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Nação

O termo 'nação' refere-se a um grupo de indivíduos que compartilham origem, cultura e língua, formando uma comunidade imaginada, limitada e soberana. O nacionalismo é um conjunto de manifestações que busca a afirmação e independência política de uma nação, estabelecendo laços entre populações com características comuns. A Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, foi crucial para a partilha e dominação colonial da África por potências europeias.
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Nação

O termo 'nação' refere-se a um grupo de indivíduos que compartilham origem, cultura e língua, formando uma comunidade imaginada, limitada e soberana. O nacionalismo é um conjunto de manifestações que busca a afirmação e independência política de uma nação, estabelecendo laços entre populações com características comuns. A Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, foi crucial para a partilha e dominação colonial da África por potências europeias.
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Nação

Etimologicamente, o termo nação vem do latim natione e diz respeito ao conjunto de habitantes
de um território que partilham mesma origem, história, cultura e língua. (Pinheiro, 1977, p. 982).
Deste modo, estão inerentes à nação elementos identitários de um determinado povo, os quais
servem para a criação de laços entre esse mesmo povo.

A nação é uma comunidade imaginada, limitada e soberana. Trata-se de uma comunidade


imaginada, pois os indivíduos que a compõem não se conhecem dum contacto directo, mas por
via de um exercício de imaginação, que não é falsa e nem verdadeira, mas um acto em que se cria
uma comunidade. É, por outro lado, limitada, tendo em conta que se circunscreve um número
finito de indivíduos que se localizam num tempo e num espaço. Por fim, é soberana, visto que se
trata de uma comunidade forjada pelo desejo de liberdade, sendo, portanto, o Estado Soberano o
garante de satisfação da liberdade desejada. (Anderson, 2005, p. 25-28).

Nacionalismo

O nacionalismo é entendido como conjunto de manifestações e sentimentos que procuram


materializar o desejo de afirmação e de independência política em relação a um Estado
estrangeiro opressor ou, nos casos em que o Estado tenha-se tornado independente, o desejo de
assegurar no seu território, um tratamento como melhor Estado, ou minimamente, igual ao
tratamento que se concede ao estrangeiro. (Guimarães, 2008, p. 145)

Pode também definir-se, o nacionalismo, como sendo manifestações que defendem o ideal
político de uma organização social que procura reger-se de uma autoridade própria, cujos
objectivos são definidos em função de pensamentos fundamentados em interesses comuns a uma
determinada comunidade política, numa combinação de elementos como território próprio, elites
próprias e valores materiais e imateriais da respectiva comunidade. (Capoco, 2013, p. 30)

O nacionalismo constitui um princípio político que tem em vista estabelecer laços entre
populações que se consideram possuir em comum uma etnia, uma língua, uma cultura histórica,
mesmas aspirações, entre outros elementos. (Hobsbawm, 1990, p. 204). Portanto, exclui do seu
campo de acção todos aqueles que não pertencem a nação em causa.

Entende-se assim que os elementos básicos para a definição do nacionalismo são nação, Estado e
aspiração da liberdade e supremacia político-económica.
Conferência de Berlim e colonização de Moçambique

A Conferência de Berlim realizou-se entre 15 de Novembro de 1884 e 26 de Fevereiro de 1885.


Esta conferência resultou da necessidade de resolução de conflitos territoriais que se registavam
na região central de África, onde interesses de várias potências coloniais colidiam, concretamente
no Congo, que estava sob ocupação da Bélgica. A Conferência de Berlim foi, na íntegra,
responsável pela discussão e aprovação de instrumentos legais que concediam aos países
europeus a partilha, ocupação e dominação efectivas e legais do continente africano. (Uzoigwe,
2010, p. 32-35)

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