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NR 13: Segurança em Caldeiras e Vasos de Pressão

A Norma Regulamentadora NR 13 estabelece requisitos mínimos para a gestão da integridade de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos, visando a segurança e saúde dos trabalhadores. O empregador é responsável por adotar as medidas de segurança necessárias, mesmo para equipamentos de terceiros dentro de seu estabelecimento. A norma também define as situações de risco grave e iminente, além de permitir a postergação de inspeções em casos excepcionais, desde que justificadas e comunicadas ao sindicato dos trabalhadores.

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NR 13: Segurança em Caldeiras e Vasos de Pressão

A Norma Regulamentadora NR 13 estabelece requisitos mínimos para a gestão da integridade de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos, visando a segurança e saúde dos trabalhadores. O empregador é responsável por adotar as medidas de segurança necessárias, mesmo para equipamentos de terceiros dentro de seu estabelecimento. A norma também define as situações de risco grave e iminente, além de permitir a postergação de inspeções em casos excepcionais, desde que justificadas e comunicadas ao sindicato dos trabalhadores.

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2024

1 2024
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NR 13 - CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO, TUBULAÇÕES E TANQUES METÁLICOS DE


ARMAZENAMENTO
Publicação D.O.U.
Portaria MTb n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78

Alterações/Atualizações D.O.U.
Portaria SSMT nº 12, de 06 de junho de 1983 14/06/83
Portaria SSMT nº 02, de 08 de maio de 1984 07/06/ 84
Portaria SSST nº 23, de 27 de dezembro de 1994 Rep.:26/04/95
Portaria SIT nº 57, de 19 de junho de 2008 24/06/ 08
Portaria MTE nº 594, de 28 de abril de 2014 02/05/ 14
Portaria MTb nº 1.084, de 28 de setembro de 2017 29/09/17
Portaria MTb nº 1.082, de 18 de dezembro de 2018 20/12/ 18
Portaria MTP nº 1.846, de 01 de julho de 2022 04/07/22

(Redação dada pela Portaria MTb nº 1.846, de 01 de julho de 2022)


13.1 Objetivo
13.1.1 O objetivo desta Norma Regulamentadora - NR é estabelecer requisitos mínimos
para a gestão da integridade estrutural de caldeiras, vasos de pressão, suas tubulações
de interligação e tanques metálicos de armazenamento nos aspectos relacionados à
instalação, inspeção, operação e manutenção, visando a segurança e saúde dos
trabalhadores.
Texto comentado: A Norma Regulamentadora 13 (NR 13) tem como objetivo estabelecer as
regras mínimas para a gestão da integridade de equipamentos como caldeiras, vasos de pressão,
suas tubulações e tanques metálicos. Essas regras incluem instalação, inspeção, operação e
manutenção, tudo isso para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores que lidam com esses
equipamentos. É importante seguir essas normas para evitar acidentes e garantir que esses
equipamentos estejam funcionando corretamente.

13.1.2 O empregador é o responsável pela adoção das medidas determinadas nesta NR.
Texto comentado: O item 13.1.2 da NR 13 estabelece que o empregador é o principal responsável
por garantir a adoção das medidas de segurança previstas nesta norma, que se aplicam às
caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos utilizados nas empresas. Isso
significa que cabe ao empregador cumprir as regras estabelecidas na NR 13 para garantir a
segurança e a saúde dos trabalhadores que operam e mantêm esses equipamentos. É
fundamental que o empregador adote as medidas de prevenção necessárias para minimizar os
riscos de acidentes e garantir a integridade desses equipamentos.

13.1.3 O disposto no item anterior aplica-se também aos equipamentos pertencentes a


terceiros, circunscritos ao estabelecimento do empregador.
Texto comentado: O item 13.1.3 da NR 13 estabelece que o empregador é responsável pela
adoção das medidas de segurança e saúde também em relação aos equipamentos que
pertencem a terceiros, mas que estejam dentro do estabelecimento do empregador. Isso significa
que, mesmo que um equipamento seja de propriedade de outra empresa, cabe ao empregador
adotar as medidas necessárias para garantir a integridade estrutural desse equipamento e a
segurança e saúde dos trabalhadores que o utilizam.
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[Link] A responsabilidade do empregador não elide o dever do proprietário dos


equipamentos de cumprir as disposições legais e regulamentares acerca do tema.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que, mesmo que o equipamento seja de
propriedade de terceiros e esteja localizado no estabelecimento do empregador, a
responsabilidade de garantir o cumprimento das disposições legais e regulamentares quanto à
gestão da integridade estrutural é do empregador. No entanto, isso não exime o proprietário dos
equipamentos de suas obrigações legais e regulamentares quanto à segurança e saúde dos
trabalhadores que operam ou realizam manutenção nos equipamentos.
13.1.4 Considera-se estabelecimento com Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos
- SPIE aquele cujo empregador obtém, de forma voluntária, a certificação prevista no
Anexo II desta NR.
Texto comentado: O item 13.1.4 da NR 13 estabelece que um estabelecimento é considerado como
tendo um Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE) quando o empregador busca e
obtém voluntariamente a certificação prevista no Anexo II da NR 13. Isso significa que o SPIE é uma
certificação que atesta a capacidade do estabelecimento em gerenciar a integridade estrutural de
suas caldeiras, vasos de pressão, suas tubulações de interligação e tanques metálicos de
armazenamento de forma adequada e segura. Essa certificação pode ser concedida por organismo
credenciado pelo Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro)
ou por órgão estadual de metrologia.

13.2 Campo de aplicação

13.2.1 Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos:


a) caldeiras com pressão de operação superior a 60 kPa (0,61 kgf/cm²);
b) vasos de pressão cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P é o módulo da
pressão máxima de operação em kPa e V o seu volume interno em m³;
c) vasos de pressão que contenham fluidos da classe A, especificados na alínea “a” do
subitem [Link].1, independente do produto P.V;
d) recipientes móveis com P.V superior a oito, onde P é o módulo da pressão máxima de
operação em kPa, ou com fluidos da classe A, especificados na alínea “a” do subitem
[Link].1;
e) tubulações que contenham fluidos de classe A ou B, conforme as alíneas “a” e “b” do
subitem [Link].1, ligadas a caldeiras ou vasos de pressão abrangidos por esta NR; e
f) tanques metálicos de armazenamento, com diâmetro externo maior do que três
metros, capacidade nominal acima de vinte mil litros, e que contenham fluidos de
classe A ou B, conforme as alíneas “a” e “b” do subitem [Link].1 desta NR. (Vide prazo
- Portaria MTP nº 1.846, de 01 de julho de 2022)
Texto comentado: A NR 13 deve ser aplicada a diversos equipamentos que apresentam risco
de acidentes e lesões aos trabalhadores. São eles: caldeiras com pressão de operação acima de
60 kPa, vasos de pressão com produto P.V superior a 8, vasos de pressão que contenham fluidos
da classe A, recipientes móveis com P.V superior a 8 ou com fluidos da classe A, tubulações que
contenham fluidos de classe A ou B ligadas a caldeiras ou vasos de pressão, e tanques metálicos
de armazenamento com diâmetro externo maior que três metros, capacidade nominal acima
de vinte mil litros, e que contenham fluidos de classe A ou B.
13.2.2 Esta NR não se aplica aos seguintes equipamentos:
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a) recipientes transportáveis, vasos de pressão destinados ao transporte de produtos,


reservatórios portáteis de fluido comprimido e extintores de incêndio;
b) vasos de pressão destinados à ocupação humana;
c) vasos de pressão integrantes de sistemas auxiliares de pacote de máquinas;
d) dutos e seus componentes;
e) fornos, serpentinas para troca térmica e aquecedores de fluido térmico;
f) vasos de pressão com diâmetro interno inferior a cento e cinquenta milímetros
independentemente da classe do fluido;
g) geradores de vapor não enquadrados em códigos de vasos de pressão ou caldeira;
h) tubos de sistemas de instrumentação;
i) tubulações de redes públicas de distribuição de gás;
j) vasos de pressão fabricados em Plástico Reforçado de Fibra de Vidro - PRFV, inclusive
aqueles sujeitos à condição de vácuo;
k) caldeiras com volume inferior a cem litros;
l) tanques estruturais de embarcações, navios e plataformas marítimas de exploração
e produção de petróleo;
m) vasos e acumuladores de equipamentos submarinos destinados à produção e
exploração de petróleo;
n) tanques enterrados ou apoiados sobre pernas, sapatas, pedestais ou selas;
o) panelas de cocção;
p) acumuladores e blocos hidráulicos; (Retificada em 20/10/2022)
q) tubulações que operam com vapor, observado o disposto no subitem [Link] desta
NR;
r) trocador de calor de placas corrugadas gaxetadas e brasadas; e
s) vasos de pressão sujeitos exclusivamente a condições de vácuo menor ou igual a 5
kPa, que não contenham fluidos de classe A.
Texto comentado: Autoexplicativo.

13.2.3 O disposto no item 13.2.2 não exime o empregador do dever de inspecionar e


executar a manutenção dos referidos equipamentos e de outros sistemas pressurizados
que ofereçam riscos aos trabalhadores, acompanhadas ou executadas por um
responsável técnico, e observadas as recomendações do fabricante, bem como o
disposto em códigos ou normas aplicáveis. (Retificado em 20/10/2022)
Texto comentado: O item 13.2.3 da NR 13 estabelece que, mesmo que um equipamento não se
enquadre nas definições dos itens 13.2.1 ou 13.2.2, o empregador ainda é responsável por
inspecionar e realizar a manutenção desses equipamentos e outros sistemas pressurizados que
possam oferecer riscos aos trabalhadores. Essas atividades devem ser acompanhadas ou

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executadas por um responsável técnico e observar as recomendações do fabricante, bem como


as normas e códigos aplicáveis.

13.3 Disposições gerais


13.3.1 As seguintes situações constituem condição de grave e iminente risco:
a) operação de equipamentos abrangidos por esta NR sem os dispositivos de segurança
previstos nos subitens [Link] “a”, [Link] “a”, [Link] e [Link];
b) atraso na inspeção de segurança periódica de caldeiras;
c) ausência ou bloqueio de dispositivos de segurança, sem a devida justificativa técnica,
baseada em códigos, normas ou procedimentos formais de operação do
equipamento;
d) ausência ou indisponibilidade operacional de dispositivo de controle do nível de água
na caldeira;
e) operação de equipamento enquadrado nesta NR, cujo relatório de inspeção ateste a
sua inaptidão operacional; ou
f) operação de caldeira em desacordo com o disposto no item [Link] desta NR.
Texto comentado: O item 13.3.1 da NR 13 lista as situações que são consideradas como condição
de grave e iminente risco no que diz respeito aos equipamentos abrangidos por essa norma. Essas
situações incluem: operação de equipamentos sem os dispositivos de segurança previstos; atraso
na inspeção periódica de segurança de caldeiras; ausência ou bloqueio de dispositivos de
segurança sem justificativa técnica; ausência ou indisponibilidade de dispositivo de controle do
nível de água na caldeira; operação de equipamento que foi considerado inapto por relatório de
inspeção; e operação de caldeira em desacordo com as normas estabelecidas no item [Link].
Essas condições representam um risco significativo para a segurança e saúde dos trabalhadores,
e devem ser evitadas a todo custo.

[Link] Por motivo de força maior e com justificativa formal do empregador,


acompanhada por análise técnica e respectivas medidas de contingência para mitigação
dos riscos, elaborada por Profissional Legalmente Habilitado - PLH ou por grupo
multidisciplinar por ele coordenado, pode ocorrer postergação de até seis meses do
prazo previsto para a inspeção de segurança periódica dos equipamentos abrangidos por
esta NR.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que, em situações excepcionais e
devidamente justificadas pelo empregador, é possível postergar por até seis meses o prazo
previsto para a realização da inspeção de segurança periódica nos equipamentos abrangidos
pela norma. No entanto, essa prorrogação só pode ocorrer mediante uma análise técnica e a
adoção de medidas de contingência para minimizar os riscos, elaboradas por um Profissional
Legalmente Habilitado (PLH) ou por um grupo multidisciplinar coordenado por ele.

[Link].1 O empregador deve comunicar ao sindicato dos trabalhadores da categoria


predominante do estabelecimento a justificativa formal para postergação da inspeção de
segurança periódica dos equipamentos abrangidos por esta NR.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 estabelece que o empregador deve comunicar ao
sindicato dos trabalhadores da categoria predominante do estabelecimento a justificativa formal
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para postergação da inspeção de segurança periódica dos equipamentos abrangidos por esta
NR. Isso significa que, caso o empregador necessite adiar a inspeção de segurança periódica dos
equipamentos devido a motivos de força maior, é importante que ele comunique e justifique a
situação ao sindicato dos trabalhadores. Dessa forma, é possível garantir que as medidas de
contingência necessárias serão tomadas para a segurança e saúde dos trabalhadores.

13.3.2 Para efeito desta NR, considera-se PLH aquele que tem competência legal para o
exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção,
acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de
caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de armazenamento, em
conformidade com a regulamentação profissional vigente no País.
Texto comentado: O item 13.3.2 define o que é um PLH (Profissional Legalmente Habilitado) para
fins da NR 13. É considerado PLH o profissional que tem a competência legal para exercer a
profissão de engenheiro nas atividades relacionadas ao projeto, operação, manutenção,
inspeção e supervisão de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de
armazenamento, seguindo as regulamentações profissionais em vigor no país. Em resumo, é o
engenheiro que possui a formação e as qualificações necessárias para garantir a integridade
estrutural e a segurança dos equipamentos pressurizados abrangidos pela NR 13.

[Link] O PLH pode obter voluntariamente a certificação de suas competências


profissionais por intermédio de um Organismo de Certificação de Pessoas - OPC
acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia,
Qualidade e Tecnologia - Cgcre/INMETRO, conforme estabelece o Anexo III desta NR.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que o Profissional Legalmente Habilitado
(PLH), responsável pela inspeção de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos
de armazenamento, pode buscar uma certificação voluntária de suas competências profissionais
por meio de um Organismo de Certificação de Pessoas (OPC) acreditado pelo INMETRO. Essa
certificação reconhece que o profissional possui as habilidades e conhecimentos necessários para
exercer suas atividades com segurança e qualidade, contribuindo para a proteção da saúde e
integridade dos trabalhadores.

13.3.3 A inspeção de segurança dos equipamentos abrangidos por esta NR deve ser
executada sob a responsabilidade técnica de PLH.
Texto comentado: O item 13.3.3 da NR 13 estabelece que a inspeção de segurança dos
equipamentos mencionados na norma deve ser realizada por um profissional legalmente
habilitado (PLH), ou seja, um engenheiro que tenha competência legal para projetar, operar,
manter e inspecionar caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de
armazenamento. Essa inspeção é fundamental para garantir a integridade estrutural dos
equipamentos e a segurança dos trabalhadores que operam ou estão próximos a eles.

13.3.4 A inspeção de segurança dos equipamentos abrangidos por esta NR deve ser
respaldada por exames e testes, a critério técnico do PLH, observado o disposto em
códigos ou normas aplicáveis.
Texto comentado: O item 13.3.4 da NR 13 estabelece que a inspeção de segurança dos
equipamentos abrangidos por esta norma deve ser apoiada por exames e testes, a critério técnico
do PLH. Isso significa que o engenheiro responsável pela inspeção pode solicitar a realização de
exames e testes adicionais, se julgar necessário, para avaliar adequadamente a integridade
estrutural dos equipamentos. Esses exames e testes devem ser baseados em códigos ou normas

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aplicáveis. O objetivo é garantir que os equipamentos estejam em conformidade com as normas


de segurança e que ofereçam um ambiente de trabalho seguro para os trabalhadores.

[Link] Deve ser observado o histórico dos equipamentos quando existente. Texto
comentado: autoexplicativo.

[Link] Os exames e testes devem ser realizados em condições de segurança para os


executantes e demais trabalhadores envolvidos.
Texto comentado: autoexplicativo.
[Link] A execução de testes pneumáticos ou hidropneumáticos, quando indispensável,
deve ser realizada sob responsabilidade técnica de PLH, com aprovação prévia dos
procedimentos a serem aplicados. (Retificado em 20/10/2022)
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que, caso seja necessário realizar testes
pneumáticos ou hidropneumáticos nos equipamentos abrangidos pela norma, essa atividade deve
ser realizada sob a responsabilidade técnica de um PLH, ou seja, um profissional legalmente
habilitado. Além disso, é importante que sejam aprovados previamente os procedimentos que
serão aplicados para realizar esses testes, garantindo a segurança dos trabalhadores e a
integridade dos equipamentos.

13.3.5 É proibida a inibição dos instrumentos, controles e sistemas de segurança, exceto


quando prevista, de forma provisória, em procedimentos formais de operação e
manutenção ou mediante justificativa formalmente documentada elaborada por
responsável técnico, com prévia análise de risco e anuência do empregador ou de
preposto por ele designado, desde que mantida a segurança operacional.
Texto comentado: Essa regra da NR 13 diz que é proibido desligar ou bloquear os instrumentos,
controles e sistemas de segurança das máquinas e equipamentos, a não ser que seja necessário
para algum procedimento formal de operação ou manutenção ou se tiver uma justificativa bem
documentada e analisada por um profissional especializado, com autorização do empregador.
Mas, mesmo nessas situações, a segurança operacional deve ser mantida, ou seja, não pode
haver riscos para os trabalhadores.

13.3.6 Os instrumentos e sistemas de controle e segurança dos equipamentos


abrangidos por esta NR devem ser mantidos em condições adequadas de uso e
devidamente inspecionados e testados ou, quando aplicável, calibrados.
Texto comentado: Essa regra da NR 13 diz que os instrumentos e sistemas de controle e
segurança dos equipamentos precisam estar sempre em boas condições para serem usados, ou
seja, eles devem estar funcionando corretamente. Além disso, eles devem ser inspecionados e
testados regularmente para garantir que estejam em pleno funcionamento. Em alguns casos, é
necessário calibrá-los para que eles funcionem com precisão. Tudo isso é importante para
garantir a segurança dos trabalhadores que usam esses equipamentos.

13.3.7 Todos os reparos ou alterações em equipamentos abrangidos nesta NR devem


respeitar os respectivos códigos de construção e as prescrições do fabricante no que se
refere a:
a) materiais;
b) procedimentos de execução;
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c) procedimentos de controle de qualidade; e


d) qualificação e certificação de pessoal.
Texto comentado: Essa regra da NR 13 diz que qualquer reparo ou alteração feita em
equipamentos que estão dentro do escopo da norma deve seguir as instruções do fabricante e os
códigos de construção. Isso inclui usar os materiais corretos e seguir os procedimentos de execução
adequados, além de garantir o controle de qualidade do serviço realizado. Também é necessário
que a pessoa responsável pelo reparo ou alteração seja qualificada e certificada para essa tarefa.
Tudo isso é importante para garantir que os equipamentos estejam funcionando corretamente e
de forma segura para os trabalhadores

[Link] Quando não for conhecido o código de construção, deve ser respeitada a
concepção original da caldeira, vaso de pressão, tubulação ou tanque metálico de
armazenamento, empregando-se os procedimentos de controle prescritos pelos códigos
aplicáveis a esses equipamentos.
Texto comentado: Essa regra da NR 13 diz que, caso não seja conhecido o código de construção
de um equipamento (como uma caldeira, vaso de pressão, tubulação ou tanque metálico), é
importante seguir a concepção original do equipamento. Isso significa que as alterações feitas
devem ser parecidas com as originais e seguir os mesmos procedimentos de controle de
qualidade que os códigos aplicáveis exigem para esses equipamentos. Dessa forma, é possível
garantir que as alterações ou reparos feitos mantenham a segurança e integridade do
equipamento.

[Link] A critério técnico do PLH, podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou


procedimentos mais avançados, em substituição aos previstos pelos códigos de
construção.
Texto comentado: Essa regra da NR 13 diz que, a critério técnico do profissional legalmente
habilitado (PLH), é possível usar tecnologias de cálculo ou procedimentos mais avançados em
substituição aos previstos pelos códigos de construção. Isso significa que, em alguns casos, é
possível usar métodos mais modernos e eficientes para realizar os reparos ou alterações nos
equipamentos. No entanto, é importante que esses métodos sejam aprovados pelo PLH
responsável e garantam a segurança e integridade do equipamento, além de atenderem às
normas e regulamentações aplicáveis.

[Link] Projetos de alteração ou reparo devem ser concebidos previamente nas


seguintes situações:

a) sempre que as condições de projeto forem modificadas; ou


Texto comentado: Autoexplicativo.

b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a


segurança.
Texto comentado: Essa regra da NR 13 diz que é necessário conceber previamente um projeto de
alteração ou reparo nas seguintes situações: quando as condições de projeto forem modificadas ou
quando os reparos realizados possam comprometer a segurança. Isso significa que, antes de realizar
qualquer tipo de mudança ou reparo no equipamento, é necessário planejar e desenhar as
modificações que serão feitas. Isso é importante para garantir que as alterações ou reparos não
comprometam a segurança dos trabalhadores ou a integridade do equipamento.

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[Link] Os projetos de alteração e os projetos de reparo devem:


a) ser concebidos ou aprovados por PLH;
b) determinar materiais, procedimentos de execução, controle de qualidade e
qualificação de pessoal; e
Texto comentado: Autoexplicativo.

c) ser divulgados para os empregados do estabelecimento que estão envolvidos com


o equipamento.
Texto comentado: Essa regra da NR 13 diz que os projetos de alteração e reparo devem seguir
algumas etapas importantes. Eles devem ser concebidos ou aprovados por um profissional
legalmente habilitado (PLH) que possua conhecimento técnico suficiente. Além disso, esses
projetos devem determinar os materiais que serão utilizados, os procedimentos de execução
necessários, os controles de qualidade e a qualificação de pessoal que irá executar o trabalho.
Por fim, é importante que esses projetos sejam divulgados para os trabalhadores do
estabelecimento que estejam envolvidos com o equipamento, de forma que todos possam estar
cientes das modificações que serão feitas e das medidas de segurança que devem ser tomadas.
Tudo isso é essencial para garantir que o equipamento continue operando de forma segura e
eficiente.
[Link] Todas as intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em partes que
operem sob pressão devem ser objeto de exames ou testes para controle da qualidade
com parâmetros definidos por PLH, de acordo com códigos ou normas aplicáveis.
Texto comentado: Esse item da NR 13 diz que quando for necessário fazer reparos ou soldas em
equipamentos que trabalham sob pressão, é preciso fazer exames ou testes para garantir que a
qualidade da intervenção está de acordo com as regras estabelecidas pelo PLH. Essas regras
são baseadas em códigos ou normas aplicáveis, que definem quais são os parâmetros que
devem ser seguidos para garantir a segurança do equipamento e das pessoas que o operam.
Isso é importante para evitar acidentes e garantir a segurança no ambiente de trabalho.

13.3.8 Os relatórios de inspeção de segurança dos equipamentos abrangidos por esta NR


devem ser elaborados em até 60 (sessenta) dias ou, no caso de parada geral de
manutenção, em até 90 (noventa) dias.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece um prazo para a elaboração dos relatórios de
inspeção de segurança dos equipamentos que estão sujeitos às regras da norma. Esse relatório
é um documento importante que registra todas as inspeções realizadas e os resultados
encontrados, indicando se o equipamento está em boas condições de segurança ou se precisa de
reparos. De acordo com a norma, esse relatório deve ser elaborado em até 60 dias após a
inspeção, ou em até 90 dias no caso de parada geral de manutenção. É importante respeitar esse
prazo para garantir que o equipamento esteja sempre em boas condições de segurança e evitar
acidentes no ambiente de trabalho.

[Link] Imediatamente após a inspeção de segurança de caldeira, vaso de pressão ou


tanque metálico de armazenamento, deve ser anotada, no respectivo registro de
segurança, previsto nos subitens [Link], [Link] e [Link] desta NR, a condição
operacional e de segurança.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, logo após a realização da inspeção de
segurança em uma caldeira, vaso de pressão ou tanque metálico de armazenamento, deve-se
registrar no respectivo registro de segurança a condição operacional e de segurança do
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equipamento. Esse registro é importante para manter um histórico de todas as inspeções


realizadas e os resultados encontrados, o que ajuda a identificar problemas e realizar reparos
necessários. Os registros de segurança são previstos em outros subitens da NR 13, que definem
as informações que devem constar nesses registros. Essa anotação deve ser feita imediatamente
após a inspeção, para garantir que as informações estejam sempre atualizadas e contribuir para
a segurança no ambiente de trabalho.

[Link] As recomendações decorrentes das inspeções de segurança devem ser


registradas e implementadas pelo empregador, com a determinação de prazos e
responsáveis pela execução.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, após a realização da inspeção de
segurança em uma caldeira, vaso de pressão ou tanque metálico de armazenamento, caso sejam
identificadas recomendações para a melhoria da segurança do equipamento, essas
recomendações devem ser registradas e implementadas pelo empregador. O registro dessas
recomendações é importante para manter um histórico de todas as melhorias realizadas no
equipamento e garantir que as medidas necessárias sejam tomadas para garantir a segurança
dos trabalhadores. Além disso, o empregador deve determinar prazos e responsáveis pela
execução das recomendações, para garantir que as ações sejam realizadas dentro do tempo
necessário e que todas as responsabilidades sejam devidamente atribuídas. Isso contribui para
um ambiente de trabalho mais seguro e para a prevenção de acidentes.

13.3.9 Os relatórios, projetos, certificados e demais documentos previstos nesta NR


podem ser elaborados e armazenados em sistemas informatizados, com segurança da
informação, ou mantidos em mídia eletrônica com assinatura validada por uma
Autoridade Certificadora - AC, assegurados os requisitos de autenticidade, integridade,
disponibilidade, rastreabilidade e irretratabilidade das informações.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que todos os documentos previstos na norma,
como relatórios, projetos e certificados, podem ser elaborados e armazenados em sistemas
informatizados, desde que sejam seguros e atendam a determinados requisitos. Para garantir a
segurança da informação, é importante que a mídia eletrônica utilizada tenha uma assinatura
validada por uma Autoridade Certificadora (AC), o que garante a autenticidade, integridade,
disponibilidade, rastreabilidade e irretratabilidade das informações armazenadas. Esses requisitos
são importantes para assegurar que os documentos não sejam alterados de forma indevida e que
sejam facilmente rastreados, caso seja necessário consultar as informações posteriormente. Além
disso, a utilização de sistemas informatizados para armazenar e gerenciar os documentos da NR
13 pode ser mais eficiente e prático do que os métodos tradicionais de armazenamento em papel.

[Link] No caso de versão impressa de relatórios de inspeção de segurança, as páginas


devem ser numeradas.
Texto comentado: autoexplicativo.

13.3.10 A documentação dos equipamentos abrangidos por esta NR deve permanecer à


disposição para consulta dos operadores, do pessoal de manutenção, de inspeção e das
representações dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes - CIPA, devendo o empregador assegurar pleno acesso a essa
documentação, inclusive à representação sindical da categoria profissional
predominante do estabelecimento, quando formalmente solicitado.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que toda a documentação referente aos
equipamentos abrangidos pela norma deve estar disponível para consulta dos operadores,
É explicitamente proibido o compartilhamento desse material com terceiros!
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pessoal de manutenção, inspeção, representantes dos trabalhadores e do empregador na


Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Isso significa que os documentos
relacionados à segurança dos equipamentos, como relatórios de inspeção e projetos, devem
estar disponíveis para consulta sempre que necessário. Além disso, o empregador deve garantir
o pleno acesso a essa documentação, inclusive para a representação sindical da categoria
profissional predominante do estabelecimento, caso seja formalmente solicitado. Isso é
importante para que todos tenham acesso às informações necessárias para garantir a segurança
dos trabalhadores e prevenir acidentes.

13.3.11 O empregador deve comunicar à autoridade regional competente em matéria


de trabalho e ao sindicato da categoria profissional predominante do estabelecimento a
ocorrência de vazamento, incêndio ou explosão envolvendo equipamentos abrangidos
por esta NR que tenha como consequência uma das situações a seguir: a) morte de
trabalhador(es);
b) internação hospitalar de trabalhador(es); ou
c) eventos de grande proporção.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, em caso de vazamento, incêndio ou
explosão envolvendo equipamentos que estão sujeitos às regras da norma, o empregador deve
comunicar imediatamente à autoridade regional competente em matéria de trabalho e ao
sindicato da categoria profissional predominante do estabelecimento. Essa comunicação deve ser
feita caso ocorra uma das seguintes situações: morte de trabalhadores, internação hospitalar de
trabalhadores ou eventos de grande proporção. Isso é importante para garantir que as
autoridades sejam informadas e possam tomar as medidas necessárias para prevenir acidentes
futuros. Além disso, o sindicato da categoria profissional deve ser informado para que possa
prestar assistência aos trabalhadores afetados e tomar as medidas necessárias para garantir a
segurança dos demais trabalhadores.

[Link] A comunicação deve ser encaminhada até o segundo dia útil após a ocorrência
e deve conter:
a) razão social do empregador, endereço, local, data e hora da ocorrência;
b) descrição da ocorrência;
c) nome e função da(s) vítima(s);
d) procedimentos de investigação adotados;
e) cópia do último relatório de inspeção de segurança do equipamento envolvido; e
f) cópia da Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, em caso de vazamento, incêndio ou
explosão envolvendo equipamentos que estão sujeitos às regras da norma, a comunicação feita
pelo empregador às autoridades competentes e ao sindicato da categoria profissional deve conter
diversas informações importantes. A comunicação deve ser encaminhada até o segundo dia útil
após a ocorrência, e é importante que todas essas informações sejam fornecidas com precisão e
clareza, para que as autoridades possam tomar as medidas necessárias para garantir a segurança
dos trabalhadores e prevenir acidentes futuros. A cópia do último relatório de inspeção de
segurança do equipamento envolvido e a cópia da CAT ajudam a entender melhor o ocorrido e a
tomar as providências necessárias para prevenir acidentes futuros.

É explicitamente proibido o compartilhamento desse material com terceiros!

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[Link] Na ocorrência de acidentes previstos no subitem 13.3.11, o empregador deve


comunicar formalmente a representação sindical dos trabalhadores predominante do
estabelecimento para participar da respectiva investigação.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, em caso de acidentes previstos no subitem
13.3.11, o empregador deve comunicar formalmente a representação sindical dos trabalhadores
predominante do estabelecimento para participar da respectiva investigação. Isso significa que
o sindicato deve ser notificado formalmente e ter a oportunidade de participar da investigação
do acidente, junto com as autoridades competentes e com os próprios trabalhadores afetados,
caso haja. Isso é importante para garantir a transparência e a participação ativa dos
trabalhadores na prevenção de acidentes e na garantia de um ambiente de trabalho seguro.

13.3.12 As caldeiras e vasos de pressão comprovadamente fabricados em série devem


ser certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade, quando
aplicável. (Retificado em 20/10/2022)
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que as caldeiras e vasos de pressão que foram
fabricados em série, ou seja, em grande quantidade e com as mesmas características, devem ser
certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade, quando aplicável.
Esse sistema é responsável por avaliar e certificar a conformidade de produtos com as normas
técnicas brasileiras, garantindo que esses produtos atendam a requisitos de segurança e
qualidade. A certificação é importante para garantir que as caldeiras e vasos de pressão sejam
fabricados de acordo com as normas e especificações técnicas, o que contribui para a segurança
dos trabalhadores que lidam com esses equipamentos. Além disso, a certificação também ajuda
a evitar acidentes causados por falhas de fabricação ou de projeto.

13.3.13 É proibida a construção, importação, comercialização, leilão, locação, cessão a


qualquer título, exposição e utilização de caldeiras e vasos de pressão sem a indicação
do respectivo código de construção no prontuário e na placa de identificação. (Vide linha
de corte - Art. 4º da Portaria MTP nº 1.846, de 01 de julho de 2022)
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que é proibido construir, importar,
comercializar, leiloar, alugar, ceder a qualquer título, expor e utilizar caldeiras e vasos de pressão
sem a indicação do respectivo código de construção no prontuário e na placa de identificação. O
código de construção é uma referência técnica que especifica como as caldeiras e vasos de
pressão devem ser construídos e operados, garantindo a segurança dos trabalhadores que lidam
com esses equipamentos. A placa de identificação é um dispositivo que deve ser fixado na
caldeira ou no vaso de pressão, contendo informações importantes, como a capacidade máxima
de operação, a pressão de trabalho e a temperatura máxima de operação. O prontuário, por sua
vez, é um documento que deve ser mantido atualizado e contém informações detalhadas sobre
o equipamento, como projetos, desenhos, relatórios de inspeção e outros documentos
importantes. A falta dessas informações pode levar a acidentes e colocar em risco a segurança
dos trabalhadores, por isso é proibido utilizar caldeiras e vasos de pressão sem a indicação do
respectivo código de construção no prontuário e na placa de identificação.
13.4 Caldeiras
13.4.1 Disposições Gerais
[Link] Para os propósitos desta NR, as caldeiras devem ser categorizadas da seguinte
forma:
a) caldeiras da categoria A são aquelas cuja pressão de operação é igual ou superior a
1.960 kPa (19,98 kgf/cm²); ou

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b) caldeiras da categoria B são aquelas cuja pressão de operação seja superior a 60 kPa
(0,61 kgf/cm²) e inferior a 1 960 kPa (19,98 kgf/cm2).
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, para os propósitos da norma, as
caldeiras devem ser categorizadas em duas categorias: A e B. As caldeiras da categoria A são
aquelas cuja pressão de operação é igual ou superior a 1.960 kPa (19,98 kgf/cm²). Já as
caldeiras da categoria B são aquelas cuja pressão de operação é superior a 60 kPa (0,61
kgf/cm²) e inferior a 1.960 kPa (19,98 kgf/cm²). Essa categorização é importante porque as
caldeiras de cada categoria requerem diferentes níveis de cuidado e atenção em relação à sua
operação, manutenção e inspeção de segurança. Caldeiras da categoria A, por exemplo, exigem
mais cuidados e medidas de segurança do que caldeiras da categoria B, devido às maiores
pressões envolvidas em sua operação. O conhecimento da categoria da caldeira é importante
para garantir que as medidas de segurança necessárias sejam tomadas de acordo com as
especificações técnicas e a legislação aplicável.

[Link] As caldeiras devem ser dotadas dos seguintes itens:


a) válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior à
Pressão Máxima de Trabalho Admissível - PMTA, respeitados os requisitos do código
de construção relativos a aberturas escalonadas e tolerâncias de pressão de ajuste;
Texto comentado: Válvula de segurança: um dispositivo que alivia a pressão excessiva da
caldeira, protegendo-a contra o risco de explosão. A pressão de abertura da válvula deve ser
ajustada em valor igual ou inferior à Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA), que é a
pressão máxima permitida para a operação da caldeira, de acordo com as especificações
técnicas e a legislação aplicável.

b) instrumento que indique a pressão do vapor acumulado;


Texto comentado: Instrumento de indicação de pressão: um dispositivo que indica a pressão
do vapor acumulado na caldeira, para que os operadores possam monitorar e controlar a
pressão de operação.

c) injetor ou sistema de alimentação de água independente do principal, nas caldeiras


de combustível sólido não atomizado ou com queima em suspensão;
Texto comentado: Sistema de alimentação de água independente: um sistema de alimentação
de água que é independente do sistema principal de alimentação, que é usado em caldeiras de
combustível sólido não atomizado ou com queima em suspensão. Esse sistema é importante
para garantir a segurança e a eficiência da caldeira, mantendo a pressão e a temperatura
adequadas.

d) sistema dedicado de drenagem rápida de água em caldeiras de recuperação de álcalis,


com ações automáticas após acionamento pelo operador; e
Texto comentado: Sistema de drenagem rápida de água: um sistema dedicado de drenagem
rápida de água que é usado em caldeiras de recuperação de alcalis, com ações automáticas
após acionamento pelo operador. Esse sistema é importante para prevenir o acúmulo de água
na caldeira, que pode causar corrosão e outros danos.

e) sistema automático de controle do nível de água com intertravamento que evite o


superaquecimento por alimentação deficiente.
Texto comentado: Sistema automático de controle de nível de água: um sistema automático
que controla o nível de água na caldeira, evitando o superaquecimento por alimentação
deficiente. Esse sistema é importante para garantir a segurança dos trabalhadores e prevenir
acidentes causados pelo superaquecimento da caldeira.
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[Link] Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo, em local de fácil acesso e visível,
placa de identificação indelével com, no mínimo, as seguintes informações: a) nome do
fabricante;
b) número de ordem dado pelo fabricante da caldeira;
c) ano de fabricação;
d) pressão máxima de trabalho admissível;
e) capacidade de produção de vapor;
f) área de superfície de aquecimento; e
g) código de construção e ano de edição.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que toda caldeira deve ter uma placa de
identificação afixada em seu corpo, em local de fácil acesso e visível. Essa placa de identificação
deve conter informações importantes sobre a caldeira, incluindo o nome do fabricante, o
número de ordem dado pelo fabricante da caldeira, o ano de fabricação, a pressão máxima de
trabalho admissível, a capacidade de produção de vapor, a área de superfície de aquecimento
e o código de construção e ano de edição. Essas informações são cruciais para garantir a
segurança dos trabalhadores que operam a caldeira, pois elas ajudam a identificar as
especificações técnicas da caldeira, bem como suas limitações e capacidades. Além disso, a
placa de identificação indelével é uma forma de certificar que a caldeira foi construída de
acordo com os padrões técnicos e normas de segurança aplicáveis. A manutenção da placa de
identificação é de responsabilidade do empregador e é importante para garantir a integridade
das informações contidas nela.
[Link] Além da placa de identificação, deve constar, em local visível, a categoria da
caldeira e seu número ou código de identificação.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, além da placa de identificação com
informações técnicas da caldeira, também é obrigatório que conste em local visível a categoria
da caldeira e seu número ou código de identificação. Essa informação é importante para facilitar
a identificação da caldeira e para garantir que ela esteja sendo operada dentro dos limites de
segurança estabelecidos para a categoria em que se enquadra. A categoria da caldeira é definida
pela pressão de operação, conforme descrito no item [Link] da NR 13. As caldeiras da categoria
A são aquelas cuja pressão de operação é igual ou superior a 1.960 kPa (19,98 kgf/cm²),
enquanto as caldeiras da categoria B são aquelas cuja pressão de operação é superior a 60 kPa
(0,61 kgf/cm²) e inferior a 1.960 kPa (19,98 kgf/cm²). O número ou código de identificação é uma
forma de identificar a caldeira individualmente e pode ser usado para rastrear sua história de
manutenção e inspeção. Essa informação deve estar visível em local fácil de ser identificado pelos
trabalhadores que operam a caldeira, para que possam identificar a caldeira corretamente e
evitar acidentes.

[Link] Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, a


seguinte documentação devidamente atualizada:
a) prontuário da caldeira, fornecido por seu fabricante, contendo as seguintes
informações:
I - código de construção e ano de edição;
II - especificação dos materiais;
III - procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção final;
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IV - metodologia para estabelecimento da PMTA;


V - registros da execução do teste hidrostático de fabricação;
VI - conjunto de desenhos e demais dados necessários ao monitoramento da vida útil
da caldeira;
VII - características funcionais;
VIII - dados dos dispositivos de segurança;
IX - ano de fabricação; e
X - categoria da caldeira;
b) registro de segurança;
c) projeto de instalação;
d) projeto de alteração ou reparo;
e) relatórios de inspeção de segurança; e
f) certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança.
Texto comentado: O item da NR 13 exige que caldeiras tenham documentações atualizadas
para garantir a segurança. Esses documentos incluem o prontuário da caldeira, registro de
segurança, projeto de instalação, projeto de alteração ou reparo, relatórios de inspeção de
segurança e certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança. Essas informações
são essenciais para garantir a segurança da caldeira e dos trabalhadores. Os documentos
devem estar disponíveis no local da caldeira, ser atualizados e acessíveis para consulta.

[Link] Quando inexistente ou extraviado, o prontuário da caldeira deve ser


reconstituído pelo empregador, com responsabilidade técnica do fabricante ou de PLH,
sendo imprescindível a reconstituição das características funcionais, dos dados dos
dispositivos de segurança e da memória de cálculo da PMTA.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que, caso o prontuário da caldeira esteja
extraviado ou inexistente, o empregador é responsável por reconstituí-lo. Essa reconstituição
deve ser feita com a responsabilidade técnica do fabricante da caldeira ou de um Profissional
Legalmente Habilitado (PLH), que é uma pessoa com formação e habilitação profissional para
realizar atividades relacionadas à segurança de equipamentos que operam sob pressão. Durante
a reconstituição do prontuário, é imprescindível que sejam reconstituídas as características
funcionais da caldeira, os dados dos dispositivos de segurança e a memória de cálculo da Pressão
Máxima de Trabalho Admissível (PMTA), que é a pressão máxima que a caldeira pode operar
com segurança. É importante que o empregador mantenha o prontuário da caldeira sempre
atualizado e disponível para consulta, para garantir a segurança dos trabalhadores que operam
e mantêm a caldeira. Caso haja qualquer alteração na caldeira, como reparos ou modificações,
é necessário atualizar o prontuário para refletir essas mudanças.

[Link] Quando a caldeira for vendida ou transferida de estabelecimento, os


documentos mencionados nas alíneas “a”, “d”, e “e” do subitem [Link] devem
acompanhá-la.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] diz que quando uma caldeira for
vendida ou transferida de um lugar para outro, alguns documentos muito importantes devem
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ser enviados junto com ela. Esses documentos incluem informações sobre o projeto, instalação e
manutenção da caldeira. Isso é muito importante para garantir a segurança das pessoas que vão
trabalhar com ela, pois esses documentos ajudam a entender melhor como ela funciona e como
deve ser operada com segurança.

[Link] O registro de segurança deve ser constituído por livro de páginas numeradas,
pastas ou sistema informatizado onde serão registradas:
a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança da
caldeira, inclusive alterações nos prazos de inspeção; e
b) as ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, devendo
constar a condição operacional da caldeira, o nome legível e assinatura de PLH e do
operador de caldeira presente na ocasião da inspeção.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] diz que é muito importante
registrar todas as ocorrências que possam influenciar na segurança da caldeira, como por
exemplo, mudanças nos prazos de inspeção. Esse registro deve ser feito em um livro, pasta ou
sistema informatizado, e deve conter informações sobre as inspeções de segurança realizadas
na caldeira, incluindo a condição operacional da caldeira e as assinaturas do profissional
responsável pela inspeção (PLH) e do operador de caldeira presente na ocasião. Esses
registros são muito importantes para garantir a segurança das pessoas que trabalham com a
caldeira, pois permitem acompanhar a condição da caldeira ao longo do tempo e identificar
eventuais problemas que possam colocar em risco a segurança dos trabalhadores.

[Link] Caso a caldeira venha a ser considerada inadequada para uso, o registro de
segurança deve conter tal informação e receber encerramento formal.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] diz que se a caldeira for considerada
inadequada para uso, essa informação deve ser registrada no registro de segurança. Isso significa
que se a caldeira não estiver funcionando de forma segura ou se não for possível corrigir os
problemas de segurança, ela deve ser desativada. Essa informação deve ser registrada no livro,
pasta ou sistema informatizado utilizado para o registro de segurança e o encerramento deve ser
formalizado. Isso é muito importante para garantir que a caldeira não seja utilizada novamente,
evitando possíveis acidentes e protegendo a segurança dos trabalhadores.

13.4.2 Instalação de caldeiras


Texto comentado: autoexplicativo.

[Link] A autoria do projeto de instalação de caldeiras é de responsabilidade de PLH, e


deve obedecer aos aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos nas normas
regulamentadoras, convenções e disposições legais aplicáveis.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] diz que a responsabilidade pelo
projeto de instalação da caldeira é do profissional legalmente habilitado (PLH). Esse profissional
deve seguir todas as normas regulamentadoras, convenções e disposições legais aplicáveis para
garantir que a instalação da caldeira seja feita de forma segura e que não coloque em risco a
saúde e o meio ambiente. Isso é muito importante para evitar acidentes e danos à saúde dos
trabalhadores e do meio ambiente, além de garantir que a caldeira opere de forma eficiente e
confiável.
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[Link] As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em local


específico para tal fim, denominado casa de caldeiras ou área de caldeiras.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] diz que as caldeiras devem ser
instaladas em um local específico, que é chamado de casa de caldeiras ou área de caldeiras. Esse
local deve ser projetado especialmente para receber as caldeiras, levando em consideração
aspectos de segurança e proteção ao meio ambiente. A instalação da caldeira em um local
específico é importante para garantir que ela esteja em um ambiente seguro e protegido,
evitando possíveis acidentes ou danos ao meio ambiente. Além disso, a instalação em uma área
específica facilita a manutenção e a inspeção da caldeira, permitindo que seja verificada
regularmente a sua condição operacional e garantindo que ela opere de forma eficiente e
confiável.

[Link] Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a área de caldeiras deve
satisfazer os seguintes requisitos:
a) estar afastada, no mínimo, três metros de outras instalações do estabelecimento, dos
depósitos de combustíveis, excetuando-se reservatórios para partida com até dois mil
litros de capacidade, do limite de propriedade de terceiros e do limite com as vias
públicas;
b) dispor de pelo menos duas saídas amplas, permanentemente desobstruídas,
sinalizadas e dispostas em direções distintas;
c) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à manutenção da caldeira,
sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam
a queda de pessoas;
d) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado, provenientes
da combustão, para fora da área de operação, atendendo às normas ambientais
vigentes;
e) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes; e
f) ter sistema de iluminação de emergência caso opere à noite.
Texto comentado: Esses requisitos são muito importantes para garantir a segurança das
pessoas que trabalham com a caldeira e para proteger o meio ambiente. A instalação da
caldeira em um local adequado e seguro, com as devidas condições de ventilação, iluminação
e acesso, ajuda a prevenir acidentes e garante que a caldeira funcione de forma eficiente e
confiável.

[Link] Quando a caldeira estiver instalada em ambiente fechado, a casa de caldeiras


deve satisfazer os seguintes requisitos:
a) constituir prédio separado, construído de material resistente ao fogo, podendo ter
apenas uma parede adjacente a outras instalações do estabelecimento, porém com
as outras paredes afastadas de, no mínimo, três metros de outras instalações, do
limite de propriedade de terceiros, do limite com as vias públicas e de depósitos de
combustíveis, excetuando-se reservatórios para partida com até dois mil litros de
capacidade;

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b) dispor de pelo menos duas saídas amplas, permanentemente desobstruídas,


sinalizadas e dispostas em direções distintas;
c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas;

d) dispor de sensor para detecção de vazamento de gás, quando se tratar de caldeira a


combustível gasoso;
e) não ser utilizada para qualquer outra finalidade;
f) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à manutenção da caldeira,
sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam
a queda de pessoas;
g) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado, provenientes
da combustão, para fora da área de operação, atendendo às normas ambientais
vigentes; e
h) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes e ter sistema de iluminação
de emergência.
Texto comentado: Esses requisitos são muito importantes para garantir a segurança das
pessoas que trabalham com a caldeira e para proteger o meio ambiente. A instalação da
caldeira em uma casa de caldeiras adequada, com as devidas condições de ventilação,
iluminação e acesso, ajuda a prevenir acidentes e garante que a caldeira funcione de forma
eficiente e confiável.

[Link] Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto nos subitens [Link]
e [Link], deve ser elaborado projeto alternativo de instalação, com medidas
complementares de segurança que permitam a atenuação dos riscos, comunicando
previamente à representação sindical da categoria profissional predominante do
estabelecimento.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] diz que se o estabelecimento não
puder atender aos requisitos estabelecidos nos itens [Link] e [Link] para a instalação da
caldeira, deve ser elaborado um projeto alternativo de instalação que contenha medidas
complementares de segurança capazes de atenuar os riscos. Essas medidas devem ser
planejadas por um profissional legalmente habilitado e comunicadas previamente à
representação sindical da categoria profissional predominante do estabelecimento. Essa medida
é importante para garantir a segurança dos trabalhadores e do meio ambiente, mesmo que o
local não possua todas as condições ideais para a instalação da caldeira. Com o projeto
alternativo, é possível identificar medidas complementares de segurança que permitam a
atenuação dos riscos, garantindo que a caldeira opere de forma segura e confiável. Além disso,
a comunicação prévia à representação sindical da categoria profissional predominante do
estabelecimento garante que as medidas propostas sejam debatidas e validadas, garantindo a
segurança e a saúde dos trabalhadores.

[Link] As caldeiras classificadas na categoria A devem possuir painel de instrumentos


instalados em sala de controle, construída segundo o que estabelecem as normas
regulamentadoras aplicáveis.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. As caldeiras são classificadas em categorias de
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acordo com o risco que representam para a segurança. O item [Link] estabelece que as
caldeiras classificadas na categoria A devem possuir um painel de instrumentos instalado em
uma sala de controle, construída de acordo com as normas regulamentadoras aplicáveis. O
painel de instrumentos é um conjunto de dispositivos e equipamentos que permitem o
monitoramento e o controle da caldeira. Na sala de controle, o operador da caldeira pode
visualizar as informações de funcionamento da caldeira e realizar ajustes quando necessário.
Essa medida é importante para garantir a segurança dos trabalhadores e do meio ambiente, já
que a caldeira pode representar um risco mais elevado para a segurança quando classificada na
categoria A. A construção da sala de controle deve seguir as normas regulamentadoras
aplicáveis para garantir que o ambiente seja seguro e proporcione as condições necessárias para
o controle adequado da caldeira.

13.4.3 Segurança na operação de caldeiras

[Link] Toda caldeira deve possuir manual de operação atualizado, em língua


portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores, contendo no mínimo: a)
procedimentos de partidas e paradas;
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;
c) procedimentos para situações de emergência; e
d) procedimentos gerais de segurança, de saúde e de preservação do meio ambiente.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] estabelece que toda caldeira deve
possuir um manual de operação atualizado em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos
operadores. Esse manual deve conter informações importantes para a operação segura da
caldeira. O manual de operação é importante porque orienta os operadores sobre como operar
a caldeira de forma segura e eficiente. As informações contidas no manual ajudam a prevenir
acidentes e minimizar os riscos de danos à saúde e ao meio ambiente. É importante que o
manual seja atualizado com regularidade para refletir quaisquer alterações feitas na operação
da caldeira. Além disso, o manual deve ser mantido em um local de fácil acesso aos operadores,
para que possam consultá-lo sempre que necessário.

[Link] A qualidade da água deve ser controlada e tratamentos devem ser


implementados, quando necessários, para compatibilizar suas propriedades físico-
químicas com os parâmetros de operação da caldeira definidos pelo fabricante.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] estabelece que a qualidade da água
usada na caldeira deve ser controlada e tratamentos devem ser implementados quando
necessário para compatibilizar suas propriedades físico-químicas com os parâmetros de operação
da caldeira definidos pelo fabricante. A qualidade da água usada na caldeira é muito importante,
já que a água inadequada pode levar a problemas de corrosão e incrustação nas superfícies
internas da caldeira. Além disso, a água inadequada pode reduzir a eficiência da caldeira e
aumentar os custos de manutenção. Por isso, é importante controlar a qualidade da água usada
na caldeira e implementar tratamentos quando necessário para ajustar suas propriedades
físicoquímicas de acordo com os parâmetros de operação definidos pelo fabricante. Os
tratamentos mais comuns incluem a adição de produtos químicos, como sulfato de alumínio ou
polifosfato, para evitar a corrosão e incrustação. Além disso, é importante realizar análises
periódicas da qualidade da água usada na caldeira para garantir que ela esteja dentro dos padrões
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estabelecidos. O controle da qualidade da água é um fator importante na manutenção da caldeira


e na prevenção de acidentes e danos ao meio ambiente.

[Link] Toda caldeira deve estar, obrigatoriamente, sob operação e controle de


operador de caldeira.
Texto comentado: autoexplicativo.

[Link] É considerado operador de caldeira aquele que cumprir o disposto no item 1.1
do Anexo I desta NR.
Texto comentado: autoexplicativo.

13.4.4 Inspeção de segurança de caldeiras


[Link] As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial, periódica e
extraordinária.
Texto comentado: autoexplicativo.

[Link] A inspeção de segurança inicial deve ser feita em caldeiras novas, antes da
entrada em funcionamento, no local definitivo de instalação, devendo compreender
exame interno, externo e teste de pressão.
Texto comentado: A NR 13 é uma norma que estabelece regras de segurança para o uso de
caldeiras em diversos ambientes de trabalho. O item [Link] estabelece que a inspeção de
segurança inicial deve ser realizada em caldeiras novas antes da entrada em funcionamento, no
local definitivo de instalação. Essa inspeção é importante para garantir que a caldeira esteja em
boas condições e não apresente riscos à segurança. A inspeção de segurança inicial envolve três
etapas: exame interno, exame externo e teste de pressão. O exame interno é feito por um
profissional habilitado e consiste em verificar a condição interna da caldeira, como a presença de
corrosão, trincas ou outras irregularidades. O exame externo é feito para verificar as condições
externas da caldeira, como vazamentos ou deformações. O teste de pressão consiste em submeter
a caldeira a uma pressão maior do que a normal para verificar sua resistência. A inspeção de
segurança inicial é importante porque garante que a caldeira seja instalada corretamente e esteja
em boas condições antes de entrar em operação. Isso ajuda a prevenir acidentes e reduzir os riscos
de danos à saúde e ao meio ambiente. É importante que essa inspeção seja feita por um
profissional habilitado e que o resultado seja registrado no livro de registro de segurança da
caldeira.

[Link] As caldeiras devem, obrigatoriamente, ser submetidas a Teste Hidrostático - TH


em sua fase de fabricação, com comprovação por meio de laudo assinado por PLH.
Texto comentado: Essa é uma regra de segurança para caldeiras, que são equipamentos que
produzem vapor e podem causar acidentes graves se não forem construídas corretamente. A regra
diz que todas as caldeiras devem passar por um teste hidrostático durante a fase de fabricação, o
que significa que elas são preenchidas com água e submetidas a uma pressão maior do que a
normal para verificar se há vazamentos ou falhas na estrutura. Esse teste deve ser realizado por
um profissional habilitado, chamado PLH, que vai emitir um laudo comprovando que a caldeira
passou no teste e está segura para ser usada. Isso garante que a caldeira seja fabricada de forma
segura e reduz o risco de acidentes para os trabalhadores que lidam com ela.

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[Link].1 Na falta de comprovação documental de que o TH tenha sido realizado na fase


de fabricação, se aplicará o disposto a seguir:
a) para as caldeiras fabricadas ou importadas a partir de 2 de maio de 2014, o TH
correspondente ao da fase de fabricação deve ser feito durante a inspeção de
segurança inicial; ou

b) para as caldeiras em operação antes de 2 de maio de 2014, a execução do TH


correspondente ao da fase de fabricação fica a critério técnico do PLH e, caso este
julgue necessário, deve ser executado até a próxima inspeção de segurança periódica
interna.
Texto comentado: Essa é uma regra de segurança para as caldeiras que não possuem
documentação comprobatória de que o teste hidrostático (TH) foi realizado durante a fase de
fabricação. Nesses casos, existem duas opções a serem seguidas:
a) Para caldeiras fabricadas ou importadas após 2 de maio de 2014, o TH que deveria ter sido
feito na fase de fabricação deve ser realizado durante a inspeção de segurança inicial. Isso
significa que, mesmo que o TH não tenha sido feito na fase de fabricação, a caldeira ainda pode
ser utilizada se o TH for realizado e aprovado durante a inspeção de segurança inicial.
b) Para caldeiras em operação antes de 2 de maio de 2014, a realização do TH correspondente
ao da fase de fabricação é opcional e fica a critério técnico do PLH (profissional habilitado). Se
o PLH julgar necessário, o TH deve ser realizado até a próxima inspeção de segurança periódica
interna. Isso significa que, se o PLH acredita que o TH é necessário para garantir a segurança
da caldeira, ele pode solicitar que o teste seja realizado antes da próxima inspeção de
segurança periódica interna.

[Link] A inspeção de segurança periódica, constituída por exames interno e externo,


deve ser executada nos seguintes prazos máximos: a) doze meses para caldeiras das
categorias A e B;
b) dezoito meses para caldeiras de recuperação de álcalis de qualquer categoria;
c) vinte e quatro meses para caldeiras da categoria A, desde que aos doze meses
sejam testadas as pressões de abertura das válvulas de segurança; ou
d) trinta meses para caldeiras de categoria B com sistema de gerenciamento de
combustão - SGC que atendam ao disposto no Anexo IV desta NR.
Texto comentado: Esse é um requisito de segurança que estabelece prazos para a realização de
inspeções de segurança periódicas em caldeiras, que são equipamentos que produzem vapor e
podem causar acidentes graves se não forem mantidos em condições seguras. Essas inspeções
devem ser compostas por exames interno e externo e devem ser realizadas nos seguintes prazos
máximos:
a) Doze meses para caldeiras das categorias A e B: Isso significa que caldeiras dessas
categorias devem passar por uma inspeção de segurança periódica a cada 12 meses.
b) Dezoito meses para caldeiras de recuperação de álcalis de qualquer categoria: Para
caldeiras de recuperação de álcalis, o prazo para inspeção é de 18 meses.
c) Vinte e quatro meses para caldeiras da categoria A, desde que aos doze meses sejam
testadas as pressões de abertura das válvulas de segurança: Caldeiras da categoria A podem ter

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um prazo maior de 24 meses para inspeção, desde que aos 12 meses seja realizado um teste de
pressão nas válvulas de segurança.
d) Trinta meses para caldeiras de categoria B com sistema de gerenciamento de combustão –
SGC que atendam ao disposto no Anexo IV desta NR: Caldeiras da categoria B com sistema de
gerenciamento de combustão que atendam ao disposto no Anexo IV desta NR podem ter um prazo
maior de 30 meses para inspeção. Essas inspeções periódicas são importantes para garantir que
as caldeiras estejam em condições seguras de operação e que os trabalhadores que lidam com
elas estejam protegidos contra acidentes.

[Link] Estabelecimentos que possuam SPIE, conforme estabelecido no Anexo II, podem
estender os períodos entre inspeções de segurança, respeitando os seguintes prazos
máximos:

a) vinte e quatro meses para as caldeiras de recuperação de álcalis;


b) vinte e quatro meses para as caldeiras da categoria B;
c) trinta meses para caldeiras da categoria A; ou
d) quarenta e oito meses para caldeiras de categoria A com Sistema Instrumentado de
Segurança - SIS, que atendam ao disposto no Anexo IV desta NR.
Texto comentado: Esse é um requisito de segurança que estabelece prazos maiores entre as
inspeções de segurança para caldeiras em estabelecimentos que possuam SPIE (Sistemas de
Proteção Instrumentados e Elétricos) instalados, conforme estabelecido no Anexo II da NR 13.
Esses prazos máximos são:
a) Vinte e quatro meses para as caldeiras de recuperação de álcalis: Isso significa que caldeiras
desse tipo podem ter um prazo maior de 24 meses para inspeção.
b) Vinte e quatro meses para as caldeiras da categoria B: Caldeiras da categoria B também
podem ter um prazo maior de 24 meses para inspeção.
c) Trinta meses para caldeiras da categoria A: Caldeiras da categoria A podem ter um prazo
maior de 30 meses para inspeção.
d) Quarenta e oito meses para caldeiras de categoria A com Sistema Instrumentado de
Segurança- SIS, que atendam ao disposto no Anexo IV desta NR: Caldeiras da categoria A com SIS
que atendam ao disposto no Anexo IV desta NR podem ter um prazo ainda maior de 48 meses para
inspeção.
Esses prazos maiores são permitidos porque os SPIE são sistemas que ajudam a garantir a
segurança das caldeiras e a prevenir acidentes. No entanto, é importante lembrar que mesmo com
os prazos maiores, as inspeções periódicas são essenciais para garantir que as caldeiras estejam
em condições seguras de operação.

[Link] No máximo, ao completar vinte e cinco anos de uso, na sua inspeção


subsequente, as caldeiras devem ser submetidas a uma avaliação de integridade com
maior abrangência, de acordo com códigos ou normas aplicáveis, para determinar a sua
vida remanescente e novos prazos máximos para inspeção, caso ainda estejam em
condições de uso.
Texto comentado: Esse é um requisito de segurança para caldeiras que determina que, ao
completar 25 anos de uso, elas devem passar por uma avaliação mais abrangente para determinar
se ainda estão em condições seguras de uso. Essa avaliação deve seguir códigos e normas
aplicáveis e deve determinar a vida remanescente da caldeira, ou seja, quanto tempo ela ainda
pode ser utilizada com segurança. Com base nessa avaliação, novos prazos máximos para
inspeção devem ser estabelecidos, caso a caldeira ainda esteja em condições de uso. Isso significa
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que após 25 anos de uso, a caldeira deve passar por uma análise mais detalhada para determinar
se ela ainda é segura para operação. Se a avaliação indicar que a caldeira está em condições
seguras de uso, novos prazos máximos para inspeção devem ser estabelecidos. Porém, se a
avaliação indicar que a caldeira não está mais em condições seguras de uso, ela deve ser
substituída ou reparada antes de poder ser utilizada novamente.

[Link] As válvulas de segurança de caldeiras devem ser desmontadas, inspecionadas e


testadas com prazo adequado à sua manutenção, porém, não superior ao previsto para
a inspeção de segurança periódica das caldeiras por elas protegidas, de acordo com os
subitens [Link] e [Link].
Texto comentado: Esse é um requisito de segurança que se refere às válvulas de segurança das
caldeiras, que são componentes essenciais para garantir a segurança do equipamento. Esse
requisito estabelece que essas válvulas devem ser desmontadas, inspecionadas e testadas
regularmente, com um prazo adequado para a sua manutenção, porém, não superior ao prazo
máximo estabelecido para a inspeção de segurança periódica da caldeira por elas protegidas, de
acordo com os subitens [Link] e [Link]. Isso significa que as válvulas de segurança das
caldeiras devem ser regularmente desmontadas, inspecionadas e testadas para garantir que elas
estejam funcionando corretamente e protegendo a caldeira de maneira adequada. O prazo
adequado para a manutenção dessas válvulas deve ser estabelecido de acordo com a frequência
da inspeção de segurança periódica da caldeira que elas protegem, conforme estabelecido nos
subitens [Link] e [Link] da NR 13. Dessa forma, ao garantir que as válvulas de segurança
estejam em boas condições, é possível prevenir acidentes graves e proteger a integridade física
dos trabalhadores que lidam com as caldeiras.

[Link].1 Em situações excepcionais, devidamente justificadas por PLH, as válvulas de


segurança que não atendam ao disposto no subitem [Link] podem ser testadas no
campo, com uma frequência compatível com o histórico operacional destes dispositivos.
Texto comentado: Esse é um requisito de segurança que trata de uma exceção para o teste de
válvulas de segurança de caldeiras. Em situações excepcionais, que devem ser devidamente
justificadas por um profissional habilitado (PLH), as válvulas de segurança que não atendam a o
disposto no subitem [Link] podem ser testadas no campo, com uma frequência compatível com
o histórico operacional desses dispositivos. Isso significa que em algumas situações, as válvulas de
segurança das caldeiras podem não estar em conformidade com os requisitos estabelecidos no
subitem [Link] da NR 13, o que pode requerer a realização de testes em campo para avaliar a
sua eficiência. Nesses casos, um profissional habilitado pode justificar a necessidade de testes em
campo e definir uma frequência adequada para esses testes, com base no histórico operacional
das válvulas de segurança. No entanto, é importante ressaltar que essa exceção só deve ser
aplicada em situações excepcionais e justificadas, e que a inspeção e manutenção adequadas das
válvulas de segurança são essenciais para garantir a segurança da caldeira e a proteção dos
trabalhadores que lidam com ela.

[Link] Além do disposto no subitem [Link], as válvulas de segurança instaladas em


caldeiras de categoria B devem ser testadas periodicamente conforme segue:
a) pelo menos uma vez por mês, mediante acionamento manual da alavanca durante a
operação de caldeiras sem tratamento de água, exceto para aquelas que vaporizem
fluido térmico; ou

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b) as caldeiras que operem com água tratada devem ter a alavanca acionada
manualmente, de acordo com as prescrições do fabricante.
Texto comentado: Esse é um requisito de segurança específico para as válvulas de segurança
instaladas em caldeiras da categoria B. Além do que está estabelecido no subitem [Link], esse
requisito determina que essas válvulas devem ser testadas periodicamente de acordo com as
seguintes diretrizes:
a) Pelo menos uma vez por mês, mediante acionamento manual da alavanca durante a
operação de caldeiras sem tratamento de água, exceto para aquelas que vaporizem fluido térmico:
Isso significa que as válvulas de segurança de caldeiras da categoria B que não utilizam tratamento
de água devem ser testadas manualmente pelo menos uma vez por mês, durante a operação da
caldeira, acionando a alavanca manualmente.
b) As caldeiras que operem com água tratada devem ter a alavanca acionada manualmente,
de acordo com as prescrições do fabricante: Para as caldeiras da categoria B que utilizam
tratamento de água, as válvulas de segurança devem ser testadas manualmente de acordo com
as instruções do fabricante.
Esses testes são importantes para garantir que as válvulas de segurança estejam funcionando
corretamente e possam proteger a caldeira de maneira eficaz. As caldeiras da categoria B são
consideradas de menor risco do que as caldeiras da categoria A, mas ainda assim requerem
cuidados especiais para garantir a segurança dos trabalhadores e a integridade do equipamento.

[Link] Adicionalmente aos testes prescritos nos subitens [Link] e [Link], as


válvulas de segurança instaladas em caldeiras podem ser submetidas a testes de
acumulação, a critério técnico do PLH.
Texto comentado: Esse é um requisito de segurança adicional para as válvulas de segurança
instaladas em caldeiras. Além dos testes prescritos nos subitens [Link] e [Link], que devem ser
realizados periodicamente, as válvulas de segurança podem ser submetidas a testes de
acumulação, a critério técnico do profissional habilitado (PLH). Isso significa que, em algumas
situações, um PLH pode decidir que é necessário realizar um teste de acumulação nas válvulas de
segurança da caldeira, além dos testes regulares estabelecidos nos subitens [Link] e [Link]. O
teste de acumulação é um procedimento específico que avalia a capacidade da válvula de
segurança de lidar com uma quantidade maior de pressão do que a pressão de operação normal
da caldeira. Esses testes adicionais são importantes para garantir que as válvulas de segurança
estejam funcionando corretamente e possam proteger a caldeira de maneira eficaz em situações
de emergência. O PLH é responsável por determinar se esses testes adicionais são necessários e
deve tomar as medidas necessárias para garantir a segurança da caldeira e dos trabalhadores que
lidam com ela.

[Link] A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes


oportunidades:
a) sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra ocorrência capaz de
comprometer sua segurança;

b) quando a caldeira for submetida a alteração ou reparo importante capaz de alterar


suas condições de segurança;
c) antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa por
mais de seis meses; ou

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d) quando houver mudança de local de instalação da caldeira.


Texto comentado: Esse é um requisito de segurança que estabelece a necessidade de realização
de uma inspeção de segurança extraordinária em algumas situações específicas envolvendo as
caldeiras. Essas inspeções são importantes para garantir a segurança do equipamento e dos
trabalhadores que lidam com ele. As situações em que deve ser realizada uma inspeção de
segurança extraordinária são as seguintes:
a) Sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra ocorrência capaz de
comprometer sua segurança: Quando a caldeira sofrer danos causados por acidentes ou outras
ocorrências que possam comprometer a sua segurança, é necessário realizar uma inspeção de
segurança extraordinária antes de colocá-la novamente em operação.
b) Quando a caldeira for submetida a alteração ou reparo importante capaz de alterar suas
condições de segurança: Se a caldeira passar por alguma alteração ou reparo importante que
possa afetar a sua segurança, é necessário realizar uma inspeção de segurança extraordinária
antes de colocá-la novamente em operação.
c) Antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa por mais
dezesseis meses: Quando a caldeira ficar inativa por um período superior a seis meses, é necessário
realizar uma inspeção de segurança extraordinária antes de colocá-la novamente em operação.
d) Quando houver mudança de local de instalação da caldeira: Se a caldeira for transferida
para um novo local de instalação, é necessário realizar uma inspeção de segurança extraordinária
antes de colocá-la novamente em operação.
Essas inspeções de segurança extraordinárias são fundamentais para garantir que a caldeira
esteja em condições seguras de uso e podem ser realizadas por profissionais habilitados.

[Link] O empregador deve informar à representação sindical da categoria profissional


predominante do estabelecimento, quando demandado formalmente, num prazo
máximo de 30 (trinta) dias após o término da inspeção de segurança periódica, a
condição operacional da caldeira.
Texto comentado: Esse é um requisito relacionado à comunicação entre o empregador e a
representação sindical dos trabalhadores. Após a realização da inspeção de segurança periódica
da caldeira, o empregador deve informar à representação sindical da categoria profissional
predominante do estabelecimento, quando demandado formalmente. Essa informação deve ser
fornecida no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o término da inspeção de segurança periódica
e deve incluir informações sobre a condição operacional da caldeira. Isso permite que a
representação sindical esteja informada sobre as condições de segurança da caldeira e possa atuar
para garantir a segurança dos trabalhadores que lidam com ela.
É importante que o empregador esteja atento a esse requisito e cumpra com sua obrigação de
informar a representação sindical quando demandado formalmente. A colaboração entre
empregador e representação sindical é fundamental para garantir a segurança dos trabalhadores
e o cumprimento das normas de segurança previstas na NR 13.

[Link].1 Mediante o recebimento de requisição formal, o empregador deve


encaminhar à representação sindical da categoria profissional predominante do
estabelecimento, no prazo máximo de 10 (dez) dias após a sua elaboração, a cópia do
relatório de inspeção.
Texto comentado: Esse é um requisito adicional relacionado à comunicação entre o empregador
e a representação sindical dos trabalhadores. Se a representação sindical solicitar formalmente, o
empregador deve encaminhar uma cópia do relatório de inspeção de segurança da caldeira no
prazo máximo de 10 (dez) dias após a sua elaboração.
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O relatório de inspeção de segurança é um documento importante que contém informações


detalhadas sobre a condição operacional da caldeira e as medidas necessárias para garantir a sua
segurança. O envio desse relatório para a representação sindical permite que eles estejam
informados sobre as condições de segurança da caldeira e possam atuar em conjunto com o
empregador para garantir a segurança dos trabalhadores.
É importante que o empregador esteja atento a esse requisito e cumpra com sua obrigação de
enviar o relatório de inspeção de segurança quando solicitado pela representação sindical. A
colaboração entre empregador e representação sindical é fundamental para garantir a segurança
dos trabalhadores e o cumprimento das normas de segurança previstas na NR 13.

[Link].2 A representação sindical da categoria profissional predominante do


estabelecimento pode solicitar ao empregador que seja enviada, de maneira regular,
cópia do relatório de inspeção de segurança da caldeira, no prazo de trinta dias após a
sua elaboração, ficando o empregador desobrigado de atender ao contido nos subitens
[Link] e [Link].1.
Texto comentado: Esse é um requisito adicional relacionado à comunicação entre o empregador
e a representação sindical dos trabalhadores. A representação sindical da categoria profissional
predominante do estabelecimento pode solicitar ao empregador que seja enviada, de maneira
regular, uma cópia do relatório de inspeção de segurança da caldeira, no prazo de trinta dias após
a sua elaboração.
Se essa solicitação for feita pela representação sindical, o empregador fica desobrigado de atender
ao contido nos subitens [Link] e [Link].1, ou seja, não será necessário que a representação
formalize a solicitação e o envio da cópia do relatório deve ser feito regularmente, dentro do prazo
estipulado.
O envio regular do relatório de inspeção de segurança permite que a representação sindical esteja
informada sobre as condições de segurança da caldeira e possa atuar em conjunto com o
empregador para garantir a segurança dos trabalhadores. É importante que o empregador esteja
atento a esse requisito e cumpra com sua obrigação de enviar o relatório de inspeção de segurança
de forma regular, dentro do prazo estipulado.

[Link] O relatório de inspeção de segurança, mencionado na alínea “e” do subitem


[Link], deve conter no mínimo:
a) dados constantes na placa de identificação da caldeira;
b) categoria da caldeira;
c) tipo da caldeira;
d) tipo de inspeção executada;
e) data de início e término da inspeção;
f) descrição das inspeções, exames e testes executados;
g) registros fotográficos do exame interno da caldeira;
h) resultado das inspeções e intervenções executadas;
i) relação dos itens desta NR, relativos a caldeiras, que não estão sendo atendidos;
j) recomendações e providências necessárias;
k) parecer conclusivo quanto à integridade da caldeira até a próxima inspeção;

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l) data prevista para a próxima inspeção de segurança da caldeira;


m) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do PLH e nome
legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção; e
n) número do certificado de inspeção e teste da válvula de segurança.
Texto comentado: Esse é um requisito importante relacionado ao relatório de inspeção de
segurança da caldeira. O relatório deve conter uma série de informações mínimas para garantir
a sua qualidade e atender às normas de segurança previstas na NR 13.
Entre as informações que devem constar no relatório, estão os dados constantes na placa de
identificação da caldeira, a categoria e o tipo da caldeira, o tipo de inspeção executada e a data
de início e término da inspeção. Também devem constar uma descrição detalhada das
inspeções, exames e testes executados, bem como registros fotográficos do exame interno da
caldeira.
O relatório deve incluir o resultado das inspeções e intervenções executadas, a relação dos itens
desta NR, relativos a caldeiras, que não estão sendo atendidos, recomendações e providências
necessárias, e um parecer conclusivo quanto à integridade da caldeira até a próxima inspeção.
A data prevista para a próxima inspeção de segurança da caldeira também deve constar no
relatório.
O relatório deve ser assinado pelo PLH responsável pela inspeção, incluindo seu nome legível,
assinatura e número do registro no conselho profissional, bem como o nome legível e
assinatura de técnicos que participaram da inspeção. Além disso, o número do certificado de
inspeção e teste da válvula de segurança deve ser incluído no relatório.
O objetivo desse requisito é garantir que o relatório de inspeção de segurança contenha todas
as informações relevantes para a avaliação da condição operacional da caldeira e permita a
tomada de decisões para garantir a segurança dos trabalhadores que lidam com ela.

[Link] Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações dos dados de


projeto, a placa de identificação e a documentação do prontuário devem ser atualizadas.
Texto comentado: Esse é um requisito importante relacionado à atualização da documentação da
caldeira. Se os resultados da inspeção de segurança da caldeira determinarem alterações dos
dados de projeto, a placa de identificação e a documentação do prontuário devem ser atualizadas.
A placa de identificação da caldeira é uma placa que contém informações importantes sobre a
caldeira, como a pressão máxima de trabalho, a temperatura máxima de trabalho, o volume
interno e o número de identificação da caldeira. Se houver alterações em qualquer um desses
dados, a placa de identificação deve ser atualizada.
Além disso, o prontuário da caldeira é um documento que contém todas as informações relevantes
sobre a caldeira, incluindo sua documentação de projeto, fabricação e inspeção. Se houver
alterações nos dados de projeto da caldeira, a documentação do prontuário deve ser atualizada
para refletir essas mudanças.
O objetivo desse requisito é garantir que a documentação da caldeira esteja atualizada e seja
precisa, permitindo que os trabalhadores e profissionais envolvidos na operação e manutenção da
caldeira tenham acesso a informações atualizadas e relevantes para garantir a sua segurança.

13.5 Vasos de pressão


13.5.1 Disposições Gerais
[Link] Para os efeitos desta NR, os vasos de pressão devem ser categorizados, com
base na classe do fluido e no grupo de potencial de risco, mediante a aplicação da Tabela
1.

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Texto comentado: Esse é um requisito importante relacionado à categorização de vasos de


pressão. Para cumprir a NR 13, os vasos de pressão devem ser categorizados com base na classe
do fluido e no grupo de potencial de risco, conforme indicado na Tabela 1.
A Tabela 1 é uma tabela que fornece informações sobre a classificação de fluidos e grupos de
potencial de risco. A classe do fluido é baseada em sua periculosidade, enquanto o grupo de
potencial de risco é baseado na probabilidade e severidade de uma falha na integridade do vaso
de pressão.
A categorização correta dos vasos de pressão é importante para garantir que eles sejam
submetidos a inspeções e testes adequados de acordo com seu potencial de risco. Essa
categorização também ajuda a determinar a frequência de inspeções e testes necessários para
garantir a segurança dos trabalhadores que lidam com o vaso de pressão.
O objetivo desse requisito é garantir que os vasos de pressão sejam categorizados corretamente e
submetidos às inspeções e testes adequados, de acordo com seu potencial de risco, para garantir
a segurança dos trabalhadores envolvidos na sua operação e manutenção.

[Link].1 Os fluidos contidos nos vasos de pressão devem ser classificados conforme
descrito a seguir: a) classe A:
I - fluidos inflamáveis;
II - fluidos combustíveis com temperatura superior ou igual a duzentos graus Celsius
(200 ºC);
III - fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a vinte partes por milhão
(20 ppm); IV - hidrogênio; e V - acetileno. b) classe B:
I - fluidos combustíveis com temperatura inferior a duzentos graus Celsius (200 ºC); e II
- fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a vinte partes por milhão (20 ppm). c)
classe C:
I - vapor de água;

II - gases asfixiantes simples; e III - ar comprimido. d)


classe D:
I - outros fluidos não enquadrados nas classes anteriores.
Texto comentado: Esse é um requisito importante relacionado à classificação dos fluidos contidos
nos vasos de pressão. A NR 13 exige que os fluidos sejam classificados em diferentes classes,
conforme descrito abaixo:
- Classe A: essa classe inclui fluidos inflamáveis, fluidos combustíveis com temperatura superior ou
igual a 200°C, fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm, hidrogênio e
acetileno.
- Classe B: essa classe inclui fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200°C e fluidos tóxicos
com limite de tolerância superior a 20 ppm.
- Classe C: essa classe inclui vapor de água, gases asfixiantes simples e ar comprimido.
- Classe D: essa classe inclui outros fluidos que não se enquadram nas classes anteriores. Essa
classificação é importante para determinar o grupo de potencial de risco dos vasos de pressão e,
consequentemente, a frequência de inspeções e testes necessários para garantir a segurança dos
trabalhadores envolvidos na sua operação e manutenção. A categorização correta dos vasos de
pressão ajuda a garantir que eles sejam submetidos a inspeções e testes adequados, de acordo

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com seu potencial de risco, para minimizar os riscos de falha e garantir a segurança dos
trabalhadores.

[Link].2 Quando se tratar de mistura, deve ser considerado, para fins de classificação,
o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e às instalações, considerando-se
sua toxicidade, inflamabilidade e concentração.
Texto comentado: Esse item da NR 13 diz respeito à classificação de misturas contidas em vasos
de pressão. Quando houver mais de um fluido em um vaso de pressão, é necessário identificar
qual deles apresenta maior risco para os trabalhadores e instalações. Para isso, é preciso
considerar a toxicidade, inflamabilidade e concentração de cada um dos fluidos presentes. A partir
dessa análise, deve-se classificar a mistura conforme a Tabela 1 da NR 13, seguindo os critérios de
classificação das diferentes classes de fluidos. É importante que a classificação seja feita com
cuidado, para garantir que o vaso de pressão seja submetido às inspeções e testes necessários
para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos na sua operação e manutenção.
Em resumo, quando se trata de misturas em vasos de pressão, é necessário considerar qual fluido
apresenta maior risco para definir a classificação adequada do vaso e, assim, garantir a segurança
dos trabalhadores e instalações.

[Link].3 O grupo de potencial de risco do vaso de pressão deve ser estabelecido a partir
do produto P.V, onde P é a pressão máxima de operação em MPa, em módulo, e V o seu
volume em m³ (metro cúbico), conforme segue:
a) Grupo 1 - P.V > 100; (Retificado em 20/10/2022)

b) Grupo 2 - P.V < 100 e P.V > 30; (Retificado em 20/10/2022)


c) Grupo 3 - P.V < 30 e P.V > 2,5; (Retificado em 20/10/2022)
d) Grupo 4 - P.V < 2,5 e P.V > 1; ou (Retificado em 20/10/2022)
e) Grupo 5 - P.V < 1.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece como deve ser feita a classificação do grupo de
potencial de risco dos vasos de pressão. Para isso, é necessário calcular o produto P.V, onde P é a
pressão máxima de operação em MPa e V é o volume do vaso em m³.
A partir desse cálculo, o vaso será classificado em um dos cinco grupos de potencial de risco
estabelecidos pela NR 13. O Grupo 1 é composto por vasos de pressão com P.V acima de 100,
enquanto o Grupo 5 inclui vasos com P.V abaixo de 1. Os grupos intermediários, 2, 3 e 4,
correspondem a valores de P.V entre 30 e 100, entre 2,5 e 30 e entre 1 e 2,5, respectivamente. Essa
classificação é importante para determinar a frequência de inspeção e teste dos vasos de pressão,
conforme previsto na NR 13. Vasos de pressão com maior potencial de risco, ou seja, aqueles que
se enquadram nos grupos 1 e 2, devem ser inspecionados com mais frequência do que os demais,
por exemplo. Dessa forma, a classificação por grupo de potencial de risco é um importante
indicador para garantir a segurança na operação de vasos de pressão.

Tabela 1 - Categorização de vasos de pressão


Grupo de Potencial de Risco
Classe do Fluido
1 2 3 4 5

A I I II III III

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B I II III IV IV

C I II III IV V

D II III IV V V
[Link] Os vasos de pressão devem ser dotados dos seguintes itens:
a) válvula de segurança ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura
ajustada em valor igual ou inferior à PMTA, instalado diretamente no vaso ou no sistema
que o inclui, considerados os requisitos do código de construção relativos a aberturas
escalonadas e tolerâncias de pressão de ajuste; (Retificado em 20/10/2022)
b) vasos de pressão submetidos a vácuo devem ser dotados de dispositivos de
segurança ou outros meios previstos no projeto;
c) medidas para evitar o bloqueio inadvertido de dispositivos de segurança, incluindo
controles administrativos ou, quando inexistentes, utilização de Dispositivo Contra
Bloqueio Inadvertido - DCBI associado à sinalização de advertência; e
d) instrumento que indique a pressão de operação, instalado diretamente no vaso ou
no sistema que o contenha.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece os itens de segurança que os vasos de
pressão devem possuir. Entre eles, estão a instalação de uma válvula de segurança ou outro
dispositivo de segurança que se abra quando a pressão interna do vaso exceder o seu limite seguro,
além de medidas para evitar o bloqueio inadvertido desses dispositivos. Também deve haver um
instrumento que indique a pressão de operação do vaso, para que seja possível monitorá-la em
tempo real. Vale destacar que, no caso de vasos submetidos a vácuo, devem ser previstos
dispositivos de segurança ou outros meios previstos no projeto para garantir a sua segurança.

[Link].1 Os sistemas intrinsicamente protegidos, concebidos e mantidos em


conformidade com o respectivo código de construção, podem prescindir do disposto no
subitem [Link], alínea “a” ou “b”, mediante parecer técnico emitido por PLH.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 estabelece que, em sistemas intrinsicamente
protegidos, ou seja, aqueles que já possuem um sistema de segurança embutido em sua estrutura,
e que estejam em conformidade com os códigos de construção aplicáveis, pode ser dispensada a
instalação de uma válvula de segurança ou outro dispositivo de segurança, conforme estabelecido
na alínea "a" ou "b" do subitem [Link] da norma.
Essa dispensa pode ser concedida mediante parecer técnico emitido por um profissional habilitado
em inspeção de equipamentos, o PLH (Profissional Legalmente Habilitado), que ateste a
conformidade do sistema de segurança do vaso de pressão com os requisitos previstos no código
de construção aplicável.

[Link] Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local de fácil acesso e
visível, placa de identificação indelével com, no mínimo, as seguintes informações: a)
fabricante;
b) número de identificação;
c) ano de fabricação;

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d) pressão máxima de trabalho admissível; e


e) código de construção e ano de edição.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que todo vaso de pressão deve possuir uma
placa de identificação afixada em local visível e de fácil acesso contendo algumas informações
importantes, como o nome do fabricante, um número de identificação, o ano de fabricação, a
pressão máxima de trabalho admissível e o código de construção e ano de edição. Essas
informações são essenciais para garantir a segurança na utilização do equipamento e para auxiliar
nas inspeções e manutenções necessárias ao longo do tempo. É importante que a placa de
identificação seja indelével, ou seja, que as informações nela contidas não possam ser facilmente
apagadas ou apagadas com o tempo ou uso.

[Link] Além da placa de identificação, devem constar, em local visível, a categoria do


vaso e seu número ou código de identificação.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que, além da placa de identificação, deve
haver em local visível informações sobre a categoria do vaso de pressão e seu número ou código
de identificação. Essa medida é importante para garantir que o equipamento esteja devidamente
identificado e que os trabalhadores possam reconhecê-lo facilmente. É fundamental que as
informações estejam em local visível para que possam ser acessadas com facilidade em caso de
emergência. Assim, caso haja necessidade de manutenção ou reparo, por exemplo, as informações
sobre o vaso de pressão estarão disponíveis de maneira clara e objetiva.

[Link] Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalado,
a seguinte documentação devidamente atualizada:
a) prontuário do vaso de pressão, fornecido pelo fabricante, contendo as seguintes
informações:
I - código de construção e ano de edição;
II - especificação dos materiais;
III - procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção final;
IV - metodologia para estabelecimento da PMTA;
V - conjunto de desenhos e demais dados necessários ao monitoramento da sua vida
útil;
VI - pressão máxima de operação;
VII - registros da execução do teste hidrostático de fabricação;
VIII - características funcionais;
IX - dados dos dispositivos de segurança;
X - ano de fabricação; e
XI - categoria do vaso; (Retificado em 20/10/2022)
b) registro de segurança;
c) projeto de alteração ou reparo;
d) relatórios de inspeção de segurança; e
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e) certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança.


Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece a obrigatoriedade de que todo vaso de
pressão possua uma documentação devidamente atualizada no estabelecimento onde estiver
instalado. Essa documentação deve incluir um prontuário fornecido pelo fabricante, contendo
informações como código de construção, materiais utilizados, procedimentos de fabricação e
inspeção, pressão máxima de operação, registros de teste hidrostático, características
funcionais, dados dos dispositivos de segurança, ano de fabricação e categoria do vaso. Além
disso, a documentação deve conter um registro de segurança, projeto de alteração ou reparo,
relatórios de inspeção de segurança e certificados de inspeção e teste dos dispositivos de
segurança. O objetivo dessa documentação é garantir a segurança dos trabalhadores e das
instalações onde o vaso de pressão está instalado, permitindo o monitoramento da vida útil do
equipamento e a realização de inspeções de segurança periódicas.

[Link] Quando inexistente ou extraviado, o prontuário do vaso de pressão deve ser


reconstituído pelo empregador, com responsabilidade técnica do fabricante ou de PLH,
sendo imprescindível a reconstituição das premissas de projeto, dos dados dos
dispositivos de segurança e da memória de cálculo da PMTA.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que, caso o prontuário do vaso de pressão
esteja extraviado ou inexistente, o empregador deve reconstituí-lo com a ajuda de um profissional
habilitado, como o fabricante ou um profissional legalmente habilitado (PLH). Para isso, é
necessário reconstituir as informações de projeto, como as premissas e memória de cálculo da
pressão máxima de trabalho admissível (PMTA), além dos dados dos dispositivos de segurança do
vaso. Isso é importante para garantir a segurança na operação do vaso de pressão e evitar
acidentes.

[Link].1 Vasos de pressão construídos sem códigos de construção, instalados antes da


publicação da Portaria MTb nº 1.082, de 18 de dezembro de 2018, D.O.U de 20/12/2018,
para os quais não seja possível a reconstituição da memória de cálculo por códigos
reconhecidos, devem ter PMTA atribuída por PLH, a partir dos dados operacionais e
serem submetidos a inspeções periódicas, conforme os prazos abaixo: a) um ano, para
inspeção de segurança periódica externa; e
b) três anos, para inspeção de segurança periódica interna.
Texto comentado: Este item da NR 13 estabelece que vasos de pressão que foram construídos
sem seguir códigos de construção, e que foram instalados antes da publicação da Portaria MTb nº
1.082/2018, e para os quais não é possível reconstituir a memória de cálculo por códigos
reconhecidos, devem ter sua Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) atribuída por um
profissional legalmente habilitado (PLH). Além disso, esses vasos devem passar por inspeções
periódicas, sendo que a inspeção externa deve ocorrer a cada um ano e a inspeção interna a cada
três anos. A ideia é garantir a segurança dos trabalhadores e do ambiente de trabalho, mesmo em
relação a equipamentos que não foram construídos seguindo normas reconhecidas. [Link].2 A
empresa deve elaborar um plano de ação para realização de inspeção extraordinária
especial de todos os vasos relacionados no subitem [Link].1. (Vide prazo
- Art. 5º da Portaria MTP nº 1.846, de 01 de julho de 2022)
Texto comentado: De acordo com o item [Link].2 da NR 13, as empresas devem criar um plano
de ação para realizar uma inspeção especial em todos os recipientes mencionados no item
[Link].1. Essa inspeção é chamada de inspeção extraordinária e tem o objetivo de garantir a
segurança desses recipientes. É importante destacar que o prazo para a realização dessa inspeção
é determinado no Artigo 5º da Portaria MTP nº 1.846, de 01 de julho de 2022. Portanto, as

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empresas devem elaborar um plano detalhado para realizar essa inspeção especial dentro do
prazo estabelecido, a fim de garantir a segurança dos trabalhadores e do ambiente de trabalho.

[Link].3 O prazo para implementação do projeto de alteração ou de reparo não deve


ser superior à vida remanescente calculada quando da execução da inspeção
extraordinária especial. (Vide prazo - Art. 5º da Portaria MTP nº 1.846, de 01 de julho de 2022)
Texto comentado: O item [Link].3 da NR 13 estabelece que o prazo para implementação do
projeto de alteração ou reparo em um vaso de pressão não deve ser maior do que a vida útil
que ainda resta ao equipamento, que foi calculada na inspeção extraordinária especial. Isso
significa que é importante que as empresas se programem para realizar os reparos ou
alterações necessários no menor tempo possível, a fim de garantir a segurança dos
trabalhadores e prevenir acidentes. Essa medida também está em conformidade com a Portaria
MTP nº 1.846 de 2022, que determina prazos para correção das não conformidades
encontradas nas inspeções de segurança.

[Link] O registro de segurança deve ser constituído por livro de páginas numeradas,
pastas ou sistema informatizado onde serão registradas:
a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança dos
vasos de pressão, inclusive alterações nos prazos de inspeção; e
b) as ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, devendo
constar a condição operacional do vaso, o nome legível e assinatura do PLH.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece a obrigatoriedade do registro de
segurança para os vasos de pressão. Esse registro pode ser feito em um livro de páginas
numeradas, pastas ou sistema informatizado e deve conter informações sobre todas as
ocorrências importantes que possam afetar a segurança dos vasos, incluindo alterações nos
prazos de inspeção. Além disso, todas as ocorrências de inspeções de segurança devem ser
registradas, contendo informações como a condição operacional do vaso e o nome e assinatura
do profissional legalmente habilitado responsável pela inspeção. O objetivo é garantir a
segurança dos trabalhadores e do ambiente de trabalho.

[Link].1 O empregador deve fornecer cópias impressas ou em mídia eletrônica das


páginas dos registros de segurança selecionadas pela representação sindical da categoria
profissional predominante do estabelecimento, quando formalmente solicitadas.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 estabelece que o empregador deve fornecer cópias
impressas ou em mídia eletrônica das páginas dos registros de segurança selecionadas pela
representação sindical da categoria profissional predominante do estabelecimento, quando
solicitadas formalmente. Isso significa que o sindicato dos trabalhadores pode requisitar ao
empregador cópias dos registros de segurança do vaso de pressão, escolhendo as páginas que
deseja obter. O empregador tem a obrigação de fornecer essas cópias, seja em papel ou em meio
digital, para que o sindicato possa verificar se as condições de segurança estão sendo atendidas.

13.5.2 Instalação de vasos de pressão.


[Link] Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os drenos, respiros,
bocas de visita e indicadores de nível, pressão e temperatura, quando existentes, sejam
acessados por meio seguros.

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Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que é necessário garantir o acesso seguro
a todos os drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão e temperatura dos
vasos de pressão. Ou seja, é importante que o local onde o vaso de pressão é instalado permita
que esses elementos possam ser acessados sem oferecer riscos aos trabalhadores, garantindo a
segurança durante a realização de manutenções, inspeções e operações no equipamento.

[Link] Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes fechados, a


instalação deve satisfazer os seguintes requisitos:
a) pelo menos duas saídas amplas, permanentemente desobstruídas, sinalizadas e
dispostas em direções distintas;
b) acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção, operação e inspeção, sendo
que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda
de pessoas;
c) ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas;
d) iluminação nos termos da legislação vigente; e
e) sistema de iluminação de emergência, exceto para vasos de pressão móveis que não
exijam a presença de um operador para seu funcionamento.

Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece os requisitos para a instalação de vasos


de pressão em ambientes fechados. Deve haver, no mínimo, duas saídas amplas,
permanentemente desobstruídas e sinalizadas em direções distintas, além de acesso fácil e
seguro para manutenção, operação e inspeção. A ventilação permanente é necessária, bem
como a iluminação adequada de acordo com a legislação em vigor. Em caso de emergência, um
sistema de iluminação de emergência deve ser instalado, exceto em vasos de pressão móveis que
não exijam a presença de um operador para funcionamento.

[Link] Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto, a instalação deve
satisfazer os requisitos contidos nas alíneas “a”, “b”, “d” e “e” do subitem [Link].
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que, quando o vaso de pressão for
instalado em ambiente aberto, ou seja, em um local não fechado, devem ser atendidos os
requisitos de segurança relacionados à saída ampla, acesso fácil e seguro, iluminação e sistema
de iluminação de emergência, contidos nas alíneas "a", "b", "d" e "e" do subitem [Link]. Ou seja,
é importante garantir que haja rotas de saída amplas e desobstruídas, acesso fácil e seguro para
manutenção, operação e inspeção, além de iluminação adequada conforme a legislação vigente.

[Link] A instalação de vasos de pressão deve obedecer aos aspectos de segurança,


saúde e meio ambiente previstos nas normas regulamentadoras, convenções e
disposições legais aplicáveis.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que a instalação de vasos de pressão
deve ser feita de acordo com as normas regulamentadoras e outras leis relacionadas à
segurança, saúde e meio ambiente. Isso significa que a instalação deve ser feita de maneira
segura, para evitar acidentes, protegendo a saúde dos trabalhadores e respeitando o meio
ambiente. É importante que as normas e leis sejam seguidas para garantir a proteção dos
trabalhadores, do meio ambiente e do patrimônio da empresa.

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[Link] Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto no subitem [Link]


ou [Link], o empregador deve adotar medidas complementares de segurança,
constantes em relatório elaborado por responsável técnico, que permitam a atenuação
dos riscos.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que caso não seja possível atender às
exigências de instalação de vasos de pressão conforme os itens [Link] ou [Link], o
empregador deve adotar medidas adicionais de segurança para reduzir os riscos. Essas medidas
devem estar descritas em um relatório elaborado por um profissional técnico responsável,
garantindo assim que as condições de segurança, saúde e meio ambiente sejam atendidas.

13.5.3 Segurança na operação de vasos de pressão

[Link] Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias I ou II deve possuir manual de
operação próprio, manual de operação da unidade ou instruções de operação, em língua
portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores, contendo no mínimo: a)
procedimentos de partidas e paradas;
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;
c) procedimentos para situações de emergência; e
d) procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação do meio ambiente.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que todos os vasos de pressão classificados
como categoria I ou II devem possuir um manual de operação, que pode ser um documento único
ou parte do manual de operação da unidade. Esse manual deve estar em língua portuguesa e de
fácil acesso aos operadores, contendo informações importantes, como os procedimentos de
partida e parada, procedimentos e parâmetros operacionais de rotina, procedimentos para
situações de emergência e procedimentos gerais de segurança, saúde e preservação do meio
ambiente. Essas informações são importantes para garantir a segurança dos trabalhadores que
operam os vasos de pressão e evitar acidentes que possam afetar a saúde e o meio ambiente.

[Link] A operação de unidade(s) de processo que possuam vasos de pressão de


categorias I ou II deve ser efetuada por profissional capacitado, conforme item 2.1 do
Anexo I desta NR.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que a operação de unidades de processo
que contenham vasos de pressão das categorias I ou II deve ser realizada por profissional
capacitado. O Anexo I da NR 13 define que o profissional capacitado é aquele que tem formação
técnica ou superior em área compatível com a operação do equipamento e que recebeu
treinamento específico em segurança na operação de vasos de pressão. Essa medida é
importante para garantir que os profissionais que operam esses equipamentos tenham
conhecimento adequado sobre os procedimentos de segurança, a fim de prevenir acidentes e
garantir a integridade física e saúde dos trabalhadores envolvidos na operação. É dever do
empregador fornecer a capacitação necessária e exigir que os trabalhadores operem os
equipamentos somente se estiverem capacitados e treinados para tal.

13.5.4 Inspeção de segurança de vasos de pressão.


[Link] Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial,
periódica e extraordinária.

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Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que os vasos de pressão devem passar
por três tipos de inspeção de segurança: inicial, periódica e extraordinária. Essas inspeções são
importantes para garantir a integridade dos vasos e prevenir acidentes. A inspeção inicial é
realizada quando o vaso é instalado pela primeira vez, e tem como objetivo verificar se a
construção e instalação foram realizadas conforme as normas técnicas e de segurança. A
inspeção periódica é feita periodicamente, de acordo com um cronograma estabelecido, para
verificar se o vaso continua operando de maneira segura. A frequência dessa inspeção depende
da categoria do vaso e de outros fatores, como o fluido contido nele e as condições de operação.
Já a inspeção extraordinária é realizada quando ocorrem situações que possam afetar a
segurança do vaso, como acidentes, reparos ou modificações no equipamento. Essa inspeção é
importante para garantir que o vaso possa continuar sendo operado de maneira segura após
essas situações. Em resumo, o objetivo dessas inspeções é garantir que os vasos de pressão
estejam sempre em condições de operação seguras e que possam ser utilizados sem riscos para
a saúde dos trabalhadores e para o meio ambiente.

[Link] A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos de pressão novos, antes
de sua entrada em funcionamento, no local definitivo de instalação, devendo
compreender exames externo e interno.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que os vasos de pressão novos devem ser
submetidos a uma inspeção de segurança inicial antes de entrar em funcionamento. Essa
inspeção deve ser realizada no local onde o vaso será instalado e deve incluir exames externos e
internos para verificar se o vaso foi fabricado de acordo com os requisitos de segurança
estabelecidos na norma. O objetivo é garantir que o vaso está em condições adequadas para
operar com segurança.

[Link] Os vasos de pressão devem, obrigatoriamente, ser submetidos a TH em sua fase


de fabricação, com comprovação por meio de laudo assinado por responsável técnico
designado pelo fabricante ou importador.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que os vasos de pressão devem passar
por um teste hidrostático (TH) durante a sua fabricação, ou seja, antes de serem utilizados. Esse
teste deve ser realizado para garantir que o vaso suporte a pressão máxima de trabalho
admissível (PMTA) sem vazar ou romper. O TH é feito enchendo o vaso com água ou outro fluido
incompressível e pressurizando-o até uma pressão maior que a PMTA. O vaso deve ser mantido
sob essa pressão por um período de tempo determinado e durante esse período não pode ocorrer
vazamentos ou deformações que indiquem falhas estruturais. O teste deve ser realizado com a
supervisão de um responsável técnico designado pelo fabricante ou importador e a comprovação
do teste deve ser registrada em um laudo assinado por ele.

[Link].1 Na falta de comprovação documental de que o TH tenha sido realizado na fase


de fabricação, se aplicará o disposto a seguir:
a) para os vasos de pressão fabricados ou importados a partir de 2 de maio de 2014, o
TH deve ser feito durante a inspeção inicial; ou
b) para os vasos de pressão em operação antes de 02 de maio de 2014, a execução do
TH correspondente ao da fase de fabricação fica a critério técnico do PLH e, caso este
julgue necessário, deve ser executado até a próxima inspeção de segurança periódica
interna.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 estabelece as medidas a serem tomadas
quando não há comprovação documental de que o teste hidrostático (TH) tenha sido realizado
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na fase de fabricação de um vaso de pressão. Para vasos fabricados ou importados a partir


de 2 de maio de 2014, o TH deve ser realizado durante a inspeção inicial. Já para os vasos em
operação antes dessa data, a execução do TH correspondente ao da fase de fabricação fica a
critério técnico do PLH (Profissional Legalmente Habilitado) e, caso ele julgue necessário, deve
ser executado até a próxima inspeção de segurança periódica interna. O TH é um teste de
pressão que deve ser realizado em vasos de pressão durante sua fase de fabricação para
garantir que o equipamento suporte as pressões de operação a que está sujeito. A falta de
realização do TH pode representar um risco à segurança dos trabalhadores que operam os
equipamentos e, por isso, é importante que seja realizado dentro dos prazos estabelecidos
pela NR 13.

[Link] Os vasos de pressão categorias IV ou V de produção seriada, certificados por


Organismo de Certificação de Produto - OCP, acreditado pelo INMETRO, ficam
dispensados da inspeção inicial, desde que instalados de acordo com as recomendações
do fabricante.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que os vasos de pressão das categorias IV
ou V, que são produzidos em série e certificados por um Organismo de Certificação de Produto
(OCP) credenciado pelo INMETRO, ficam dispensados da realização da inspeção de segurança
inicial, desde que sejam instalados seguindo as recomendações do fabricante. Isso significa que
esses vasos de pressão passaram por uma série de testes e certificações durante o processo de
fabricação, o que garante a sua segurança e qualidade. Porém, é importante que sejam seguidas
as orientações do fabricante quanto à instalação e utilização desses equipamentos.

[Link].1 Deve ser anotada no registro de segurança a data da instalação do vaso de


pressão, a partir da qual se inicia a contagem do prazo para a inspeção de segurança
periódica.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 estabelece que a data de instalação do vaso de
pressão deve ser anotada no registro de segurança. Essa data é importante porque a partir dela
é iniciada a contagem do prazo para a realização da inspeção de segurança periódica, que é
obrigatória para todos os vasos de pressão. Essa inspeção é importante para verificar se o vaso
está em boas condições de funcionamento e se há riscos de acidentes para os trabalhadores.
Portanto, é essencial que essa data seja registrada corretamente para que o empregador possa
garantir a segurança de seus funcionários.

[Link] A inspeção de segurança periódica, constituída por exames externo e interno,


deve obedecer aos prazos máximos indicados na Tabela 2, com base na categoria do
vaso:

Tabela 2 - Prazos máximos para as inspeções de segurança periódicas


Estabelecimento sem SPIE Estabelecimento com SPIE
Exame Externo Exame Interno Exame Externo Exame Interno
Categoria

I 1 ano 3 anos 3 anos 6 anos


II 2 anos 4 anos 4 anos 8 anos
III 3 anos 6 anos 5 anos 10 anos

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IV 4 anos 8 anos 6 anos 12 anos


V 5 anos 10 anos 7 anos a critério
(Retificada em 20/10/2022)
Texto comentado: autoexplicativo.

[Link].1 Os estabelecimentos que possuam SPIE certificado poderão ampliar os prazos


disciplinados na Tabela 2, nos casos de implementação de metodologia documentada de
inspeção baseada em risco, observado o limite máximo de 10 (dez) anos para o exame
interno de vasos categoria I.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 trata sobre a possibilidade de ampliação dos
prazos de inspeção de segurança periódica dos vasos de pressão, para estabelecimentos que
possuam um Sistema de Inspeção de Equipamentos (SPIE) certificado. Essa ampliação pode
ocorrer nos casos em que o estabelecimento implementar uma metodologia documentada de
inspeção baseada em risco, desde que o limite máximo de 10 anos para o exame interno de vasos
categoria I seja respeitado. Essa medida permite uma maior flexibilidade e adaptabilidade às
características específicas de cada estabelecimento, sem comprometer a segurança dos
trabalhadores envolvidos.

[Link].2 A metodologia a que alude o item anterior deve ser integrada ao Programa de
Gerenciamento de Riscos - PGR, nos termos da NR-01, com a definição dos critérios, das
normas de referência e dos responsáveis pela sua implementação e aprovação.
Texto comentado: O item [Link].2 da NR 13 diz que a metodologia de inspeção baseada em
risco, que pode ampliar os prazos de inspeção de segurança periódica dos vasos de pressão, deve
ser integrada ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme previsto na NR-01. O PGR
deve conter os critérios, normas de referência e responsáveis pela implementação e aprovação da
metodologia de inspeção baseada em risco. É importante lembrar que essa metodologia deve
respeitar os prazos máximos estabelecidos na Tabela 2 da NR 13 e que o exame interno de vasos
categoria I não pode ultrapassar 10 anos.

[Link].3 A inspeção periódica interna dos vasos de pressão poderá ser postergada, pela
metade do prazo fixado na Tabela 2, mediante o atendimento dos seguintes requisitos:
a) empresas que possuam SPIE, conforme Anexo II desta NR; (Retificado em 20/10/2022)
b) avaliação de risco aprovada por PLH, assegurada a participação dos responsáveis pela
operação do equipamento; (Retificado em 20/10/2022)
c) definição dos parâmetros operacionais e dos instrumentos de controle essenciais ao
monitoramento do equipamento;
d) implementação de metodologia documentada de Inspeção Não Intrusiva - INI,
observado o disposto na ABNT NBR 16455 ou alteração posterior;
e) emissão de relatório de inspeção, com a definição da data improrrogável da próxima
inspeção periódica interna; e
f) anuência do empregador ou de preposto por ele designado.
Texto comentado: O item [Link].3 da NR 13 estabelece as condições para postergação da
inspeção periódica interna dos vasos de pressão. Essa postergação pode ser feita pela metade
do prazo fixado na Tabela 2 da norma, desde que sejam atendidos os seguintes requisitos: a
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empresa possua SPIE (Sistema de Inspeção de Equipamentos), que seja realizada uma
avaliação de risco aprovada pelo responsável técnico (PLH), que sejam definidos os
parâmetros operacionais e instrumentos de controle essenciais ao monitoramento do
equipamento, que seja implementada uma metodologia documentada de Inspeção Não
Intrusiva - INI, que seja emitido um relatório de inspeção com a definição da data
improrrogável da próxima inspeção periódica interna e que o empregador ou preposto por
ele designado concorde com a postergação. É importante ressaltar que essa postergação não
pode ultrapassar o limite máximo de 50% do prazo estabelecido na Tabela 2.

[Link].4 O empregador deve comunicar à representação sindical da categoria


profissional predominante do estabelecimento, quando formalmente solicitado, a
implementação dos novos prazos de inspeção de segurança em face da aplicação das
metodologias definidas nos subitens [Link].1 e [Link].3.
Texto comentado: O item [Link].4 da NR 13 estabelece que o empregador deve informar à
representação sindical dos trabalhadores quando for implementada uma nova metodologia para
as inspeções de segurança em vasos de pressão, conforme descrito nos itens [Link].1 e
[Link].3. A solicitação da representação sindical deve ser formal e o empregador deve atender
à solicitação, fornecendo todas as informações sobre as novas metodologias adotadas. O objetivo
é garantir a transparência e a comunicação efetiva entre a empresa e os trabalhadores envolvidos
nas atividades com vasos de pressão.

[Link] Vasos de pressão que não permitam acesso visual para o exame interno ou
externo por impossibilidade física devem ser submetidos a exames não destrutivos ou a
outras metodologias de avaliação de integridade definidas por PLH, considerados os
mecanismos de danos previsíveis.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que os vasos de pressão que não permitem
acesso visual para o exame interno ou externo devem ser submetidos a exames não destrutivos ou
outras metodologias de avaliação de integridade definidas por um profissional legalmente
habilitado (PLH), levando em consideração os mecanismos de danos previsíveis. Essas
metodologias podem incluir, por exemplo, testes de ultrassom, radiografia, partículas magnéticas
ou líquidos penetrantes. O objetivo é garantir que a integridade do vaso de pressão seja avaliada
de maneira segura e precisa, mesmo em locais de difícil acesso.

[Link] Vasos de pressão com enchimento interno ou com catalisador podem ter a
periodicidade de exame interno ampliada, de forma a coincidir com a época da
substituição de enchimentos ou de catalisador, desde que esta ampliação seja precedida
de estudos conduzidos por PLH ou por grupo multidisciplinar por ele coordenado,
baseados em códigos ou normas aplicáveis, onde sejam implementadas tecnologias
alternativas para a avaliação da sua integridade estrutural.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que vasos de pressão que possuem
enchimento interno ou catalisador podem ter a periodicidade de exame interno ampliada, desde
que essa ampliação esteja de acordo com estudos conduzidos por profissional legalmente
habilitado ou por um grupo multidisciplinar por ele coordenado. Esses estudos devem basear-se
em códigos e normas aplicáveis e implementar tecnologias alternativas para avaliação da
integridade estrutural do equipamento. Dessa forma, a ampliação da periodicidade de exame
interno deve coincidir com a época da substituição do enchimento ou do catalisador, a fim de
garantir a segurança do vaso de pressão.

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[Link] Vasos de pressão com temperatura de operação inferior a zero grau Celsius (0
°C) e que operem em condições nas quais a experiência mostre que não ocorre
deterioração devem ser submetidos a exame externo a cada 2 (dois) anos e a exame
interno, quando exigido pelo código de construção ou a critério do PLH.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece os requisitos para a inspeção de vasos de
pressão que operam em baixas temperaturas. De acordo com esse item, os vasos de pressão que
trabalham em temperaturas inferiores a zero grau Celsius e que não apresentam deterioração
devem ser inspecionados externamente a cada dois anos e internamente, quando exigido pelo
código de construção ou por decisão do Profissional Legalmente Habilitado (PLH). A inspeção
deve garantir a segurança do equipamento e a proteção da saúde e do meio ambiente.

[Link] As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser desmontadas,


inspecionadas e testadas com prazo adequado à sua manutenção, porém não superior
ao previsto para a inspeção de segurança periódica interna dos vasos de pressão por elas
protegidos, de acordo com o subitem [Link].
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que as válvulas de segurança dos vasos
de pressão devem ser desmontadas, inspecionadas e testadas regularmente. O prazo para essa
manutenção deve ser adequado, ou seja, nem muito curto, nem muito longo, e deve estar de
acordo com o prazo para a inspeção periódica interna dos vasos de pressão por elas protegidos,
conforme estabelecido no item [Link] da norma. Isso é importante para garantir que as
válvulas estejam em boas condições de funcionamento e possam atuar corretamente em caso de
emergência, protegendo o vaso de pressão contra explosões ou outros acidentes. A inspeção das
válvulas deve ser realizada por profissional capacitado e as informações sobre a manutenção
devem ser registradas no manual de operação ou no registro de segurança do vaso de pressão.

[Link] A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes


oportunidades:
a) sempre que o vaso de pressão for danificado por acidente ou outra ocorrência que
comprometa sua segurança;
b) quando o vaso de pressão for submetido a reparo ou alterações importantes, capazes
de alterar sua condição de segurança;
c) antes de o vaso de pressão ser recolocado em funcionamento, quando permanecer
inativo por mais de 12 (doze) meses; ou
d) quando houver alteração do local de instalação do vaso de pressão, exceto para vasos
móveis.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que a inspeção de segurança
extraordinária deve ser realizada em algumas situações específicas. A primeira é quando o
vaso de pressão sofre danos por acidente ou outra ocorrência que afetem sua segurança. A
segunda é quando o vaso passa por reparos ou alterações que possam alterar sua condição
de segurança. A terceira é antes de ser colocado em funcionamento após um período de
inatividade superior a 12 meses. E a quarta é quando ocorre mudança no local de instalação
do vaso, exceto para os vasos móveis. Essa inspeção deve ser feita para garantir que o vaso
está seguro e em boas condições de funcionamento.

[Link] O relatório de inspeção de segurança, mencionado na alínea "d" do subitem


[Link], deve conter no mínimo: (Retificado em 20/10/2022)

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a) identificação do vaso de pressão;


b) categoria do vaso de pressão;
c) fluidos de serviço;
d) tipo do vaso de pressão;
e) tipo de inspeção executada;
f) data de início e término da inspeção;
g) descrição das inspeções, exames e testes executados;
h) registro fotográfico das anomalias detectadas no exame interno e externo do vaso de
pressão;
i) resultado das inspeções e intervenções executadas;
j) recomendações e providências necessárias;
k) parecer conclusivo quanto à integridade do vaso de pressão até a próxima inspeção;
l) data prevista para a próxima inspeção de segurança;
m) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do PLH e nome
legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção; e
n) número do certificado de inspeção e teste da(s) válvula(s) de segurança.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 especifica quais informações devem constar no
relatório de inspeção de segurança de vasos de pressão. O relatório deve conter a identificação
do vaso de pressão, sua categoria, os fluidos de serviço, tipo do vaso de pressão e tipo de
inspeção executada. Além disso, o relatório deve registrar as datas de início e término da
inspeção, descrever as inspeções, exames e testes realizados, apresentar registros fotográficos
das anomalias detectadas no exame interno e externo do vaso de pressão, informar os
resultados das inspeções e intervenções executadas, recomendar providências necessárias, dar
um parecer conclusivo quanto à integridade do vaso de pressão até a próxima inspeção e
indicar a data prevista para a próxima inspeção de segurança. Por fim, o relatório deve conter
o nome, assinatura e número de registro no conselho profissional do PLH, além do nome e
assinatura de técnicos que participaram da inspeção, bem como o número do certificado de
inspeção e teste das válvulas de segurança.

[Link] Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações das condições


de projeto, a placa de identificação e a documentação do prontuário devem ser
atualizadas.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que caso a inspeção de segurança do
vaso de pressão identifique a necessidade de fazer alterações em relação às condições de projeto,
é preciso atualizar a placa de identificação do vaso e a documentação do prontuário. Essa medida
é importante para garantir que todas as informações relevantes sobre o vaso de pressão estejam
atualizadas e disponíveis para consulta pelos trabalhadores, técnicos e inspetores envolvidos na
manutenção e operação do equipamento.

13.6 Tubulações
13.6.1 Disposições Gerais
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[Link] As empresas que possuam tubulações enquadradas nesta NR devem elaborar


um programa e um plano de inspeção que considere, no mínimo, as variáveis, condições
e premissas descritas abaixo: a) os fluidos transportados;
b) a pressão de trabalho;
c) a temperatura de trabalho;
d) os mecanismos de danos previsíveis; e
e) as consequências para os trabalhadores, instalações e meio ambiente trazidas por
possíveis falhas das tubulações.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que as empresas que possuem
tubulações sujeitas às normas de segurança dessa NR devem elaborar um programa e um
plano de inspeção que leve em consideração, no mínimo, as variáveis como os fluidos que são
transportados, a pressão de trabalho, a temperatura de trabalho, os mecanismos de danos
previsíveis e as consequências para trabalhadores, instalações e meio ambiente decorrentes
de possíveis falhas das tubulações. Dessa forma, o objetivo é garantir a segurança dos
trabalhadores, das instalações e do meio ambiente, assegurando a integridade das
tubulações e prevenindo acidentes e danos.

[Link] As tubulações devem possuir dispositivos de segurança em conformidade com


o respectivo código de construção, observado, quanto à frequência de inspeção e teste,
o prazo máximo previsto no item [Link] desta NR.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que as tubulações devem ter dispositivos
de segurança que sigam as normas de construção correspondentes, e que esses dispositivos
devem passar por inspeções e testes dentro de um prazo máximo definido no item [Link] da
norma. Esses dispositivos de segurança podem incluir válvulas de segurança, por exemplo, e as
inspeções e testes são importantes para garantir a integridade das tubulações e evitar possíveis
acidentes.

[Link] As tubulações devem possuir indicador de pressão, conforme previsto em


projeto ou diagramas de engenharia, processos e instrumentação.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que as tubulações devem possuir um
indicador de pressão, que é um instrumento que permite verificar a pressão interna da tubulação.
Esse indicador deve ser instalado de acordo com o projeto ou diagramas de engenharia,
processos e instrumentação. O objetivo é permitir que os trabalhadores responsáveis pela
operação e manutenção das tubulações possam monitorar a pressão interna e tomar as medidas
necessárias para garantir a segurança das pessoas, instalações e meio ambiente.

[Link] Todo estabelecimento que possua tubulações deve ter a seguinte


documentação devidamente atualizada:
a) especificações aplicáveis às tubulações ou sistemas, necessárias ao planejamento e à
execução da inspeção;
b) fluxograma de engenharia com a identificação da linha e dos seus acessórios;
c) projeto de alteração ou reparo;
d) relatórios de inspeção de segurança; e
e) certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança, se aplicável.
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Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que todo estabelecimento que possua
tubulações deve ter uma documentação atualizada. Essa documentação deve incluir as
especificações aplicáveis às tubulações ou sistemas, um fluxograma de engenharia que
identifique a linha e seus acessórios, projetos de alteração ou reparo, relatórios de inspeção
de segurança e certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança, se aplicável. É
importante que essa documentação esteja sempre atualizada para que as inspeções de
segurança possam ser realizadas de forma adequada e segura, garantindo a integridade dos
trabalhadores e das instalações.

[Link] Os documentos referidos no subitem [Link], alíneas “a” e “b”, quando


inexistentes ou extraviados, devem ser reconstituídos pelo empregador, sob a
responsabilidade técnica de PLH.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que quando os documentos referentes às
especificações e ao fluxograma de engenharia das tubulações não existirem ou estiverem
extraviados, o empregador deve providenciar a reconstituição desses documentos. Essa
reconstituição deve ser realizada sob a responsabilidade técnica de um Profissional Legalmente
Habilitado (PLH), que é responsável por garantir que as informações reconstituídas estejam
corretas e em conformidade com as normas e códigos aplicáveis. O objetivo desse item é
assegurar que a documentação necessária esteja disponível para subsidiar o planejamento e a
execução das inspeções de segurança nas tubulações.

13.6.2 Inspeção de segurança de tubulações

[Link] As tubulações devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial, periódica


e extraordinária.
Texto comentado: Autoexplicativo.

[Link].1 Devem ser executados testes hidrostáticos de fabricação, antes da operação


inicial, em conformidade com o respectivo código de construção.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 estabelece que é necessário realizar testes
hidrostáticos antes da operação inicial das tubulações, de acordo com o código de construção
aplicável. Esses testes consistem em encher as tubulações com água ou outro líquido
pressurizado para verificar se há vazamentos ou outros problemas de segurança. Esses testes
devem ser feitos durante a fase de fabricação das tubulações.

[Link].2 A critério técnico do PLH, observado o disposto no respectivo código de


construção, poderão ser adotadas outras técnicas em substituição ao teste hidrostático.
Texto comentado: O item [Link].2 da NR 13 estabelece que, a critério do profissional legalmente
habilitado (PLH), poderão ser utilizadas outras técnicas além do teste hidrostático para verificar a
segurança das tubulações. No entanto, essa escolha deve ser feita em conformidade com o código
de construção aplicável e deve levar em conta as características da tubulação, os fluidos
transportados, a pressão e a temperatura de trabalho, entre outras variáveis relevantes. O
objetivo é garantir a integridade e a segurança das tubulações, sem comprometer a eficácia do
teste.

[Link] Os intervalos de inspeção das tubulações devem atender aos prazos máximos
da inspeção interna do vaso ou caldeira mais crítica a elas ligados.
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Texto comentado: Este item da NR 13 estabelece que os intervalos de inspeção das tubulações
devem respeitar os prazos máximos da inspeção interna do vaso ou caldeira mais crítica a elas
conectados. Isso significa que, se uma tubulação está ligada a uma caldeira ou vaso de pressão,
ela deve ser inspecionada no mesmo prazo máximo de inspeção interna do equipamento mais
crítico. Isso garante que as tubulações estejam em boas condições de operação e que os riscos
de acidentes sejam minimizados.

[Link].1 Desde que fundamentado tecnicamente, os prazos de inspeção podem ser


duplicados, a critério do PLH, observado o limite máximo de 10 (dez) anos.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 estabelece que os prazos de inspeção das
tubulações podem ser estendidos para até 10 anos, desde que essa decisão seja baseada em
justificativas técnicas. Isso significa que o profissional legalmente habilitado responsável pela
segurança das tubulações, conhecido como PLH, pode considerar que as condições de operação
e manutenção dessas tubulações são adequadas para permitir um intervalo de inspeção mais
longo, desde que haja uma avaliação técnica que comprove isso.

[Link] O programa de inspeção pode ser elaborado por tubulação, por linha ou por
sistema.
Texto comentado: autoexplicativo.

[Link].1 No caso de constatação de risco à saúde e à integridade física dos


trabalhadores envolvidos na execução da inspeção, a tubulação deve ser retirada de
operação.
Texto comentado: O item [Link].1 da NR 13 determina que, caso haja risco à saúde e à
integridade física dos trabalhadores envolvidos na inspeção de uma tubulação, a mesma deve
ser retirada de operação. Essa medida visa garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos,
evitando possíveis acidentes e garantindo que a inspeção seja realizada de forma adequada.

[Link] Deve ser executada inspeção extraordinária nas seguintes situações:


a) sempre que a tubulação for danificada por acidente ou outra ocorrência que
comprometa a segurança dos trabalhadores;
b) quando a tubulação for submetida a reparo provisório ou alterações significativas,
capazes de alterar sua capacidade de contenção de fluído; ou
c) antes de a tubulação ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa
por mais de doze meses ou, para sistemas com comprovação de hibernação, vinte e
quatro meses.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que é necessário realizar inspeção
extraordinária em tubulações em situações específicas. Essas situações são: quando a
tubulação sofrer danos por acidentes ou outras ocorrências que possam comprometer a
segurança dos trabalhadores; quando houver reparo provisório ou alterações significativas
na tubulação, que possam alterar sua capacidade de conter fluidos; ou quando a tubulação
ficar inativa por mais de doze meses, ou vinte e quatro meses em sistemas com comprovação
de hibernação, antes de ser recolocada em funcionamento. A inspeção extraordinária deve
ser realizada para verificar a integridade da tubulação e garantir a segurança dos
trabalhadores.

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[Link] O relatório de inspeção de segurança, mencionado na alínea “d” do subitem


[Link], deve conter, no mínimo:
a) identificação da(s) linha(s) ou sistema de tubulação;
b) fluidos de serviço da tubulação, e respectivas temperatura e pressão de operação;
c) tipo de inspeção executada;
d) data de início e de término da inspeção;
e) descrição das inspeções, exames e testes executados;

f) registro fotográfico ou registro da localização das anomalias significativas detectadas


no exame externo da tubulação;
g) resultado das inspeções e intervenções executadas;
h) recomendações e providências necessárias;
i) parecer conclusivo quanto à integridade da tubulação, do sistema de tubulação ou da
linha até a próxima inspeção;
j) data prevista para a próxima inspeção de segurança; e
k) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do PLH e nome
legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que o relatório de inspeção de
segurança das tubulações deve conter informações importantes, como a identificação da
linha ou sistema de tubulação, os fluidos que são transportados, a temperatura e pressão de
operação, além de outras informações relevantes para a segurança dos trabalhadores e
instalações. O relatório deve incluir também a descrição das inspeções, exames e testes
realizados, o resultado das intervenções executadas, as recomendações e providências
necessárias, o parecer conclusivo sobre a integridade da tubulação até a próxima inspeção, a
data prevista para a próxima inspeção de segurança e as assinaturas do PLH e dos técnicos
que participaram da inspeção. É fundamental que essas informações estejam devidamente
registradas e atualizadas para garantir a segurança dos trabalhadores e a integridade das
instalações.

[Link] As tubulações de vapor de água devem ser mantidas em boas condições


operacionais, de acordo com um plano de manutenção.
Texto comentado: autoexplicativo.

[Link] As tubulações devem ser identificadas conforme padronização formalmente


instituída pelo estabelecimento.
Texto comentado: autoexplicativo.

13.7 Tanques metálicos de armazenamento


13.7.1 Disposições gerais

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[Link] As empresas que possuam tanques enquadrados nesta NR devem elaborar um


programa e um plano de inspeção que considere, no mínimo, as seguintes variáveis,
condições e premissas:
a) os fluidos armazenados;
b) condições operacionais;
c) os mecanismos de danos previsíveis; e
d) as consequências para os trabalhadores, instalações e meio ambiente decorrentes de
possíveis falhas dos tanques.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que empresas que possuem tanques
de armazenamento devem criar um programa e um plano de inspeção que leve em
consideração algumas variáveis, condições e premissas. Essas variáveis são: os fluidos
armazenados, as condições operacionais do tanque, os mecanismos de danos que podem
acontecer e as consequências para os trabalhadores, instalações e meio ambiente em caso de
falhas no tanque. Esse plano deve ser feito para garantir a segurança das pessoas e do meio
ambiente, além de prevenir possíveis danos causados por falhas nos tanques.

[Link] Todo estabelecimento que possua tanques enquadrados nesta NR deve ter a
seguinte documentação devidamente atualizada:
a) folhas de dados com as especificações dos tanques necessárias ao planejamento e
execução da sua inspeção;
b) projeto de alteração ou reparo;
c) relatórios de inspeção de segurança;
d) registro de segurança; e
e) certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança, se aplicável.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que todo estabelecimento que possua
tanques enquadrados na norma deve manter a documentação atualizada, incluindo folhas de
dados com as especificações dos tanques, projeto de alteração ou reparo, relatórios de inspeção
de segurança, registro de segurança e certificados de inspeção e teste dos dispositivos de
segurança. Essa documentação é essencial para garantir a segurança dos trabalhadores,
instalações e meio ambiente, e deve estar disponível para consulta em caso de necessidade.

[Link] O registro de segurança deve ser constituído por livro de páginas numeradas,
pastas ou sistema informatizado, onde serão registradas:
a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança dos
tanques; e

b) as ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, devendo


constar a condição operacional do tanque, o nome legível e assinatura de responsável
técnico formalmente designado pelo empregador.
Texto comentado: O registro de segurança é um documento importante que deve ser mantido
pelas empresas que possuem tanques enquadrados na NR 13. Ele pode ser constituído por um
livro, pastas ou sistema informatizado, e deve registrar todas as ocorrências importantes que
possam influir nas condições de segurança dos tanques, além das ocorrências de inspeções
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de segurança inicial, periódica e extraordinária. No registro, deve constar a condição


operacional do tanque e o nome legível e assinatura de um responsável técnico formalmente
designado pelo empregador. O objetivo é garantir o controle e a rastreabilidade das ações
realizadas para a segurança dos tanques.

[Link] Os documentos referidos no subitem [Link], alínea “a”, quando inexistentes


ou extraviados, devem ser reconstituídos pelo empregador.
Texto comentado: autoexplicativo.

13.7.2 Segurança na operação de tanques metálicos de armazenamento


Texto comentado: autoexplicativo.

[Link] Os tanques devem possuir dispositivos de segurança contra sobrepressão e


vácuo, conforme os critérios do código de construção utilizado, ou em atendimento às
recomendações de estudo de análises de cenários de falhas.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 determina que os tanques devem possuir dispositivos
de segurança para evitar situações de pressão excessiva (sobrepressão) ou de vácuo, seguindo
os critérios do código de construção utilizado ou, caso não haja essa referência, por meio de
estudos e análises que identifiquem possíveis falhas e as formas de evitá-las. Esses dispositivos
de segurança são importantes para garantir a integridade do tanque e evitar acidentes que
possam causar danos à saúde dos trabalhadores ou ao meio ambiente.

[Link] Os dispositivos contra sobrepressão, vácuo e as válvulas corta-chamas, quando


aplicáveis, devem ser mantidos e inspecionados em conformidade com um plano de
manutenção.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que os dispositivos de segurança contra
sobrepressão, vácuo e as válvulas corta-chamas, quando aplicáveis, devem ser mantidos e
inspecionados em conformidade com um plano de manutenção. Isso significa que as empresas
que possuem tanques precisam criar um plano de manutenção para garantir que esses
dispositivos estejam funcionando corretamente e possam prevenir acidentes. A inspeção deve
seguir as orientações do fabricante ou do código de construção utilizado, e os resultados devem
ser registrados.

[Link] Os tanques devem ser identificados conforme padronização instituída pelo


empregador.
Texto comentado: autoexplicativo.

13.7.3 Inspeção de segurança de tanques metálicos de armazenamento


Texto comentado: autoexplicativo.

[Link] Os tanques devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial, periódica e


extraordinária. (Vide linha de corte - Art. 9º da Portaria MTP nº 1.846, de 01 de julho de 2022)
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que os tanques devem ser submetidos a
três tipos de inspeções de segurança: a inicial, a periódica e a extraordinária. A inspeção inicial é
realizada antes do início da operação do tanque, a periódica é realizada em intervalos regulares
e a extraordinária é realizada em situações específicas, como danos ao tanque ou alterações

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significativas. O objetivo dessas inspeções é garantir a integridade e segurança do tanque, a fim


de prevenir acidentes e proteger os trabalhadores e o meio ambiente.

[Link] Os intervalos de inspeção de segurança periódica dos tanques devem atender


aos prazos estabelecidos no programa de inspeção elaborado por responsável técnico,
de acordo com códigos ou normas aplicáveis.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que os tanques devem ser submetidos a
inspeções de segurança periódicas, cujos intervalos de tempo devem seguir os prazos
estabelecidos no programa de inspeção, elaborado por um profissional responsável, que deve
seguir as normas e códigos aplicáveis. Em outras palavras, é necessário seguir um plano de
inspeção adequado que indique quando as inspeções devem ser realizadas e que atenda aos
requisitos de segurança para os tanques.

[Link] Deve ser executada inspeção extraordinária nas seguintes situações:


a) sempre que o tanque for danificado por acidente ou outra ocorrência que
comprometa a segurança dos trabalhadores;
b) quando o tanque for submetido a reparos ou alterações significativas, capazes de
alterar sua capacidade de contenção de fluído;
c) antes de o tanque ser recolocado em funcionamento, quando permanecer inativo por
mais de vinte e quatro meses; ou
d) quando houver alteração do local de instalação.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece a necessidade de realizar inspeções
extraordinárias em tanques em algumas situações específicas. Essas inspeções devem ser
feitas quando o tanque sofre danos, reparos ou alterações que possam comprometer a
segurança dos trabalhadores, quando o tanque fica inativo por mais de 24 meses ou quando
há mudança de local de instalação. A inspeção extraordinária é uma medida importante para
garantir a segurança dos trabalhadores e do meio ambiente.

[Link] O relatório de inspeção de segurança, mencionado na alínea “c” do subitem


[Link] deve conter no mínimo:
a) identificação do tanque;
b) fluidos armazenados no tanque, e respectiva temperatura de operação;
c) tipo de inspeção executada;
d) data de início e de término da inspeção;
e) descrição das inspeções, exames e testes executados;
f) registro fotográfico ou registro da localização das anomalias significativas detectadas
nos exames internos e externos do tanque;
g) resultado das inspeções e intervenções executadas;
h) recomendações e providências necessárias;
i) parecer conclusivo quanto à integridade do tanque até a próxima inspeção;
j) data prevista para a próxima inspeção de segurança;

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k) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional de responsável


técnico e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção; e
l) certificados de inspeção e teste dos dispositivos de sobrepressão e vácuo.
Texto comentado: O item [Link] da NR 13 estabelece que o relatório de inspeção de
segurança de tanques deve conter informações mínimas, tais como a identificação do tanque,
os fluidos armazenados nele e sua temperatura de operação, o tipo de inspeção realizada, a
data de início e término da inspeção, a descrição das inspeções, exames e testes realizados,
registro fotográfico ou da localização das anomalias encontradas, o resultado das
intervenções executadas, as recomendações e providências necessárias, o parecer conclusivo
sobre a integridade do tanque até a próxima inspeção, a data prevista para a próxima
inspeção de segurança, as assinaturas dos responsáveis técnicos e técnicos que participaram
da inspeção, e os certificados de inspeção e teste dos dispositivos de sobrepressão e vácuo.
Essas informações são essenciais para garantir a segurança dos trabalhadores, instalações e
meio ambiente envolvidos com os tanques.

ANEXO I DA NR-13

CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO

1. Caldeiras

1.1 Para efeito da NR-13, é considerado operador de caldeira aquele que cumprir uma
das seguintes condições:
a) possuir certificado de treinamento de segurança na operação de caldeiras expedido
por instituição competente e comprovação de prática profissional supervisionada,
conforme item 1.5 deste Anexo; ou
b) possuir certificado de treinamento de segurança na operação de caldeiras previsto na
NR-13 aprovada pela Portaria SSMT n° 02, de 08 de maio de 1984 ou na Portaria SSST
n.º 23, de 27 de dezembro de 1994.
Texto comentado: O item 1.1 da NR-13 define o que é considerado um operador de caldeira
para fins de cumprimento da norma. Para ser considerado um operador de caldeira, é preciso
atender a uma das seguintes condições: possuir certificado de treinamento de segurança na
operação de caldeiras expedido por instituição competente e comprovação de prática
profissional supervisionada, conforme o item 1.5; ou possuir certificado de treinamento de
segurança na operação de caldeiras previsto na NR-13 aprovada pela Portaria SSMT n°
02/1984 ou na Portaria SSST n.º 23/1994. Em resumo, a norma exige que os operadores de
caldeira sejam capacitados e tenham conhecimento sobre segurança na operação desse
equipamento.

1.2 O pré-requisito mínimo para participação como aluno, no treinamento de


segurança na operação de caldeiras, é o atestado de conclusão do ensino médio.
Texto comentado: autoexplicativo.

1.3 O treinamento de segurança na operação de caldeiras deve, obrigatoriamente:


a) ser supervisionado tecnicamente por PLH;

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b) ser ministrado por instrutores com proficiência no assunto;


c) obedecer, no mínimo, ao currículo proposto no item 1.9 deste Anexo;
d) ser integrado com a prática profissional supervisionada, conforme item 1.5 deste
Anexo;
e) ter carga horária mínima de quarenta horas; e
f) estabelecer formas de avaliação de aprendizagem.
Texto comentado: O item 1.3 da NR 13 trata das exigências para o treinamento de segurança
na operação de caldeiras. Segundo a norma, o treinamento deve ser supervisionado
tecnicamente por PLH (Profissional Legalmente Habilitado), ministrado por instrutores
especializados, ter carga horária mínima de 40 horas e ser integrado com a prática
profissional supervisionada. Além disso, o treinamento deve seguir um currículo mínimo e
estabelecer formas de avaliação de aprendizagem. O objetivo dessas exigências é garantir
que o operador de caldeira tenha as habilidades e conhecimentos necessários para operar a
caldeira com segurança, evitando acidentes e preservando a integridade física dos
trabalhadores.

1.3.1 O treinamento de segurança na operação de caldeiras pode ser realizado sob a


forma de Ensino a Distância - EaD.
Texto comentado: autoexplicativo.

1.3.2 A adoção do EaD não elide o disposto no item 1.3, alínea “d” deste Anexo.
Texto comentado: autoexplicativo.

1.4 Os responsáveis pelo treinamento de segurança na operação de caldeiras estão


sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como a outras sanções legais
cabíveis, no caso de inobservância do disposto no item 1.3 deste Anexo.
Texto comentado: O item 1.4 da NR 13 estabelece que os responsáveis pelo treinamento de
segurança na operação de caldeiras devem seguir as normas previstas no item 1.3 deste anexo.
Caso não cumpram com essas normas, poderão ser impedidos de ministrar novos cursos de
treinamento e estar sujeitos a outras sanções legais aplicáveis. É importante que o treinamento
seja feito corretamente para garantir a segurança dos operadores de caldeiras e prevenir
acidentes.

1.5 Todo operador de caldeira deve ser submetido à prática profissional


supervisionada na operação da própria caldeira que irá operar, a qual deve ser
documentada e possuir duração mínima de:
a) caldeiras de categoria A - oitenta horas; ou
b) caldeiras de categoria B - sessenta horas.
Texto comentado: O item 1.5 da NR 13 estabelece que todo operador de caldeira precisa
passar por uma prática profissional supervisionada na operação da própria caldeira que irá
operar. Essa prática deve ser registrada em documento e ter uma duração mínima de 80 horas
para caldeiras de categoria A e 60 horas para caldeiras de categoria B. Isso é importante para
garantir que o operador tenha a experiência necessária para operar a caldeira com segurança
e eficiência, minimizando riscos de acidentes ou problemas operacionais.

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1.6 O estabelecimento onde for realizada a prática profissional supervisionada prevista


nesta NR deve informar, quando requerido pela representação sindical da categoria
profissional predominante do estabelecimento:
a) período de realização da prática profissional supervisionada;
b) entidade, empregador ou profissional responsável pelo treinamento de segurança na
operação de caldeira; e
c) relação dos participantes desta prática profissional supervisionada.
Texto comentado: O item 1.6 da NR 13 estabelece que o estabelecimento onde será realizada
a prática profissional supervisionada na operação de caldeira deve fornecer informações à
representação sindical da categoria profissional predominante, quando solicitado. Essas
informações devem incluir o período em que a prática será realizada, a entidade, o
empregador ou o profissional responsável pelo treinamento de segurança na operação de
caldeira e a relação dos participantes da prática. Em outras palavras, as informações sobre a
prática devem estar disponíveis para consulta da representação sindical caso seja solicitado.

1.7 Deve ser realizada a atualização dos conhecimentos dos operadores de caldeiras
quando:
a) ocorrer modificação na caldeira;
b) ocorrer acidentes e/ou incidentes de alto potencial, que envolvam a operação da
caldeira; ou
c) houver recorrência de incidentes.
Texto comentado: O item 1.7 da NR 13 estabelece que é necessário realizar a atualização dos
conhecimentos dos operadores de caldeiras em algumas situações específicas. Uma delas é
quando houver uma modificação na caldeira, ou seja, uma alteração que possa impactar na
sua operação e segurança. Além disso, é importante realizar a atualização em caso de
ocorrência de acidentes e/ou incidentes graves envolvendo a operação da caldeira, bem como
quando houver recorrência de incidentes. O objetivo dessa atualização é garantir que os
operadores estejam capacitados e atualizados quanto às boas práticas e medidas de
segurança na operação de caldeiras, a fim de prevenir acidentes e incidentes.

1.8 A prática profissional supervisionada obrigatória deve ser realizada após a


conclusão de todo o conteúdo programático previsto no item 1.9 deste Anexo, inclusive
nos casos de aproveitamento de treinamentos entre organizações.
Texto comentado: O item 1.8 da NR 13 estabelece que a prática profissional supervisionada na
operação de caldeiras é obrigatória e deve ser realizada somente após a conclusão de todo o
conteúdo programático previsto no item 1.9 do Anexo da NR 13. Mesmo que o operador de
caldeira já tenha realizado treinamentos em outras organizações, ele ainda deve realizar a
prática supervisionada na nova empresa. Isso garante que o operador esteja apto a operar a
caldeira de forma segura e evita possíveis acidentes.

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1.9 Currículo mínimo para treinamento de segurança na operação de Caldeiras:


Noções de física aplicada. Pressão. Pressão atmosférica. Pressão manométrica e pressão
absoluta. Pressão interna em caldeiras. Unidades de pressão. Transferência de calor.
Noções gerais: o que é calor, o que é temperatura. Modos de transferência de calor. Calor
específico e calor sensível. Transferência de calor a temperatura constante.
Termodinâmica. Conceitos Vapor saturado e vapor superaquecido. Mecânica dos Fluidos.
Conceitos fundamentais. Pressão em escoamento. Escoamento de gases. Noções de
química aplicada. Densidade. Solubilidade. Difusão de gases e vapores. Caracterização de
ácido e base (Álcalis) - Definição de pH. Fundamentos básicos sobre corrosão.
Considerações gerais sobre caldeiras. Tipos de caldeiras e suas utilizações. Caldeiras
flamotubulares. Caldeiras aquatubulares. Caldeiras elétricas. Caldeiras a combustíveis
sólidos. Caldeiras a combustíveis líquidos. Caldeiras a gás. Acessórios de caldeiras.
Instrumentos e dispositivos de controle de caldeiras. Dispositivo de alimentação. Visor
de nível. Sistema de controle de nível. Indicadores de pressão. Dispositivos de segurança.
Dispositivos auxiliares. Válvulas e tubulações. Tiragem de fumaça. Sistema
instrumentado de segurança. Operação de caldeiras. Partida e parada. Regulagem e
controle: de temperatura, de pressão, de fornecimento de energia, do nível de água, de
poluentes e de combustão. Falhas de operação, causas e providências. Roteiro de vistoria
diária. Operação de um sistema de várias caldeiras. Procedimentos para situações de
emergência. Tratamento de água de caldeiras. Impurezas da água e suas consequências.
Tratamento de água de alimentação. Controle de água de caldeira. Prevenção contra
explosões e outros riscos. Riscos gerais de acidentes e riscos à saúde. Riscos de explosão.
Estudos de caso. Legislação e normalização.
Norma Regulamentadora nº 13 (NR-13). Categoria de caldeiras B. Tópicos de inspeção e
manutenção de equipamentos e registros. (Retificado em 20/10/2022)
Texto comentado: O item 1.9 da NR 13 apresenta o currículo mínimo para o treinamento de
segurança na operação de caldeiras, ou seja, a lista de assuntos que devem ser abordados
durante o treinamento. Entre os tópicos estão: noções de física, transferência de calor,
termodinâmica, mecânica dos fluidos, química aplicada, tipos de caldeiras e seus acessórios,
dispositivos de segurança, operação de caldeiras, procedimentos para situações de emergência,
tratamento de água de caldeiras, prevenção contra explosões e outros riscos, legislação e
normalização. É importante que todo operador de caldeira tenha conhecimento desses assuntos
para garantir a segurança na operação desse equipamento.

2. Vasos de Pressão
2.1 A operação de unidades de processo que possuam vasos de pressão de categorias
I ou II deve ser feita por profissional com treinamento de segurança na operação de
unidades de processos.
Texto comentado: Esse item da NR 13 determina que a operação de unidades de processo que
possuem vasos de pressão de categorias I ou II deve ser feita por um profissional capacitado
através de treinamento de segurança específico para operação dessas unidades. Isso significa
que o profissional deve ter conhecimento e habilidades necessárias para operar com segurança
esses equipamentos, reduzindo riscos de acidentes para si e para outros trabalhadores. É
importante lembrar que o treinamento deve ser realizado por instrutores qualificados e
atualizado periodicamente para garantir a eficácia e atualização dos conhecimentos adquiridos.

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2.2 Para efeito desta NR é considerado profissional com treinamento de segurança na


operação de unidades de processo aquele que satisfizer uma das seguintes condições:
a) possuir certificado de treinamento de segurança na operação de unidades de
processo expedido por instituição competente para o treinamento e comprovação de
prática profissional supervisionada, conforme item 2.6 deste Anexo; ou
b) possuir experiência comprovada na operação de vasos de pressão das categorias I ou
II de pelo menos dois anos antes da vigência da NR-13, aprovada pela Portaria SSST
nº 23, de 27 de dezembro de 1994.
Texto comentado: O item 2.2 da NR 13 define quem é considerado um profissional com
treinamento de segurança na operação de unidades de processo. Para ser considerado como
tal, o indivíduo deve possuir um certificado de treinamento emitido por uma instituição
competente e comprovar prática profissional supervisionada, conforme o item 2.6. Ou então,
deve possuir experiência comprovada na operação de vasos de pressão das categorias I ou II
de pelo menos dois anos antes da vigência da NR-13, aprovada pela Portaria SSST nº 23, de
27 de dezembro de 1994. Essas são as condições necessárias para que um profissional possa
operar unidades de processo que possuam vasos de pressão de categorias I ou II.

2.3 O pré-requisito mínimo para participação, como aluno, no treinamento de


segurança na operação de unidades de processo é o atestado de conclusão do ensino
médio.
Texto comentado: O item 2.3 da NR 13 estabelece que o pré-requisito mínimo para participar do
treinamento de segurança na operação de unidades de processo é ter concluído o ensino médio
e possuir o respectivo atestado de conclusão. Isso significa que é necessário ter concluído o nível
médio de educação antes de se inscrever no curso de treinamento de segurança para operar
unidades de processo, que é exigido para quem opera vasos de pressão das categorias I ou II. A
exigência do ensino médio visa garantir que os profissionais tenham uma base educacional
mínima para compreender os conceitos e técnicas abordados no treinamento.

2.4 O treinamento de segurança na operação de unidades de processo deve,


obrigatoriamente:
a) ser supervisionado tecnicamente por PLH;
b) ser ministrado por instrutores com proficiência no assunto;
c) obedecer, no mínimo, ao currículo proposto no item 2.10 deste Anexo; (Retificada em
20/10/2022)

d) ser integrado com a prática profissional supervisionada, conforme item 2.6;


e) ter carga horária mínima de quarenta horas; e
f) estabelecer formas de avaliação de aprendizagem.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece os requisitos para o treinamento de segurança
na operação de unidades de processo que possuem vasos de pressão de categorias I ou II. O
treinamento deve ser supervisionado por um profissional habilitado, ser ministrado por
instrutores especializados no assunto, seguir um currículo mínimo especificado na norma, ter
uma carga horária mínima de 40 horas e incluir a prática profissional supervisionada. Além disso,
deve haver formas de avaliação para medir o aprendizado dos participantes. O objetivo é
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garantir que os profissionais que operam unidades de processo possam desempenhar suas
funções de forma segura e eficiente.

2.4.1 O treinamento de segurança na operação de unidades de processo pode ser


realizado sob a forma de EaD.
Texto comentado: autoexplicativo.

2.4.2 A adoção do EaD não elide o disposto no item 2.4, alínea “d” deste Anexo. Texto
comentado: autoexplicativo.

2.5 Os responsáveis pelo treinamento de segurança na operação de unidades de


processo estão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como a outras
sanções legais cabíveis, no caso de inobservância do disposto no item 2.4.
Texto comentado: O item 2.5 da NR 13 diz que as pessoas que são responsáveis por ministrar o
treinamento de segurança na operação de unidades de processo podem sofrer punições legais e
serem proibidas de ministrar novos cursos se não cumprirem as regras estabelecidas no item 2.4
da norma, como por exemplo, não cumprir a carga horária mínima de 40 horas, não integrar a
prática profissional supervisionada, não seguir o currículo mínimo estabelecido, entre outras
obrigações. O objetivo dessa regra é garantir que os profissionais que operam vasos de pressão
das categorias I e II sejam devidamente treinados e capacitados para realizar suas atividades
com segurança.

2.6 Todo profissional com treinamento de segurança na operação de unidades de


processo deve ser submetido à prática profissional supervisionada com duração de
trezentas horas na operação de unidade de processo que possuam vasos de pressão de
categorias I ou II.
Texto comentado: O item 2.6 da NR 13 determina que todo profissional com treinamento de
segurança na operação de unidades de processo deve passar por uma prática profissional
supervisionada. Essa prática deve ter duração mínima de 300 horas e ser realizada na operação
de unidade de processo que possuam vasos de pressão de categorias I ou II. Isso significa que é
necessário que o profissional atue na prática sob supervisão para adquirir experiência e
segurança na operação dessas unidades de processo. A prática deve ser documentada e
aprovada pelo responsável técnico.

2.7 O estabelecimento onde for realizada a prática profissional supervisionada prevista


nesta NR deve informar, quando requerido pela representação sindical da categoria
profissional predominante do estabelecimento:
a) período de realização da prática profissional supervisionada;
b) entidade, empregador ou profissional responsável pelo treinamento de segurança
na operação de unidades de processo; e
c) relação dos participantes desta prática profissional supervisionada.
Texto comentado: O item 2.7 da NR 13 estabelece que o estabelecimento onde será realizada a
prática profissional supervisionada deve informar a representação sindical da categoria
profissional predominante do estabelecimento sobre o período de realização, a entidade ou
profissional responsável pelo treinamento de segurança na operação de unidades de processo,
bem como a relação dos participantes da prática profissional supervisionada, quando solicitado.

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Isso garante que as entidades sindicais possam ter acesso a essas informações e fiscalizar o
cumprimento da NR 13 pelas empresas.

2.8 Deve ser realizada a atualização dos conhecimentos dos operadores de unidades de
processo quando:
a) ocorrer modificação na unidade de processo;
b) ocorrer acidentes e/ou incidentes de alto potencial, que envolvam a operação de
vasos de pressão; ou
c) houver recorrência de incidentes.
Texto comentado: O item 2.8 da NR 13 diz que é necessário atualizar os conhecimentos dos
operadores de unidades de processo em três situações: quando houver modificações na
unidade de processo, quando ocorrerem acidentes ou incidentes graves envolvendo os vasos
de pressão, ou quando esses incidentes acontecerem com frequência. A ideia é que os
operadores estejam sempre atualizados e preparados para lidar com situações novas ou de
risco.

2.9 A prática profissional supervisionada obrigatória deve ser realizada após a


conclusão de todo o conteúdo programático previsto no item 2.10, inclusive nos casos
de aproveitamento de treinamentos entre organizações, com carga horária definida pelo
empregador.
Texto comentado: O item 2.9 da NR 13 estabelece que a prática profissional supervisionada é
obrigatória e deve ser realizada após a conclusão de todo o conteúdo programático definido no
item 2.10. Isso vale mesmo nos casos em que o profissional já tenha feito treinamentos em outras
organizações. Além disso, a carga horária da prática deve ser definida pelo empregador. A
prática consiste na operação supervisionada de unidades de processo que possuam vasos de
pressão de categorias I ou II, e tem como objetivo garantir que o profissional esteja capacitado
para realizar a operação de forma segura e eficiente.

2.10 Currículo mínimo para treinamento de segurança na operação de unidades de


processo: Noções de física aplicada. Pressão. Pressão atmosférica. Pressão manométrica
e pressão absoluta. Pressão interna, pressão externa e vácuo. Unidades de pressão.
Transferência de calor. Noções gerais: o que é calor, o que é temperatura. Modos de
transferência de calor. Calor específico e calor sensível. Transferência de calor a
temperatura constante. Termodinâmica. Conceitos. Vapor saturado e vapor
superaquecido. Mecânica dos fluidos. Conceitos fundamentais. Pressão em escoamento.
Tipos de escoamento: laminar e turbulento. Escoamento de líquidos: transferência por
gravidade, diferença de pressão, sifão. Perda de carga: conceito, rugosidade, acidentes.
Princípio de bombeamento de fluidos. Noções de química aplicada. Densidade.
Solubilidade. Difusão de gases e vapores. Caracterização de ácido e base (Álcalis) -
Definição de pH. Fundamentos básicos sobre corrosão. Equipamentos de processo (carga
horária estabelecida de acordo com a complexidade da unidade, onde aplicável).
Acessórios de tubulações. Acessórios elétricos e outros itens. Aquecedores de água.
Bombas. Caldeiras (conhecimento básico). Compressores. Condensador.
Desmineralizador. Esferas. Evaporadores. Filtros. Lavador de gases. Reatores. Resfriador.
Secadores. Silos. Tanques de armazenamento. Torres. Trocadores calor. Tubulações

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industriais. Turbinas a vapor. Injetores e ejetores. Dispositivos de segurança. Outros.


Instrumentação. Operação da unidade. Descrição do processo. Partida e parada.
Procedimentos de emergência. Descarte de produtos químicos e preservação do meio
ambiente. Avaliação e controle de riscos inerentes ao processo. Prevenção contra
deterioração, explosão e outros riscos. Legislação e normalização. Norma
Regulamentadora nº 13 (NR-13). Categorias de vasos de pressão. Tópicos de inspeção e
manutenção de equipamentos e registros. (Retificada em 20/10/2022)
Texto comentado: O item 2.10 da NR 13 estabelece um currículo mínimo para o treinamento de
segurança na operação de unidades de processo. Esse currículo inclui diversos tópicos
relacionados à física, termodinâmica, mecânica dos fluidos, química, equipamentos de processo,
instrumentação, operação da unidade, prevenção de riscos e legislação. O objetivo é garantir que
os profissionais que operam vasos de pressão de categorias I ou II tenham conhecimento teórico
e prático suficientes para realizar suas atividades com segurança. Além disso, esse treinamento
deve ter carga horária mínima definida pelo empregador e ser integrado com a prática
profissional supervisionada.

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ANEXO II DA NR-13

REQUISITOS PARA CERTIFICAÇÃO DE SERVIÇO PRÓPRIO DE INSPEÇÃO DE


EQUIPAMENTOS - SPIE

1. O SPIE da empresa, organizado na forma de setor, seção, departamento, divisão, ou


equivalente, deve ser certificado por OCP acreditado pelo INMETRO, que irá verificar, por
meio de auditorias programadas, o atendimento aos seguintes requisitos:
a) existência de pessoal próprio da empresa onde estão instaladas caldeiras, vasos de
pressão, tubulações e tanques, com dedicação exclusiva a atividades de inspeção,
avaliação de integridade e vida remanescente, com formação, qualificação e
treinamento compatíveis com a atividade proposta de preservação da segurança;
(Retificada em 20/10/2022)

b) mão de obra contratada para ensaios não destrutivos certificada segundo


regulamentação vigente e, para outros serviços de caráter eventual, selecionada e
avaliada segundo critérios semelhantes ao utilizado para a mão de obra própria;
c) serviço de inspeção de equipamentos proposto com um responsável pelo seu
gerenciamento formalmente designado para esta função;
d) existência de pelo menos um PLH;
e) existência de condições para manutenção de arquivo técnico atualizado, necessário
ao atendimento da NR-13, assim como mecanismos para distribuição de informações
quando requeridas;
f) existência de procedimentos escritos para as principais atividades executadas;
g) existência de aparelhagem condizente com a execução das atividades propostas; e
h) cumprimento mínimo da programação de inspeção.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que toda empresa que possua caldeiras, vasos
de pressão, tubulações e tanques deve ter um SPIE (Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos) organizado em setor, seção, departamento ou equivalente, e esse serviço deve
ser certificado por um OCP acreditado pelo INMETRO. O OCP fará auditorias programadas para
verificar se a empresa atende aos seguintes requisitos: ter pessoal próprio dedicado
exclusivamente a atividades de inspeção e avaliação de integridade dos equipamentos, com
formação e treinamento adequados; contratar mão de obra certificada para ensaios não
destrutivos e selecionar e avaliar outras mão de obra para serviços eventuais; ter um responsável
designado para o gerenciamento do serviço de inspeção de equipamentos; ter pelo menos um
PLH na equipe; ter condições para manter um arquivo técnico atualizado e distribuir informações
quando necessário; ter procedimentos escritos para as principais atividades executadas; ter
aparelhagem adequada para as atividades; e cumprir a programação mínima de inspeção. O
objetivo é garantir a segurança e a integridade dos equipamentos.

2. A certificação de SPIE e a sua manutenção estão sujeitas a regulamento específico do


INMETRO.
Texto comentado: Este item da NR 13 estabelece que a certificação do SPIE (Sistema de Inspeção
de Equipamentos) de uma empresa, que é responsável pela inspeção, avaliação e manutenção

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de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques, deve seguir regulamento específico do


INMETRO e que a sua manutenção também deve ser de acordo com esse regulamento. Isso
significa que há normas e procedimentos específicos a serem seguidos para garantir a segurança
desses equipamentos, e que as empresas devem se certificar regularmente para garantir que
estão cumprindo esses padrões de segurança.
ANEXO III DA NR-13

CERTIFICAÇÃO VOLUNTÁRIA DE COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL LEGALMENTE


HABILITADO - PLH

1. O PLH pode, através de certificação voluntária no âmbito do Sistema Brasileiro de


Avaliação da Conformidade - SBAC, obter o reconhecimento de sua competência
profissional como PLH Certificado da NR-13 para o exercício das atividades referentes a
acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de
caldeiras, de vasos de pressão, de tubulações e de tanques metálicos de armazenamento.
Texto comentado: Este item da NR-13 permite que o Profissional Legalmente Habilitado (PLH)
possa obter uma certificação voluntária no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da
Conformidade (SBAC) para ter seu reconhecimento de competência profissional como PLH
Certificado da NR-13. Essa certificação é destinada ao acompanhamento da operação e
manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e
tanques metálicos de armazenamento. Essa certificação voluntária pode ser uma forma do PLH
comprovar suas habilidades e conhecimentos para atuar em atividades relacionadas à NR-13.

2. Esta certificação voluntária deve ser feita por um Organismo de Certificação de


Pessoas – OPC, acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional
de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Cgcre/INMETRO.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece que a certificação voluntária do PLH para o
exercício das atividades referentes a acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção
e supervisão de inspeção de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de
armazenamento deve ser feita por um Organismo de Certificação de Pessoas (OPC) credenciado
pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia (INMETRO). O objetivo é garantir a qualidade e a competência do profissional
certificado, assegurando que ele possua o conhecimento e as habilidades necessárias para
desempenhar suas funções com segurança.

3. O esquema de certificação a ser desenvolvido pelo OPC deve considerar, como pré-
requisito, que o candidato à certificação voluntária possua graduação de nível superior
em Engenharia, com reconhecimento pelo respectivo conselho para as atribuições de
PLH.
Texto comentado: O item 3 da NR 13 estabelece que o OPC (Organismo de Certificação de
Pessoas) responsável por certificar PLHs (Profissionais Habilitados em Segurança de Caldeiras e
Vasos de Pressão) deve exigir, como pré-requisito, que o candidato possua graduação de nível
superior em Engenharia, com reconhecimento pelo respectivo conselho para as atribuições de
PLH. Ou seja, para obter a certificação, é necessário ter formação em Engenharia e ser
reconhecido pelo conselho profissional da área como habilitado para exercer as atribuições de
PLH. Essa exigência tem como objetivo garantir que o profissional possua conhecimentos técnicos
e teóricos adequados para exercer as atividades de segurança em caldeiras e vasos de pressão.

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4. O Programa de certificação voluntária de PLH, executado pelo OPC, deverá ter, no mínimo, as seguintes
fases:
a) avaliação - comprovação de formação acadêmica, cursos complementares, experiência profissional e
realização de exames teóricos e práticos;
b) análise e decisão - realização por pessoa(s) ou comitê formalmente designados para este fim, não
envolvidos nos processos (a);
c) formalização - emissão de certificado;
d) supervisão - manutenção da certificação, com reavaliação periódica; e
e) recertificação - realização a cada sessenta meses.
Texto comentado: O item 4 da NR 13 estabelece as fases necessárias para o Programa de certificação voluntária de
PLH (Profissional Legalmente Habilitado). Esse programa deve ter, no mínimo, as seguintes fases: avaliação (que
envolve comprovação de formação acadêmica, cursos complementares, experiência profissional e realização de
exames teóricos e práticos), análise e decisão (feita por pessoa(s) ou comitê formalmente designados para esse fim),
formalização (emissão de certificado), supervisão (manutenção da certificação com reavaliação periódica) e
recertificação (realização a cada sessenta meses). Isso garante que os PLHs tenham as habilidades, competências e
conhecimentos necessários para realizar as atividades referentes à operação, manutenção, inspeção e supervisão
de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de armazenamento, e contribui para garantir a
segurança e integridade desses equipamentos.

5. Os profissionais que obtiverem o reconhecimento de suas competências profissionais através desta


certificação voluntária devem ter esta informação divulgada pela autoridade competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho.
Texto comentado: O item 5 da NR 13 estabelece que os profissionais que obtiverem a certificação voluntária como PLH
devem ter essa informação divulgada pela autoridade competente em segurança e saúde no trabalho. Isso significa que
a autoridade responsável pela fiscalização da NR 13 deve tornar pública a informação de que o profissional possui essa
certificação, o que pode contribuir para aumentar a confiança e a credibilidade do profissional no mercado de trabalho.

ANEXO IV DA NR-13

REQUISITOS PARA AMPLIAÇÃO DE PRAZO DE INSPEÇÃO DE CALDEIRAS CATEGORIA ACOM SISTEMA


INSTRUMENTADO DE SEGURANÇA (SIS) E DE CALDEIRAS CATEGORIA BCOM SISTEMA DE GERENCIAMENTO
DE COMBUSTÃO - SGC

1. Caldeiras de categoria A dotadas de Sistema Instrumentado de Segurança – SIS

1.1 A ampliação dos prazos de inspeções de segurança das caldeiras de categoria A que operam de forma
contínua fica condicionada ao cumprimento integral das seguintes exigências:
a) instalação da caldeira em estabelecimentos que possuam certificação de SPIE, conforme Anexo II desta
NR;
b) plano e programa de inspeção aprovados por PLH, observado o limite máximo de quarenta e oito meses
entre inspeções internas;
c) sistema instrumentado de segurança, em conformidade com normas técnicas aplicáveis, atestado por
responsável técnico;
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d) controle da deterioração dos materiais que compõem as principais partes da caldeira;


e) análise e controle periódico da qualidade da água;
f) testes da pressão de abertura das válvulas de segurança a cada doze meses; (Retificada em 20/10/2022)
g) acompanhamento periódico dos parâmetros operacionais que influenciam a integridade da caldeira;
h) parecer técnico de PLH fundamentando a decisão de extensão de prazo; e
i) registro formal do cumprimento das alíneas anteriores.
Texto comentado: Esse item da NR 13 trata das exigências para a ampliação dos prazos de inspeções de segurança
das caldeiras de categoria A que operam de forma contínua. Para que essa ampliação seja possível, é necessário que
a caldeira esteja instalada em um estabelecimento que possua certificação de SPIE, que haja um plano e programa
de inspeção aprovados por um PLH, que a caldeira tenha um sistema instrumentado de segurança em conformidade
com as normas técnicas, que haja controle da deterioração dos materiais da caldeira, análise e controle periódico
da qualidade da água, testes da pressão de abertura das válvulas de segurança a cada doze meses,
acompanhamento periódico dos parâmetros operacionais, parecer técnico de PLH fundamentando a decisão de
extensão de prazo e registro formal do cumprimento dessas exigências.

1.2 O SIS deve:


a) ser baseado em estudo de confiabilidade que garanta execução segura da sequência de acendimento e o
bloqueio automático dos combustíveis em casos de perda do controle de combustão ou da geração de
vapor, assim como possuir análise de risco conduzida por equipe multidisciplinar, com participação dos
responsáveis pela operação da caldeira;
b) ser projetado, instalado e testado, sob a responsabilidade de responsável técnico; e
c) ser mantido de acordo com procedimentos específicos definidos pelo fabricante ou por responsável
técnico.
Texto comentado: O item 1.2 da NR 13 estabelece que o Sistema Intertravamento de Segurança (SIS) deve ser
baseado em estudos de confiabilidade e análise de risco para garantir que o acendimento da caldeira seja seguro e
que o combustível seja bloqueado automaticamente em caso de perda de controle de combustão ou geração de
vapor. O SIS deve ser projetado, instalado e testado por um responsável técnico e mantido de acordo com
procedimentos específicos definidos pelo fabricante ou pelo responsável técnico. Em resumo, esse item visa garantir
a segurança da operação da caldeira por meio de um sistema intertravamento de segurança confiável e bem
mantido.

1.2.1 Os procedimentos de inspeção, testes e manutenção devem ser executados e aprovados por
responsável técnico.
Texto comentado: autoexplicativo.

1.3 As alterações nas funções instrumentadas de segurança do SIS, bem como em outros componentes da
malha de controle, provisórias ou definitivas, devem ser registradas e aprovadas por responsável técnico, com
anuência do empregador ou de preposto por ele designado.
Texto comentado: O item 1.3 da NR 13 estabelece que quaisquer mudanças no Sistema Instrumentado de Segurança
(SIS) ou em outros componentes da malha de controle devem ser registradas e aprovadas por um responsável técnico,
com a concordância do empregador ou de um preposto designado por ele. Isso significa que qualquer alteração no
sistema que possa afetar a segurança da operação da caldeira deve ser documentada e avaliada por um profissional
capacitado, antes de ser implementada. Essa medida tem como objetivo garantir a segurança dos trabalhadores e
prevenir acidentes.

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1.4 O empregador deve comunicar formalmente à representação sindical da categoria profissional


predominante do estabelecimento a implementação dos novos prazos de inspeção de segurança das
caldeiras.
Texto comentado: Este item da NR 13 determina que o empregador deve comunicar formalmente ao sindicato dos
trabalhadores da categoria predominante sobre a implementação dos novos prazos de inspeção de segurança das
caldeiras. Ou seja, o empregador deve informar aos representantes dos trabalhadores sobre as mudanças realizadas
nas inspeções de segurança das caldeiras. Isso é importante para garantir a transparência das ações do empregador e
garantir que os trabalhadores estejam cientes das alterações que afetam diretamente a sua segurança e saúde no
trabalho.

2 Caldeiras de categoria B com Sistema de Gerenciamento de Combustão – SGC


Texto comentado: autoexplicativo.

2.1 A ampliação dos prazos de inspeções de segurança das caldeiras de categoria B que operam de forma
contínua fica condicionada ao cumprimento integral das seguintes exigências:
a) plano e programa de inspeção aprovados por PLH, observado o limite máximo de trinta meses entre
inspeções internas;
b) SGC com projeto de funções instrumentadas de segurança em conformidade com normas técnicas
aplicáveis, atestado por responsável técnico;
c) controle da deterioração dos materiais que compõem as partes importantes para integridade da caldeira;
d) análise e controle periódico da qualidade da água, conforme prescrições do fabricante da caldeira;
e) testes da pressão de abertura das válvulas de segurança a cada 12 meses;
f) acompanhamento periódico dos parâmetros operacionais que influenciam a integridade da caldeira;
g) parecer técnico de PLH fundamentando a decisão de extensão de prazo; e
h) registro formal do cumprimento das alíneas anteriores.
Texto comentado: Esse item da NR 13 estabelece as exigências que devem ser cumpridas para a ampliação dos
prazos de inspeção de segurança das caldeiras de categoria B que operam de forma contínua. Para isso, é necessário
ter um plano e programa de inspeção aprovados por um Profissional Habilitado em Caldeiras e Vasos de Pressão,
além de um Sistema de Gestão de Controle (SGC) com funções instrumentadas de segurança em conformidade com
as normas técnicas aplicáveis. Também é necessário controlar a deterioração dos materiais da caldeira, realizar
análise e controle periódico da qualidade da água, fazer testes da pressão de abertura das válvulas de segurança a
cada 12 meses, acompanhar periodicamente os parâmetros operacionais e registrar formalmente o cumprimento
das exigências anteriores. O parecer técnico do PLH é fundamental para a extensão do prazo de inspeção.
2.2 O SGC deve:
a) ter estudos de confiabilidade e análise de risco conduzidos por equipe multidisciplinar, com participação
dos responsáveis pela operação da caldeira;
b) ser projetado, instalado e testado sob a responsabilidade de responsável técnico; e
(Retificada em 20/10/2022)

c) ser mantido de acordo com procedimentos específicos definidos pelo fabricante ou por responsável
técnico.
Texto comentado: O item 2.2 da NR 13 estabelece que o Sistema de Gestão de Segurança da Caldeira (SGC) deve ser
baseado em estudos de confiabilidade e análise de risco feitos por uma equipe multidisciplinar, incluindo os

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responsáveis pela operação da caldeira. O SGC também deve ser projetado, instalado e testado sob a
responsabilidade de um responsável técnico e mantido de acordo com os procedimentos definidos pelo fabricante
ou responsável técnico. A finalidade do SGC é garantir a segurança da operação da caldeira e prevenir acidentes.

2.2.1 Os procedimentos de inspeção, testes e manutenção devem ser executados e/ou aprovados por
responsável técnico.
Texto comentado: autoexplicativo.

2.3 As alterações nas funções instrumentadas de segurança, bem como em outros componentes da malha
de controle, provisórias ou definitivas, devem ser registradas e aprovadas por responsável técnico, com
anuência do empregador ou de preposto por ele designado.
Texto comentado: Este item da NR 13 estabelece que quaisquer mudanças nas funções instrumentadas de segurança e
outros componentes do sistema de gestão de segurança de caldeiras devem ser registradas e aprovadas por um
profissional responsável e técnico. Isso significa que qualquer alteração na forma como o sistema é projetado, instalado
ou operado deve ser registrada e avaliada para garantir que não haja impacto na segurança das pessoas e do ambiente.
O empregador ou alguém designado por ele também deve dar seu consentimento antes de implementar tais mudanças.

2.4 O empregador deve comunicar formalmente à representação sindical da categoria profissional


predominante do estabelecimento a implementação dos novos prazos de inspeção de segurança.
Texto comentado: O item 2.4 da NR 13 determina que o empregador deve informar por escrito ao sindicato da categoria
profissional predominante no estabelecimento sobre a mudança nos prazos de inspeção de segurança das caldeiras de
categoria B que operam de forma contínua, conforme estabelecido no item 2.1. Isso significa que o empregador deve
comunicar ao sindicato quando as inspeções serão feitas com menos frequência do que o usual, para que os
trabalhadores estejam cientes dessa mudança e possam acompanhar a segurança das caldeiras.

GLOSSÁRIO
Abertura escalonada de válvulas de segurança: condição diferenciada de ajuste da pressão de abertura de
múltiplas válvulas de segurança, prevista no código de construção do equipamento por elas protegido, onde
podem ser estabelecidos valores de abertura acima da PMTA, consideradas as vazões necessárias para o alívio
da sobrepressão em cenários distintos.
Alteração: mudança nas condições de projeto ou nos parâmetros operacionais, com impactos na integridade
estrutural dos equipamentos abrangidos por esta NR, ou que possam afetar a segurança dos trabalhadores e
de terceiros.
Caldeiras: equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica,
utilizando qualquer fonte de energia, projetados conforme códigos pertinentes, excetuando-se refervedores
e similares.
Caldeiras de recuperação de álcalis: caldeiras que utilizam como combustível principal o licor negro oriundo
do processo de fabricação de celulose, realizando a recuperação de químicos e geração de energia.
Códigos de construção: publicações normativas desenvolvidas por associações técnicas ou por sociedades de
normalização, dotadas de um conjunto coerente de regras, exigências, procedimentos, fórmulas e
parâmetros, oriundas de entidades nacionais, internacionais ou estrangeiras e utilizadas na construção dos
equipamentos abrangidos por esta NR. exemplos: ASME Boiler and Pressure Vessel Code, British Standards
Institution, AD 2000 Merkblatt, SNCTTI, ABNT, entre outros.
Dispositivo Contra Bloqueio Inadvertido - DCBI: dispositivo utilizado para evitar o fechamento inadvertido de
válvulas instaladas à montante e à jusante de dispositivos de segurança.
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Dispositivos de segurança: dispositivos ou componentes que protegem um equipamento contra sobrepressão


manométrica, independente da ação do operador e de acionamento por fonte externa de energia. O
dispositivo também pode ser projetado para evitar vácuo interno excessivo. Exemplos: válvulas de segurança,
válvulas de alívio, válvulas de segurança e alívio, válvulas piloto operadas, discos de ruptura, quebra - vácuo.
Enchimento interno: materiais inseridos no interior dos vasos de pressão com finalidades específicas e
período de vida útil determinado, tipo catalisador, recheio, peneira molecular, e carvão ativado. Bandejas e
acessórios internos não configuram enchimento interno.
Equipamentos de terceiros: equipamentos abrangidos por esta NR, pertencentes a terceiros, e instalados no
estabelecimento do empregador.
Eventos de grande proporção: ocorrências de grande magnitude (emanações, vazamentos, contaminações,
incêndios ou explosões), classificadas como acidentes maiores ou ampliados, nos termos da Convenção nº
174, da Organização Internacional do Trabalho - OIT.
Exame: atividade conduzida por PLH ou técnicos qualificados ou certificados, quando exigido por códigos ou
normas, para avaliar se determinados produtos, processos ou serviços estão em conformidade com critérios
especificados.
Exame externo: exame da superfície e de componentes externos de um equipamento, podendo ser realizado
em operação, visando avaliar a sua integridade estrutural.
Exame interno: exame da superfície interna e de componentes internos de um equipamento, executado
visualmente, para detecção de defeitos com relação a pontos de corrosão, trincas, incrustações e depósitos
ou qualquer descontinuidade nas regiões das soldas, com o emprego de ensaios e testes apropriados para
avaliar sua integridade estrutural.
Fluidos inflamáveis: líquidos que possuem ponto de fulgor menor ou igual a sessenta graus Celsius (60 °C) ou
gases que inflamam com o ar a vinte graus Celsius (20 °C) e a uma pressão padrão de cento e um vírgula três
quilo pascal (101,3 kPa).
Fluidos combustíveis: fluidos com ponto de fulgor maior que 60ºC e menor ou igual a 93ºC. (Retificada em
20/10/2022)

Fluidos tóxicos: fluidos nocivos à saúde dos trabalhadores, observado, quanto ao limite de tolerância, o
disposto na NR-15.
Fluxograma de engenharia (P&ID): diagrama mostrando o fluxo do processo com os equipamentos, as
tubulações e seus acessórios, e as malhas de controle de instrumentação.
Força maior: todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual
este não concorreu, direta ou indiretamente. A imprevidência do empregador exclui a razão de força maior.
Gerador de vapor: equipamento destinado a produzir vapor sob pressão superior à atmosférica, sem
acumulação e não enquadrados em códigos de vasos de pressão ou caldeira. (Retificada em 20/10/2022)
Hibernação: desativação temporária de máquina, equipamento, sistema ou unidade industrial, já em
funcionamento ou em construção, por longa duração e com previsão de retorno operacional, preservando
suas características.
Inspeção de segurança extraordinária: inspeção executada devido a ocorrências que possam afetar a condição
física do equipamento, tais como hibernação prolongada, mudança de locação, surgimento de deformações
inesperadas, choques mecânicos de grande impacto ou vazamentos, entre outros, envolvendo caldeiras,
vasos de pressão, tubulações e tanques, com abrangência definida por PLH.
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Inspeção de segurança inicial: inspeção executada no equipamento novo, montado no local definitivo de
instalação e antes de sua entrada em operação.
Inspeção de segurança periódica: inspeção executada durante a vida útil de um equipamento, com critérios
e periodicidades determinados por PLH, respeitados os intervalos máximos estabelecidos nesta Norma.
Inspeção extraordinária especial: inspeção executada em vaso de pressão construído sem código de
construção com a finalidade de coletar dados que permitam ao PLH definir com maior precisão os valores de
PMTA e outras informações importantes para o acompanhamento da vida remanescente do vaso, como os
tipos de materiais utilizados nas suas diferentes partes, suas dimensões, especialmente espessura, e
respectivas resistências mecânicas, a eficiência de junta a ser considerada para as juntas soldadas, os detalhes
de conexões e reforços e a reconstituição dos principais desenhos. Caso necessário, devem ser
implementadas alterações ou reparos que permitam a operação segura do vaso de pressão.
Instrumentos e sistemas de controle e segurança: dispositivos utilizados para monitorar e controlar o
comportamento de variáveis operacionais, compreendendo elementos primários, sensores, visores,
indicadores, transdutores, controladores, elementos finais, sistemas supervisórios, entre outros, com atuação
local ou remota, em malha aberta ou fechada, com funções de indicação, controle e/ou segurança.
Integridade estrutural: conjunto de propriedades e características físicas necessárias para que um
equipamento ou item desempenhe com segurança e eficiência as funções para as quais foi projetado.
Linha: trecho de tubulação individualizado entre dois pontos definidos e que obedece a uma única
especificação de materiais, produtos transportados, pressão e temperatura de projeto.
Número/código de identificação: designação distintiva, normalmente alfanumérica, também conhecida como
“tag” ou “posição”, por meio da qual os equipamentos abrangidos por esta NR são identificados em
documentos técnicos, relatórios, registros, sistemas informatizados, bem como nas instalações.
Operação contínua: operação da caldeira por mais de 95% do tempo correspondente aos prazos estipulados
no subitem [Link] desta NR.
Pacote de Máquinas: conjunto formado por equipamentos e acessórios periféricos de máquinas de fluido
(bombas, compressores, turbinas, etc.), máquinas operatrizes e demais equipamentos dinâmicos,
normalmente agrupados em sistemas de selagem, lubrificação e arrefecimento.
Plano de inspeção: descrição das atividades, incluindo os exames e testes a serem realizados, necessários
para avaliar as condições físicas dos equipamentos abrangidos por esta NR, considerando o histórico e os
mecanismos de danos previsíveis.
Prática profissional supervisionada: momento em que o trabalhador desenvolve atividades profissionais
vinculadas com os conteúdos teóricos recebidos em treinamento, com o acompanhamento e supervisão de
outro profissional ou instrutor com domínio das atividades desenvolvidas.
Pressão máxima de operação: máxima pressão manométrica esperada durante a operação normal do sistema
ou equipamento.
Pressão Máxima de Trabalho Admissível - PMTA: maior valor de pressão a que um equipamento pode ser
submetido continuamente, de acordo com o código de construção, a resistência dos materiais utilizados, as
dimensões do equipamento e seus parâmetros operacionais.
Proficiência: competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência. Para avaliação da
proficiência, pode ser verificado o currículo do profissional, a partir do conteúdo programático que ele
ministrará. O conhecimento teórico pode ser comprovado através de diplomas, certificados e material

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didático elaborado pelo profissional. A experiência pode ser avaliada pelo tempo em que o profissional atua
na área e serviços prestados.
Programa de inspeção: cronograma contendo, entre outros dados, as datas das inspeções de segurança
periódicas a serem executadas.
Projeto de alteração: projeto elaborado por ocasião de alteração que implique em intervenção estrutural ou
mudança de processo significativa nos equipamentos abrangidos por esta NR.
Projeto de reparo: projeto estabelecendo os procedimentos de execução e controle de reparos que possam
comprometer a segurança dos equipamentos abrangidos por esta NR.
Projeto alternativo de instalação: projeto concebido para minimizar os impactos de segurança para o
trabalhador quando as instalações não estiverem atendendo os critérios estabelecidos nesta NR.
Projeto de instalação de caldeiras: plantas de arranjo ou de locação, correspondendo a desenhos em escala
que mostram, em projeção horizontal, a disposição geral dos equipamentos, representados em um ou mais
documentos.
Recipientes móveis: vasos de pressão que podem ser movidos dentro de uma instalação ou entre instalações
e que não podem ser enquadrados como transportáveis.
Recipientes transportáveis: recipientes projetados e construídos para serem transportados pressurizados e
em conformidade com normas e regulamentações específicas de recipientes transportáveis, incluindo
recipientes para GLP com capacidade volumétrica de 5,5 a 500 L (ABNT NBR 8460), cilindros recarregáveis
para gases comprimidos, liquefeitos ou dissolvidos (ABNT NBR ISO 9809), entre outros.
Responsável técnico: considera-se responsável técnico aquele que tem competência legal para o exercício das
demais atribuições de cunho técnico preconizadas nesta NR, na respectiva modalidade profissional, em
conformidade com a regulamentação vigente no país.
Sistema de gerenciamento de combustão: sistema automático de controle do processo de combustão,
compreendendo a purga da fornalha, a ignição, a alimentação e o corte de combustíveis, bem como o
monitoramento da chama, de modo a assessorar o operador e conferir mais segurança em etapas críticas de
acendimento e desligamento da caldeira, inclusive nos cenários de intertravamento.
Sistema de tubulação: agrupamento de tubulações sujeitas a condições operacionais e a mecanismos de
deterioração semelhantes, vinculadas a um mesmo plano de inspeção, com a discriminação expressa dos
respectivos códigos de identificação (tag), visando a otimizar a alocação de recursos e aumentar a efetividade
das inspeções de segurança, sem prejuízo da rastreabilidade das informações pertinentes a cada tubulação
integrante do sistema.
Sistemas intrinsecamente protegidos: vasos isolados ou interligados cuja pressão se mantenha inferior à
PMTA em todos os cenários possíveis, bem como aqueles dotados de instrumentos de segurança concebidos
em substituição ou em complemento aos dispositivos de segurança preconizados nesta NR, observadas as
premissas e os requisitos técnicos e documentais previstos nos respectivos códigos de construção.
Sistema instrumentado de segurança: sistema que reúne uma ou mais funções instrumentadas de segurança,
normalmente dissociado da malha básica de controle, cujo propósito é conduzir o equipamento/processo a
um estado seguro nas ocorrências de violações a parâmetros operacionais pré-estabelecidos, abarcando,
entre outros, sensores, executores lógicos e elementos finais, especificados considerando-se um nível de
integridade de segurança desejável, estimado em análise de risco.

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Tanques metálicos de armazenamento: equipamentos estáticos, metálicos, não enterrados, sujeitos à pressão
atmosférica ou a pressões menores que 103kPa, cujo costado se desenvolve, em regra, a partir de um eixo
vertical de revolução, com preponderância para as construções cilíndricas.
Tecnologias de cálculo/procedimentos avançados: métodos analíticos, numéricos ou computacionais
destinados à avaliação da integridade estrutural dos equipamentos abrangidos por esta NR, normalmente
conhecidos como “métodos de adequação ao uso” (Fitness-For-Service), bem como técnicas de reparo,
permanente ou provisório, amparadas em publicações técnicas destinadas a equipamentos em serviço
(postconstruction code). Exemplos de referências técnicas: API 579, BS 7910, API 510, API 570, API 653, ASME
PCC2, entre outros, a critério do PLH.
Teste de pressão: termo genérico que compreende as diversas técnicas de pressurização de equipamentos
novos ou em serviço, incluindo testes hidrostáticos, pneumáticos, hidropneumáticos e hidrodinâmicos,
normalmente executados com água ou ar, com a finalidade de detectar vazamentos, atestar a resistência
estrutural, bem como verificara estanqueidade de juntas e de outros elementos de vedação.
Teste hidrostático de fabricação: aquele baseado em código de construção, executado na etapa de fabricação
ou no campo, antes do início da operação, observadas as disposições complementares previstas nesta NR.
Tubulações: conjunto formado por tubos e seus respectivos acessórios, projetados por códigos específicos,
destinado ao transporte de fluidos.
Unidade(s) de processo: conjunto de equipamentos e interligações de unidade(s) destinados ao
processamento, transformação ou armazenamento de materiais/substâncias.
Vasos de pressão: recipientes estanques, de quaisquer tipos, formato ou finalidade, capazes de conter fluidos
sob pressões manométricas positivas ou negativas, diferentes da atmosférica, observados os critérios de
enquadramento desta NR.
Vida remanescente (ou vida residual): estimativa de tempo restante de vida de um equipamento ou acessório,
a partir de dados coletados em ensaios e testes destinados a monitorar os efeitos dos mecanismos de danos
atuantes.
Volume: para fins desta NR é o volume interno do vaso de pressão, excluindo o volume dos acessórios, de
enchimentos ou de catalisadores.

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