatório não será aceite caso o aluno não o entregue até cinco dias úteis após o termo do
estágio ou não respeite as condições constantes no ponto do capítulo V.
6. O professor orientador da FCT e o tutor nomeado para acompanhar o aluno pela entidade de
acolhimento, depois de analisarem o relatório final, farão a uma apreciação qualitativa e
quantitativa.
7. A avaliação do tutor nomeado para acompanhar o aluno pela entidade de acolhimento basear-
se-á na observação da execução das tarefas atribuídas ao aluno pela empresa e pelo próprio
relatório efetuado pelo aluno.
8. A avaliação do professor orientador da FCT basear-se-á no conhecimento do desempenho do
aluno na execução das tarefas pela entidade de acompanhamento e pelo relatório efetuado pelo
aluno.
9. A avaliação qualitativa é operacionalizada através do preenchimento da Ficha de
Acompanhamento da FCT, da responsabilidade do tutor e do professor orientador da FCT, e da
Ficha de Autoavaliação, da responsabilidade do aluno, e deve registar todos os contactos
efetuados.
10. A nota final da FCT resulta da média ponderada das informações qualitativas e quantitativas
apuradas no número 6.
11. A avaliação quantitativa do Estágio expressa-se numa escala de 0 a 20 valores, sendo objeto de
notação formal apenas quando obtém uma classificação igual, ou superior, a 10 valores.
12. A atribuição de uma classificação inferior a 10 valores implica a repetição integral do Estágio.
13. A Direção da Escola Profissional de Tecnologia Digital poderá, sempre que for justificável,
autorizar situações de excepção ao presente Regulamento, desde que não colidam com normas
de hierarquia superiores nem com a legislação aplicável.
VI. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO PELAS ENTIDADES DE
ESTÁGIO
1. A direção pode impedir que um aluno realize a FCT sempre que se verifique que a postura e o
perfil profissional não são adequados, nomeadamente:
i. Se tiver mais de 4 módulos da componente técnica em
atraso;
ii. Se não tiver mais de 90% de assiduidade; iii. Se tiver
averbado participações ou sanções disciplinares.
2. Para tal, a direção solicita parecer ao diretor de curso e orientador educativo, depois do parecer
por parte do conselho de turma, anterior à colocação dos alunos em FCT.
3. A distribuição do aluno pelas diferentes entidades de estágio será feita mediante as indicações
do diretor de curso e do professor orientador dados os conhecimentos privilegiados que
possuem quer
do aluno, quer da entidade promotora do estágio e o interesse manifestado pelo aluno, sabendo
que deverão ser tidos em conta os seguintes critérios:
a. Adequação do perfil do aluno às solicitações da entidade de estágio;
4. Poderá ainda o aluno diligenciar junto de entidades públicas ou privadas no sentido de obter
para sim um estágio, desde que estas exerçam atividades na área de especificação do curso.
Nestes casos deverá o candidato submeter atempadamente essa intenção à aprovação do diretor
de curso, devendo para o efeito apresentar um requerimento onde indique o nome da entidade,
o nome do responsável a contactar e os respetivos contactos e as atividades a desenvolver, para
que a escola proceda à assinatura do protocolo. A escola reserva-se o direito de recusar a
proposta feita se esta não obedecer aos pressupostos deste documento e da legislação em vigor.
REGULAMENTO ESPECÍFICO
Lisboa setembro
2015
ENQUADRAMENTO LEGAL
Faz parte integrante dos Cursos Profissionais a realização de Formação em Contexto de Trabalho e
uma Prova de Aptidão Profissional (PAP).
A prova de aptidão profissional (PAP) consiste na apresentação e defesa, perante um júri, de um
projeto, consubstanciado num produto, material ou intelectual, numa intervenção ou numa atuação,
consoante a natureza dos cursos, bem como do respetivo relatório final de realização e apreciação
crítica, demonstrativo de conhecimentos e competências profissionais adquiridos ao longo da
formação e estruturante do futuro profissional do aluno.
O presente Regulamento estabelece as disposições gerais para a realização da PAP na Escola Digital,
definindo os direitos e deveres dos intervenientes, os critérios para aceitação e acompanhamento dos
projetos, a calendarização, a duração da apresentação, os critérios de classificação e outros aspetos
relevantes para a boa condução deste projeto.
CAPÍTULO I
NATUREZA E ÂMBITO DA PAP
CAPÍTULO III
INTERVENIENTES NA PAP
DIREITOS E DEVERES
Artigo 1.º
ALUNO
1. Deve apresentar o produto resultante do projeto e o respetivo relatório final perante um júri.
2. Planear e realizar um projeto em estreita ligação com o perfil de saída do seu curso de acordo
com o planeamento definido, perspetivando e desenvolvendo, sob a orientação e
acompanhamento de um ou mais professores, temas ajustados e adequados ao mercado de
trabalho.
3. Realizar as atividades intermédias no estrito cumprimento dos prazos indicados e desenvolver,
ao longo do processo, uma apreciação crítica da execução do projeto, registando obstáculos,
dificuldades e respetivas formas de os superar.
4. Compete ao aluno indicar atempadamente e por escrito, os recursos necessários para
desenvolver o seu projeto.
Artigo 2.º
ORIENTADOR DA PAP
Artigo 3.º
DIRETOR DE CURSO
1. O diretor de curso assegura a articulação entre os professores das várias disciplinas, de modo a
que sejam cumpridos, de acordo com a calendarização estabelecida, todos os procedimentos
necessários à realização da PAP, competindo-lhe ainda propor os critérios de avaliação da PAP
e datas de apresentação, depois de ouvidos os professores das disciplinas da componente de
formação técnica.
2. Compete-lhe a monitorização do processo de PAP do Curso que dirige, em articulação com os
respetivos orientadores de PAP designados.
3. Validar, após a verificação prevista na alínea c do artigo 2º do presente regulamento, se os
projetos reúnem as condições para a sua apresentação pública.
4. Deve obrigatoriamente integrar o júri de avaliação dos projetos do curso pelo qual é
responsável.
Artigo 4.º
ORIENTADOR EDUCATIVO
1. Deve garantir que os alunos estão devidamente informados relativamente ao processo da PAP,
nomeadamente, condições de acesso e desenvolver os esforços necessários para que estas sejam
cumpridas.
2. No âmbito das suas funções, compete-lhe acompanhar a evolução dos projetos.
3. Compete-lhe garantir a articulação entre os professores das várias disciplinas no sentido de dar
o suporte necessário à boa concretização do projeto de PAP.
4. Deve obrigatoriamente integrar o júri de avaliação dos projetos dos alunos da(s) turma(s) em
que exerce o cargo.
Artigo 5.º
DIREÇÃO
Artigo 6.º
CONSELHO PEDAGÓGICO
1. É da sua competência decidir sobre qualquer situação omissa neste regulamento e nos
regulamentos de curso.
2. É da sua competência a aprovação do regulamento da PAP, assim como as alterações que
nestes venham a ser efetuadas.
3. Compete-lhe acompanhar o desenvolvimento dos projetos e aconselhar a Direção sobre os
conteúdos de natureza pedagógica.
Artigo 7.º
JÚRI DA PAP
b. O Diretor de Curso.
CAPÍTULO IV
CONCRETIZAÇÃO DO PROJETO DE PAP
Artigo 8.º
MOMENTOS
1. A realização da PAP compreende três momentos essenciais - as fases da PAP – que, salvo
indicação em contrário, terão de ser concluídos nos prazos propostos.
2. As Fases da PAP são as seguintes:
a. Fase de Pré-projeto:
b. Fase de Projeto:
3. A calendarização é aprovada em cada ano letivo, de acordo com o Calendário Escolar definido.
Artigo 9.º
FASE DE PRÉ-PROJETO
1. Esta fase inicia-se formalmente no início do 3.° Ano, com uma reunião entre os alunos, a
Coordenação e os respetivos Diretores de Curso. Nesta reunião, serão discutidos os seguintes
aspetos:
a. Informação genérica e regulamentar sobre a PAP.
2. Até à data determinada em calendário específico, todos os alunos do 3º ano deverão apresentar
um pré-projeto por escrito ao diretor de curso, em que sejam contemplados os seguintes
aspetos:
a. Tema/problema/ideia nuclear e objetivos do projeto.
5. Haverá lugar a uma reunião individual entre os alunos e o Diretor de Curso, onde será
apresentada, discutida e validada a proposta apresentada.
6. Cada aluno será enquadrado numa das três situações seguintes:
b. Tema aceite condicionalmente: é-lhe comunicado que a sua proposta será aceite se
contemplar, no pré-projeto de PAP, as alterações sugeridas pelo Diretor de Curso e
Coordenador Tecnológico.
c. Tema rejeitado: os alunos poderão reformular a proposta, sob orientação do Diretor de
Curso e entregar no prazo de cinco dias úteis.
Artigo 10.º
FASE DE PROJETO
1. O Projeto da PAP deve respeitar o seguinte índice de conteúdos:
Tecnologias envolvidas.
e. Implementação do Projeto: cronograma de desenvolvimento; aspetos técnicos.
h. Anexos.
2. Nesta fase, o aluno é acompanhado pelo professor orientador e/ou pelo tutor nomeado pela
empresa, num processo que deve incluir uma componente formativa e uma componente
avaliativa.
3. A direção poderá, quando solicitada, facultar ao aluno e ao professor orientador, um crédito de
horas letivas para a realização de trabalhos de pesquisa, de aplicação e/ou outros relacionados
com o projeto PAP.
4. Para a elaboração e revisão do relatório final, os alunos podem usufruir das estruturas criadas
na Escola para o efeito
5. Até à data determinada em calendário específico, o aluno deve entregar o produto final, o
respetivo relatório e restantes elementos que serão alvo de avaliação.
6. Cabe ao(s) professor(es) orientador(es) e/ou Diretor de Curso elaborar um parecer sobre o
projeto.
7. O conteúdo deste relatório deverá incluir a descrição e a avaliação de todo o processo (tendo
como referência os objetivos previamente definidos), as principais aprendizagens, as principais
dificuldades, os documentos e produtos resultantes do trabalho desenvolvido, etc.
Artigo 11.º
FASE APRESENTAÇÃO / AVALIAÇÃO FINAL DO PROJETO
a. Época Normal – para todos os alunos finalistas que reúnam as condições de acesso do
processo de PAP.
b. Época Extraordinária – alunos nas seguintes situações:
i. Alunos finalistas que não apresentaram a PAP na 1.ª Época, por não reunirem as
condições de acesso previstas no n.º 1 do Capítulo 2 do presente Regulamento
ou por motivos devidamente justificados;
ii. Alunos cujo projeto final não tenha sido validado por não reunir as condições de
apresentação a um júri;
iii. Alunos que não tenham obtido uma classificação igual ou superior a 10 valores
aquando da apresentação na época normal.
iv. Alunos fora do triénio;
CAPÍTULO V
AVALIAÇÃO
Artigo 13º
AVALIAÇÃO DA PAP
4. Na apreciação final do projeto, o júri deve ponderar a avaliação, tendo em conta os domínios e
respetivos pesos, atendendo aos parâmetros enumerados no artigo 14º do presente regulamento.
5. O aluno que, tendo comparecido à PAP e não tendo sido considerado aprovado pelo júri, pode
realizar nova prova, na Época Extraordinária, em data a definir pelo diretor da Escola, em
articulação com o presidente do júri.
Artigo 14º
Artigo 15º
CLASSIFICAÇÃ
O FINAL A classificação final da PAP é apurada da seguinte
forma:
CF=(10%XPP)+(65%X P) + (25% X AF) / 3
Em que:
CF= Classificação Final;
PP=Pre-Projeto;
P= Desenvolvimento de Projeto;
AF= apresentação Final e relatório.
Apresentação e
Média aritmética simples dos parâmetros preenchidos 25%
relatório Final
TOTAL 100%
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS
Os casos omissos no presente Regulamento serão analisados pela Direção da Escola, em colaboração
com o Conselho Pedagógico e outras estruturas de coordenação e supervisão.