Venha nós o Vosso Reino!
SUBSÍDIOS PALESTRAS
Consagrada Kathia Silva
"Para onde iremos Senhor?
Só Tu tens palavras de vida eterna"
(Jo 6, 68)
Exercícios Espirituais 2025
São Leopoldo – RS
27/01/2025 a 01/02/2025
Subsídios Palestra 1
O que é a oração?
1. Definição e fundamentos:
o “Orar é falar com Deus, mas também é ouvi-Lo. É abrir o coração ao Seu amor e à
Sua vontade.”
o Referência ao Catecismo (CIC 2559): “A oração é a elevação da alma a Deus ou o
pedido de bens a Ele, conforme a Sua vontade.”
2. Tipos de oração:
Louvor: Maria no Magnificat (Lucas 1:46-55).
Petição: A súplica de Jesus no Getsêmani (Mateus 26:39).
Intercessão: Abraão pedindo por Sodoma (Gênesis 18:22-33).
Ação de graças: Os 10 leprosos (Lucas 17:11-19).
o Essas formas são válidas e ajudam a expressar nossa relação com Deus.
3. A oração no cotidiano:
o "A oração não precisa ser perfeita ou complicada; ela precisa ser sincera."
o Exemplos práticos: agradecer ao acordar, confiar o dia a Deus no café da manhã, fazer
orações breves ao longo do dia, ter jaculatórias para se unir a Deus .
2. Oração na vida cotidiana
1. A importância da simplicidade:
o "Deus não exige palavras difíceis, mas um coração disponível."
o Contar a história do publicano e do fariseu (Lucas 18:9-14), destacando que Deus vê o
coração humilde.
2. Sugestões práticas:
o Criar um espaço de oração em casa: um pequeno altar, uma Bíblia aberta, uma vela.
o Estabelecer um horário fixo, mesmo que sejam 5 ou 10 minutos.
o Aplicar o método do Exame de Consciência:
Agradecer o dia.
Pedir luz para revisar os momentos vividos.
Reconhecer falhas e pedir perdão.
Ver onde vi a mão de Deus no meu dia, e quando me aproximei mais Dele.
Oferecer o amanhã a Deus.
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3. Métodos de oração:
o Lectio Divina:
1. Leitura: Escolha um trecho da Bíblia, leia com calma.
2. Meditação: Pergunte: “O que Deus está me dizendo aqui?”
3. Oração: Converse com Deus sobre o que meditou.
o Contemplação: Permaneça em silêncio, na presença de Deus.
o Oração de repetição: Rezar várias vezes um versículo ou frase que toque o
coração, como "O Senhor é meu pastor, nada me faltará" (Salmo 23).
4. Oração como relação pessoal
1. Deus deseja nos encontrar:
o Apocalipse [Link] “Eis que estou à porta e bato…”
o Deus tem sede de nós tanto quanto temos sede d’Ele (João 4:7-15).
2. A escuta na oração:
o 1 Reis 19:11-13: Deus não está no terremoto ou na tempestade, mas no “sussurro de
uma brisa suave.”
o Encorajar momentos de silêncio na oração, pois Deus fala ao coração.
3. Os frutos da oração:
o Paz interior e força para enfrentar desafios.
o Clareza no discernimento das decisões diárias.
o Crescimento na fé e no amor pelo próximo.
o Citar os frutos do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23).
5. Conclusão
1. Resumo final:
o “A oração é essencial na nossa vida espiritual. Não importa por onde começamos, o
importante é dar o primeiro passo e perseverar.”
o “Comprometam-se a reservar alguns minutos por dia para a oração. Deus está
esperando por vocês!”
o Genial seria se tivesse algo concreto todos os dias para o seu diálogo com Deus, por
Exemplo seguir a liturgia é um bom meio para iniciar um diálogo de transformação
interior.
o Propósito Concreto ao termino da oração para revisar no Final do dia como foi
vivido...
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Subsídios Palestra 2
Exercício de Contemplação Inaciana
1. O que é a Contemplação Inaciana?
A contemplação inaciana é uma forma de oração onde usamos a imaginação para nos colocarmos
dentro das cenas dos Evangelhos. Santo Inácio de Loyola, em seus Exercícios Espirituais, nos convida
a contemplar os mistérios da vida de Cristo, como se estivéssemos presentes.
Esta prática não se trata de criar algo fantasioso, mas de nos abrirmos à graça do Espírito Santo, que
nos ajuda a "ver com os olhos da fé".
1.1. Objetivo da contemplação
Conhecer mais profundamente Jesus Cristo.
Amá-Lo mais intensamente.
Segui-Lo mais de perto.
Santo Inácio dizia que, ao contemplarmos Jesus, o amor não deve ficar apenas nas palavras, mas deve
se expressar em obras e atitudes concretas.
2. Como praticar a Contemplação Inaciana?
A contemplação inaciana segue passos simples, mas profundos. Vamos explorá-los detalhadamente:
2.1. Preparar-se para a oração
1. Escolher o lugar e o momento: Encontre um ambiente tranquilo onde possa se concentrar
sem distrações.
2. Dispor-se interiormente: Comece pedindo a graça de estar na presença de Deus e de abrir o
coração para o que Ele quer mostrar.
3. Ler o texto bíblico: Escolha uma passagem do Evangelho. Por exemplo:
o O nascimento de Jesus (Lucas 2,1-20).
o A multiplicação dos pães (João 6,1-15).
o A cura do cego Bartimeu (Marcos 10,46-52).
2.2. Entrar na cena
1. Usar a imaginação: Visualize o lugar da cena: como seria o ambiente, as pessoas, os sons, os
cheiros. Por exemplo, no nascimento de Jesus, imagine o estábulo, a manjedoura, o brilho das
estrelas, o cheiro dos animais, da palha, o vento frio da noite .
2. Colocar-se como personagem: Imagine-se como um dos personagens da história ou como
um simples espectador. Pergunte-se:
o O que eu vejo?
o O que eu ouço?
o O que eu sinto?
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3. Interagir com Jesus: Converse com Ele. Pergunte o que Ele quer ensinar a você por meio
daquela cena.
2.3. Permanecer em silêncio
Depois de "viver" a cena, permaneça em silêncio. Deixe que o que experimentou toque seu coração. O
importante não é entender tudo com a razão, mas permitir que Deus fale ao seu interior.
3. Exemplos Práticos de Contemplação
3.1. O encontro com Zaqueu (Lucas 19,1-10)
Imagine-se em Jericó, na multidão, observando Jesus passando. Visualize Zaqueu subindo na
árvore.
O que você sente ao ver Jesus chamando Zaqueu pelo nome? Como você reage ao ver a
alegria de Zaqueu ao acolher Jesus em sua casa?
Converse com Jesus: "Senhor, também quero que entre na minha casa. O que preciso mudar
para acolhê-Lo melhor?"
3.2. A tempestade acalmada (Mateus 8,23-27)
Coloque-se no barco com os discípulos. Sinta o vento, ouça o som das ondas.
Imagine o medo dos discípulos e a calma de Jesus ao dizer: "Por que tão medrosos? Ainda não
tendes fé?"
Pergunte a Jesus: "Em quais tempestades da minha vida preciso confiar mais em Ti?"
4. Os Frutos da Contemplação Inaciana
A contemplação não é apenas um exercício espiritual; é um meio de transformar a vida. Os frutos mais
comuns incluem:
Maior intimidade com Jesus: Passamos a conhecê-Lo não apenas de ouvir falar, mas pela
experiência.
Discernimento: A contemplação nos ajuda a perceber o que Deus espera de nós em nossa
vida cotidiana.
Transformação interior: Começamos a ver o mundo e as pessoas com os olhos de Cristo.
Força para agir: A oração nos impulsiona a agir com mais amor e coragem.
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Subsídios Palestra 3
Silêncio Interior
1. O que é o Silêncio Interior?
1.1. Definição
Silêncio interior é o estado de tranquilidade e paz interior que permite a comunhão com Deus. Ele é
caracterizado por:
A ausência de pensamentos dispersos e agitações internas.
Uma profunda escuta da voz de Deus no coração.
Um desprendimento das preocupações e ansiedades cotidianas.
1.2. A Importância do Silêncio Interior
Santo Inácio ensina que Deus fala ao nosso coração em momentos de silêncio. Sem ele, somos
facilmente distraídas pelos ruídos do mundo e pelas inquietações da alma.
No silêncio interior, experimentamos:
Maior discernimento.
Paz mesmo em meio às dificuldades.
Intimidade com Deus.
2. O que Não é Silêncio Interior?
É importante entender o que o silêncio interior não é, para que possamos identificar e superar os
obstáculos:
1. Apenas ausência de sons externos: Mesmo em um ambiente tranquilo, nossa mente pode
estar cheia de ruídos internos como preocupações, medos e distrações.
2. Repressão de sentimentos: Silêncio interior não significa ignorar ou reprimir o que sentimos,
mas apresentar tudo a Deus com humildade e confiança.
3. Passividade ou inércia: Não é ficar em um estado de inatividade, mas ser ativamente
receptiva à graça de Deus.
3. O que Roubam o Silêncio Interior?
Identificar os "ladrões" do silêncio interior é essencial para proteger nossa oração e intimidade com
Deus. Eis alguns exemplos:
3.1. Distrações Internas
Pensamentos excessivos sobre o passado ou o futuro.
Ansiedade com relação às responsabilidades do dia a dia.
Preocupações exageradas com problemas que não podemos resolver no momento.
3.2. Ruídos Externos
Excesso de informações das redes sociais, televisão ou noticiários.
Conversas supérfluas ou fofocas.
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Um ambiente constantemente barulhento.
3.3. Faltas Espirituais
Pecados não confessados que criam inquietação interior.
Falta de confiança em Deus, que gera inquietação e medo.
Desordem nos afetos e desejos.
4. Meios para Cultivar o Silêncio Interior
Meios concretos para cultivá-lo:
4.1. Oração e Meditação
1. Lectio Divina: Leia um trecho das Escrituras, medite sobre ele e deixe que Deus fale ao seu
coração.
2. Exame de consciência: No final do dia, revisite suas experiências com Deus, identificando
momentos de inquietação e de paz.
4.2. Disciplina e Ordem Interior
1. Estabeleça momentos de silêncio: Reserve um tempo específico para estar a sós com Deus.
2. Modere as distrações: Limite o uso das redes sociais e evite ocupações excessivas.
4.3. Confiança em Deus
1. Entrega: Apresente suas preocupações e ansiedades a Deus em oração.
2. Agradecimento: Cultive um coração agradecido, reconhecendo as bênçãos em sua vida.
4.4. Práticas Espirituais
1. Adoração Eucarística: Um momento diante de Jesus Sacramentado ajuda a cultivar a paz e o
silêncio interior.
2. Exercício da contemplação inaciana: Coloque-se na presença de Deus e use a imaginação
para meditar sobre as cenas dos Evangelhos.
4.5. Relacionamentos Saudáveis
1. Evite fofocas: Fale apenas o que edifica e promove a paz.
2. Cultive amizades espirituais: Cerque-se de pessoas que ajudam a aprofundar sua fé e seu
silêncio interior.
5. Os Frutos do Silêncio Interior
Quando cultivamos o silêncio interior, experimentamos os seguintes frutos:
Paz interior: Mesmo diante das adversidades.
Maior discernimento: Somos capazes de reconhecer a voz de Deus em meio às vozes do
mundo.
Comunhão com Deus: Experimentamos Sua presença em nossa vida cotidiana.
Renovação espiritual: Nosso relacionamento com Deus e com os outros se torna mais
profundo e verdadeiro.
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Subsídios Palestra 4
Estruturando um Projeto de Crescimento na Vida Espiritual
1. O Fundamento do Projeto
1.1. Autoconhecimento
Para estruturar um projeto, é necessário:
Reconhecer suas forças: Quais virtudes e qualidades você percebe em si mesma? (Ex.:
paciência, generosidade, perseverança).(virtudes e Forças de carácter, teste do Via)
Identificar suas fragilidades: Quais áreas de sua vida necessitam de maior entrega a Deus?
Revisitar suas experiências: Como Deus já agiu em sua história? Quais momentos de graça
você já viveu?
1.2. Objetivo Espiritual
O projeto deve ter um objetivo claro, como "crescer na intimidade com Deus", "superar uma
dificuldade espiritual" ou "fortalecer uma virtude específica".
"Em tudo, amar e servir a Deus" deve ser o horizonte final.
2. Passos para Estruturar o Projeto
2.1. Definir Áreas de Crescimento
Divida o projeto em áreas práticas que englobem toda a sua vida. Algumas sugestões:
1. Orações pessoais:
o Aprofundar na meditação ou contemplação.
o Dedicar tempo à leitura orante da Bíblia.
2. Vida sacramental:
o Participar da Missa com maior devoção.
o Confissão regular para renovar a alma.
3. Serviço ao próximo:
o Identificar formas concretas de ajudar os outros.
o Praticar a caridade no ambiente familiar e social.
4. Autodomínio e virtudes:
o Trabalhar em uma virtude específica (ex.: paciência ou humildade).
o Pedir ao Espírito Santo as graças necessárias.
2.2. Estabelecer Metas Concretas
Metas claras e alcançáveis são essenciais:
Exemplo: "Rezarei o Exame de Consciência todas as noites por 10 minutos."
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Exemplo: "Participarei de uma adoração eucarística semanal."
Certifique-se de que as metas sejam específicas e mensuráveis.
2.3. Usar os Dons e Virtudes
Reconheça o que já funciona bem em sua vida espiritual e amplie:
Se você tem o dom da organização: Crie um cronograma para suas práticas espirituais.
Se é perseverante: Dedique-se a aprofundar uma prática que já realiza, como o terço diário
ou a oração pela manhã.
Se é compassiva: Encontre novas formas de estender sua compaixão aos necessitados.
2.4. Planejar Avaliações Regulares
Reserve momentos de revisão e avaliação do progresso:
Mensalmente: Avalie se as metas estão sendo cumpridas e ajuste o projeto se necessário.
Espiritualmente: Discuta seu progresso com um diretor espiritual ou conselheiro de
confiança.
3. Obstáculos ao Crescimento Espiritual
Identificar os desafios que podem surgir ajuda a superá-los:
1. Desânimo: Reconheça que o crescimento espiritual é gradual. Deus trabalha no tempo Dele.
2. Falta de disciplina: Adote pequenas metas diárias para criar consistência.
3. Excesso de cobranças: Confie na misericórdia de Deus e evite a autocrítica excessiva.
4. Meios para Sustentar o Projeto
4.1. Acompanhamento Espiritual
Procure um diretor espiritual que possa guiar suas decisões e ajudá-la a discernir a vontade de Deus
em seu projeto.
4.2. Vida Comunitária
Participar de grupos de oração ou comunidades de fé ajuda a fortalecer sua caminhada. Compartilhe
suas metas com irmãs de confiança que possam apoiá-la. Vida de Equipe no RC.
4.3. Anotações Espirituais
Mantenha um caderno espiritual para registrar suas reflexões, graças recebidas e desafios enfrentados.
Essa prática ajuda a identificar o progresso ao longo do tempo.
4.4. Dependência de Deus
Lembre-se: o crescimento espiritual não é fruto apenas do nosso esforço, mas da graça de Deus. Reze
sempre pedindo forças e luz.
5. Exemplo de Estrutura do Projeto
Título: Projeto de Crescimento Espiritual
Objetivo Geral: Crescer na intimidade com Deus, fortalecendo as virtudes que já reconheço em mim.
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Áreas de Foco e Metas:
1. Orações pessoais:
o Rezar a Liturgia das Horas pela manhã.
o Dedicar 20 minutos diários à leitura orante da Bíblia.
2. Vida sacramental:
o Confissão mensal.
o Missa em dia de semana uma vez por semana.
3. Virtudes:
o Trabalhar a paciência em momentos de tensão familiar.
o Pedir a graça de maior humildade nas relações interpessoais.
Cronograma:
Revisão semanal aos domingos.
Consulta ao diretor espiritual uma vez por mês.
Outra forma de estruturar o programa de crescimento espiritual.
Projeto de Crescimento Espiritual
META:
OBJETIVO 2025:
Meios (Forças e virtudes que tenho):
Em Relação a Deus: 1.
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3.
Em Relação com os demais: 1.
2.
3.
Em Relação comigo mesma: 1.
2.
3.
P.R.C.A.G.D.
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