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Resolução de Exercícios de Estatística

O documento aborda a importância da estatística na administração pública, destacando sua aplicação na análise e interpretação de dados para a tomada de decisões. O trabalho inclui a resolução de exercícios práticos que ilustram conceitos estatísticos, como variáveis, medidas descritivas e análise de dados. A metodologia utilizada é bibliográfica, visando aprofundar a compreensão teórica e prática dos conceitos estatísticos.

Enviado por

Hafezer Rassul
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Resolução de Exercícios de Estatística

O documento aborda a importância da estatística na administração pública, destacando sua aplicação na análise e interpretação de dados para a tomada de decisões. O trabalho inclui a resolução de exercícios práticos que ilustram conceitos estatísticos, como variáveis, medidas descritivas e análise de dados. A metodologia utilizada é bibliográfica, visando aprofundar a compreensão teórica e prática dos conceitos estatísticos.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação a Distância

RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

Neusia Iussifo Rassul-708240220

Curso: Licenciatura em
Administração Pública
Disciplina: Estatística
Ano de frequência: 1o Ano,
turma: K
Docente: dr. Nelson Elias Paulo

Quelimane, Setembro de 2024


Índice
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 3

1.1. Objectivos ............................................................................................................................ 4

1.2.1 Geral .................................................................................................................................. 4

1.2.2. Específicos ........................................................................................................................ 4

1.2. Metodologia ......................................................................................................................... 4

RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS ............................................................................................. 5

5. CONCLUSÃO ...................................................................................................................... 15

6. Referências bibliográficas .................................................................................................... 16

4
1. INTRODUÇÃO

A estatística é uma disciplina central no processo de entendimento e tomada de decisões em


uma variedade de áreas do conhecimento, sendo especialmente vital em contextos que
envolvem a análise e interpretação de dados complexos. Desde a sua aplicação em estudos
científicos até o seu uso em áreas de negócios e políticas públicas, a estatística se destaca como
um dos principais instrumentos para transformar dados brutos em informações úteis e
acionáveis. Este trabalho visa proporcionar uma compreensão aprofundada dos conceitos
estatísticos por meio da resolução de exercícios práticos, que ilustram de forma clara como as
teorias e métodos dessa disciplina podem ser aplicados em cenários reais.

A prática da estatística, por meio da resolução de problemas, permite não apenas uma
compreensão teórica dos princípios subjacentes, mas também a aquisição de habilidades críticas
para o uso prático dessas ferramentas no dia a dia. Em um ambiente cada vez mais guiado por
dados, a capacidade de interpretar números, identificar padrões e fazer previsões confiáveis é
uma habilidade crucial para qualquer profissional, seja na academia, no setor privado ou no
serviço público.

No contexto da administração pública, a importância da estatística se torna ainda mais evidente.


A gestão eficiente de recursos e a implementação de políticas públicas bem-sucedidas
dependem fortemente da análise detalhada de dados quantitativos e qualitativos. Com o uso
adequado da estatística, os gestores públicos podem obter uma visão abrangente sobre o estado
de setores cruciais, como saúde, educação, infraestrutura, entre outros. A coleta de dados
precisos e a sua correta interpretação permitem aos decisores avaliar as necessidades da
população, identificar problemas e implementar soluções baseadas em evidências. Dessa forma,
a estatística fornece as bases para uma governança mais transparente, eficiente e eficaz.

Portanto, a relevância da estatística transcende a mera análise numérica; ela se configura como
uma ferramenta essencial para a melhoria da qualidade de vida, seja ao otimizar recursos
públicos ou ao oferecer soluções inovadoras e bem fundamentadas para os desafios
contemporâneos. Com isso, o presente trabalho pretende, através da prática de resolução de
exercícios, consolidar o entendimento teórico dos conceitos estatísticos e desenvolver a
capacidade de aplicar esses conceitos em diferentes contextos, especialmente no âmbito da
administração pública, onde o uso inteligente de dados pode transformar significativamente a
gestão governamental e o impacto de suas ações na sociedade.

3
1.1. Objectivos

1.2.1 Geral

Aprofundar a compreensão de conceitos estatísticos e sua aplicação prática na administração


pública

1.2.2. Específicos

 Identificar os principais conceitos estatísticos: Compreender as definições e


características de medidas descritivas, inferência estatística, probabilidade e análise de
dados.

 Resolver exercícios práticos que exemplifiquem a aplicação de teorias estatísticas:


Desenvolver habilidades práticas por meio da resolução de problemas que simulem
situações encontradas na administração pública.

 Analisar a importância da estatística na tomada de decisões informadas: Explorar


como a coleta e interpretação de dados quantitativos e qualitativos podem influenciar
políticas públicas e a gestão eficiente de recursos.

 Desenvolver habilidades críticas para a análise de dados: Incentivar a capacidade de


interpretar resultados estatísticos e aplicar esse conhecimento na formulação de políticas
e soluções práticas.

1.2. Metodologia

A metodologia a ser utilizada neste trabalho é de natureza bibliográfica, com o objetivo de


embasar teoricamente a análise dos conceitos estatísticos e sua aplicação prática.

4
RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

Por palavras tuas, diga o que intendes por variáveis estatísticas.

As variáveis estatísticas são elementos fundamentais na estatística, servindo como a base para
a coleta, análise e interpretação de dados. Em termos simples, uma variável estatística é
qualquer característica, atributo ou medida que pode assumir diferentes valores em uma
população ou amostra.

Para entender melhor, podemos dividir as variáveis em duas categorias principais:

1. Variáveis Qualitativas (ou Categóricas): Essas variáveis descrevem qualidades ou


características que não podem ser medidas numericamente. Elas podem ser divididas
em dois tipos:

o Nominais: Não possuem uma ordem específica e representam categorias


distintas. Por exemplo, as cores de um carro (vermelho, azul, verde) ou os tipos
de frutas (maçã, banana, laranja).

o Ordinais: Possuem uma ordem ou hierarquia, mas a distância entre as


categorias não é mensurável. Exemplos incluem classificações de satisfação
(satisfeito, neutro, insatisfeito) ou níveis de escolaridade (fundamental, médio,
superior).

2. Variáveis Quantitativas: Essas variáveis podem ser medidas numericamente e são


divididas em:

o Discretas: Representam contagens e assumem valores inteiros. Por exemplo, o


número de alunos em uma sala de aula ou o número de carros em um
estacionamento.

o Contínuas: Podem assumir qualquer valor dentro de um intervalo e são


geralmente medidas. Exemplos incluem altura, peso e temperatura.

As variáveis estatísticas são cruciais na análise de dados, pois permitem que os pesquisadores
categorizem e quantifiquem informações, identifiquem padrões e relações, e realizem
inferências sobre populações a partir de amostras. Por exemplo, ao analisar os dados de uma
pesquisa de opinião, os pesquisadores podem usar variáveis para representar diferentes grupos

5
demográficos (como idade ou gênero) e comparar suas respostas em relação a um determinado
tema.

Além disso, as variáveis são essenciais na formulação de hipóteses e na construção de modelos


estatísticos. Elas ajudam a estruturar a pesquisa e a interpretar os resultados, oferecendo insights
sobre fenômenos sociais, econômicos e naturais.

2. Classifique cada uma das variáveis abaixo em qualitativo (nominal e ordinal) e


quantitativo (discreta e continua):

Ord Variável Classificação


01 Número de famílias de residentes dum prédio; Discreta
02 Situação sócio económica de um individuo; Ordinal
03 Cor dos olhos; Nominal
04 Diâmetro D de uma esfera. Continua
05 Nº único de identificação tributária Discreta
06 Comprimentos de 1000 parafusos produzidos numa fábrica Continua
07 Temperaturas registadas cada meia hora em um posto de Continua
Meteorologia;
08 Número de acções vendidas diariamente na Bolsa de Valores; Discreta
09 Salários dos jogadores de Futebol na equipa do ferroviário da Beira Continua

3. Os seguintes dados representam o número de irmãos que cada estudante da turma de


Administração publica, 1° ano duma certa universidade tem: 6, 3, 9, 4, 5, 6, 3, 2, 4, 10, 6,
2, 3, 4, 5, 8, 2, 1, 3, 6, 5, 5, 5, 8, 4, 6, 2, 4, 7, 5, 3.

a) Faça a sumarização dos dados num sectograma/diagrama circular.

6
3%3%3%
7% 13%
3%

16% 16%

20% 16%

b) Calcule a média do número de irmãos dos estudantes dessa turma.

𝑥1 +𝑥2 …+𝑥𝑛 ∑ 𝑥𝑖 ∑𝑛
𝑖 𝑥𝑖
Formulas 𝑥̅ = 𝑜𝑢 𝑥̅ = 𝑜𝑢 𝑥̅ =
𝑛 𝑛 𝑛

Resolução

∑ 𝑥𝑖 146
𝑥̅ = = = 4,7
𝑛 31

c) Indique o valor modal do número de irmãos nessa turma.

O valor modal é o número que aparece com mais frequência absoluta. No caso, o número de
irmãos que mais se repete é 5 irmãos (6 vezes). Assim 𝑴𝒐 = 𝟓 Unimodal

d) Calcule a amplitude interquartil;

Para calcular a amplitude interquartil (IQR), precisamos encontrar os quartis Q1 e Q3.

Ordenar os dados:

1, 2, 2, 2, 2, 3, 3, 3, 3, 3, 4, 4, 4, 4, 4, 5, 5, 5, 5, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 6, 7, 8, 8, 9, 10.

Calcular Q1 e Q3:

𝑄1 (1º 𝑞𝑢𝑎𝑟𝑡𝑖𝑙): 𝐴 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑛𝑎 𝑑𝑎 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑚𝑒𝑡𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜𝑠 𝑑𝑎𝑑𝑜𝑠 (𝑜𝑠 15 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟𝑒𝑠): 𝑄1
= 3

𝑄3 (3º 𝑞𝑢𝑎𝑟𝑡𝑖𝑙): 𝐴 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑛𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑚𝑒𝑡𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜𝑠 𝑑𝑎𝑑𝑜𝑠 (𝑜𝑠 15 ú𝑙𝑡𝑖𝑚𝑜𝑠 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟𝑒𝑠): 𝑄3
= 6
7
Amplitude Interquartil (IQR):

𝐼𝑄𝑅 = 𝑄3 − 𝑄1 = 6 − 3 = 3

e) Calcule a Semi amplitude quartílica;

A semi amplitude quartílica é metade da amplitude interquartil:

𝐼𝑄𝑅 3
Semi Amplitude Quartılica = = = 1.5
2 2

f) Calcule o Desvio quartílico relativo.

O desvio quartílico relativo é dado pela fórmula:

𝐼𝑄𝑅
Desvio Quartılico Relativo = × 100
𝑥̅

3
Desvio Quartılico Relativo = × 100
4,7

Desvio Quartılico Relativo = 63,82%

4. A altura de 60 estudantes da Universidade Católica, curso de Administração Pública


foi registada abaixo, em cm:

174 170 156 168 176 178 162 182 172 168

168 156 169 168 162 160 163 168 162 172

168 167 170 153 171 166 168 156 160 172

163 170 175 176 182 158 176 161 175 161

173 163 172 167 170 179 179 170 151 175

151 172 173 170 174 167 158 174 164 173

a) Construa uma distribuição de frequência com 8 classes de amplitudes iguais, adoptando


como limite inferior da distribuição 150 cm;

Dados em rol

151 151 153 156 156 156 158 158 160 160

161 161 162 162 162 163 163 163 164 166

167 167 167 168 168 168 168 168 168 168
8
169 170 170 170 170 170 170 171 172 172

172 172 172 173 173 173 174 174 174 175

175 175 176 176 176 178 179 179 182 182

Distribuição de frequência

𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑭𝒊 𝒇𝒊 %
[150; 154[ 3 5%
[154; 158[ 3 5%
[158; 162[ 6 10%
[162; 166[ 7 11,66
[166; 170[ 12 20%
[170; 174[ 15 25%
[174; 178[ 9 15%
[178; 182[ 5 8,33%
Σ 𝑛 = 60 100%

b) Qual o percentual de estudantes com altura mínima de 166 cm?

Com base na tabela de distribuição de frequência como foi calculada a frequência relativa
percentual, podemos perceber que o percentual de estudantes com altura mínima de 166 cm é
de 68,33%, isto é, somamos as percentagens das quatro últimas classes começando pela classe
166 -170.

c) Quantos estudantes têm menos de 162 cm?

Somente 12 estudantes têm menos de 162cm de altura, isto é, somamos as frequências absolutas
das primeiras três classes da tabela patente na alínea a).

d) Qual o percentual de estudantes com altura média de 164 cm? Qual a soma total
aproximada das alturas dos 60 alunos?

1
Somente um aluno possui a altura de 164, assim 𝑓𝑖% = 60 × 100 = 1,6%

A percentagem de estudantes com altura media de 164 é de 1,6%.

A soma total aproximada das alturas dos 60 alunos é 10 077 cm.

9
5. Considere a seguinte tabela de distribuição de frequências com os tempos (em dias) que
um corretor demora a concluir um negócio, observado em 40 operações:
𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐 (𝒅𝒊𝒂𝒔) No de operações 𝒙𝒊 𝒙 𝒊 ∙ 𝑭𝒊 𝑭𝒊𝒂𝒄 (𝒙𝒊 − 𝒙̅ ) 𝟐 ∙ 𝑭𝒊
[0 − 2.5[ 10 1,25 12,5 10 97,96
[2.5 − 5[ 25 3,75 93,75 35 9,92
[5 − 7.5[ 9 6,25 56,25 44 31,47
[7.5 − 10[ 7 8,75 61,25 51 133,67
Σ n = 51 223,75 273,02

a) A média aritmética, a moda e a mediana;

MÉDIA ARITMÉTICA

∑ 𝑥𝑖 ∙ 𝐹𝑖
𝑥̅ =
𝑛
223,75
𝑥̅ = = 4,38
51
MODA

A classe a vermelho na tabela acima foi considerada como a classe modal por ser a classe com
maior frequência

∆𝟏
Fórmula: 𝑴° = 𝒍𝑴° + ∆ ×𝒉
𝟏 +∆𝟐

Resolução

∆1
𝑀° = 𝑙𝑀° + ×ℎ
∆1 + ∆2

(25 − 10)
= 2,5 + × 2,5
(25 − 10) + (25 − 9)

15
= 2,5 + × 2,5
15 + 16
= 2,5 + 0,48 × 2,5

𝑀° = 3,7
MEDIANA

A classe a vermelho na tabela acima foi considerada como a classe mediana obtida através da
𝒏
seguinte operação 𝟐.
10
𝒏
− 𝑭𝒊𝒂𝒄−𝟏
̃ = 𝒍𝒊 + 𝟐
𝒙 ×𝒉
𝑭𝒊𝒙̃

51
− 10
𝑥̃ = 2,5 + 2 × 2.5
25

25,5 − 10
= 2,5 + × 2,5
25

= 2,5 + 0,62 × 2,5

𝑥̃ = 4,05

b) A variância, o desvio padrão;

VARIÂNCIA

Formula

2
∑(𝑥𝑖 − 𝑥̅ )2 ∙ 𝐹𝑖
𝑆 =
𝑛−1

Resolução

Como a tabela foi preenchida levamos o valor patente na tabela e calculamos a variância

273,02 273,02
𝑆2 = = = 5,46
51 − 1 50

Desvio padrão

Formula: 𝑆 = √𝑆 2 / 𝑆 = √5,46 = 2,33

c) O coeficiente de variação

𝑆 2,33
Formula: 𝐶𝑉 = 𝑋̅ × 100 / 𝐶𝑉 = 4,38 × 100 / 𝐶𝑉 = 53,19%

Com base no coeficiente de variação calculada que e de 53,19% entendemos que há uma alta
dispersão entre os dados.
11
d) O 3° quartil e o 4° percentil.

3° QUARTIL

Formula:
𝟑∙𝒏
− 𝑭𝒊𝒂𝒄−𝟏
𝑸𝟑 = 𝒍𝑸𝟑 + 𝟒 ×𝒉
𝑭𝒊𝑸𝟑

𝟑. 𝒏
A classe do 𝑸𝟑 foi obtida através da seguinte operação que é a classe em azul.
𝟒

3 . 51 − 35
𝑸𝟑 = 5 + 4 × 2.5
9

38,25 − 35
=5+ × 2,5
9

= 5 + 0,36 × 2,5

𝑸𝟑 = 5,90

4° PERCENTIL

Formula:

𝟒∙𝒏
− 𝑭𝒊𝒂𝒄−𝟏
𝑷𝟒 = 𝒍𝑷𝟒 + 𝟏𝟎𝟎 ×𝒉
𝑭𝒊𝑷𝟒

𝟒. 𝒏
A classe do 𝑷𝟒 foi obtida através da seguinte operação que é a classe em verde.
𝟏𝟎𝟎

4 . 51 − 0
𝑷𝟒 = 0 + 100 × 2.5
10

2,04 − 0
= 0+ × 2,5
10

= 0 + 0,20 × 2,5

𝑷𝟒 = 0,51

12
6. Amostras de uma peça de alumínio fundido são classificadas em duas categorias
de acabamento: “excelente” e “bom”. Uma outra classificação divide as peças
em duas categorias de comprimento: “excelente” e “bom”. A tabela abaixo exibe
o número de peças por categoria de um determinado lote:

Suponhamos que uma peça é seleccionada aleatoriamente deste lote.

a) Qual é a probabilidade da peça ter um excelente acabamento na superfície;

Total de peças com acabamento excelente: 75 + 7 = 82

Total de peças no lote: 100

82
𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒) = = 0,82
100

A probabilidade da peça ter um excelente acabamento é de 0,82.

b) Qual é a probabilidade da peça ter um excelente comprimento;

Total de peças com comprimento excelente: 75 + 10 = 85

Total de peças no lote: 100

85
𝑃(𝐶 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒) = = 0,85
100

A probabilidade da peça ter um excelente comprimento é de 0,85.

c) Se a peça seleccionada tiver excelente acabamento na superfície, qual é a probabilidade


do comprimento ser excelente?

Usamos a fórmula da probabilidade condicional:

13
𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 ∩ 𝐶 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒)
𝑃(𝐶 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒\𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒) =
𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 )

75
Sabemos que: 𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 ∩ 𝐶 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒) = 100

Resolução:

75/100 75
𝑃(𝐶 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒\𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒) = = = 0,915
82/100 82

A probabilidade da peça ter um excelente comprimento, sendo de excelente acabamento é de


0,915.

d) Se a peça seleccionada tiver bom comprimento, qual é a probabilidade do acabamento


na superfície ser excelente?

Usamos a fórmula da probabilidade condicional:

𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 ∩ 𝐶 = 𝐵𝑜𝑚)


𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒\𝐶 = 𝐵𝑜𝑚) =
𝑃(𝐶 = 𝐵𝑜𝑚 )

7
Sabemos que: 𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 ∩ 𝐶 = 𝐵𝑜𝑚) = 100 𝑒 𝑃(𝐶 = 𝐵𝑜𝑚) = 15/100

Resolução

7/100 7
𝑃(𝐴 = 𝐸𝑥𝑐𝑒𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒\𝐶 = 𝐵𝑜𝑚) = = = 0,467
15/100 15

A probabilidade da peça ter um acabamento excelente, sendo de bom comprimento é de 0,467.

14
5. CONCLUSÃO

A estatística desempenha um papel vital na coleta, análise e interpretação de dados,


especialmente no contexto da administração pública. Ao aprofundar a compreensão de
conceitos estatísticos por meio da resolução de exercícios práticos, é possível não apenas
dominar as teorias subjacentes, mas também desenvolver habilidades essenciais para a tomada
de decisões embasadas em dados. A prática estatística permite que os gestores públicos
identifiquem padrões, avaliem situações complexas e implementem políticas que atendam
efetivamente às necessidades da população.

Além disso, a importância da estatística na administração pública vai além da mera manipulação
de números. Ela se torna uma ferramenta de transparência e responsabilidade, garantindo que
os recursos públicos sejam utilizados de maneira eficiente e que as ações governamentais sejam
fundamentadas em evidências sólidas. Ao capacitar os gestores públicos com conhecimentos
estatísticos, é possível promover uma governança mais informada e reativa aos desafios sociais
e econômicos.

Por fim, à medida que o mundo avança em direção a uma era cada vez mais orientada por dados,
a habilidade de interpretar e aplicar conceitos estatísticos se tornará ainda mais crucial. Este
trabalho destaca a necessidade de uma formação sólida em estatística para todos os profissionais
envolvidos na administração pública, garantindo que as decisões tomadas sejam baseadas em
análises rigorosas e precisas, contribuindo assim para um desenvolvimento sustentável e eficaz
em Moçambique e além

15
6. Referências bibliográficas

AGRESTI, A., & BARTELSMEIER, P. (2016). Statistical methods for the social sciences.
Pearson.

ANDERSON, D. R., Sweeney, D. J., & Williams, T. A. (2015). Statistics. Cengage Learning.

BABBIE, E. (2015). The practice of social research. Cengage Learning.

FIELD, A. (2013). Discovering statistics using IBM SPSS statistics. SAGE Publications.

KELLER, G. (2014). Statistics for management and economics. Cengage Learning.

MCDONALD, J. (2014). Statistical methods for health care research. Lippincott Williams &
Wilkins.

MONTGOMERY, D. C., & Runger, G. C. (2014). Applied statistics and probability for
engineers. Wiley.

ROSS, S. M. (2014). Introduction to probability and statistics. Academic Press.

16

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