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Propriedades e Aplicações da Amálgama Dentária

O documento aborda a amalgama, uma liga metálica utilizada em odontologia para restaurações, detalhando suas composições, princípios de preparo cavitário e fases operatórias. Além disso, discute a remoção da amalgama, o uso do cimento de ionômero de vidro e suas propriedades, indicações e contraindicações. O texto também menciona a convenção de Minamata, que restringe o uso de mercúrio devido a seus riscos à saúde e ao meio ambiente.

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Propriedades e Aplicações da Amálgama Dentária

O documento aborda a amalgama, uma liga metálica utilizada em odontologia para restaurações, detalhando suas composições, princípios de preparo cavitário e fases operatórias. Além disso, discute a remoção da amalgama, o uso do cimento de ionômero de vidro e suas propriedades, indicações e contraindicações. O texto também menciona a convenção de Minamata, que restringe o uso de mercúrio devido a seus riscos à saúde e ao meio ambiente.

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AMALGAMA

PROF. FERNANDO MUSSI BUENO


AMALGAMA
• [Química] Qualquer liga metálica que contém como elemento mais
importante o mercúrio.
• [Odontologia] Liga metálica composta por mercúrio e pó de prata,
utilizada pelos dentistas para fazer obturações nos dentes.
• Principais Metais
• Prata
• Estanho
• Cobre
• Zinco
• Mercúrio
Amalgama
Princípios para os preparos cavitários

• Finalidades
• Remover totalmente o tecido infectado;
• Deixar as paredes da cavidade suportadas por dentina sadia ou por materiais com função
semelhante;
• Conferir à cavidade formas que permitam ao dente receber e reter o material
restaurador;
• Preservar a vitalidade pulpar.
• Conservar maior quantidade de tecidodental sadio;
• Paredes cavitárias planas e lisas;
Fases Operatórias
• I –forma de abertura da cavidade;
• II –forma de contorno;
• III –remoção da dentina cariada;
• IV –forma de resistência;
• V –forma de retenção;
• VI –forma de conveniência;
• VII – forma de acabamento das paredes de esmalte;
• VIII –forma de limpeza da cavidade.
Forma de Abertura da Cavidade

• Visa a remoção do esmalte sem apoio dentinário, com a finalidade de


expor a lesão de cárie, facilitando sua visualização e, desta forma,
permitir a instrumentação das fases subsequentes do preparo
cavitário.
Forma de Contorno

• Visa delimitar a área da superfície do dente que deverá ser incluída


no preparo cavitário.
• Engloba todo o tecido cariado e áreas susceptíveis à cárie.
• Princípios:
• Todo esmalte sem apoio deve ser removido.
• As margens do preparo devem estar localizadas em áreas de
“relativa imunidade” à cárie e possibilitem um correto acabamento
das margens da restauração.
Remoção do tecido cariado

• Consiste na remoção de toda a dentina que encontra-se


desmineralizada e infectada pela lesão de cárie de modo
irreversível.
Forma de resistência
• Consiste em dar forma à cavidade para que a estrutura dental e material
restaurador possam resistir aos:
1 - esforços mastigatórios;
2 - variação volumétrica dos materiais restauradores;
3 - diferenças no coeficiente de expansão térmica dodente e do material
restaurador.
Forma de Retenção

• Consiste em se dar forma à cavidade com a finalidade de evitar o


deslocamento da restauração durante a mastigação, principalmente por
alimentos pegajosos.
Forma de Conveniência
• Consiste em se dar ao preparo cavitário características a fim de facilitar o
acesso, a conformação e a instrumentação da cavidade.
• Afastamento dos dentes
• Isolamento do campo operatório
• Uso de matrizes
Forma de Acabamento das Paredes de Esmalte

• Fase que consiste em alisar as irregularidades das paredes de esmalte e


do ângulo cavo-superficial do preparo cavitário.
• Objetivos:
• Melhorar a adaptação do material restaurador às paredes cavitarias;
• Melhorar o vedamento marginal;
• Diminuir a infiltração marginal.
Limpeza da Cavidade

• Consiste em remover os resíduos do preparo cavitário antes da inserção do


material protetor e/ou restaurador através de diferentes agentes considerado
de limpeza dentinária.
• Clorexidina
• Água Oxigenada
• Tegretol
• Produtos à base de hidróxido de cálcio
• Ácido fosfórico
• EDTA
• Ácido Poliacrílico
Instrumentais para
Confecção da Restauração
em Amalgama
Porta Amalgama

• Após a trituração, o amálgama é colocado em um recipiente que facilita a sua


preensão, denominado de porta amálgama, que pode ser de metal ou
plástico. Com o porta amálgama abastecido deposita-se uma pequena porção do
material no interior da cavidade.
Condensadores

• Através da condensação busca-se:


• adaptar o material à cavidade
• regular o conteúdo de mercúrio, tornando o material
mais denso, capaz de ser esculpido e polido.
• A condensação manual pode ser realizada com os
condensadores de Ward, Black ou Hollemback.
Esculpidores

• A escultura deve ser iniciada quando o amálgama


possuir consistência apropriada que ofereça
resistência ao instrumento de escultura.
• Primeiramente remove-se os excessos mais
grosseiros com a espátula de Hollemback 3 ou com
os instrumentos discóide-cleóide.
• Para a reconstrução da anatomia dental pode-se usar
o Hollemback 3S, instrumentos de Frahm ou as
espátulas de Ward no 1 e 2, e para definir os sulcos
pode-se utilizar o condensador de Hollemback no 6.
• Com o Hollemback 3S, ou com o auxílio da sonda
exploradora determina-se a altura da crista marginal.
Brunidores
• Após o término da escultura, remove-se os excessos com uma bolinha de algodão umedecida para
então iniciar-se uma cuidadosa brunidura
• A escolha do brunidor a ser utilizado vai depender da anatomia da superfície oclusal. As principais
características da brunidura são:
• proporcionar uma superfície mais lisa;
• facilitar o polimento;
• reduzir a porosidade nas margens;
• reduzir a infiltração marginal;
• reduzir o conteúdo de mercúrio nas margens e na superfície;
• reduzir a emissão de vapores do mercúrio residual;
• aumentar a dureza das margens.
• Os principais instrumentos utilizados para a realização da brunidura são: condensador de Hollemback
no 6, o brunidor de Bennett 33 ou um brunidor mais amplo.
Brocas para Acabamento
• Para a realização destes procedimento deve-se
aguardar 48 horas após a inserção da restauração, e
além disso deve ser realizado com isolamento absoluto
do campo operatório.
• O acabamento é realizado com fresas multilaminadas
em baixa rotação. O formato da fresa deve ser
selecionado de acordo com o detalhe anatômico da
superfície.
Polimento do Amalgama

• O polimento inicial é realizado com pontas de borracha abrasiva, que podem ser
encontradas em duas forma (taça e pêra), e com três granulações decrescentes (marron,
verde e azul).
• Entre a aplicação destas pontas, recomenda-se a limpeza da superfície com bolinhas de
algodão, prevenindo riscos na restauração.
• O acabamento das superfícies proximais é realizado com tiras de lixa de aço ou tiras
para acabamento de resina composta.
• Aplica-se então um abrasivo com a escova Robinson em forma de pincel, que pode ser
pedra pomes e água, o “Amalgloss” e álcool ou óxido de zinco e álcool.
Por que não se usa mais
amálgama?
• Desde 2017 o Brasil é signatário da Convenção de Minamata — resolução
que ajuda os países a restringir o uso do mercúrio, adotar alternativas
não tóxicas e eliminação da poluição gerada pelo metal pesado, com a
finalidade de proteger a vida humana e o meio ambiente.

• O Brasil e outros 140 países têm adotados medidas que restringem o uso
do mercúrio, porque a contaminação por este metal pesado é danosa à
saúde humana e aos ecossistemas. Podendo, inclusive, levar a morte
quando há contato de alto grau com o material.
Remoção do Amalgama

• A remoção das restaurações à base amálgama não oferece nenhum dano à


saúde: “durante a remoção, o risco de contaminação é ainda menor do que
quando o mercúrio era manipulado no consultório. Estudos realizados na época
em que o amálgama ainda era muito utilizado mostraram que o uso de irrigação,
sugador e isolamento com dique de borracha eram suficientes para filtrar 99,5%
do vapor de mercúrio gerado no procedimento.
• O objetivo é evitar riscos à saúde, como a inalação de mercúrio ou a ingestão de
pequenos fragmentos do material.
Remoção do Amalgama

• Broca carbide 1557 ou 1558


• Alta rotação
• Irrigação abundante
• Isolamento absoluto
• Amalgama deve ser fragmentado
Uso do Cimento de Ionômero
de Vidro
Prof. Fernando Mussi Bueno
Cimento de • É um cimento híbrido formado à partir do
Ionômero cimento de silicato e policarbonato de
Zinco.
de Vidro • Comercializado desde 1975.
(CIV)
• Pó
• Óxido de Silício.
• Óxido de Alumínio.
• Fluoreto de Cálcio.
• Fluoreto de Alumínio.
• Fluoreto de Sódio.
Composição •
• Água
Fosfato de Alumínio.

• Água.
• Ácido Tartárico.
• Ácido Poliacrílico.
• Ácido Itacônico.
• Outras apresentações:
o Resinosos: pasta/pasta e primer.
o Cápsulas pré-dosadas.
CIV tipo I: Cimentação.

CIV tipo II: Restauração.


Classificação por
Indicação CIV tipo III: Forramento.

CIV tipo IV: Núcleos e


restaurador definitivo.
Convencionais: Materiais não
modificados.

Classificação Reforçados por metais: partículas


por metálicas são adicionadas para
Composição reforço.

Modificados por resina: materiais


alterados pela adição de
monômeros metacrilatos.
• Pó + Líquido.
• Adesividade.
• Liberação de flúor.
• Maior intensidade nas primeiras 24/48
horas.
CIV • Coeficiente de expansão térmica próximo
Convencionais do esmalte e dentina.
• Biocompatibilidade (irritação moderada à
polpa)
• Resistência à compressão e tração.
• Estética.
• Alterações dimensionais e sorção de água.
Falta de translucidez / Opacidade.

Rugosidade superficial.

Indisponibilidade de cores.
Estética Porosidade interna.

Difícil polimento.

Retenção de placa e corantes.


Convencional com
partículas metálicas
adicionadas.
CIV Reforçado
por metais

Maior resistência.
• Maior translucidez.
• Maior estabilidade de cor.
• Menor solubilidade.
CIV • União química à resina composta.

modificado • Maior coeficiente de expansão térmica.


• Menor liberação de flúor.
por resina • Possuem 3 tipos de ativação:
• Química
• Fotoativada.
• Dual.
Propriedades do CIV

Coeficiente de
Liberação de Adesividade às expansão térmica
Biocompatibilidade.
fluoretos. estruturas dentárias. semelhante ao da
dentina.

Boa resistência Potencial absorção


Estética.
mecânica. dos fluidos orais.
Restaurações provisórias (ex: aguardando definitiva,
após endodontia, adequação do meio bucal).

ART, Selantes de fóssulas e fissuras.

Restaurações definitivas em dentes decíduos, ou em


Indicações pequenas cavidades em dentes permanentes.

do CIV Forramento cavitário.

Cimentações de peças, núcleos, coroas, bandas


ortodônticas e brackts.

Reabsorções externas e obturação de perfurações


coronárias.
Áreas de esforço mastigatório.

Restaurações classe IV.


Contra
indicações Extensas áreas vestibulares.
do CIV Restaurações classe III.

Reconstrução de cúspides.
Excelente retenção química,
devido à ligação com os íons
cálcio do esmalte dentário.

Vantagens Liberação e reserva de flúor.


do CIV
Capacidade de reincorporação
de flúor.
Técnica sensível.

Menor resistência ao desgaste,


Desvantagens em comparação às resinas
do CIV compostas e ao amálgama.
Menor estabilidade de cor, baixa
lisura e polimento pobre.
Seguir sempre as instruções do fabricante.

Tempo de manipulação varia de 30 a 60


segundos.
O CIV deve ser aglutinado e não espatulado.

Manipulação A massa resultante deve ser brilhante e


homogênea.
Tempo de trabalho de aproximadamente 3
minutos.
Inserir enquanto o material apresentar
brilho.
Recomendado uso da seringa Centrix
para evitar o aparecimento de bolhas.

Após a perda do brilho o material deve


ser protegido contra a perda ou absorção
de água.
Manipulação Necessário a proteção da superfície com
verniz cavitário, ou adesivo
odontológico.
Alguns fabricantes recomendam
condicionamento ácido previamente à
aplicação do material.
Reação de Presa

• Reação ácido-base, levemente exotérmica, resulta na formação de sal.


• Divide-se em 3 fases principais:
• Deslocamento de íons e ionização do ácido poliacrílico.
• Formação de matriz de polissais.
• Formação do gel de sílica.
• Em cimentos modificados por resina, soma-se à reação ácido-base a reação
de polimerização, que pode ser fotoativada ou de dupla ativação (foto e auto
polimerização).
Reação de Presa
• Fase de deslocamento de íons
• Aglutinação do pó ao líquido.
• A inserção do material deve ocorrer nesta fase.
• Fase da formação da matriz de polissais
• Fase de endurecimento do cimento.
• Ocorre de 5 a 10 minutos após o início da manipulação.
• Fase de Formação do gel de sílica
• Ocorre nas primeiras 24 horas.
• Endurecimento final do cimento.
Inserção

• Deve ser feita quando o material


apresenta brilho superficial, e
ponto de fio cremoso.
• Utilizar preferencialmente seringa
Centrix (evitar incorporação de
bolhas).
• Espátula plástica e bloco de papel
fornecido pelo fabricante.
Polimento

• Acabamento e polimento final após 48


horas.
• Brocas, pontas de silicone e pastas
diamantadas de polimento.
• Superfície relativamente lisa e com
pouco brilho.
Profilaxia

Seleção da cor

Isolamento do campo

Preparo cavitário
CIV Protocolo
Clínico Tratamento da superfície dental

Manipulação do material

Aplicação do material (inserção/compressão)

Acabamento e polimento
Aplicação
Proteção
Embebição

• Isolamento do campo.

Sinérese

• Verniz, adesivo, vaselina etc.


Cuidados em conservação e manipulação

Frascos devem ser mantidos fechados para evitar ganho ou perda de água.

Frasco contendo pó deve ser agitado previamente para homogeneizar os componentes.

O Líquido não pode ser armazenado na geladeira.

Não compactar o pó na concha.

Dispensar o líquido com o frasco na vertical.


Importância da proporção pó/líquido

Muito pó = menor tempo


Pouco pó = mistura
de trabalho e presa,
fluida, mais solúvel e
diminuição da
com menor resistência à
adesividade e
abrasão.
translucidez do material.
Cuidados para prevenir falha na adesão

A cavidade deve estar limpa e seca.

Verificar a proporção correta.

Material deve apresentar brilho no momento de inserir na cavidade.

É preciso remover os excessos evitando deslocar o material da


cavidade.
CIV
Fotopolimerizavel
em Cápsulas
Hidróxido de
Cálcio
Cimento de Hidróxido de Cálcio
• Apresentação:
• 01 Tubo de Pasta Base (13g)
• 01 Tubo de Pasta Catalisadora (11g)
• 01 Bloco de Mistura
• Composição:
• BASE: Ester Glicol Salicilato, Fosfato de Cálcio, Tungstato de Cálcio, Óxido
de Zinco e Corantes Minerais.
• CATALISADOR: Etiltolueno Sulfonamida, Hidróxido de Cálcio, Óxido de
Zinco, Dióxido de Titânio, Estearato de Zinco e Corantes Minerais.
Indicação
• Capeamento pulpar direto
• Forramento protetor sob materiais restauradores
em odontopediatria
• Cimento provisório
Advertências e Precauções

• A solubilidade e a natureza essencialmente alcalina da composição requerem


que ela seja usada somente em situações onde possa ser adequadamente
protegida do meio bucal.
• Hydro C não pode ser usado como restaurador provisório ou como cimento
definitivo.
• A proporção entre as pastas base e catalisadora é fator importante que afeta a
radiopacidade, a resistência e a durabilidade do material.
• Conserve em temperatura ambiente normal ou abaixo. A refrigeração prolonga
a durabilidade do produto. Deixe o material retornar à temperatura ambiente
normal antes de usar.
Passo a passo

• Sobre um bloco de mistura, deposite volumes iguais de base e catalisador (1 por 1 em peso ).
• Imediatamente, com o auxílio de uma espátula, misture as duas pastas até obter uma cor uniforme.
• Para obter o tempo máximo de trabalho, complete a mistura das duas pastas em 10 segundos.
• Aplique então o material misturado no interior da cavidade que deverá estar seca, permitindo uma inserção
eficiente antes que a presa tenha início.
• Sob condições ambientais normais ( 22ºC e umidade relativa de 50% ), o material tomará presa entre 2 e 3
minutos sobre o bloco de mistura. O tempo de presa na boca será mais curto devido à umidade e à
temperatura.
• Remova os excessos de material das áreas de retenção ou margens com o auxílio de curetas afiadas ou sonda
exploradora.
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A.
• É um dos materiais mais aceitos atualmente para induzir a formação da dentina
reparadora.
• Estas propriedades são:
• a) Permitir um aumento da calcificação da camada de dentina preexistente dando
melhores condições de proteção à polpa quando submetida a lesões;
• b) Evitar que o procedimento ou material usado cause irritação às estruturas
adjacentes.
• Na Endodontia é empregado como material intracanal, sendo potente
antimicrobiano (pela inibição das enzimas bacterianas), possuindo excelente
histocompatibilidade e estimula o tecido hospedeiro, favorecendo a reparação
tecidual.
Hidróxido de Cálcio PA
• Apresentação
• 1x10g frasco de Hidróxido de Cálcio P.A.
• Indicação
• O produto está indicado como material curativo intracanal. É excelente
para estimular a formação de dentina reparadora, aumentando sua
espessura e proporcionando maior proteção ao tecido pulpar.
Passo a passo
• Para o preparo da solução de HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A. em uma concentração de
aproximadamente 0,2%:
• Em um recipiente adequado, adicionar 100ml de água destilada ao conteúdo do frasco
do produto (10 g de HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A.)
• Manter esta mistura em repouso, para que o excesso de HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A.
fique sedimentado no fundo do recipiente.
• Esta solução alcalina deve ser utilizada antes que a proteção pulpar e restauração
sejam colocadas, em todos os tipos de cavidade, qualquer que seja a sua
profundidade.
• Na Endodontia:
• Misturar o HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A. com veículo de sua escolha (água destilada,
Paramonoclorofenol Canforado ou outros);
• Preencher o canal com a pasta obtida.
Cimento Fosfato
de Zinco
Apresentação

• Frascos com 28g de pó, acondicionados em


cartuchos individuais, nas cores
• n.º 1 claro,
• n.º 2 amarelo claro
• n.º 3 cinzento claro
• n.º 11 branco puro
• n.º 12 amarelo natural.
• Acompanha em cada frasco um medidor de
pó.
• Frasco com 10 mL de líquido, acondicionados
em cartuchos individuais.
Fosfato de Zinco
Possui grande resistência e baixa solubilidade, constituindo excelente proteção às
injúrias de ordem mecânica à polpa, bem como eficaz isolante térmico e químico.

Indicação

• Fixação de coroas e pontes


• Forração de cavidades
• Restaurações dentárias provisórias

Cores

• 1- Claro
• 2- Amarelo Claro
• 3- Cinzento Claro
• 11- Branco Puro
• 12- Amarelo Natural
Descrição

• Cimento de Zinco Pó - pó com partículas uniformes, ultrafinas, de cor


característica.
• Óxido de Zinco, óxido de magnésio, corantes CI 77288, CI 77268, CI 77491.
Os pigmentos variam de acordo com a cor do produto.
• Cimento de Zinco Líquido – líquido límpido, incolor, viscoso.
• Ácido Fosfórico, Hidróxido de Alumínio, Óxido de Zinco, Água destilada.
Modo de Usar

• Placa de vidro grosso


• Espátula de aço inoxidável n.º 24F
• Medidor duplo de pó.
• A temperatura ideal para misturar é de 24 °C.
Misturas satisfatórias podem ser obtidas até
32°C.
• O Cimento de Fosfato de Zinco pode ser
preparado em duas consistências diferentes: para
cimentação e para restauração e forração.
Consistência para
Cimentação

• Proporção recomendada (quantidade mínima):


uma medida pequena (o lado com 3 marcas no
cabo) de pó para 4 gotas de líquido.
• Coloque o pó sobre a placa de vidro e divida-o
em quatro partes iguais.
• Divida uma das quatro partes em duas partes
iguais; fazendo dois oitavos.
• Agite o frasco de líquido e goteje a quantidade
adequada sobre a placa.
Consistência para
Cimentação
• Junte o pó ao líquido por partes, começando com uma das
quatro partes e usando uma ampla área da placa.
• Após a adição de cada uma das porções do pó, espatule
até obter uma massa lisa e prossiga até alcançar a
consistência correta.
• Complete a mistura em 1 ½ a 2 minutos.
• Ter-se-á obtido uma consistência adequada para
cimentação quando a mistura estiver cremosa e se
desprender da espátula formando uma gota pegajosa,
conservando a forma de gota por um instante e em
seguida espalhando-se ligeiramente na placa de vidro.
• A mistura com essa consistência aderirá à espátula,
quebrando-se em fiapos.
Consistência para Restauração Provisória e
Forração

• Proporção recomendada (quantidade mínima):


uma medida grande (o lado com 4 marcas no
cabo) para quatro gotas de líquido.
• Procede-se a divisão do pó e a mistura conforme
acima recomendado.
• A mistura estará com a consistência adequada
para restauração quando for igual a de massa de
vidraceiro pegajosa.
• Tocando-se a mistura com a espátula, ela não
adere a esta, rompendo-se em fiapos.
Óxido de
Zinco e
Eugenol
Apresentação

• O IRM é uma composição reforçada à base


de óxido de zinco e eugenol, indicada para
restaurações provisórias de longa espera (até
2 anos) e forramento de cavidades,
propiciando um atendimento rápido e de
emergência no controle de cáries dentárias.
• Composição
• Pó: Óxido de Zinco; Poli Metacrilato de Metila e
Acetato de Zinco. Líquido: Eugenol 99,5% e Ácido
Acético 0,5%.
Modo de Usar

• Antes de utilizar, agite o pó para assegurar uniformidade em sua densidade.


• Preencha o medidor com excesso, sem condensar, e nivele em seguida passando
uma espátula pela borda do medidor.
• Coloque o pó na placa de mistura. Dispense uma gota de líquido para cada medida
de pó.
• Dispensado o líquido, recoloque imediatamente a tampa do frasco para evitar
evaporação e subsequente contaminação.
• Mantenha o pó e o líquido separados até o momento da espatulação.
• A proporção pó / líquido recomendada é de 6/1 em peso. Se for utilizada uma mistura
mais fluída, algumas propriedades físicas do material serão prejudicadas.
Coltosol
• O Coltosol é um material de preenchimento, de endurecimento químico, com
coloração semelhante a do dente, radiopaco, para preenchimento temporário das
cavidades dentárias.
• É um cimento a base de óxido de zinco / sulfato de zinco e é destinado para
aplicações temporárias em curto prazo (para ser utilizado por no máximo 1 a 2
semanas).

* Não contém Eugenol.


* Possui grande aderência garantindo bom isolamento marginal e rápido
endurecimento na boca ao contato com a saliva.
Coltosol
Resinas temporárias
• Utilizado para vedar cavidades temporariamente em procedimentos de Dentística, Prótese, Endodontia,
Odontopediatria.
• Especialmente indicado para cavidades de classes I, II e V.
• Fotopolimerizável.
• Compatível com materiais resinosos, pois não contém Eugenol.
• Deve ser aplicado puro na cavidade devidamente preparada, sem necessidade de realizar o
condicionamento ácido ou utilizar adesivo dentinário.
• Material resinoso, composto por grupos dimetacrilatos, carga orgânica, dióxido de silício, fluoreto de
sódio e catalisadores, que após ativação por luz visível (aparelho fotopolimerizador), endurece
adquirindo uma consistência borrachóide.
• Quando utilizado como material restaurador provisório, após fotopolimerizado absorve água da saliva,
sofre uma leve expansão realizando uma pressão negativa na parede da cavidade garantindo uma
eficiente capacidade seladora.
Selantes
Selantes
• O selante dentário é um revestimento fino de resina aplicado às
superfícies de mastigação dos dentes, principalmente nos molares e
pré-molares.
• Uma maneira de proteger os dentes das bactérias que contribuem
para a formação de cárie dentária. Na maioria das vezes, o selante é
aplicado logo após a erupção do dente, normalmente entre seis e
doze anos. Entretanto, os selantes também podem ser usados em
crianças mais crescidas e até em adultos, caso seus dentes
apresentem sulcos muito profundos que poderiam aumentar o risco
de cárie.
Modo de Usar
• Primeiro, o dentista fará a limpeza da superfície do dente para remover placa e
resíduos de alimentos com uma pasta profilática profissional e uma taça de
borracha rotatória.
• Isolamento do dente, para então aplicar ácido fosfórico a fim de tornar a superfície
do dente mais áspera.
• Aplicação do selante dentário à superfície do dente, obedecendo às instruções do
fabricante para essa aplicação.
• Se ele estiver usando material de selante fotoativado, ele precisará de uma luz
ultravioleta para endurecer (polimerizar), processo que leva cerca de 30 segundos.
• Por fim, o dentista avaliará o selante e verificará se não está alto.

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